Coluna “Discutindo a relação…”

Como manter o relacionamento saudável

No artigo para essa coluna do mês passado escrevi sobre como as agências estão buscando recuperar sua relevância dentro do cenário atual de comunicação e marketing. Neste mês vamos persistir no assunto. Mas desta vez o foco será mais em como manter uma relação duradoura e saudável com os clientes.

Para melhor tratar o assunto quero trazer aqui um pouco das ideias de outros líderes do setor de agências de propaganda. E vou começar com uma declaração de David Laloum, presidente da Y&R. Ele afirma que para construir uma relação perene com os seus clientes as agências devem apostar em três fatores:

1 – construção de uma trajetória de sucesso – essa construção deve ocorrer em conjunto, com extensa participação do cliente para se chegar a bons resultados de negócios. Ou seja, a construção de seguidos “cases” de sucesso em parceria com os clientes;

2 – consistência na entrega – evitar ciclos de altos e baixos, perseguir a entrega com qualidade e excelência em todas as situações, manter um alto nível de entrega;

3 – capacidade de continuar a inspirar – uma agência deve sempre manter-se como fonte inspiradora não só de ideias mas também de inovação e soluções de demandas de negócios.

Quem também recentemente abordou o tema foi Ricardo John, presidente da JWT. Ricardo afirmou que para um relacionamento saudável entre agência e anunciante é preciso tomar cuidado para que a agência não seja vista como uma mera “tarefeira”. Para tanto, o caminho, diz o presidente, é trabalhar a consciência das equipes para que vistam a camisa de sócios dos projetos dos clientes e propor novas alternativas, evitando ser entendida (a agência) como simples fornecedora.

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É claro que essas ideias impactam e têm relação direta com novos modelos de operação das agências. Fernando Musa, CEO da Ogilvy, diz que as agências devem estar abertas à implementação de diferentes modelos operacionais e que a escolha do melhor modelo será definida pela demanda do cliente. Musa afirma que para manter um relacionamento “quente” é preciso estar aberto a qualquer modelo.

Outro aspecto destacado por várias lideranças é a diversidade. Buscar a montagem de equipes diversas, em vários aspectos, ajuda na entrega de soluções mais eficazes, assertivas e impactantes. Além da diversidade de gênero e classe social também passa a ser fundamental a diversidade de formações profissionais com a absorção de cientistas de dados, analistas de dados, antropólogos-sociólogos-filósofos, programadores e profissionais de inteligência artificial.

Fica óbvio, ao menos para mim, que as agências estão superando aquele momento de descrédito e de perda de relevância e estão trabalhando para virar o jogo e aproximarem-se definitivamente de seus clientes e de suas necessidades de negócios e soluções de problemas.

Vamos seguir observando e comentando!

Conteúdo nativo passou a ser decisivo

Por que o conteúdo em formato nativo se tornou ferramenta essencial para o marketing?

Não somente o conteúdo, mas também, sua distribuição, contexto e segmentação são os principais fatores de sucesso para engajar o usuário e gerar performance para a marca

Fernanda Negrini, Gerente de Marketing da Outbrain/Crédito foto: Eugênio Goulart

“A popularização da internet mudou drasticamente a maneira como as pessoas criam, consomem e compartilham informação. Neste novo cenário, quando o usuário se encontra no modo de leitura, o que ele menos deseja é ser interrompido e, por isso, sua atenção fica completamente concentrada no conteúdo”, afirma Fernanda Negrini, gerente de marketing da Outbrain Brasil. É por esta razão que os formatos tradicionais de publicidade, como a mídia display, foram perdendo a performance que tinham antes e o conteúdo, por sua vez, ganhando protagonismo.

Apesar de o conteúdo ser fator determinante nas campanhas de marketing, nem sempre foi assim e, ainda, ele por si só não é responsável pelo bom desempenho da campanha. Segundo Fernanda Negrini, além do conteúdo, a distribuição, contexto e segmentação são os principais fatores de sucesso para quem quer engajar o usuário e gerar performance para a marca. “Além das mudanças na forma como os usuários consomem conteúdo, fenômenos como os adblockers também aceleraram esse processo de transformação do marketing. Com a circulação do conteúdo ganhando outra escala, as marcas precisaram encontrar uma nova maneira de estar presente nesta nova agenda social”, explica.

Neste contexto, empresas e organizações tiveram que reinventar seus planejamentos de comunicação para surfar na onda de sucesso do conteúdo. No entanto, junto ao nascimento do marketing de conteúdo, surgiu a questão de como mensurar os resultados e otimizá-los. “Comentários, compartilhamentos, curtidas e cliques são todos medidas superficiais de engajamento e, ao focar apenas em números isolados, fica impossível entender o poder do conteúdo e seu impacto em todas as frentes de comunicação”, diz Fernanda, ressaltando que a avaliação pós clique é muito mais profunda e traz muitos insights sobre a audiência e os assuntos de interesse relevantes para ela “Nesse quesito, é preciso avaliar quanto tempo o usuário ficou no seu site; quantas páginas visitou; se participou de alguma ação dentro daquele ambiente; se fez alguma aquisição; se compartilhou algum conteúdo positivo sobre sua marca”, pondera.

Além disso, outra tentação de algumas empresas foi direcionar a produção de conteúdo para plataformas sociais sob as quais elas não possuem autonomia. “Houve uma concentração de esforços em construir uma grande comunidade em torno das propriedades sociais das marcas, mas não foi levado em consideração a vulnerabilidade e a dependência que essa estratégia representava, pois diante da mudança dos algoritmos destas empresas, os anunciantes foram negativamente impactados uma vez que a entrega das mensagens de marcas perdeu relevância em detrimento dos conteúdos orgânicos do feed”. Uma pesquisa feita pela GlobalWebIndex em 2017 aponta que em média, cada pessoa possui sete perfis sociais, pois o usuário se comporta de forma diferente em cada uma delas para poder pertencer àquela comunidade. Para Fernanda, esse é o grande risco, pois os usuários nem sempre querem expor seus interesses nessas redes. “Com qual persona a marca está falando?”.

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Por outro lado, Fernanda afirma que é importante diversificar as vias de acesso até a marca, já que 1/3 do conteúdo consumido enquanto o leitor navega não foi planejado. Por exemplo: ao ler um artigo em um site, ele pode descobrir algo interessante e clicar nesse link, que leva ao outro, e a outro e de repente, apresentam-se conteúdos que ele nem imaginava consumir inicialmente. “Criar conteúdo informativo sobre a empresa ou produto e distribuí-lo nos canais onde o usuário dedica atenção plena ao consumo, viabiliza uma descoberta e ainda colabora para um melhor resultado do site nos rankings dos motores de busca, alimentando todo o funil de compra”.

A gerente de marketing da Outbrain Brasil aponta que produzir um conteúdo único e associado ao propósito da marca, distribuí-los nos canais certos, para a audiência real e certa, são essenciais, mas ainda assim, dependem do contexto em que são apresentados. “A publicidade deve ser menos sobre a marca, a agência ou a empresa de tecnologia e mais sobre como a mensagem vai ressoar com os consumidores que visualizam o anúncio”, diz. “Precisamos dar aos consumidores um maior senso de controle e de poder de escolha sob o que vão consumir, como por exemplo, produzir conteúdo interessante, bem distribuído e segmentado para que vá ao encontro dos interesses da audiência e que o clique represente uma ação positiva: um clique para ter acesso ao conteúdo, e não para pulá-lo”.

Por esta razão, formatos nativos de distribuição de conteúdo têm ganhado cada vez mais espaço. Para Fernanda, uma experiência de conteúdo mais natural, menos intrusiva, que se integra perfeitamente ao meio que os usuários já estão consumindo, tende a ser mais atraente e a capturar a atenção da audiência. “Se alguém estiver lendo um artigo de notícias, provavelmente estará mais disposto a ler outro artigo recomendado a ele (mesmo que seja patrocinado)”.

Artigo aponta quem são os consumidores com mais de 60 anos

Quem são os consumidores com mais de 60 anos?

Por Julio Moretti

Nos últimos anos marcas, produtos, serviços e empresas de todas as áreas, buscam desvendar o comportamento dos millennials (nascidos entre o início dos anos 80 e meados dos anos 90) e mais recentemente da Geração Z (nascidos entre meados dos anos 90 e 2009). Enquanto isso, a Geração X (nascidos em meados dos anos 60 e início dos anos 80) e os Babies Boomers (nascidos entre 1945 e meados dos anos 60) estão se sentindo invisíveis, segundo estudo realizado pela consultoria Hype60+, uma consultoria de marketing especializada no consumidor sênior. O que é um erro, já que eles são os maiores detentores da renda, sendo que mais de 63% deles ainda são os provedores da família.

Esqueça tudo o que você imagina sobre os maduros. Acredite, eles não estão em casa assistindo a programas de culinária ou novelas, muito menos jogando dominó. Em março, a consultoria realizou uma pesquisa bastante abrangente, considerada a maior já feita no Brasil sobre a chamada Economia Prateada, envolvendo quase 2.500 pessoas acima dos 60 anos. O título do estudo é Tsunami60+ e nela, a maioria dos pesquisados declarou estar bem de saúde física e mental, muitos ainda trabalham, além de serem bem ativos no dia a dia. Passeiam, namoram e navegam com cada vez mais facilidade na internet, inclusive, muitos são superativos em redes sociais como Facebook e WhatsApp, entre outras plataformas, como games.

Geração economicamente ativa!

Mas, você ainda não se convenceu do potencial dessa faixa etária? Então, veja isso: a economia prateada, como são chamados, é considerada a terceira maior atividade econômica do mundo, indústria que movimenta US$ 7,1 tri anuais. Nos EUA, esse segmento já representa mais de 25% do consumo e no Brasil, o público maduro movimenta cerca de R$ 1,6 tri ao ano.

De acordo com o grupo financeiro multinacional Goldman Sachs, se comparado aos mais jovens – como os millennials e os da geração Z – o consumo dos 60+ cresceu três vezes mais rápido nos últimos dez anos, mas, ainda assim, 63% dos negócios não posicionam este público como alvo de suas estratégias, o que pode ser contraditório, pois apesar de essa indústria movimentar a economia, ainda existem poucos produtos e serviços que sejam desenvolvidos e pensados na perspectiva das pessoas mais velhas. E, por vezes, consomem produtos que são mais ou menos adequados.

De frente com o seu público

Se na oferta de produtos falta atenção a este público, nos aspectos de atendimento e relacionamento com este consumidor, além da pouca atenção, as empresas também estão perdidas nas estratégias. É preciso urgentemente que as marcas tenham empatia. Só isso poderá alinhar as estratégias. Ainda no estudo Tsunami60+, a empatia tem o poder de curar relacionamentos desfeitos, derrubar preconceitos, nos fazer pensar em nossas ambições e até mesmo mudar o mundo.

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Ao meu ver, os 60+ ainda são uma novidade para o mercado, e com grandes oportunidades, basta apenas as empresas entenderem as novas necessidades desse público mais maduro. Nas propagandas, uma simples imagem de pessoas reais que não sejam estereótipos já aproxima o público da marca. A pesquisa feita pela Hype60+ comprovou que eles não se sentem representados em comerciais. No atendimento, processos bem desenhados e treinamentos específicos para as equipes vão criar diferencial ao lidar com esse público e certamente podem colocar uma empresa um passo a frente da concorrência. Uma dica: dê protagonismo a eles! Não faça propagandas com pessoas jovens ajudando um idoso a usar o celular, por exemplo. E nas interações, ouça mais esse público e crie fluxos especiais para atendê-los.

Outro ponto importante revelado no estudo diz respeito ao UX, ou Experiência do Usuário, em português. No design dos produtos e dos serviços, para eles, menos é mais. Se sua empresa oferece aplicativos e interfaces digitais de atendimento, use letras maiores, cores fortes e com contraste para facilitar a leitura do público 60+. Se você tem um e-commerce, encurte o número de cliques e o fluxo de venda para ter mais conversão desse consumidor.

Você pode estar achando exagero falar de aplicativos e e-commerce para essa turma, mas as pesquisas dizem o contrário. O Tsunami60+ comprovou que eles estão na internet, principalmente nas redes sociais como Facebook e no Whatsapp. O público maduro é digital e quem ainda não se atentou para isso muito provavelmente está perdendo vendas. E se isso não te impressiona, saiba também que em um estudo sobre os Babies Boomers, feito pela U.S. News & World Report, apontou que 72% dos chamados novos idosos já realizaram ao menos uma compra online, enquanto 83% deles já pesquisaram um produto na internet antes de realizar uma compra offline.

A conclusão mais óbvia disso tudo é que as empresas estarão perdendo grandes oportunidades se simplesmente incluírem o público 60+ como uma fatia a mais na quantidade do seu público-alvo. Esse consumidor deve ser uma Persona em suas estratégias de negócio, e isso vale especialmente para os SAC das empresas. Por isso a consultoria em design de atendimento é tão importante, para, entre outras coisas, desenhar a forma certa de falar com cada público.

Relevância, relacionamento, ideias, churrasco e um mantra

Pra continuar relevante

por Josué Brazil

Tem havido muita discussão em torno do fato das agências de propaganda terem perdido sua relevância. Muitos líderes do setor concordam que muita coisa precisa ser feita para que as agências retomem seu protagonismo. Eu também concordo.

Dentro deste contexto fique bastante bem impressionado com a entrevista principal da Meio&Mensagem desta semana. O entrevistado é o Antônio Fadiga, que acabou de assumir como CEO das duas unidades da Artplan (SP e Rio, ele era CEO apenas da unidade SP).

O Fadiga afirma que para ele quatro coisas são fundamentais na gestão de sua agência. Ele as chama de quatro pilares. São elas:

1 – Fazer com que a agência seja recomendada pelos já clientes;

2 – Ampliação da reputação criativa;

3 – Ambiente interno (cultura);

4 – Rentabilidade/resultado aos acionistas.

Ele chegou a esse modelo de gestão ao observar o que os clientes mais apontavam como negativo na relação com as agências. Os clientes, em um estudo promovido pela Agency Scope, desde 2010 apontam que a maior expectativa que eles têm em relação às agências é que elas REALMENTE conheçam os negócios dos clientes. E que isso não ocorre de fato.

Ele afirma que as agências têm que mudar o foco e apostar no relacionamento verdadeiro com os clientes. Ele diz: “O objetivo é sempre mover os números dos clientes…” Também diz: “Quem gosta de propaganda é o publicitário, não o anunciante. O cliente precisa de propaganda, pois, se não precisasse, usaria essa verba de outra forma.”

Em outra matéria deste mesmo número de Meio&Mensagem um outro publicitário, Paulo Buffagni,  apresenta uma ideia um pouco diferente mais que tem muita aderência ao que Antônio Fadiga propõe.

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O Paulo é argentino e depois de atuar em várias das grandes agências multinacionais resolveu abrir seu próprio negócio, a BBQ Agency.  A empreitada  tem sede em Los Angeles (EUA) e é focada no mercado hispânico.

O que o Paulo disse afinal de contas que tem relação com o que Antônio disse???

Ele afirma que para abrir sua agência uniu duas coisas que ama: ideias criativas e churrasco (tamo junto nessa, Paulo).  Por quê? Porque ambos podem ser feitos em um ambiente descontraído. E mais. A metáfora do churrasco, de acordo com ele, ajuda a explicar o que ele e seu time acreditam ser uma demanda primordial do mercado anunciante:  um acesso mais direto à equipe que administra “a cozinha”.  Ou seja, um relacionamento sem muitas camadas, sem interfaces, sem barreiras e sem desperdício de tempo.

Bacana né? Eu adorei!

São boas sacadas para fazer com que as agências retomem seu papel de relevância junto aos clientes/anunciantes.

Pra fechar vou citar aqui uma frase do Fadiga que também está na mesma entrevista: “Para liderar essa transformação, é preciso sempre manter a estratégia de premiar o erro e castigar a inércia. A inquietude deve ser constante.”

Pra mim isso já virou um mantra!

Dicas para incrementar o e-commerce

Três dicas para impulsionar o e-commerce nas datas comemorativas do varejo

O profissional do varejo entende o valor que as datas comemorativas proporcionam para o negócio, seja para trazer equilíbrio na sazonalidade (meses de alta versus meses de baixa) ou para alavancar as vendas e liberar estoques.

No Brasil, o Natal por exemplo, desponta como a data comemorativa mais importante para o comércio eletrônico, que concentrou 10% de todo o faturamento da categoria em 2018, segundo o estudo Webshopper da Ebit Nielsen. Outro dado interessante desse levantamento é que a Black Friday superou o tradicional vice-campeão em vendas do mercado, o Dia das Mães, alcançando um faturamento de R$ 2,6 bilhões, o que representa 4,9% do total, enquanto o Dia das Mães atingiu R$ 2,11 bilhões (4% do total). Além disso, em 2018, o ticket médio mais alto foi precisamente da Black Friday (R$ 608), seguido pelo Cyber Monday (R$ 494) e o Natal (R$ 475).

No último ano, no entanto, o Dia do Consumidor surge como uma ótima oportunidade para o varejo. De acordo com pesquisa Google, 35 mil pessoas já conhecem a data: 35% acharam que as promoções estavam boas e 65% encontraram promoções que procuravam.

Para acompanhar o ritmo do mercado e aproveitar as oportunidades que as datas comemorativas trazem, os e-commerces devem se planejar antecipadamente com estratégias eficientes com o objetivo de alcançar o desejado equilíbrio entre performance, resultado para o negócio e experiência de alto nível para as pessoas em toda a jornada de compra e interação com a marca.

Ao longo dos últimos anos eu tive a oportunidade de vivenciar de perto muita estratégia eficiente, mas também algumas crises durante eventos como a Black Friday. Por isso o meu objetivo é compartilhar alguns aprendizados que tive ao longo da minha carreira e observando nossos clientes na Worldline.

A primeira dica é: planeje-se! Independentemente do segmento e porte, isso é fundamental para todo varejista: saiba quais datas terão o máximo da sua energia e investimento, quais produtos/serviços serão ofertados e qual será a sua estratégia de relacionamento pós-data comemorativa.

Você, como gestor de e-commerce, deve estar preparado para um alto tráfego no e-commerce, por isso, é importante ter muita atenção com as datas de freezing (datas que o site não pode sofrer ajustes) para não comprometer a experiência do usuário.

Na prática, é necessário realizar testes no e-commerce para identificar como a plataforma se comporta com uma quantidade de acessos muito maior. Normalmente esses testes são feitos pelo menos um mês antes da campanha com o objetivo de avaliar a capacidade de processamento e navegação.

É importante ainda reforçar a infraestrutura de logística, capacitar e orientar todos da equipe para atender aos pedidos que sofrerão alta, além de comunicar todos os fornecedores, especialmente àqueles que atuam com sistemas antifraude, a fim de preparar todas as ferramentas para um comportamento do consumidor que pode parecer incomum.

Caso a equipe de antifraude não esteja alinhada com a ação entenderá esse movimento como suspeito e tornará a aprovação da compra lenta e, em alguns casos, levará o banco a entrar em contato com o cliente para confirmar a transação e, enfim, aprovar a compra. Neste meio tempo, o consumidor tem a opção de desistir do pedido, abandonar o carrinho e comprar do concorrente.

Mais do que oferecer uma experiência simples e conveniente, você precisa fidelizar. Com isso, a segunda dica é: faça da venda uma experiência positiva. E isso se dá por meio da navegação fluída no site, comunicação simples, facilidade de compra, incluindo diversidade nas formas de pagamentos e eficiência na comunicação entre e-commerce e adquirente. Essa é a fase em que você se questiona: meu gateway suporta o volume maior de transações durante o período da ação? Os bastidores de funcionamento do seu site devem estar muito orquestrados, para que não haja erro de comunicação no meio do processo.

Aqui ressalto a importância de contar com parceiros capacitados. Certifique-se que seu gateway conta com o certificado PCI Compliance e se ele é válido para o Brasil. Isso significa que ele funciona dentro das normas locais e atende a todos os requisitos para funcionar no país.

A terceira é tenha redundância! O que isso significa? Basicamente conte com um plano B para todo o seu serviço de venda: gateway, adquirente e antifraude. Você não quer que uma compra não seja aprovada porque um dos seus servidores ou parceiros não suportaram o seu volume de vendas. Para se ter uma ideia da importância deste processo, os e-commerces estruturam um “war room” em datas de grande movimento no varejo composto por TI, logística, financeiro, mercado, negócios, atendimento, comunicação. Isso, para que todo mundo esteja pronto para atuar em caso de crise.

Por fim, as oportunidades ao longo do ano são muitas, e, por isso, é indispensável se preparar para essas datas importantes do varejo. Planeje e gerencie o seu e-commerce sempre valorizando a experiência do seu público-alvo para que o ano seja de conquistas e resultados extraordinários no seu negócio e na sua carreira.

Thais FischbergThais Fischberg está à frente da operação América Latina da Worldline, empresa líder em meios de pagamento na Europa. No Brasil atua como gateway especializado em operações globais de grande porte.

Fonte: Tamer Comunicação – Lucas Hensou
Assessor de Imprensa

CRM e mkt de relacionamento: lado a lado

Gestão: CRM e marketing de relacionamento devem caminhar lado a lado

* Octavio Garbi, sócio e diretor de vendas da Ploomes

Priorizar oportunidades de vendas de acordo com a disponibilidade de tempo do vendedor faz total sentido. Porém, alguns profissionais da área podem frequentemente confundir prioridade com exclusividade. Sentindo a necessidade de dar escalabilidade e organizar o processo de prospecção, empresas implantam plataformas de CRM (Customer Relationship Management ou gestão de relacionamento com o cliente, em português), mas esquecem de alinhar a plataforma com estratégias relacionadas à gestão da carteira de clientes – que vão muito além das etapas de prospecção. Ao restringir a utilização da ferramenta à adaptação do processo comercial, ou seja, preocupando-se apenas com o acompanhamento e o fechamento de oportunidades identificadas, a companhia deixa de explorar um enorme potencial existente no uso desse tipo de tecnologia: a definição de estratégias de marketing de relacionamento para uma melhor gestão e aproveitamento da carteira.

Fomentar uma base de dados de prospects, leads e clientes sem a combinação dessas estratégias personalizadas de relacionamento significa, necessariamente, perder dinheiro. Qualquer contato cadastrado na plataforma tem ou já teve algum nível de relevância para o negócio de alguma forma. O marketing de relacionamento nada mais é do que a compreensão dessa relevância para que as estratégias de comunicação sejam traçadas com objetivo de gerar o seu completo aproveitamento. Variados clientes (com diferentes características demográficas, comportamentais e em momentos distintos de suas jornadas) pedem, claro, estratégias diferentes.

Em determinados setores da economia, como as indústrias e distribuidoras B2B, o marketing de relacionamento torna-se ainda mais relevante, uma vez que o número de potenciais compradores é muitas vezes restrito. Uma fabricante de leitos hospitalares e demais materiais relacionados, por exemplo, tem como mercado potencial 6.820 hospitais ativos no país, entre públicos e privados, de acordo com os últimos dados da Federação Brasileira de Hospitais divulgados em 2018. Como sabemos que a construção de um hospital demanda tempo e um elevado investimento financeiro, estamos tratando de um mercado com limitado crescimento a curto prazo. Então definir como estratégia de venda a prospecção de novos hospitais é limitar sua velocidade de crescimento com a do mercado em questão. Nesse sentido, ganha ainda mais importância a prática do marketing de relacionamento.

A essência do CRM, isto é, o motivo pelo qual ele foi criado, não pode ser esquecido. É por meio de sua correta utilização que uma organização conseguirá tornar o relacionamento com o cliente mais inteligente – tanto no retrabalho daqueles que ainda não estabeleceram qualquer vínculo formal com a empresa como no fortalecimento dos laços com clientes que já efetivaram ou realizam periodicamente compras. Assim, as empresas conseguem aliar o processo comercial a uma estratégia de relacionamento consolidada, extraindo o maior retorno possível desse tipo de software.

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Para alcançar êxito na empreitada, também vale ressaltar que é imprescindível que todos os colaboradores envolvidos no processo participem de treinamentos para correta utilização do software de CRM. Além disso, é necessário ter conhecimento sobre técnicas de atendimento ao cliente, valores e missão da empresa e, obviamente, entendimento completo em relação ao serviço ou produto comercializado no mercado.

Portanto, o marketing de relacionamento e o CRM não podem de jeito nenhum andar separados. A junção de ambos permite melhores resultados por meio de vendas mais ágeis, inteligentes e satisfatórias aos consumidores. Mais do que tudo isso, a aplicação dos conceitos em conjunto é reconhecer a importância da carteira de clientes para o sucesso da empresa.

* Octavio Garbi é sócio e diretor de vendas da Ploomes, empresa que disponibiliza plataforma com as funções estratégicas dos sistemas de CRM mais modernos e a parte operacional de indústrias e distribuidoras B2B

Fonte: Motim – conteúdo criativo – Raphael Bueno

Coluna Branding: a alma da marca

As marcas sobreviverão a era da opinião?

Pensem um pouquinho… seria possível há 20 anos alguém banalizar a autoridade de um presidente da república? Alguém questionar o valor das universidades federais? Alguém discutir a classificação biológica dos gêneros masculino ou feminino? Ou ainda, pensar diferente da certeza da circunferência da terra?

Sem entrar muito no mérito de certo ou errado deste contexto, o fato é que há uma clara deterioração das bases culturais do nosso estilo de vida.

Podemos perceber que não conseguimos mais nos ancorar em certezas, e a verdade está a cada dia mais relativizada no mundo presente, um mundo onde a opinião nos leva para onde quisermos, ou pior, para onde querem que acreditemos.

A sociedade da opinião já está instalada, sendo um reflexo da aldeia global, criada principalmente pelos meios de comunicação. Causas, efeitos e consequências são lidos agora por cada indivíduo da forma que lhe convém, não há mais um consenso que pode ser chamado de “versão oficial”. E agora, a força da “opinião pública” parece ter mais peso até que o conhecimento científico. A pós-verdade é inegável!

Neste sentido, a ciência se voltou contra ela mesma e todas as “certezas” científicas, por conta desta natureza teórica do processo embasado em tese, antítese e síntese, passam a ser desrespeitadas pela democratização da opinião.

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No “novo mundo” há um viés sofista de democracia e opinião, que oportuniza a todos o acesso ao que se pode ou não pensar como verdade, e aos poucos vai fazendo prevalecer o que a maioria consegue “compreender” impondo uma régua baixa de desconhecimento aos demais.

Então, as teses aceitas não são mais as da academia de mestres e doutores. Não acabei de dizer que se questiona até o valor da universidade!? Mas agora vale o que democraticamente é aceito entre os populares, a democratização da opinião pública.

Assim, a pergunta que faço é: Se podemos questionar até comprovações científicas, como as marcas podem garantir que não serão rapidamente questionadas? Até quando iremos conseguir conter que este fenômeno corrosivo da democratização da verdade não atinja o mercado consumidor? Como as marcas irão reagir quando essa nova onda chegar?

Esses serão os temas que conversaremos nesta coluna nos próximos meses deixem seus comentários e opiniões. Afinal elas tem muita importância na nova sociedade!

Coluna Propaganda&Arte

Você sabe o que são 2 bilhões de dólares? Eu não

Quem acompanha o mundo da publicidade, com certeza, foi impactado pelo gran finale da franquia cinematográfica dos Vingadores. Mas será que você tem ideia do que representam U$ 2 bilhões de arrecadação em 2 semanas?

Quando me perguntam o motivo de escolher a área de Comunicação, a resposta é sempre parecida: não me dava bem exatas. Acho que todo mundo dessa área já passou por esse ponto, mas ao me formar, trabalhar e crescer nesta área do Marketing e Publicidade cheguei à conclusão de que os números são grandes amigos e parceiros do publicitário (ou deveriam), portanto, quero fazer as pazes com você, querida Matemática!

Diante deste cenário, eu me deparei com algumas notícias que me chamaram a atenção:

1- Vingadores Ultimato arrecadou U$2 bilhões em 2 semanas;
2- Starbucks economiza em mídia U$2 bilhões com o episódio do Game of Thrones.

Para quem está por fora do mundo das séries, Game of Thrones da HBO, deixou escapar um erro em um do episódio que foi ao ar, mostrando um copo de café sobre uma mesa, parecido com a embalagem icônica da rede Starbucks. Resultado: toda a internet e meios de comunicação falaram sobre o ocorrido funcionando como um Product Placement inadequado, afinal no mundo medieval e fantástico de George R.R. Martin não existem cafeterias do Starbucks. O que era um deslize da produção da HBO virou uma mídia espontânea bilionária para a marca. (Detalhe: o copo nem era da o Starkbucks, era da própria produção do filme).

Com valores tão altos, é complicado dimensionar o que significam, concorda?

Vamos pegar como comparação o lucro da Apple, uma das maiores do mundo. Fizeram um gráfico que mostra o lucro por minuto de grandes empresas e a dona da maçã mais famosa do mundo entrou no topo do ranking em 2013. Isso mesmo, eles fizeram a conta pra saber, em 1 minuto, quanto eles lucram e os números são estranhamente altos. A Apple lucra algo próximo de U$71.023 por minuto. Em 2018, a empresa foi avaliada com o valor de mercado de U$1 trilhão de dólares.

Muitos números para nossa cabeça de humanas?

Vamos exercitar nossa imaginação com mais números. Dessa vez, da Apple e da Samsung! Os órgãos da Itália multaram em 2018 as empresas em de € 10 milhões (R$ 42,5 milhões) contra a Apple e de € 5 milhões (R$ 21,25 milhões) contra a Samsung pela obsolescência programada. (quando você lança produtos já com prazo de validade, forçando a troca). São números altos, mas como vemos, não vão impactar o lucro do primeiro trimestre fiscal de 2019 da Apple na casa de U$19,9 bilhões.

Olha a casa dos bilhões aparecendo novamente!

Vamos para mais números grandes para refletirmos tanto em dólares como reais:

• O PIB do Brasil em 2018, por exemplo, foi de R$ 6,8 trilhões;
• Em 2017, os brasileiros pagaram R$ 1,3 trilhão em impostos;
• A Uber estreou na bolsa de valores com valor de mercado de U$82,4 bilhões;
• A Magazine Luiza comprou Netshoes por um preço total estimado de US$ 62 milhões;
• Um decreto fixou o salário mínimo brasileiro para R$ 998 em 2019. (Algo em torno de U$ 250,35 – dólares americanos).

Depois de pensarmos bastante sobre estes valores, a ficha vai caindo (desculpe não usar um ditado mais atual), e vemos que os valores estão bem distantes da nossa realidade, por isso é tão difícil compreendê-los.

Mas e os Vingadores? Onde entram nessa história?

Retomando ao assunto dos Vingadores, com este bom desempenho (aliás, extraordinário desempenho), o blockbuster figura no top 3 das maiores arrecadações da história dos cinemas:

• Avatar – Arrecadação total: US$ 2,787 bilhões
• Avangers Endgame – Arrecadação total: US$ 2,485 bilhões
• Titanic – Arrecadação total: US$ 2,187 bilhões

A corrida está forte por mais quebra de recordes, por isso, quem acompanha os números do mercado deve sempre treinar o olhar técnico e entender os números para ter real dimensão dos acontecimentos. Por exemplo, neste último dia das mães, o comércio eletrônico faturou R$2,2 bilhões. E novamente estamos falando de R$2 bilhões. Viu? Não tem como fugir!

Tudo bem, os números são amigos

Eu sigo tentando entender esse mundo dos números e das exatas, principalmente da economia nacional e mundial, pois eu sei que tudo pode mudar de uma hora para outra. Seja pela aquisição de uma empresa por outra, a entrada de um novo player, alguma nova startup que recebe investimentos ou a quebra de um novo recorde específico.

Acho que agora deu para entender que precisamos entender os números de uma vez por todas. Seja a evolução do desempenho do seu cliente, analisando as métricas e os KPIs de campanhas ou vendo as transações financeiras do mercado global.

Afinal, os números sempre dizem mais do que aparentam dizer. Basta, treinar o seu olhar e seu pensamento crítico para vencer qualquer desafio atual, com inteligência e vontade de vencer. Avante, Vingadores!

Dia da Internet: 6 grandes inovações que levam ao desenvolvimento da IoT

Estudo aponta ações que estão contribuindo para que a Internet das Coisas melhore a qualidade de vida das pessoas

Hoje, dia 17 de maio, é celebrado o Dia da Internet, e um dos avanços que estão alavancando a rede mundial de computadores é a IoT, ou Internet of Things (Internet das Coisas), que conecta objetos à internet.

A IoT possibilita que os dispositivos sejam inteligentes e estejam conectados, produzindo dados que geram conhecimento e tornam nosso cotidiano mais eficiente e nossa economia mais aquecida. A Internet das Coisas está transportando todo o potencial dos softwares e da internet para o mundo físico, revolucionando nosso modo de viver por meio de sensores, informações, criptografia e nuvens.

Imagem de Niran Kasri por Pixabay

“Diversas ferramentas tecnológicas revolucionárias estão convergindo para multiplicar as oportunidades geradas ao conectar dispositivos que fazem parte do nosso dia a dia”, explica o country manager da BSA no Brasil, Antônio Eduardo Mendes da Silva, conhecido como Pitanga. “Estamos no caminho certo para que a revolução dos dispositivos conectados melhore nossa qualidade de vida e transforme a maneira como trabalhamos, além de ser um gás na nossa economia, criando empregos, indústrias e oportunidades para um futuro mais próspero.”

As principais inovações que permitem o desenvolvimento da IoT são apresentadas no estudo “Sensor Sensibility – Getting the Most from the Internet of Things”, da Software.org – organização de pesquisa internacional, independente e apartidária.

Conheça os 6 principais avanços apresentados pelo estudo:

1 – Os sensores estão ficando cada vez menores, baratos e poderosos, permitindo que dispositivos vejam, escutem e sintam além da capacidade humana. Possibilitar que os dispositivos sintam e controlem o ambiente é parte fundamental para a criação de uma rede conectada.

2 – Softwares inteligentes podem ser embutidos em qualquer produto ou solução, permitindo sua conexão com a internet e com a nuvem, deixando-os mais inteligentes, bem como possibilitando sua integração a um sistema. Igualmente, viabiliza que o sistema seja aperfeiçoado por meio de simples atualizações de software. A presença dos códigos em nossas vidas cresceu tanto que hoje as geladeiras de última geração, por exemplo, tenham mais linhas de código do que um computador de mesa há 20 anos.

3 – A conectividade está ficando mais rápida, onipresente e indo mais longe. Para atingir todo o potencial de rede da nuvem, dispositivos devem estar conectados por meio de internet de alta velocidade, baixo custo e ampla abrangência. Conexões preparadas para lidar com redes mais densas já estão sendo desenvolvidas para serem mais flexíveis e rápidas.

Imagem de mohamed Hassan por Pixabay

4 – Softwares de análise estão utilizando a nuvem para deixar dados mais acessíveis, úteis e cada vez mais valiosos. Quando dois dispositivos se comunicam, é essencial que exista a nuvem para armazenar, processar e analisar os dados obtidos. A nuvem também garante que os dados sejam armazenados e consultados remotamente, além de permitir a criação de sistemas integrados e inteligentes que deixam os aparelhos cada vez mais smarts. A análise inteligente das informações atrelada aos dispositivos resulta em uma rede muito mais poderosa do que a simples adição isolada deles.

5 – Tecnologias de segurança evoluem continuamente para assegurar que os dispositivos fiquem conectados e os dados protegidos mesmo com a evolução das ameaças. Quanto mais os dispositivos conectados fazem parte de nossas vidas, mais precisamos que tecnologias se renovem continuamente para garantir um uso seguro da rede. A criptografia, por exemplo, já é utilizada para garantir que apenas dispositivos habilitados estejam conectados à rede e proteger dados em trânsito e armazenados na nuvem.

6 – A inovação não está restrita a grandes empresas, mas também nasce nas garagens de empreendedores e inventores independentes. Com a proliferação de dispositivos conectados e das nuvens, e a facilidade para comprar e conectar sensores, o percurso entre ideia e protótipo e entre protótipo e produto está encurtado, facilitando a criação de soluções conectadas por inventores independentes. Isso significa que a inovação não está mais limitada às grandes corporações.

Link para o estudo (em inglês): https://software.org/reports/sensor-sensibility/

Fonte: BSA The Software Alliance/ Textual – Maria Alice Vila

Coluna “Discutindo a relação…”

Parabéns, Natura

Já há algum tempo que venho defendendo – em textos, conversas e palestras – que as marcas devem se posicionar. Devem assumir um propósito, uma causa. Claro que esse posicionamento e/ou propósito deve estar alinhado aos valores da marca. Mais que isso: deve ser verdadeiro. Deve ser  estar alinhado às práticas da empresa/marca/produto.

Assumir uma postura clara e defender abertamente um ponto de vista nem sempre é fácil. Ainda mais em terrras brasilis nos dias atuais. O momento é de antagonismo, de pouca tolerância, de nós contra eles e etc.

Tal cenário só reforça a coragem da Natura. A marca colocou no ar na última segunda-feira (13), a nova campanha da linha de maquiagem Coleção do Amor. Alguns internautas apoiaram a proposta de inclusão da marca enquanto outros criticaram fortemente a veiculação de propagandas com casais lésbicos. A ação faz foco no Dia dos namorados.

A peça principal da campanha, um vídeo de 1m22s divulgado no canal do YouTube da marca, mostra casais de lésbicas trocando beijos e reforça o apoio da marca à causa LGBT. Três casais aparecem e na legenda da publicação, a Natura afirma que a coleção “Faces é para todos, o amor também”.

A revista Exame publicou: “No Twitter, a hashtag #BoicoteNatura amanheceu entre o assuntos mais comentados da rede social no Brasil. Usuários repudiaram a campanha, afirmando que “a propaganda foi desnecessária”, não respeita a “família tradicional brasileira” ou que o público da marca é majoritariamente composto por mulheres conservadoras.” Veja a matéria completa aqui.

A marca permanece firme em seu propósito e declarou acreditar “no valor da diversidade”. Ao assumir um claro propósito a marca deve desagradar parte da população, sem dúvida. Mas ganha muitos pontos positivos com aqueles consumidores que se identificam com a causa.

Vimos exemplos recentes de posicionamentos que geraram controvérsia em campanhas da Nike (com o atleta Kaepernick) e da Gillete (que debateu a ideia de masculinidade tóxica). Veja mais sobre essas campanhas aqui e aqui.

Vamos ver até que ponto estratégias ousadas e corajosas como a da Natura seguirão surgindo no cenário da propaganda brasileira.

Eu só posso aplaudir e dar parabéns ao anunciante. Longa vida às marcas e aos posicionamentos corajosos!