As carteiras digitais já estão entre nós!

Carteiras digitais: O próximo passo da mobilidade

por Jean Christian Mies, presidente da Adyen para a América Latina

A evolução da tecnologia nos últimos anos vem mudando muita coisa: a forma como trabalhamos, como escutamos música, como nos conectamos a outras pessoas. Não seria diferente com a nossa relação com o dinheiro. Você se lembra da última vez que precisou fazer um saque no caixa eletrônico ou ter o cartão em mãos para fazer uma compra? Não foi só o dinheiro que se digitalizou, mas as nossas carteiras também.

Foto: Pixabay

No último ano, o Brasil passou a receber as chamadas ewallets, ou carteiras digitais, entre elas Google Pay™, Apple Pay e Samsung Pay. Imagine realizar compras nas lojas apenas encostando o smartphone em uma maquininha (POS), ou entrar em um novo site de compras em que todos os dados do seu cartão já estão cadastrados, sem que você tivesse que preencher longos formulários?

As demandas dos consumidores por praticidade e segurança se tornam cada vez mais sofisticadas e a tecnologia necessária para tornar isso realidade já existe. Não estamos falando de uma quebra de paradigmas, mas sim da união do uso inteligente de dados às tecnologias de mobilidade existentes para tornar os pagamentos imperceptíveis no nosso dia a dia.

Como funcionam?

As carteiras digitais são tecnologias desenvolvidas para dispositivos móveis, como smartphones e tablets. São aplicativos baseados em softwares de criptografia que criam uma identidade digital (conhecida como token) com os dados financeiros. A tecnologia pode ser aplicada a qualquer site ou aplicativo de compras, basta clicar uma só vez na tela ou aproximar o aparelho de um terminal POS habilitado nas lojas físicas para que a carteira insira as informações tokenizadas e realize o pagamento.

E nada de senhas. As carteiras digitais foram desenvolvidas para serem muito mais seguras que a navegação online, já que utilizam um código PIN gerado na hora ou o reconhecimento biométrico digital ou facial para identificar e autorizar a transação. Ou seja, os detalhes do cartão se tornam desnecessários, sendo substituídos por um identificador de dados, exclusivo e criptografado. É um diferencial importante, especialmente se considerarmos que apenas 20% dos brasileiros se sentem completamente seguros ao realizar compras online, segundo estudo do SPC Brasil e da CNDL.

Foto: Pixabay

Para assegurar a usabilidade dessas tecnologias por outros aplicativos, sites e estabelecimentos, as carteiras utilizam APIs (Application Programming Interfaces) abertas. As APIs são estruturas de programação que servem como portas: elas permitem o fluxo de informação entre diferentes sistemas. No caso das ewallets, as APIs deixam que os dados bancários criptografados do smartphone sejam acessados pelo aplicativo, site ou POS da outra empresa. Nas lojas físicas, essa comunicação pode ser feita via aproximação NFC (Near Field Communication), bluetooth ou até mesmo via QR code – é só apontar a câmera para o código impresso, como é feito com as bicicletas compartilhadas da Yellow.

Sucesso em outros países

Substituir a carteira pelo smartphone já é uma realidade em muitas partes do mundo. Globalmente, cerca de 60% dos pagamentos processados pela Adyen já ocorrem via smartphones, impulsionados pelo uso das carteiras digitais. Segundo o estudo Global Payment Methods, da Adyen, aproximadamente 70% da população economicamente ativa da China já tem nas carteiras digitais o principal meio de pagamento.

As duas maiores ewallets do país, WeChat e Alipay, movimentaram cerca de 3 trilhões de dólares em transações em 2016. O método de pagamento foi adotado até mesmo por vendedores de barracas de comida de rua e por profissionais que trabalham com serviços e gorjetas, como garçons. Alguns já possuem até um QR Code estampado nos uniformes para essa finalidade. Fora dos negócios, os pais também passaram a dar mesada para os filhos por suas contas digitais. A pesquisa aponta ainda que outros países seguem a mesma tendência: 17% das transações feitas na Austrália e 14% das realizadas na Rússia já são feitas por ewallets.

Já nos Estados Unidos, a carteira digital Apple Pay se tornou um dos principais recursos para pagamentos da rede de farmácias Walgreens. A ewallet é tão popular que foi associada ao programa de fidelidade da marca para aplicar descontos. A Apple estima que até o final de 2018, 60% das lojas americanas estarão integradas com o método de pagamento.

Crescimento no Brasil

Apesar de ainda ser recente no Brasil, o uso do método de pagamentos cresceu 50% na plataforma da Adyen só nos últimos três meses. Estamos diante de uma transformação definitiva no uso de dinheiro físico e de cartões de crédito no país, e as carteiras digitais apareceram para liderar esse movimento.

O crescimento é resultado da conveniência e praticidade que elas fornecem ao consumidor. Do outro lado, o ganho dos varejistas também é maior com um novo canal para se relacionar com o cliente e com a segurança aliada à tecnologia. A combinação da tokenização com a tecnologia de reconhecimento de digital elimina quase que completamente o risco de fraudes e diminui exponencialmente a ocorrência de chargebacks, processo em que o banco cobra da empresa o valor de uma compra não reconhecida pelo titular do cartão, a fim de ressarci-lo.

Os pioneiros a adotar a tecnologia no país incluem empresas como Magazine Luiza, iFood, Dafiti e OLX. A expectativa é que, cada vez mais, outros setores além da mobilidade e do varejo se unam ao movimento. Se essas empresas, referências em inovação, escolheram seguir esse caminho, o que te impede de trilhá-lo também?

Fonte: Smart PR – Rodrigo Sérvulo

A joia da coroa

Só para lembrar que faz toda a diferença…

por Josué Brazil

Semana passada. Sexta a noite. Calor!

Eu e minha família resolvemos ir a um bar pra fechar a semana e aproveitar a noite gostosa. Os bares, é claro, estavam lotados. Passamos em frente a um bar que adoramos e vamos sempre. Cheio!

Mais a frente um bar relativamente novo e que sempre estava vazio. Desta vez estava com um bom movimento e resolvemos dar uma chance e conhecer um lugar novo.

Foto: Pixabay

Só que… o pessoal do vallet estava distraído e demorou para nos atender. Mas um rapaz veio, deixou a senha e pegou a chave do carro. Entramos… ninguém nos recebeu, o lugar estava confuso, andamos um pouco por dentro do bar e resolvemos ir embora, pois não havia mesa disponível. Pra minha surpresa o rapaz do vallet deixou o meu carro parado no mesmo lugar que deixei, com o pisca alerta ligado e trancado… Demorou alguns minutos e ele apareceu. Falei que não ia ficar e ele nem discutiu: me entregou a chave do carro. Fomos embora!

Voltamos ao bar que gostamos. Mas como são próximos – um bar do outro – minha esposa e minha filha foram a pé enquanto eu dava a volta em duas quadras com o carro. Cheguei ao bar elas já estavam lá em pé em frente às mesas da calçada. Sorridentes. O cara do vallet veio e disse: está lotado. Falei: então tenho que avisar minha esposa e minha filha que estão ali aguardando que nós não vamos ficar. Ao que ele respondeu: então eu dou um jeito, arrumo uma vaga, pode ir encontrar sua família! Já sorri de satisfação!

Deixei o carro com o vallet e fui até minha esposa e minha filha e a primeira me disse: que diferença! Contou que assim que chegaram a moça responsável pela fila de espera as cumprimentou com um sorriso, perguntou para quantas pessoas era a mesa e disse: fique tranquila, em 10 minutos ponho vocês em uma mesa. Dito e feito. Lá dentro os garçons corriam de um lado para o outro e davam conta do bar lotado até a tampa. E fomos super bem atendidos!!!

Imagem: Pixabay

Acabamos lembrando porque gostamos tanto daquele bar: o atendimento! Sim, o cardápio é ótimo, o chopp é uma delícia e o bolinho de bacalhau imbatível. Mas o atendimento é matador!

E aí a gente lembra que um bom atendimento ainda faz toda a diferença. Ainda segura e fideliza clientes. Esse bar foi um dos primeiros que frequentamos quando chegamos por aqui, em Santo André. E continua no topo da nossa lista, mesmo que já tenhamos experimentado muitos outros.

Faz toda a diferença! Pense nisso lojista, varejista, prestador de serviço. Atendimento é a joia da coroa e a maior parte da experiência do cliente.

Transformação digital, dados e marcas

Confiabilidade dos dados vs. reputação da marca

por Marisa Travaglin*

A transformação digital chegou para ficar e está impactando todo o comportamento do indivíduo no século XXI no momento de aquisição de produtos e serviços. A cada dia que se passa, sofremos uma avalanche de informações, dados disponíveis e polarização de opiniões, levando organizações e, principalmente, profissionais de marketing a monitorar a evolução desta percepção para conduzir com confiança o desenvolvimento organizacional de sua empresa.

Foto: Pixabay

Para analisar a percepção de uma marca é necessário ter acesso a várias opiniões de diferentes grupos, os quais têm uma visão minimamente nítida sobre esta organização, pois assim serão construídas opiniões, positivas para uns e negativas para outros, dependendo da interpretação. O ponto de atenção aqui será analisar a qualidade das informações recebidas e a credibilidade do emissor/organização, pois estes fatores serão críticos na formação das impressões do público.

Como executiva de marketing dentro de uma empresa que vem se preparando desde o início para lidar com o novo panorama de responsabilidade de dados, entendo que a elaboração de uma estratégia de marketing e comunicação terá um enorme impacto na reputação da marca que, segundo estudos, é um dos principais fatores que pesam na decisão de executivos na hora de escolherem uma empresa para trabalhar. Esta constatação reflete a relevância deste quesito não só no aumento de vendas e de elementos como marketshare e share of mind, mas também na construção de uma equipe sólida e bem qualificada para lidar com os desafios atuais no mundo corporativo.

Nesta Era Digital, trabalhar com dados confiáveis é um grande desafio que passa a integrar a nova rotina dos profissionais de marketing. Acompanhando esta nova realidade, vem a necessidade de lidar com novas tecnologias/softwares que analisam o comportamento e engajamento do indivíduo (o que permite enxergar formas de customizar o serviço e tornar a experiência do usuário a mais marcante e especial possível), assim como a obrigação de lidar com um novo paradigma de responsabilidade de dados.

Diz-me o que fazes com meus dados, que direi se confio em tua empresa

Não se poderia falar de “Era Digital” sem olhar para um assunto que também vai impactar a rotina do Marketing quando manipulamos dados; trata-se da LGPD – Lei Geral de Proteção de Dados – que entrará em vigor em fevereiro 2020, tendo como objetivo garantir a segurança on-line dos dados dos usuários. Inspirada pelo GDPR (lei europeia já em vigor desde maio deste ano, de caráter muito similar), esta nova regra deve ter impactos sensíveis em todos os segmentos de atuação que coletam e manipulam dados de terceiros, o que inclui o marketing.

De modo geral, entendo que a LGPD deve ter três impactos principais:

Acesso a Dados
Neste quesito, as pessoas terão o direito de remover informações pessoais desatualizadas ou imprecisas, desta forma os usuários podem obter mais controle sobre como seus dados são coletados e usados – incluindo a capacidade de acessá-los ou removê-los –, reforçando seu direito de serem esquecidos – portanto, removido das bases de dados das empresas. Portanto, a partir de agora, será responsabilidade dos profissionais de marketing garantirem que seus usuários possam acessar facilmente seus dados e remover o consentimento de seu uso, com impactos diretos em algumas das principais vertentes de Marketing digital e na análise perfilação de público-alvo.

Enriquecimento de bases e compartilhamento de usuários
Atualmente, nos e-mails que gerenciamos, usamos os opt-ins como única forma de pedir a permissão dos dados, supondo que eles queiram receber mais informações do portfólio da empresa, bem como de seus parceiros. Com a nova lei em vigor, além de solicitar a permissão de envio de mais materiais teremos que solicitar aos usuários sua permissão para serem contatados futuramente para novos produtos ou para compartilhar e enriquecer bases de dados com serviços de parceiros.

Foco na transparência do uso de dados
Teremos que solicitar dados que as organizações realmente precisem e justificar ao usuário final se precisar de outras informações, pois a lei exigirá que a empresa explique-se legalmente quanto ao processamento dos dados pessoais coletados. Na prática, isso vai se traduzir em uma necessidade de planejamento de campanhas muito mais detalhado e consciente e, portanto, mais complexo.

Diante desta nova realidade, não é difícil concluir que as novas estratégias de branding deverão ir muito além das práticas tradicionais de design e naming, devendo incluir um forte apelo à responsabilidade da empresa em relação às suas práticas em todos os canais e meios utilizados: site, blog, mídias sociais e também se posicionando nos eventos do mercado ou ainda na produção de eventos internos que tem como objetivo estreitar relacionamento. Até mesmo o conteúdo produzido, peça fundamental no Inbound Marketing, precisa ser idealizado de modo a refletir a voz e os valores da empresa, fortalecendo a identificação com seus clientes.

Foto: Pixabay

Depois de construída a estratégia de branding, analise a forma como o mercado e sua base de clientes reagem a seus esforços, verificando elementos como awareness, fidelidade, identidade, valor e percepção, para assim poder trabalhar em novos planos. Naturalmente, a responsabilidade com os dados coletados vale para esta etapa também, por isso reforço a necessidade de haver um procedimento muito claro e bem estabelecido de coleta e processamento de informações, de modo que a empresa não seja prejudicada ao executar sua estratégia de mercado.

Como podemos ver, tratar a confiabilidade dos dados coletados dará o tom para fazer a gestão da imagem de uma marca mais assertiva, fator essencial para que ela tenha uma repercussão positiva no mercado e, com isso, seja lembrada na hora da tomada de decisão de compra ou na hora de contratar novos profissionais e formar um time competitivo e pronto para lidar com um cenário cada vez mais desafiador.

*Marisa Travaglin é head de Marketing na Trend Micro no Brasil

Fonte: RMA Comunicação – Thais Amaral

Coluna “Discutindo a relação…”

A última: nostalgia

Fim de ano sempre nos remete a um sentimento de nostalgia, de lembrar o que aconteceu ao longo dos dias e dos meses de 2018. E comigo não foi diferente, ando sofrendo ataques de nostalgia aguda nos últimos dias. Esse sentimento ainda é impulsionado pelas lembranças do Facebook… rs.

Uma coisa que sempre me vem a cabeça é o período em que tinha agência de propaganda e o mercado ficava inflacionado de festas e confraternizações entre o final de novembro e a maior parte de dezembro. Eram festas de veículos (principalmente), fornecedores e mesmo agências (eramos mais parceiros e menos adversários naquela época , penso eu, mas talvez seja só ela de novo, a nostalgia).

Havia festas ótimas. E o ponto alto sempre foi o Apareça. A festa do mercado publicitário do Vale do Paraíba. Era um evento muito aguardado. Música ao vivo, comida e bebida a vontade, muita diversão e celebração. Tudo por um preço verdadeiramente camarada (graças ao apoio de veículos e fornecedores). O Apareça acontecia sempre no dia 04 de dezembro, o Dia Mundial da Propaganda.

Festa da Vanguarda

É claro que outras festas e eventos aconteciam ao longo do ano. Como esquecer das Feijoadas e Churrascos da Folha Vale? E dos Quinta Nobre da Globo (hoje TV Vanguarda), sempre com uma boa palestra e um delicioso coquetel na sequência. Lembro de uma festa incrível da extinta RD90 FM (Grupo Difusora), no terraço de um flat em SJCampos… chique demais!

As agências, após a criação da APROVA (Associação dos Profissionais de Propaganda do vale do Paraíba) realizavam o Whisky Amigo uma vez ao mês. Muito papo, muita troca de informação, algumas fofocas e muito álcool. Bom demais! Houve tentativas de recuperar esse formato com o surgimento da APPVale e até tivemos algumas edições com um novo nome. Mas acabaram…

Nós da Publicus, na época, fizemos nossa parte. Uma vez por mês organizávamos um churrasco a noite no qual recebíamos inicialmente fornecedores e veículos. Ficou tão bem falado que começamos a convidar algumas agências e/ou profissionais para comparecer também. E chegamos a realizar duas ou três edições – ahhh, essa memória que me trai vez ou outra – do Pagodão da Publicus. Ingressos em forma de camiseta, churrasco, bebidas e samba de roda.  Um sucesso!

O importante de todas as festas, na minha modesta opinião, é que passavam a sensação de que tínhamos um mercado de propaganda e de comunicação. Que ele existia e pulsava. Era perfeito? Longe disso, mas parecia que era algo concreto. E eu me sentia fazendo parte de algo maior do que a minha própria agência.

Conversando com algumas pessoas que ainda estão no mercado de agências a sensação que tenho é que não existe mais um “mercado de comunicação e propaganda” no Vale do Paraíba. E nem mesmo há festas e eventos significativos que ajudem a construir uma sensação de certa unidade e que conduz a uma sensação de pertencimento.

E como perguntaria Sinhozinho Malta: tô certo, ou tô errado?

Bom Natal para todo mundo que me acompanha por aqui e um ótimo 2019. A festa continua ano que vem!

De olho na Digital Summit

Mais uma enviada especial do Publicitando

Conseguimos uma parceria com a aluna de quarto semestre de publicidade e propaganda da Unitau, Thayná Felipe, para a cobertura da segunda edição neste ano do Digital Summit da Digital House.

Confira o que ela nos conta do evento!

Digital Summit by Thayná Felipe

No último sábado, 1º de dezembro, ocorreu em São Paulo o Digital Summit: Um evento sediado pela Digital House, que contou com quase 90 palestras que abordavam temas como programação, design, transformações digitais, tendências, empreendedorismo, educação, marketing, startups e muito mais!

A Digital House é um hub de educação para a formação de profissionais para o mercado digital, com cursos variados nas áreas citadas anteriormente. Ela sedia o evento pela segunda vez esse ano, movimentando a atenção de um grande público, principalmente devido a gratuidade de seus eventos e por contar com a participação de palestrantes de grandes marcas, como Vivo, Adobe, Twitter, IBM, Natura, Motorola e mais.

Confira qual foi a programação

Ao todo foram nove salas e um auditório principal patrocinado pela Band News, onde ocorriam palestras simultâneas desde 9h até às 19h, com o objetivo principal de trazer um bate papo e compartilhar conhecimento sobre as novas áreas e profissões que surgem e o que devemos fazer para acompanhar da melhor forma possível a rapidez com que as coisas têm se multado. “Já que não podemos parar a onda, o importante é apender a surfar”. Além disso, é uma ótima maneira de expandir a rede de contatos a aprender mais sobre áreas que talvez nem imaginássemos que pudessem estar tão próximas.

Na palestra sobre “As coordenadas dos Líderes na Era Digital”, Érico Azevedo mostrou a importância de nos treinarmos e desenvolvermos nosso potencial humano, uma vez que nossa capacidade de armazenamento de informações vem sendo substituída pela máquina. A lei do menor esforço faz com que não treinemos nossa memória – é fácil, só procurar no Google; nem nossa capacidade de orientação – se existe Wase e Google Maps, para quê me preocupar?

A difícil tarefa agora é usar todo potencial humano de inteligência (não usamos apenas 10% do nosso cérebro como muitos filmes apresentam e nem vamos começar a levitar coisas quando passarmos a usar todo nosso potencial, mas isso ainda nos diverte nas salas de cinema!). Assim, Érico citou teorias como “Lei de Moore”, “Segundo Cérebro”, “Gaiola de Faraday” e inclusive o filme “Ela (She)” para ilustrar a situação e dar dicas de como fazer para desenvolver o nosso potencial.

Em outro momento, na palestra de Juliana Janot, da F.biz, foi discutido “Como construir marcas na era da Hiperpersonalização?”. A palestrante trouxe grandes exemplos de marcas que têm se sobressaído devido a sua estratégia humanizada, como Burger King e KLM trabalhando exatamente no ponto de dor do cliente e para isso, ouvindo-o da maneira correta.

Hoje, não há mais espaço para estratégias do tipo in-out as marcar precisam cada vez mais oferecer produtos e serviços que facilitem sua vida, como é o caso do novo assistente por voz da KLM que faz o preenchimento de dados e a reserva da passagem de avião de maneira muito mais fácil e prática para o cliente e, além disso, ajuda em outro ponto de dor, que seria o de arrumar a mala.

Vídeos sobre o assunto aqui e aqui 

Em paralelo, mas com um objetivo diferente, Rafael Kiso, da MLabs, em sua palesta “Unbound Marketing – a estratégia do sucesso” falou sobre entender o consumidor e seu ponto de dor e trabalhar mais com um conteúdo que não seja empurrado a ele (Outbound) e sim o que ele busca e gosta (Inbound) e ainda ajuda a construir junto da marca (Unbound).

Para isso, precisamos cada vez mais criar conteúdos relevante que estimulem os consumidores e coloquem a marca no seu radar – o sucesso está no momento em que a pessoa para de rolar o feed para ver aquilo que lhe chamou a atenção! –. Ainda, o conteúdo tem que ser interessante e útil, ao ponto de a pessoa não apenas compartilhá-lo com quem está mais próximo, mas o publicar em seu feed para que uma cadeia de novos consumidores possam ver – preferencialmente com bons olhos.

Rafael dá dicas de ferramentas, técnicas, softwares, estratégias e muito mais para conquistar o sucesso da marca e torna-la líder, como foi ocorreu com o Pão Pullman Artesano do grupo Bimbo, case de sucesso no estado de São Paulo e em toda a América Latina.

Eventos como esse contribuem muito para renovação e formação de muitos profissionais, desde donos de pequenas e grandes empresas, startups, a funcionários e estudantes em busca de informações relevantes.

Parabéns à organização e estrutura do evento. E até os próximos anos.

Coluna “Branding: a alma da marca”

Uma sociedade comunicadora, mas com muito pouco a dizer

A educação voltou a ser um dos principais temas de debate na atualidade. No olho deste furacão uma sociedade onde a tecnologia faz da comunicação a mola propulsora da revolução. Mas é aí? por que estamos discutindo isso? O que isso significa?

Significa que todos nós precisamos nos preparar para um mundo de comunicadores sem qualificação. No mundo revolucionado pela comunicação, toda opinião, não importa a sua qualidade, estará disponível e terá leitor, o que não significa educação. Significa o caos dos contraditórios.

Basta ver que hoje os veículos de comunicação tradicionais se preocupam em fazer “recall” da informação, caçando as chamadas fakenews. No entanto, cada vez mais a credibilidade destas mídias chamadas tradicionais é colocada à prova. Vivemos uma nova idade média, onde a desinformação, ou melhor, o desconhecimento paira no ar, e é preciso pessoas esclarecidas para conduzir.

No mundo globalizado onde a internet oferta troca de informações instantaneamente, o papel do educador nunca foi tão relevante. Na origem da palavra, que pode ser facilmente encontrada com uma “googada”, temos conceitos como o latino “ex ducere”, guiar para fora, ou também encontrado com outras raizes como “educir”, trazer para fora, ambas com o mesmo sentido.

Inclusive a palavra “conDUCIR” que vem desse radical nos da uma boa ideia do que isto representa.

Neste exemplo observamos o nó que se tornou a discussão sobre educar.

Encontrar a origem etimológica foi muito fácil, a um simples toque no “touch”. Porém, compreender a importância deste conceito requer preparo e vínculo. Não se faz um aprendizado simplesmente com um vídeo na internet ou com um professor sem ideologia. O educador é um CONDUTOR para fora dessa lama, uma função importante e valiosa , mas cada vez mais combatido.

Foto: Pixabay

Diferente do que muitos podem imaginar, um professor não é um “doutrinador” por excelência que se preocupa apenas em transmitir informações que lhe interessa, mas aquele que constrói um conjunto de experiências com estas informações que quando relevantes ao aluno faz o mesmo chegar ao que chamamos de significado. Muitas vezes o aluno encontra outro significado, mas nem por isso significa que no caminho não precisou ser conduzido pelo professor.

A construção do significado depende de um conhecedor dos caminhos e de outro disposto a caminhá-lo, dessa forma, se requer que o professor tenha vivência previa, convicções pessoais e de um aluno que apreenda a pensar por si só com suas próprias vivências.

A ideia de uma escola que possa ser transmitida on line e sem um professor com convicções pessoais parece nos levar a tentar achar combustão espontânea na educação.

O fato é que, seja por questões econômicas ou partidárias, estamos discutindo a educação, tentando criar um modelo fadado ao fracasso.

É possível construir uma educação mais contemporânea sem matar o aprendizado.

Basta deixar que o livre mercado a regulamente, pois, talvez para isso funcione o modelo.

O aluno deve escolher se quer mais aulas on line ou presenciais, pagando o justo preço por isso. E também escolher quem o regulará por estas informações, o professor de linha X ou aquele com linha Y.

Enfim, se não quisermos uma sociedade com um monte de informações que não nos serve como aprendizado é preciso deixar existir uma PLURALIDADE DOUTRINÁRIA. Sem tentarmos impor aquilo que acreditamos podemos tatear as coisas e aprender a decidir sobre o que nos serve ou não, e isso faz o compreender das coisas. Penso assim, mas aceito ser contrariado!

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Pessoal, no mês de Dezembro me darei férias desta coluna, até por que ela sairia bem no dia de Natal. Por isso, agradeço a todos pelo companheirismo da leitura, desejo um feliz fim de ano e um excelente 2019. Até a próxima !

Coluna Propaganda&Arte

O que o filme do Queen nos diz sobre o futuro do cinema?

Se você é fã do Queen, nem preciso dizer que o filme Bohemian rhapsody é obrigatório no currículo. Mas se você é apenas um curioso dessa que foi uma das grandes bandas de rock de todos os tempos, fica aqui o convite para conhecer ainda nos cinemas, pois vai fazer toda a diferença.

Tudo começou há alguns séculos atrás, quando as óperas tomavam o gosto popular. O ponto alto desta arte era a emoção, por isso traziam letras dramáticas, melodias emotivas ao extremo e uma alternância entre o trágico e o cômico, característica em muitas obras.

O tempo passou e o violino deu espaço para a guitarra elétrica, com ela, naturalmente, veio o rock and roll. Isso mesmo, essa imagem que você fez na cabeça de um guitarrista estiloso arrasando num solo marcante de guitarra, chamando toda a atenção nos palcos é o produto final que até hoje é vendido e faz sucesso…

E o que isso tem a ver com o Queen?

Sem estes dois elementos históricos, não teríamos conhecido a música: Bohemian rhapsody, que dá nome ao filme. Isso porque ela é uma mistura de estilos. São complexos arranjos de vozes, em referência clara às óperas, inclusive nas letras trágicas, mesclados com a pegada mais rock possível para o período em que foi criada (aquele hit para balançar a cabeça e jogar os cabelos pro alto, literalmente).

Mas, e ai? Vale a pena ver o filme nos cinemas?

Tirando toda a emoção de quem já conhece a história da banda e todo o drama real vivido por Freddie, o vocalista, este filme é marcante, pois mostra que nos cinemas (e talvez somente nos cinemas), podemos ter uma experiência de show, mais próxima do que seria na vida real. Afinal, o Queen era um grupo que pensava no espetáculo e , um vocalista de performance (voz única, afinada e forte, ele nasceu pra isso).

Mas eu nem gosto do Queen, além do mais eu ouvi críticas negativas do filme…

Beleza, você pode criticar que o filme não é fiel a muitos dados cronológicos, mas ele nem se coloca com esse objetivo. Se você for com a expectativa de ver um documentário, esqueça. Esse filme é aquele tipo de filme que todo mundo queria fazer, que tinha potencial, e que ao meu ver, cumpriu bem o seu papel. Souberam focar muito mais na vida artística do Mercury do que na pessoal e só isso já merece aplausos.

Agora, você pode estar pensando “Isto é a vida real? Isto é apenas fantasia?”, como diria o início da música. Bom, no final, você acaba aceitando a liberdade poética dos roteiristas e entende que a banda surgiu para emocionar as pessoas, assim como o filme foi criado. Baseado em fatos, ele conta uma história ficcional em partes, mas leva sentimentos mais do que reais para o público. Só por isso, já vale o ingresso.

Viva o rock, viva o cinema!

É muito bom ver o lado humano de estrelas como Freddie Mercury e perceber que apesar de artistas incríveis e insubstituíveis, eles são humanos e estamos todos juntos nesse mesma Bohemian rhapsody que é a vida.

Se o cinema continuar a aproveitar seu ambiente de som e imagem, apresentando verdadeiros espetáculos, ainda tem muito futuro pela frente e não tem Netflix ou telas menores que substituam.

Sabe… Eu não pude ver um show do Queen ao vivo, mas posso dizer que vi o filme no cinema em uma sala XD e, para mim, isso já foi histórico.

Coluna “Discutindo a relação…”

Os dados não vão nos impedir de errar… Que bom!

“Errar é só parte do processo de criar.”

Essa frase, dita por Ed Catmull, co fundador da Pixar e presidente da Disney e da Pixar, está na primeira página da Meio&Mensagem desta semana.

Ela é relevante, apesar de simples. Há muito entusiasmo com os dados nos dias atuais. E é justificável. Nunca pudemos reunir e tratar um volume tão grandioso de dados e informações. As tecnologias estão, sem dúvida nenhuma, ajudando muito (ia escrever ajudando pacas, mas essas expressões denunciam a antiguidade do escrevente).

É preciso que fique claro que toda essa maravilha aí presente não vai eliminar o erro. Mesmo com dados e tantos insights vindos da análise dos mesmos, o erro está logo ali, escondido atrás da próxima pilastra e pronto para nos dar um susto.

E é bom que sempre nos lembremos de que o erro deve continuar fazendo parte do processo criativo. Não se deve em hipótese alguma pensar em acabar com ele. Sou taxativo em relação a isso: todo processo criativo, de inovação, deve envolver erro(s).

Podemos e vamos ficar ficar mais assertivos em comunicação e marketing, mas errar faz parte do jogo. Os anunciantes terão que entender isso. Alguns já entenderam.

Uma excelente análise de uma grande quantidade de dados pode nos levar a bons insights. Sem dúvida. Daí pra frente nada pode garantir que teremos uma sucessão de acertos. Por uma ideia em pé, fazê-la realidade, é bem diferente. O processo criativo é tortuoso e até certo ponto deliciosamente caótico.

Essa semana fotografei e postei no perfil deste blog no Instagram a seguinte frase (também publicada no Meio&Mensagem, desta vez na semana passada, e parte de um artigo escrito por Alessandro Cauduro – sócio-fundador da W3haus:

“Enquanto as máquinas são infinitamente melhores que a gente em varrer grandes quantidades de dados e identificar padrões, nós temos a consciência e a capacidade de abstrair conceitos que ainda estão longe de se reproduzir no mundo binário.”

Bingo! É isso! Nossa capacidade de abstrair, de fabular, de conectar coisas absolutamente sem relação em um primeiro momento é, ainda, imbatível. E como não somos máquinas podemos e vamos errar. Aliás, leia o artigo, pois lá o Alessandro mostra que até as máquinas erram.

Temos que entender que para quem trabalha com processos criativos e inovação – não só em propaganda, comunicação e marketing – o uso de dados não pode virar um selo de garantia de “não erro”. Mais do que isso: devemos continuar ensinando que errar é fundamental!

E os dados? E o big data, e a Inteligência Artificial, e o machine learning e o deep learning? Serão sempre muito bem vindos, obrigado!

Escolha as melhores hashtags

Como acertar na hora de usar hashtags?

Dicas para escolher uma hashtag estratégica e que traga mais engajamento e seguidores para a sua marca

Por Marina dos Anjos, Gerente de Marketing da Scup

As hashtags não nasceram nessa década, mas nunca foram tão populares quanto hoje em dia. Afinal, quem nunca postou um #tbt na quinta-feira ou um #tb nos outros dias da semana no Instagram? O uso desse símbolo se estendeu às empresas e hoje faz parte da estratégia de marketing das marcas: 88% dos grandes nomes presentes na rede social usa pelo menos uma hashtag em seus posts.

As hashtags funcionam como uma espécie de marcador, indicando sobre o que são as postagens. Elas são tão usadas no Instagram e nas redes sociais no geral porque permitem que algo muito específico seja encontrado pelos usuários e, por outro lado, faz com que tudo possa ser descoberto. Por esse motivo elas engajam e trazem novos seguidores, e por isso as empresas adoram. No Instagram, posts com hashtags têm um engajamento 12,6% maior do que aqueles desacompanhados dos famosos símbolos.

Existem várias maneiras de utilizá-las: postar no final da legenda, escondê-las com pontinhos, postar nos comentários, postar hashtags com emojis e por aí vai. Isso nos leva à pergunta: existe uma ciência para as hashtags? A resposta é: não, não existe, mas algumas performam melhor do que outras.

Não importa se elas estão na legenda ou nos comentários, o importante é que estejam lá. A lógica é bem simples: como elas são símbolos usados para categorizar ou resumir uma postagem de acordo com seu assunto principal, é necessário que façam o mínimo de sentido. Para ajudar na tarefa de escolher a melhor hashtag para o seu post, indico abaixo quatro dicas para considerar na hora de definir a melhor estratégia.

Não aposte em hashtags aleatórias só porque elas têm grande alcance
Uma hashtag boa é aquela relacionada a sua marca. É verdade que praticamente todo mundo pode usar #picoftheday ou #tbt porque são hashtags amplas e englobam a maioria dos assuntos. Se o seu negócio é sobre arte com frutas, porém, é necessário que as hashtags postadas tenham minimamente a ver com o produto. Só assim você irá atrair as pessoas que realmente importam para a sua marca.

Pense em quais categorias você quer que o seu post apareça e escolha uma hashtag que descreva o seu negócio, o propósito do seu perfil, seu público alvo e até mesmo sua localização.

Hashtags boas são relevantes para o público
Uma hashtag que funciona não é só aquela que tem relação com seu produto ou serviço, ela precisa interessar a quem mais importa: os usuários. Ao usar as que são realmente relevantes para o público do seu negócio, as chances de alguém entrar em contato com suas postagens e seguir o seu perfil aumentam, principalmente desde que o Instagram permitiu que os usuários seguissem não somente @, mas também hashtags.

Para descobrir quais são relevantes para o seu negócio, faça uma pesquisa. Veja o que as pessoas influentes do seu ramo, concorrentes e seguidores estão utilizando. Uma boa dica é pesquisar as palavras-chave para sua empresa e ver as hashtags relacionadas que aparecem.

Hashtags boas são específicas
Melhor do que ser vista, é ser vista pelas pessoas certas. Sua empresa precisa não só de seguidores, mas de usuários que sejam possíveis clientes, e as hashtags podem ser uma ótima maneira de chegar até eles. Para isso é necessário usar aquelas mais específicas. Elas trarão usuários que passam tempo curtindo e comentando as fotos que as acompanham.

Se você tem uma cafeteria, por exemplo, é mais interessante usar #pingado do que simplesmente #café. A primeira opção atrairá menos pessoas, é verdade, mas elas serão uma comunidade nichada muito mais engajadas e, afinal, é isso que interessa. Quanto mais específica a hashtag, maior a chance de construir relacionamentos com os usuários.

Um bom caminho é usar hashtags que tem a ver com seu bairro, assim fica fácil para alguém encontrar o seu negócio por meio da localização.

Varie as opções
É possível usar várias hashtags a cada postagem, mas é importante variar as opções. Se você conseguir encontrar 30 escolhas relevantes, vá em frente. A resposta para a pergunta “devo usá-las?” é sempre sim, mas não saia adicionando # se elas não forem úteis para você, ou pior, para os usuários.

Sobre Marina dos Anjos

Marina dos Anjos é jornalista formada pela Universidade Metodista de São Paulo e possui MBA em Marketing e Vendas. Trabalha com comunicação corporativa desde 2009, tendo passado por agências de comunicação e atendido startups e empresas como BIC, boo-box (já vendida) e Scup (antes de passar a integrar a equipe da empresa). Na Scup desde 2014, foi head de conteúdo e atualmente gerencia o marketing da plataforma.

Fonte: Motim.cc – Bruno Lino

Os dados podem ficar melhores com IA

A inteligência artificial e o enriquecimento de dados

por Rafael de Albuquerque*

Os dados já são hoje mais preciosos que o combustível, mas por si só não são suficientes para expressar algo. Para que tenham um significado útil e relevante na tomada de decisão eles precisam passar antes por algum tipo de análise e interpretação.

Imagem: Pixabay

Sinal dos tempos, os dados gerados no mundo todo têm aumentado de forma exponencial ao longo dos anos – e esse ritmo deve ser mantido em um futuro próximo. Contudo, até o momento, apenas 0,5% de tudo isso é analisado. É possível imaginar todo o potencial existente nos outros 99,5% que nunca foram explorados por soluções de big data e inteligência artificial? Temos, portanto, um imenso oceano para navegar.

Por meio do Wi-Fi, que passou a ser um grande sensor de informações, coexistem a mobilidade, que pode ser tanto indoor como outdoor, e o enriquecimento de dados e a consequente aplicação da inteligência artificial sobre as informações enriquecidas e trabalhadas dentro de um ecossistema. Em outras palavras: transforma-se o pouco em muito.

A mobilidade indoor diz respeito ao fluxo de pessoas em locais de grande concentração de público, como parques de diversão, estádios de futebol e shopping centers. O usuário não precisa nem sequer estar logado em uma rede para que sua movimentação seja acompanhada. Por meio de um mapa de calor pode-se visualizar dados de densidade de pontos e obter uma visão geral do comportamento dos visitantes, além de saber o que mais curtem e do que menos gostam e, assim, aprimorar as estratégias de vendas e publicidade.

Já a mobilidade outdoor compreende o fluxo externo dos usuários, seja ao saírem do transporte público ou acessarem uma loja de departamentos. Ao gerir a inteligência artificial, a empresa consegue saber, por exemplo, o percentual de pessoas que frequentam aeroportos e rodoviárias ou quem vai apenas ocasionalmente a esses locais. São informações muito ricas e insights valiosos sobre o comportamento do cliente que podem se tornar uma vantagem competitiva para as corporações que investem nessa prática.

A segunda via de entendimento gerada pela inteligência artificial aplicada em redes de Wi-Fi é o enriquecimento dos dados. Aqui temos a inteligência artificial aliada ao machine learning e ao deep learning. O primeiro é a prática de usar algoritmos para coletar dados, aprender com eles, e então fazer uma determinação ou prognóstico sobre alguma coisa no mundo. O segundo trabalha com análise de dados brutos, o que possibilita um campo de atuação ainda mais amplo, e pode classificar informações contidas em diferentes formatos, como áudios, textos, imagens, sensores e bancos de dados.

Imagem: Pixabay

No nosso entendimento, uma experiência se transforma em inesquecível quando sai do convencional e o grande responsável por proporcionar esse encantamento do usuário é o big data. Juntas, inteligência artificial, machine learning e deep learning conseguem, por meio da informação, individualizar a experiência do usuário final e, ao mesmo tempo, ser um diferencial estratégico para o cliente.

*Rafael de Albuquerque é fundador e CEO da Zoox Smart Data

Fonte: Textual Comunicação