Coluna “Discutindo a relação…”

Perdendo ídolos e esquecendo a razão

Eu tentei fugir deste assunto… Tentei encontrar alguma outra coisa sobre a qual escrever esse mês. Mas o coração falou mais alto, embora estivesse encolhido…

O assunto é a saída do Fábio Fernandes da F/Nazca, agência que fundou ao lado de dois outros sócios e que rapidamente se firmou como uma das maiores e mais criativas do mercado brasileiro. O Fabio e a F/Nazca fizeram muita coisa maravilhosa para a Skol (o maravilhoso conceito “Desce redondo” que está aí até hoje), fez o adorável Formigas para a Philco e o Grand Prix de Filme em Cannes 2015 para a Leica, intitulado “100”.

A F/Nazca soma nada mais nada menos do que 70 leões em Cannes desde o seu lançamento.

A notícia caiu como uma bomba e me deixou abalado. Chateado mesmo. Pensei: ah, não, mais um craque se vai… mais um ídolo da minha profissão meio que se despede dos gramados publicitários. E o pior: sai da agência que criou dizendo claramente que não saiu por uma decisão sua!

Foto by Meio&Mensagem

A notícia também me deixou reflexivo.Fiquei a pensar em que caminhos a atividade publicitária está tomando ou irá tomar. Pelo menos nos grandes grupos, nas grandes redes de agências, parece que ou o mais importante é aumentar a rentabilidade e aumentar o valor das ações para os acionistas (não importando muito a qualidade da entrega) ou os chefões acreditam que essa geração não é capaz ou adaptável o suficiente para encarar os novos desafios dos novos cenários que aí estão. Não sei…

Só sei que a emoção acabou vencendo a razão e eu só consegui ficar triste e lembrando todos aqueles que recentemente deixaram de trabalhar com minha querida propaganda: Washington Olivetto, Marcelo Serpa, Alexandre Gama, Celso Loduca…

Muitos dirão que eles já eram, que tudo mudou, que a vida é assim mesmo, que é preciso renovar, que o cenário é outro, que o digital hoje manda, que o data é soberano e etc etc etc.

Não quero saber da razão! Não!

Assisti palestra com esses caras, li muito sobre eles – livros, entrevistas, artigos etc – admirei cada campanha “ducaralho” que fizeram, vibrei com cada leão que conquistaram. Tenho o direito de ficar p da vida, de ficar chateado pra caramba!

Tomara que os novos rumos que a propaganda brasileira escolher trilhar daqui para a frente valham muito a pena! Eu acho que gente como o Fabio Fernandez tem muita lenha – da boa – para queimar ainda.Tomara que eu esteja só triste e não pensando com a cabeça…

Tomara!

Tomara que meus alunos agora no início, meio ou fim da faculdade possam ter ídolos do calibre que eu tive.

Tomara!

Coluna Comunica com conteúdo

Redes Sociais, Google ou Blog? Qual a sua estratégia?

Hoje o perfil do consumidor mudou e muito, na era digital todos têm acesso a muita informação diariamente, o que fez com que as estratégias em marketing fossem atualizadas para essa nova necessidade: o “conteúdo”.

O novo consumidor quando quer algo vai atrás e tem acesso a milhares de informações com apenas alguns cliques. E é exatamente aí que o inbound marketing atua, na atração desses consumidores, mostrando a esse cliente – que é compatível com sua oferta – a sua empresa.

Em outras palavras, em vez de massificar a propaganda, direcionamos ela para o público alvo e atraímos por meio de um conteúdo relevante àquele consumidor. A partir desse momento as pessoas impactadas por meio do conteúdo tendem a se sentir mais confiantes em relação a empresa e iniciam um relacionamento saudável, caminhando até as oportunidades de vendas.

Mas como gerar essas oportunidades de vendas?

Para nós, o inbound marketing é a estratégia traçada para alcançarmos objetivo de ter mais oportunidades de vendas, aqui traçamos as estratégias tendo como base três pilares: Atração, Nutrição e Conversão. Usamos as redes sociais sim, e muito, mas elas deixam de ser somente um canal de comunicação (não que isso não seja importante) para se tornarem autoridades ou referências em um determinado nicho, ou então aumentar o conhecimento sobre a sua empresa/marca, e se tornam um canal de atração, nutrição e conversão. Assim também como o Google, o tão famoso Blog e e-mail marketing.

Já sei que irão dizer: “e-mail marketing não funciona”, “isso já não se usa mais”, assim também como o blog, e até mesmo as redes sociais. Quem é que não conhece alguém que investiu nas redes sociais e não obteve resultado algum? Sempre sou questionada sobre isso e minha resposta é sempre com uma pergunta: Qual era o objetivo final e a estratégia aplicada? A maioria responde: Eu não sei. Porque geralmente não há uma estratégia.

Ok, mas por que usar e-mail marketing na minha estratégia? Porque funciona!

Segundo dados da McKinsey, empresa americana referência em consultoria empresarial, os e-mails são 40 vezes mais eficientes para adquirir novos clientes do que o Facebook e o Twitter juntos. Ele ainda converte três vezes mais do que as redes sociais. Para a Convince and Convert, empresa que presta consultoria de mídia digital, o e-mail marketing tende a aumentar em 138% as vendas, assim também como o blog, que é uma ferramenta importantíssima na educação e na nutrição dos leads.

Para que tudo isso funcione dois fatores são importantes: seu objetivo e sua estratégia.

Não existe uma receita de bolo que sirva para todos, cada marca, cada empresa tem um objetivo e uma necessidade diferente e é nesse momento que o inbound passa a fazer parte do processo, traçando estratégias de como alcançar o seu público alvo, atraindo-o para o seu objetivo, pelos canais da internet.

Então qual eu devo utilizar?

Se eu pudesse dar uma opinião aqui seria: onde seu público está! Mas como saber isso? Estude seus clientes ideais, aqueles que você sonha em manter fidelidade.
Como eles se comportam? Eles usam mais Facebook? Mais Instagram? Ou será que utilizam o LinkedIn? Quais as perguntas que eles mais te fazem? Quais as suas dores? E seus sonhos? O que ele espera que seu produto ou serviço resolva?

Aqui você começa a identificar a ponta de uma estratégia e o que faz sentido ou não para você usar no seu marketing e começar a gerar resultados.

A COMUNICA – Marketing de Resultado: é uma agência de inbound marketing que tem como objetivo atuar no crescimento e expansão de seus parceiros/clientes. Parceira da RD Station, localizada em Taubaté, com 8 anos de experiência, atendendo clientes do Brasil inteiro.

Coluna Propaganda&Arte

Instagram cortou os likes e seu ego pode não gostar disso

Com a nova atualização do Instagram, especificamente no Brasil, a rede social desabilitou a visualização de likes nas postagens. Como isso vai afetar, em longo prazo, na sua autoestima?

O Facebook e o Instagram já são palco de uma inconsciente competição por mais likes há anos. Isso já foi analisado por psicólogos e universidades ao redor do mundo e perceberam que a felicidade, autoestima e sensação de pertencimento do usuário destas redes sociais está intimamente ligada à quantidade de likes que recebe ou que outros recebem (no caso de sentimentos negativos de inveja, por exemplo) em cada postagem.

Com o objetivo de diminuir essa competitividade, o Instagram fez o teste e já está valendo no Brasil: você não consegue ver os likes nas postagens alheias, apenas nas suas.

Como menos likes podem ajudar você a curtir mais a vida?

O Instagram acredita, e experimentos feitos na Universidade de Illinois mostraram isso no Facebook, que tirar o foco da quantidade de curtidas e focar na história em si pode ser mais saudável para o emocional e psicológico dos usurários.

Como nada nas redes sociais são por acaso, eles perceberam que o objetivo da rede social não estava sendo alcançado, criando um ambiente antissocial, cada vez mais observador e menos participativo. Até nas empresas, nas contas de marcas, sabemos que curtidas não resolvem e não vendem produtos. Elas são apenas uma das formas de interações e que está sendo botada em cheque.

Você já pensou nos motivos que te levam a postar uma foto?

Veja, você. Faça uma análise e compare as últimas três fotos postadas no Instagram. Com qual intenção você fez aquelas postagens? De que forma, ter mais likes lhe faria sentir bem? Será que não é mais importante interagir e mostrar algo realmente verdadeiro do que passar uma imagem de algo?

O Instagram percebeu que seu ambiente virou uma grande prateleira de situações quase irreais que, ao invés de unir, está gerando uma competição bizarramente acirrada. Tornando tudo mais fútil e sem movimento real, sem emoções. Virou o ícone do culto à imagem, algo muito antigo na sociedade.

As redes sociais estão presando cada vez mais por qualidade e não quantidade

O Facebook também está trabalhando para diminuir o número de perfis fakes e atrapalhar os boots que dão curtidas em páginas ou em postagens para entregar aos usuários e empresas cada vez mais números reais e testados.

Às vezes, estão até exagerando neste controle e bloqueando usuários normais que trabalham com ferramentas de automação de redes sociais, aquelas que postam em mais de uma rede por vez, os considerando boots.

Estamos em meio a uma guerra de atenção, isso é fato. E, se as redes sociais não se movimentarem para entregar uma experiência cada vez mais real e menos artificial, não sei o que será do futuro das redes sociais. E, consequentemente, do futuro do próprio comportamento humano.

Não dá para separar hoje os sentimentos virtuais dos reais. Tudo é uma coisa só e esse tipo de mudança, como a tirada dos likes aparentes, poderá mudar a nossa forma de interagir.

Será que estamos preparados para mudar o foco das postagens?

As redes sociais, por princípio, querem que a gente interaja. E se for de forma saudável, combatendo a depressão e ações excludentes, melhor ainda. Fato é que pouco se fez para remediar esse comportamento humano de viver de aparências e de inflar o ego até então. E as redes sociais estão percebendo que se não tratar este problema, que já virou um mal do século atual (competitividade e supervalorização da imagem), não teremos pessoas sãs ou vivas no futuro para curtir ou dar likes nas postagens. (Tudo bem. Exagerei, mas foi só para mostrar a gravidade do assunto).

No fim, é uma ação de sobrevivência, em um ambiente que está beirando a superficialidade e tirando das pessoas (e marcas) a sua essência.

Como você está cuidando do seu ego e do ego das empresas que trabalha? Vamos focar mais nas histórias e nos seguidores engajados?

Um flash no fim do túnel

Talvez esse seja um “flash no fim do túnel”, mas eu prefiro esperar para saber o que vai acontecer com os futuros selfies e com esse experimento social que o Instagram está iniciando, aparentemente inofensivo no Brasil.

Coluna “Discutindo a relação…”

Pequenas, ágeis e enxutas

Semana passada aconteceu uma discussão muito legal no Linkedin a partir de um texto postado pelo grande Luiz Buono, sócio e fundador da Fábrica. O Luiz tem se destacado nesta plataforma com textos e reflexões sempre muito bacanas e úteis.

No texto ele narrou um acontecimento de três anos atrás: uma pessoa na fila do SXSW lhe disse que o futuro seria das agências ágeis, enxutas e que tivessem liberdade maior de movimento. Agências independentes. E o Luiz relacionou isso com o recente destaque que três agências brasileiras com esse perfil obtiveram na edição deste ano em Cannes. As agências são a David, a AKQA e a W+K. Esse assunto também foi capa da Meio&Mensagem de 01 de julho.

Comentei na postagem do Buono que acreditava fortemente em um futuro breve no qual as estruturas independentes e ágeis terão mais espaço, enquanto as grandes holdings de comunicação passarão por mais dificuldades.

Olhando para nosso mercado, o mercado do Vale do Paraíba e de interior de SP como quase um todo, podemos constatar que as estruturas condensadas de nossas agências – mais por necessidade do que por inventividade –  têm garantido espaço para  competirem até mesmo nos centros maiores. O digital e suas ferramentas deixaram tudo mais horizontal e como sempre tivemos talento agora podemos competir com a vantagem da estrutura pequena (mas competente), do preço inferior (nosso custo é menor) e da agilidade e multioferta de serviços.

Imagem de Gerd Altmann por Pixabay

As primeiras a desbravarem essa trilha e abrirem espaço no mato do mercado das capitais e até do exterior foram as chamadas agências digitais.

Muitas agências – tradicionais e digitais – optam inclusive por trabalhar por projetos, montando equipes de freelancers de acordo com cada demanda. Mesmo em São Paulo capital esse modelo já é bastante encontrado. Tive uma conversa muito boa com o Filipe Crespo da criativosbr sobre isso. O modelo de operação deles é exatamente assim. Dois sócios e uma equipe de frilas de acordo com cada demanda de cada cliente.

Também acredito que muitos modelos operacionais de prestação de serviços em comunicação passem a coexistir. Um necessariamente não exclui o outro. Todos os tipos e modelos de negócios em comunicação, marketing e propaganda estão buscando aprimorar suas armas e caprichar cada vez mais na entrega. Uns permanecerão, outros talvez não.

O mercado é assim. E novos modelos de negócios em comunicação ainda estão por surgir. É aguardar para ver.

Entenda os podcasts

Sete dicas para quem quer ingressar no mundo dos podcasts

por Achiles Júnior e Maria Carolina Avis*

A primeira coisa é entender o que é podcast, concorda?

Trata-se de uma nova mídia cujo nome tem sua origem no latim e significa “meio ou caminho”. É utilizada para transmissão de informações, da mesma maneira que a televisão, rádio, revista ou mesmo o jornal. Assim, o podcast pode ser compreendido como uma espécie de programa de rádio, que tem como diferença básica e grande vantagem ser produzido sob demanda específica.

Com ele, é possível acessar, ouvir, curtir e aprender o que quiser e quando considerar mais adequado.

Porém, o tal do podcast tem novos recursos, nasce e cresce com novas possibilidades, novos hábitos de vida e novas formas de utilização. Dessa forma, pode ser entendido como uma nova mídia que tem como finalidade a transmissão de informações. É muito recente em terras brasileiras, onde cresce e pouco a pouco passa a fazer parte de novos hábitos e costumes.

No podcast pode-se usar, ainda, os chamados agregadores, que são aplicativos (SoundCloud, WeCast, Stitcher, Overcast, Feedly, iTunes, Podflix, entre outros). São serviços específicos para usufruir de temas de sua preferência, tais como cultura, esportes, ciência, educacional e política.

Vale lembrar que esse hábito cresce impulsionado pelo aumento do comportamento mobile do cidadão.

Segue, então, algumas dicas para quem pretende ingressar e se destacar no mundo dos podcasts:

Busque relevância

Como esse mercado é relativamente novo, busque a atenção de todos, inclusive de gigantes da indústria. Para se destacar é necessário ser relevante e encontrar algo que você domine, algo que possa agregar à vida das pessoas, que seja valioso e gere conteúdo relevante — aliás, esta última regra é a mais importante.

Nichos de audiência

Ser relevante em um assunto que ninguém se interessa pode ser ainda mais complicado. Sendo assim, encontre seu nicho de audiência. Entenda qual seu segmento e interaja de maneira eficiente.

Marca pessoal forte

Diga “a que veio” e qual seu propósito no meio de tanta gente produzindo conteúdo. Crie uma marca pessoal forte — afinal, não basta ser o melhor profissional, mas continuar desconhecido no mercado, concorda?

Planejamento e organização

Pense em conteúdo, logicamente, mas nunca se esqueça de que um planejamento que vai desde a criação, postagem, até a divulgação de seu podcast é base para o sucesso, ou certamente minimiza o fracasso. Com planejamento, sempre vai funcionar, seja no mundo real ou virtual.

Equipamento

Invista na qualidade dos áudios. Vale adquirir algum equipamento com alto padrão de captação e de som. Que tal um microfone profissional para ter um áudio de padrão de estúdio?

Fidelização

Encontrado seu nicho, as palavras de ordem são: identificá-los, valorizá-los e fidelizá-los. Afinal eles serão os grandes propagadores para o bem ou para o mal em sua caminhada no mundo dos podcasts. Como diz o ditado: as formigas têm megafones.

Participantes convidados

A participação de pessoas relevantes, conhecidas e influentes dentro do segmento de sua atuação é bem-vinda, principalmente no início. Credibilidade vem de influência, premissa nesse mundo novo do qual fazemos parte.

* Achiles Júnior e Maria Carolina Avis são professores de Marketing Digital no Centro Universitário Internacional Uninter.

Fonte: Página 1 – Lorena Oliva

Coluna Branding: a alma da marca

Na era da informação teremos mais blanding e menos branding?

É sabido que boa parte dos especialistas indicam que as maiores marcas da atualidade tendem a perder importância ou até sumir nos próximos 10 anos. Isso se dá pelo fato da marca não conseguir ser digital. Digo ser, e não se adaptar, existe uma distância muito grande entre estas situações. O próximo passo da existência digital é não haver mais um meio digital e sim um mundo digital, onde as marcas deverão ser nativas deste modelo para terem competitividade. A chegada da internet das coisas, da inteligência artificial, da impressão 3D nas residências,da entrega por drone, tudo isto prevê modelos de negócios cuja interação estará cada vez mais por caminhos online.

Imagine a cena, uma mulher que escolhe um escarpam novo usado por uma atriz com quem se identifica, pelo vidro do seu box enquanto toma banho, assistindo a um filme. Verifica a modelagem 3D, se vendo em uma representação digital sua com o calçado, discute com uma atendente com inteligência artificial que rastreia seu perfil de compra por big data, compra por cripto moedas e recebe em 1 hora o produto em casa vindo de drone. Todas estas tecnologias aqui citadas já estão disponíveis, basta apenas que uma marca as implemente nativamente e a popularizem.

Imagem de rawpixel por Pixabay

O universo digital muito em breve assumirá o papel do maior shopping que já vimos e ocupará o espaço na vida das pessoas. Isso muda a cultura do comércio, isso muda a forma de produzir, isso muda a necessidades de empregar pessoas. Isso muda tudo.

O problema aí é que o mundo digital é tão veloz quanto fulgaz, e o trabalho de construção de marca pode aos poucos ir ficando obsoleto, para um tendência a perecividade da marca. Vejamos como exemplo a cadeia napster, torrent e o próprio Spotify. Chegaram, dominaram, explodiram como marca e perderam importância dentro de um mesmo segmento em poucos anos. São blandings, construções perecíveis de marcas e que contrapõe ao branding, como modelos de marcas criadas para não terem uma obsolescência programada. O mesmo vem acontecendo com as redes sociais Facebook com a tendência de queda e migração programada para o Instagram ou até outros.

Vejam que estas marcas são todas nativas digitais, portanto, vocês conseguem imaginar a dificuldade que possuem as marcas tradicionais para saltarem nessa direção?

Seria o fim do branding?

Vejam outro lado, notícias chamam a atenção para a volta do Mappin loja de varejo gigantesca que encerrou suas portas na década de 80 e que agora está de volta no mundo digital, usando toda uma construção de identidade física para credibilizar um serviço online. Isso não é branding?

Do meu ponto de vista o segredo desse novo mundo para a construção de marca é saber o que precisa ser construído com perenidade e também saber aproveitar aquilo que precisa ser perecível. Entender que o Branding precisará englobar o blanding e conviver com este barulho. Não acredito que o limite para essas tendências esteja claro para alguém ainda, em breve veremos aquilo que só precisa explodir por um tempo como uma tendência de moda e aquele negócio que precisa durar e ter uma promessa enraizada e profunda, ganharemos assim mais uma ferramenta na gestão de marcas.

Coluna Propaganda&Arte

A criatividade morreu na Propaganda? Pode ser que sim.

Em tempos de evoluções tecnológicas e comunicações instantâneas, o trabalho do designer ou publicitário caricato parece não mais fazer sentido. Mas será que a criatividade não tem mais espaço nesse novo mundo digital onde tudo já é pré-definido e cada vez mais automático?

Para entender alguma palavra ou a relação entre elas é sempre bom buscar seu real significado. Isso clareia o raciocínio. Vejamos. Propaganda é: divulgação de uma ideia, crença, religião”.

Dentre outras definições específicas, podemos entender que a Propaganda de ontem, a de hoje e, arrisco dizer, a de amanhã vai ser sobre divulgações de ideias. Não importa como: vídeos, fotos, impressos, aplicativos, tendências, crenças, marcas etc.

Já a palavra arte, que está intimamente ligada à criatividade, significa, dentre outras coisas: “uso dessa habilidade nos diversos campos do pensamento e do conhecimento humano”.

Dessa forma, complementamos a definição de criatividade, para encontrarmos o ponto em comum destes itens: “inteligência e talento, natos ou adquiridos, para criar, inventar”.

Então, vemos que a arte é apenas uma das resultantes de alguém que possui criatividade. Assim, é um ponto a ser considerado, pois entendemos então que, pelo menos do ponto de vista lógico, é possível ser criativo em qualquer área do conhecimento humano. Até na hora de escolher qual exercício físico fazer ou como preparar seu almoço ou até na hora de levar o cachorro para passear, alternando caminhos e inovando.

E quando este conhecimento humano trata da comunicação?

Então, entramos no campo da propaganda, que pode ser de qualquer cunho, político, comercial, religioso, social etc., mas respeita algumas regras atuais, ainda mais neste novo cenário digital.

É preciso ter claro o público que iremos falar, hoje conseguimos segmentações espetaculares nas mídias sociais, sabendo direcionar nossas campanhas para uma pessoa que torce para o time X, que gosta de comer Y, e curte a marca de roupa Z. Tudo fica mais fácil e, às vezes, nem precisamos ser muito criativos nessa comunicação. Certo? Talvez.

Hoje encontramos programas que enviam e-mails, criam layouts, fazem vídeos, criam imagens personalizadas, fazem logotipos com base nas suas indicações e até fazem todo o planejamento e monitoramento de mídia, com base em inteligências artificiais dos programas, tudo visando uma otimização de tempo, dinheiro e resultados. Mas sempre existe um risco.

Então, você quer dizer que não podemos aproveitar a (da) tecnologia?

Não sou do tipo contra os avanços tecnológicos, mas acho que alguns sinais precisam ser considerados antes de abraçar uma nova ferramenta ou facilidades on-line que prometem fazer todo o seu trabalho de publicitário, por exemplo, selecionar suas paletas de cores, as melhores palavras-chave, as fotos e trilhas sonoras que são ideais para despertar aquele sentimento no público. Isso precisa ser um complemento do conhecimento seu, não uma bengala criativa.

Ainda penso que temos que aprender sim, sobre tecnologia, mergulhar nesse mundo, mas não se afogar. A ciência humana não é exata, por isso, o ser humano precisa ser sempre o foco. Tanto na hora de criar novas peças publicitárias, como na hora de planejar novas campanhas, ainda mais as que forem focadas em valores.

Máquinas ainda não selecionam os melhores valores para a sua marca. Ainda.

Como esta nova geração se preocupa ainda mais com valores das marcas que compram, é preciso entender que uma má escolha vai prejudicar qualquer campanha. Definido isso: tendo um planejamento transparente e uma comunicação bem alinhada com seu cliente, as propagandas só vão acompanhar aquele universo lógico. Daí podemos ser criativos. Não necessariamente na arte, mas talvez na forma, no jeito de falar, no ambiente em que aparecemos, na voz, no momento que a marca ganha destaque dentro da vida do público ou até na forma de se posicionar como marca.

A criatividade precisa existir em algum lugar. Mesmo que não seja na arte.

Se você não sabe os valores da empresa, não entende os quereres do público, não conhece as ferramentas, os prazos, a verba e as possibilidades, você não vai conseguir articular as ideias para ser criativo. Vai ficar lá no passado, achando que a arte precisa ser surrealista, minimalista, impactante ou animada, para fazer sucesso. Vai achar que ter uma marca conhecida já vai bastar. Que as pessoas falarem de você já vai ser suficiente. Vai ficar no campo superficial da antiga criatividade que já morreu. Faz tempo. E renasceu como várias outras formas de se inovar. Será que você está trabalhando com um cadáver e não sabia? Acho que já passou da hora de repensar a criatividade na sua empresa, sua agência ou até na sua vida. Vamos mudar o trajeto de volta do trabalho, só para começar?

Para compreender a importância do inbound marketing

Inbound marketing: entenda sobre essa técnica que vem crescendo no mercado

Entre os diversos fatores que devem ser avaliados para o desenvolvimento de uma estratégia estão os canais de atuação. Quando se trata de marketing digital, a relevância das táticas empregadas, como o inbound marketing, é notável devido a visibilidade que pode ser alcançada neste meio.

Naturalmente, além de uma presença digital marcante, é uma forma de ter um relacionamento diferenciado com clientes e otimizar recursos financeiros em relação aos investimentos em marketing.

Para compreender a importância desse tipo de marketing e investimento, basta observar a presença da internet no modo de consumo das pessoas. Por exemplo, se uma empresa do setor de construção civil está averiguando os recursos necessários para uma obra e em determinado ponto necessita buscar pela locação de guindaste, há grandes chances da internet ser um recurso utilizado e de uma empresa com visibilidade nesse meio ser selecionada.

Quais são as principais características do Inbound?

A base do inbound marketing é a atração por meio do conteúdo, contando com três pontos de grande destaque, que são o marketing de conteúdo, as técnicas de SEO e as estratégias em redes sociais. Essas táticas contribuem respectivamente na produção de conteúdo relevante e específico para o público-alvo, no posicionamento nos buscadores e no engajamento das marcas. Entre os pontos de maior destaque nas medidas adotadas no inbound marketing, é possível citar:

  • Interação aberta entre cliente e marca;
  • Continuidade na comunicação;
  • Atendimento de dúvidas;
  • Relacionamento consistente;
  • Proximidade.

Os usuários estimulados pelo material associam uma maior credibilidade a empresa, que consequentemente, poderá estabelecer uma ligação mais positiva, além de investir em um relacionamento saudável com um potencial cliente. Sendo assim, há grandes chances para que a venda ocorra, principalmente com a presença dos atributos abordados de forma adequada.

Ainda mais, com uma estratégia elaborada corretamente, é possível contar com grande precisão, o que viabiliza alcançar não apenas muitas pessoas, mas o público adequado. Por exemplo, se uma empresa que trabalha com a confecção de abadás investe neste tipo de técnica, naturalmente, a visibilidade é uma prioridade, mas o que de fato faz diferença é a qualidade do público alcançado para o aumento de vendas, autoridade e fortalecimento da marca como um todo.

A comunicação aberta é viabilizada justamente pelo conteúdo ser específico para a audiência, sem isso, obstáculos significativos seriam enfrentados para a atração e a construção de uma relação de confiança.

Afinal, o tipo de conteúdo, abordagem e até mesmo os canais de atuação aplicados para o público de uma fábrica de cobertores, naturalmente será distinto ao comparar com de estratégias de uma empresa que comercializa impressora de código de barras e o mesmo se enquadra em qualquer tipo de setor, pois conforme será visto a seguir, o inbound marketing é versátil.

O inbound pode ser aplicado em qualquer setor?

Sem dúvidas, é decisivo selecionar as estratégias mais convenientes para cada empresa com o objetivo de se prevenir de transtornos severos e com a aplicação do inbound marketing, é possível atender clientes de diferentes segmentos, principalmente por envolver táticas variadas.

Nesse caso, torna-se necessário avaliar quais são as melhores abordagens e adaptar o inbound marketing a cada tipo de negócio. Por exemplo, escalar em pequenas empresas, aos poucos as estratégias com um monitoramento regular é favorável, enquanto para um e-commerce, o impulsionamento de informações para elevar o poder de influência da marca é um dos principais alvos das estratégias.

São cenários totalmente distintos, principalmente ao comparar com empresas de medicina e instituições de ensino, que devem atender uma conduta mais diferenciada, com um maior foco na educação de mercado.

Com as mudanças constantes no mercado, é necessário que as empresas busquem acompanhar as tendências. A internet é um dos pontos de grande impacto para o comportamento do consumidor, o que reforça a necessidade de que investimentos constantes sejam realizados em análises e ajustes estratégicos.

Neste meio, conforme abordado, o inbound pode ser uma alternativa positiva para a conquista e preservação de clientes, mas para evitar prejuízos, é crucial sempre recorrer ao serviço de profissionais qualificados.

Esse texto foi originalmente desenvolvido pela equipe do blog Guia de investimento, onde você pode encontrar centenas de conteúdos informativos sobre diversos segmentos.

Coluna “Discutindo a relação…”

Como manter o relacionamento saudável

No artigo para essa coluna do mês passado escrevi sobre como as agências estão buscando recuperar sua relevância dentro do cenário atual de comunicação e marketing. Neste mês vamos persistir no assunto. Mas desta vez o foco será mais em como manter uma relação duradoura e saudável com os clientes.

Para melhor tratar o assunto quero trazer aqui um pouco das ideias de outros líderes do setor de agências de propaganda. E vou começar com uma declaração de David Laloum, presidente da Y&R. Ele afirma que para construir uma relação perene com os seus clientes as agências devem apostar em três fatores:

1 – construção de uma trajetória de sucesso – essa construção deve ocorrer em conjunto, com extensa participação do cliente para se chegar a bons resultados de negócios. Ou seja, a construção de seguidos “cases” de sucesso em parceria com os clientes;

2 – consistência na entrega – evitar ciclos de altos e baixos, perseguir a entrega com qualidade e excelência em todas as situações, manter um alto nível de entrega;

3 – capacidade de continuar a inspirar – uma agência deve sempre manter-se como fonte inspiradora não só de ideias mas também de inovação e soluções de demandas de negócios.

Quem também recentemente abordou o tema foi Ricardo John, presidente da JWT. Ricardo afirmou que para um relacionamento saudável entre agência e anunciante é preciso tomar cuidado para que a agência não seja vista como uma mera “tarefeira”. Para tanto, o caminho, diz o presidente, é trabalhar a consciência das equipes para que vistam a camisa de sócios dos projetos dos clientes e propor novas alternativas, evitando ser entendida (a agência) como simples fornecedora.

Imagem de rawpixel por Pixabay

É claro que essas ideias impactam e têm relação direta com novos modelos de operação das agências. Fernando Musa, CEO da Ogilvy, diz que as agências devem estar abertas à implementação de diferentes modelos operacionais e que a escolha do melhor modelo será definida pela demanda do cliente. Musa afirma que para manter um relacionamento “quente” é preciso estar aberto a qualquer modelo.

Outro aspecto destacado por várias lideranças é a diversidade. Buscar a montagem de equipes diversas, em vários aspectos, ajuda na entrega de soluções mais eficazes, assertivas e impactantes. Além da diversidade de gênero e classe social também passa a ser fundamental a diversidade de formações profissionais com a absorção de cientistas de dados, analistas de dados, antropólogos-sociólogos-filósofos, programadores e profissionais de inteligência artificial.

Fica óbvio, ao menos para mim, que as agências estão superando aquele momento de descrédito e de perda de relevância e estão trabalhando para virar o jogo e aproximarem-se definitivamente de seus clientes e de suas necessidades de negócios e soluções de problemas.

Vamos seguir observando e comentando!

Conteúdo nativo passou a ser decisivo

Por que o conteúdo em formato nativo se tornou ferramenta essencial para o marketing?

Não somente o conteúdo, mas também, sua distribuição, contexto e segmentação são os principais fatores de sucesso para engajar o usuário e gerar performance para a marca

Fernanda Negrini, Gerente de Marketing da Outbrain/Crédito foto: Eugênio Goulart

“A popularização da internet mudou drasticamente a maneira como as pessoas criam, consomem e compartilham informação. Neste novo cenário, quando o usuário se encontra no modo de leitura, o que ele menos deseja é ser interrompido e, por isso, sua atenção fica completamente concentrada no conteúdo”, afirma Fernanda Negrini, gerente de marketing da Outbrain Brasil. É por esta razão que os formatos tradicionais de publicidade, como a mídia display, foram perdendo a performance que tinham antes e o conteúdo, por sua vez, ganhando protagonismo.

Apesar de o conteúdo ser fator determinante nas campanhas de marketing, nem sempre foi assim e, ainda, ele por si só não é responsável pelo bom desempenho da campanha. Segundo Fernanda Negrini, além do conteúdo, a distribuição, contexto e segmentação são os principais fatores de sucesso para quem quer engajar o usuário e gerar performance para a marca. “Além das mudanças na forma como os usuários consomem conteúdo, fenômenos como os adblockers também aceleraram esse processo de transformação do marketing. Com a circulação do conteúdo ganhando outra escala, as marcas precisaram encontrar uma nova maneira de estar presente nesta nova agenda social”, explica.

Neste contexto, empresas e organizações tiveram que reinventar seus planejamentos de comunicação para surfar na onda de sucesso do conteúdo. No entanto, junto ao nascimento do marketing de conteúdo, surgiu a questão de como mensurar os resultados e otimizá-los. “Comentários, compartilhamentos, curtidas e cliques são todos medidas superficiais de engajamento e, ao focar apenas em números isolados, fica impossível entender o poder do conteúdo e seu impacto em todas as frentes de comunicação”, diz Fernanda, ressaltando que a avaliação pós clique é muito mais profunda e traz muitos insights sobre a audiência e os assuntos de interesse relevantes para ela “Nesse quesito, é preciso avaliar quanto tempo o usuário ficou no seu site; quantas páginas visitou; se participou de alguma ação dentro daquele ambiente; se fez alguma aquisição; se compartilhou algum conteúdo positivo sobre sua marca”, pondera.

Além disso, outra tentação de algumas empresas foi direcionar a produção de conteúdo para plataformas sociais sob as quais elas não possuem autonomia. “Houve uma concentração de esforços em construir uma grande comunidade em torno das propriedades sociais das marcas, mas não foi levado em consideração a vulnerabilidade e a dependência que essa estratégia representava, pois diante da mudança dos algoritmos destas empresas, os anunciantes foram negativamente impactados uma vez que a entrega das mensagens de marcas perdeu relevância em detrimento dos conteúdos orgânicos do feed”. Uma pesquisa feita pela GlobalWebIndex em 2017 aponta que em média, cada pessoa possui sete perfis sociais, pois o usuário se comporta de forma diferente em cada uma delas para poder pertencer àquela comunidade. Para Fernanda, esse é o grande risco, pois os usuários nem sempre querem expor seus interesses nessas redes. “Com qual persona a marca está falando?”.

Imagem de Diggity Marketing por Pixabay

Por outro lado, Fernanda afirma que é importante diversificar as vias de acesso até a marca, já que 1/3 do conteúdo consumido enquanto o leitor navega não foi planejado. Por exemplo: ao ler um artigo em um site, ele pode descobrir algo interessante e clicar nesse link, que leva ao outro, e a outro e de repente, apresentam-se conteúdos que ele nem imaginava consumir inicialmente. “Criar conteúdo informativo sobre a empresa ou produto e distribuí-lo nos canais onde o usuário dedica atenção plena ao consumo, viabiliza uma descoberta e ainda colabora para um melhor resultado do site nos rankings dos motores de busca, alimentando todo o funil de compra”.

A gerente de marketing da Outbrain Brasil aponta que produzir um conteúdo único e associado ao propósito da marca, distribuí-los nos canais certos, para a audiência real e certa, são essenciais, mas ainda assim, dependem do contexto em que são apresentados. “A publicidade deve ser menos sobre a marca, a agência ou a empresa de tecnologia e mais sobre como a mensagem vai ressoar com os consumidores que visualizam o anúncio”, diz. “Precisamos dar aos consumidores um maior senso de controle e de poder de escolha sob o que vão consumir, como por exemplo, produzir conteúdo interessante, bem distribuído e segmentado para que vá ao encontro dos interesses da audiência e que o clique represente uma ação positiva: um clique para ter acesso ao conteúdo, e não para pulá-lo”.

Por esta razão, formatos nativos de distribuição de conteúdo têm ganhado cada vez mais espaço. Para Fernanda, uma experiência de conteúdo mais natural, menos intrusiva, que se integra perfeitamente ao meio que os usuários já estão consumindo, tende a ser mais atraente e a capturar a atenção da audiência. “Se alguém estiver lendo um artigo de notícias, provavelmente estará mais disposto a ler outro artigo recomendado a ele (mesmo que seja patrocinado)”.