Coluna “Discutindo a relação…”

Temos que amar um pouco mais os números

Dou aulas há 26 anos em cursos de publicidade e propaganda. Dou aulas de mídia há 26 anos. E vejo um certo desespero no rosto dos alunos quando falamos de números e nos aproximamos de qualquer coisa que pareça ser de exatas ou que de algum modo faça lembrar matemática.

Vejo a cara de quase angustia quando coloco o slide que mostra a fórmula do Custo por Mil, ou do GRP, ou do CPP. Mais recentemente, quando explico algumas métricas aplicadas a redes sociais o mesmo acontece.

É… esse povo de humanas sempre fugiu dos números!

Não trago, entretanto, boas notícias para essa galera. Os números estão se aproximando, estão nas nossas fronteiras… ou melhor, já invadiram nosso território. Eles estão entre nós!

Você já deve ter ouvido falar de monitoramento, métricas, B.I (Business Intelligence), Big Data, análise e tratamento de dados e etc, etc, etc… Não tem mais jeito. Entre as muitas mudanças da área de comunicação mercadológica esta é uma das mais definitivas. Os números vieram para ficar e estão se tornando cada vez mais relevantes no processo de tomada de decisões estratégicas e até, pasmem, criativas.

É claro que tudo isso implica em aspectos para lá de positivos: nunca tivemos tantos dados e informações disponíveis e a custo relativamente baixo (alguns até gratuitos) como temos agora. Montar um planejamento estratégico de comunicação hoje pode e deve contar com o apoio das informações coletadas no universo digital. Afinal de contas, as pessoas entregam seus hábitos, costumes, desejos, aspirações, vontades, angustias, dores e amores nas redes sociais sem que ninguém lhes peça.

Implica também em podermos saber se a linha criativa de uma campanha realmente impacta nosso público. E podemos fazer isso em tempo real. Ao vivo. Implica em colher dados ricos e necessários.

Há montanhas de programas de monitoramento e uma série de novas métricas que podem ser utilizadas.

Então, meu povo de humanas, gostemos mais de números. Tenhamos mais paciência e boa vontade para com as métricas. Façamos um desmedido esforço para amar mais esses novos vizinhos. Eles vieram pra ficar e vão nos ajudar. Bastante!

Parte importante do processo de adaptação e aprendizado é deixar de lado as brincadeiras bobas, o preconceito e o medo, parar de repetir mantras do tipo “gente de humanas detesta matemática” e buscar entender e aplicar as novas ferramentas e possibilidades.

Não precisa ser um gênio das exatas. Longe disso. Basta “ter coragem pra se libertar”. E amar. Amar os números. Eles são do bem. Estão nessa para somar (sem trocadilhos…rs).

Para gerir bem o marketing

5 plataformas de gestão de dados que todo profissional de marketing deveria conhecer

De acordo com estudos recentes revelados pela empresa de consultoria Gartner, aproximadamente 2,2 milhões de terabytes de novos dados são criados todos os dias no mundo. Seguindo os níveis projetados, no ano de 2020 serão gerados cerca de 1,7 megabytes de novas informações por segundo para cada habitante do planeta. Não é preciso trabalhar com marketing digital para saber que a enorme quantidade de conteúdo que trafega na web diariamente já está ditando algumas das principais tendências no mundo nos próximos anos, não apenas no mercado de comunicação como nas mais diversas esferas de atividade.

Neste cenário, as agências e anunciantes ganharam uma infinidade de possibilidades para trabalhar suas campanhas, incluindo os assuntos do momento, as tendências de mercado e o comportamento do consumidor. A grande questão é: como organizar tanta informação e otimizar os resultados? Diversas ferramentas, plataformas e empresas, baseadas em data Science ou qualquer outra atividade relacionada a dados, desenvolvem tecnologias e métodos para organizar essas informações e transformá-las em insights e inteligência de mercado. Confira abaixo alguns serviços, pagos e gratuitos, que todo profissional que trabalha com marketing online deveria conhecer:

Keep.I
Oferece plataforma gratuita e juntando em um mesmo lugar os resultados e informações de performances individuais de canais como Facebook Ads, Twitter Ads, Instagram Ads, Bing Ads, Youtube Ads, Google Adwords e as principais DSP’s (demand side platform) como Double Click e MediaMath. A solução está disponível gratuitamente para agências de publicidade, empresas e empreendedores dos mais variados segmentos. Recentemente, anunciou planos pagos com novas funcionalidades como: Compartilhamento rápido de módulo, Exportação de Dados CSV e PDF, Exibição em formato tela cheia, Feed de comentários, Customização de KPIs, Notificações, Alertas de desempenho, Medição de Sentimento, Gerenciamento de Dashboards, Relatórios por e-mail e versão mobile.
Saiba mais: http://keepi.media/

Stilingue
Uma ferramenta para quem quer embasar as suas decisões estratégicas em dados de conversa, opiniões e influenciadores dos principais meios online. A plataforma promete capturar milhões de publicações ao vivo, a partir de notícias, redes sociais, blogs, fóruns, reviews, buscadores e diversas outras fontes de coleta por milhares de sites. O Stiligue ainda é capaz de analisar conteúdos e filtrar tendência por meio da inteligência artificial, entre outros atributos.
Saiba mais: https://stilingue.com.br/

Tail Target
A plataforma ajuda a enxergar no big data os perfis mais importantes para a empresa. Seus recursos podem ser utilizados por publishers, anunciantes, agências e lojas de e-commerce. Para isso, a ferramenta utiliza dados comportamentais por segmentação de audiência para entender o target por meio de diversos pontos de contato, como websites, apps, e-commerce e campanhas de publicidade, incluindo dados de CRM e outras informações disponibilizadas por outros provedores especializados.
Saiba mais: http://www.tail.digital/

SimilarWeb
A plataforma usa tecnologias Big data para colecionar, medir, analisar e providenciar estatísticas de envolvimento de utilizadores para websites e aplicações móveis. Suas ferramentas auxiliam desde o entendimento de como está a presença de uma marca específica no meio digital, como traz o benchmark das marcas concorrentes. Seus recursos contam com históricos e insights nas principais iniciativas do digital (SEO, Search, Geolocalização, Social e Mídia).
Saiba mais: http://www.similarweb.com.br

Google Analytics
A mais tradicional ferramenta de monitoramento do Google, a versão gratuita do Analytics pode ser instalada em qualquer site, blog ou loja virtual. A ferramenta permite que os usuários consultem as principais métricas em relatórios integrados de audiência, compare intervalos de datas, monitore dados em tempo real, combine métricas de acordo com o objetivo da comunicação, além de gerar e exportar gráficos e informações.
Saiba mais: https://www.google.com/analytics/

Fonte: Keep.i – Informações para imprensa – Rafael Frank

Como o big data pode impulsionar novos negócios

A influência da Big Data nos negócios

por Marcos Alex Rodrigues

Até alguns anos atrás, toda a informação gerada e divulgada acontecia de maneira off-line, através de cartas (mala direta), matérias em televisão, rádio, publicações em revistas, jornais, folhetins, folders e ligações (telemarketing). Aos poucos, esse cenário foi mudando e a informação começou a chegar por diversas frentes, o tempo todo.

Se por um lado isso facilitou a comunicação, por outro, há exagero na dose. Pelo menos é o que eu ando acompanhando no meu dia a dia. Com o aumento da tecnologia e com a chegada das redes sociais, a maneira de se relacionar passou por uma revolução e hoje são os consumidores e os influenciadores digitais que ditam as regras. São eles que falam abertamente o que pensam e o que não pensam; são eles que interagem com as empresas atestando ou reprovando determinados produtos ou serviços.

E embora eu acredite que algumas mudanças sejam inevitáveis e irremediáveis, é preciso ficar atento a dose, já que estas mudanças podem ser proporcionalmente drásticas se não forem bem trabalhadas, principalmente no que diz respeito a comunicação. O que parece ser ideal para a sua marca, pode ser considerado invasivo aos olhos do seu consumidor e toda a estratégia de marketing irá por água baixo.

Tudo está se transformando e ainda não temos a dimensão como isso será no futuro. Com base no meu modelo de negócio, posso afirmar que as ações online, quando executadas com parcimônia estão trazendo cada dia mais, resultados efetivos para os meus clientes. Mas também estamos o tempo todo, nos reinventando e tentando acompanhar essa evolução.

Até porquê, o aprimoramento constante das tecnologias, o acúmulo de dados e a informação (BIG DATA) favorecem esse quadro de transformação e acabamos tendo muito mais informação e conteúdo armazenado, do que imaginávamos lá trás. Poucas as informações que estão conseguindo ficar oculta aos olhos das máquinas e algoritmos, que avançam a cada vez que alimentamos browsers com buscas e curiosidades; eles são inteligentes o suficiente para conhecer nossos desejos e nossos próximos passos no mundo virtual.

O que quero realmente compartilhar com vocês é que hoje não somos os mesmos que éramos ontem e como empresários, temos a missão de analisar e tentar prever quais diretrizes teremos amanhã, com a tecnologia que estamos criando. Precisamos mudar nossos conceitos, assim como a tecnologia tem mudado a nossa maneira de se comunicar.

Sobre o autor:

Presidente da Central Mailing List, (www.centralmailinglist.com.br) Marcos Alex Rodrigues é um cientista de dados que há mais de 20 anos inseriu a comercialização de banco de dados no mercado. Hoje, além desse serviço, a empresa também trabalha com a correção, atualização, enriquecimento de database (banco de dados), disparos de e-mail marketing inteligente, SMS e geração de leads. Tudo isso, de maneira consciente, fazendo o uso coerente das informações e seguindo as regras de mercado com altos níveis de segurança. Projetos de consultoria mercadológica para a definição de público alvo atendendo as demandas dos departamentos de marketing, vendas, prospecção, retenção, fidelização, cobranças, pesquisas, TI e RH também faz parte da portfólio da empresa.

Fonte: Alline Carvalho

Coluna “Discutindo a relação…”

Um mundo digital requer empresas e negócios digitais

O digital está aí pra todo mundo ver. E usar! É inquestionável. É presente, real e atual. Muito têm se falado em transformação digital. Todos os setores, indústrias, serviços, varejo, enfim, negócios e atividades dos mais diversos e diferentes segmentos de atuação serão obrigados a buscar soluções e ferramentas digitais.

É um caminho sem volta.

Um caminho que, de acordo com Tushar Parikh, head aqui no Brasil da Tata Consultancy Services (um dos importantes braços de TI do grupo indiano Tata Motors) passa obrigatoriamente por cinco ferramentas que serão o pilar de toda transformação digital: cloud, big data, inteligência artificial, robótica e social media.

Eu incluiria aí – principalmente na área de marketing e comunicação – os aplicativos. Afinal de contas, como costumo brincar com meus alunos e amigos, há um app pra tudo e se ainda não existe um app para determinado fim alguém irá criá-lo na próxima hora. Eles são úteis para os consumidores. E utilidade é algo que pode alavancar a presença de qualquer marca no coração e na cabeça das pessoas.

Aplicativos e mídias sociais têm sido, na minha opinião, ferramentas cada vez mais presentes e decisivas para clientes/anunciantes em todos os segmentos. Outra coisa que está afetando (e alterando) as relações de negócios pra valer são os chatbots ou assistentes virtuais. Fique de olho nesse caminho.

O fato é que se nem todas as empresas estão prontas para se transformarem digitalmente, boa parte delas está mergulhando de cabeça. E obrigando outras (concorrentes diretos e indiretos) a se lançar na mesma rota. Tomar a decisão de se digitalizar pra valer já é vencer uma importante etapa.

E depois?

Depois deve vir investimento e bastante disposição e boa vontade, além, é claro, de uma bem definida estratégia. A partir deste momento três coisas são fundamentais: pessoas, processos e tecnologia. Podemos chamar isso de três eixos da digitalização.

Em relação às pessoas é preciso saber quais membros de sua equipe estão prontos, motivados e aptos para a mudança digital. Eles têm expertise?

Já com os processos o foco deve estar na tomada de decisão baseada em dados. Business intelligence e big data são áreas que devem ser valorizadas para refinar processos.

E, por último, a tecnologia. Que recursos tecnológicos a empresa lançara mão para adentrar de vez no mundo digital? Adotar a tecnologia adequada é fundamental para conduzir a empresa à digitalização de processos.

E você que atua em marketing e comunicação… Já pensou como pode colaborar para que a empresa em que trabalha ou para as quais presta consultoria/serviços possa(m) fazer sua transformação digital? Pense nisso. É decisivo! É pra já!

Obs.: Com dados de matéria de capa da Revista Consumidor Moderno n°225, junho de 2017.

Coluna “Discutindo a relação…”

Sim! Comunicar é preciso

Josué coluna correto

De 24 a 28 de agosto o Depto.de Comunicação Social da Universidade de Taubaté realizará a 35ª Secom – Semana da Comunicação. Todo mundo que acompanha este blog sabe que leciono lá há muitos anos. E que participo ativamente da organização deste que é, para mim, o maior evento de comunicação regional da atualidade.

Neste ano o tema escolhido para o evento é “Comunicar é preciso”, numa alusão ao trecho de um famoso poema.

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A ideia em torno do tema é discutir o fato de que, no cenário atual, a comunicação é muito necessária. Mas para ser sempre e cada vez mais necessária ela tem que ser precisa. Tem que ser eficaz.

Para ser precisa em ambos os sentidos, a comunicação tem que ter técnica, conceituação, conhecimento, fundamentos, informação e planejamento. Nesse sentido, a boa comunicação será sempre necessária e útil para marcas, produtos e serviços.

Considero o tema muito importante para o mercado regional de comunicação. O momento é de discutir o quanto agências, veículos e fornecedores de nosso mercado investem na gestação de uma comunicação de qualidade.

Em um outro evento (o Bate Boca de Criação 2015) ouvi uma fala de meu amigo e parceiro de salas de aula Gustavo Gobbato (da Avalanche SJCampos)que achei importantíssima. Ele disse algo como: Nunca tivemos tantos dados e informações a nossa disposição. Temos tudo na mão para fazer comunicação mais precisa, direcionada e certeira.

E ele está coberto de razão. Vivemos e viveremos a época do big data, da mensuração em tempo real das mídias digitais, da mídia programática, da facilidade (em certa medida) de acesso a dados dos diversos públicos. A hora é de aprender, rápido, a lidar com essa nova realidade. Investir em interpretação aprofundada deste enorme volume de informações que podemos acessar.

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As mídias sociais nos fornecem mais do que pistas sobre o comportamento das pessoas. Nos oferecem dados concretos e chances de gerar novos negócios para clientes. Há muito que se investir na captura e interpretação das pistas claras deixadas por todos nós nas redes.

Houve um tempo em que empatia, simpatia, talento nato, feeling, intuição e originalidade construíram mitos e marcas no universo da comunicação de massas. Nada disso vai deixar de ser importante. Mas vivemos e viveremos o tempo da profusão de dados e informações e da análise aprofundada e técnica destes mesmos dados. E isso, com certeza, melhorará a eficácia da comunicação mercadológica. temos, todos, a aprender como fazer acontecer.

Comunicar neste momento em que a economia se retrai e os anunciantes disputarão consumidores receosos e com menos dinheiro para comprar produtos e serviços passa a ser um jogo para gente cada vez mais profissional. A comunicação passa a ser cada vez necessária. E precisa!