Artigo trata de lives e o que é fundamental para fazê-las

 As lives estão em alta e você precisa saber o fundamental

por Paula Tebett*

As lives são uma ferramenta criada por diversas redes sociais com o objetivo de permitir que pessoas realizem transmissões ao vivo a seus seguidores. Um jeito de compartilhar conhecimento com a audiência e ao mesmo tempo interagir em tempo real. Por esse motivo, muita gente tem receio de apostar na ferramenta, seja por possuir algum bloqueio ou mesmo não saber por onde começar. Ter em mente com clareza que, na live, o conteúdo vai prevalecer, pode ser um excelente ponto de partida e ajudar a desapegar de pormenores que travam quem está transmitindo.

Paula Tebett

Aqui você confere seis dicas para falar sobre seu conteúdo de forma eficiente para a sua audiência e superar de vez o medo de transmissões ao vivo.

1 – Lembre-se: não é sobre você

Realmente não é fácil olhar para a câmera ou um celular e achar que tem gente naquela bolinha. Mas só dá para se soltar com a prática. Então, para isso, é preciso começar.

Não esqueça que o seu conteúdo não é sobre você, então não se preocupe com a aparência ou com o que os outros vão pensar. Você tem algo que ninguém possui: a sua identidade, o seu jeito. E muitas das pessoas vão se conectar com isso, com a sua maneira de transmitir informações e não com a do outro.

2 – Encontre um tema relevante e prepare um roteiro

Antes de mais nada, é necessário escolher sobre o que você quer falar. Para encontrar um tema relevante para a sua live, você pode pesquisar nos comentários dos seus posts, nos seus seguidores em suas redes sociais e até em grupos do seu segmento, quais são as dúvidas que precisam ser respondidas. Entenda as questões mais frequentes e elabore um conteúdo de valor em cima delas.

Após escolher o tema, é necessário que você desenvolva um roteiro para a sua live, para que você não se perca no meio dela. Organize seu roteiro em tópicos, sendo estes os assuntos-chave a serem abordados na transmissão. Durante a sua live, você pode consultar estes pontos importantes para que você não se esqueça de nenhum tópico e desenvolva o assunto por inteiro.

3 – Divulgue as suas lives e mantenha uma frequência

Com tema escolhido e roteiro organizado, é hora de trabalhar na divulgação da sua live. A divulgação é um processo importante para que sua audiência saiba que você está entrando ao vivo em um dia e horário específico e possa te assistir. Por isso, invista um tempo na criação de uma arte bacana, que tenha informações sobre o tema a ser abordado, a data e o horário em que a live será realizada.

Use suas redes sociais como veículo de divulgação, pois lá é onde os seus seguidores te encontram. É válido também manter uma frequência em relação a data e horário das suas lives. Escolha um dia e um horário da semana para realizar as suas transmissões, assim a sua audiência entende que você estará frequentemente transmitindo conteúdo de valor.

4 – Iluminação, boa internet, ação!

Para transmitir aos seus espectadores uma sensação de profissionalismo e conseguir desenvolver neles um sentimento de empatia, uma boa iluminação e uma boa internet são aliados valiosos. É importante estar em um local bem iluminado e apresentável durante as suas transmissões para que sua audiência te enxergue com clareza. Uma boa internet evita inconvenientes como queda de conexão, que, geralmente, atrapalham o desenvolvimento das ideias durante a live.

Entretanto, não se desespere se a sua conexão cair, afinal, dependemos de outros meios e é uma situação comum de acontecer. Se você precisar utilizar a sua internet móvel ou estiver em um local em que você sabe que a conexão não é tão boa, não deixe de informar aos seus espectadores e explicar a situação. O uso de fones é recomendado, pois muitos deles também funcionam como um microfone, evitam ecos inconvenientes e melhoram o seu áudio.

5 – Não se preocupe com o número de espectadores

Não se desespere se, em um primeiro momento, não houver muitos espectadores. É normal acontecer, pois nesse momento sua audiência ainda está entrando para te assistir.

Em várias plataformas, como o Instagram, por exemplo, é possível deixar a live no seu perfil para que ela seja vista posteriormente por outras pessoas. Portanto, use esses segundos iniciais para falar com aqueles que verão a reprise da sua live, cumprimente-os e introduza o assunto que você falou, mesmo que teoricamente ainda não tenha falado, afinal, você está destinando esses segundos iniciais àqueles que irão ver o reprise da sua transmissão.

Quando as pessoas começarem a entrar na sua live, durante esses trinta segundos, gradativamente cumprimente-as. Após isso, comece a explicar o conteúdo que você vai abordar independentemente do número de espectadores.

6 – Interaja com a sua audiência

Nas lives, a audiência tem a oportunidade de interagir com você, pois eles podem enviar comentários enquanto a transmissão é realizada. Logo, seus espectadores podem fazer perguntas acerca do assunto que você está abordando. Então não se atenha completamente ao seu roteiro. Não tem problema responder as perguntas da sua audiência conforme a demanda e a possibilidade.

Também é possível, para aumentar o alcance, realizar transmissões em várias mídias sociais ao mesmo tempo. Só é necessário que você tenha mais de um dispositivo filmando o momento e transmitindo-o para qualquer rede social!

Mas o que fazer se o medo da câmera ainda persistir? Você pode começar fazendo o que nós chamamos de live collab, uma transmissão ao vivo em parceria com outra pessoa. Então, se você possui um bloqueio, que tal convidar alguém para entrevistar? Você realiza as perguntas e o seu convidado as responde. Além de ser simples, seu convidado faz uma participação especial e contribui para o seu perfil, gerando, na sua audiência, curiosidade e relacionamento.

Considerações

As lives são uma ferramenta importante e essencial para o seu negócio ou marca: elas aumentam o engajamento do seu perfil e o seu alcance. São uma plataforma em que você pode compartilhar seu conhecimento com a sua audiência e gerar interação em tempo real. Portanto, supere o seu bloqueio, coloque em prática essas dicas valiosas e comece já a produzir a sua primeira live!

*Paula Tebett é especialista em mídias sociais e marketing digital

Fonte: Goldoni Conecta – Assessoria de Imprensa

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Coluna Propaganda&Arte

2020: o ano do LinkedIn (você está pronto?)

Não estou falando que outras redes sociais não estão tendo resultados expressivos, como Pinterest e TikTok. Aliás, para algumas métricas temos resultados impressionantes (vale se informar). O ponto aqui é que o LinkedIn, para marcas e profissionais, está se tornando a bola da vez em um cenário de pandemia onde buscar um emprego/melhorar a carreira virou item essencial.

Tchau, selfies. Oi, novo emprego!

Antes da pandemia, você podia tirar fotos incríveis de suas viagens pelo mundo, da sua ida à academia, do seu café gourmet em algum lugar caro, tudo pela exibição, pelo registro do momento importante para você ou apenas por inércia social. Agora, com o cenário de isolamento, home office, desemprego e novas oportunidades na internet, o LinkedIn ganha maior relevância, apresentando um crescimento considerável nos últimos anos, segundo um estudo do Hubspot.

LinkedIn é 277% mais eficaz na geração de leads do que o Facebook e o Twitter

As marcas já sabiam disso e os geradores de conteúdo também. Por isso, naturalmente, os anunciantes estão cada vez mais presentes na rede social mais engravatada da rede. Se agora o fluxo cresceu devido ao número de desempregados e esse não é um público potencial, deixo para vocês analisarem. Afinal, o desempregado de hoje, pode buscar cursos e consultorias e conseguir um emprego amanhã. Já pensou nisso? Qual é o seu produto? Qual sua profissão? Por que ainda não está no LinkedIn ativamente?

Image by Ernesto Eslava from Pixabay

90% dos recrutadores usam regularmente o LinkedIn

Você está feliz no emprego que está? Está desempregado? Para todas as respostas, a sua presença no LinkedIn está virando uma necessidade. As pessoas perceberam que o emprego e suas paixões de vida estão convergindo e é muito importante encontrar empresas que possuem os mesmos valores que você. É isso, uma tendência dessa geração e os algoritmos do LinkedIn são ótimos em casar estas afinidades, oferecendo algumas funções interessantes, principalmente para clientes premium, como saber qual empresa viu seu perfil, ou seja, é quase um Tinder das empresas onde o “flerte profissional” é liberado!

98% dos profissionais de marketing de conteúdo utilizem o LinkedIn para marketing de conteúdo, especialmente para marketing B2B e geração de leads

O LinkedIn de antes da pandemia não é o mesmo do pós-covid-19. Não pelo site em si, mas pelo usuário e pelas formas de interação. Aos poucos, aquelas pessoas que antes só falavam em tom sério, estão se abrindo, dialogando de forma mais indireta, pessoal, “afrouxando a gravata”, por assim dizer, em uma metáfora que explica uma mudança considerável de postura e tom dos usuários da rede social mais procurada pelos RHs.
Você percebeu alguma mudança nas interações pelo LinkedIn? Tem acessado todos os dias? Está percebendo alguma mudança na linguagem das pessoas e tipos de conteúdos?

Você está pronto para esse momento?

Ainda é cedo para dizer que 2020 é o ano do LinkedIn, mas arrisco afirmar isso. As pessoas perceberam que futilidades, como selfies vazias, não podem tomar mais tempo do dia do que uma leitura, um curso, uma ação voltada ao seu trabalho e a busca por suas paixões. O trabalho agora tomou uma nova dimensão para as pessoas e, consequentemente, a rede social favorita das empresas também. E você? Já está fazendo parte dessa mudança?

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Corona vírus e as campanhas e ações de marketing

Campanhas de marketing em tempos de Coronavírus

por Doug Kimball, Vice-Presidente Global de Indústria e Estratégia de Soluções da Stibo Systems

As vendas digitais deverão ter um crescimento expressivo no Brasil nos próximos meses por causa do coronavírus. Entre os diversos motivos para o crescimento do comércio eletrônico, a segurança pessoal e a conveniência são, sem dúvida, fatores-chave para entendermos o motivo da expansão das compras por meio dispositivos móveis e o aumento de pedidos em serviços do tipo “clique e colete”, em que os consumidores compram on-line e depois retiram suas compras nas lojas. Se é fácil entender qual a razão por trás do aumento das vendas digitais, melhor ainda é perceber como essa expansão pode ser útil para a construção de estratégias de marketing mais assertivas em períodos sazonais ou em crises, como a que vivemos atualmente.

Doug Kimball – VP Global Stibo Systems

O benefício de se ter mais consumidores fazendo compras on-line é que, em teoria, cada interação digital deverá gerar mais informações sobre suas preferências. No entanto, a realidade é bem diferente disso, basicamente por um motivo: a complexidade de se enxergar os dados guardados em silos completamente desconectados e subutilizados.

É por isso que mais profissionais de marketing estão recorrendo às soluções de gerenciamento de dados mestres (MDM – Master Data Management, em inglês) para centralizar, limpar, validar e enriquecer as informações armazenadas em vários sistemas e aplicativos em toda a empresa.

Esses profissionais estão recorrendo a essas soluções por diversos fatores, mas o principal é que as plataformas de MDM ajudam a garantir que estão criando campanhas e segmentações de maneira assertiva, com base em dados reais e nos quais podem confiar. A análise avançada dessas informações, de forma prática, pode ser usada para obter insights sobre clientes, locais de lojas, inventário e muito mais, dando aos varejistas uma vantagem poderosa.

Com uma base de dados confiável no centro de suas iniciativas, os profissionais de marketing obterão mais ROI dos sistemas que usam – do marketing à linha de produção, passando pela infraestrutura de TI mais básica. Além disso, evitam ineficiências devido a dados inutilizáveis ​​ou imprecisos, o que resulta em desperdício de tempo e dinheiro na análise de correspondências duplicadas.

Além de ajudar a gerar um ambiente mais eficiente do ponto de vista produtivo, a criação de dados acionáveis ​​mais precisos, completos e atualizados também servirá de base para o desenvolvimento de uma estratégia de marketing impactante. Isso porque o MDM permitirá a visão completa e única dos movimentos dos consumidores, a personalização real das campanhas de marketing e o aprimoramento da experiência dos clientes.

Image by Gerd Altmann from Pixabay

Por exemplo: a partir de uma solução de gerenciamento de dados mestres, sua empresa estará apta a vincular as informações de contato dos consumidores com seus comportamentos e preferências de compra, além de analisar compras recorrentes para obter informações sobre outros grupos de consumo. Ou seja, estamos falando de uma visão holística dos clientes, enfatizando o que, de fato, é importante para sua estratégia de negócios.

Como resultado, é mais fácil segmentar as campanhas e promoções com base no público-alvo, criando uma abordagem mais personalizada. Vale dizer, porém, que além de pensar em como personalizar campanhas usando os dados dos consumidores, o MDM também oferece a chance de visualizar a performance real de cada campanha – avaliando em detalhes todos os pontos.

Outra oportunidade aberta por essas soluções é a capacidade de aproveitar os dados para aprimorar suas iniciativas de experiência dos clientes, seja fornecendo recomendações personalizadas de produtos – com base no histórico de navegação de um mesmo comprador ou garantindo que seu site de comércio eletrônico seja otimizado para dispositivos móveis. Isso significa que as companhias podem criar experiências relevantes e que não apenas atraem consumidores, mas também gerando fidelização. Estudos de mercado indicam que 84% dos clientes dizem que a experiência que uma empresa oferece é tão importante quanto seus produtos e serviços, reforçando a importância de melhorar a jornada de compra.

Ao reforçar o marketing on-line com dados acionáveis ​​e precisos com sistemas inteligentes, as empresas aumentam sua eficácia de marketing e economizam dinheiro, além de melhorar o ROI. Com uma melhor compreensão de seus clientes e mais confiança nos dados, as organizações podem fornecer produtos e serviços mais personalizados e em modelos mais adequados, mesmo em época de crise ou de sazonalidade. A tecnologia é a chave para aprimorar a comunicação e o suporte aos clientes, resultando em melhores experiências – e maior receita. Em tempos de COVID-19, as empresas não podem perder as oportunidades para conhecerem melhor seus clientes e venderem mais via canais eletrônicos, garantindo, assim, a sobrevivência de seus negócios.

Fonte: Planin – Hellen Sant’ Anna

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Coluna “Discutindo a relação…”

Uma estratégia para um propósito ou um propósito para uma estratégia?

Sim, eu sei.. num primeiro momento isso lembra aquele famosíssimo slogan: “A Tostines vende mais porque tá sempre fresquinha ou tá sempre fresquinha porque vende mais?”.  Além de bom, esse slogan sempre me soou muito engraçado…

O papo aqui, entretanto, é sério. Muito sério!

Muita gente tem dado entrevista, falado em podcasts e em lives que as marcas que tiverem um propósito firme e verdadeiro se darão bem neste momento de crise. E eu concordo 100%. Super! Mas o que ninguém consegue dizer com clareza é que devemos buscar uma estratégia que gere um propósito ou se devemos ter um propósito que gere uma estratégia de marketing e comunicação?

Eu digo que fico com a segunda hipótese. E não estou apenas chutando ou dando palpite (o que também está muito em alta nos dias atuais). O que eu penso e verbalizo está apoiado (e muito bem apoiado) nas ideias de Cynthia A. Montgomery, professora da Harvard Business School e autora do ótimo livro “O Estrategista – Seja o líder de que sua empresa precisa”.

A “roda da estratégia”

Neste livro a Cynthia (desculpa a intimidade) defende que o propósito deva ser o ponto central de toda empresa de destaque em seu segmento de atuação. Ela propõe o que chama de “roda da estratégia”, um sistema de criação de valor pensado em torno do propósito e que direciona toda a estratégia da empresa. Incluindo marketing e comunicação.

Ela traz exemplos bastante práticos de empresas como Ikea, Nike, Gucci e outras, que
estabeleceram estratégias de mercado e comunicação a partir de uma forte compreensão de seu propósito.

O interessante da proposta da autora é que ela não fecha um modelo único da “roda da estratégia”. Ao contrário. Ela propõe que cada empresa e cada propósito demandem um sistema diferente de apoio e consecução da estratégia.

Então, acredito que devemos ter o propósito para depois ter uma estratégia de comunicação do mesmo. Ache seu propósito e crie sua estratégia em torno dele.

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Os fatores de comunicação e marketing que mais se destacam

Intensivão de VUCA

por Josué Brazil

Tenho ouvido, assistido e lido muita coisa sobre comunicação e marketing neste período difícil de isolamento social e luta contra a pandemia de Covid 19.

É muito conteúdo bom. Lives, podcasts, webinares, artigos e textos. Separei algumas coisas que estão aparecendo com constância e com as quais concordo.

1 – Posicionamento e/ou propósito – empresas e marcas que já tinham um propósito claro e bem definido e que o praticavam, estão em posição de vantagem. Quem adaptou ou reposicionou seu posicionamento/propósito mantendo-o verdadeiro e válido para o cenário de crise também saiu na frente e colhe e colherá frutos.

2 – Digitalização – quem já estava com os dois pés fincados no mundo digital enfrentou um pouco menos de dificuldades. Quem estava em processo de transformação digital e conseguiu acelerar de modo minimamente organizado também;

3 – Empatia – esse parece ser o item fundamental e definitivo desta crise. Praticar empatia pra valer, de verdade. Entender que na outra ponta há pessoas. Entender suas necessidades e aflições. Apoiar. Explicar. Colaborar.

4 – Customização – de tudo: serviços, produtos, distribuição, embalagem, atendimento, marketing e comunicação. Entender para atender. Dados aqui são importantes. Muito importantes. O consumidor seguirá sendo exigente depois da crise. Ele vai entender que as marcas podem e devem fazer mais.

5 – Verdade, transparência, ética – precisa mesmo explicar? Discurso falso ou atitudes contraditórias levam e levarão à rejeição.

Muitas outras coisas importantes e interessantes têm sido colocadas e discutidas. Essas, na minha modesta opinião são aquelas que se destacam. O fato é que o momento é de um repensar constante apoiado numa contínua análise de como as coisas estão se desenrolando. É um intensivão de compreensão do cenário VUCA (Volatilidade, Incerteza, Complexidade e Ambiguidade) no qual o mundo já estava inserido.

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Comunicação assertiva e o novo normal

O novo normal corporativo e o investimento em comunicação assertiva

*por Vera Moreira

Somos agentes de uma mudança histórica na jornada humana. Estamos vivendo a disrupção econômica, social, digital e pessoal.

Image by Karolina Grabowska from Pixabay

Um analista de comunicação ilustra muito bem o atual momento: “Estamos numa tempestade em barcos diferentes. Não interessa se está num bote ou num iate porque todos precisamos nos salvar”. É isso!! A pandemia fechou os países e vai mudar a economia e a sociedade.

Você já sacou que não existe mais “voltar ao normal”? Não existe mais a rotina antes do lockdown. Não iremos voltar ao escritório, abraçar nossos amigos, apertar a mão do cliente ou fazer longas reuniões. O novo normal é assegurar a integridade de seus colaboradores, promover reuniões em aplicativos eficazes, implantar home office ou teletrabalho, mudar as métricas de produtividade, mudar o layout dos escritórios e adotar um protocolo que garanta saúde e bem estar na empresa, no deslocamento, nos intervalos e no atendimento eficaz ao cliente.

A comunicação nunca foi tão importante para a retomada dos negócios. Quebrar paradigmas de marketing e da equipe de vendas. A ordem é ser transparente, fazer as alterações com leveza, estratégia de sustentabilidade da cadeia e informar com qualidade e assertividade.

A digitalização não inclui a inteligência e a flexibilidade diante da nova realidade da economia, dos serviços e da demanda do cliente/consumidor. As habilidades para manter o cliente e expandir os negócios estão alicerçados em empatia, eficácia e qualidade.

Não sabemos o tempo necessário para manter nossa saúde e evitar mortes, mas vamos sobreviver com novas estratégias e o olhar mais holístico sobre os desafios que a pandemia nos impôs. E essa mudança tem que ser encarada como oportunidade de melhorar.

Como você quer ser lembrado nessa crise?

Empresários, profissionais liberais, entidades representativas, executivos, atletas, artistas, educadores, cientistas e empreendedores estão inovando e repensando formas sustentáveis de manter sua expertise e construir um “novo normal”.

Marcas e empresas devem valorizar o que podem solucionar, apresentar uma identidade e “vender” sua imagem com comunicação integrada e que atinja os objetivos em cada público de atuação.

Image by Gerd Altmann from Pixabay

A comunicação é decisiva nesse momento para ser relevante e impactar seu cliente. Ser inovador e valorizar a carga de experiência que conquistou, mas ser humilde para aprender e entender esse novo momento da jornada da humanidade.

A nova sociedade quer uma vida melhor, mais saudável, mais sustentável e mais honesta.

Mude, conecte-se e mantenha conexões com essa nova realidade.

A comunicação é o investimento prioritário no novo modelo de negócios. Esteja atento a esse movimento.

*Vera Moreira é jornalista, especialista em comunicação corporativa integrada, fundadora da Vera Moreira Comunicação e empreendedora da startup Organics News Brasil.

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Dicas para ser um bom designer gráfico

10 dicas valiosas para todos os designers

Hoje, 27 de abril, é comemorado o Dia Mundial do Designer Gráfico. E, para marcar a data, Pâmela Rosa, sócia da Batuca – agência gaúcha de publicidade com sete anos de expertise no mercado nacional – e especialista na área, dá 10 dicas valiosas sobre a profissão.

01. Você vai aprender mil coisas, mas ainda terá mil para aprender

O mundo está em constante modificação e não tem profissional que não fique sedento por atualização. Atualmente, a formação em design é capaz de nos dar a base, mas a vivência e a curiosidade são a chave para sermos bons profissionais. Seja sempre curioso. Escutou uma palavra nova ou observou uma técnica diferente: pare, reflita e pesquise. Curiosidade é a chave da criatividade.

02. Tenha um passatempo para desligar o cérebro, mas fique de olhos abertos

Filmes, viagens, fotos, livros, jogar conversa fora com seus amigos, tudo isso é importantíssimo para relaxar e permitir que o nosso cérebro tenha espaço para sermos criativos. Mas, tudo que vivenciamos pode ser referência e constrói nosso repertório, por isso, seja presente e quando conseguir, faça análises e conexões com o que está vendo. Uma situação inusitada pode trazer muita inspiração.

03. Use as redes sociais para se inspirar

Não é novidade para ninguém que as redes sociais cada vez mais ganham espaço nas nossas vidas e consomem mais tempo do nosso dia. Mas, você também pode utilizar elas como fonte de inspiração, faça uma limpa no que não te faz bem e não te agrega e traga mais conteúdo sobre o que te inspira. Tenha o costume de salvar e compartilhar com seus amigos projetos que podem servir de referência em projetos futuros.

04. Design é prática, não tem espaço para (muita) preguiça

No dia a dia, tarefas de design precisam de exercício. Algumas ideias ou pensamentos só conseguem se materializar testando. Exercite fazer os mais distintos projetos e aprenda fazendo. Use projetos paralelos para exercitar, destreza se ganha com prática e não tem outro caminho. Tudo isso ajudará você a ter soluções rápidas quando um desafio chegar.

05. Saber trabalhar junto é um dos maiores segredos para crescer mais rápido

Sempre que possível trabalhe em equipe. Construa grupos com profissionais de diferentes bagagens e vá aprendendo um pouco com cada um deles. Seja um bom ouvinte e se interesse pelas vivências, por mais diversas que elas sejam. Claro que é possível, sim, aprender muita coisa sozinho, mas é muito mais rápido aprender com a experiência e os conhecimentos do outro.

06. Aceite também as tarefas que você não quer fazer

Todos têm suas preferências e seus pontos fortes, e precisamos sempre conhecê-los e potencializá-los. Mas, por atrás de um projeto incrível, há muitas tarefas que não são tão incríveis. Precisamos estar dispostos a fazer algumas daquelas tarefas chatas para chegar ao resultado desejado. Faz parte do processo e, podemos sim, nos divertir com elas.

07. Aceite desafios e não se apegue ao que você sabe ou não sabe

Vontade de aprender e esforço para fazer são muito mais importantes que um longo repertório e vivências. Todo profissional passará por momentos em que será preciso confiar na capacidade de aprendizagem e de execução de novos desafios. Seja sempre transparente, mas se coloque em novos projetos. Só assim haverá crescimento.

08. Ache o seu espaço. Faça seu espaço

Muitas pessoas buscam achar a vaga dos seus sonhos. Vagas que nem sempre estão disponíveis em fartura no mercado. Nesse momento é importante considerarmos que trabalhamos em um mercado que, normalmente, nos dá liberdade profissional. É possível começarmos desempenhando determinada tarefa e, aos poucos, ir criando oportunidades para mostrar mais sobre as suas principais preferências e habilidades.

09. Não existe mercado perfeito, tempo e orçamento fazem parte do problema

Em nossa profissão sempre existirá baixos orçamentos e prazos curtos. O que precisamos encarar é que somos resolvedores de problemas e, às vezes, essas restrições precisam também ser os nossos balizadores. Como solucionar uma embalagem de maneira barata e criativa para o cliente? Como consigo criar algo que tenha um tempo de produção e adaptação necessários para esse projeto? Essas são perguntas que também fazem parte do problema e não podemos deixar que isso limite a nossa criatividade.

10. Trabalhe com amor e se divirta

A base do design é a paixão. Produzimos muito melhor de bom humor, nos agrega vontade e nos tira da pressão criativa. Não se cobre se o dia não está produtivo da maneira que você gostaria. Dê uma pausa, respire e, principalmente, se inspire com coisas que te fazem bem. Quando se sentir melhor, volte a trabalhar com carinho e amor. O design pode e deve ser divertido, e o resultado é ainda melhor!

(*) Pâmela Rosa é sócia da agência Batuca, mestre em design pelo PGDesign-UFRGS (2018) e possui graduação em Design pela Universidade de Caxias do Sul (UCS) (2016). Tem também formação de nível técnico em Programação Visual pelo Instituto Federal de Educação Ciências e Tecnologia Sul-Rio-Grandense (2010).

Fonte: WGO Comunicação – Stéphanie Borin

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Coluna Propaganda&Arte

Tudo vai (realmente) mudar depois da pandemia?

Ainda estamos no olho do furacão. Alguns dizem que as coisas vão piorar, outros ainda acreditam que tudo é uma conspiração, mas afinal: a propaganda e toda nossa compreensão do mercado vai realmente mudar após a covid-19?

Nós aprendemos na faculdade que a propaganda mostra aquilo que as pessoas querem, desperta desejos e nos oferece soluções, certo? E se todo o sistema que conhecemos estiver mudando, não só por uma mudança brutal da economia, mas por mudanças nas pessoas, como seres humanos? Isso pode mudar a regra do jogo e mudar DE jogo.

Eu trabalho com marketing e publicidade há mais de 10 anos e sinto que a partir de 2020, as pessoas vão começar a valorizar outros aspectos, muito além de produtos e marcas. As pesquisas de comportamento apontam a segurança como o principal atributo das marcas do futuro. Na verdade, já é do presente.

Ninguém está mais vendendo, ninguém mais quer falar de produto e com razão

Todas as campanhas que estou vendo/produzindo são ou 100% comerciais (como o serviço de delivery) ou 100% conteúdo para informar, entreter, auxiliar as pessoas. No final, as marcas estão tendo que ser mais humanas na marra. Claro, estamos revendo nossa Humanidade, nosso papel e nossa força como grupo.

Marcas globais e regionais estão buscando soluções, tanto comerciais como de comunicação. A hora da grande virada da propaganda parece que chegou, principalmente a digital. Quem está no celular nesse momento? Em casa? Todos nós (ou deveríamos). Quem está vendo mais séries do que nunca, vídeos no Youtube e canais pagos cheios de propagandas? Nós. Isso mesmo.

Image by fernando zhiminaicela from Pixabay

As agências estão revendo formas de trabalhar, os clientes delas também. Todo mundo quer entender o momento, quer superar essa fase, ver um cenário melhor. E tudo só vai melhorar quando a comunicação for eficiente. Das marcas, governos e pessoas. As mensagens de união e esperança parecem disputar espaço com as manchetes de desespero e angústia. A voz de uma marca agora não parece mais alta do que de uma pessoa. Todos têm valor, mas o que dizer nessa hora?

(Silêncio)

Desafio: pense em uma marca que está se sobressaindo nesse momento

Conseguiu pensar em alguma? Provavelmente você ficou sabendo de alguma empresa fazendo doações para hospitais, famílias, etc. Ou então ajudando de alguma forma filantrópica, mas nem todas estão divulgando. Parece que agora a propaganda percebeu que precisa ser real. Propaganda para mostrar que ajuda não pode ser mais importante que a própria ajuda. Ou seja, o marketing pensando na imagem só pela imagem não se sustenta.

Marcas mais humanas para pessoas mais humanas

Eu sei que muita coisa ainda vai acontecer e está acontecendo na vida de cada um. Estamos mais conectados, mais ligados, mais próximos e distantes. Esse dicotomia é reflexo de uma transição que já estava acontecendo e só vai acelerar daqui pra frente. Você quer se relacionar com marcas verdadeiras e com pessoas reais. Mesmo que esse contato seja virtual, pois agora, mais do que nunca, o virtual nunca foi tão real. Que esta mudança seja um ótimo motivo para nos tornarmos pessoas melhores. Assim, as marcas vão precisar acompanhar, afinal, para quem nós vendemos mesmo?

Fique seguro, cuide dos outros e se comunique melhor.

#FiqueEmCasa

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Coluna “Discutindo a relação…”

Momento de adaptação e mudança acelerados

As mudanças impostas pela pandemia do virus Covid 19 impactaram todos os setores da atividade econômica mundial, brasileira e, óbvio, regional. Esses impactos tiveram que ser absorvidos em prazo de tempo curtíssimo pelas agências, veículos e fornecedores de nossa região.

Discutir a relação tem sido fundamental para superar esse momento complicado e absolutamente único em nossa história.

O Publicitando foi buscar a opinião de algumas lideranças regionais para entender como tem sido a adaptação principalmente à necessidade do trabalho remoto. Veja na sequência o que eles nos disseram:

Eduardo Costa – Resultage

Aqui na Resultage entramos em home-office no dia 18/3, alguns dias antes do anúnciio oficial da quarentena na cidade.

Já tínhamos uma certa cultura de home office esporádica, em casos de doença ou compromisso, o colaborador já fazia isso. Mas foi a primeira vez que isso aconteceu massivamente.

Quem não tinha um computador em casa levou a máquina. Na rotina, como tínhamos processos e ferramentas bem estruturadas , não foi tão difícil.

Eu tenho 2 times bem específicos: o de desenvolvimento, que cuida basicamente do Widgrid, nosso produto que é um CMS para construção de sites e o time de Mkt digital.

Cada time tem ferramentas próprias de gerenciamento de projetos e tarefas (Trello, no Widgrid e Basecamp no Mkt DIgital), o que facilitou muito a adoção em massa.

Cada time criou seu processo de reunião diária. Como exemplo, no Mkt, todo dia de manhã o time se reúne via call usando Hangout e faz uma mini reunião (como os daily meeetings do Scrum) onde é analisado o dia anterior, erros, acertos e problemas surgidos e depois traçam-se as tarefas macro do dia , que já estão no Basecamp em detalhes. E durante o dia, micro-reuniões sobre assuntos específicos ou micro-gerenciamento de alguns colaboradores ou assunto específico.

Quanto aos clientes, assim como todos tivemos reduções, cancelamentos e congelamentos, mas estamos abraçando a todos eles, independente de escopo, contrato ou assinatura pois nossa meta é ajudar a todos nesse momento já que o lema é não deixar ninguém para trás.

Nos adaptamos ao momento , estamos preparados para continuar assim o tempo que for necessário, fazendo as adequações que houverem. Estamos dando consultoria para alguns clientes e amigos sobre processo, inclusive. Gerei uma aula que dei para empresários sobre a crise, como se adaptar a esse momento.

Telma Marcondes – Qualicom Diálogos Estratégicos

Estamos há 36 dias em trabalho remoto. Como já é rotina uma reunião online semanal com os atendimentos in-house dos clientes, mantivemos a prática com toda equipe, intensificamos as conversas entre departamentos e centralização de informações no sistema de gerenciamento de projetos.

Além disso, estamos priorizando as reuniões com vídeo para não perdermos a identidade da equipe e tb trabalhando em projetos de comunicação que apoiem comerciantes locais a manterem seus negócios e empregos aqui na nossa região.

Bom humor e alegria! Fotos de gente queimando arroz, pano de prato queimado, pets queridos, doces e cenas do distanciamento da família. Distantes, mas juntos!!!

Gustavo Gobbato – Alchemy

Em face ao trabalho remoto, nós já havíamos nos adaptado ao Home Office há 3 anos, quando deixamos a operação física a um mínimo. Com equipe in company no cliente e uma sede compartilhada com a Holding da qual fazemos parte.

A gente não teve dificuldade porque já vivemos isso e temos um aprendizado já há algum tempo. Temos software de gerenciamento de atividades, o que auxilia muito.

Estamos acostumados a nos falarmos o tempo todo e aos grupos de whatsapp. O mesmo acontecendo com clientes, com quem a gente se relaciona digitalmente apesar das distâncias, já que a maioria de nossos clientes não está na região do Vale.

O maior desafio está sendo por conta dos fechamentos devido ao isolamento. Nossa carteira tem como base os clientes de varejo, que diante do isolamento, reduziram ou suspenderam contratos. Isso trouxe um movimento de redução indesejada do time, pois vínhamos em crescimento extremamente forte nos últimos 3 anos com metas ambiciosas, mas realizáveis para 2020, que agora já estão sendo revistas.

A bem da verdade, elas já foram revistas e estamos já na fase de implantarmos o plano de ação para nos adequarmos.

Lucas Rodrigues – Casa 33

Aqui na agência já tínhamos o hábito do trabalho remoto, então esta adaptação foi tranquila.

Tivemos apenas que adaptar as reuniões por vídeo conferência. Desde de o começo mantivemos a relação de parceria com os clientes nos disponibilizando a ajuda-los neste momento de crise.

Não sabemos quanto tempo ainda vai durar, mas estamos juntos, criando e buscando oportunidades para ajudar a economia local.

Vitor Morais
Diretor de Criação e Conteúdo na Supera (Agência de Comunicação especializada em Estratégia e Cultura Organizacional)

Naturalmente, a gente já tinha o desafio de fazer os alinhamentos e processos com equipes trabalhando de diferentes lugares. Por exemplo, toda a criação está na unidade de São José dos Campos, mas temos profissionais na unidade de São Paulo, em Fortaleza, em Salvador, alguns que ficam dentro dos clientes, então o nosso cotidiano já é muito organizado por plataformas e relações digitais.

Mesmo assim, as equipes 100% em home-office, por tanto tempo, foi uma adaptação diferente. As rotinas específicas de cada área precisaram ser migradas para plataformas, as interações com outras equipes precisam de um aviso prévio (Pode falar agora? Vamos fazer uma vídeo?), os processos colaborativos precisam ser provocados; caso contrário, o trabalho passa a ser individual. Mas nada é impossível, e de fato o isolamento reforçou essa possibilidade.

Fizemos uma mobilização para entender se todas as equipes tinham os recursos básicos, alguns profissionais precisaram levar o desktop para dar conta de edições mais pesadas, organizamos todo um acesso remoto para possibilitar que todos continuem acessando os arquivos necessários.

A gente já usava um sistema interno, além do Workplace, então a adaptação da rotina foi muito mais uma questão de incentivar as conexões digitais e intensificar nosso uso dessas ferramentas. Para ajudar, a gente está produzindo pílulas com dicas práticas e mensagens diárias para manter o engajamento.

Alguns trabalhos foram congelados, como treinamentos presenciais e pesquisas, mas em geral as demandas continuam. Até apresentar concorrência por videoconferência já aconteceu. De certa forma, vejo que a situação nos acelerou a tomar uma decisão que estava ali na frente: flexibilizar o formato de trabalho.

Deborah Meister – Triadaz – Propaganda e Marketing

Bom, embora alguns já fizessem home office, ainda tínhamos o hábito da equipe reunida. Percebemos a possibilidade de migrar para o home office antes de ser declarada a pandemia, o que nos deu tempo de preparar um pouco mais a nós e a equipe.

Estamos trabalhando remotamente desde o dia 16. Entendemos que muitos funcionários vivem e convivem também com idosos e isso valia para resguardar todos.

Assim, desenhamos uma nova rotina há um mês. Desde então, Skype tem sido a principal comunicação interna da agência. Com os clientes, muitos deles já estavam habituados com o uso de meios digitais, assim sendo, apenas uma ou outra reunião teve a plataforma alterada, migrando para zoom, FaceTime, WhatsApp e afins.

No geral, acho que chegamos numa nova normalidade. Todos da equipe já nos adaptamos, conseguimos prover máquinas e acessos a servidores, bancos de imagens e afins.

E os “bom dia”, cafezinho e reuniões continuam, só de uma outra forma.

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Robôs mapeiam a jornada do consumidor

Robôs já superam a capacidade do Google em mapear a jornada do consumidor

por Rodrigo Cunha *

O uso das novas tecnologias como BIG DATA e Inteligência Artificial trouxe o consumidor ao centro do negócio e agora as empresas estão indo além. Os conceitos mais modernos envolvem entregar uma experiência customizada e os sites, inclusive, podem se adaptar automaticamente de acordo com o perfil de quem navega, mesmo que o internauta não esteja logado. Este é apenas um dos inúmeros avanços das aplicações da AI para o marketing e vendas no e-commerce.

Image by Gerd Altmann from Pixabay

Enquanto o Google trabalha com análises estatísticas, fornecendo dados gerais sobre o público que visita o site, o que já é um bom começo, existem ferramentas mais avançadas que permitem traçar em milissegundos qual é a persona por traz dos cliques. Isso sem precisar de login, invadir endereço IP ou usar qualquer artimanha que venha a ferir a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD).

No fundo, o que está por detrás da “magia” é o aperfeiçoamento dos robôs. Como acontece? Na primeira fase do processo, o algoritmo analisa como ocorrem as navegações dentro do site em um determinado período, que deve ser suficiente para se entender como os usuários se comportam, que caminhos buscam e assim por diante. Tudo o que é relevante para prover uma boa experiência.

Robôs e a jornada do consumidor

Mais de 5 mil variáveis são analisadas para que sejam encontrados padrões de comportamentos. Dentre as variáveis, impactam fatores como a forma como a pessoa manuseia o mouse, a força usada para apertar um botão em apps, a velocidade do click, da digitação, o tipo de linguagem usada e por aí vai. É o que chamamos de biometria comportamental.

Com os dados do passado e continuando a ser alimentada no presente, a AI consegue perceber que persona está ali, mesmo que a pessoa esteja navegando em modo anônimo, pois nenhum dado pessoal é utilizado neste processo. A partir da definição prévia dos perfis é possível prever o seu comportamento e melhorar sua experiência, personalizando determinadas áreas de navegação, o que pode chegar a alterações até no layout do site, como sua cor principal.

A AI está se tornando cada vez mais inteligente, revolucionando processos de venda e a experiência do consumidor, nas mais diversas áreas, basta adaptar o algoritmo à área de aplicação. O próximo passo é a eliminação do tratamento prévio dos dados, ou seja, o próprio robô vai entender o dado bruto e tirar informações dali. Tal processo vai aumentar a efetividade e baratear seus custos de implantação. Não será mais necessária ter uma base de dados, pois o treinamento passa a ser online. O aprendizado será em tempo real.

A facilidade de procurar qualquer coisa simplesmente digitando palavras no Google sempre foi considerada uma das maiores evoluções em termos de atendimento das necessidades das pessoas para o consumo ou qualquer outra atividade. Mas a inevitável marcha da evolução tecnológica está começando a ameaçar também este reinado.

Em pouco tempo até a busca no Google será considerada desnecessária. Estamos caminhando rapidamente para um tempo no qual nem será mais necessário digitar o que queremos. Bastará entrar na rede para sermos reconhecidos e nossa própria navegação dará dicas sobre o que desejamos. A resposta será oferecida quase sem nenhum esforço do consumidor.

* Rodrigo Cunha é sócio diretor da Neurotech, empresa pioneira na aplicação de inteligência artificial para novos negócios no Brasil.

Fonte: Compliance Comunicação – Assessoria de Imprensa

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