Coluna Propaganda&Arte

A criatividade morreu na Propaganda? Pode ser que sim.

Em tempos de evoluções tecnológicas e comunicações instantâneas, o trabalho do designer ou publicitário caricato parece não mais fazer sentido. Mas será que a criatividade não tem mais espaço nesse novo mundo digital onde tudo já é pré-definido e cada vez mais automático?

Para entender alguma palavra ou a relação entre elas é sempre bom buscar seu real significado. Isso clareia o raciocínio. Vejamos. Propaganda é: divulgação de uma ideia, crença, religião”.

Dentre outras definições específicas, podemos entender que a Propaganda de ontem, a de hoje e, arrisco dizer, a de amanhã vai ser sobre divulgações de ideias. Não importa como: vídeos, fotos, impressos, aplicativos, tendências, crenças, marcas etc.

Já a palavra arte, que está intimamente ligada à criatividade, significa, dentre outras coisas: “uso dessa habilidade nos diversos campos do pensamento e do conhecimento humano”.

Dessa forma, complementamos a definição de criatividade, para encontrarmos o ponto em comum destes itens: “inteligência e talento, natos ou adquiridos, para criar, inventar”.

Então, vemos que a arte é apenas uma das resultantes de alguém que possui criatividade. Assim, é um ponto a ser considerado, pois entendemos então que, pelo menos do ponto de vista lógico, é possível ser criativo em qualquer área do conhecimento humano. Até na hora de escolher qual exercício físico fazer ou como preparar seu almoço ou até na hora de levar o cachorro para passear, alternando caminhos e inovando.

E quando este conhecimento humano trata da comunicação?

Então, entramos no campo da propaganda, que pode ser de qualquer cunho, político, comercial, religioso, social etc., mas respeita algumas regras atuais, ainda mais neste novo cenário digital.

É preciso ter claro o público que iremos falar, hoje conseguimos segmentações espetaculares nas mídias sociais, sabendo direcionar nossas campanhas para uma pessoa que torce para o time X, que gosta de comer Y, e curte a marca de roupa Z. Tudo fica mais fácil e, às vezes, nem precisamos ser muito criativos nessa comunicação. Certo? Talvez.

Hoje encontramos programas que enviam e-mails, criam layouts, fazem vídeos, criam imagens personalizadas, fazem logotipos com base nas suas indicações e até fazem todo o planejamento e monitoramento de mídia, com base em inteligências artificiais dos programas, tudo visando uma otimização de tempo, dinheiro e resultados. Mas sempre existe um risco.

Então, você quer dizer que não podemos aproveitar a (da) tecnologia?

Não sou do tipo contra os avanços tecnológicos, mas acho que alguns sinais precisam ser considerados antes de abraçar uma nova ferramenta ou facilidades on-line que prometem fazer todo o seu trabalho de publicitário, por exemplo, selecionar suas paletas de cores, as melhores palavras-chave, as fotos e trilhas sonoras que são ideais para despertar aquele sentimento no público. Isso precisa ser um complemento do conhecimento seu, não uma bengala criativa.

Ainda penso que temos que aprender sim, sobre tecnologia, mergulhar nesse mundo, mas não se afogar. A ciência humana não é exata, por isso, o ser humano precisa ser sempre o foco. Tanto na hora de criar novas peças publicitárias, como na hora de planejar novas campanhas, ainda mais as que forem focadas em valores.

Máquinas ainda não selecionam os melhores valores para a sua marca. Ainda.

Como esta nova geração se preocupa ainda mais com valores das marcas que compram, é preciso entender que uma má escolha vai prejudicar qualquer campanha. Definido isso: tendo um planejamento transparente e uma comunicação bem alinhada com seu cliente, as propagandas só vão acompanhar aquele universo lógico. Daí podemos ser criativos. Não necessariamente na arte, mas talvez na forma, no jeito de falar, no ambiente em que aparecemos, na voz, no momento que a marca ganha destaque dentro da vida do público ou até na forma de se posicionar como marca.

A criatividade precisa existir em algum lugar. Mesmo que não seja na arte.

Se você não sabe os valores da empresa, não entende os quereres do público, não conhece as ferramentas, os prazos, a verba e as possibilidades, você não vai conseguir articular as ideias para ser criativo. Vai ficar lá no passado, achando que a arte precisa ser surrealista, minimalista, impactante ou animada, para fazer sucesso. Vai achar que ter uma marca conhecida já vai bastar. Que as pessoas falarem de você já vai ser suficiente. Vai ficar no campo superficial da antiga criatividade que já morreu. Faz tempo. E renasceu como várias outras formas de se inovar. Será que você está trabalhando com um cadáver e não sabia? Acho que já passou da hora de repensar a criatividade na sua empresa, sua agência ou até na sua vida. Vamos mudar o trajeto de volta do trabalho, só para começar?

Coluna Branding: a alma da marca

A arte sempre encontra uma maneira

Muito se fala sobre uma revolução digital que mudará o jeito como nos relacionamos com o mundo. O futuro com a internet das coisas parece reservar a todos uma conexão virtual que identifica nossos passos e controla cada vez mais aceleração do comprar e vender. A big data conhecerá tão bem as individualidades que o tropeçar em anúncio será substituído pelo tropeçar no consumo e promoverá a formação dos desejos latentes através dos seus clicks em redes sociais e inteligência artificial transformará toda essa prática de venda em autônoma, quase que deixando para escanteio a necessidade da relação humanizada, podendo ser substituída pela relação racionalizada.

No entanto, o que não parece estar presente nesta equação e que pode mudar muito o que as previsões desse futuro almejam é o fator da angústia juvenil e sua natural rebeldia criativa.

Está energia psíquica que naturalmente movimenta as gerações e muda o modo de pensar, pode exigir um modo diferente de lidar com os valores que atribuímos às coisas e desvalorizar em muito está automação do meio de viver.

Sinto que as expressões artísticas da juventude já deixam claro essa resignação, ou melhor a ressignificação, e esta não se parece em nada com a grande expectativa que o mercado ostenta para este futuro tecnológico.

Tenho reparado no caminho que os criativos das agências de propaganda têm tomado para fugir deste mundo que os incomoda e os aprisiona. Muitos deles deixaram o mundo de glória das agências para viver seus pequenos sonhos artísticos, que graças a internet ganharam fãs e patrocinadores. São canais de ensino, produtos manuais e arte pela arte.

Imagem: Pixabay

A solução que parte deles encontrou é a volta para as “artes e ofícios” agora conectada pela grande rede e patrocinada por nichos de prestigiadores do mundo analógico.

Algo tão revolucionário quanto o pensamento de William Morris que peitou a revolução industrial mantendo sua arte por manufatura, com um design que sobreviveu aos séculos.

Criativos encontram formas de viver através da sua arte e encontram ressonância na internet, porque há um grande público que já despertou desta Matrix em que ela nem ao menos tenha chegado.

É fato que a grande massa será levada por essa enxurrada digital, mas se o meu empirismo estiver certo ainda haverá romantismo em meio a tanta racionalidade, é que como diz o filme Jurassic Park: “a vida sempre encontra uma maneira.”

Coluna Propaganda&Arte

O que o filme do Queen nos diz sobre o futuro do cinema?

Se você é fã do Queen, nem preciso dizer que o filme Bohemian rhapsody é obrigatório no currículo. Mas se você é apenas um curioso dessa que foi uma das grandes bandas de rock de todos os tempos, fica aqui o convite para conhecer ainda nos cinemas, pois vai fazer toda a diferença.

Tudo começou há alguns séculos atrás, quando as óperas tomavam o gosto popular. O ponto alto desta arte era a emoção, por isso traziam letras dramáticas, melodias emotivas ao extremo e uma alternância entre o trágico e o cômico, característica em muitas obras.

O tempo passou e o violino deu espaço para a guitarra elétrica, com ela, naturalmente, veio o rock and roll. Isso mesmo, essa imagem que você fez na cabeça de um guitarrista estiloso arrasando num solo marcante de guitarra, chamando toda a atenção nos palcos é o produto final que até hoje é vendido e faz sucesso…

E o que isso tem a ver com o Queen?

Sem estes dois elementos históricos, não teríamos conhecido a música: Bohemian rhapsody, que dá nome ao filme. Isso porque ela é uma mistura de estilos. São complexos arranjos de vozes, em referência clara às óperas, inclusive nas letras trágicas, mesclados com a pegada mais rock possível para o período em que foi criada (aquele hit para balançar a cabeça e jogar os cabelos pro alto, literalmente).

Mas, e ai? Vale a pena ver o filme nos cinemas?

Tirando toda a emoção de quem já conhece a história da banda e todo o drama real vivido por Freddie, o vocalista, este filme é marcante, pois mostra que nos cinemas (e talvez somente nos cinemas), podemos ter uma experiência de show, mais próxima do que seria na vida real. Afinal, o Queen era um grupo que pensava no espetáculo e , um vocalista de performance (voz única, afinada e forte, ele nasceu pra isso).

Mas eu nem gosto do Queen, além do mais eu ouvi críticas negativas do filme…

Beleza, você pode criticar que o filme não é fiel a muitos dados cronológicos, mas ele nem se coloca com esse objetivo. Se você for com a expectativa de ver um documentário, esqueça. Esse filme é aquele tipo de filme que todo mundo queria fazer, que tinha potencial, e que ao meu ver, cumpriu bem o seu papel. Souberam focar muito mais na vida artística do Mercury do que na pessoal e só isso já merece aplausos.

Agora, você pode estar pensando “Isto é a vida real? Isto é apenas fantasia?”, como diria o início da música. Bom, no final, você acaba aceitando a liberdade poética dos roteiristas e entende que a banda surgiu para emocionar as pessoas, assim como o filme foi criado. Baseado em fatos, ele conta uma história ficcional em partes, mas leva sentimentos mais do que reais para o público. Só por isso, já vale o ingresso.

Viva o rock, viva o cinema!

É muito bom ver o lado humano de estrelas como Freddie Mercury e perceber que apesar de artistas incríveis e insubstituíveis, eles são humanos e estamos todos juntos nesse mesma Bohemian rhapsody que é a vida.

Se o cinema continuar a aproveitar seu ambiente de som e imagem, apresentando verdadeiros espetáculos, ainda tem muito futuro pela frente e não tem Netflix ou telas menores que substituam.

Sabe… Eu não pude ver um show do Queen ao vivo, mas posso dizer que vi o filme no cinema em uma sala XD e, para mim, isso já foi histórico.

Shopping recebe o “Total Design Art”

Exposição de peças feitas a partir de sucata chega ao Via Vale Garden Shopping

Obras de arte foram feitas por um grupo de artistas de Taubaté e mostram como a criatividade pode reaproveitar materiais descartados em depósitos de sucata da cidade

O olhar apurado precisa ir além das aparências. Para encontrar a peça perfeita, a sensibilidade nasce espontaneamente e revela a alma do artista. Garimpada feito um cobiçado tesouro, a sucata mostra sua riqueza bruta, pronta para ser lapidada por talentosas mãos.

O empresário Sidnei Santos reuniu os melhores profissionais das áreas de design, ferramentaria, arquitetura e artes plásticas do Brasil e criou um projeto em Taubaté que reaproveita materiais descartados em depósitos de sucata e transforma em móveis e peças de design funcionais e decorativas.

O resultado final das obras impressiona pelo cuidadoso e requintado acabamento. “Quando estamos diante daquele amontoado de resíduos, que levaria séculos para se decompor na natureza, temos ali o nosso primeiro desafio: encontrar uma nova funcionalidade para aquelas peças consideradas lixo. Por isso, a criatividade é a nossa matéria-prima nesse fascinante processo de transformação. Provamos que a sucata só precisa de uma nova oportunidade para renascer em uma nova forma, uma arte exclusiva”, diz Sidnei.

O projeto, batizado de “Total Design Art”, nasceu em fevereiro deste ano. Inicialmente, a ideia era criar uma oficina para customizar motos, mas logo os rumos dessa parceria mudaram e o grupo decidiu partir para uma proposta sustentável relacionada a itens de decoração e mobiliários. O Sidnei divide o ateliê, que fica na estrada do Barreiro, com outras quatro feras da área: André Maeda, designer e especialista em pinturas especiais, Vagner Cunha, designer e ferramenteiro, Ralf Santos, arquiteto e técnico em eletrônica, e Paulo Saloni, artista plástico e especialista na utilização de bambu e madeira em peças decorativas e funcionais. “O que fazemos é criar uma nova funcionalidade para aquilo que foi descartado e permitir que a tendência da sustentabilidade envolva e inspire a nossa arte, diminuindo a quantidade de resíduos no meio ambiente”, explica o idealizador do projeto.

Entre as raridades encontradas pela equipe do Sidnei, seis poltronas de um cinema da década de 50, completamente desfiguradas pelo tempo, foram recuperadas e ficaram novinhas em folha, prontas para a estreia de um filme nas telonas outra vez. Elas e outras peças feitas pelo grupo vão estar em exposição no Via Vale Garden, Shopping em curta temporada nos dias 18 e 19 de agosto, das 11h às 22h. No sábado, 18, o visitante ainda pode participar de palestras com a arquiteta especialista em Feng Shui, Raíza Pastorell, e com a engenheira florestal Jéssika Luane que fala sobre sustentabilidade corporativa e economia circular.

No domingo, a conversa é com o artista plástico e mestre bambuzeiro Paulo Saloni que fala sobre as tecnologias associadas ao bambu. “O nosso trabalho mostra como a arte pode contribuir com a natureza. Devolvemos para a casa das pessoas aquilo que um dia elas descartaram. Com criatividade tudo pode ser transformado, inclusive a consciência”, diz Sidnei.

Para a gerente de marketing do Garden, Bruna Marcon, o projeto vai ao encontro de uma das missões do shopping, a sustentabilidade. “Abrir as portas do Via Vale para esses profissionais com um trabalho admirável como o deles é apoiar uma iniciativa onde natureza e arte se completam. O resultado das peças feitas por esses artistas com certeza vai impressionar”, finaliza.

Fonte: Assessoria de Imprensa Via Vale

Coluna Propaganda&Arte

O que Dolly, Chaves e guarda-chuva de chocolate têm em comum?

Além do famoso Dollynho, do programa do Chaves e daqueles chocolatinhos em formato de guarda-chuva, o seriado La Casa de Papel, faz parte de um seleto grupo de coisas ruins que adoramos.

Quando falo que algo é ruim, não estou entrando no mérito de uma avaliação artística, no caso dos programas de TV, ou uma análise de qualidade técnica, no caso dos alimentos. Por isso, para que nosso texto seja produtivo e minha linha de raciocínio fique clara, vamos considerar as seguintes questões:

1- O que significa dizer que algo é “ruim”?
Não estamos pensando nos campos morais ou éticos, de algo bom e ruim. E sim, de algo simples, com poucos elementos em sua composição, barato, com baixos investimentos e, por esse motivo, de baixo valor final.

Esse conceito explicaria as propagandas e os comerciais de baixo custo do refrigerante Dolly, assim como sua mascote que até meme virou, tamanha proximidade esse personagem tem com o público brasileiro.

Já os guarda-chuvas de chocolate, docinhos de décadas atrás, assim como as moedinhas de chocolate e os polêmicos cigarrinhos, oferecem um chocolate comum e barato, com um gosto característico, se diferenciando pelo formato. O resultado é um sucesso gigante com o grande público que consome o que é barato ou se afeiçoa por algum ponto desse produto.

2- Tudo o que é ruim é simples? E tudo que é simples é ruim?
Esse outro conceito precisa ser quebrado. O artista Romero Britto é bastante criticado por apresentar um estilo bastante colorido, simples e até infantil. Ele fez sucesso assim e agradou pessoas de todas as classes sociais. Esse é um feito que precisa ser reconhecido.

Outros artistas também usaram a simplicidade para expressar sua arte e, no meio artístico, são consagrados e colocados no hall da arte moderna. É o caso do movimento Minimalista que surgiu na década de 60 em New York e até hoje faz muito sucesso.

3- Eu preciso ter vergonha de gostar de algo “ruim”?
Claro que não. Cada um tem um tipo de gosto e cada pessoa aprecia um tipo de complexidade da arte ou produto. Seja de um seriado, como La Casa de Papel, que apresenta um roteiro forçado em algumas cenas e personagens estereotipados, mas agrada pelo conjunto da obra e o carisma de certos personagens. Ou então, o seriado mexicano Chespirito (Chaves e Chapolin) que conta com poucos atores, cenários baratos e personagens planos para conseguir cativar o público e gerar empatia de seus telespectadores.

É interessante, porém, saber que existem sempre produtos de melhor qualidade, seja um tipo de bebida, um chocolate, filmes ou séries, que demandaram mais tempo, investimento e raciocínio de seus criadores para conseguir chegar ao seu produto final. Isso também precisa ser valorizado.

4- E se eu não ligar para essas coisas de ruim ou bom?
Eu coloquei essa questão aqui, pois sei que cada um tem o direito de considerar ruim ou bom algo que viu, consumiu ou gosta. A análise aqui é mais no mérito de entender os motivos que levam algo de baixo investimento a fazer tanto sucesso. E o ponto que eu acredito responder à pergunta é a SIMPLICIDADE, que gera uma unidade mais palpável e comunica com mais pessoas.

Uma propaganda ruim, uma mascote comum, um programa de baixo investimento, um alimento extremamente barato e com sabor exagerado. Todos estes são caminhos que indústrias e profissionais escolheram para trilhar e, pelo jeito, sempre vai existir mercado para esse tipo de produto. Ruim ou não, o importante é que a gente consome, adora e não esquece. No final, é disso que trata a propaganda, não é?

Evento que reúne arquitetura e design chega a 11ª edição

BOOMSPDESIGN 2018: traz grandes nomes da arquitetura, arte e design para São Paulo

O BOOMSPDESIGN, Fórum internacional de arquitetura, design e arte, segue para a sua 11ª edição com data já marcada: dias 27, 28 e 29 de agosto, no Lounge da Bienal, no Parque do Ibirapuera, São Paulo. O evento, idealizado pelo Beto Cocenza, tem como premissa discutir, atualizar, explorar, pensar e repensar o design.

Um dos pontos altos do evento, seu idealizador, Beto Cocenza, anuncia o Designer do Ano homenageado em 2018: o atelier oï. Fundado em 1991 em La Neuveville, na Suíça, por Aurel Aebi, Armand Louis e Patrick Reymond, o atelier oï nasceu com a intuitiva e emocional afinidade de moldar materiais diferentes. Os profissionais apresentam como lema do atelier oï a transdisciplinaridade, o espírito de equipe e o relacionamento íntimo com os materiais.

Em sua programação, o BOOMSPDESIGN conta com palestras de renomados profissionais do cenário mundial. Como o espanhol Nino Bauti, designer e consultor criativo que já contribuiu com marcas como Giorgio Armani, Alexander McQueen e Givenchy. Outro nome de peso é arquiteto, designer e artista conceitual Luis Pons, o venezuelano radicado em Miami, que ficou conhecido pelos projetos de hotéis, residências e comerciais, também apresenta coleções de móveis e objetos.

atelier oï nomeado como Designer do Ano

A edição 2018 também divulga os primeiros nomes que estarão na Exposição Design 2×2: os profissionais do Studio Alfaia e os arquitetos Enzo Sobocinski e Eloísa Piardi. Junto com renomadas referências no Brasil, o grupo apresentará suas peças de design autoral.

As inscrições para participar gratuitamente do BOOMSPDESIGN já estão disponíveis por meio do site: www.boomspdesign.com.br/cadastrese

Sobre o BOOMSPDESIGN

Idealizado por Beto Cocenza, desde 2007, o BOOMSPDESIGN faz parte do calendário de design e arte de São Paulo e chega à 11ª edição com o propósito de discutir, atualizar, explorar, pensar e repensar o design em sua melhor forma.

Serviço BOOMSPDESIGN:

Data: 27, 28 e 29 de agosto de 2018

Local: Lounge Bienal, no Parque Ibirapuera – São Paulo (SP)

Inscrições: www.boomspdesign.com.br/cadastrese/

Fonte: dc33 Comunicação – Camila Santos

Coluna Propaganda&Arte

A arte da Inteligência Artificial chegou para ficar. E você?

A cada nova ferramenta, sejam bots para chat, programas de IA que facilitam a vida dos designers, até alguns robôs artistas, vemos que o ser humano está ficando para trás. Você está se preparando para isso?

Nos últimos meses, estou sendo bombardeado de máquinas e robôs. São bots que respondem as minhas perguntas em sites, são novas experiências do Google ou da Sony, que estão criando verdadeiros robôs artistas. E no meio de tanta novidade, estou pensando comigo: estamos nos preparando para esse futuro com máquinas artistas?

Vejamos o experimento da Sony, que criou um programa que reconhece padrões musicais e compõe as suas próprias melodias (https://super.abril.com.br/tecnologia/ouca-as-duas-primeiras-musicas-criadas-por-inteligencia-artificial/). Ou então, o projeto da Google que já alimentou o nosso amigo robô com obras de grandes pintores e agora a máquina reconhece o estilo e reproduz com fidelidade pouco vista em humanos (http://www.b9.com.br/89559/artista-alemao-cria-inteligencia-artificial-que-pinta-como-pintores-do-seculo-xix/).

Se você gostou do que viu e ouviu, estamos caminhando para um mundo artístico bastante confuso. Onde pouco irá importar se aquele artista existe ou não (em carne e osso).

IA é assim: você ensina padrões, ela aprende e reproduz. Tudo sai perfeito? Ainda não, as criações precisam de um “empurrão” humano, mas a tendência é essa dependência acabar. E aí teremos robôs superinteligentes interagindo mais do que nunca com a gente. E competindo.

Você está estudando, se aperfeiçoando para o mercado de trabalho? Se as coisas já andam bem competitiva entre humanos, imagine quando entrar de vez no mercado de trabalho inteligências autônomas. Elas irão fazer o seu trabalho, artístico ou não, com maestria invejável e não teremos nada o que fazer, a não ser, compreendê-las e evoluir com elas.

Se você não tem um amigo robô ainda, acho melhor rever sua network e rede de amizades. O grande lance aqui é viver grandes experiências, revelações artísticas. Se do outro lado é uma pessoa física ou um programa, não importa. Não importará no futuro. Se tudo é arte, quem somos nós para dizer que isso não é? Qual será o futuro da Inteligência Artificial? Com certeza, se tornarão mais inteligentes e menos artificiais.

Coluna Propaganda&Arte

Pense com Rodin, o futuro da escultura está ameaçado?

Todos nós já tivemos alguma experiência com a 4ª arte: a escultura. Com tantos avanços das impressoras 3D, será que o trabalho de escultor está ameaçado?

Você pode não ser um expert na história da escultura (também não sou), mas com certeza você já viu “O pensador” de Auguste Rodin, uma escultura em bronze de 1904 que se encontra hoje na França, e continua lá, pensando nas questões interiores e talvez no seu futuro.

O Pensador – Rodin

Quando criança, fomos introduzidos ao mundo dos volumes através de brinquedos e massas de modelar. Uma brincadeira que pode um dia até se tornar trabalho, quem sabe desenvolvendo personagens fantásticos para o próximo filme de Guilhermo Del Toro, já imaginou?

A notícia de que impressoras avançadas estão construindo as mais diversas ferramentas, sapatos, próteses e até casas, demonstra que o trabalho do escultor está passando por uma grande mudança. Por um lado, essa tecnologia pode trazer facilidades, por outro irá democratizar a criação de peças em três dimensões, desvalorizando-as.

Será que todo o processo criativo de selecionar um material, seja bronze, mármore, madeira ou argila, até a concepção do objeto, da cena e todo o know-how artístico irá ser substituída por programas? Se isso acontecer, irá revolucionar não só o mundo da arte, mas do mercado como um todo. Se hoje podemos “imprimir” uma casa em 24 horas, o que dizer das obras de arte?

Quem sabe em um futuro muito mais próximo do que você imagina, poderemos selecionar uma obra-prima, como essa de Rodin, e mandar imprimir em casa para decorar a sua sala. Ou então, mandar imprimir a casa toda, já com os móveis e a decoração 100% pronta.

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Qual a relevância dos filmes do Oscar para as futuras gerações?

Quando se fala em filmes logo se pensa em ficar em casa tranquilo em um momento de puro entretenimento, mas para muitas pessoas fazer a sétima arte exige muito trabalho, estudo e sacrifícios. Ainda mais se você sonha em ganhar um Oscar.

Eu gosto muito de ver filmes, tanto para aproveitar um fim de semana preguiçoso, quanto para analisar as fotografias, os roteiros, os efeitos especiais e sonoros que fazem toda a diferença no produto final. Não quero entrar no mérito se os filmes ganhadores do Oscar são bons ou não, se o sistema de votação é justo ou não. Até porque esse é um elemento de arte, e arte é técnica, é subjetiva, é momento de vida e é História. Isso mesmo.

Eu sempre questionei esses filmes que se aproveitam de discussões do momento para mostrar situações nas telonas. Atualmente vemos muitos indicados falando de diversidade, sexualidade, preconceito, dentre outros assuntos polêmicos. Confesso que sempre achei forçada essa linha da Academia querer premiar os filmes que representam um momento da sociedade, um assunto relevante para aquele ano, pois para mim arte é atemporal e deveria premiar o que é bom e ponto final. E quando eu achava que nada me faria mudar de ideia, tcham! Um ponto de virada.

Depois de analisar filmes vencedores do Oscar dos anos 70 para cá, percebi a importância dessas premiações. Além de valorizar a parte técnica que só tem se aprimorado com a tecnologia e com novos autores de diversos países aparecendo, nós podemos fazer uma verdadeira viagem no tempo ao vê-los.

Por exemplo, assisti a um filme vencedor do fim dos anos 70, chamado Kramer vs. Kramer, onde um pai muito dedicado à sua carreira (aliás, um publicitário como eu – me identifiquei!) não percebe seu casamento desmoronar e acaba perdendo a mulher que sai de casa deixando-o com a missão de criar o filho e fazer as tarefas da casa (e quem tem filho sabe que são muitas – me identifiquei parte 2!).

Resumindo, ela pede o divórcio e eles entram em uma batalha judicial pela guarda do menino. Pense no fim dos anos 70. Nesse momento, a sociedade dos anos 80 já respirava um novo panorama, as mulheres estavam vendo uma possibilidade de viver uma nova chance, uma vez que o casamento já não funcionava e buscavam cada vez mais independência e igualdade. O número de divórcios começou a crescer e no meio disso tudo, levantou-se a questão: quais são as consequências de um divórcio?

Claro, toda decisão traz consequências e eu nem preciso dizer o impacto de um divórcio para uma criança de sete anos, como é o caso do filme. Essas grandes questões nos fazem pensar como aquelas pessoas pensavam, gerando emoções muito semelhantes e conflitos que marcaram uma geração.

Quer fazer uma experiência interessante? Escolha algum filme vencedor do Oscar de qualquer década para ver e sinta o ponto alto da história. Seja transportado para as emoções que foram geradas naquela época, por aquele filme. Ainda não inventaram forma melhor de viajar no tempo. Talvez escutar a um álbum musical famoso, que marcou época, mas esse já é assunto para um novo texto.

Qual filme do Oscar, na sua opinião, marcou sua geração?

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Que tal criar filmes dadaístas para vender chocolate?

Em uma época de Netflix, renomadas séries e grandes filmes, o papel dos roteiristas se torna cada vez mais relevante. Mas será que vale a pena abrir mão disso para vender chocolate?

Recentemente foram divulgados, por uma marca de chocolate, 3 curtas-metragens, que foram criados a partir de comentários dos próprios seguidores da marca. São os famosos roteiros colaborativos. Títulos como: O TRANSPORTADOR GALÁCTICO TEMPORAL E OS ROBÔS JURÁSSICOS DE MARTE ou O CURIOSO CASO DOS CLONES DO MAL NO FANTÁSTICO REINO MÁGICO DIMINUTO demonstram o tom dadaísta e cômico que os filmes tomaram.

Se por um lado, ações como essa geram filmes engraçados e interagem de alguma forma com o público-alvo, eu me pergunto se estamos tão fracos de ideias novas a ponto de precisarmos virar o microfone para a galera igual alguns cantores fazem, quando não lembram a letra da música?

Nessas horas é inevitável recorrer aos grandes roteiros do cinema mundial, Casablanca de Julius J. & G. Philip Epstein e Howard Koch, O Poderoso Chefão de Mario Puzo e Francis Ford Coppola ou até Cidadão Kane de Herman Mankiewicz e Orson Welles, só para citar alguns. Em todos brilham o talento, o olhar diferente do mundo, a emoção, a criatividade e, claro, uma boa produção e direção para fazer jus nas telonas.

De fato, essa campanha do chocolate teve um olhar crítico na seleção dos comentários, uma boa produção, pode virar um case de sucesso, divulgar a marca e dar resultados para a empresa, porém, me deixou com uma fome de filmes mais criativos, provocativos e interessantes no cenário nacional. Até quando vamos engolir esse tipo de solução criativa? Será que vamos encontrar saídas mais originais? Enquanto não tenho as respostas, fico torcendo por um final feliz.