Coluna Propaganda&Arte

O que o filme do Queen nos diz sobre o futuro do cinema?

Se você é fã do Queen, nem preciso dizer que o filme Bohemian rhapsody é obrigatório no currículo. Mas se você é apenas um curioso dessa que foi uma das grandes bandas de rock de todos os tempos, fica aqui o convite para conhecer ainda nos cinemas, pois vai fazer toda a diferença.

Tudo começou há alguns séculos atrás, quando as óperas tomavam o gosto popular. O ponto alto desta arte era a emoção, por isso traziam letras dramáticas, melodias emotivas ao extremo e uma alternância entre o trágico e o cômico, característica em muitas obras.

O tempo passou e o violino deu espaço para a guitarra elétrica, com ela, naturalmente, veio o rock and roll. Isso mesmo, essa imagem que você fez na cabeça de um guitarrista estiloso arrasando num solo marcante de guitarra, chamando toda a atenção nos palcos é o produto final que até hoje é vendido e faz sucesso…

E o que isso tem a ver com o Queen?

Sem estes dois elementos históricos, não teríamos conhecido a música: Bohemian rhapsody, que dá nome ao filme. Isso porque ela é uma mistura de estilos. São complexos arranjos de vozes, em referência clara às óperas, inclusive nas letras trágicas, mesclados com a pegada mais rock possível para o período em que foi criada (aquele hit para balançar a cabeça e jogar os cabelos pro alto, literalmente).

Mas, e ai? Vale a pena ver o filme nos cinemas?

Tirando toda a emoção de quem já conhece a história da banda e todo o drama real vivido por Freddie, o vocalista, este filme é marcante, pois mostra que nos cinemas (e talvez somente nos cinemas), podemos ter uma experiência de show, mais próxima do que seria na vida real. Afinal, o Queen era um grupo que pensava no espetáculo e , um vocalista de performance (voz única, afinada e forte, ele nasceu pra isso).

Mas eu nem gosto do Queen, além do mais eu ouvi críticas negativas do filme…

Beleza, você pode criticar que o filme não é fiel a muitos dados cronológicos, mas ele nem se coloca com esse objetivo. Se você for com a expectativa de ver um documentário, esqueça. Esse filme é aquele tipo de filme que todo mundo queria fazer, que tinha potencial, e que ao meu ver, cumpriu bem o seu papel. Souberam focar muito mais na vida artística do Mercury do que na pessoal e só isso já merece aplausos.

Agora, você pode estar pensando “Isto é a vida real? Isto é apenas fantasia?”, como diria o início da música. Bom, no final, você acaba aceitando a liberdade poética dos roteiristas e entende que a banda surgiu para emocionar as pessoas, assim como o filme foi criado. Baseado em fatos, ele conta uma história ficcional em partes, mas leva sentimentos mais do que reais para o público. Só por isso, já vale o ingresso.

Viva o rock, viva o cinema!

É muito bom ver o lado humano de estrelas como Freddie Mercury e perceber que apesar de artistas incríveis e insubstituíveis, eles são humanos e estamos todos juntos nesse mesma Bohemian rhapsody que é a vida.

Se o cinema continuar a aproveitar seu ambiente de som e imagem, apresentando verdadeiros espetáculos, ainda tem muito futuro pela frente e não tem Netflix ou telas menores que substituam.

Sabe… Eu não pude ver um show do Queen ao vivo, mas posso dizer que vi o filme no cinema em uma sala XD e, para mim, isso já foi histórico.

Cinema negro brasileiro será o tema do Brain Fitness de novembro

A edição desse mês terá bate-papo com cineasta e mostra de curtas

Em celebração ao mês da Consciência Negra, o Brain Fitness de novembro trará, neste domingo (11), ao Taubaté Shopping o cineasta e referência da expressão afrodescendente no cinema brasileiro, Jefferson De, que participará do bate-papo.

Na conversa, o taubateano vai falar sobre sua carreira e a produção de seu último longa-metragem, “Correndo atrás”, que ainda não estreou – ou seja, informações em primeira-mão. Jefferson é formado em cinema na Universidade de São Paulo (USP), e foi ele quem idealizou o “Dogma Feijoada”, movimento audiovisual que tem como objetivo abrir espaço para negros a frente e atrás das câmeras. Seu primeiro longa, lançado em 2010, foi contemplado no 6º Sundance Screenwriters Lab, exibido no 60ª Festival Internacional de Cinema de Berlin. Jefferson ainda ganhou prêmios nos principais festivais de cinema do Brasil.

Quem se interessar em conhecer mais sobre a carreira do cineasta antes do evento poderá conferir no domingo (11), às 11h30, no Moviecom cinemas, a mostra gratuita de curtas dirigidos por ele. O Brain Fitness acontecerá também no dia 11 de novembro (domingo), a partir das 14h, no hall do cinema.

O evento é realizado pelo Taubaté Shopping, Livraria Leitura, Almanaque Urupês, Prefeitura de Taubaté e conta com o apoio do Centro Cultural Afrobrasileiro, Biblioteca Zumbi dos Palmares e NET.

Serviço:

Sessão de cinema gratuita com curtas metragens de Jefferson De

Data: 11 de novembro

Horário: às 11h30

Local: Moviecom Cinemas

Brain Fitness com cineasta Jefferson De

Data: 11 de novembro

Horário: às 14h

Local: Hall do Moviecom Cinemas

 

Fonte:Communicare – Camila Dezze

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6 fatores que tornam uma série altamente viciante na Netflix

Se há anos atrás o cinema era a arte mais vista por grandes públicos, gerando movimentações financeiras, sociais e culturais, hoje as séries distribuídas on-line pela Netflix e afins, ganham um número cada vez maior de adeptos e até “viciados”.

Quando alguém fala que está viciado em alguma série da Netflix, ele pode estar exagerando ou sendo realmente fiel a um fato constatado pela Neuromarketing Labs, que fez um estudo a pedido de empresas do ramo do entretenimento. A arte de criar episódios mais tensos ou mais emocionantes que o outro, é uma estratégia que gera mudanças reais no corpo humano e teve efeito na maioria dos pesquisados entre 18 e 47 anos.

Os roteiristas de séries já sabem a fórmula: um bom título, personagens cativantes, suspenses e expectativas, grandes episódios de abertura e uma questão a ser solucionada. Todos querem saber o fim da série ou de algum personagem. Essa fórmula pode se repetir em cada episódio para te prender em um looping de emoções e expectativas.

Não podemos esquecer que muitas séries estão se tornando superproduções comparadas aos clássicos do cinema, com altos investimentos que geram igualmente grandes volumes de retorno. É importante entender que são formatos criativos bem diferentes e que geram sentimentos e envolvimentos incomparáveis, mas que transitam em um mesmo universo.

O filme pode gerar uma onda de fãs, movimentar produtos e gerar conteúdo. Já as séries conseguem expandir esse tempo, criar níveis de envolvimento, níveis de interações mais complexas e por mais tempo gerando novos produtos, histórias paralelas, spin-offs, dentre outros subprodutos mais numerosos.

O fator social que a série cria também precisa ser considerada nesse fato de vício. O filme você indica uma vez e pode gerar alguns debates com seus amigos e familiares. As séries te convidam a discutir cada momento, cada personagem, abre diálogos, uma verdadeira corrida para saber quem vai concluir aquela temporada primeiro para trazer um belo “spoiler” antes do outro e não ser prejudicado. Atrelado a isso, podemos colocar também 6 fatores que tornam uma série altamente viciante:

1-Comodidade de assistir em casa e na hora que quiser;

2-Algoritmo da Netflix que indica filmes que realmente são perfeitos para você;

3-Histórias que geram muito suspense e nos envolvem emocionalmente;

4-Apelo social – para fazer parte de um grupo (não ficar de fora do papo da firma);

5-Grandes produções de qualidade superior – a arte na sua melhor forma;

6-Dentre outras (histórias específicas, cenas emblemáticas, momento histórico etc).

Se você ainda não pegou para ver uma série dessas com alto teor viciante, cuidado. Antes de iniciar, aconselho a organizar o seu tempo, preparar a pipoca e escolher uma boa companhia para irem discutindo cada episódio. No final da série, fica aquele gosto de quero mais e a famosa “abstinência”. Qual a série mais viciante na sua opinião? Para mim, foi Breaking Bad (sem trocadilhos).

Cosplay para lançamento de Han Solo

Novo filme da franquia ‘Star Wars’ terá sessão com presença de cosplayers no Taubaté Shopping

O destaque dessa vez é a história do personagem ‘Han Solo’

A famosa franquia ‘Star Wars’ vai ganhar mais um capítulo, dessa vez contando a história de Han Solo e seu fiel escudeiro Chewbacca. Na próxima quinta-feira (24), o Moviecom do Taubaté Shopping também já terá sessões do filme e, para deixar tudo ainda mais real, cosplayers dos personagens estarão presentes no hall do cinema a partir das 21h.

Os fãs de Star Wars poderão tirar fotos com os personagens e curtir o clima do filme, que tem sido muito elogiado pela crítica. “Han Solo: Uma história Star Wars” terá estreia no Brasil dia 24 de maio e poderá ser visto nas salas do Moviecom do Taubaté Shopping nas versões dublada (normal e 3D) e legendada (3D).

Sobre “Han Solo: Uma história Star Wars”

A sequência da saga conta as aventuras do emblemático mercenário Han Solo, que através de uma série de aventuras ousadas, em um submundo criminoso e sombrio, conhece seu corajoso copiloto Chewbacca e encontra o notório jogador Lando Calrissian, em uma jornada que irá definir o caminho de um dos heróis mais improváveis de Star Wars.

Fonte: Communicare – Camila Dezze

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Qual a relevância dos filmes do Oscar para as futuras gerações?

Quando se fala em filmes logo se pensa em ficar em casa tranquilo em um momento de puro entretenimento, mas para muitas pessoas fazer a sétima arte exige muito trabalho, estudo e sacrifícios. Ainda mais se você sonha em ganhar um Oscar.

Eu gosto muito de ver filmes, tanto para aproveitar um fim de semana preguiçoso, quanto para analisar as fotografias, os roteiros, os efeitos especiais e sonoros que fazem toda a diferença no produto final. Não quero entrar no mérito se os filmes ganhadores do Oscar são bons ou não, se o sistema de votação é justo ou não. Até porque esse é um elemento de arte, e arte é técnica, é subjetiva, é momento de vida e é História. Isso mesmo.

Eu sempre questionei esses filmes que se aproveitam de discussões do momento para mostrar situações nas telonas. Atualmente vemos muitos indicados falando de diversidade, sexualidade, preconceito, dentre outros assuntos polêmicos. Confesso que sempre achei forçada essa linha da Academia querer premiar os filmes que representam um momento da sociedade, um assunto relevante para aquele ano, pois para mim arte é atemporal e deveria premiar o que é bom e ponto final. E quando eu achava que nada me faria mudar de ideia, tcham! Um ponto de virada.

Depois de analisar filmes vencedores do Oscar dos anos 70 para cá, percebi a importância dessas premiações. Além de valorizar a parte técnica que só tem se aprimorado com a tecnologia e com novos autores de diversos países aparecendo, nós podemos fazer uma verdadeira viagem no tempo ao vê-los.

Por exemplo, assisti a um filme vencedor do fim dos anos 70, chamado Kramer vs. Kramer, onde um pai muito dedicado à sua carreira (aliás, um publicitário como eu – me identifiquei!) não percebe seu casamento desmoronar e acaba perdendo a mulher que sai de casa deixando-o com a missão de criar o filho e fazer as tarefas da casa (e quem tem filho sabe que são muitas – me identifiquei parte 2!).

Resumindo, ela pede o divórcio e eles entram em uma batalha judicial pela guarda do menino. Pense no fim dos anos 70. Nesse momento, a sociedade dos anos 80 já respirava um novo panorama, as mulheres estavam vendo uma possibilidade de viver uma nova chance, uma vez que o casamento já não funcionava e buscavam cada vez mais independência e igualdade. O número de divórcios começou a crescer e no meio disso tudo, levantou-se a questão: quais são as consequências de um divórcio?

Claro, toda decisão traz consequências e eu nem preciso dizer o impacto de um divórcio para uma criança de sete anos, como é o caso do filme. Essas grandes questões nos fazem pensar como aquelas pessoas pensavam, gerando emoções muito semelhantes e conflitos que marcaram uma geração.

Quer fazer uma experiência interessante? Escolha algum filme vencedor do Oscar de qualquer década para ver e sinta o ponto alto da história. Seja transportado para as emoções que foram geradas naquela época, por aquele filme. Ainda não inventaram forma melhor de viajar no tempo. Talvez escutar a um álbum musical famoso, que marcou época, mas esse já é assunto para um novo texto.

Qual filme do Oscar, na sua opinião, marcou sua geração?

De casa nova

Tem gente nova no Quero Educação

A startup sediada em SJCampos tem uma nova produtora audiovisual em seu time de comunicação.

Maíra Teixeira acaba de ser contratada. A profissional já teve passagem pela Limonade e atuava também como freelancer. Estudou Produção Audiovisual na FIAMFAAM, Direção Cinematográfica na Academia Internacional de Cinema e publicidade e propaganda na Unitau.

Equipe do Vale do Paraíba vence festival

Ex-alunos da Comunicação Social da UNITAU vencem o GO Film Festival

No último dia 21, os ex-alunos do Departamento de Comunicação Social da UNITAU Marcela Barreto (PP), Eduardo Spinelli (PP) e André Pires (JO) reuniram um grupo de profissionais de audiovisual do Vale do Paraíba para um grande desafio: criar um curta-metragem em apenas 24 horas. O desafio foi proposto pela 2ª edição do GO Film Goiânia Film Festival e a equipe do Vale participou com o curta “Tudo Vira Filme”, que aborda o tema “o lado bom da vida” e presta uma homenagem aos grandes nomes do Cinema Nacional. O curta venceu a categoria “Melhor Curta Nacional (Público)”.

“Tivemos 24 horas para criar o roteiro, produzir, gravar, editar, finalizar e entregar o filme. E sem nenhuma verba. Foi corrido, mas foi uma experiência incrível, o resultado final valeu a pena. Ficamos muito felizes de sermos eleitos pelo público”, revela Marcela Barreto, produtora executiva do projeto.

A equipe foi composta por Eduardo Spinelli (Roteiro), Marcela Barreto (Produção Executiva), André Pires (Montagem), Marcos Alves (Direção de Cena / Fotografia), Guilherme Midões (Câmera), os atores Jean Oliveira e Rodrigo Pinelli e o músico Cassinho Vieira (Trilha Sonora Original).

“Produzir um curta era um sonho de todos nós. Reunimos pessoas movidas pela paixão pelo cinema e pela vontade de fazer acontecer. Pessoas que colocaram todo o seu tempo, talento e energia no projeto para realizar o melhor trabalho possível. Este troféu é o reconhecimento de todo esse esforço coletivo”, conta Spinelli.

No total, foram 156 equipes inscritas, sendo 152 do Brasil e 4 do exterior. As inscrições internacionais incluem cidades como New York (EUA) e Almada (Portugal). O curta “Tudo Vira Filme” foi selecionado entre os 38 classificados do GO Film. Os vencedores foram revelados na cerimônia de premiação, realizada no dia 29 de outubro, no Cinema Lumière do Shopping Bougainville, em Goiânia.

Vai ter nova sessão do Cine Materna

Via Vale recebe nova sessão do CineMaterna
Por meio de enquete, o filme escolhido foi “João: o Maestro”, que conta a história do maestro João Carlos Martins

As mães que ainda não conhecem o projeto CineMaterna poderão aproveitar a próxima sessão que acontece na quarta-feira (6), no Via Vale Garden Shopping. Os encontros são organizados especialmente para mães e bebês de até 18 meses. Pais, tias, avós, babás e amigos também são bem-vindos.

A sessão desta quarta terá início às 14h10, e o filme escolhido por votação é “João: o Maestro”, que conta a história do maestro João Carlos Martins. As sessões do projeto são programadas especialmente para receber mães e bebês com muito conforto. A sala de cinema tem som, ar-condicionado e iluminação suaves; há trocadores equipados com fraldas, pomadas e lenços umedecidos – que podem ser usados gratuitamente – e um tapete emborrachado para os bebês que já engatinham. Mães voluntárias recepcionam o público.

Sobre o CineMaterna

O CineMaterna é realizado pela Associação CineMaterna, uma organização sem fins lucrativos que promove sessões de cinema para mães com bebês em 47 cidades de 18 estados do país. Para mais informações consulte: http://www.cinematerna.org.br/

SERVIÇO:
CineMaterna – Via Vale Garden Shopping
Data: 06 de setembro (quarta-feira)
Horário: 14h10
Local: Cinemark do Via Vale Garden Shopping

Transformers de um modo diferente

Via Vale oferece um outro jeito de assistir Transformers
Nas salas do Cinemark do shopping, cinéfilos podem acompanhar o filme com a melhor tecnologia XD

Os apaixonados por cinema não podem deixar de conferir o último lançamento na melhor sala de cinema do Vale. Por isso, o Cinemark do Via Vale Garden Shopping convida a todos os cinéfilos para conferirem o Transformers: O Último Cavaleiro com o melhor da tecnologia XD da rede.

Com as opções de assistir o filme dublado ou legendado, o Cinemark oferece quatro horários diferentes para quem quiser viver essa experiência. Os horários podem ser conferidos no site da Cinemark (www.cinemark.com.br).

A tecnologia Extreme Digital Cinema – XD consiste em salas com telas 40% maiores que as convencionais e uma sonorização sete vezes ainda mais potente, reunindo o que há de mais moderno em tecnologia 2D e 3D, deixando a vivência de ir ao cinema ainda mais fantástica.

Em Ritmo de Fuga

Passeando pelo Brasil promovendo seu filme, Ansel Elgort é quem estrelará o filme “Em Ritmo de Fuga”, que já está com a bilheteria aberta para a pré-venda. As entradas já podem ser adquiridas no site da Cinemark pelos valores regulares de bilheteria.

Fonte: Assessoria de Imprensa Via Vale Garden Shopping

Mauricio de Sousa seleciona crianças de todo o Brasil

Mauricio de Sousa seleciona crianças de todo o Brasil para interpretar, pela primeira vez em carne e osso, a Turma da Mônica
Escolhidos vão estrelar o primeiro filme de trilogia nos cinemas, ‘Laços’, que narra o amor incondicional do Cebolinha pelo seu cão desaparecido Floquinho, em aventura com Mônica, Magali e Cascão

O desenhista Mauricio de Sousa seleciona crianças de todo o Brasil para interpretar os personagens mais famosos da ficção infantil brasileira, também conhecidos em outros 29 países: Mônica, Cebolinha, Magali e Cascão. Esta é a primeira vez em mais de 50 anos, desde que foram criados, que os integrantes da Turma da Mônica sairão dos quadrinhos, de onde fazem parte do imaginário de gerações de brasileiros, para trilogia nos cinemas em carne e osso (ou ‘live action’). Os interessados em atuar no primeiro filme, intitulado ‘Laços’, podem se inscrever gratuitamente pelo site turmadamonicaofilme.com.br, até 15 de maio.

Baseado na graphic novel homônima mais vendida no mercado brasileiro, o longa ‘Laços’ narrará a história de amor incondicional de uma criança pelo seu cãozinho de estimação e a importância da amizade. No roteiro, Floquinho desaparece e o seu dono, Cebolinha, conta com a ajuda dos amigos Mônica, Magali e Cascão em um plano infalível para encontrá-lo. A história une o clássico dos personagens do Mauricio de Sousa a uma narrativa repleta de emoções e perigos, roteirizada e desenhada por Lu e Vitor Caffagi. O filme, que chegará aos cinemas do Brasil e da América Latina em junho de 2018, é uma coprodução da Quintal Digital e Latina Estúdio com a Mauricio de Sousa Produções.

As inscrições dos candidatos devem ser realizadas por seus responsáveis legais, sendo que as idades mínima e máxima exigidas são de 8 (oito) e 12 (doze) anos completados em 2017, respectivamente. É obrigatório que os candidatos apresentem boa frequência na escola e aproveitamento escolar satisfatório em instituição de ensino reconhecida pelo Ministério da Educação (MEC). O site do filme disponibilizará formulário pelo qual deverão ser enviados até três fotos junto com link do YouTube, em até 1 (um) minuto de duração, com performance artística de livre escolha da criança relativa ou não aos personagens dos quadrinhos. Para concluir o cadastro, os representantes também deverão disponibilizar os seus contatos (telefone e e-mail), além informações sobre perfis e medidas pessoais dos aspirantes. Não é exigido o registro profissional para atores, popularmente conhecido por ‘DRT’.

Todo o processo seletivo, gratuito, será realizado na cidade de São Paulo e os locais serão informados com antecedência aos candidatos pela produção do longa. Envolve audições e testes de atuação artística, entre maio e julho, além de oficinas e laboratórios de vídeo, em agosto. Possíveis despesas com transporte, acomodação e alimentação de candidatos e seus responsáveis legais durante esse período deverão ser arcadas de forma exclusiva pelos participantes.

As crianças serão avaliadas por uma banca liderada pelo diretor de ‘Laços’, Daniel Rezende, e que também será composta por produtores da Quintal Digital e da Latina Estudio. Todas as etapas de produção são supervisionadas pelo pai da Turminha, que se diverte diante de uma ansiedade incontida em ver as suas criaturas humanizadas. “Será que abriremos mão do roteiro original e o Floquinho virá com pelagem branca ou manteremos o esverdeado que o consagrou? E o Cebolinha, virá só com poucos fios de cabelos espetados ou lhe daremos uma cabeleira mais generosa?”. A brincadeira também questiona a percepção dos fãs sobre a adaptação que o cinema exige.

Critérios
“Como seria se a Turminha existisse de verdade?”. Esta é a questão que, segundo o produtor executivo Cao Quintas, norteia todo o trabalho da equipe de produção. Desde a criação do primeiro personagem – o Cebolinha em 1960 – Mauricio de Sousa sempre se pautou pela observação do cotidiano de gerações de crianças e da família dentro e fora do Brasil. “São hábitos, características e tipos diversos, que traduzem a identidade social de vários povos dentro e fora do Brasil, como a dislalia do Cebolinha e o prazer pela comida ainda na infância representado pela Magali, o amor pelos animais de estimação como Floquinho, entre outros aspectos”, explica o desenhista. Quintas ainda ressalta o resgate dos valores universais que os personagens transmitem. “O filme mostrará a origem dos Laços que mantêm a Turminha unida há mais de 60 anos”, revela.

De acordo com Rezende, o principal critério para seleção levará em conta a similaridade entre essas personalidades dos quadrinhos com as características dos candidatos. “Nós não queremos, e nem conseguiríamos, moldar a espontaneidade dessas crianças àquilo que já existe na ficção. Por isso estamos em busca do que há de mais próximo entre o mundo real com a criação do Mauricio. É uma troca entre esses dois lados”, explica. As outras qualidades que serão avaliadas nos candidatos são talento artístico, desenvoltura em cena e interação entre atores.

Questionado sobre as futuras cobranças dos fãs, Rezende afirma: “Manteremos boa parte das características dos personagens, mas é certo que o público pode esperar por novidades. Isso porque o cinema explora bem o sentido visual e trabalha com imagem em movimento, diferente dos quadrinhos. Então, estamos avaliando como serão as passagens de câmeras e dos atores em cena, assim como figurinos e maquiagem, por exemplo. Temos uma equipe que já pesquisa e desenvolve vários testes de adaptação”.

Rezende diz que existe grande possibilidade de novos personagens serem criados especialmente para o filme ‘Laços’ e manda um recado para adultos e crianças. “Nem eu, nem o Mauricio de Sousa, incentivamos a competição entre os candidatos que vão participar da seleção. Por favor, entendam muito mais como um processo em que se busca extrair a similaridade da ficção com o mundo real do que com uma disputa”, afirma.

Em agosto deste ano, Daniel Rezende estreará nos cinemas o filme ‘Bingo: O Rei das Manhãs”, cinebiografia de Arlindo Barreto, que interpretou o palhaço Bozo em programas infantis de TV nos anos 80. O profissional já foi indicado ao Oscar pela edição de ‘Cidade de Deus’, em 2004, e ganhou o prêmio BAFTA, da Britsh Academy of Film and Television Arts, também como editor.

@SigaOFloquinho
O filme ‘Laços’ já tem o seu primeiro ator escalado no elenco. Trata-se do cãozinho da raça Lhasa Apso que dá vida no mundo real ao Floquinho. Atualmente, o animalzinho vivencia uma rotina diária de treinamentos em São Paulo para estrear na telona. “Estamos socializando o Floquinho, por meio de brincadeiras e alguns truques de adestramento. A intenção é ensina-lo a entender a linguagem humana, para que possa se comunicar de forma mais natural nos sets de filmagem”, revela Elias de Oliveira, treinador do Floquinho, que possui mais de 41 anos de experiência na área e acumula experiências em trabalhos com animais em cinema, televisão, comerciais e internet.

O cãozinho de estimação do Cebolinha ficou imortalizado nos quadrinhos por ter uma farta pelagem, para lá de original, na cor verde, fato que espalha dúvida por onde passa e permite esconder objetos da Turminha de diversos tamanhos. “Estamos desenvolvendo alguns testes para dar vida às características originais dos quadrinhos e tenho certeza de que os fãs vão adorar o resultado. Se na vida real o cãozinho já tem todo um charme, imagina quando estiver sendo visto na telona? Será incrível!”, finaliza Rezende.

Os fãs podem interagir e acompanhar a rotina do Floquinho por meio do perfil oficial @SigaOFloquinho no Facebook e Instagram.

Sobre Quintal Digital e Latina Estúdio
A Quintal Digital desenvolve trabalhos destinados ao entretenimento em família, como as séries de animação Alladin e Turma do Pateta, para a Disney, e o longa-metragem Anastacia, da Fox Estudios. Já a produtora Latina Estudio atua com coproduções internacionais, por meio de filmes reconhecidos nos principais festivais audiovisuais do mundo, como Cannes, Veneza, Havana e Gramado. Os premiados Tony Manero e Post Mortem, do diretor chileno Pablo Larraín, fazem parte do line up da produtora.

Sobre a Mauricio de Sousa Produções
A Mauricio de Sousa Produções (MSP) é a maior empresa de produção de quadrinhos do Brasil, com mais de 50 anos de história e responsável por uma das marcas mais admiradas do país, a Turma da Mônica. Na área editorial, possui um dos maiores estúdios do setor no mundo – são mais de 300 títulos até hoje. A companhia responde por 80% das vendas de histórias em quadrinhos do mercado brasileiro. E ainda há outros números impressionantes: são mais de 400 personagens criados e mais de 1 bilhão de revistas vendidas. Não à toa, as revistas da Turma da Mônica participam de forma tão importante da alfabetização informal de milhões de brasileiros. A MSP investe em tradição com inovação e produz hoje conteúdos em todas as plataformas com a mais alta tecnologia, alinhando educação, cultura e entretenimento. No licenciamento, a empresa trabalha com uma média de 150 empresas que utilizam seus personagens em mais de 3 mil itens.

Fonte: Casa do Bom Conteúdo – Rodrigo Cabral – Marcelo Affini