O papo é sobre “content house”

Mais um programete de rádio

O nosso drops de rádio desta semana tratou do surgimento das “content houses”. Não sabe o que é?! Então dá o play e entenda o que está acontecendo.

O drops do Publicitando é exibido toda terça dentro do Panorama, programa de rádio exibido de segunda a sexta na rádio Unitau das 14h00 às 16h00.

 

Coluna “Discutindo a relação…”

O poder das redes. O poder das pessoas

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Na coluna anterior falei sobre o fato do bem mais valioso para os profissionais de comunicação no cenário atual ser a ATENÇÃO. E de como o excesso de informação conduz à escassez de atenção.

Falei de comunicação puxada em detrimento da comunicação empurrada. E, sim, de fato saímos da comunicação de massa e saímos da polarização mídia de massa x mídia dirigida para entrar numa nova era e num novo cenário de comunicação mercadológica.

Agora quero falar um pouco sobre o poder das redes sociais. A digitalização da comunicação trouxe profundas mudanças. E o surgimento das redes sociais afetou e afeta o modo como as marcas devem se relacionar com seus públicos. Dave Gray e Thomas Vander Wal afirmaram que o equilíbrio de poder está se alterando:

“O equilíbrio do poder está mudando das empresas para as redes que as cercam. Mais do que nunca, clientes e funcionários conectados e que se comunicam têm mais opções e vozes mais amplificadas. Nunca tiveram tanto conhecimento quanto têm agora. Essas tendências estão apenas se acentuando com o passar do tempo. Isso significa que as redes – clientes, parceiros e funcionários – cada vez mais definirão a agenda, determinarão os parâmetros e tomarão as decisões sobre como será a interação com as empresas.”

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O consumidor definitivamente assumiu o controle do jogo a partir das redes sociais e das mídias sociais. O poder na está mais nas mãos das marcas. É como disse Joseph Jaffeem seu livro O declínio da mídia de massa : “Em menos de uma geração, todo o equilíbrio de poder parece ter oscilado do marketing para o consumidor.”

Jaffe também afirmou que formou-se uma “tempestade perfeita”que foi o ponto de virada para uma revolução. Segundo ele quatro elementos constituíram a tempestade:a banda larga (ou web 2.0), a tecnologia de conexão sem fio, os buscadores (em resumo, o Google) e as redes sociais.

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Obviamente esta oscilação de poder afetou o trabalho de comunicação das marcas. Os filtros institucionais e corporativos caíram. As marcas tiveram que se comunicar de maneira mais direta, praticamente pessoal.O diálogo passou a ser essencial.As pessoas agora são tão ou mais importantes que marcas, empresas e governos e a comunicação passou a ser em via dupla pra valer.

De acordo com Natanael Oliveira, as mídias sociais representam um espaço onde ocorre o compartilhamento de conteúdo, opiniões, experiências etc. Dentro das mídias sociais cada usuário se torna um produtor de conteúdo e atua como um meio de informação para todas as pessoas presentes em sua rede.Para ele, as mídias sociais reforçam o conceito da internet colaborativa, que é exatamente essa participação ativa dos usuários na internet, não mais apenas como observadores e sim como co-autores.

Podemos dizer que o modo tradicional de comunicar marcas e produtos foi afetado pelo poder das redes sociais e pelo empoderamento do consumidor. E dentro deste novo cenário os profissionais de comunicação mercadológica e as agências de comunicação devem entender que o valor está no consumidor. E que devemos ser relevantes em termos de comunicação. Caso contrário não receberemos nenhuma atenção.