Coluna Propaganda&Arte

Que tal criar filmes dadaístas para vender chocolate?

Em uma época de Netflix, renomadas séries e grandes filmes, o papel dos roteiristas se torna cada vez mais relevante. Mas será que vale a pena abrir mão disso para vender chocolate?

Recentemente foram divulgados, por uma marca de chocolate, 3 curtas-metragens, que foram criados a partir de comentários dos próprios seguidores da marca. São os famosos roteiros colaborativos. Títulos como: O TRANSPORTADOR GALÁCTICO TEMPORAL E OS ROBÔS JURÁSSICOS DE MARTE ou O CURIOSO CASO DOS CLONES DO MAL NO FANTÁSTICO REINO MÁGICO DIMINUTO demonstram o tom dadaísta e cômico que os filmes tomaram.

Se por um lado, ações como essa geram filmes engraçados e interagem de alguma forma com o público-alvo, eu me pergunto se estamos tão fracos de ideias novas a ponto de precisarmos virar o microfone para a galera igual alguns cantores fazem, quando não lembram a letra da música?

Nessas horas é inevitável recorrer aos grandes roteiros do cinema mundial, Casablanca de Julius J. & G. Philip Epstein e Howard Koch, O Poderoso Chefão de Mario Puzo e Francis Ford Coppola ou até Cidadão Kane de Herman Mankiewicz e Orson Welles, só para citar alguns. Em todos brilham o talento, o olhar diferente do mundo, a emoção, a criatividade e, claro, uma boa produção e direção para fazer jus nas telonas.

De fato, essa campanha do chocolate teve um olhar crítico na seleção dos comentários, uma boa produção, pode virar um case de sucesso, divulgar a marca e dar resultados para a empresa, porém, me deixou com uma fome de filmes mais criativos, provocativos e interessantes no cenário nacional. Até quando vamos engolir esse tipo de solução criativa? Será que vamos encontrar saídas mais originais? Enquanto não tenho as respostas, fico torcendo por um final feliz.

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“Ah, eu tô maluco” com os anos 90 e você precisa ficar “antenado” nisso

É natural, a cada duas décadas a moda, os estilos musicais e a propaganda precisam relembrar alguns elementos do passado e, pelo jeito, chegou a vez dos anos 90.

O estilo despojado com muito jeans (saia, blusa e macacão), calças altas, camisas grandes e largas, cores chamativas e adereços como gargantilhas, estão de volta na moda. As playlists dos anos 90 estão em alta, os filmes da época estão ganhando remakes ou gerando conteúdos, e até alguns brinquedos estão ganhando novas roupagens. Isso tudo ainda é só o começo de um grande movimento de resgate aos anos 90 que deve aumentar ainda mais nos próximos três anos.
Como comunicólogos, precisamos ouvir de tudo: moda, música, filmes, literatura, comportamento etc. Ficar “antenados”, para não “queimar o filme” e nem “pagar sapo” na hora de criar uma propaganda “animal”.

Além dessas gírias que até hoje estão em alta, vemos um fenômeno interessante na internet, como o vaporwave, estilo que nasceu 100% on-line em 2010 e traz elementos de música e vídeo criados a partir de comerciais televisivos, videogames e computadores, que juntos lembram muito “sons de elevadores”. Alguns dizem que ao usar comerciais clássicos dos anos 90, o movimento visa criticar o capitalismo e o consumo, porém, o que vemos é uma mistura de referências na tentativa de criar algo novo e divertido, valendo inclusive adicionar elementos da cultura japonesa, afinal tudo é meio non-sense hoje em dia.

Para que você comece a estudar todos esses movimentos e inspire o seu próximo job, criei uma playlist especial. Dê o play e aproveite essa década que para mim “é o bicho”!

 

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O que eu acho sobre a exposição Queer que foi cancelada após críticas na internet

Eu sempre me preocupo em selecionar temas ligados à arte para expor aqui nesse espaço. Porém, hora ou outra, acabo esbarrando em assuntos polêmicos do momento como o caso do banco que patrocinava uma exposição Queer e após críticas e repercussão negativa acabou sendo cancelada.

O que aconteceu?
Uma exposição Queer (tema ligado a gays, lésbicas, trans – todos que não seguem um padrão de heterossexualidade), estava acontecendo em Porto Alegre e algumas obras acabaram caindo na internet acompanhadas de acusações de apologia à pedofilia, zoofilia e ataques à religião cristã. Para se defender dos ataques de diversos clientes, o banco decidiu se desculpar e cancelou o patrocínio que deveria manter a exposição aberta até outubro.

O que eu acho das obras polêmicas?
As poucas imagens disponíveis na internet mostram que são obras provocativas. Falam de sexualidade, infância, religião, dentre outros pontos que podem ferir e não agradar muitas pessoas. Analisando friamente a parte técnica das obras, cada uma tem o seu valor. Algumas mais simples, pobres, outras mais ricas e interessantes, mas no geral não vi nada de especial ou inovador.

O que eu acho desse tipo de arte?
Por mais polêmica que uma instalação ou quadro sejam, precisamos pensar na intenção do artista. Ele se ocupou, ele pensou, ele agiu e finalmente teve um aval para expor seu trabalho. A qualidade, a forma, as ideias por trás daquela peça podem sofrer interpretações diversas, inclusive serem consideradas ofensivas. A arte não tem forma, mas tem gosto. A arte que aborda assuntos polêmicos vai ser sempre polêmica e gerar reações diversas. No passado, muitas obras foram censuradas e criticadas, por exemplo, por mostrar o nu, hoje são expostas em grandes museus, o que mostra um caminho natural da arte e da sociedade.

O que eu acho sobre a repercussão?
No geral, não acho que provocam tanto como dizem as repercussões da internet. Vejo aqui um exagero nesse sentido, tendo em vista conteúdos muito piores que as crianças e todos nós podemos ter acesso por outros meios fora do museu. Lugar esse, aliás, dedicado à reflexão, experimentação e análise de novos conceitos. Se você ficou pessoalmente ofendido com uma arte ou exposição, a melhor maneira de expressar isso é não indo ou não divulgando a exposição. Vejo aqui uma reação totalmente contrária e incoerente. Os que são contra a exposição acabaram tornando-a nacionalmente conhecida, na luta em proibi-la (mesmo que tenham conseguido).

O que eu acho disso tudo?
Estamos passando por uma fase social bastante conturbada. Não sabemos nos portar e respeitar a opinião dos outros (sejam liberais ou conservadores). As marcas não sabem se posicionar e estão morrendo de medo da internet. Estamos todos cuidadosos ao emitir uma opinião, pois poderemos ser incompreendidos ou pior, compreendidos e agredidos por pensar diferente. Para o público, falta essa noção de que somos todos diferentes. Para o artista, falta o entendimento de que ele poderá ofender muitas pessoas com sua provocação e precisa saber enfrentar as críticas. Afinal, esse é o mundo em que vivemos, onde a polêmica dá mais likes do que a própria arte ou reflexão.

E você? O que achou do assunto? Você acha que a arte deve ou não expor assuntos polêmicos e até “ofensivos” para alguns?

Via Vale Garden Shopping recebe Exposição Internacional de Leonardo da Vinci

Clientes poderão ver de perto réplica da Mona Lisa e da Santa Ceia, além de outras 60 peças do acervo

A exposição ‘Da Vinci – A Exibição’, que integra o roteiro das grandes mostras internacionais chega agora a Taubaté. Com abertura ao público a partir do dia 01 abril, cerca de 60 peças, sendo 44 interativas, vão proporcionar aos visitantes do Via Vale Garden Shopping uma experiência única, assim como as vivenciadas nos grandes museus do mundo.

As peças são de um acervo internacional e foram trazidas ao Brasil especialmente para essa exposição com o intuito de transportar o visitante para um ambiente completamente diferente de um simples passeio pelo shopping. “Trazer um projeto desta magnitude para localidades que estão fora do circuito cultural das grandes capitais, é dar oportunidade para todas as pessoas conhecerem a obra e a mente de um dos maiores gênios de todos os tempos, em uma exibição educacional, cultural e interativa. É um privilégio poder oferecer essa oportunidade única aos taubateanos”, destaca Renato Gonçalves, Superintendente do Shopping.

O público terá a chance de conferir e interagir com as obras idealizadas pelo gênio e executadas por artesãos especialistas que deram vida às suas invenções, muitas das quais nem chegaram a ser construídas devido à falta de tecnologias no século XVI. O parafuso aéreo (princípio do voo de helicóptero), tanque, polias, além de máquinas das áreas de robótica e mecânica, são algumas das peças interativas.

A exibição é uma parceria com do Instituto Tenco com Exhibition Club e traz, ainda, as réplicas da Mona Lisa, Anunciação e Santa Ceia. Excursões de escolas poderão ser agendadas em horários diferenciados, para que as crianças possam aprender sobre arte e estudar sobre um dos mais importantes artistas do Alto Renascimento.

Itinerância
A exposição foi escolhida pelo Instituto Tenco para levar cultura, educação e entretenimento ao público de dez cidades do interior do Brasil, percorrendo mais de 20 mil quilômetros em dois anos, na maior itinerância de Da Vinci pelo país. “Com isso, fortalecemos a nossa missão de promover o desenvolvimento nos locais onde atuamos, por meio de uma atividade extraordinária de conhecimento e reflexão”, destaca a presidente do Instituto Tenco, Adriana Gribel.
Além de Taubaté, a mostra vai passar por Juazeiro do Norte (CE); Boa Vista (RR); Macapá (AP); Arapiraca (AL), Lages (SC), Juazeiro da Bahia (BA), Varginha (MG) e Itaquaquecetuba (SP).

Serviço
Exposição Da Vinci – A Exibição
Data: 01 de abril a 15 de maio
Horário: Horário de funcionamento do Shopping
Local: Próximo a loja Mística, piso 1
Bilheteria: R$25,00 inteira, R$12,50 meia, pacote família (4 pessoas): R$60,00 – Crianças até 3 anos não pagam. Classificação: Livre

Fonte: Pilares RP – Juliane Bernini

Por do Sol foi sucesso

Festival Pôr do Sol Musical chega ao fim em Ilhabela
Evento atraiu mais de 8.000 pessoas por noite na Praia do Perequê e reuniu grandes nomes da MPB

Sucesso de público, a terceira edição do Festival Pôr do Sol Musical atraiu, em média, mais de 8.000 pessoas por noite à beira do mar, na praia do Perequê, em Ilhabela, entre quinta-feira e domingo.

O evento reuniu nomes consagrados, como Toquinho, Zélia Duncan, Guilherme Arantes e Zeca Baleiro, com artistas regionais, como Beto di Franco, Larissa Cavalcanti, Renato Barsa e Felipe Blues Band. Sempre a partir das 18h30, cada noite do festival reuniu um músico da região e um astro da MPB. Zeca Baleiro encerrou o Por de Sol Musical na noite de domingo.

“É um prazer muito grande se apresentar em Ilhabela. É uma energia incrível, uma plateia fantástica, um cenário maravilhoso. Festivais como esse devem acontecer sempre”, disse o compositor, ainda no palco.

Zeca não falou sozinho

Todos os artistas que estiveram no palco da praia do Perequê elogiaram o evento e a alegria do público. “Vocês são um público fantástico”, disse Zélia Duncan. Para Toquinho, cantar em Ilhabela e na praia é uma experiência fantástica. “O mar, o cenário, o astral das pessoas influenciam a gente de uma forma incrível”, disse o músico, com 50 anos de carreira. “O show foi uma delícia, tinha gente de todas as idades, foi bem gostoso fazer”, afirmou Guilherme Arantes.

O festival foi uma realização da Prefeitura de Ilhabela, Fundação Arte e Cultura e Secretaria Municipal de Cultura, Sucesso com direção da RCS Music.

Aprovado

O prefeito de Ilhabela, Márcio Tenório, disse ter ficado satisfeito com o resultado do festival. “Em menos de 50 dias de governo ter um evento com essa qualidade é muito bom. É desse tipo de evento e de público, diferenciados, que Ilhabela precisa”, disse o prefeito.

Para o secretário de Cultura de Ilhabela, Nuno Gallo, a cidade é um celeiro musical importante. “Por isso, todo evento realizado através da música, abre espaço para nossos artistas e valoriza a nossa cultura”, afirmou.

Fonte:Matéria Consultoria & Mídia – Nathália Barcelos

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O timing na propaganda, na arte e na sua vida

Se você vive no ambiente do Marketing e Propaganda já deve ter escutado esse termo “timing”. Em uma tradução direta do inglês, seria algo como “cronometragem”. Em uma tradução informal é a capacidade de dar uma resposta em um momento ideal, nem antes e nem depois. Se olharmos especificamente na propaganda, é a capacidade de utilizar algum assunto do momento para divulgar o seu produto, gerando maior proximidade com o público e reforçando a lembrança da marca. Afinal, você está falando de algo que todos estão comentando, mas por ser uma marca, a sua voz tem mais força e acaba ganhando maior destaque (positivo ou negativo).

E, olha, não tem fórmula do sucesso para isso não. Se você acha que basta ficar de olho nos assuntos mais comentados e nos TTs do Twitter, está enganado. É preciso falar algo relevante e que tenha fit com a sua marca, ou seja, que tenha alguma conexão com a voz e os valores da empresa. Senão, fica feio. Dá para perceber quando tentam forçar uma situação, para pegar “carona” em uma nova moda, hit ou meme que “deu onda” na galera.

A gente poderia fazer um paralelo com as nossas amizades. Quem não tem um amigo que faz uma brincadeira com algum assunto e sempre parece fazê-la na hora errada? Ou fala algo que não deveria ser falado, ou no momento mais inapropriado, geralmente envolvendo mortes e afins, como o repórter da Globo que imitou o personagem peludo do Star Wars em um momento de luto pela atriz que fazia a Léia. Simplesmente não. Não “seje” essa pessoa que faz “huuuuh” na hora errada. Daqui algum tempo isso pode até ser mais aceitável, leve e engraçado, porém só depois do luto. Faltou timing do jornalista, percebe?

Agora na arte não é diferente. Você está sempre mudando, estamos sempre atentos a assuntos diferentes: moda, gastronomia, esportes, jogos, filmes… E naquele momento, naquele dia, você assiste a um filme que fala de um assunto relevante para você. Daí você ri, chora, se diverte, muito mais que outras pessoas que não estão nesse timing. Sacou?

Raoul Hausmann, ABCD, Self Portrait, 1921 (Dadaísmo)

Tem períodos da vida que estamos mais surrealistas, non senses, dadaístas, em alguns dias da semana somos muito abstratos, futuristas, em outros não queremos falar de rótulos ou estilos, apenas queremos curtir o momento. Esse é o timing da vida.

Cada um de nós tem uma história, cada um observa um detalhe de toda essa obra de arte chamada vida. Para mim, certo filme foi o melhor do ano, para você, tal ator foi esplêndido naquela série, ou então tal marca criou algo relevante que mudou o jeito de nos relacionar. Pensando nisso, acho que deveria existir um “Oscar do Timing Pessoal” das coisas que mais mexeram com a gente. Claro, são as coisas que vieram na hora exata, falando daquilo precisávamos escutar, ver ou sentir. E cada um deve decidir quem são os indicados e os vencedores desse prêmio tão particular.

*Se esse texto veio na hora certa para você, que bom! Fico feliz que eu tenha acertado o timing desse artigo.

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No mês mais vermelho do ano, refleti sobre essa cor 

Esse não é um artigo sobre o Natal. Muito menos sobre os motivos do papai-noel icônico ser vermelho. Nem da influência daquela marca vermelha de refrigerantes em nossa cultura (que por sinal fez uma bela campanha natalina – “6224 Obrigados”). Nada disso. O assunto desse artigo é sobre a cor vermelha e como ela está intimamente ligada às artes, dentro e fora da propaganda.

Segundo alguns sites, o vermelho transmite energia, paixão e ação. Mais especificamente, o vermelho está ligado às nossas necessidades mais físicas, como a sexualidade, por exemplo. Não por acaso, esta é a cor do amor, do romance, do sexo e em várias propagandas e filmes é usada para estimular a ação, a ambição e a determinação.

Na 7ª arte, lembro do filme Beleza Americana (1999), que conta com uma cena clássica onde nosso personagem devaneia sobre a aparição da amiga de sua filha, no teto, nua, ou melhor, vestindo apenas pétalas de rosas (vermelhas), como em um sonho, daqueles que Freud adora. Está tudo ali, paixão, vontade, desejo sexual, vermelho, vermelho, vermelho, presente também em outras cenas do filme, com no sangue, no carro, no uniforme, na porta, nos objetos de cena, e claro, nas flores.

No universo da música, é impossível não falar da canção imortalizada na voz de Daniela Mercury: Vermelho. Nesse caso, é interessante ressaltar nesta letra a citação ao comunismo, ao boi Garantido, ao curral (que por algum motivo vermelhou e até hoje eu não sei como), a fragmentos da nossa cultura e do folclore brasileiro muito bem lembrados pelo compositor.

Para esse artigo eu fiz uma pesquisa e tive uma feliz descoberta! Um artista que faz parte de um movimento artístico do Barém (do Golfo Pérsico) e sua obra que fala sobre o movimento, a liberdade e a transição entre o físico e o líquido.

Confesso que me inspirou e me fez lembrar um aspecto físico da luz vermelha. Ela só é dessa cor, devido ao seu cumprimento de onda. Ou seja, luzes mais lentas chegam até nossos olhos com menos velocidade e nós interpretamos como outras cores. (Físicos de plantão, me corrijam se estiver errado!).

Nesse ponto tudo faz sentido. O vermelho é a cor mais rápida, na prática chama mais nossa atenção. Está no trânsito, nos comércios, nas marcas e em tudo mais, basta prestar atenção. Isso explica, por exemplo, no mundo dos quadrinhos, porquê sempre o personagem mais rápido está atrelado de alguma maneira à cor vermelha. Basta olhar o uniforme do Flash, super-herói famoso por ser o mais rápido de todos.

Depois de tantas voltas, chegamos ao ponto final. Foi rápido, eu sei, afinal o assunto é sobre a cor mais rápida de todas e não poderia ser diferente. E para fechar o artigo e o ano de 2016, ainda envolvido por essa cor e nesse clima quente e festivo, quero agradecer a quem me acompanha e apoia aqui no blog e fora dele, pois saibam, faz toda diferença. (Agora devo estar vermelho de emoção, mas é normal, logo passa).

Faço também aqui minha promessa de usar toda essa energia para iniciar mais um ano, falando de arte, propaganda e, por que não, sobre a vida, com o mesmo amor, paixão e emoção que o vermelho me ensinou. Ótima virada a todos! Obrigado.

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Quanto custa essa arte?

guerraarteDiscutir sobre arte é saber, desde o começo, que estamos certos e errados e que muitas interpretações são possíveis, pois tratamos do subjetivo, do psicológico, daquilo que não se pode medir: a importância da arte para um indivíduo e para a história da humanidade.

Se o assunto é preço essa diferença pode ser gritante (desculpe o trocadilho), como é o caso de “O grito”, obra do norueguês Edvard Munch, vendido por mais de US$119 milhões.

Curta-metragem inspirado em “O Grito”

Se você acha esse preço alto, saiba que ele é só o terceiro no ranking dos mais caros já vendidos no mundo. Isso quer dizer que existem outros fora desse ranking, que nunca foram vendidos e possuem preços gigantes ou “incalculáveis”. Sobre esses casos específicos, falaremos em outra oportunidade.

“Mulheres de Argel” do Pablo Picasso e “Três estudos de Lucian Freud” do Bacon, fecham nosso top 3, respectivamente com primeiro sendo vendido por mais de US$179 milhões e o segundo por mais de US$142 milhões. (Olha que estamos falando em dólares!)

Tudo bem… Que o negócio da arte pode ser lucrativo e movimentar bilhões anualmente, você já deve ter percebido, porém esse reconhecimento (muitas vezes tardio) já ultrapassa o nicho dos especialistas e está chegando até a cultura popular. Nessa hora a propaganda ganha material relevante para trabalhar em suas campanhas e peças interessantes surgem, como o caso dessa ótica que representou o autorretrato de Vincent Van Gogh sendo corrigido pelas lentes do produto.

Vemos então, que a propaganda pode se apropriar de uma obra introduzindo-a explicitamente como um item de argumentação visual, ou inspirar-se no seu conteúdo para gerar um conceito. Como exemplo, lembro as propagandas totalmente malucas que surgiram nos últimos anos, inspiradas em surrealistas, como Salvador Dalí, que brincam com imagens, recortes realistas e ao mesmo tempo impossíveis, com repetições bizarras de cenas e simbologias oníricas. Dessa nova geração, lembro das propagandas e cortes de câmera realmente pirados do Old Spice, um desodorante masculino, que para mim é um exemplo contemporâneo do nonsense em grande estilo.

Mas o que a propaganda tem a ver com o preço da arte?

Parece que tudo. Se pensarmos que a propaganda tem o poder de agregar valores subjetivos a um artista ou a um movimento, ela tem papel fundamental no reconhecimento de alguém. Um exemplo atual é o caso do polêmico Romero Britto, artista brasileiro que mora no exterior e tem grande reconhecimento mundial. Não estou aqui para discutir sobre a relevância ou qualidade de seu trabalho, mas sim reconhecer sua importância na cultura popular, uma vez que suas obras estão sendo compradas aos milhares por famosos e anônimos de todo o mundo.

É observável que suas peças são coloridas, simples e retratam coisas e pessoas sempre de forma irreverente e positiva. Talvez ele tenha conseguido fazer algo que poucos artistas conseguem: transformar seus trabalhos em produtos e seus traços em um tipo de marca registrada. Ele soube criar o seu valor e não precisou morrer para ser reconhecido.

Obras de Romero Britto já foram vendidas na faixa de US$800 mil, apesar de esse não ser o seu foco, conforme disse em uma entrevista. Segundo relatado, sua estratégia é apostar na venda em quantidade para o público em geral, ganhando assim, maior receita. Isso pode ser comprovado com tantos produtos no mercado que utilizam suas obras para ilustrar cadernos, móveis, vestuários, bolsas, etc.

No final das contas, o artista que percebeu o poder da propaganda e usou ela a seu favor, conseguiu criar um estilo, uma tendência e hoje consegue fazer o que muitos artistas sonham um dia alcançar: viver de arte. Agora, se para você essa arte não tem valor, isso já são outros 500s.

Minha obra favorita de todos os tempos? Eu gosto do Salvador Dalí e da obra “Sonho causado pelo voo de uma abelha em torno de uma romã um segundo antes de acordar”.

E você? Qual sua obra de valor incalculável?

Jovem, publicitária e agora também autora de livro

Publicitária lançará livro que teve origem em TCC

A publicitária Mariana Ceciliato de 22 anos e formada na Unitau ano passado
acaba de anunciar que sua graduação trouxe uma segunda conquista muito grande: seu primeiro livro, nascido de um projeto de conclusão de curso,será editado. O projeto tem como objetivo destacar a arte de rua, o Grafite.

A jovem publicitária Mariana Ceciliato

A jovem publicitária Mariana Ceciliato

É um livro composto por fotografias, músicas e poemas destacando 5 artistas importantes regionais. A ideia foi relatar brevemente a vida deles e seus trabalhos, cada um com a sua essência. A jovem autora acredita que a oferta de publicações para esse tema não é muito grande, há poucos livros artísticos, conforme pesquisa realizada quando do trabalho de conclusão.E os que já existem tem um valor um alto.

“Vejo que livros com esse tema voltado para uma certa região não existem, sendo assim, seria uma forma de revelar a cultura daquele lugar e de seus artistas, que não possuem um destaque merecido. Um deles é o Vespa, de São José dos Campos, ele tem várias artes pelo mundo e já participou de alguns eventos na Capital. Então, o projeto divulgaria o trabalho deles e também o Vale como um todo”, declara Mariana.

Alguns meses depois de formada a publicitária foi morar e trabalhar na capital por conta de mercado profissional e também por adorar a cidade. Também por esses motivos ela quis construir seu projeto na capital de S.Paulo.

Depois de alguns meses e algumas reuniões, a editora Kazua abraçou o projeto de Mariana. Sediada no centro de SP, a editora tem como foco fazer com que as obras de seus autores tenham o devido reconhecimento. O que os estimula em seu trabalho são os desafios trazidos por cada nova proposta. Contam com a singularidade de cada artista de diversos campos envolvidos no processo de elaboração dos livros, assegurando que todas as publicações tenham um projeto gráfico de alto padrão estético e de conteúdo.

A Kazua também tem seu próprio espaço cultural, onde são organizado galerias, festas, coletivos e exposições.

O primeiro evento aberto para lançamento do livro ocorrerá dia 9 de novembro com um jantar para os mais próximos. Segundo a jovem autora e publicitária, após isso, há muitas ideias para a divulgação e eventos, até chegar fevereiro, quando ocorrerá o primeiro lançamento em Taubaté, perto de onde tudo isso começou, ao lado de um bar de sua querida faculdade.

O segundo lançamento ocorrerá na cidade de São Paulo, semanas depois.

Atrações e programação da DWalk

Idealizador da DW! São Paulo confirma presença na DWalk

Além do bate papo com Lauro Andrade no primeiro dia da Semana de Design, festival prepara intervenções urbanas que entrarão para a história da cidade, como o grafite de Claudinei Oliveira, o Vespa

A DWalk começa em grande estilo. Para o primeiro dia da Semana de Design está confirmada a presença de um dos maiores articuladores do Brasil quando o assunto envolve o design. Lauro Andrade, idealizador e realizador da Design Weekend (DW!) de São Paulo, fará parte da cerimônia de premiação do Estilo & Design que acontece no dia 24 de agosto, às 19h, no hotel Nacional Inn, em São José dos Campos, evento que integra a programação da DWalk.

Em sua visita à RMVale, Lauro vai traçar um panorama sobre esta edição do evento em São Paulo, encerrada no último dia 14, apresentando os números e as principais atrações do evento. Dados que servem de incentivo para os lojistas e parceiros que integram esta primeira edição da Semana do Design em São José.

Realizada entre os dias 24 e 28 de agosto, a DWalk vai apresentar outras atrações que visam não só aproximar o design das pessoas, mas também deixar um legado para a cidade.

Grafite

São José terá seu primeiro painel de grandes proporções grafitado por um artista de reconhecimento internacional. Claudinei Oliveira, o Vespa, volta à sua cidade natal para fazer história. Ele será responsável por executar o grafite em um muro de 8 metros de altura por 40 metros de largura, localizado na área externa da loja Villa Bella, na avenida São João, 2.025, atrás do posto Chaparral. A obra terá início já neste sábado, dia 20, na parte da manhã, deve levar sete dias. Serão necessários cerca de 150 latas de tinta spray, 40 litros de tinta látex para dar origem ao desenho.

Sobre o conceito da imagem, Vespa prefere manter segredo. “Será uma grande surpresa”, avisa. “Mas, pretendo manter meu trabalho autoral que é o estilo de Graffiti 3D”. O artista também fará uma exposição de seus trabalhos na loja De Martini durante os dias da DWalk.

Parklet

Outra ação que deve causar grande impacto social e na paisagem urbana, é a criação de um parklet na avenida Barão do Rio Branco. A proposta é da Faculdade Anhanguera e será executada pelos alunos do curso de Arquitetura.

O parklet é em síntese uma minipraça que ocupa o lugar de uma ou duas vagas de estacionamento em vias públicas. Ele é uma extensão da calçada que funciona como lounge, um espaço público de lazer e convivência para qualquer um que passar por ali, podendo possuir bancos, mesas, palcos, floreiras, lixeiras entre outros elementos de conforto e lazer. A montagem está prevista para começar nesta sexta-feira, dia 19, e durar até o domingo, dia 21.

O parklet ficará montado em frente à loja Bontempo, na avenida Barão do Rio Branco, 975.

Abertura

A cerimônia de abertura da DWalk vai acontecer no dia 24, às 11h, na altura do Parque Vicentina Aranha, na avenida São João. Em um espaço público, na praça Rafael de Oliveira Almeida, o premiado arquiteto e paisagista Felipe Mascarenhas vai instalar uma escultura de sua autoria feita especialmente para a DWalk. A obra, feita em madeira de reflorestamento da Alpina Eucaliptos, vai atuar como uma autêntica intervenção urbana de promoção e valorização do design, concentrando e simbolizando o verdadeiro espírito da DWalk: democratizar o design.

A estrutura de madeira ecológica terá aproximadamente 3,5 metros de altura e vai representar os cinco continentes, com intervenção artística de pintura ou grafite. A peça ficará exposta na praça durante um mês a partir do dia 24/8. Felipe também vai assinar o projeto paisagístico da praça.

Vespa - Nomem - Utopia . Lisboa Portugal 2014

Foto:Grafite 3D executado pelo artista Claudinei Oliveira, o Vespa, em Portugal. Ele estará presente à DWalk para produzir o primeiro painel artístico de grandes proporções de São José dos Campos, sua cidade de origem

Fonte: Matéria Consultoria e Mídia – Daniela Borges