Uma pergunta

Está de volta

Depois de um tempo fora deste blog a editoria “Uma pergunta” está de volta. E desta vez para perguntar ao jovem jornalista Luiz Malheiros. Ele é conteudista na Supera Comunicação. Formado em Jornalismo em 2015 e pós-graduando em Língua Portuguesa – Gramática e Uso pela Universidade de Taubaté (Unitau), já atendeu empresas de diversos segmentos. Entre elas, estão TenarisConfab, Catho, Novelis, Supera – Ginástica para o Cérebro, Drogaria São Paulo, Libbs Farmacêutica, Magneti Marelli e International Paper.

Pedimos a ele: Explique sua atuação como conteudista em uma agência de comunicação. Vejam o que ele nos disse:

“Vamos começar com uma provocação: os “setores” de conteúdo estão sumindo. Ok, esse ponto é polêmico. Não fique bravo comigo! No entanto, pare para pensar: qual é o profissional certo para escrever uma campanha para mídias sociais: um jornalista, um RP ou um redator? Tendo aptidão, todos são capazes. E é nessa névoa cinzenta que entra a função de conteudista.

Na rotina de uma agência de comunicação, esse profissional precisa ir além. Não é montar uma campanha ou produzir uma revista somente porque foi “brifado” para isso. O conteudista deve questionar. Repito: ir além. Qual é a real necessidade do cliente? Esse é o melhor modo? Como adequar a mensagem? O tipo de meio está certo para o público-alvo?

Exemplo: Há alguns meses, um cliente nos procurou para falar de sua revista interna. O veículo estava ok, mas a principal queixa era a falta de colaboradores operacionais nele. Conversamos e – principalmente – questionamos o que poderíamos fazer. Entre outros pontos, a solução foi bem simples: colocar esse público na capa. Tiro e queda .A identificação aumentou, e a empresa se aproximou ainda mais dos funcionários, que começaram a dar feedbacks positivos ao setor de Comunicação.”

O agitado mundo dos eventos

Valéria Israel fala sobre sua atuação no setor de ventos

O Publicitando quis saber um pouco mais sobre o setor de eventos de nossa região. Para tanto fomos ouvir a Valéria Israel, que toca a MundoVip Marketing, Produção & Eventos.

Acompanhe a seguir o que ela nos contou:

1 – Você tem uma atuação bem diversificada no mercado de comunicação e marketing. Fale um pouco desta trajetória.

Esse ano completo 25 anos de formada. E não consigo me ver fazendo outro coisa. A comunicação e o marketing fazem parte do meu dia a dia. Tive excelentes oportunidades de trabalhar em empresas conceituadas, onde além de aprender muito, criei uma rede de relacionamento que me abrem portas e possibilitam muitas ações até hoje. Meu primeiro emprego depois de formada foi na ACI de SJCampos, num período muito atuante da instituição onde tive o privilégio de atuar em grandes iniciativas do empresariado local.

Depois passei pelo Marketing do Shopping Colinas como assistente, Fundação Cultural onde costumo dizer que fiz uma especialização em cultura, desde a popular a mais erudita. Trabalhamos com a formação de público transformando a vida das pessoas, foi muito gratificante. Voltei para o shopping Como Gerente de Marketing, num trabalho apaixonante e viciante. Passei pelo Departamento Comercial do Grupo Bandeirantes de Comunicação. Dei aulas no Senac em Campos do Jordão. Acho que já posso ter uma plaquinha de patrimônio em São José, cidade em que nasci, adoro e que tem muito potencial. Diante de toda experiência adquirida, surgiu a MundoVip Eventos – Marketing / Treinamento / Produção & Eventos.

2 – Qual é o foco de atuação da Mundovip Eventos?

A MundoVip hoje atende a todo tipo de demanda, seja ela um mega evento ou uma simples ação de relacionamento. Levantamos as necessidades dos clientes e criamos juntos uma estratégia para atingir o melhor resultado nas ações apresentadas. Nosso principal diferencial é criar ações com conteúdo, um mailing alinhado com o produto do cliente, pra que realmente ele possa ter um retorno no investimento que está fazendo. Trabalhamos com muito respeito e responsabilidade com o “dinheiro” dos nossos clientes. Já fizemos eventos culturais, sociais, gastronômicos, mas nosso forte até pelo meu perfil profissional são os eventos corporativos. Além disso, temos alguns clientes que atendemos dando treinamento de qualidade no atendimento para a equipe.

3 – O Vale do Paraíba tem sido um mercado atraente para o segmento de eventos?

A nossa região tem muitas possibilidades seja na área corporativa, gastronômica e entretenimento. Temos que estar sempre atentos aos acontecimentos e oportunidades, e colocar a criatividade para funcionar. Pois não precisamos ficar esperando o cliente nos contratar, podemos criar e propor ações interessantes. É um desafio diário. A cabeça não para… rsrsrs.

4 – Em que medida a grande crise econômica tem atrapalhado os negócios? E ela tem gerado novas oportunidades também?

A crise instalada em nosso país atrapalhou muito o nosso trabalho, pois deixou todos com muito medo de investir qualquer recurso “fora da casinha”. Mas com o passar do tempo, começaram a perceber que pra se destacar precisavam fazer algo diferente. Os investimentos nessa área estão voltando um pouco mais tímidos, mas 2017 já começou mais aquecido.

As parcerias também ficaram mais acentuadas e trabalhar de forma colaborativa ganhou força total.

Hoje algumas agências de propaganda nos contratam pra realizarmos a produção de ações criadas por eles para seus clientes. A maioria das agências locais não tem departamento de produção e eventos. É onde viramos parceiros e executamos as ideias apresentadas por elas. Temos tido bons resultados.

É isso….trabalhar com marketing e eventos e ter uma parabólica afiada, bom relacionamento, criatividade e muita disposição.

Ciborgues midiatizados

Publicitária lança livro sobre inclusão digital

O Publicitando retoma as entrevistas e conversa com a publicitária, pesquisadora e autora Vivian Corneti.

A Vivian é publicitária pela Universidade de Taubaté, Mestre em Comunicação Social pela UNISINOS na Linha Cultura, Cidadania e Tecnologias da Comunicação (2014) e doutoranda em Comunicação e Culturas Contemporâneas na Universidade Federal da Bahia UFBA, na linha Cibercultura, sob a orientação do Prof. Dr. André Lemos. Tem experiência em comunicação interna e serviço público. Atualmente desenvolve pesquisas que contemplem as tecnologias de acessibilidade que permitem a inclusão de deficientes físicos na internet. Suas principais áreas de interesse são: inclusão social; cibercultura; cidadania; identidades culturais; ciborgues; tecnologias acessíveis; Teoria Ator-Rede; usos e apropriações da internet; comunicação interna; endomarketing; gestão de pessoas e atendimento.

Ela lança, na terça-feira, 20, o livro Ciborgues Midiatizados, em Pindamonganhaba. Confira sua entrevista ao Publicitando:

1 – Como surgiu a ideia inicial para o livro?
Desenvolvi uma pesquisa sobre a relação entre tecnologia, comunicação e pessoas com deficiência no Mestrado, o resultado final foi muito satisfatório. Fui indicada pela Universidade como melhor dissertação do ano e participei da seleção nacional de melhores pesquisas realizada pela COMPÓS – Associação Nacional dos Programas de Pós-Graduação em Comunicação. Penso que o conhecimento que transita no meio acadêmico deve ser compartilhado e disseminado com a sociedade, daí então resolvi publicar o livro.

A autora Vivian Corneti e sua obra

2 – Foi difícil conseguir a publicação?
Infelizmente sim. Publicar um livro ainda é um processo um tanto quanto burocrático e caro. Infelizmente são poucos os incentivos de financiamento e tive que arcar com todas as despesas por conta própria. O primeiro passo foi contatar uma editora confiável. Não é tão simples pois a editora conta com o crivo de um comitê editorial que pode aceitar ou não a publicação da obra. Por sorte meu trabalho foi aceito e hoje, finalmente, meu livro já está a venda em diversas livrarias do Brasil.

3 – Você é graduada em publicidade e propaganda. Como esta formação inicial está presente na obra?
Minha formação está presente em todas minhas pesquisas. Desde que me formei pela Unitau passei a observar a comunicação de uma forma muito especial, pensando especificamente em seu poder transformador. No caso das pessoas com deficiência isso é ainda mais relevante, já que a mídia tem o poder de disseminar com intensidade aquilo que é pensado pela sociedade. A questão de inclusão, por exemplo, se faz presente em diversos anúncios, filmes, novelas e campanhas.

4 – Tem planos para outras obras?
Com certeza! Atualmente estou cursando Doutorado em Comunicação pela Universidade Federal da Bahia e irei me esforçar muito para publicar também em livro o resultado da minha tese. Enquanto esse dia não chega, tenho participado de muitos eventos acadêmicos onde compartilho as etapas do andamento da pesquisa.

O livro Ciborgues Midiatizados está disponível para compra na internet, no site da Editora Appris, da Livraria Cultura, da Amazon e da Livraria Travessa, e também nas lojas físicas das livrarias Cultura e Saraiva.

Uma pergunta

Perguntando para uma jornalista

O “Uma pergunta” resolveu questionar quem geralmente questiona: um jornalista. E fomos conversar com uma jovem jornalista que atua na área de assessoria de comunicação/imprensa, a Bruna Sales.

A Bruna é graduada pela Universidade de Mogi das Cruzes, foi estagiária do Jornal Mogi News e Diário do Alto Tietê e editora do portal Bombarco, especializado em conteúdo náutico. Atuou como assessora de imprensa do Banco GMAC, Hotel.info e Isover, pela agência Casa da Notícia.

Foi assessora de comunicação na Prefeitura Municipal de Caçapava e assessora de imprensa na agência KMS Comunicação, atendendo as unidades do Senac Guaratinguetá e São José dos Campos.

Hoje atua na agência Cápsula – Vale do Paraíba, com atendimento a clientes na área de moda, gastronomia, saúde, beleza, bem-estar e negócios.

guten6

Vamos a pergunta:

Qual o principal desafio para o jornalista que atua com assessoria de comunicação?

O primeiro desafio a vencer nesta área é fazer o cliente entender a importância da assessoria de imprensa ou comunicação, para a empresa ou profissional em questão. Muitos ainda não sabem o que é, ou não entendem como a assessoria pode impactar de forma positiva e grandiosa nos resultados eficazes de comunicação.

E essa dificuldade é nitidamente vista na nossa região. O Vale do Paraíba, apesar de possuir grandes empresas e marcas, ainda é uma região que peca muito na forma de se comunicar.

A assessoria de imprensa vai muito além da foto publicada na coluna social, ela constrói a imagem, dá credibilidade, e estrutura o profissional e/ou a empresa para voos mais altos e caminha além das fronteiras, alcançando o público alvo de forma certeira e promovendo uma comunicação de perto.

O segundo desafio é o cliente perceber que para a construção de uma boa imagem leva-se tempo, e nada é de uma hora para outra. Vivemos um dia a dia corrido e concorrido. Nas redações chovem e-mails com sugestões de pautas e emplacar aquele cliente na matéria não é coisa fácil. É preciso habilidade, calma, jeitinho, e acima de tudo, ideias e dados concretos que sejam de interesse público. Quando um cliente quer estar além da coluna social, ele precisa ter calma e sabedoria para entender que pode demorar, mas aquela participação na reportagem do jornal das 19h vai acontecer e vai mudar a forma do seu público te enxergar.

A assessoria de imprensa é primordial para as empresas e profissionais que acreditam que a comunicação é uma arma poderosa para o sucesso e reconhecimento. Quanto mais você aparece, mais você é lembrado, e quanto mais você é lembrado, mais você vende, mais você se torna referência. E que empresa e profissional não quer ser lembrado?

Uma pergunta

A pergunta é sobre mídias sociais

O “Uma pergunta” voltou. E desta vez questionamos o Fabiano Porto. O Fabiano é sócio diretor na Tec TríadeBrasil, é integrante do Comitê de Mídias Sociais da ABRADi Nacional, Diretor do Capítulo São José dos Campos da ABRADi-ISP e foi Diretor Regional Vale do Paraíba na empresa ILADEC.

10410885_891203120930227_7304715112062334469_n

Vamos conferir o que ele nos respondeu:

Qual é o maior desafio para atuar em mídias sociais no Vale do Paraíba?

O maior desafio em atuar nas mídias sociais como agência no Vale do Paraíba é a baixa percepção de valor das empresas da região em relação ao trabalho necessário para se atingir os objetivos. Existe um desconhecimento em relação as competência e habilidades necessárias para realizar um bom trabalho nas mídias sociais. Outro ponto é a falta de envolvimento real com o trabalho, uma vez que o marketing tradicional muitas vezes colocam a empresa como passiva no processo do marketing, ou seja, solicita para a agência e apenas aguarda os resultados. Porém, no marketing digital é preciso envolvimento e comprometimento em se instituir uma cultura organizacional compatível com o DNA das mídias sociais. Em outras palavras, as empresas da região ainda pensam que atuar com sucesso nas mídias sociais é apenas manter um facebook, instagram, youtube, etc atualizados. Mas não, é preciso que todos os funcionários, especialmente os que se relacionam com os clientes, saibam que precisam entregar agilidade, veracidade e qualidade em todo o atendimento, seja presencial ou virtual.
Para ter resultados crescentes e duradouros nas mídias sociais, é preciso ir além das publicações diárias, e envolver toda equipe da empresa para fazer da internet um canal genuíno de comunicação com os clientes.

Uma pergunta

Uma pergunta para uma redatora

O “Uma pergunta” está de volta e desta vez para perguntar para uma das mais talentosas redatoras da região. Ela é Taíse Cristina Gasparin Corrêa.

14102035_10210632934046384_777102539_n

A Taíse é formada em Comunicação Social – Publicidade e Propaganda pela UNITAU. Especialista em Língua Portuguesa – gramática e uso também pela UNITAU. Estudou Redação Publicitária na Miami Ad School | ESPM.
Já passou pela Supera Comunicação, Jeter Design, Publicart e MaCost. Atua como Redatora Publicitária e Gerente de Mídias Sociais da Tríadaz.

O que um REDATOR tem que fazer para se manter criativo em meio a correria diária?
Eu procuro manter o foco no conceito da peça ou da campanha. Criado o conceito, fica relativamente fácil desenvolver o restante dos materiais de uma campanha. Atrapalha um pouco quando temos que criar dois ou três conceitos em um único dia. Porque requer pesquisa, dedicação e, é claro, tempo!
Neste caso não tem como “criar mais rápido”. Mas o que eu procuro fazer é estar sempre antenada em tudo, ler muito, assistir a filmes (de todoooos os tipos), notícias, memes e até novela. Isso já fica sendo uma bagagem que você acessa sem perder tanto tempo na pesquisa e, quando vê, consegue algumas ideias com mais facilidade e rapidez

Uma pergunta

Novidade no Publicitando

O Publicitando tem um novo formato de conteúdo. É uma série intitulada “Uma pergunta”. Como o próprio nome deixa bem claro faremos apenas uma pergunta a um profissional de comunicação e/ou marketing. Este novo formato não terá periodicidade definida, podendo pintar a qualquer momento por aqui.

E para inaugurar este “novo quadro” convidei meu grande parceiro de blogagem Filipe Crespo.

13820338_1068140346588866_1177197275_n

Filipe Vietri Crespo é publicitário formado pela Universidade Católica de Santos. Certificado pelo Grupo de Mídia de São Paulo (1ª turma), possui cursos de especialização realizados no Brasil e exterior. Iniciou carreira em anunciante, onde atuou por quase oito anos. Passou ainda por grandes agências como Ogilvy&Mather, África, Y&R, JWT e AG_407 atendendo os clientes: P&G (Gillette), LG Electronics, Perdigão, Peugeot, Casas Pernambucanas, RaiaDrogasil, Gomes da Costa, Turner International, entre outros. Já como docente, lecionou na Universidade Pró Educar, SENAC e Uni Sant’Anna, onde exerceu por quatro anos, a função de professor de Mídia. Atualmente é Gerente de Mídia na agência W/McCann atendendo exclusivamente o cliente Bradesco. Também atua como professor titular da cadeira de Mídia e Planejamento de Mídia da FECAP, (São Paulo) e professor do PlugSchool. É ainda, o idealizador e mantenedor do Blog do Crespo, um dos principais blogs especializados em mídia no país.

Vamos lá!

Publicitando: O cenário da propaganda e da comunicação mudou muito. Como fica a atuação do mídia dentro desta nova realidade?

Filipe: Passa a ser obrigação do profissional de mídia acompanhar todas essas mudanças. Caso contrário, ele perderá relevância junto ao cliente e consequentemente, seu espaço dentro da agência. O novo cenário obriga ao mídia ser extremamente estratégico e acompanhar de perto, todo o processo desde o momento em que o briefing “pisa” no Atendimento até às avaliações dos resultados obtidos na campanha. Sendo assim, plataformas que possibilitam controle e mensuração de resultados em tempo real ganham força na recomendação de comunicação dos clientes.

Digital desde cedo

“… precisamos ser parceiros de negócio, que explicitamente impactam positivamente nos resultados dos clientes.”

O Publicitando entrevistou o Alex Gonçalves. Ele é Coordenador do Núcleo de Inteligência Digital da KMS Comunicação, agência situada em SJCampos.

Veja o que ele nos contou:

1 – Você pode ser considerado um dos pioneiros do digital aqui no Vale do Paraíba. Quando e por que surgiu o interesse por esta área da comunicação?

O meu interesse começou na época da faculdade. Para estudar eu buscava informações na internet, onde acabei me identificando com os blogs. Então, por hobby, em 2006 eu criei o blog Publiloucos, que foi ganhando forma e me ajudando a aprender mais sobre esta parte da comunicação. Desde então fui me interessando mais e mais.

11752172_10207145344257231_477122076665157603_n

2 – Você coordena uma área bastante incomum nas agências da região. Como é desenvolver estratégias digitais para os clientes do Vale do Paraíba?

Na minha percepção esta área não é mais novidade para as agências da região, tem muita gente se movimentando e fazendo um trabalho bem bacana.

Antes de falar especificamente do digital, precisamos falar das relações entre clientes, profissionais e a comunicação.

Sempre que falamos de clientes regionais, é automático: aparece a comparação de budget com mercados maiores. Sim, enfrentamos budgets menores, mas este desafio nos obriga a pensar bastante em ações que tragam retorno real ao cliente.

Em algumas ocasiões as empresas não tem um budget para comunicação, entendimento sobre o papel da agência e na maioria dos casos não enxergam um benefício ao contratar uma agência, pois nos veem apenas como um fornecedor que faz apenas o que é solicitado.

Este formato não funciona. A insistência neste caminho é sinônimo de contrato não renovado, carimbado com aquela frase de que “publicidade não funciona”.

Cabe à nós, profissionais de comunicação, tomar a frente e mostrar que não somos apenas fornecedores, precisamos ser parceiros de negócio, que explicitamente impactam positivamente nos resultados dos clientes.

Agora falando de estratégias em ambientes digitais: precisamos desconstruir o mito de que o digital é barato. Podemos afirmar que os anúncios online são mais acessíveis, onde você pode investir pequenas quantias em mídia. Mas repito, é o valor de mídia. Para toda esta engrenagem rodar são necessários profissionais, que investem suas horas no projeto e tudo isto gera um custo. E alguém precisa pagar, senão a conta não fecha.

3 – Como promover integração on e off pra valer?

Eu sou da época em que o computador usava roupa! Era obrigatório vestir o computador com um plástico branco para não juntar pó, senão acontecia alguma tragédia. E não falávamos “acessar a internet”, o certo era “entrar na internet”. E isto tinha dias e horários específicos, que eram ansiosamente aguardados. Entrar na internet (numa conexão discada de lentíssimos 44 Kbps que caia frequentemente e tinha que “entrar de novo”) era o máximo.

Esta saga mostra como era algo estranho ter o acesso. É nítido que havia uma separação, pois se você tinha que entrar é porque você estava do lado de fora.

As pessoas mais jovens não passaram por isto, já nasceram naturalmente conectados. Já estão “dentro da internet”. Não sentem esta separação do on/off.

Com a comunicação funciona da mesma maneira. Temos os objetivos de comunicação e as ações pra atingí-los tem que estar integradas. A marca tem que ser a mesma em qualquer lugar, seja num outdoor, numa ação OOH ou no Facebook.

4 – A maioria dos profissionais da área digital em comunicação hoje são bastante autodidatas e se valem de cursos rápidos/eventos/palestras. Como a academia (as faculdades e universidades) podem colaborar para reverter este quadro?

Isto é fato. Creio que deva acontecer uma aproximação maior entre empresas e academia. Na teoria é muito fácil, mas na prática não é tão simples assim. Acho que um passo seria realizar palestras e workshops com mais frequência nas universidades.

5 – Qual o melhor caminho para se chegar a uma posição de destaque no cenário digital?

Olha, até hoje eu não sei, rs. Não existe fórmula pronta. Mas em qualquer lado em que o profissional estiver (agência x cliente), deve haver muita força de vontade para estudar, correr atrás das novidades, buscar melhoria contínua, trabalhar com foco e encarar os problemas de comunicação como desafios próprios.

Publicitando entrevista Camila Carvalho

“A internet é um grande amiga pra quem quer começar…”

Desta vez entrevistamos uma jovem profissional de comunicação que tem forte atuação em mídias sociais. Camila é Analista de Redes Sociais na Rede Vanguarda. O papo foi muito proveitoso. Confira:

Camila Carvalho

Camila Carvalho

1 – Você é formada em jornalismo. Como chegou às mídias sociais?
Sim! Cursei Comunicação Institucional, seguido pelo Jornalismo na UBC (Universidade Braz Cubas). Fiz alguns cursos livres de Assessoria de Imprensa e Marketing Digital. De lá até a pós de mídias sociais que eu faço na UNITAU (Universidade de Taubaté) se passaram oito anos e muita coisa aconteceu nesse tempo. Passei pelo radiojornalismo, assessoria de imprensa, produção de conteúdo e organização de eventos. Foi quando de forma amadora eu comecei a administrar as primeiras páginas como freelancer, em 2010.

Sempre fui apaixonada por contar histórias e descobri que fazia isso muito bem quando escrevia. Mas, com a maturidade descobri na verdade que o meu coração batia mais forte quando eu me relacionava com as pessoas. E mídias sociais nada mais é do que um jeito de conectar pessoas e estreitar esse contato. Tive iniciativa de seguir sites e portais internacionais segmentados, fazia leitura constantemente de artigos instrutivos e por conta própria aprendi boa parte do que eu sei. A internet é um grande amiga pra quem quer começar, existem bons profissionais que fomentam a produção de conteúdo de forma esplendorosa.

2 – Dos fundamentos e técnicas aprendidas em jornalismo, quais são em sua opinião as que mais lhe foram e são úteis em sua atuação profissional?
Primeiro, técnica de redação, sem dúvida alguma. Escrever bem é uma caracteristica que eu valorizo bastante e que acredito ser fundamental para gerenciar uam mídia. É preciso estabelecer um diálogo, abrir caminhos, construir relações e identificar sentimentos. Um bom jornalista também não terá dificuldade em identificar a voz, tom, persona de uma marca, ainda que não tenha estudado marketing. Além disso, com as mudanças constantes do Facebook, por exemplo, algumas páginas engajam menos com texto, é nessa hora que o jornalista que vive dentro de você precisa agir e fazer uma frase assertiva com poucas palavras. Os usuários são as melhores fontes de conteúdo para uma página, com o feeling jornalístico conseguimos boas histórias. Apurar os fatos é fundamental e indispensável, o compromisso com a verdade continua o mesmo. Acostumado com a imparcialidade, porém com o sentimento que move a notícia, o jornalista não vai permitir que a comunicação seja robótica.

Camila com os apresentadores do Vanguarda Mix, Kelly Maria e Jonas Almeida, e o repórter cinematográfico Eduardo de Paula na gravação de um programa especial com sugestões de pautas em tempo real das redes sociais

Camila com os apresentadores do Vanguarda Mix, Kelly Maria e Jonas Almeida, e o repórter cinematográfico Eduardo de Paula na gravação de um programa especial com sugestões de pautas em tempo real das redes sociais

3 – Como é sua rotina de trabalho? Quais suas funções em seu cargo atual?
Faço o gerenciamento de todas as mídias oficiais da Rede Vanguarda e atualmente na grade da emissora, são três jornais diários (Bom Dia Vanguarda, Link Vanguarda e Jornal Vanguarda) que demandam uma atenção especial de postagens das reportagens e principalmente interação com os usuários. Os telespectadores adoram comentar sobre o que estão assistindo nas páginas e ser respondido pra elas é algo fantástico. O factual vale muito na internet e é preciso estar atento pra identificar as tendências de interesse por determinado conteúdo, para então oferece-lo na mídia adequada. Além disso, temos estratégias institucionais aplicada á página da Rede Vanguarda que precisam ter coerência com a identidade da afiliada e também da Rede Globo. Os programas de entretenimento (Vanguarda Mix e Madrugada Vanguarda) possuem um outro tipo de abordagem e de público, diferente do que consome apenas a informação. Eles gostam de sempre ter um conteúdo diferente, algo que não passe na TV, mas esteja disponível nas mídias sociais. Utilizo diversas ferramentas de apoio para que tudo saia perfeitamente conforme o planejamento, que é feito com as chefias, diretores e coordenadores dos departamentos envolvidos. É uma rotina bastante intensa, mas deliciosa. Estar do lado de dentro da TV é algo fascinante.

Aqui Camila ao lado do repórter Jonathan Morel e do repórter cinematográfico Carlinhos Brasil quando da gravação de uma entrevista para o Link Vanguarda sobre as redes sociais da Vanguarda

Aqui Camila ao lado do repórter Jonathan Morel e do repórter cinematográfico Carlinhos Brasil quando da gravação de uma entrevista para o Link Vanguarda sobre as redes sociais da Vanguarda

4 – Qual seu conselho para quem atuar como social media?
Estude! Jamais acredite que você sabe o suficiente. O segmento está mudando o tempo inteiro. O que dava resultado ontem, hoje não faz mais sentido. Acompanhe os profissionais que produzem e compartilham conteúdo, faça listas com as páginas do seu interesse, fique ligado nas tendências do mercado e aos memes do momento.
Seja organizado, atento e principalmente, um verdeiro entusiasta em mídias digitais.

Quem quiser trocar figurinhas, conversar sobre o segmento ou me conhecer:

Facebook: https://www.facebook.com/ca1carvalho
Twitter: https://twitter.com/cacarvalho
Instagram: https://www.instagram.com/carcarvalho/
Snapchat: snapcacarvalho
Blog: www.vidadesocialmedia.com.br

Um homem de comunicação

“… eu faço de tudo isso a minha diversão.”

O nosso entrevistado desta semana é Gerson Monteiro. Ele é Gerente de Comunicação, Tecnologia e Eventos do Colégio Progressão. Também é correspondente do jornal O Estado de S.Paulo e Fotojornalista da Agência Estado, além de Gestor de Conteúdo Freelancer.

Acompanhe abaixo o que ele tem a nos dizer:

1 – Fale um pouco de sua formação e do início de sua carreira?
Iniciei meus trabalhos em comunicação mais precisamente em 1995, quando comecei a estudar sites e a sua estrutura (lembra do HTML, das tags <html><head><title>Meu primeiro job</title></head><body>Oi!</body></html>?). Naquela época as fontes eram muito restritas, quase não existia literatura sobre o assunto. Produzia os sites no bloco de notas, era bem trabalhoso. Aí com a evolução da própria internet o trabalho foi sendo conhecido e abrindo portas, fui trabalhar na sucursal de anúncios/classificados da Folha de S.Paulo em Taubaté. Um dia fui conhecer a redação da Folha em SJC e gostei do que vi – obrigado pela oportunidade, senhor L.E., você foi aquele anjo que todo mundo recebe na vida, gostaria que você soubesse. Mais adiante a coisa evoluiu até que me surgiu a oportunidade de permutar (sim! em comunicação muitas vezes precisamos nos submeter a isso) um curso pré-vestibular e na sequência já estava matriculado no curso de Jornalismo da Universidade de Taubaté (Unitau).

Gerson é Gerente de comunicação, repórter e fotojornalista.

Gerson é Gerente de comunicação, repórter e fotojornalista.

O início do curso foi bem bacana e logo de cara cheguei com a ideia de “montar uma tv para internet”. O que hoje você faz com o celular e automaticamente, naquela época (2001) existiam pouquíssimas experiências na área e sempre me achei “inovador”, pois nos bancos da faculdade ninguém falava disso, nem mesmo os professores – que até hoje servem de muita inspiração aos calouros. Nisso abandonei um estágio/contrato em rádio para tocar um projeto pessoal que era um portal para estudantes de jornalismo e recém formados (pretendo retomar isso algum dia, hoje necessito de tempo para organizar) que me rendeu um Prêmio Expocom.

Depois de passagens por jornal diário, por assessorias de imprensa e rádio, terminei a faculdade trabalhando com edição de imagem numa emissora de TV local em um período e no outro era contratado do Colégio Progressão onde criei o site e segui na assessoria de comunicação. Formado, optei em ficar apenas no colégio.

Mais adiante (2009) fiz MBA em Gerência Empresarial, também na Unitau, que apurou meu olhar enquanto gestor. Nessa época acumulei a gerência administrativa do colégio onde implantei alguns processos organizacionais. Na sequência retomei a gerência de comunicação acumulando da área de tecnologia. Com os resultados, hoje tenho três departamentos sob a minha responsabilidade: comunicação, tecnologia e eventos. Costumo dizer que os três estão interligados, pois sempre atuei de forma direta ou indireta nessas três áreas – na época da faculdade eu organizava as viagens para o Intercom (congresso nacional de comunicação), ajudava na organização dos eventos do Departamento de Comunicação da Unitau… posso dizer que muito do que sei eu aprendi na Agência de Comunicação Integrada, que naquela época era comandada pela Renata, Karina, Aline, Lúcia, Expedito, sob o olhar próximo dos professores Eliane Freire, Robson Bastos, Ângela, entre outros.

No Estadão iniciei em 2010 fazendo uma cobertura fotográfica da enchente em São Luiz do Paraitinga, sendo o primeiro fotojornalista a entrar na área atingida pela cheia do Rio Paraitinga – que apesar da tragédia histórica e prejuízos financeiros, não teve sequer a perda de um vida graças aos heróis dos grupos de rafting. Fiz a última matéria nacional antes da queda do ministro dos esportes Orlando Silva – uma denúncia sobre gastos para a construção de um centro esportivo que nunca existiu, o ministro já era investigado por desvios de dinheiro público, e a apuração me rendeu a manchete do jornal, sendo a última reportagem sobre o então ministro que foi substituído por Aldo Rebelo. Outra cobertura importante que fiz foi sobre um obra milionária em área de proteção ambiental que me rendeu uma “fuga” do cenário por uns tempos – é o famoso coronelismo, donos de grandes fortunas e capazes de fazer o que for necessário para garantir seus lucros, deixando sempre em segundo plano a sociedade, os recursos naturais, etc. Depois trabalhei na cobertura da reintegração de posse do Pinheirinho em São José dos Campos – nunca vivi experiência maior de adrenalina, as famílias que resistiam sendo retiradas das casas e eu ali, acompanhando tudo de dentro do acampamento, eu ainda inexperiente na situação (aliás, ainda me acho inexperiente), reportando ao vivo para todo o Grupo Estado (rádio, site, jornal, agência)… uma experiência incrível!

Costumo brincar que não sou exemplo, pois não sei descansar. Basta uma folga para eu cutucar algum assunto e escrever sobre ele para o jornal. Basta ler algo bacana para buscar a solução de algum problema no colégio. Vivo ligado 24 horas, não sei e não consigo me desligar – acho que nem quero, pois vivo bem assim, é o que me faz feliz. Lembro até hoje de uma frase que li na entrada do Senai (ah, sou Ajustador Mecânico formado… se algum dia a Comunicação não me atender mais, posso trabalhar com mecânica, ferramentaria e afins… rsrs) que era algo como “faça do seu trabalho a sua diversão”, eu faço de tudo isso a minha diversão.

Em 2015, passados 15 anos da faculdade e a ideia inicial de TV na internet, conquistei (junto com minha equipe) um prêmio nacional realizado pelo Sistema de Ensino Poliedro, o Prêmio Excelência por Iniciativa Inovadora, que foi a TV Progressão (www.progressao.tv). Fazemos TV com nosso próprio conteúdo diário produzido em sala de aula por professores e alunos. Viramos uma verdadeira redação. Essa conquista me confirmou a importância de não desistir dos projetos. O que em 2001 foi uma “simples viagem” da minha cabeça, hoje é uma realidade a pleno vapor e com resultados muito positivos.

2 – Que habilidades são mais exigidas no dia a dia de um coordenador de comunicação?
As habilidades necessárias para um gestor de comunicação penso que começa na disposição pela busca de coisas novas, não parar, não esperar acontecer, mas estar adiante sempre. Habilidades técnicas, pois não adianta querer cobrar de algum colaborador uma tarefa que sequer sei realizar. É importante o gestor ter a noção técnica e de espaço para as funções desempenhadas pela equipe, pois na ausência de um integrante é hora de sair da sua cadeira e pular para a cadeira do lado que é da produção. A mais importante acho mesmo que é a capacidade de inovação, inovar sempre.

3 – Você também atua como correspondente de um grande jornal. Como consegue lidar com as duas atividades?
Acredito que o profissional de Comunicação hoje em dia não pode pensar em apenas ser o especialista, ele deve dominar tanto a emissão quanto a recepção da informação. Atuar na gestão de comunicação de uma empresa e na reportagem de outra empresa é um desafio que não me vejo mais fora dele. A mim deu a experiência do refino do tratamento das informações, pois se de um lado eu dependo da informação para escrever bem, de outro preciso ser o mais eficiente possível para dar a oportunidade de um retorno bacana quando trato bem um colega da imprensa. Sempre encontro com amigos e colegas que me agradecem por ajuda-los na produção de alguma pauta – se não posso atender os colegas, sempre indico quem possa atende-los, sei bem o “desespero” por ter que fazer a pauta virar e não ter o personagem. Embora quem está de fora da situação possa ver como atividades concorrentes, seja pelo tempo ou pela dedicação, eu vejo que para mim elas me completam, pois vivo a pressão de resultados o tempo todo, mas ao mesmo tempo tenho a “fuga” do outro lado da informação – isso que me fascina, me faz bem, me realiza.

4 – Que dicas daria para quem está buscando espaço no mercado de comunicação no Vale do Paraíba?
Para quem está começando eu diria que, embora o mundo seja capitalista e a gente precise da grana, não pense na grana agora. Ela é a consequência da gestão de seu investimento. Investir hoje pode ser mais importante que tudo o que você investiu ontem ou pretende investir amanhã.