Coluna Propaganda&Arte

Este não pode ser um título click-bait e eu explico os motivos

A redação publicitária para internet ou copywriting está passando por mais uma grande mudança. As estratégias manjadas de títulos impactantes, que criavam suspense sobre o produto ou simplesmente geravam uma necessidade de clique por pura curiosidade estão com os dias contados e eu explico nesse texto os motivos disso.

Você já deve ter escutado sobre como a propaganda pode enganar as pessoas. Na internet, as coisas não andam muito diferentes. São artigos jornalísticos transvestidos de publicidade escondida, manchetes incríveis para chamar a sua atenção a todo custo (mesmo que não seja tão verdade aquele fato) e outras atrocidades que vemos nos anúncios digitais que fazem de tudo para ganhar seu clique.

Os chamados click-baits (conteúdo atrativo que induz o usuário ao clique) que antes eram alvo de estudo e eram referência de um bom texto publicitário para internet, pois geravam mais resultado (CPC, dentre outras métricas), agora estão sendo postos em cheque pelos grandes meios de comunicação, como o Facebook que percebeu esse tipo de estratégia e não gostou nada destes números “forçados”.

Imagem de S. Hermann & F. Richter por Pixabay

As novas políticas dos anúncios estão pegando pesado em textos que criem interações falsas, sem autenticidade. Se você não mostra o produto desde o começo, pode ser barrado. Sua publicidade não será mostrada para mais pessoas como poderia. Ao filtrar e limitar sua divulgação, o Facebook está dizendo que quer mais publicidade focada no produto, mais direta, para gerar conexões mais coerentes com seus clientes. Uma ótima iniciativa, mas que coloca em prova todas as estratégias que até agora as empresas focadas em copy estavam usando. Títulos incríveis para gerar mais interações, mais cliques, mais conversões. Você sabe do que eu estou falando.

A Lei Geral de Proteção de Dados está mudando tudo!

Com essa nova preocupação das grandes empresas de redes sociais, que tem tudo a ver com as mudanças de transparência e uso dos dados pessoais (leia sobre a nova LGPD – Lei Geral de Proteção de Dados), as empresas de comunicação e as agências focadas em performance estão precisando rever suas estratégias. Como criar conexões mais reais, mais autênticas? Como chamar a atenção das pessoas, não pela curiosidade, mas pelos fatos? Como ser sincero numa publicidade como nunca se foi antes?

Eu tenho meus palpites. Como redator, eu gosto de escrever aquilo que acredito. Isso dá mais veracidade ao meu conteúdo. Publicidade que não me convence, dificilmente vai convencer outras pessoas. Então, ao analisar o produto, serviço ou a empresa que estou trabalhando eu tento encontrar fatos indiscutíveis e trago a tona no meu texto publicitário. Ninguém pode discutir sobre isso, são fatos, são verdades. A partir daí, podemos evoluir e as estratégias para conseguir conexões reais com o público vão variar conforme o nível de interesse do público, do momento de compra ou do funil de venda que ele se encontra.

Você deve estar duvidando de mim:
“Ah, Ricardo, até parece que você como publicitário acredita em tudo que escreve. Acredita em cada propaganda que faz.”

Olha, eu sou bem chato quanto a isso e quem trabalha comigo sabe: eu só escrevo o que realmente acredito. Eu tento sempre ser sincero e trazer ao público verdades da marca. Não acredito que a publicidade tradicional, das marcas perfeitas, tenha futuro, então acredito em valores. E as pessoas também têm valores. Então é nisso que me baseio. E tem dado certo!

Não posso dizer que outros redatores façam como eu, acreditam no que escrevem, mas as mudanças do mercado, como as políticas do Facebook, estão forçando uma nova realidade onde a verdade estará cada vez mais a tona e somente irá sobreviver marcas que estão realmente preocupadas em ser elas mesmas. Marcas “sinceronas”.

Sabe como é, ninguém gosta de conversar com um amigo que seja falso. Isso se aplica às marcas hoje em dia. Os tempos são outros, os títulos são outros e os objetivos também.

Como você tem se preparado para tudo isso? Você clica em qualquer anúncio ou pensa antes de clicar em um título atrativo? Esse é o momento de pensar. Seu clique vale muito!

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