O varejo brasileiro está preparado para o IoT?

O varejo brasileiro está pronto para o IoT?​

* por Fabio Camara, CBO da Engemon IT

Quais são as perspectivas quanto ao futuro do varejo no Brasil? Mesmo considerando os entraves financeiros e econômicos que têm dificultado seu desenvolvimento, acredito que esse é um setor em que ​há ​muito a ser explorado. Os varejistas têm
observado, de uns três anos para cá, que é importante abandonar despesas extras, o que fez como que novos nichos se destacassem​ e muitas lojas – ​que ​já ​não traziam a ​mesma ​rentabilidade ​de antes – ​fossem fechadas. Imagino, portanto, que o cenário pode ser visto como instável por muitos, mas o encaro como promissor.

Porque é em momentos mais sensíveis que o mercado tende a se reinventar e aprimorar suas ofertas. O varejo tem investido cada vez mais em soluções tecnológicas para otimizar seus recursos e promover o aumento das vendas. A Internet das ​Coisas (IoT), por exemplo, tem se popularizado no segmento. Seja com o uso em devices ou nuvem, o conceito do IoT já representa um importante diferencial competitivo onde foi aplicado. No Brasil​, enxergo a tecnologia ​no varejo ​como incipiente, m​as acredito que seja questão de tempo ​para su​a popularização.

Algumas empresas varejistas vêm apresentando​ resultados ​bem ​expressivos​, com aplicações que v​ão desde a manutenção preditiva de equipamento​ ao ​transporte inteligente e mapeamento de interesse do consumidor dentro das lojas. Aqui ressalto a importância do varejista criar sua estratégia baseando-se em dados obtidos por meio de inteligência analítica, que permitirá a gestão das ações de acordo com a necessidade dos seus clientes.

Por isso acredito que sim, o nosso varejo está pronto para o uso do IoT. Cases de sucesso não faltam para quem ainda tem dúvidas. Mas atente-se a alguns pontos antes de adotar a solução: avalie se a estrutura do seu negócio comporta o IoT nesse momento. Há outras ferramentas que têm grande aplicabilidade no varejo, como o Big Data e o Analytics que, sem dúvidas, quando bem aplicadas, trazem melhorias comprovadas e significativas na performance da cadeia de suplementos.

Minha outra dica é investir em sistemas robustos e seguros. Recente pesquisa feita pela Irdeto*, especialista em segurança para plataformas digitais, aponta que 90% dos consumidores de seis países diferentes temem ciberataques em dispositivos que são conectados à internet. Os brasileiros são os mais receosos quanto a esse tipo de invasão: 88% dos participantes têm essa preocupação. Portanto, a prevenção de intervenções nos dados dos clientes é fundamental para não perder a sua confiança.

Pelo que temos observado, podemos dizer que a tendência é que os próximos anos tragam a tão esperada recuperação do mercado. A menor pressão inflacionária tende a refletir ​no aumento do poder aquisitivo das famílias e, consequentemente, em crescimento das vendas. Sua empresa estará preparada para esse momento? Quais diferenciais você terá a oferecer aos seus clientes quando o mercado reaquecer? Pense sobre essas questões e avalie como investir assertivamente no seu negócio.

Fonte: Carolina Barbizan – Rede Comuniquese

Como o big data pode impulsionar novos negócios

A influência da Big Data nos negócios

por Marcos Alex Rodrigues

Até alguns anos atrás, toda a informação gerada e divulgada acontecia de maneira off-line, através de cartas (mala direta), matérias em televisão, rádio, publicações em revistas, jornais, folhetins, folders e ligações (telemarketing). Aos poucos, esse cenário foi mudando e a informação começou a chegar por diversas frentes, o tempo todo.

Se por um lado isso facilitou a comunicação, por outro, há exagero na dose. Pelo menos é o que eu ando acompanhando no meu dia a dia. Com o aumento da tecnologia e com a chegada das redes sociais, a maneira de se relacionar passou por uma revolução e hoje são os consumidores e os influenciadores digitais que ditam as regras. São eles que falam abertamente o que pensam e o que não pensam; são eles que interagem com as empresas atestando ou reprovando determinados produtos ou serviços.

E embora eu acredite que algumas mudanças sejam inevitáveis e irremediáveis, é preciso ficar atento a dose, já que estas mudanças podem ser proporcionalmente drásticas se não forem bem trabalhadas, principalmente no que diz respeito a comunicação. O que parece ser ideal para a sua marca, pode ser considerado invasivo aos olhos do seu consumidor e toda a estratégia de marketing irá por água baixo.

Tudo está se transformando e ainda não temos a dimensão como isso será no futuro. Com base no meu modelo de negócio, posso afirmar que as ações online, quando executadas com parcimônia estão trazendo cada dia mais, resultados efetivos para os meus clientes. Mas também estamos o tempo todo, nos reinventando e tentando acompanhar essa evolução.

Até porquê, o aprimoramento constante das tecnologias, o acúmulo de dados e a informação (BIG DATA) favorecem esse quadro de transformação e acabamos tendo muito mais informação e conteúdo armazenado, do que imaginávamos lá trás. Poucas as informações que estão conseguindo ficar oculta aos olhos das máquinas e algoritmos, que avançam a cada vez que alimentamos browsers com buscas e curiosidades; eles são inteligentes o suficiente para conhecer nossos desejos e nossos próximos passos no mundo virtual.

O que quero realmente compartilhar com vocês é que hoje não somos os mesmos que éramos ontem e como empresários, temos a missão de analisar e tentar prever quais diretrizes teremos amanhã, com a tecnologia que estamos criando. Precisamos mudar nossos conceitos, assim como a tecnologia tem mudado a nossa maneira de se comunicar.

Sobre o autor:

Presidente da Central Mailing List, (www.centralmailinglist.com.br) Marcos Alex Rodrigues é um cientista de dados que há mais de 20 anos inseriu a comercialização de banco de dados no mercado. Hoje, além desse serviço, a empresa também trabalha com a correção, atualização, enriquecimento de database (banco de dados), disparos de e-mail marketing inteligente, SMS e geração de leads. Tudo isso, de maneira consciente, fazendo o uso coerente das informações e seguindo as regras de mercado com altos níveis de segurança. Projetos de consultoria mercadológica para a definição de público alvo atendendo as demandas dos departamentos de marketing, vendas, prospecção, retenção, fidelização, cobranças, pesquisas, TI e RH também faz parte da portfólio da empresa.

Fonte: Alline Carvalho

Artigo trata dos pecados da era digital

7 pecados capitais da era digital

por Paulo Marcelo, CEO da Resource

A Transformação Digital, embora muito divulgada, estudada e debatida, está em construção. A sociedade já é digital e as empresas ainda não. Por isso, merece todo o cuidado para que seja bem-sucedida. É muito importante contar com um parceiro que ajude o cliente a conduzir essa jornada de maneira assertiva, promovendo o engajamento de todos os colaboradores, com o comprometimento do board da empresa. O sucesso dessa transformação depende fundamentalmente das pessoas.

Dessa forma, o cliente dessa nova era, empoderado, contrata mais do que serviços ou soluções, ele quer resultados. E para que eles sejam atingidos, é preciso conhecer algumas armadilhas que podem comprometer o nível de excelência do digital. Listei a seguir sete entraves que devem ser evitados.

1- Não integrar a visão corporativa à estratégia digital
A construção da estratégia digital deve permear todas as áreas de negócio e integrar a estratégia da corporação. É preciso ter clareza sobre onde a empresa pretende chegar, desenhar uma jornada de Transformação Digital e integrar esse plano à visão da companhia. Todos devem unir esforços para uma ação conjunta com um objetivo comum: modernizar processos, produtos e serviços para colocar a corporação em linha com as atuais expectativas de clientes e parceiros. A transformação não acontece sozinha e visa fortalecer a competitividade e o posicionamento da empresa.

Paulo Marcelo

2- Não ter o comprometimento do CEO e do C-Level
Contar com o apoio do CEO na construção de uma estratégia digital não é mais o suficiente para o sucesso. É preciso contar com a sua liderança e o comprometimento efetivo do C-Level. É fundamental também priorizar e sustentar continuamente os investimentos, além de medir resultados. Somente dessa forma, a empresa será bem-sucedida na integração da sua cultura ao digital. CEO e C-Levels devem estar engajados na promoção do conhecimento aos seus colaboradores, participar ativamente de eventos que objetivam disseminar a nova cultura. Bons exemplos trazem incentivo e credibilidade.

3- Não contagiar as pessoas com a nova cultura
As mudanças na cultura da empresa para um modelo de evolução digital requerem a modernização de processos que muitas vezes esbarram em resistências. Portanto, é importante contagiar as pessoas com a cultura digital, mostrando todos os benefícios que esse novo modelo pode proporcionar no desenvolvimento de suas funções. Dessa forma, é possível evitar a formação de silos de evolução e estender a transformação para todas as áreas da empresa. A comunicação é essencial para garantir uma adesão consistente e ganhar a confiança de todos.

4- Não fortalecer as competências para a nova era
A transformação digital trouxe a necessidade de agregar novas competências para atingir os objetivos de negócios 4.0. Essa renovação não significa necessariamente uma ruptura com o modelo existente. A estratégia é unir todas as competências do time da casa, trazer novas, investir em talentos, preservando a essência da companhia. A execução de uma estratégia digital acontece por meio da motivação das pessoas, que usam a tecnologia para alcançar resultados com mais eficiência.

5- Não buscar o simples e cair na armadilha do complexo
Este é um dos maiores pecados em uma estratégia de transformação. Um dos protagonistas da era digital é a metodologia Ágil, que proporciona a realização de entregas rápidas, por meio do conceito de MVPs (Mínimo Produto Viável). Essa vantagem de poder aumentar a quantidade de novas versões disponibilizadas aos clientes permite que erros apareçam mais rapidamente e, ao mesmo tempo, sejam solucionados na mesma velocidade. Assim, é possível simplificar o desenvolvimento e acelerar ainda mais o compromisso com as entregas.

6- Adotar todo e qualquer tipo de tecnologia sem planejamento e avaliação de necessidades
Quando a decisão de construir uma estratégia digital é tomada, é preciso, primeiramente, avaliar o cenário atual e os principais objetivos que a empresa pretende atingir com as mudanças. A Transformação Digital não é um remédio para todas as dores do negócio. Definido o desenho da jornada digital, é hora de agregar as tecnologias que irão contribuir para o seu sucesso. Não se pode cair na armadilha de querer adotar todas as inovações que não estejam diretamente relacionadas com as necessidades de modernização dos negócios e, consequentemente, dos seus resultados.

7- Não eleger Agentes de Transformação Digital
Dependendo do porte e da atuação da empresa, é muito importante eleger Agentes da Transformação Digital, originados do time de C-Levels da companhia. Eles serão fortes aliados do CEO no compromisso de permear a nova cultura em toda a companhia e manter todas as pessoas informadas e engajadas. Os agentes devem trabalhar para que a Transformação Digital seja implementada em ciclos rápidos e cuidar para que os investimentos sejam constantes no digital. Dessa forma, o processo será consistente, contínuo, executado, aferido e controlado.

Fonte: Gabriel Cruz – Planin Comunicação

Coluna Papo Reto

O que a propaganda faz!

Tenho percebido em boa parte dos estudantes de comunicação uma dificuldade em explicar o que de fato este profissional faz.

Separando a comunicação em suas áreas, me atreverei em falar apenas da minha, Publicidade e Propaganda.

Andando estes dias no trânsito me deparo com um Fusca e nele um adesivo da Estrela, sim, a famosa marca de brinquedos que embalou tantas infâncias.

Ao olhar o adesivo, instantaneamente vieram lembranças fortes, distintas, confusas, e por fim, estava sorrindo.

Esse é o poder da nossa profissão. Fazer com que marcas participem da vida das pessoas de forma marcante e positiva.

Quem é que não se lembra de, ao menos, uma porção de propagandas na TV inesquecíveis ?

Jingles das antigas companhias aéreas. As saudosas propagandas dos chocolates garoto. Minha Caloi e por aí vai.

Identifique algo que marcou a vida de uma pessoa e você verá como a Publicidade teve papel determinante nesse processo.

Comércio eletrônico precisa de uma boa estratégia

E-business de sucesso pede transformação digital

* por Roberto Atayde

O consumidor de hoje possui vários dispositivos – smartphones, tablets, computadores, relógios etc – e espera uma experiência de compras on-line rápida, fácil e, acima de tudo, amigável.

Muitas empresas têm buscado no e-commerce uma saída para melhorar resultados sem, no entanto, se atentarem ao entorno de uma maneira mais detalhada.

Essa atitude geralmente leva a uma grande miopia na concepção de uma estratégia adequada ao negócio. Na maioria das vezes, na tentativa de utilizar os mesmos processos para reduzir custos ou por receio do novo, do desconhecido, os gestores optam por adaptações que acabam sendo desastrosas e fazem com que grandes empresas que deram grandes passos recuem em suas estratégias e criem um novo modelo, porém digitalmente pensado.

Mas a dura realidade é uma só: lojas sem presença online estão destinadas a desaparecer!

A presença digital deve ser pensada como um novo negócio, planejada desde sua concepção até a sua implementação, lembrando que o sucesso está diretamente ligado às estratégias adotadas previamente. Dependendo do negócio, do público, da natureza da operação, os resultados podem se mostrar ainda melhores se, por exemplo, um aplicativo, atrelado ao e-commerce, for concebido para alavancar a empresa digitalmente.

Esse processo de planejamento estratégico geralmente aponta diversas disfunções e demandas e o gestor tem que estar preparado para encarar as mudanças requeridas antes da construção de um e-business, mas nem sempre eles têm conhecimentos suficientes que os permitam se desafiar e encarar uma transformação digital sozinhos, sem o suporte de especialistas que conseguem ter uma visão mais ampla e isentada organização nesse processo de digitalização.

Uma coisa é certa: quem não fizer agora, fará num futuro muito próximo ou não terá a chance de fazê-lo, pois não se trata apenas de uma oportunidade, mas de uma questão de sobrevivência que está ameaçada, face à rápida adoção dos meios digitais que crescem e se tornam mais intuitivos a cada nova geração.

Essas constantes inovações e o ritmo acelerado que acontecem, demandam contínua atenção, questionamentos e reavaliações dos modelos tradicionais para atender gerações muito distintas – desde uma pessoa mais idosa que mal utiliza o controle remoto da televisão, até a geração mais nova que já nasce digital. Surgem novos modelos de negócios que terão um grande impacto no e-commerce, nos aplicativos e na cadeia de valor da indústria e do comércio, atentando ainda aos comportamentos e expectativas dos consumidores que estão evoluindo e ficando cada vez mais exigentes.

Hoje, o comércio eletrônico é em grande parte, impulsionado por preço e conveniência, porém um número cada vez maior de consumidores está começando a querer mais do comércio eletrônico, por exemplo, a capacidade de descobrir produtos exclusivos que não serão encontrados em grandes redes de varejo. Isso fará com que essa experiência de comércio eletrônico mude drasticamente.

A tendência é que cada comprador tenha acesso a conteúdos exclusivos, recebendo recomendações de produtos e acessórios definidos com base em suas preferências, localização geográfica, tendências de mercado, grupo demográfico, experiência de compras anteriores e interações de marca – tudo de forma totalmente natural. É como se uma transferência do conhecimento dos vendedores físicos que sabiam seu nome e suas preferências, migrassem para o mundo virtual.

A conexão entre o que o cliente vê online e o que ele recebe deve ser completa. Ele deve ter acesso a todas as informações de forma clara e um processo fácil do início ao fim. Aproximadamente 92% dos usuários da internet buscam regularmente informações de produtos e comentários de outros compradores, isso porque ainda existe a incerteza, um imenso obstáculo para compras on-line. Quanto mais informações sobre um produto existir (fotos, comentários, descrições, especificações, etc.), maior a chance de conversão.

E para fazer da compra uma experiência única, seja nas lojas ou no ambiente virtual, com o objetivo de aprimorar e diferenciar a proposta de valor de uma marca, ela deve ser altamente envolvente, inclusive utilizando-se de recursos tecnológicos como a realidade aumentada, que na maioria das vezes desempenha um papel fundamental e decisivo. Imagine conseguir “ver” aquele apartamento que ainda está na planta, já mobiliado com os móveis que você idealizou, podendo-se inclusive, caminhar dentro dele sem na verdade sair do lugar. Todos os ajustes são realizados antes e, quando o projeto se materializa, já estará perfeito, sem necessidade de retrabalho e sem causar surpresas indesejadas.

A transformação digital transcende as barreiras do virtual. Para a geração que adora fazer check-in por onde passa e compartilhar suas experiências em mídias sociais, nada melhor do que um ambiente apropriado, já que no mundo das “selfies”, uma foto num local “descolado” pode promover produtos e ganhar escala rapidamente e com baixíssimo custo, motivo da busca incansável da integração da mídia social com o varejo em lojas, no intuito de estimular as compras socialmente impulsionadas além de impactar significativamente a relevância da marca, que é percebida muito rapidamente.

As variáveis são inúmeras, muitas são as dúvidas e questionamentos e as respostas, difíceis e pouco óbvias. Desconstruir conceitos para construir relevância, exige coragem e determinação, mas é o que garante a continuidade. Sem estratégia, não tem transformação digital. Sem transformação digital, não existe e-business de sucesso. Sem e-business de sucesso, não tem cliente.

*Roberto Atayde é adviser da Topper Minds.

Coluna Branding: a alma da marca

A aula da palavra “marca”

Gosto de refazer alguns caminhos, tentando observar e melhorar os passos que havia dado anteriormente. Encontrando olhares que passaram despercebidos.

Em um destes momentos, quando refazia uma de minhas aulas lecionadas neste semestre que, me deparei com um princípio sutil, mas muito profundo sobre o Branding.

Ao ensinar gestão de marcas é preciso explicar a origem das coisas. É na origem histórica das coisas que se encontra a “alma” que define qualquer símbolo. Uma palavra, assim como uma ilustração ou uma imagem pictórica, é um símbolo portador de um conceito.

E foi exatamente na origem semântica e histórica da palavra “Brand” que encontrei um conceito interessante que parecia estar escondido e protegido, pouco comentado no meio de estudo desta ciência.

“Branding não é um princípio da guerra mercadológica que promove a conquista, mas sim, uma ação de colonização.” E, a história das palavras que a constroem parece corroborar para entender este sentido.

No Brasil, a palavra que define os símbolos representantes de um conceito institucional é MARCA. Mas de onde vem esta palavra?

Em minhas pesquisas encontrei que a origem desta palavra é “MARKA” advindo do germânico. Está associada a um pequeno espaço delimitado de terra usado tanto para indicar um ponto estratégico de ataque, como também uma conquista de batalha que recebia a bandeira hasteada. Portanto, marca está ligado à arte da guerra, à propriedade conquistada em batalha.

Como exemplo, podemos citar a chegada à Lua, o símbolo de posse americano foi o hasteamento da bandeira estrelada. Esta é, portanto, a marca da conquista. Dessa forma, do pertencimento da Lua.

Mas há outra palavra na língua inglesa, de origem escandinava e que representa a ciência da gestão de marcas, do “Branding”, que é Brand, palavra derivada de “BRANDR” que representa a consequência da queima por fogo que modifica a carne deixando uma marcação.

A imagem mais associada a origem dessa palavra é a do FERRETE, o ferro que marca o gado após ser aquecido.

Alguém pode se perguntar, mas qual a diferença entre os dois conceitos? Se ambos definem a posse!?

Sim, marca de forma genérica é garantia da posse. Mas essa posse pode vir por combate e tomada ou por pertencimento e cultura.

Mesmo a queima por fogo uma outra forma de ver o Brand é um ato de cultura, é uma transformação natural.

O limite entre o significado dessas duas palavras é sutil, estreito, mas não pouco importante. Podemos construir uma marca pensando em conquistar mercados ou cultivar mercados.

Para o ato da conquista, a estratégia é de fortalecer suas vantagens para aproveitar as fraquezas do outro lado, portanto, a pesquisa de público tem como objetivo achar as vulnerabilidades para que possa levar vantagem na entrada, se preocupando apenas com a tomada do espaço na cabeça do consumidor.

Já o ato da cultura tem a preocupação com o transformar do consumidor, tem como objetivo procriar e reproduzir uma ideia.

De forma prática, o primeiro se baseia na atitude da propaganda clássica, que invade e reforça sua presença, e o segundo na construção da imagem a partir do cuidado com seus valores e seus pontos de contato com o consumidor.

Uma aula inteira, e o princípio da palavra já era o suficiente. E como uma boa cultura, precisava apenas que eu voltasse para alimentá-la. Um bom exemplo de que refazer caminhos tem muito mais a ver com fazer “Brand” do que com conquistar “marcas”.

IA versus homem

Matrix corporativa: a inteligência artificial vai roubar o meu emprego?

Tecnologias inteligentes de automação já estão presentes em praticamente todas as indústrias. Na de publicidade isso não é diferente, e até mesmo a criatividade já pode ser replicada por máquinas.

por Rodrigo Lobato*

A Inteligência Artificial (IA) facilita muito a vida dos comerciantes, isso é fato. Como reflexo, hoje já não existem muitas indústrias onde os robôs ainda não estejam presentes. Um anúncio recente da Coca-Cola, por exemplo, indicou que a empresa pretende usar bots para atividades como criar músicas para anúncios, escrever scripts, postar nas redes sociais e comprar mídia. E esta é apenas uma das inúmeras iniciativas tecnológicas que estão em andamento e que nos mostram o quanto a revolução das máquinas está mexendo com a indústria da publicidade. E neste cenário de mudança, um questionamento recorrente é: qual será o futuro da força de trabalho humana?

Para se ter uma ideia, um novo relatório da PwC apontou que 38% dos empregos dos EUA serão substituídos por robôs ou algum tipo de Inteligência Artificial até o início de 2030. E embora possa parecer reconfortante pensarmos que características humanas como a criatividade e a empatia ainda são elementos exclusivamente nossos, experiências reais já nos mostram que a prática não é bem assim. E as máquinas não apenas já competem com os seres humanos, como também os superam em inúmeras funções.

Analistas de dados ou algoritmos de autoaprendizagem?

Vejamos a indústria de comércio eletrônico, por exemplo. Existem inúmeras tendências que nós, humanos, conseguimos prever facilmente. Sabemos que a Black Friday, por exemplo, traz um crescimento de vendas incrível. De fato, análises da RTB House mostram que na Black Friday as campanhas são mais de 100% melhores do que a média. Além disso, as terças e quartas possuem conversões mais altas do que outros dias da semana – até 40% a mais do que no sábado.

Mas apesar de serem informações muito úteis para o planejamento das campanhas, o público real não funciona apenas com base nessas restrições simplistas. Os padrões de compra podem ser extremamente específicos e combinar critérios múltiplos. É por isso que o marketing digital hoje é todo voltado para a segmentação individual, com anúncios moldados com base nos interesses e desejos mais pessoais de cada um. E, infelizmente, os seres humanos não conseguem perceber as mudanças mais sutis no comportamento de um comprador online. Já os robôs, não só identificam esses padrões, como fazem isso em tempo real e em larga escala.

Dados da RTB House com foco em retargeting personalizado também indicam que os algoritmos baseados em deep learning – um ramo altamente inovador de métodos de Inteligência Artificial que imitam o cérebro humano – podem responder a milhões de pedidos de compra e venda de anúncios por segundo. Isso é, obviamente, muito mais do que qualquer ser humano poderia analisar. Além disso, as máquinas não dormem, o que lhes permite observar o mercado 24 horas por dia, sete dias por semana e ajustar suas atividades sempre que preciso. Assim fica difícil competir.

O planejamento de mídia subsidiado por máquinas

Ao longo dos últimos anos o planejamento de mídia mudou pouca coisa em seus fundamentos básicos. Porém, o número de indicadores que precisam ser analisados antes, durante e depois de uma campanha explodiu. Hoje, cerca de 2,5 quintilhões de dados são produzidos diariamente e, de acordo com o IDC, menos de 0,5% deles são coletados, analisados e, de fato, utilizados.

Nesse novo cenário, as atividades que formam a espinha dorsal de qualquer processo de compra e venda de mídia, incluindo relatórios, auditoria, verificação periódica, etc., já podem ser totalmente automatizadas, permitindo que os especialistas se concentrem puramente na estratégia e na criatividade. Além de obter informações altamente precisas, é possível analisar rapidamente os crescentes conjuntos de dados coletados. No retargeting personalizado, por exemplo, as decisões sobre os produtos que devem ser exibidos nos anúncios geralmente são feitas em menos de 10 milissegundos – e isso é mais rápido do um piscar de olhos.

Por fim, a incorporação de algoritmos de autoaprendizagem possibilita analisar as pessoas individualmente, e não a partir de uma segmentação ordinária por grupos. Isso permite que os anunciantes comprem mídia considerando um cenário muito mais específico, sem aquela tradicional dúvida sobre onde um anúncio será colocado – agora a discussão é para quem o banner será mostrado.

Diretores de arte versus algoritmos

Por mais incrível que possa parecer, a Inteligência Artificial também está se fortalecendo para enfrentar o universo criativo. Recentemente a agência McCann-Erickson do Japão promoveu uma batalha interessante, colocando o primeiro robô Diretor de Arte do mundo, chamado AI-CD β, contra um homólogo humano, o Diretor Criativo Mitsuru Kuramoto. Ambos receberam a tarefa de criar um anúncio que seria julgado por votação popular.

Embora o computador tenha sido capaz de dirigir a peça publicitária com sucesso, analisando um banco de dados tagueado e também comerciais de TV antigos, a humanidade aparentemente triunfou nesse desafio. Kuramoto ganhou 54% dos votos populares em comparação com sua concorrente, a IA, que ficou com 46%. Mas temos que admitir que estamos muito próximos do empate.

Uma luz no fim do túnel

Somente o tempo nos dirá se a IA poderá se tornar ainda mais criativa e eficaz do que as mentes humanas, e como isso irá influenciar os locais de trabalho. Por enquanto, sabemos que a tecnologia felizmente também impulsionará o surgimento e o crescimento de muitos novos empregos – incluindo algumas categorias inteiramente novas.

De acordo com o Fórum Econômico Mundial, 65% das crianças que entram na escola primária hoje acabarão em empregos que atualmente não existem. Alguns papéis se tornarão extintos, outros serão criados. Mas no fim do dia, pelo menos no setor de marketing, é inegável que quando os algoritmos são capazes de aprender com os dados, definitivamente fica mais fácil para as marcas entenderem e se comunicarem de forma eficaz com os clientes.

*Rodrigo Lobato é country manager Brasil da RTB House, uma empresa de tecnologia europeia focada em oferecer um serviço completo e personalizado de retargeting baseado em algoritmos de deep learning. A RTB House opera atualmente mais de mil campanhas exclusivas para marcas globais em mais de 40 mercados da Europa, América Latina, África, Oriente Médio e Ásia-Pacífico.

 

Coluna Propaganda&Arte

7 dicas definitivas para ser mais criativo (e feliz)

Somos cobrados todos os dias para termos ideias criativas, “diferentonas”, fora da caixa etc, mas com o estresse e tempo escasso no trabalho fica mais difícil, não é? Diante desse desafio, será que existe alguma fórmula mágica para ter grandes ideias?

Claro que sim. E que não. Depende muito de cada um. Porém, o que sabemos é que algumas medidas podem ser tomadas para facilitar o processo das ideias em nosso cérebro e, isso sim, funciona igual para todo mundo. Para dividir com vocês, selecionei algumas técnicas que funcionaram comigo de forma surpreendente e que eu considero as mais relevantes.

1 – Selecione uma lista com músicas que te fazem sentir algo indescritível.

Sabe aquelas músicas que te lembram de uma época antiga? Ou um estilo de música que te faz relaxar, cantar ou emocionar? Guarde-as. Crie uma sequência musical para estes momentos de bloqueio e solte o play somente em urgências, não “gaste o cartucho”, para ver os resultados. Não precisa ser Bach ou outros clássicos (apesar de funcionar bem), basta ser um estilo que te leve para longe por alguns minutos.

2 – Desenhe e escreva com as duas mãos.

Isso é bem básico, mas ninguém faz. Escrever já é bom, com as duas mãos, é ainda melhor. O exercício faz com que você desenvolva o lado adormecido, afiando o cérebro por completo. Com mais conexões, você cria mais chances de novas ideias. Isso é comprovado pela ciência e faz muito bem à sua saúde. 5 minutos por dia, na hora do almoço, é o que eu indico. Já tem o seu caderno e lápis separados? Comece amanhã! Quem sabe você até descobre um talento para o desenho.

3 – Solte-se, esqueça os outros, relaxe e fique sozinho.

Se você trabalha com mais pessoas, não precisa ficar sozinho literalmente. Faça um isolamento mental, imagine-se em uma sala vasta e vazia, afinal a grande ideia precisa de espaço para nascer. Pense naqueles minutos que ninguém irá julgar a sua ideia. Comece pelas ideias mais “idiotas”, sem censuras internas. Faça piadas das primeiras soluções. Use-as para piorar ainda mais, comece a lapidar. Apague tudo e veja se algo diferente e interessante aparece na sala. Pode ser aquela solução que você nunca imaginou, porque estava se prendendo e pensando no que os outros diriam. Deixe o lixo nessa sala branca e saia apenas com o que realmente vale a pena para seu job.

4 – Descubra algo que não te interessa (toda a semana).

Você gosta de reggae? Ouça uma música clássica. Você curte MPB? Escute um funk. Você gosta de rock independente? Liga na rádio para saber o que toca na casa das pessoas. Isso vale também para leitura, filmes, canais no Youtube, desenhos, personalidades para seguir na internet, artigos, blogs etc. Ao buscar algo totalmente incomum para o seu perfil, você ganha repertório variado, amplia sua compreensão do mundo e recebe de bandeja novas ideias para criar conexões inesperadas. Qual vai ser o assunto que não te interessa que você vai descobrir essa semana?

5 – Saia do automático. Pare tudo!

Nosso corpo e mente funcionam no automático. As ideias e soluções mais comuns são sempre as mais fáceis. Se você quer realmente criar algo novo, verifique o que você tem feito. Pare uns minutos. Pesquise sobre o que o mercado tem feito. Pare de fazer sempre igual. Pare alguns instantes para tomar um café ou olhar para a rua. Apenas parar, já pode te ajudar a sair do redemoinho do dia, das tarefas comuns, para olhar de fora e tentar fazer algo novo. Se não der uma pisada bem forte no freio, o carro vai parar sempre na mesma vaga.

6 – Comece uma atividade física (pode ser qualquer coisa).

Eu sei que não é fácil. Praticar atividades físicas pode ser prazeroso para alguns e maçante para outros, mas faz um bem danado para sua saúde (e suas ideias). Essa dica precisa ser colocada aqui, pois vai muito além de ser criativo. Para ter grandes ideias é preciso estar bem com o cérebro. E ele precisa do corpo 100% também. Você quer uma ideia 100% ou 50%, 1%? Se você não está bem disposto, com saúde e feliz, do que adianta ter grandes ideias?

7 – Não siga nenhuma regra colocada aqui. Crie as suas!

Eu disse que funciona diferente para cada um, portanto nada mais justo do que deixar uma regra para você criar as suas próprias regras. Teste durante um mês e colha os resultados. Veja as técnicas que mais funcionam com você. Mande a sua técnica para mim. Quem sabe podemos unir nossas experiências e ter uma produtividade ainda melhor, mais original e prazerosa para todos.

Boa prática!

Artigo mostra como atuam os integradores de tecnologia

Integração tecnológica: expectativas e desafios

por Fábio Camara

O que vem a sua cabeça ao ouvir o termo ‘Tecnologia da Informação’? Há muita novidade nesse mercado, ao ponto de o termo “Informação” não ser mais suficiente para representar esse “guarda-chuva”.

Internet das Coisas (IoT) – que vai além do uso de dados -, Inteligência Artificial e Arquitetura Orientada a Serviços (AOS) são só alguns exemplos do que temos visto por aí, cada dia com mais força. Se a sua empresa ainda não adotou nenhum desses recursos, sem dúvida o fará em breve. Entretanto, o ponto de atenção que levanto diante desse cenário é o preparo do mercado para gerir tantas tecnologias. Estamos, de fato, prontos para torná-las diferenciais de negócios?

Acredito que as empresas que estão abertas a adotarem estratégias aderentes com as suas necessidades – e investirem nisso – conseguem administrar o uso das tecnologias de forma inteligente e, sim, torná-las de fato um gerador de oportunidades.

Até mesmo porque tenho observado que os projetos voltados a área de Tecnologia da Informação não são mais concebidos como eram antes. Isso porque evoluíram diante do crescimento de tantos recursos e possibilidades. O que não mudou foi o fato dos clientes ainda precisarem de soluções completas, que de fato permitam a gestão de suas informações de forma clara e rápida.

Para isso, investem no desenvolvimento do setor de tecnologia na empresa ou recorrem a parceiros que façam essa ponte. Neste processo, o que fica evidente é o importante papel dos profissionais que atuam como integradores de tecnologia, que hoje contam com uma série de metodologias que ajudam no desenrolar dos projetos. O reconhecimento das empresas que atuam nesse campo é uma tendência em evidência nos últimos anos.

Vejo que esse reconhecimento é reflexo do amadurecimento dos clientes, que estão mais bem preparados para lidar com iniciativas que lhes permitam melhorar seus indicadores de eficiência e ferramentas de produtividade. Além disso, as empresas também passaram a compreender a necessidade de ter um parceiro com visão “agnóstica” em termos de produtos e fabricantes.

Por isso, acredito que o DNA de uma empresa integradora de tecnologia deve ser o seu potencial exploratório. É preciso que ela detenha habilidades e conhecimentos diferenciados. Mais do que a escolha da melhor solução tecnológica, é necessário ver como ela afeta a organização. A consultoria, engenharia, projetos e a implementação devem ser previstas já no pré-projeto. Quanto maior o conhecimento das dores do cliente e da previsibilidade do contrato, melhor o resultado final.

Como profissional que atua diretamente na gestão de projetos que envolvem integração tecnológica, acredito que o melhor é olhar para o mercado com total objetividade e rigor – sabendo aproveitar quais tendências encaixam-se melhor ao seu negócio.

Em resumo? O importante é não perder de vista os objetivos da empresa e escolher parceiros comprometidos. Só assim seu negócio de fato conseguirá extrair o melhor do que este big mercado de Tecnologia da Informação tem a oferecer.

Fábio Camara é CBO da Engemon IT

Artigo aborda nova tendência em broadcast

Playout na nuvem é a nova tendência em Broadcast

*por Danillo Garcia

Como se adequar ao grande impacto da introdução das novas mídias e novos sistemas nos ambientes de produção de jornalismo e entretenimento? Um dos caminhos está na formação e na transformação do perfil dos profissionais que trabalham nesse segmento, além de investimentos na modernização da tecnologia.

A mudança nos perfis dos consumidores impôs uma demanda expressiva de ferramentas e tecnologia avançada para o setor. A tendência que vemos crescer agora é a necessidade de automação, sobretudo em conectividade, armazenamento e automatização dos processos, seja na área de produção ou na exibição, onde há uma grande busca por eficiência e metodologias.

Com essa evolução, a arquitetura de armazenamento de dados em nuvem foi incorporada a indústria por apresentar valores mais competitivos e por ser bastante flexível. Essa adoção impactou o mercado de broadcast e mudou a forma de trabalhar, antes setorizado e isolado, para um modelo mais colaborativo e com novos “players”.

Playout na nuvem

A solução baseada em nuvem, seja ela privada, hibrida ou publica, tende a ser o próximo passo dos canais televisivos para distribuição de conteúdo, as vezes com processos técnicos mais complexos, porem com de aumento de eficiência. Desta forma, poderão descartar arquiteturas pesadas de TI – que requerem altos investimentos – e migrar para uma plataforma alojada em uma estrutura com disponibilidade e confiabilidade muito elevadas, criando assim uma extensão na nuvem para um negócio já existente ou ainda permitindo, desde o início de um novo projeto, que toda a infraestrutura esteja focada na produção de conteúdo.

A aplicação de sistema de playout baseado em “cloud” abre um leque de possibilidades completamente novo para canais televisivos em todo o mundo, com acesso aos conteúdos descentralizados, favorecendo a troca de dados entre emissoras próprias e afiliadas.

Esta tecnologia permite uma gestão autônoma dos canais, importação de playlist a partir de sistemas de tráfego externos – via arquivo ou também via web -, controle de múltiplos canais a partir de um posto de trabalho e a criação de alinhamentos remotamente por acesso web.

Certamente as tecnologias adotadas dependem do perfil de cada companhia, mas os projetos de playout em cloud e automação de master e produção estão cada vez mais passando por processos de inovação, de modo que vale ficar atento às possíveis transformações para entender como elas poderão auxiliar o seu negócio.

* Danillo Garcia é diretor de Vendas da Seal Broadcast & Content, divisão da Seal Telecom