Coluna Branding: a alma da marca

A definição da marca

Costumo dizer aos meus alunos que, ao apresentarem seus trabalhos a mim, definam o que suas criações nos contam. Este é um exercício de síntese que sempre é muito desafiador a todos eles, mas, que para mim diz muito sobre a capacidade do aluno em fazer design de logotipos.

A palavra “definir” por origem é a descrição do completo fim de um assunto (DE- completamente, FINIS -fim, limite).

É possível entender isso em 2 formas: o assunto está completo e, portanto, não há nada mais a entregar ou, o meu conhecimento sobre este assunto está por completo e se limita a este espaço.

É na hora que definimos uma criação, que vemos qual dos dois entendimentos estamos falando, principalmente na criação de um logotipo, e a maioria dos alunos pensa que deve entregar um assunto por completo, pois assim estará mostrando seu grande conhecimento, sendo mais digno de uma boa nota.

No entanto, entendo que o segundo entendimento é mais propício a um designer do que o primeiro.

Foto: Pixabay

Explico: As vezes criamos conceitos visuais que tem formas tão perfeitamente arranjadas que completam o sentido daquilo que se tem a dizer. São imagens cuja representação é sinônima da informação, e que não geram dúvidas a quem lê o seu trabalho. Nesses momentos, em muitas vezes DESCARTO ESTA IDEIA, pois entendo que um bom trabalho de design gráfico é aquele que contém o mistério.

O valor da criação está no mistério, nossa compreensão precisa ser fustigada e estimulada em busca de algo mais. Como já falei em outros textos, é necessária uma certa rebeldia criativa. Aquela vontade de não estar satisfeito, de querer dominar o assunto, sem ter o poder para isso.

O designer precisa ter apenas consciência da limitação da sua criatividade, mas esta precisa estar em expansão sendo ampliada pela interferência e uso do leitor. Deve poder ser retrabalhado, reconstruído e reestruturado com o tempo, por ter ganho mais corpo e mais significado. É como um filhote de pássaro que quanto mais cresce mais colorido fica.

Uma marca com estas características por mais misteriosa que possa parecer é também mais forte e definida, pois, os seus consumidores vão estar ansiosos por compreendê-la, e assim, também mais relacionados a ela.

Nós os designers de marca precisamos estar imersos nestes mistérios quando criamos. Percebendo o encantamento dele, para que este nos diga mais sobre o assunto, e para que seja possível dar novas formas.

Por fim, a resposta para esta prova que sempre faço aos meus alunos é saber que o designer, é aquele que alimenta sua criação como se esta fosse viva, e usa para isso, a poderosa intuição do criativo e a sua capacidade de formalizá-la, assim, aumenta a compreensão e a definição do seu trabalho.

Coluna Branding: a alma da marca

O que esta Copa já tem a ensinar aos brasileiros

Como professor não tenho como não buscar lições em tudo o que fazemos na vida e assistir a Copa do Mundo é uma distração muito produtiva quando queremos tirar lições.

Desde já deixo claro que não é o evento organizado pela FIFA que traz consigo os exemplos para os brasileiros, mas sim este contato com o mundo todo, com povos e culturas diferentes, com crenças e relações diferentes.

Portanto vamos lá, listando e explicando:

Não dá pra viver de imagem para sempre – está claro que no futebol as coisas estão muito niveladas, que países favoritos estão tendo muita dificuldade em passar por esquadras de menor tradição. O que aprendemos: não dá pra viver de imagem para sempre, para ganhar é preciso se esforçar.

Quem cai, deve se levantar – nosso futebol tem sido muito lamentador, assim como nosso povo. Estamos sempre lamentado as nossas quedas. Está na hora de seguir com a jogada, mesmo que haja uma nova queda lá na frente.

Fingir menos e brigar mais – é interessante ver que países como Rússia, Croácia, Islândia, Servia e outras nações como essa mostram força. O que eles têm a nos ensinar? A resistência à vontade por algo maior do que o próprio jogo. É a famosa pátria na chuteira, uma expressão militar, que não deve ser entendida como propaganda do “volta militares”, mas de um estado de combate que nosso povo precisa ter em suas veias.

Frieza é controle – Temperança é um das virtudes que Platão dizia fundamental ao ser humano. É preciso se controlar em momentos difíceis e fazer o que precisa ser feito. É isso que Tite quer dizer quando diz “não reclama do árbitro, concentra!”

Por amizade, não por dinheiro – A Islândia pode até sair da Copa, mas para um time onde muitos são amadores, chegaram muito longe e tem muito a ensinar. Podem até estar jogando hoje por uma oportunidade de se realizarem individualmente como jogadores profissionais, já que hoje são mineiros ou dentistas, mas chegaram até aqui sem precisar dessa ambição. Belo exemplo!

Para terminar a mais importante de todas:

Piada, tem limite – Novamente a elite econômica do Brasil, mostra que dinheiro e educação não são sinônimos, e que cultura passa longe desta nossa “burguesia”. Muitos exemplos de piadas de mal gosto na Rússia rolando pela internet as quais nem vale a pena dar ibope. Isso não acontece só com os brasileiros, há muitos desses “ricos sem cultura” espalhados pelo mundo, mas são os nossos que nos cabem.

Para eles meu desejo é que fossem presos e punidos na Rússia, já que lá teriam a justiça que merecem, sem o apadrinhamento de nossas cortes.

Por fim, digo o porquê desses fatos se tornarem importantes para nós comunicadores.

Somos cientistas sociais, e como tais, devemos estar atento a todos os assuntos do momento, aprendendo e ajudando a corrigir erros de nosso povo. Por enquanto, vou usando minha comunicação para o aprendizado e amadurecimento das nossas ações, assim como a seleção de Tite. Acredito que nesse momento nosso povo também está atento a estes fatos, torcendo não só pelo bom futebol de nossos jogadores, mas principalmente pelo bom desenvolvimento do nosso comportamento como nação.

Coluna Branding: a alma da marca

A propaganda da verdade

Muitos me perguntaram nestes últimos anos o que aconteceu com a publicidade para que ela tenha diminuído tão bruscamente como profissão. É notório que a procura por este curso nas faculdades diminuiu, assim como o mercado foi chacoalhado por uma crise tão grande que precisou se reinventar para continuar existindo, e muitas agências, fornecedores e veículos tiveram que se reposicionar ou fecharam as portas.

Quando um fato tão grande quanto este acontece é preciso olhar os princípios, pois pra uma casa cair é que seus problemas devem estar na fundação.

Havia um princípio na propaganda que sempre foi valorizar o que a marca tem de bom e deixar de lado ou até escondido aquilo que não está bom. Acontece que na era da informação esconder as coisas ficou cada vez mais difícil e aquele profissional que se destacava por saber pintar de dourado uma sujeira, foi sendo desmascarado.

Sempre tive comigo, que precisávamos encontrar verdades que pudessem ser propagadas e que as falhas não podiam ser encobertas, mas sim trabalhadas, recicladas, reconstruídas para que pudessem contribuir em uma valorização de marca. Encontrei muitos caminhos para fazer isso. Mas todos eles com um fator em comum. A propaganda precisa ser sinônimo da verdade.

Um exemplo muito prático aconteceu aqui em Taubaté com uma propaganda da corretora de seguros Rodrigo Camargo. Ao pintar um muro com sua marca, a corretora não se atentou ao fato de estar apagando um grafite de muitos anos naquela parede, uma arte que embora efêmera, como chama o seu próprio autor, é o retrato da relação verdadeira com a sociedade.

Não deu outra, movimentação nas mídias sociais, chamando atenção da imprensa local e nacional. Mas o que foi interessante nessa ação é que a corretora e seus profissionais da comunicação não tentaram esconder o problema, pelo contrário, com humildade reconheceram o erro, foram as mídias e deram a cara a tapa, pediram desculpas a sociedade e chamaram o artista para recriar o espaço com um novo desenho, que homenageia esta adoção da arte de rua pelo mercado tradicional publicitário. Uma verdadeira aula de fazer propaganda com a verdade.

O resultado é espetacular. O artista Felipe Rezende (Ifi) foi reconhecido por seu trabalho e recompensado pelo investimento da Corretora, a imprensa fez seu papel e divulgou, ilustrou e beneficiou a sociedade com seu trabalho, as pessoas ganharam um marco, um símbolo em sua cidade, e a corretora divulgou como nunca a sua marca, e foi homenageado na própria obra um fator pessoal, que marcará o empresário para sempre naquele lugar efêmero.

Mas o mais marcante de tudo é ver que existe uma publicidade diferente que pode se integrar com esta nova sociedade, que não será marcada por relação com a inverdade, com a corrupção, com o malfeito. Mas sim com a beleza de comunicar um bem, um valor, uma vontade boa de sermos vistos e reconhecidos.

Parabéns aos envolvidos e boa sorte para esta nova propaganda da verdade.

Tendências de design de Logo

Os logos mais famosos do mundo redesenhados

Como os estilos de moda, as tendências de design de logotipo vêm e vão. O que há um ano podia parecer brega e desatualizado, no dia seguinte é o que todos estão usando. Para determinar quais tendências de design são populares e estão em ascensão, analisamos as reformulações de logo das grandes marcas – você sabe, as marcas com grandes orçamentos para investir em marketing e branding. Se essas marcas usam certas tendências em seus designs, você pode apostar que elas pesquisaram e planejaram cuidadosamente cada detalhe.

Ao escolher mudanças de design sutis, você pode manter a essência de sua marca enquanto a adapta aos gostos modernos. Se você está pensando em atualizar ou criar logotipo, considere o uso de algumas dessas tendências de design.

Fonte: Link Building – Luana Santos

Coluna “Branding: a alma da marca”

Uma ideologia presente

Nós comunicadores estamos acostumados a trabalhar com ideologias. Criar símbolos que portem discursos ideológicos é, antes de mais nada, um dos grande objetivos que um profissional desta área deve buscar. Não vejo possibilidade de um publicitário, jornalista ou relações públicas estar fora dessa imensidão, por isso a tamanha necessidade da presença do pensamento ético entre estes profissionais.

Na publicidade, a propaganda ideológica está em exemplos cotidianos, como o Itaú usando discurso do técnico da seleção para motivar o pensamento positivo ao consumo e ao trabalho, ou da Chevrolet tomando para si o conceito de mudança das ruas com seu “find new roads”.

Ideologias são grandes materiais brutos que na mão de bons comunicadores tomam fins diversos, sendo moldadas, encabrestadas ou até manipuladas às necessidades dos objetivos da sociedade.

No entanto, há momentos na história que precisamos prestar atenção para uma construção simbólica, que nasce quase espontaneamente e que aos poucos materializa uma proposta que nem sempre é a imagem do cavalo domável da comunicação social.

Este é o caso do fenômeno midiático de Marielle Franco, ou mais especificamente do símbolo “Marielle Presente”, bordão herdado pela vereadora após um discurso seu na câmara dos vereadores, onde ela respondia a palavra “presente” a chamada de mulheres assassinadas, as quais ela defendia o direito à justiça, e portanto representava.

Desde já, para que não me compreendam mal, deixo claro que não estou analisando o contexto político da vereadora, nem de quem é a culpa pelo ato bárbaro acontecido a ela, o qual repudio muito mas deixo a opinião àqueles que tem mais conhecimento sobre a história da vereadora e sobre como se faz segurança pública.

Trato neste texto apenas da construção comunicacional dos símbolos antes e após o ato da morte da representante popular, e das repercussões midiáticas e das ruas.

Filósofos clássicos gregos como Platão falavam que um ideal nasce primeiro em um mundo incorpóreo, esperando por receptáculos físicos aptos a mostrar seus sinais e aos poucos ir se manifestando. Veja que usei o adjetivo “apto”, mas não necessariamente “certo” pois, como grandes potências simbólicas naturais se mostram em tudo aquilo que tem condições de representá-las, sem fazer distinção de juízo.

Acredito até que este tipo de construção faz parte de uma evolução coletiva de nossa consciência humana, pois, se apoia no nosso papel nesta história.

O ser humano é o único “animal” com possibilidade de fazer este juízo de valores por escolha, o nosso ” livre arbítrio” é o elemento que tem fundamentação na moral. As escolhas que fazemos na condução dos nossos símbolos que representam estes ideais nos levam a construção da nossa História. Se acertamos na condução simbólica costumamos viver períodos felizes, mas se erramos vivemos então grandes depressões.

Estas ideias são “substâncias” tão imensas que não cabem em um contexto de um comercial de TV apenas. Vão se apresentando em oratórias, em comunicações de massa, em atitudes populares, até que enfim, algo se consolide em uma única representação.

Tenho lido a comparação do símbolo Marielle ao de Vladmir Herzeg, jornalista morto durante a ditadura militar que foi o símbolo usado como estopim para o fim deste período. A representação da resistência ao militarismo.

A movimentação de massa por todo Brasil acontecida após essa tragédia da vereadora mostra que a opressão popular chegou ao limite em nosso país e não é mais tolerada pela sociedade brasileira, algo que só é comparável às movimentações durante a ditadura militar realmente, como diz a antropóloga Alba Zaluar.

No entanto, antes mesmo do acontecimento com Marielle, um compartilhamento em massa de uma ilustração do tabloide francês Le Monde havia me chamava a atenção nesse sentido, pois era compartilhado por “gregos e troianos”, pelos dois lados da moeda política brasileira. O que me pareceu ser o retrato de um pensamento unificador.

Por falar em troianos, algo que se destaca nesta imagem é a figura de um pato de Tróia ilustrado pelo jornalista, a clara representação do uso de um símbolo de ideal de um povo voltado para manipular o mesmo povo. Exatamente o que me parece intolerável e que é a causa dos problemas do Brasil.

Marielle, assim como a ilustração do Lê Monde, representam um país cujo a sua liderança, nos três poderes, estão desconectados da população que representa, e isso é a causa da grande revolta!

Veja que o símbolo da Marielle não pode ser transformada no novo pato brasileiro, que é preciso que nossa sociedade compreenda o recado sem cair na manipulação dos aproveitadores de plantão. Se hoje ela é a representante de um povo cansado de ser manipulado, oprimido e deixado a margem, deve continuar sendo seu símbolo legitimo, sem que seja usada para vender carro, banco ou lado político.

Afinal, ela é a imagem de um povo corajoso que quer discursos reais, protagonismo e heroísmo patriótico verdadeiro. Aquele que conseguir realmente ser esta pessoa, leva consigo o direito de sair como representante dessa nação.

A palavra “presente” que Marielle usava e que foi gritada por muitos no Brasil após a sua morte condensa grande importância, pois presente não é estar perdido no passado, nem estar voltado para as disputas futuras, é antes de mais nada estar consciente de suas escolhas, de estar certo que não existem lados horizontais nessa disputa, mas sim uma busca por uma representação melhor no caminho vertical.

Precisamos estar presentes, ligados, pois, estamos chegando muito perto de uma nova rota para o Brasil, que não me parece ser assim tão bonita e segura como na propaganda de carros e nem assim tão palpável e infalível como nas propagandas de um banco, porque na vida real o símbolo não cessa seu movimento ao apagar a TV e o sangue dado pelos idealistas não é produção feita em estúdio.

Coluna Branding: a alma da marca

Uma covardia com a comunicação

Havia prometido a mim mesmo que neste ano não publicaria nesta coluna textos muito politizados, já que com a chegada das eleições os ânimos estariam acirrados e meu objetivo neste espaço é falar de conteúdos que interfiram diretamente na vida de quem gosta de propaganda, gestão de marcas ou estudam comunicação.

Acontece que neste mês um “publieditorial” do governo federal, chamou minha atenção e, me deu oportunidade de falar do assunto. Algumas das principais revistas político-econômicas do país receberam uma sobrecapa com uma propaganda do governo federal com o tema: “a reforma da previdência”.

Trata-se de uma estratégia de marketing com objetivo de convencer a opinião pública reticente ao assunto, com o uso do informe publicitário, uma técnica polêmica quanto à sua forma ética e sua eficácia. Assim, mesmo não me poupando à abordagem crítica, tento ater meus comentários à linha de assunto que interessa ao leitor deste blog.

No branding um dos princípios para se ter uma boa gestão de marcas é saber convencer seu público-cliente de suas necessidade. Aquele que promove uma instituição precisa ter coerência entre aquilo que a marca se propõe a ser (identidade) e aquilo que a marca apresenta a sociedade (imagem), é exatamente sobre esse princípio o exercício de análise. Qual é a coerência desta ação do governo em toda cadeia comunicacional?

Não é novidade uma revista vender sua capa para a publicidade, a sobrecapa é só um item dentro do mix de produtos publicitário, e já foi utilizada por diversas marcas do setor privado. Pode ser boa para o anunciante se bem executado, mas, é muito comprometedora à imagem do veículo, já que, por coerência, este deveria se mostrar à sociedade o mais isento possível, fazendo de tudo para preservar a credibilidade de seu jornalismo sem que haja desconfiança de que sua posição opinativa ou esclarecedora tenha preço. E obviamente muito preço, sendo a mídia mais cara do segmento.

Sei que este princípio, da ‘isenção’, está cada dia mais obsoleto e até fora de moda quando se trata de jornalismo. Porém, não seria por situações como esta que temos crise também na credibilidade institucional dos nossos meios de comunicação e do jornalista? Não é verdade que cada dia mais os blogueiros sem formação e que nem sequer se dão ao trabalho de apurar o fato, concorrem diretamente com o profissional da área? Por que um cliente pagaria um jornalista profissional vendável, se um blogueiro se vende por muito menos e oferece a mesma exposição?

Não há mais a figura do opinador qualificado, do gestor da informação verdadeira, do investigador denunciador, isso está ficando de lado por aquele que paga mais!?Quando a propaganda compra a imagem do jornalismo, é como se uma irmã gêmea rica usasse e abusasse daquela outra fragilizada por ter princípios, roteiro digno das novelas mexicanas.

Mesmo sendo publicitário de origem, tenho me empenhado a mostrar que nós dá comunicação precisamos e deveríamos lutar por uma profissão mais ancorada em juramentos morais do que comerciais. Sem credibilidade nenhuma profissão sobrevive. Isso é a tal coerência do Branding.

Pergunto: esta situação é boa para a propaganda também, mostrando poder da profissão? Oferece aos clientes a possibilidade de se dar bem usando a credibilidade institucional do jornalismo?

Não acho que seja bem assim!

As sessões 5 e 6 do código de autorregulamentação da propaganda brasileira fala um pouco sobre a apresentação da verdade em uma propaganda travestida de jornalismo, embora traga itens práticos a serem cumpridos para que um “publieditorial” não seja considerado enganador, deixa claro que o limite entre uma imagem verdadeira e manipuladora é muito tênue e com isso em mente me pergunto.

Um publieditorial do governo estaria alinhado ao princípio do Artigo 5º deste mesmo código?

“Nenhum anúncio deve denegrir a atividade publicitária ou desmerecer a confiança do público nos serviços que a publicidade presta à economia como um todo e ao público em particular.”

Se deixarmos de lado a questão ética por um pouco de tempo, ainda assim podemos ver que até tecnicamente esta ação não é tão eficiente. Um único informe publicitário pode demonstrar o carácter manipulador de uma marca, e isso é bastante inconveniente ao branding, imagine então se ao chegar a uma banca ou supermercado você encontra lado a lado 4 revistas com a mesma capa falando da reforma da previdência. Seria como o famoso anúncio de TV diz: “Tá querendo me enganar…é?”

Ou seja, se o objetivo era credibilizar o fato, foi dado o resultado contrário. Demonstrando a ineficácia da propaganda e aumentando a aversão a mesma. Um ato contrário aos princípios da profissão, que ao meu ver, deveria ser revisto até mesmo pelo Conar.

Para terminar deixo então a minha crítica.

Esta comunicação do governo, que serviu para sujar a imagem das profissões e instituições do jornalismo e de publicidade, e que por pura incompetência técnica não trará nenhum efeito prático, serviu para que?

Para enriquecer o bolso dos envolvidos? Para ser coerente só com o tipo de atitude autoritária e que pensa que o povo brasileiro é ignorante e manipulável?

Precisamos exterminar com esse tipo de atitude no país, aquele que destrói nossa imagem de país sério. Não importa o lado político que defendemos, deveríamos estar unidos para que a história valorosa das nossas profissões não fosse jogada no lixo por esse tipo de prostituição.

A imagem das empresas nacionais está arranhada, dos poderes executivos, legislativos e judiciários também, nossa imprensa e propaganda são vendáveis por covardia e só será possível mudar algo nesse país se surgirem pessoas que realmente acreditem que a verba institucional não é mais importante do que a marca institucional.

Vaga de estágio em design

Estagiário(a) de Design / Computação Gráfica

A empresa busca alguém apaixonado por design, entendedor do ponto de vista do cliente e principalmente possuidor do mindset de um hacker! A vaga é para São José dos Campos.

É imprescindível:

Ser “cabeça aberta” para novas ideias;

Ter sede de conhecimento e amor ao Design e tecnologia;

Saber trabalhar em equipe;

Agilidade.

Estudante da área de Design ou Computação Gráfica;

Conhecimento em edição no AI, Ps e In;

Edição de vídeos em Pr e Ae;

Ter conhecimento em Branding;

Se tiver aquele portfa, manda pra gente!

Benefícios:

– Bolsa-Auxílio;

– Trabalhar em uma das 7 Startups que estão mudando o mercado jurídico.

Candidate-se a vaga por aqui

Música afeta sua compra?

Bananas Music Branding lança pesquisa para descobrir como a música afeta a experiência de compra

Apesar do crescimento do investimento em music branding por parte das empresas, um dos grandes desafios que o mercado ainda enfrenta, uma vez que música é uma experiência subjetiva e emocional, é conseguir medir os resultados que a trilha sonora traz para a marca, seja em termos de branding, produtividade dos vendedores ou, o mais importante, no aumento de vendas.

Poucas ainda são as pesquisas que trazem resultados importantes. Um exemplo, é a pesquisa recente conduzida pela HUI Research mostrando que uma trilha sonora composta por músicas (incluindo desde as mais conhecidas até algumas novidades) que casem bem com a marca e a atmosfera esperada do ambiente tendem a aumentar as vendas em até 9,1% em relação a uma trilha que contém apenas as músicas mais conhecidas e que não tem nenhuma ligação com a marca.

Com esse desafio em mente, o Bananas Music Branding se tornou a primeira startup de music tech obstinada em descobrir como a música afeta a experiência de compra, aplicando metodologias de design thinking, testes A/B e análise de dados.

Unindo tecnologia e emoção, o Bananas se propõe a aumentar a performance do varejo a partir da experiência, entregando não apenas a trilha sonora como um fator emocional para fortalecer a identidade da marca, mas também como uma ferramenta que influencia e impacta na performance de vendas, no comportamento dos consumidores e na produtividade da equipe de vendas.

O segredo do Bananas é ter desenvolvido um sistema de curadoria musical que inicia em uma fase de concept e inputs emocionais sobre a marca e se encerra em um dashboard de análise e cruzamento de dados que mede o real efeito da música na loja e cria playlists otimizadas com base no sucesso das vendas.

Desde o início da operação, o Bananas sempre soube da importância de entregar dados consolidados nos relatórios de performance da trilha sonora das marcas. Por isso, logo após desenvolver um player de reprodução musical, o primeiro grande investimento a ser feito em tecnologia foi no desenvolvimento de um Dashboard onde é possível analisar em tempo real as lojas que estão ativas e utilizando o player, as playlists mais ouvidas e, também, as músicas mais curtidas ou mais puladas em cada loja. Com isso, a equipe de curadoria recebe os feedbacks e consegue ajustar a trilha sonora da loja em tempo real.

Com a necessidade de sempre melhorar sua tecnologia e mostrar o real impacto da música nas vendas, no final de 2017 o Bananas se associou à Plugbuy – startup de controle de fluxo no varejo – para rodar um projeto piloto de 3 meses em um dos seus maiores clientes – as lojas Gang, marca de moda jovem do RS. O objetivo do MusicX é cruzar e analisar diferentes variáveis para entender como a música influencia no comportamento de compra dentro de uma loja. O experimento inédito coloca à prova muitas verdades que existem no mercado a respeito da influência da música nas vendas.

As primeiras análises do experimento trouxeram resultados interessantes sobre o comportamento dos consumidores, ainda que não sejam conclusivos sobre o impacto direto da música sobre as vendas.

Um dos resultados diz respeito à língua. Por 15 dias, foram testadas duas playlists de forma randômica – uma apenas de músicas em português e outra em inglês. Nas análises iniciais, observou-se que o tempo de permanência dos consumidores em loja foi superior em ambas as lojas no momento em que tocavam as playlists contendo apenas músicas em português.

Outros experimentos que foram feitos:

Loja em silêncio x Loja com música

Playlists criadas por bots x playlists criadas por humanos

Playlists com músicas de batida mais acelerada x músicas mais calmas

Apesar dos resultados ainda serem muito incipientes, foi possível observar que a música impacta no comportamento das pessoas dentro da loja, mas não que isso seja responsável efetivamente pela venda. Por outro lado, um fato que chamou muito a atenção da equipe de pesquisa foi a reação dos vendedores em relação à música. Em situações extremas, como o dia em que as lojas ficaram em absoluto silêncio, o que se observou com base no feedback dos próprios vendedores foi uma alta taxa de desmotivação e, por consequência, menor produtividade – o que seria um indicativo do fator de alteração de vendas observadas nestes dias – e o medo de não atingir a meta do dia em virtude da ausência de música, o que segundo eles, dá o ritmo para as vendas.

Ao longo de 2018, o foco do Bananas está em consolidar o MusicX como a ferramenta de music branding mais efetiva do mercado brasileiro. Para isso, além do crescimento da equipe de desenvolvimento, a empresa estará levando o experimento para mais lojas e também para outros segmentos que não apenas o varejo. Em fevereiro, inicia-se um estudo focado para o setor de bares e restaurantes com o objetivo de medir o impacto da música no consumo de determinados tipos de bebidas.

Com os resultados deste projeto, o próximo passo é desenvolver uma inteligência artificial que, a partir de inputs humanos, consiga entregar playlists mais assertivas baseadas também em dados reais e não apenas no gosto musical dos curadores, transformando a música de fato uma importante ferramenta de vendas.

Mais sobre o Bananas Music Branding

Fundada em 2013 por Juli Baldi e Rafael Achutti, em Porto Alegre, o Bananas Music Branding é uma agência especializada em curadoria e estratégia musical para marcas. Para elas, oferece a curadoria musical 360 º. Através deste serviço, cria e cuida da trilha sonora em todos os pontos de contato da marca, da loja física às redes sociais.

Hoje, a empresa, que conta com uma carteira de 20 clientes fixos, como Youcom, Gang, Ford, Ministério da Saúde, SOS Mata Atlântica e Shopping Iguatemi de Porto Alegre, entre outros, atende também em São Paulo.

O faturamento total, que deve saltar de R$ 60 mil, em 2014, para R$ 700 mil neste ano, sendo 60% deste valor vindos de trabalhos em mídia streaming, mostra que a agência, com investimento focado em conhecimento e tecnologia, está no caminho certo quando o assunto é music branding.

Fonte: Baião de 3 – comunicação – Patrícia Larsen

Coluna Branding: a alma da marca

O estudo técnico está acabando com o estudo mágico

Tenho me deparado com muitos amigos cometendo o erro de substituir conhecimento por informação, e isso tem me deixado muito intrigado.

Parece que aos poucos o mundo anda perdendo a capacidade de discernir sobre os assuntos, tendo a necessidade de responder a tudo rapidamente, sem a famosa contemplação filosófica.

Há algum tempo, tive o prazer de ouvir o filósofo Michel Echenique, infelizmente já falecido, dizer em suas palestras que todo planejamento deveria contemplar não só funções operacionais, táticas e estratégicas, mas também um elemento misterioso, chamado de mágico.

Para ele, quando um valor adere à um grupo de pessoas e isso passa de uma mera informação para um conhecimento vivenciado por todos, a compreensão dos princípios faz com que tudo o que precisa ser feito aconteça com mais facilidade e naturalidade.

É o que o popular chama de “natureza conspirando a favor”, mas deixando de lado a “mística”, o filósofo explicava que podemos entender isso como um conhecimento supra-racional, que se não pode ser medido ainda, pode ser intuído e contado sempre, pois, se repete com sequência.

Uso o futebol para dar meu exemplo prático:

Após um primeiro turno fora da realidade, mantendo uma invencibilidade histórica no campeonato brasileiro, a equipe do Corinthians, míngua um segundo turno com resultados proporcionais aos times últimos colocados. O que fez isso acontecer?

Explicações de preparo fisico, de reconhecimento da técnica, de perda de confiança, de queda de rendimento de um ou outro atleta, tentam explicar o fato mas são só apostas que não se sustentam por si só.

No entanto, existe um fato simbólico que é impossível de negar. Quase que ao mesmo tempo esta equipe bateu recordes de invencibilidade, conquistou o primeiro turno e passou 10 dias em descanso.

Por que ignoramos esta informação simbólica, não tratando este elemento como um único conhecimento como propunha Michel chamando-o de “elemento mágico”.

É muito comum e repetitivo a conhecida faixa carimbada, o relaxamento após um feito extraordinário, a desconcentração de uma energia que antes estava concentrada. O Corinthians perdeu seu elemento simbólico, aquela mística que o fazia repetir resultados surpreendentes.

Ficamos preocupados em encontrar uma técnica, a explicação científica e nos esquecemos de observar, contemplar, intuir o que vem a acontecer após um fato simbólico.

Estamos esquecendo que todo princípio científico parte de um ato empírico, que todo ato heróico costuma com o tempo resumir-se em um fato simbólico. Que o símbolo mágico é de natureza superior ao ato técnico, e que o conhecimento não se resume em informação.

Este Corinthians inacreditável se formou após ser desacreditado como a quarta força do estado e principalmente após ser prejudicado em um jogo contra o Palmeiras durante o campeonato paulista de 2017. Este símbolo de oprimido se transformou em espirito de luta e obediência tática e é isso que seu técnico parece não estar conseguindo recordar aos seus jogadores.

Da mesma forma, toda marca ou campanha de comunicação precisa ter sua mística traduzida em conceituação. Não basta ter apenas um estratégia inteligente e uma boa tática. O símbolo por traz de tudo deve estar vivo e ser compreendido pelos envolvidos. Sem isso, a comunicação poderá ser bonita, mas vazia e por tanto ineficiente.

Pretendo continuar falando sobre assuntos relacionados a este tema nos próximos artigos, portanto comentários e críticas fundamentadas são sempre bem vindas.

Até a próxima.

Evento discute propaganda e marketing

Se sua marca fosse uma pessoa, como ela seria?

Este e muitos outros questionamentos serão apresentados e desenvolvidos no Workshop Marketing e Comunicação. Quem comanda o evento é Junior Miltão, sócio da Agência Liberta.

O evento acontecerá no dia 06/10, às 19h, no Colégio Albert Einstein, em Guaratinguetá/SP.