Empresas devem ser influenciadoras

Empresas precisam atuar mais como influenciadoras na era da Transformação Digital

“As pessoas estão procurando marcas e produtos que tenham ligação com suas próprias causas. Como as empresas devem se preparar para corresponder a estas expectativas?”,questiona Raíssa Garifalakis, Business Strategy Designer do CESAR, durante palestra “O Novo consumidor: conectado e em rede”, na HSM Expo 2019. Para a especialista, as compras são cada vez mais motivadas pelo aspecto emocional, e quem não começar desde já a aprender como se movimentar neste novo cenário corre sério risco de perder a relevância.

Raíssa Garifalakis, do CESAR, Bia Granja, da YouPix, e Laureane Cavalcanti, da DeepDive (Foto: Rodrigo Rodrigues/Divulgação)

Segundo a fundadora da DeepDive, Laureane Cavalcanti. um dos primeiros passos que precisam ser dados é agir rapidamente para obter uma definição clara sobre a essência da marca. Aquilo que é sua verdadeira causa. Quando isso fica claro, não só o consumidor, mas também os colaboradores, quando são contratados, já entram com vontade de defender a causa juntos. “Essa é uma preocupação que já começa a tomar conta da agenda dos altos executivos e executivas das companhias”, disse.

Hoje em dia a verdade sempre aparece

Mas de nada adianta ter um discurso engajado por fora e não praticar aquilo internamente. “Tenho conversado com muitas empresas que afirmam querer fazer estratégias de comunicação defendendo algum tipo de causa sensível. Quando isso acontece normalmente eu pergunto: mas como esse tema é trabalho dentro da companhia? Vocês já atuam da maneira que querem que as pessoas atuem? Neste momento a resposta muitas vezes é: não. Isso nós ainda não fazemos. Neste caso a orientação é: então não faça essa comunicação, porque hoje em dia a verdade sempre aparece”, destaca a cofundadora e CCO da YOUPIX, Bia Granja.

A especialista pondera que, para se conectar ao novo consumidor, as empresas precisam atuar verdadeiramente como influenciadoras, e isto significa ser relevante na vida da pessoa ao ponto de ela promover mudanças em seu comportamento em função do conteúdo que a marca oferece.

Na construção de branding estão caindo os conceitos de B2B e B2C. “Agora, praticamente todas as relações se integram a uma abordagem P2P. É de pessoa para a pessoa. Mesmo quando envolve apenas empresas, de fato, na prática, trata-se de uma pessoa falando com outra pessoa. Sendo assim, as relações pessoais voltam a ser relevantes para a estratégia”, adverte Laureane.

Em sua avaliação as empresas sempre tiveram um comportamento de ditar as regras. Elas determinavam o preço e como seria o produto. “Isso não será mais assim”, sentenciou. “Por isso, não adianta querer fazer transformação digital se a companhia nunca teve nem relacionamento com as pessoas por meio das redes sociais. A customização é fatal e será necessária, mas não dá para se atrever a oferecer conteúdo customizado se você não tiver conhecimento do consumidor”, completou, declarando que precisa haver bom senso.

É preciso ter plena certeza se a pessoa que vai receber o conteúdo tem algum interesse real sobre a sua marca. “Ninguém quer mais ter uma caixa de e-mail com mais de mil mensagens não lidas porque empresas que nunca ouvimos falar ficam nos mandando promoções de produtos nos quais nós não temos o menor interesse”,pondera a executiva.

As organizações, contudo, não podem cair na tentação de colocar suas necessidades em primeiro lugar. “Investir em esforços para agradar investidores, se posicionar para uma situação agradável na imprensa. Isto tudo já teve o seu valor, mas estamos em um novo tempo”, sentencia.

As empresas precisam ouvir as pessoas

Bia destaca que 84% das conversas que as pessoas têm atualmente não são detectadas por nenhum tipo de mecanismo de buscas. Elas são feitas em ambientes independentes como grupos de Whatsapp e outras plataformas. Assim, fica cada vez mais difícil monitorar o que os consumidores estão falando sobre as empresas.

“Algumas companhias já estão usando inclusive o conceito de morning briefings, no qual são feitas reuniões diárias e as pessoas trazem informações sobre os temas em que estão envolvidas. Se as empresas não circulam nestes meios, as pessoas estão circulando. Então as empresas precisam ouvir as pessoas”, explica.

Fonte: Compliance Comunicação – Assessoria de Imprensa – Ana Carol Cortez

Nova identidade visual e posicionamento

Superunion cria novo posicionamento e identidade visual da Cielo

Consultoria de branding do grupo WPP desenvolve estratégia de marca e nova identidade visual

A crescente digitalização do mercado de pagamentos está mudando a cultura financeira global de maneira profunda. Sintonizada nessa tendência e com o desafio de se preparar para nesse novo cenário, a Cielo designou a Superunion, empresa especializada em brand consultancy do WPP, para desenvolver a sua estratégia da marca. A partir de um mergulho profundo no negócio e no contexto da marca, a Superunion criou o novo posicionamento, que traduz o atual momento da companhia e a prepara para o futuro. “Cielo: o seu negócio, infinitas possibilidades” é o conceito que mostra um foco maior da marca em seus clientes. Uma estrutura muito mais fluida, digital e próxima. Nessa nova leitura, a Superunion criou também a nova identidade visual, com uma marca mais simples, leve e que reforça valores humanos em um mundo altamente conectado.

“O resultado é uma marca posicionada a partir da essência da empresa, respeitando e valorando a trajetória de sucesso da companhia, que ao mesmo tempo aponta para o futuro da categoria trazendo um universo de soluções que oferece infinitas possibilidades para todos os perfis de negócios”, afirma Janet Riddell, consultora de estratégia da Superunion.

A head de Marketing da Cielo, Simone Cesena, explica o projeto: “A Cielo está no Brasil inteiro e é para todos. Está presente junto ao comércio brasileiro em todos os momentos do dia. Ampla, presente, ilimitada, assim como o céu. É essa dimensão que a nova marca traz para o negócio, reforçando a nossa essência: ser como o céu. Com isso nasce a nova assinatura: ‘O seu negócio, infinitas possibilidades’. Endossando não só a amplitude, mas o espírito inovador da companhia”.

Ficha técnica:

Criação: Shingo Sato, Andrei Piucco, Robson Maciel, Isabela Carvalho, Mayara Grühauser e Robson Henriques

Direção de criação: Carlos Vale

Atendimento: Fernanda Klebis Dias

Estratégia de Marca: Marcelo Bicudo e Janet Riddell

Fonte: Galbraith PR – Marco Barone

Rebranding de marca na Minalba

Minalba Brasil anuncia rebranding do seu Portfolio de Marcas

Essa representa a maior mudança no negócio de alimentos e bebidas do Grupo Edson Queiroz. O trabalho teve apoio da Agência Ana Couto.

Atenta aos movimentos do mercado e ao comportamento do consumidor, a Minalba Brasil lançará em julho o novo posicionamento adotado por todas as suas marcas. “Conectando negócio, marca e comunicação, o movimento de mudança vem fundamentado no consumidor, ele é nossa razão de existir. Nosso olhar atento para tendências e comportamento nos permitiu redesenhar a estratégia do negócio, com o propósito de nutrir o apetite dos brasileiros de transformarem seus mundos, esse é o jeito Minalba Brasil de atuar e com as nossas marcas não seria diferente” diz Camila Coutinho, Gerente Nacional de Marketing da Minalba Brasil. Os posicionamentos adotados conversam com essa sede por desafios e transformação.

As marcas estratégicas, Indaiá e Minalba, já são hoje líderes em recall e/ou preferência em seus segmentos de atuação. Com a implantação da fase conclusiva do projeto de Branding, a proposta de valor das marcas ficará ainda mais tangível- tanto das marcas estratégicas, quanto das marcas que hoje performam em outras categorias, a exemplo dos sucos, refrigerantes e energéticos. “Nossa meta é gerarmos diferenciação conectando pessoas, marcas e resultados, em observância ao legado de relacionamento já construído, e respeitando a cultura e os costumes de cada cantinho desse imenso Brasil que acolhe tão bem ao nosso portfólio”, acrescenta Camila Coutinho.

A expectativa de impacto no mercado é bastante positiva. As discussões internas sobre o negócio como um todo iniciaram em 2014, e em 2015 a Minalba Brasil deu início ao projeto de Branding, que teve sua implantação iniciada em 2018. O período de construção foi um ponto de partida e a transformação não para. “Toda a estrutura da Minalba Brasil tem trabalhado assertivamente para oferecer o produto certo, para o apetite certo. Isso requereu mudanças em todo o nosso modelo de atendimento ao mercado e o trabalho com as estratégias de marca e comunicação nos permitirá tangibilizar nossos posicionamentos, engajando nossas marcas aos nossos consumidores, gerando propósito e criando um ecossistema de valor que garanta nossa perpetuidade em harmonia com nossos valores e a sociedade”, diz a gerente.

O investimento nesse projeto como um todo, entre estudos, construção e implantação girou em torno de 25 milhões. O trabalho foi construído a quatro mãos por um time multidisciplinar muito interessante. “Tivemos o suporte da Agência Ana Couto desde o início, trazendo a metodologia e o know how necessários, passando pela construção das estratégias de marca e comunicação até a tangibilização do conteúdo com as campanhas; nossa agência, a G Marketing, está conosco há alguns anos, conhece nosso DNA e segue suportando as estratégias, além do time interno que deu show, composto por Marketing, Trade, Vendas e demais áreas do negócio que foram fundamentais para o sucesso dessa empreitada” complementa Camila.

Próximos Passos

Em linha com o mercado e esse momento de transformação, a Minalba Brasil segue focada no portfólio. A empresa faz parte da divisão de alimentos e bebidas do Grupo Edson Queiroz e pretende incrementar cada vez mais sua oferta ao mercado, seja por fusões, aquisições ou desenvolvimento próprio. “Recentemente lançamos nosso mel, um produto orgânico, com as melhores certificações da categoria, voltado para o consumidor que busca saúde e qualidade de vida e startamos com o pé direito nossa atuação no segmento de alimentos. Também temos outras parcerias sendo estudadas em paralelo, tanto para o mercado interno, quanto externo”, encerra.

Fonte: Engaja Comunicação – Leonardo Heffer – Coordenador de Conteúdo

Coluna Branding: a alma da marca

Na era da informação teremos mais blanding e menos branding?

É sabido que boa parte dos especialistas indicam que as maiores marcas da atualidade tendem a perder importância ou até sumir nos próximos 10 anos. Isso se dá pelo fato da marca não conseguir ser digital. Digo ser, e não se adaptar, existe uma distância muito grande entre estas situações. O próximo passo da existência digital é não haver mais um meio digital e sim um mundo digital, onde as marcas deverão ser nativas deste modelo para terem competitividade. A chegada da internet das coisas, da inteligência artificial, da impressão 3D nas residências,da entrega por drone, tudo isto prevê modelos de negócios cuja interação estará cada vez mais por caminhos online.

Imagine a cena, uma mulher que escolhe um escarpam novo usado por uma atriz com quem se identifica, pelo vidro do seu box enquanto toma banho, assistindo a um filme. Verifica a modelagem 3D, se vendo em uma representação digital sua com o calçado, discute com uma atendente com inteligência artificial que rastreia seu perfil de compra por big data, compra por cripto moedas e recebe em 1 hora o produto em casa vindo de drone. Todas estas tecnologias aqui citadas já estão disponíveis, basta apenas que uma marca as implemente nativamente e a popularizem.

Imagem de rawpixel por Pixabay

O universo digital muito em breve assumirá o papel do maior shopping que já vimos e ocupará o espaço na vida das pessoas. Isso muda a cultura do comércio, isso muda a forma de produzir, isso muda a necessidades de empregar pessoas. Isso muda tudo.

O problema aí é que o mundo digital é tão veloz quanto fulgaz, e o trabalho de construção de marca pode aos poucos ir ficando obsoleto, para um tendência a perecividade da marca. Vejamos como exemplo a cadeia napster, torrent e o próprio Spotify. Chegaram, dominaram, explodiram como marca e perderam importância dentro de um mesmo segmento em poucos anos. São blandings, construções perecíveis de marcas e que contrapõe ao branding, como modelos de marcas criadas para não terem uma obsolescência programada. O mesmo vem acontecendo com as redes sociais Facebook com a tendência de queda e migração programada para o Instagram ou até outros.

Vejam que estas marcas são todas nativas digitais, portanto, vocês conseguem imaginar a dificuldade que possuem as marcas tradicionais para saltarem nessa direção?

Seria o fim do branding?

Vejam outro lado, notícias chamam a atenção para a volta do Mappin loja de varejo gigantesca que encerrou suas portas na década de 80 e que agora está de volta no mundo digital, usando toda uma construção de identidade física para credibilizar um serviço online. Isso não é branding?

Do meu ponto de vista o segredo desse novo mundo para a construção de marca é saber o que precisa ser construído com perenidade e também saber aproveitar aquilo que precisa ser perecível. Entender que o Branding precisará englobar o blanding e conviver com este barulho. Não acredito que o limite para essas tendências esteja claro para alguém ainda, em breve veremos aquilo que só precisa explodir por um tempo como uma tendência de moda e aquele negócio que precisa durar e ter uma promessa enraizada e profunda, ganharemos assim mais uma ferramenta na gestão de marcas.

Dança das cadeiras

Quase carnaval, mas o mercado não para

O vai e vem de profissionais na área de comunicação segue em ritmo acentuado. Confira algumas das últimas trocas de posição do mercado de comunicação e marketing.

Arison Sonagere, sócio proprietário da Atributo Branding e articulista deste blog, assumiu na semana passada a coordenação do curso de Publicidade e Propaganda da Anhanguera SJC. O desafio será reposicionar a marca e encontrar novos caminhos para o curso. Uma de suas primeiras ações foi lançar uma fã page chamada NPP/SJC com o objetivo de interagir com o mercado.

Há novidades também pelo lado CCR. Moisés Rosa acaba de assumir o posto de Analista de Comunicação na CCR NovaDutra.

E a jovem publicitária Débora Carvalho é a mais nova contratação da CoreBiz, agência sediada em São Paulo. Ela assume posição como designer. Débora já tem passagens por Verge Parceria Estratégica (Taubaté) e Focusnetworks – OnLife Marketing Transformation (SJCampos).

Vaga para analista de market place

Analista de Market Place – Taubaté

Sólidos conhecimentos em anúncios em market places e todas as suas rotinas / Profissional com experiência na área de marketing digital e mídia de performance, com forte perfil analítico e familiarizado com planilhas, números e métricas (ROI) / Planejamento de campanhas com foco em performance, branding e engajamento de marca / Responsável por estruturação e desenvolvimento das campanhas online e atingimento das metas e KPIs estabelecidos / Conhecimento profundo dos diferentes tipos de canais de mídia paga, tecnologias, busca paga, retargeting, anúncios em redes sociais e distribuição de conteúdo por redes , Mídia programática, Inbound marketing, ferramentas de disparo, Ferramentas como Taboola e Outbrain, Mídias Programáticas / Criar landing pages e formulários de geração de leads para distribuição de conteúdo através de campanhas revelantes (Campanhas tipo CPA e CPV apenas) / Ter controle de budget e cronograma de entrega das campanhas / Gestão de parcerias e mídias cooperadas / Responsável pelo programa de afiliados (sites e blogs), ampliando canais de vendas online

Requerimentos: CRIAR MULTIPLAS CONTAS EM DIVERSOS MARKET PLACES DIVIDINDO A LOJA POR NICHOS. CONHECIMENTO DE TODAS AS ROTINAS INCLUINDO ECOMMERCE.

Educação: Superior Completo

Experiência: Sem Experiência

Carga Horária: Combinar

Dias a Trabalhar: de segunda a sexta feira

Benefícios: Participação nos Lucros ou Resultados (PLR), Participação nos Resultados (PPR), Reembolso

Salário Combinar

Candidate-se por aqui

Transformação digital, dados e marcas

Confiabilidade dos dados vs. reputação da marca

por Marisa Travaglin*

A transformação digital chegou para ficar e está impactando todo o comportamento do indivíduo no século XXI no momento de aquisição de produtos e serviços. A cada dia que se passa, sofremos uma avalanche de informações, dados disponíveis e polarização de opiniões, levando organizações e, principalmente, profissionais de marketing a monitorar a evolução desta percepção para conduzir com confiança o desenvolvimento organizacional de sua empresa.

Foto: Pixabay

Para analisar a percepção de uma marca é necessário ter acesso a várias opiniões de diferentes grupos, os quais têm uma visão minimamente nítida sobre esta organização, pois assim serão construídas opiniões, positivas para uns e negativas para outros, dependendo da interpretação. O ponto de atenção aqui será analisar a qualidade das informações recebidas e a credibilidade do emissor/organização, pois estes fatores serão críticos na formação das impressões do público.

Como executiva de marketing dentro de uma empresa que vem se preparando desde o início para lidar com o novo panorama de responsabilidade de dados, entendo que a elaboração de uma estratégia de marketing e comunicação terá um enorme impacto na reputação da marca que, segundo estudos, é um dos principais fatores que pesam na decisão de executivos na hora de escolherem uma empresa para trabalhar. Esta constatação reflete a relevância deste quesito não só no aumento de vendas e de elementos como marketshare e share of mind, mas também na construção de uma equipe sólida e bem qualificada para lidar com os desafios atuais no mundo corporativo.

Nesta Era Digital, trabalhar com dados confiáveis é um grande desafio que passa a integrar a nova rotina dos profissionais de marketing. Acompanhando esta nova realidade, vem a necessidade de lidar com novas tecnologias/softwares que analisam o comportamento e engajamento do indivíduo (o que permite enxergar formas de customizar o serviço e tornar a experiência do usuário a mais marcante e especial possível), assim como a obrigação de lidar com um novo paradigma de responsabilidade de dados.

Diz-me o que fazes com meus dados, que direi se confio em tua empresa

Não se poderia falar de “Era Digital” sem olhar para um assunto que também vai impactar a rotina do Marketing quando manipulamos dados; trata-se da LGPD – Lei Geral de Proteção de Dados – que entrará em vigor em fevereiro 2020, tendo como objetivo garantir a segurança on-line dos dados dos usuários. Inspirada pelo GDPR (lei europeia já em vigor desde maio deste ano, de caráter muito similar), esta nova regra deve ter impactos sensíveis em todos os segmentos de atuação que coletam e manipulam dados de terceiros, o que inclui o marketing.

De modo geral, entendo que a LGPD deve ter três impactos principais:

Acesso a Dados
Neste quesito, as pessoas terão o direito de remover informações pessoais desatualizadas ou imprecisas, desta forma os usuários podem obter mais controle sobre como seus dados são coletados e usados – incluindo a capacidade de acessá-los ou removê-los –, reforçando seu direito de serem esquecidos – portanto, removido das bases de dados das empresas. Portanto, a partir de agora, será responsabilidade dos profissionais de marketing garantirem que seus usuários possam acessar facilmente seus dados e remover o consentimento de seu uso, com impactos diretos em algumas das principais vertentes de Marketing digital e na análise perfilação de público-alvo.

Enriquecimento de bases e compartilhamento de usuários
Atualmente, nos e-mails que gerenciamos, usamos os opt-ins como única forma de pedir a permissão dos dados, supondo que eles queiram receber mais informações do portfólio da empresa, bem como de seus parceiros. Com a nova lei em vigor, além de solicitar a permissão de envio de mais materiais teremos que solicitar aos usuários sua permissão para serem contatados futuramente para novos produtos ou para compartilhar e enriquecer bases de dados com serviços de parceiros.

Foco na transparência do uso de dados
Teremos que solicitar dados que as organizações realmente precisem e justificar ao usuário final se precisar de outras informações, pois a lei exigirá que a empresa explique-se legalmente quanto ao processamento dos dados pessoais coletados. Na prática, isso vai se traduzir em uma necessidade de planejamento de campanhas muito mais detalhado e consciente e, portanto, mais complexo.

Diante desta nova realidade, não é difícil concluir que as novas estratégias de branding deverão ir muito além das práticas tradicionais de design e naming, devendo incluir um forte apelo à responsabilidade da empresa em relação às suas práticas em todos os canais e meios utilizados: site, blog, mídias sociais e também se posicionando nos eventos do mercado ou ainda na produção de eventos internos que tem como objetivo estreitar relacionamento. Até mesmo o conteúdo produzido, peça fundamental no Inbound Marketing, precisa ser idealizado de modo a refletir a voz e os valores da empresa, fortalecendo a identificação com seus clientes.

Foto: Pixabay

Depois de construída a estratégia de branding, analise a forma como o mercado e sua base de clientes reagem a seus esforços, verificando elementos como awareness, fidelidade, identidade, valor e percepção, para assim poder trabalhar em novos planos. Naturalmente, a responsabilidade com os dados coletados vale para esta etapa também, por isso reforço a necessidade de haver um procedimento muito claro e bem estabelecido de coleta e processamento de informações, de modo que a empresa não seja prejudicada ao executar sua estratégia de mercado.

Como podemos ver, tratar a confiabilidade dos dados coletados dará o tom para fazer a gestão da imagem de uma marca mais assertiva, fator essencial para que ela tenha uma repercussão positiva no mercado e, com isso, seja lembrada na hora da tomada de decisão de compra ou na hora de contratar novos profissionais e formar um time competitivo e pronto para lidar com um cenário cada vez mais desafiador.

*Marisa Travaglin é head de Marketing na Trend Micro no Brasil

Fonte: RMA Comunicação – Thais Amaral

Estudo trata da relação marcas e diversidade

Consumidores querem marcas que apoiam verdadeiramente a diversidade

Pesquisa Diversidade, da Officina Sophia, aponta os temas que as pessoas consideram mais relevantes para apoio das marcas e identifica a relação disso com a propensão de compra

O Brasil e o mundo vivem dois fortes movimentos sociais: de um lado, o forte apoio às minorias e o respeito à diversidade; de outro, um crescimento de movimentos conservadores, culminando muitas vezes na tomada do poder político por esses. Segundo Paulo Secches, presidente Officina Sophia Conhecimento Aplicado, empresa membro da HSR Specialist Researchers, que coordenou o estudo sobre a Diversidade, é nesse universo amplo, múltiplo e diverso que as marcas e empresas devem se posicionar diante do tema.

O estudo aponta nortes importantes para a estratégia das marcas a partir de alguns questionamentos em torno de pontos marcantes ligados à diversidade. Deveriam as marcas fazer de conta que o assunto não é com elas? Ou manter uma posição de neutralidade? Ou ainda adotar uma posição explícita de apoio, mesmo que lidando com as manifestações críticas de correntes mais conservadoras da sociedade? Com base nessas perguntas, a pesquisa colheu insights para subsidiar a discussão, bem como fornecer parâmetros para a gestão das marcas e dos negócios.

O levantamento mostra claramente que as pessoas querem se aproximar de marcas com propósitos e crenças semelhantes às suas. Porém, algumas causas têm mais valor que outras e o estudo identificou quais os temas em que a sociedade é mais favorável:

A pesquisa Diversidade comprova ainda que as Marcas devem ter uma atuação forte e verdadeira, com engajamento genuíno. De modo geral, o brasileiro é favorável ao apoio de causas sobre diversidade. Entretanto, por parte das empresas, entende que deve haver pertinência com relação a esses temas, sem oportunismos. As entrevistas evidenciaram as bandeiras mais pertinentes para o apoio das marcas:

Outro ponto fundamental é que definir propósitos e se posicionar de forma transparente ao levantar algumas bandeiras pode resultar em um bom negócio, com reflexo em vendas de produtos e/ou serviços. Segundo o estudo, existe relação direta entre o apoio a causas e a propensão de compra dos consumidores:

“O consumidor se identifica mais com marcas que respeitam a diversidade de forma contínua e verdadeira no seu dia a dia. As empresas, portanto, devem estar atentas às demandas da sociedade ao definir suas estratégias de negócios. Ademais, o envolvimento de maneira superficial e a defesa de causas por oportunismos ou modismos pode ser um verdadeiro tiro no pé”, assegura Secches.

Amostra – A pesquisa quantitativa Diversidade foi realizada nacionalmente, no mês de julho. Foram entrevistadas 2 mil pessoas, entre 18 e 50 anos, homens e mulheres, de classes sócio-econômicas ABCD (Critério Brasil), de São Paulo (Capital e interior), Rio de Janeiro, Belo Horizonte, regiões Sul, Centro-Oeste e Nordeste. O estudo sinaliza ainda que, em média, o apoio aos temas e causas identificadas como mais relevantes é maior nas classes sociais C2D, seguidos pelas B2C1. As classes AB1 também demonstram apoio significativo, mas em menor percentual. Em todos os casos, a proporção de apoio é maior na amostra feminina.

Fonte: Lucia Faria Comunicação Corporativa – Marco Barone

Coluna Branding: a alma da marca

A definição da marca

Costumo dizer aos meus alunos que, ao apresentarem seus trabalhos a mim, definam o que suas criações nos contam. Este é um exercício de síntese que sempre é muito desafiador a todos eles, mas, que para mim diz muito sobre a capacidade do aluno em fazer design de logotipos.

A palavra “definir” por origem é a descrição do completo fim de um assunto (DE- completamente, FINIS -fim, limite).

É possível entender isso em 2 formas: o assunto está completo e, portanto, não há nada mais a entregar ou, o meu conhecimento sobre este assunto está por completo e se limita a este espaço.

É na hora que definimos uma criação, que vemos qual dos dois entendimentos estamos falando, principalmente na criação de um logotipo, e a maioria dos alunos pensa que deve entregar um assunto por completo, pois assim estará mostrando seu grande conhecimento, sendo mais digno de uma boa nota.

No entanto, entendo que o segundo entendimento é mais propício a um designer do que o primeiro.

Foto: Pixabay

Explico: As vezes criamos conceitos visuais que tem formas tão perfeitamente arranjadas que completam o sentido daquilo que se tem a dizer. São imagens cuja representação é sinônima da informação, e que não geram dúvidas a quem lê o seu trabalho. Nesses momentos, em muitas vezes DESCARTO ESTA IDEIA, pois entendo que um bom trabalho de design gráfico é aquele que contém o mistério.

O valor da criação está no mistério, nossa compreensão precisa ser fustigada e estimulada em busca de algo mais. Como já falei em outros textos, é necessária uma certa rebeldia criativa. Aquela vontade de não estar satisfeito, de querer dominar o assunto, sem ter o poder para isso.

O designer precisa ter apenas consciência da limitação da sua criatividade, mas esta precisa estar em expansão sendo ampliada pela interferência e uso do leitor. Deve poder ser retrabalhado, reconstruído e reestruturado com o tempo, por ter ganho mais corpo e mais significado. É como um filhote de pássaro que quanto mais cresce mais colorido fica.

Uma marca com estas características por mais misteriosa que possa parecer é também mais forte e definida, pois, os seus consumidores vão estar ansiosos por compreendê-la, e assim, também mais relacionados a ela.

Nós os designers de marca precisamos estar imersos nestes mistérios quando criamos. Percebendo o encantamento dele, para que este nos diga mais sobre o assunto, e para que seja possível dar novas formas.

Por fim, a resposta para esta prova que sempre faço aos meus alunos é saber que o designer, é aquele que alimenta sua criação como se esta fosse viva, e usa para isso, a poderosa intuição do criativo e a sua capacidade de formalizá-la, assim, aumenta a compreensão e a definição do seu trabalho.

Coluna Branding: a alma da marca

O que esta Copa já tem a ensinar aos brasileiros

Como professor não tenho como não buscar lições em tudo o que fazemos na vida e assistir a Copa do Mundo é uma distração muito produtiva quando queremos tirar lições.

Desde já deixo claro que não é o evento organizado pela FIFA que traz consigo os exemplos para os brasileiros, mas sim este contato com o mundo todo, com povos e culturas diferentes, com crenças e relações diferentes.

Portanto vamos lá, listando e explicando:

Não dá pra viver de imagem para sempre – está claro que no futebol as coisas estão muito niveladas, que países favoritos estão tendo muita dificuldade em passar por esquadras de menor tradição. O que aprendemos: não dá pra viver de imagem para sempre, para ganhar é preciso se esforçar.

Quem cai, deve se levantar – nosso futebol tem sido muito lamentador, assim como nosso povo. Estamos sempre lamentado as nossas quedas. Está na hora de seguir com a jogada, mesmo que haja uma nova queda lá na frente.

Fingir menos e brigar mais – é interessante ver que países como Rússia, Croácia, Islândia, Servia e outras nações como essa mostram força. O que eles têm a nos ensinar? A resistência à vontade por algo maior do que o próprio jogo. É a famosa pátria na chuteira, uma expressão militar, que não deve ser entendida como propaganda do “volta militares”, mas de um estado de combate que nosso povo precisa ter em suas veias.

Frieza é controle – Temperança é um das virtudes que Platão dizia fundamental ao ser humano. É preciso se controlar em momentos difíceis e fazer o que precisa ser feito. É isso que Tite quer dizer quando diz “não reclama do árbitro, concentra!”

Por amizade, não por dinheiro – A Islândia pode até sair da Copa, mas para um time onde muitos são amadores, chegaram muito longe e tem muito a ensinar. Podem até estar jogando hoje por uma oportunidade de se realizarem individualmente como jogadores profissionais, já que hoje são mineiros ou dentistas, mas chegaram até aqui sem precisar dessa ambição. Belo exemplo!

Para terminar a mais importante de todas:

Piada, tem limite – Novamente a elite econômica do Brasil, mostra que dinheiro e educação não são sinônimos, e que cultura passa longe desta nossa “burguesia”. Muitos exemplos de piadas de mal gosto na Rússia rolando pela internet as quais nem vale a pena dar ibope. Isso não acontece só com os brasileiros, há muitos desses “ricos sem cultura” espalhados pelo mundo, mas são os nossos que nos cabem.

Para eles meu desejo é que fossem presos e punidos na Rússia, já que lá teriam a justiça que merecem, sem o apadrinhamento de nossas cortes.

Por fim, digo o porquê desses fatos se tornarem importantes para nós comunicadores.

Somos cientistas sociais, e como tais, devemos estar atento a todos os assuntos do momento, aprendendo e ajudando a corrigir erros de nosso povo. Por enquanto, vou usando minha comunicação para o aprendizado e amadurecimento das nossas ações, assim como a seleção de Tite. Acredito que nesse momento nosso povo também está atento a estes fatos, torcendo não só pelo bom futebol de nossos jogadores, mas principalmente pelo bom desenvolvimento do nosso comportamento como nação.