Como ligar marcas e consumidores (pessoas)

Propaganda, comunicação e necessidades do consumidor

por Josué Brazil

A propaganda é um fenômeno da era industrial. Mesmo mais recentemente, a propaganda não possuía o caráter motivador que é sua marca registrada atualmente. Era apenas informativa.

Foi a produção em larga escala que gerou um tipo especial de comunicação publicitária. Essa comunicação ultrapassa a informação, chegando a uma área mais sofisticada e complexa, que é a motivação para comprar.

Com a produção em série, centenas de novos produtos chegam constantemente ao mercado. Apresentá-los objetivamente aos consumidores já não basta. É preciso motivar o comprador, despertar seus desejos latentes e levá-lo ao ato da compra.

Podemos afirmar que a sociedade moderna é movida pela propaganda. Quase todos os produtos atuais surgiram de necessidades latentes e não de necessidades expressas. Assim, podemos dizer que a propaganda não cria necessidades: ela desperta as já existentes.

Também é possível afirmar que a propaganda é um encontro de duas vontades: a do anunciante e a do consumidor. Quem liga estas duas vontades gerando um elo entre ambos os pólos é a propaganda. Para gerar este elo, entretanto, é preciso conhecer os dois pólos:

1 – o produto;
2 – o consumidor.

Para trabalhar a comunicação publicitária devemos:

1 – saber o que dizer;
2 – saber a quem dizer;
3 – saber como dizer.

Devemos ter informações completas sobre o assunto (produto ou serviço) de que vamos tratar e conhecer o interlocutor (o mercado consumidor). Assim é possível elaborarmos um código adequado que será decodificado pelo receptor.

É como disse Flavio Ferrari em sua palestra no 27° Fest’up (festival Universitário de Propaganda – evento promovido pelo setor estudantil da APP): devemos descobrir os pontos de contato entre a marca e o consumidor. Estabelecer um território de afinidades entre o valor, o significado e a imagem da marca; e o consumidor, entendendo suas experiências, histórias, ideais e discurso.

Conhecendo a fundo o produto e o consumidor é possível estabelecer o elo que vai ligá-los num intercâmbio permanente e estabelecer um sistema eficaz de comunicação. Esse sistema é conhecido no mundo comercial e industrial como “propaganda”.

Programática no OOH

Clear Channel realiza primeira venda programática de OOH no Brasil

Unilever é a primeira anunciante a apostar na iniciativa

Clear Channel e Unilever concretizam a primeira campanha com venda programática de out of home no Brasil. A anunciante foi a primeira a apostar na compra de inventário dos relógios digitais administrados pela empresa de mídia no Rio de Janeiro, para veiculação de campanha da categoria de sorvetes.

FOTO: FABRIZIA GRANATIERI



Totalmente automatizada, a venda programática permite a compra de dias isolados e circuitos clusterizados, baseados em audiência de modo a aumentar a cobertura no target e reduzir a dispersão. Além disso, a tecnologia flexibiliza o modelo de negócio com a venda do inventário tradicionalmente off-line no mesmo ambiente de mídia digital, facilitando a compra.

“O programático é muito mais do que uma automação de compra. É uma forma de conectar o público com as marcas de maneira eficiente, permitindo que as mensagens sejam entregues no momento adequado e junto à audiência de interesse do anunciante”, afirma Lizandra Freitas, CEO da Clear Channel.

A ação foi desenvolvida pela MullenLowe e Cadreon em parceria com as empresas Clear Channel, Rubicon e MediaMath. Para Lizandra Freitas, essa iniciativa quebra cada vez mais as barreiras entre o on e o off. “Em parceria com grandes empresas, temos desenvolvido ferramentas que ditam cada vez mais esse movimento”, diz.

Anunciantes e agências interessadas na compra programática de mídia OOH podem encontrar a ferramenta na plataforma da Rubicon, empresa que oferece globalmente uma das principais infraestruturas para compra e venda automatizada de mídia.

Desta forma, a Clear Channel comprova, mais uma vez, sua preocupação em acompanhar os avanços tecnológicos para oferecer aos anunciantes novas oportunidades em seu inventário de out of home. “Estamos apenas no começo de uma longa jornada, adaptando as novas possibilidades tecnológicas para um meio tão relevante quanto o OOH”, conclui Lizandra.

Fonte: Lucia Faria Comunicação – Tatiane Oliveira

Saiu a lista dos indicados ao Caboré

Indicados ao Prêmio Caboré 2016 são revelados

37ª edição do evento mais desejado do mercado é dominada por indicados que nunca concorreram

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A lista de indicados ao Prêmio Caboré 2016 comprova o quão dinâmico é o mercado brasileiro de comunicação, marketing e mídia. A disputa pelo troféu mais desejado do setor se dará praticamente entre estreantes. Dos 39 concorrentes, 26 estão competindo pela primeira vez. Sete já foram premiados e outros seis já sentiram o gostinho de receber a gaiola, mas não conquistaram a coruja, mascote da celebração, que agora em 2016 está de visual renovado e ganhou ares de Pokemon Go em campanha criada pela África.

Os concorrentes desta 37ª edição foram selecionados pelos editores do Meio & Mensagem, após ampla consulta ao mercado e análise dos fatos mais recentes envolvendo os segmentos contemplados. Agora é aguardar a votação aberta apenas aos assinantes do Meio & Mensagem (só pode votar quem já era assinante em 19 de setembro, antes da divulgação da lista de indicados), que será realizada entre os dias 31 de outubro e 30 de novembro, em processo auditado pela Pricewaterhouse-Coopers.

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Os ganhadores serão revelados e homenageados em grande festa que acontece dia 5 de dezembro, durante festa do Dia Mundial da Propaganda, no Citibank Hall, em São Paulo. A 37ª edição do Prêmio Caboré tem patrocínio de Globosat, Grupo RBS, Infoglobo e Twitter.

Confira a lista completa dos indicados ao Prêmio Caboré 2016:

EMPRESÁRIO OU DIRIGENTE DA INDÚSTRIA DA COMUNICAÇÃO
Eduardo Simon (DPZ&T)
Kiki Moretti (Grupo InPress)
Marcio Oliveira (Lew’Lara TBWA)

AGÊNCIA DE COMUNICAÇÃO
AlmapBBDO
Publicis
Talent Marcel

PROFISSIONAL DE CRIAÇÃO
Bruno Prósperi (AlmapBBDO)
Guilherme Jahara (Fbiz)
Renato Simões (W+K)

PROFISSIONAL DE ATENDIMENTO
Claudio Kalim (Africa)
Marcio Borges (WMcCann Rio)
Vinicius Reis (CP+B)

PROFISSIONAL DE PLANEJAMENTO
Aloisio Pinto (DAN/Isobar)
Fabiano Coura (R/GA)
Daniel de Tomazo (Ogilvy)

PROFISSIONAL DE MÍDIA
Adriana Fávaro (LDC)
Andrea Hirata (LeoBurnett Tailor Made)
Francisco Rosa (Artplan)

VEÍCULO DE COMUNICAÇÃO – PRODUTOR DE CONTEÚDO
SBT
SporTV
UOL

VEÍCULO DE COMUNICAÇÃO – PLATAFORMA DE MÍDIA
Eletromidia
Instagram
YouTube

PROFISSIONAL DE VEÍCULO
Gilberto Corazza (Turner)
Marcelo Duarte (TV Globo)
Nilson Moyses (Otima)

ANUNCIANTE
Bradesco
Coca-Cola
Vigor

PROFISSIONAL DE MARKETING
José Cirilo (J&J)
Paula Nader (Santander)
Roberto Gnypek (McDonald’s)

SERVIÇO DE MARKETING
Ampfy
Hands
SRCom

PRODUÇÃO
Hungry Man
Paranoid
Satélite Áudio

Fonte: Lucia Faria Comunicação Corporativa – Tatiane Oliveira

Global Data Bank anuncia chegada ao Brasil

Proposta inova na forma com que dados são coletados, protegidos, organizados e ativados

O Global Data Bank (GDB) anuncia o lançamento oficial de sua plataforma de dados que deve agitar o mercado. O GDB oferece abordagem completamente nova e segura de coletar e ativar dados, incrementando os resultados dos anunciantes e reduzindo os custos de dados dramaticamente.Baseado na ideia de que as empresas precisam assumir o controle sobre seus dados e ter a capacidade de combiná-los entre os mundos on e off-line, criando robustas segmentações e alcançando o melhor dos dois mundos, o GDB oferece todo o suporte para as empresas trabalharem seus dados de forma flexível, segura, em tempo real e com as melhores tecnologias disponíveis no mercado.

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GDB chega ao Brasil

O Global Data Bank é de livre entrada e participação, sem nenhum custo inicial e sem imposições contratuais custosas às empresas. Em vez disso, o GDB apenas cobra pequena porcentagem pelo uso de sua plataforma quando os dados são ativados para publicidade. Esta porcentagem vai de um terço a um quinto do que comumente cobra-se por dados de terceiros (empresas provedoras de dados – Data Providers). Isso cria um processo exponencialmente mais eficiente, com melhores opções de dados e permitindo maior fluxo dos recursos destinados à veiculação e ativação da mídia para o cliente, traduzindo-se em melhores resultados.

O GDB é uma empresa norte-americana que já nasce com operação no Brasil. Seus criadores e investidores são os veteranos de longa data em publicidade digital, John deTar e Guilherme Soter, em conjunto com a SIGNAL, sócia estratégica no mercado norte americano e que proverá tecnologia e distribuição. O GDB vem operando de forma Beta no Brasil há mais de seis meses, trabalhando com um grande portal, uma DSP local, com a multinacional AOL, a já consolidada ROIx e diversas agências e clientes diretos.

“Cada anunciante/agência/DSP tem sua própria conta no banco.E de forma segura eles podem depositar dados de diversas fontes, seja elas on ou off-line. Após isso, os anunciantes, que agem como “correntistas” desse banco, podem construir seus próprios clusters, segmentos e ativá-los em tempo real, programaticamente. Isso pode acontecer por meio de qualquer DSP no Brasil, como a AOL, Yahoo (YAM+), MediaMath, RocketFuel e Google”, diz John deTar.

“Tipicamente as empresas pagam entre 15% e 30% de todo o seu investimento no uso de dados de terceiros (thirdparty data) ao ativar uma campanha de mídia programática, e acabam se esquecendo de que o dado mais valioso é o seu próprio dado coletado e tratado (o firstparty data). Com o GDB, osclientes pagam apenas 5% pelousoda plataforma, e isso ocorre apenas quando os seus dados são ativados. Não cobramos nada adicionalmente pelos serviços de integração, coleta, organização nem tampouco pelo onboarding dos dados”, complementa Guilherme Soter. “A ideia é facilitar a vida dos anunciantes e agências, fazendo com que eles não tenham que pensar em construir sua própria Data Management Platform (DMP) ou que paguem por esse serviço sem ativação de mídia”. Dessa forma, todos podem se beneficiar da economia de escala que o GDB oferece com total segurança e privacidade total de seus dados assegurada por contrato.

“Nós não vendemos, compartilhamos ou alugamos dados. Apenas oferecemos a plataforma e as ferramentas essenciais para tornar o uso de dados eficiente para o cliente”, acrescenta Soter.

No mês de outubro de 2015, o GDB coletou mais de 11 bilhões de impressões de seus parceiros beta no Brasil, e já tem acesso a dados off-line de mais de 147 milhões de pessoas. Os resultados que os parceiros beta vêm alcançando têm sido expressivos. Em média, participantes têm atingido resultados 3,2 vezes superiores e custos de três a cinco vezes menores do que quando utilizam provedores de dados de terceiros.

Isto se traduz em um retorno 10,2 vezes maior quando uma companhia faz uso do GDB.“Estes resultados não nos surpreendem”, afirma deTar. “É o que se espera quando você reduz os custos e se concentra primariamente no uso de dados próprios ao invés de dados de terceiros, que você não sabe de onde estão vindo”.

Comercialmente, o GDB está sendo liderado por Marcelo Pincherle, vindo da Serasa Experian para assumir esta função, e que traz sólido conhecimento de ambos os mercados online e off-line de dados. Como parte da parceria tecnológica, Marcelo Nogueira, da SIGNAL, passa também a fazer parte do time comercial baseado em São Paulo.

Fonte: Lucia Faria Comunicação Corporativa – Cláudio Garcia

Coluna “Discutindo a relação…”

Não há motivo para fazer igual

Josué coluna correto

Por uma série de motivos diferentes, nas últimas semanas, tive a oportunidade de conversar pessoalmente com alguns proprietários de agências de propaganda (?). As conversas foram ótimas e bastante produtivas. Adoro falar sobre o negócio da propaganda (?) como um todo, principalmente com lideranças inteligentes.

Ouvi coisas interessantíssimas nestas conversas. principalmente em relação ao modo de atuar de algumas empresas. Ouvi muito da busca de um novo modelo de atuação para as empresas que lidam com comunicação e todos os seus (muitos) desdobramentos e novas possibilidades.

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Ouvi destas empresas com quem conversei novidades quanto ao modo de lidar com clientes, indo muito além da propaganda – por isso as interrogações entre parenteses no primeiro parágrafo – e do mero fornecimento de peças de comunicação. Ouvi que eles buscam novos tipos de clientes, novas maneiras de se remunerar e novas maneiras – o mais importante, creio – de serem percebidos e entendidos pelos clientes.

Sim, ouvi coisas animadoras. Trabalhar por projetos e não por fee, cobrar como consultoria, assessorar na gestão das empresas clientes, praticamente banir a remuneração por comissionamento e o modelo cristalizado muitas vezes imposto pela mídia tradicional. Trabalhar com equipes pequenas e com muitos trabalhos feitos por gente criativa de diferentes áreas e atuando independentes da agência, trabalhar com co-criação.

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Aliás, com todo respeito que eles merecem e devem ter, ouvi críticas (coma as quais concordo) sobre o modo de atuação das áreas comerciais das mídias de massa. Uma das principais é a de que eles não querem que nada mude no que se refere à relação cliente-agência-veículo, mas sem levar em conta que quem realmente mudou foram as pessoas e o modo como elas consomem comunicação e informação e, por consequência, marcas, produtos e serviços. Então não dá pra ficar no velho modelão. E muitas (agências) reclamam de uma pressão exagerada e desnecessária de alguns veículos sobre elas.

Deu para perceber que uma nova leva de agências de propaganda/comunicação, ou seja lá qual for o nome que possamos lhes dar, não vê mais no tradicional modelo de atuação o grande sonho a ser perseguido. Muitos recusam o modelo das grandes agências tradicionais. E buscam novos. E implantam novos.

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Cannes terminou recentemente e trouxe, mais uma vez, muitos questionamentos sobre a atuação da indústria de propaganda. Há muitos modelos de negócios fora do tradicional, do modelão. Em uma entrevista recente da ProXXIma com Nick Law, o lider criativo global da R/GA – uma das agências internacionais mais fora da curva que conheço – afirmou: “Sempre haverá espaço para certo tipo de propaganda, mas isso vai encolher. Em último caso, alguns formatos deixarão de existir. Aliás, é possível que nós, como indústria, encolhamos ao fazer essa transição.”

Tal afirmação parece assustadora, principalmente para nós brasileiros em função da crise econômica, mas ao mesmo tempo dá claros sinais de que as coisas já estão diferentes. E devem estar mesmo. E precisam ser encaradas com novas abordagens.

O questionamento que deve prevalecer agora não é o de por que fazer diferente, mas sim se há motivos suficientes para continuar fazendo o igual, continuar repetindo o modelão.

Pensemos, pois!

Campanha para arrecadar brinquedos

Clínica Corpore lança campanha para o Dia das Crianças
A ação será realizada em parceria com a Cia da Alegria e irá arrecadar brinquedos que serão doados para crianças hospitalizadas

“Maratona do Riso”. Uma ação promovida pela Clínica Corpore de São José dos Campos para o Dia das Crianças em parceria com a Cia da Alegria, um grupo de Clown da cidade que prontamente aceitou a proposta da Clínica para essa “corrida” em prol do sorriso.

Com o slogan “Doe Brinquedos. Arrecade Sorrisos”, o projeto começa hoje e segue até o dia 11 de outubro. No período, todas as pessoas poderão ir até a Corpore para doar um brinquedo.

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Por se tratar de uma Clínica de Saúde e Bem-Estar, a escolha da Instituição para a doação não foi difícil. Todos os brinquedos arrecadados serão entregues para as crianças que estiverem passando por algum tratamento no dia 13 de outubro no Hospital Municipal da cidade.

“A proposta de fazer a entrega junto com a Cia da Alegria é tornar esse dia ainda mais especial para essas crianças que estão passando por problemas de saúde e acabam ficando tristes e abatidas nessa situação. Receber o brinquedo das mãos dos mestres do sorriso, com certeza, fará toda a diferença nesse dia”, comenta Michel Millen, Diretor da Clínica Corpore de São José dos Campos.

“Muitos reclamam que não têm tempo pra nada e, quando falamos em doar, aí o tempo parece ficar ainda mais escasso. Eu digo que levamos alegria, mas recebemos, de volta, o dobro. Levar a felicidade para o leito do hospital e ver o sorriso estampado no rosto daquelas crianças não tem preço”, afirma o Pastor Eberton Marcio, o Dr. Rapadura da Cia da Alegria.

Serviço
Data: até 11 de outubro
Horário de funcionamento: de segunda à sexta das 7h às 21h e sábados das 8h às 12h
Endereço: av. Barão do Rio Branco, 540, Jd. Esplanada – São José dos Campos/SP

 

Discutindo a relação…

Por de pé

ENIC 51

Artigo de Josué Brazil

Há um sentimento muito claro no ar do mundo da propaganda regional e, ao que tudo indica, nacional. Está ficando tão forte que parece que podemos tocar. É o sentimento de que algo (ou tudo) precisa ser mudado. Que algo precisa ser feito para que a atividade publicitária volte a ter o valor que teve há pouco tempo. Parecido com a discussão que vemos em toda a mídia agora sobre nosso futebol. Será que estamos também tomando goleada na semifinal???

Dia desses li uma coluna e até separei um trecho para postar na fanpage deste blog. O que o trecho do artigo dizia é que não basta ter uma boa ideia. Que a tal da Big Idea por si só não resolve. É preciso executá-la. Fazer com que ela aconteça, fique em pé. Já tinha ouvido algo semelhante em uma palestra do Fernando Musa, da Ogilvy Brasil.

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Fernando Musa, da Ogilvy Brasil

Estou escrevendo isso porque acredito que temos de passar da discussão, do diz que me diz, das ideias soltas e isoladas para a ação.  O que o mercado publicitário como um todo – veículos, fornecedores e principalmente agências de comunicação – precisa é de um planejamento comum e um detalhado plano de ação para sair da inércia e começar a agir principalmente sobre um dos elos fundamentais do processo publicitário: o anunciante.

Modelos publicitários estão sendo revistos no mundo todo e já há alguns cases brasileiros. O cenário de comunicação mudou absurdamente nas últimas duas décadas. O consumidor brasileiro é outro. O Vale do Paraíba mudou. A tecnologia não para de mudar. Por que um setor que vive de criatividade, inovação e de gerar valor através da difrenciação é tão resistente a discutir sua própria necessidade de mudar?

Temos que estabelecer estratégias e práticas comuns ao mercado para que a atividade publicitária volte a ganhar valor. Para tanto, um dos passos fundamentais é parar de mentir para si mesmo. É fazer o contrário do que fez a comissão técnica (ex, já que foi demitida ontem) da seleção brasileira pós fracasso na copa e admitir que há erros e desvios. Alguns graves. Não dá mais para ficar dizendo que está tudo ótimo e que está faturando horrores e tem clientes lindos.

Admito que há agências, veículos e fornecedores que estão muito bem, obrigado.Mas é nesta hora, em que está tudo bem, que devemos pensar em tornar o mercado maior e melhor para todos. Publicitários aos montes criticaram a desorganização tática e a falta de plano de jogo da seleção nacional de futebol através das mídias sociais ou em papos nos botecos da vida. Alguns criticaram o individualismo de alguns atletas. Mas o mercado publicitário regional atualmente parece seguir a tática do “cada um corra por seu lado que, se der, nos encontramos no vestiário”.

Não temos uma associação, por enquanto. Então por que não estabelecer alguns GTs que se encarreguem de pensar e executar ações voltadas para o fortalecimento do mercado? Por que não agendar um fórum regional e estabelecer algumas pautas para discussão? Essas são só duas sugestões. Precisamos de mais, muito mais. Prontifico-me a participar e colaborar, dedicando o tempo livre que me sobra.

O post com a entrevista do Jair Rodrigues, diretor de arte da Regional Marketing, publicado aqui há alguns dias causou as mais diversas e extremadas reações do mercado. Por que não aproveitar essas acaloradas discussões para por alguma ideia em pé em favor do mercado?

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Jair Rodrigues, último entrevistado do Publicitando.

Caso você pense diferente e ache que nada precisa ser feito, das duas uma: ou você está mesmo muito bem, obrigado, ou mente muito bem para você mesmo.

Vamos passar para a ação planejada ou vamos continuar choramingando pelos cantos que é para ninguém ver???