O futuro já chegou

Nosso futuro com robôs inteligentes já começou. E isso é ótimo!

por Luiz Alexandre Castanha*

Há pouco tempo, vi um vídeo do Will Smith tentando flertar com a robô Sophia. Eles estavam nas Ilhas Cayman, com uma paisagem fantástica, digna de filme de Hollywood. Will serviu espumante, disse algumas frases românticas, olhou nos olhos dela e tentou um beijo. O resultado? Sophia ficou olhando para ele com uma feição desconcertada e ofereceu para, no máximo, incluí-lo na lista de amigos dela. Will Smith acabou na friendzone de um robô.

Para quem não conhece, a Sophia é um robô desenvolvido pela empresa Hanson Robotics. Com mais de 62 expressões faciais, ela é apontada atualmente como a andróide de inteligência artificial mais avançada do mundo. Em outubro de 2017, Sophia fez história sendo apresentada para a Organização das Nações Unidas e, no dia 25 de outubro, recebeu a cidadania da Arábia Saudita, tornando-se o primeiro robô a ter uma nacionalidade. Além disso, Sophia apareceu em diversos sites e programas de TV e virou, inclusive, capa de uma famosa revista de moda brasileira.

Luiz Alexandre Castanha, diretor geral da Telefônica Educação Digital

Desde que assisti ao vídeo dela com o Will Smith, fiquei perturbado. Ou melhor, inquieto. Uma coisa é você assistir “Blade Runner – O Caçador de Andróides”, ou ver o próprio “Eu, Robô” do Will Smith. Você está confortavelmente sentado no seu sofá e pensa: “Bom, é só um filme. Pura ficção!”. Mas ao ver Sophia enfrentando uma plateia, participando de debates e comprovadamente aprendendo a cada interação… Bom, isso é um pouco desconcertante.

Por um lado, você já começa a pensar em como os robôs realmente vão dominar o mundo do trabalho, já que trabalham 24 horas, sete dias por semana sem necessidade de descanso, estão sempre de bom humor, não ficam doentes, etc. Mas eu, pessoalmente, prefiro olhar esse novo mundo pelo lado positivo. Um bom exemplo é o fato dos algoritmos e robôs já serem capazes de identificar e tratar diversos tipos de câncer, com habilidades que seriam impossíveis para um grupo de médicos humanos.

Hoje mesmo, quase sem perceber, usei os serviços de vários bots e seus algoritmos. O primeiro me recomendou um livro e um tênis esportivo. De fato, estou precisando mesmo me exercitar… Depois, eu precisava fazer uma visita, então utilizei um serviço de táxi que usou um algoritmo para localizar o motorista mais próximo e outro algoritmo para conseguir traçar a rota mais rápida para o destino. Mal comecei meu dia e mais de cinco algoritmos já foram utilizados ativamente. Fora os que nos monitoram e nós nem ficamos sabendo…

Novas tecnologias e a Educação

Na educação, também vejo com bons olhos a participação de bots, algoritmos e as outras novas tecnologias. A Inteligência Artificial e os robôs vão revolucionar desde a alfabetização básica até o ensino superior, sem esquecer, é claro, da educação corporativa.

Imagine se cada um de nós tiver um robô que possa ajudar a conduzir os estudos? Em um piscar de olhos, ele poderia apresentar pesquisas, calcular probabilidades, montar protótipos, cruzar dados, etc. São muitas possibilidades! As experiências de aprendizagem serão, com certeza, muito mais enriquecedoras e divertidas no futuro.

Antigamente, os robôs eram valorizados porque podiam fazer um trabalho pesado muito melhor e mais rápido do que um ser humano. A grande diferença é que hoje esses mesmos robôs podem aprender a pensar cada vez mais como um humano, aprendendo a tomar as melhores decisões e transformando nosso bom e velho “feeling” em dados reais e tangíveis.

Certamente teremos muitas questões a serem debatidas, como qual o limite da utilização de um robô e suas questões éticas. Para que criaremos um robô: para a paz ou para a guerra? E os robôs autônomos, quem seria o responsável em caso de acidentes? Mas apesar de tudo isso, é fato que também viveremos um tempo muito interessante.

Ainda estamos engatinhando. A Sophia, que é o exemplar mais avançado de robôs autônomos, não entendeu quando Will Smith esticou o braço e lhe ofereceu uma taça de espumante. Ela provavelmente não se deu conta daquele gesto, culturalmente tão natural para um ser humano. Mesmo com toda a tecnologia, ela ainda não sabe diferenciar o sabor de uma pizza napolitana ao uma de quatro queijos. Mas acredito que tudo está no caminho para o bem, pelo menos é o que eu espero.

E você: já imaginou para que você gostaria de ter o seu próprio robô ou assistente pessoal? Muito em breve eles estarão caminhando entre nós, provavelmente passando despercebidos.

Agora vou para casa para treinar meu robot.

* Luiz Alexandre Castanha é diretor geral da Telefônica Educação Digital – Brasil e especialista em Gestão de Conhecimento e Tecnologias Educacionais. Mais informações você pode obter aqui

Fonte: Conecte – Eliane Tanaka

Coluna Branding: a alma da marca

Grandes depressões transformaram a arte

É fato que a criatividade é estimulada na dificuldade, que as limitações fazem o profissional criativo transgredir e com essa rebeldia surge a inovação.
Períodos de grande instabilidade na humanidade deram origem a grandes movimentos artísticos, e se hoje vivemos esta instabilidade social temos grande possibilidade de estar presenciando o surgimento de novas formas de expressão.

Como professor de design gráfico tenho obrigação de estar atento aos movimentos artísticos que influenciam nossos jovens e tenho que confessar que uma influência apresentada por um de meus alunos me incomodou o suficiente a ponto de chamar a minha atenção.

O vaporwave não me tocaria visualmente se não o visse em sua amplitude pelos olhos de meus alunos.

Ao olhar apenas um de seus frutos, seja na música, no design ou no vídeo, acharia feio desconecto, amador e sem sentido. Mas é exatamente esta a proposta da ideia. Me parece que o vaporwave é a porta da juventude fechada aos adultos, um espaço privado aos novos, por onde a nossa sociedade não pode passar, nem estar, é o verdadeiro chillout dos novos.

Se chamamos de movimentos os conceitos artísticos, é por algum motivo. Mover-se de um lado a outro é o caminho natural das coisas. Buscamos o equilíbrio quando há desequilíbrio, mas coisas equilibradas demais cessam seu movimento, sendo preciso recomeçar.

A contemporaneidade tentava dizer que havia um espaço onde tudo é possível estar em harmonia, mas os novos movimentos como o vaporwave e o glitch nos contam outra coisa.

São mausoléus da tecnologia, retalhos das religiosidades, críticas a esse conhecimento dito humano, desse progresso advindo das luzes de neon azuis e vermelhas. É a face do nosso fim de ciclo social, a imagem de um músico que toca após a rendição de sua nação, a sensação de paz no pós-guerra. Dessa forma é como se os nossos jovens já estivessem vivendo a pós-queda da nossa sociedade tida contemporânea.

Por isso que não é fácil de entender, principalmente para àqueles que ainda trabalham na construção desta sociedade. É preciso se sentir tão fora disso, tão desconectado dos valores desse nosso tempo, que ele então não exista e o que será visto é um loop de uma música dos anos 80, repetindo a exaustão, enquanto tudo a sua volta está fragmentado.

Não vejo estes estilos como genial, mas isso não significa que não seja real. 13 reason why, fez sucesso porque apresentou aos pais aquilo que eles não conseguiam ver, e ainda não vêem. Essa sociedade que trabalhamos tanto para deixar para os nossos filhos, não conversa com eles e na visão dos meninos e meninas que amamos não passa de um amontoado de tecnologia velha sem uso e triste.

Acredito que Nicola Tesla explica melhor esta situação ao dizer que “a ciência é, portanto, uma perversão de si mesma, a menos que tenha como fim último, melhorar a humanidade”, o que não parece ser nossa verdade, mas sim uma grande mentira sendo contada e recontada há muitos anos.

Vaporwave faz alusão a um conceito de Marx “vaporware”: um produto que é só anunciado e nunca realmente lançado ao público, instigando a competitividade entre as empresas e o interesse do consumidor.

A onda de vapor que construímos é nosso pensamento capitalista que se esvai em sí mesmo, e se a arte é capaz de prever já entendeu que em algum momento isso não se sustentará.

Se queremos deixar um futuro aos nossos filhos, diferente daquilo que eles estão prevendo, teremos que mostrar a eles algo mais belo do que fazemos hoje. Caso contrário, teremos que nos acostumar com estas vinhetas estranhas da MTV e as referencias que não nos dão grandes esperanças, pois, talvez nosso destino se pareça realmente bastante com um produto que é criado apenas para ser uma jogada de marketing.

O impacto da propaganda na economia

A publicidade na economia moderna

por Josué Brazil

Atualmente, a forte concorrência e a grande capacidade produtiva obrigam o empresariado a apostar cada vez mais no uso da publicidade para comercializar com sucesso seus produtos.

Outro fator que pesa na decisão do uso da propaganda é a necessidade de desenvolvimento e lançamento de novos produtos, além da construção da marca da empresa.

É preciso deixar claro, entretanto, que a publicidade é apenas uma das forças que levam a venda de produtos. Existem diversas forças que devemos combinar para poder efetuar a venda de produtos e serviços. São elas:

1 – o próprio produto;
2 – a distribuição;
3 – a embalagem;
4 – os vendedores;
5 – a promoção de vendas;
6 – o preço.

Efeitos da publicidade na economia das empresas

a) Criação de mercados – quando se trata de produto ou serviço novo, a publicidade pode criar um mercado onde antes não existia.

b) Ampliação de mercados – se o mercado já existe, a propaganda pode ampliá-lo em duas direções:
– verticalmente, alcançando novas faixas de consumidores;
– horizontalmente, ampliando o campo de uso do produto.

c) Ação reguladora – quando o ciclo de produção não se desenvolve paralelamente ao de consumo, a publicidade pode atuar como um regularizador.

d) Redução de custos – a produção em série foi obtida graças ao uso da publicidade que introduziu produtos padronizados, que sem dúvida alguma foi fator fundamental na queda dos custos.

e) Ação sobre os preços – a publicidade favorece a prática de preços reduzidos para atrair a atenção dos consumidores.

f) Aceleração da rotação de estoques – a publicidade permite acelerar a rotação de estoques (“turnover”) o que permite a liberação do capital empregado na estocagem e distribuição para outras áreas estratégicas da empresa.

g) Melhoria da qualidade – por ser um compromisso público a publicidade influi na qualidade. Basta apenas um produto ruim para comprometer toda a empresa.

O tamanho da propaganda no Brasil

O mercado brasileiro movimentou R$ 134 bilhões em compra de mídia – compra de espaços publicitários nos meios de comunicação – no ano de 2017. A informação vem do Kantar Ibope Media, que utiliza como métrica os preços cheios das tabelas dos veículos de comunicação, sem os descontos praticados com as agências para seus respectivos anunciantes.

Esses são números apenas da compra de espaços publicitários. Se pensarmos nos empregos gerados direta e indiretamente, a contratação de fornecedores (gráficas, produtoras etc), a contratação de profissionais freelancers e etc, podemos imaginar um número ainda maior.

Você pode ter uma ideia bem mais completa do impacto da publicidade&propaganda na economia brasileira acessando este material.

Fontes:

CABRAL, Plínio. Propaganda: técnica da comunicação industrial e comercial. 3º Ed. São Paulo, Atlas, 1990.
RIBEIRO, J. Tudo que você queria saber sobre propaganda e ninguém teve paciência para explicar. 3ª Ed. São Paulo, Atlas, 1989.
SAMPAIO, R. Propaganda de A a Z: como usar a propaganda para construir marcas e empresas de sucesso. Rio de Janeiro, Campus, 1995.
SANT’ANA, A. Propaganda – Teoria, técnica e prática da comunicação. 7ª ed. São Paulo, Pioneira, 1998.

www.abap.com.br

Análise de dados é tema deste artigo

A jornada do consumidor e a transformação digital: por que analisar dados é tão importante?

por Felipe Stutz*

Com a transformação digital, a experiência do consumidor deixou de ser algo simples. Antigamente, a interação era restrita a três estágios bastante lineares, bem conhecidos pelas empresas, que sabiam técnicas de como engajar os clientes em cada fase e como lidar com eles em cada um destes momentos.

No entanto, a jornada de decisão do cliente se tornou muito mais complexa. Atualmente, 63% dos profissionais da área de marketing utilizam mapas para monitorar o processo de engajamento do público com a marca e seus estágios, segundo um estudo da Forrester.

Isso ocorre porque a tecnologia mudou a forma como as pessoas se informam sobre produtos e serviços. Também mudou a quantidade de dados que as empresas conseguem coletar com base nos comportamentos dos consumidores em seu site, redes sociais e outros canais de comunicação. Isso altera todo o processo de compra, tornando essa jornada muito mais fragmentada e pouco linear para a decisão final. Por isso, as marcas precisam reinventar a forma como lidam com os clientes e se adequar a cada perfil de consumo.

O consumidor agora espera por uma experiência integrada, por conseguir informações a qualquer hora e em qualquer local, e um relacionamento contínuo com as empresas. Afinal, ele se tornou mais bem informado sobre as empresas das quais consome, suas novidades e opiniões.

As empresas devem compreender que de nada adianta ter todas as informações sobre intenções, necessidades e comportamento dos clientes se não souber interpretá-las e, baseando-se nesses dados, tomar boas decisões focadas no crescimento do negócio. Não basta saber que o cliente desistiu da compra depois de ter escolhido todos os produtos, é necessário tomar uma atitude para que isso não volte a acontecer e que essa perda de receita não se repita.

Em resumo, analisar dados gerados pelas interações com clientes pode habilitar as marcas a tomar melhores decisões e trazer inteligência aos negócios. A qualidade e interpretação desses dados é crucial para o sucesso da transformação digital e muitas empresas já sabem disso: de acordo com o Gartner, até o fim desse ano, mais de 50% das organizações irão investir em inovações para otimizar a experiência do consumidor. E isso pode ser um grande trunfo, se considerarmos que, até 2020, essas interações irão sobrepor preço e qualidade do produto como diferenciais de uma marca, segundo estudo da Walker.

Definitivamente, esse é o momento de utilizar a inteligência de dados, transformá-la em conhecimento e fazê-la trabalhar para o bem dos negócios. Com isso será possível tomar decisões mais assertivas, que otimizarão os investimentos e trarão melhor entendimento das necessidades de cada público.

*Diretor de Soluções da Orange Business Services para América Latina

Fonte: aboutCOM – Natália Diogo

Ferramentas Omnichannel melhoram relacionamento consumidor-empresa

Ferramentas Omnichannel tornam o relacionamento entre empresa e consumidor mais humana e efetiva

Por Renato Shirakashi*

Por muitos anos, o call center foi a única forma de atendimento oferecida ao consumidor. Hoje, em uma era praticamente 100% digital, as empresas precisam rever esse conceito. As opções são muitas: Messenger, Whatsapp, Twitter, são tantos meios disponíveis e mais utilizados do que o telefone, que já passou da hora de as marcas se atualizarem e conversarem com o seu cliente pelos canais escolhidos por eles.

Renato Shirakashi | Criador da Scup e General Manager da Sprinklr

Uma dúvida comum entre muitos empreendimentos, no entanto, é como administrar tantas opções com equipes cada vez mais reduzidas e processos que precisam ser eficientes e de baixo custo. A resposta para isso está nas ferramentas omnichannel.

Uma estratégia omnichannel envolve unificar todos os canais de contato da empresa. Isso significa que quando o cliente busca por um produto, ele também consegue, na mesma plataforma, checar a sua disponibilidade, conversar com um vendedor e, o mais importante, finalizar a compra. Já as ferramentas de atendimento omnichannel, por sua vez, são responsáveis por unificar os contatos dos clientes vindos de todas as suas plataformas com o auxílio da tecnologia. Isso quer dizer que o seu atendente receberá, em uma única plataforma, todas as interações vindas de diferentes canais digitais, normalmente, àquela mais utilizada pelo seu cliente.

Com a minha experiência no desenvolvimento da Scup Care, desde a busca pela necessidade de comunicação das empresas até a pesquisa sobre a expectativa dos consumidores com os serviços de atendimento, consegui listar alguns pontos favoráveis às empresas preocupadas em oferecer um atendimento focado na experiência do consumidor, que mostram como o uso de ferramentas omnichannel são importantes para a aproximação e humanização da relação entre empresa e cliente.

Não pedem que o cliente repita as informações já ditas

Se o cliente já informou o seu CPF, RG, e-mail, nome completo ou qualquer outro dado para a empresa, certamente ele vai ficar irritado caso tenha que repetí-los. Solicitar informações já ditas demonstra uma falta de comprometimento no atendimento. Não importa se ele entrou em contato por telefone e depois está procurando a empresa pela página do facebook. Um serviço de qualidade e preocupado com a experiência do consumidor deve guardar o histórico dos atendimentos anteriores, vindos de todos os canais oferecidos. Ser ágil e assertivo são características de um relacionamento que o público procura nas empresas e essenciais para tornar a comunicação mais leve e espontânea.

Oferecem um atendimento personalizado

A partir de dados coletados, é possível conhecer melhor seu público e entender do que ele gosta. O que os consumidores esperam de você, então, são conteúdos personalizados. Dessa forma eles sentem que têm uma relação com a sua marca e que são parte dela. Bilhetes enviados junto com o produto, por exemplo, são ótimos exemplos de como a personalização aproxima a sua marca do cliente.

Permitem conversas mais fluidas e efetivas

Assim como quando conversamos com um amigo que já conhecemos, o atendimento ao cliente deve seguir a mesma fluidez de conversa. Os clientes sempre vão lembrar dos detalhes negativos de um atendimento, seja um cancelamento que não deu certo, as tentativas de transferências para outros setores, ruídos na ligação e a falta de envolvimento do atendente na solução de um problema. Estes erros podem comprometer o relacionamento com o consumidor e diminuir o índice de satisfação, retenção e conversão de clientes. Por isso, lembre-se: a empatia entre empresa e cliente deve sempre existir. Trate-os como gostaria de ser tratado.

Tornam a marca mais humana

Humanizar o contato feito pela sua marca faz com que o cliente se identifique mais com você, além de ser uma ótima estratégia para fazer com que as pessoas enxerguem muito mais do que uma simples empresa: elas passarão a enxergar a si próprias ali. Por isso, saber adequar o seu tom de voz e ser honesto sobre o andamento das solicitações são questões fundamentais para a satisfação do cliente.

Ajudam a tomar a iniciativa e surpreender o cliente

Você não precisa esperar o cliente falar com você para mostrar as características que te definem. Hoje, as possibilidades de interação são infinitas: é possível mostrar o dia a dia da empresa, consultar o público em determinadas questões, tirar dúvidas dos consumidores, aproveitar os trending topics para falar sobre algo do momento, apresentar os funcionários etc. Os consumidores adoram descobrir mais sobre a marca, e são as pequenas interações que dão o toque especial à empresa.

*Sobre Renato Shirakashi

Renato é formado em Ciências da Computação pela Universidade de São Paulo e desenvolvedor de produtos da área de tecnologia, focadas em melhorar a comunicação entre empresas e consumidores. Hoje atua como General Manager da multinacional Sprinklr, onde tem o apoio e respaldo para a o desenvolvimento da sua principal criação, a plataforma Scup.

Fonte: Motim.cc – Bruno Lino

Coluna Propaganda&Arte

Será que nosso paladar evolui, assim como o gosto musical?

Eu sei que parece um pouco absurdo, mas como somos seres que utilizam os cinco sentidos para interagir com o mundo, será que com o passar do tempo, assim como acontece com o paladar, nosso gosto musical também se “aperfeiçoa”?

Estamos vivendo o que gosto de chamar ERA GOURMET. Nessa fase, tudo pode ser consumido em alguma versão gourmet, mais incrementada, como algum tipo de arte, algo mais refinado. São cafés especiais, cervejas artesanais, vinhos, coxinhas e tudo mais que você possa imaginar (e não imaginar). Isso significa que as pessoas estão buscando experiências de sabor, olfato, experiências no geral, mais completas, complexas e satisfatórias.

Posso falar por mim. Aos meus 20 anos, comecei a consumir “com gosto”, cerveja e café, apreciando cada variável. Meu paladar mudou, definitivamente, e comecei a treiná-lo. Portanto, existem sim, aromas, gostos, texturas e experiências mais complexas. Não estou negando-as. A questão aqui é sobre o gosto musical. Será que muda também? Refina-se com o tempo e fica melhor, como o vinho?

Existem alguns artistas que são clássicos, consagrados pelo público e marcaram história. Será que eles representam um gosto mais geral comum? Tipo um arroz com feijão? Já outras bandas, caminham por uma linha mais complicada, sendo aclamada pelos críticos e às vezes nem conhecido pelo grande público, vivendo no underground. Se realmente esse refinamento existe, então devemos respeitar esses caras, certo?

Não estou falando para você ficar acreditando em críticos, nem em artistas novos, só porque disseram que são gênios. Eu mesmo escutei Radiohead diversas vezes, achava até bacana quando era adolescente e só agora, recentemente, compreendi a profundidade da arte dos caras. Ou seja, sempre é tempo para experimentar, nunca é tarde para descobrir novos gostos, ou gostos antigos, mas com um novo olhar. Ou melhor, com um novo paladar. Mas claro, sempre respeitando aquela máxima “gosto não se discute”. Ou se discute?

Empresa mostra resultados de sua pesquisa que aborda usos e segurança na web

ESET revela que 53% dos usuários passam mais de 6 horas por dia conectados à internet

No dia 17 de maio é celebrado o Dia da Internet. Para comemorá-lo, a ESET, líder em detecção proativa de ameaças, compartilha os resultados de sua pesquisa sobre usos e segurança na Internet. Entre os dados mais relevantes está o fato de que hoje 53% dos usuários gastam mais de 6 horas conectados na frente de uma tela.

A pesquisa coletou Informações de usuários e pessoas interessadas em seus produtos em toda a América Latina e mostra alguns hábitos de quem acessa a internet. Segundo o levantamento, 26,6% das pessoas utilizam a internet por conexão via cabo, 57% por meio de wi-fi privado e 9,4% por pacote de dados 3G/4G. Com relação ao local de acesso, a maioria (68%) usa computadores do escritório onde trabalha, enquanto que o celular é o favorito de 3 em cada 10 pessoas para conectar-se.

O levantamento também questionou qual o dispositivo mais importante para as pessoas, caso tivessem que escolher somente um. A grande maioria (68%) escolheu o PC como o favorito, seguido pelo celular (26,6%), o vídeo game (3,87%) e a TV (3,23%).

Segurança cibernética

Com relação à segurança, 34,6% das pessoas pesquisadas foi vítima de alguma ameaça cibernética, sendo que a maioria delas (23%) sofreu especificamente com phishing e uma porcentagem considerável (14%) não sabe se já foi afetado por ameaças.

Apesar de a maioria (82,8%) utilizar uma solução de segurança em seus equipamentos, 85% acha que a internet continuará sendo perigosa ou que a situação irá se agravar nos próximos anos. No entanto, como forma diminuir o problema, para 97% das pessoas a segurança informática deveria fazer parte da formação educacional nas escolas.

Histórico

Há mais de 40 anos, uma rede de 23 computadores conhecida como ARPANET era usada pelos militares dos EUA para enviar e acessar informações militares. Embora essa conexão seja entendida como o nascimento da internet, somente em meados da década de 1990 é que a world Wide Web deu seus primeiros passos para se tornar o que é hoje, com surgimento de comércios eletrônicos e jornais online, além, é claro, o nascimento do Google, em 1998, reinventando o hábito de buscar informações na web.

Somente no ano de 2001 foi criada a Wikipedia, pouco depois nasceu o Skype (2003) e, por fim, o Facebook (2004). A partir deste ano nasceu uma nova rede, agora conhecida como Web 2.0. Colaborativa e participativa, que permite aos usuários compartilhar conteúdo e participar ativamente de portais, blogs e redes sociais.

“O que começou como uma rede militar, há mais de 40 anos, tornou-se aquilo de que todos fazemos parte hoje, o que nos aproxima das informações, nos conecta e nos comunica, e também nos confronta com novos riscos e desafios. A ESET está comprometida com a educação em segurança cibernética porque acredita que conhecer os riscos aos quais estamos expostos quando navegamos na internet nos permite desfrutar de tecnologia com segurança”, finaliza Camilo Gutierrez, chefe do Laboratório da ESET na América Latina.

Fonte: AboutCom – Natália Diogo

O dia da internet

No Dia da Internet, conheça 7 grandes inovações que estão levando à expansão da “IoT”

Estudo aponta quais ações estão contribuindo para que a Internet das Coisas entre de vez no dia a dia das pessoas

Hoje, dia 17 de maio, é celebrado o Dia da Internet, tecnologia que revolucionou a maneira como vivemos e trabalhamos nas últimas décadas. Um dos avanços proporcionados graças à Internet é o IoT, ou a Internet of Things (Internet das Coisas), que conecta objetos a rede mundial de computadores. Hoje em dia, com a “IoT” nossos dispositivos são inteligentes e estão conectados, produzindo dados que geram insights e tornam nosso cotidiano mais eficiente e nossa economia mais aquecida. A Internet das Coisas está trazendo todo o potencial dos softwares e da internet para o mundo físico, fazendo uma revolução por meio de sensores, dados, criptografia e nuvens.

“Muitas ferramentas tecnológicas poderosas estão convergindo para multiplicar as oportunidades geradas ao se conectar os dispositivos que fazem parte do nosso dia a dia”, explica o country manager da BSA no Brasil, Antônio Eduardo Mendes da Silva, conhecido como Pitanga. “Estamos no caminho certo para que a revolução dos dispositivos conectados melhore nossa qualidade de vida e transforme novamente a maneira como trabalhamos, além de ser um gás na nossa economia, criando novos empregos, indústrias e oportunidades para um futuro mais próspero”, analisa.

As principais inovações que estão permitindo o desenvolvimento da IoT (Internet das Coisas) são apresentadas no estudo “Sensor Sensibility – Getting the Most from the Internet of Things”, da Software.org, uma organização de pesquisa internacional, independente e apartidária.

Conheça os 7 principais avanços apresentados pelo estudo:

Sensores estão ficando cada vez menores, baratos e poderosos
Eles permitem que dispositivos vejam, escutem e sintam além da capacidade humana. Permitir que os dispositivos sintam e controlem o ambiente é parte fundamental para a criação de uma rede conectada.

Dados criados por dispositivos estão crescendo exponencialmente
O aumento do volume de dados faz com que possamos aproveitá-los mais, já que estamos criando um gigantesco banco de informações que pode ser consultado para tomar decisões mais estratégicas. Quanto mais explorarmos os dados, mais possibilidades se abrirão.

Softwares inteligentes podem ser embutidos em qualquer produto ou solução
Ao inserir softwares em dispositivos e objetos, permitimos sua conexão com a internet e com a Nuvem, deixando-os mais inteligentes, além de possibilitar a sua integração a um sistema. Igualmente, viabiliza que o sistema seja aperfeiçoado por meio de simples atualizações de software. A presença dos códigos em nossas vidas cresceu tanto que hoje em dia, por exemplo, geladeiras de última geração têm mais linhas de código que um computador de mesa tinha há 20 anos.

A conectividade está ficando mais rápida, onipresente e indo mais longe
Para atingir todo o potencial de rede da Nuvem, dispositivos devem estar conectados por meio de internet de alta velocidade, baixo custo e ampla abrangência. Conexões preparadas para lidar com redes mais densas já estão sendo desenvolvidas para serem mais flexíveis e rápidas.

Softwares de análise estão usando a Nuvem para deixar dados mais acessíveis, úteis e cada vez mais valiosos
Quando dois dispositivos se comunicam, é essencial que exista a Nuvem para armazenar, processar e analisar os dados obtidos. A Nuvem também garante que os dados sejam armazenados e consultados remotamente, além de permitir a criação de sistemas integrados e inteligentes que deixam os aparelhos cada vez mais smarts. A análise inteligente das informações atrelada aos dispositivos resulta em uma rede muito mais poderosa do que a simples adição isolada deles.

Tecnologias de segurança evoluem continuamente para permitir que os dispositivos fiquem conectados e os dados fiquem protegidos mesmo com a evolução das ameaças
Quanto mais os dispositivos conectados fazem parte de nossas vidas, mais precisamos que tecnologias se renovem continuamente para garantir um uso seguro da rede. A criptografia, por exemplo, já esta sendo utilizada para proteger dados, para assegurar que apenas dispositivos habilitados estejam conectados à rede e para proteger dados em trânsito e armazenados na Nuvem.

A inovação não está restrita a grandes empresas, mas também nasce nas garagens de empreendedores e inventores independentes
Com a proliferação de dispositivos conectados e das Nuvens e a facilidade para se comprar e conectar sensores, o percurso entre ideia e protótipo e entre protótipo e produto está encurtado, facilitando a criação de novas soluções conectadas por inventores independentes. A inovação não está mais limitada às grandes corporações.

Fonte: Textual – Maria Alice Vila – BSA | The Software Alliance

Coluna “Discutindo a relação…”

Os elementos fundamentais da redação publicitária

A redação publicitária é um tipo especial de redação, com algumas peculiaridades e especialidades. É a busca para dizer o que deve ser dito de maneira original e persuasiva.

É sedução, persuasão e informação.

David Ogilvy disse uma certa vez que “Fazer anúncios perfeitos é um artesanato.” Ele não estava de todo errado… Mas, em contraposição a esta ideia do grande publicitário e criativo, temos a realidade atual de que hoje trabalhamos num ritmo quase industrial…

João Renha, em A propaganda brasileira depois de Washington Olivetto, isnpirado em Olivetto e Ogilvy afirma que: “Escrever bem não é ter lampejos criativos a toda hora. É técnica, é estudo, é concentração.”

Dentro desta visão de técnica e empenho podemos destacar quatro elementos prá lá de importantes para qualquer redator publicitário. Vamos a eles:

1 – Repertório

Repertório é tudo! Tudo que você ouve, lê, escuta, experimenta e vivencia. Dentro do repertório estão o conhecimento formal, a cultura erudita, a popular e a de massa. As besteiras e os assuntos sérios. Quem quer trabalhar com criação e ser um bom redator tem que batalhar para construir um GRANDE repertório.Portanto, vá ao cinema e ao teatro, leia de tudo, veja TV aberta e fechada, maratone séries, viaje, vá a festas, pegue fila, preste atenção às conversas alheias.

2 – Associação de ideias

É a base de todo processo criativo. Buscar estabelecer entre ideias, fatos, histórias, coisas… É aqui que percebemos claramente a necessidade de ter um grande repertório. As ideias não surgem do nada. O original vem do não original, daquilo que já foi feito, que já foi dito, que já foi escrito. Junte, misture, associe! Brinque com ideias e fatos. Aproxime-os.

3 – Ideias

Devemos tentar sempre ter muitas ideias. Muitas! Não ter preguiça. Buscar associações diferentes, estranhas até. Anotar muitas ideias, escrever tudo o que vier em sua cabeça. Deixe a cabeça solta para viajar. Brinque. Faça piadas. Deixe a cabeça leve.

4 – Formulação

É o momento de dar a melhor redação possível para as ideias que você teve. É o trabalho de lapidar os diamantes. Buscar as melhores palavras, a melhor construção da frase, a melhor formulação para que a ideia seja colocada com força, com impacto! Temos que “perder” um tempo na formulação. Esse tempo é fundamental para um bom resultado final do trabalho de redação.

Então, se você deseja trabalhar ou está começando a trabalhar com redação publicitária tenha sempre em mente esses quatro elementos. E mão na massa!

Como tudo começou…

A origem da propaganda comercial

por Josué Brazil

A propaganda é uma atividade bastante antiga.

Em Roma, a propaganda tinha atuação garantida no Império – as paredes das casas frontais às ruas eram pintadas de branco e sobre esse fundo escrevia-se as mensagens publicitárias.Depois, na Roma já católica, a Igreja criou uma congregação religiosa para “propagar a fé” – hoje, a maioria absoluta do ocidente é cristão.

A atividade teve grande impulso com a industrialização, mas nos últimos cinqüenta anos é que seu impacto e presença passou a ser significativo na vida social, econômica e cultural das comunidades.Podemos afirmar que a propaganda é fruto da Revolução Industrial, da Era Industrial.

A propaganda ligada ao mundo dos negócios, a chamada propaganda comercial e/ou moderna que hoje percebemos e sentimos seus efeitos, teve origem em dois fatores que se interligam:

a) o aperfeiçoamento dos meios físicos de comunicação;
b) o aumento da produção industrial através do aperfeiçoamento tecnológico.

Em relação ao primeiro fator, o passo inicial foi a expansão do jornal, que deixou de ser um órgão veiculador de notícias restrito a pequenas comunidades e transformou-se numa indústria complexa, com grandes parques gráficos que exigiam investimentos cada vez maiores. Era preciso transformar seu espaço editorial em mercadoria, ou seja, o jornal começava a vender espaços para propaganda para poder cobrir os altos custos operacionais e até obter lucro.

Podemos dizer que, a partir da evolução dos jornais, teve origem, realmente, a propaganda moderna ligada ao mundo dos negócios.

Mas a expansão dos jornais não ocorreu isoladamente. Era também decorrência do desenvolvimento tecnológico que desde a revolução industrial vinha alterando toda a sociedade capitalista que nela se iniciara.

Máquinas cada vez mais rápidas determinavam o crescente aumento da produção, fosse da tiragem de um jornal diário ou de bens de consumo.

Com a produção em larga escala os industriais se sentem forçados a encontrar maneiras igualmente rápidas de escoar os estoques. O meio mais eficaz encontrado foi a propaganda.

Aqui é que os dois fatores se interligam, pois o meio de comunicação mais abrangente da época (o jornal, que já possuia capacidade de se comunicar com um grande número de possíveis consumidores) queria e necessitava receber propaganda. Foi o que passou a ocorrer.

A propaganda passou então a aprimorar suas técnicas de persuasão para poder induzir grandes massas a aceitar e consumir produtos que não correspondessem apenas a satisfação de suas necessidades básicas.

Referência bibliográfica:

SANT’ANA, A. Propaganda – Teoria, técnica e prática da comunicação. 7ª ed. São Paulo, Pioneira, 1998.

CABRAL, Plínio. Propaganda: técnica da comunicação industrial e comercial. 3º Ed. São Paulo, Atlas, 1990.

SAMPAIO, R. Propaganda de A a Z: como usar a propaganda para construir marcas e empresas de sucesso. Rio de Janeiro, Campus, 1995.