Barato de cinema está de volta ao Via Vale

O valor do ingresso varia entre R$ 5 e R$ 12 reais de segunda a quarta-feira

A promoção da rede CineMark está de volta ao Via Vale Garden Shopping. De segunda a quarta-feira os clientes podem assistir aos novos lançamentos de Hollywood por um preço super barato.

A promoção voltou com tudo, os últimos lançamentos do cinema são de tirar o folego, filmes como: Logan, 50 tons mais escuro e Kong ilha da caveira, estão na programação do cinema neste mês de março. Além da estreia de um dos filmes mais esperados do ano “A Bela e a Fera”.

A promoção barato de cinema é valida de segunda a quarta-feira, para as sessões em 2D, que saem a R$ 10 (inteira) e R$ 5 (meia), e para as sessões em 3D, que saem R$ 12 (inteira) e R$ 6 (meia).

Rede Cinemark no Brasil
Líder mundial em venda de ingressos, a Rede Cinemark representa cerca de 30% do mercado brasileiro de cinema e é maior que seus três principais concorrentes juntos, com 610 salas de cinema em 82 complexos distribuídos por 45 cidades em 17 estados e o Distrito Federal.

Fonte: Pilares RP

Cine especial no Via Vale

Via Vale tem cine especial para mães e bebês

O Via Vale Garden Shopping realiza a terceira edição do CineMaterna, na próxima quarta-feira (08). A sessão é organizada especialmente para mães e bebês de até 18 meses, com sala adaptada e muito carinho.

O encontro dessa quarta terá início às 14h10, e o filme escolhido por votação pelas mamães será o romance adaptado do segundo livro da trilogia de E. L. James, “50 tons mais escuros”, sucesso de bilheteria.

O filme é inusitado, mas as mamães terão tranquilidade para curtir a sessão. No local, trocadores equipados com fraldas, pomadas e lenços umedecidos – que podem ser usados gratuitamente – e um tapete emborrachado para os bebês que já engatinham, garantem a praticidade. Além disso, mães voluntárias recepcionam e auxiliam o público.

Na hora de exibir o filme, o bem-estar do bebê é levando em conta: o som, o ar-condicionado e a iluminação são bem suaves, tudo para garantir uma sessão tranquila. Vale lembrar que toda a família é bem-vinda nos encontros, que acontecem mensalmente.

Coluna Propaganda&Arte

No mês mais vermelho do ano, refleti sobre essa cor 

Esse não é um artigo sobre o Natal. Muito menos sobre os motivos do papai-noel icônico ser vermelho. Nem da influência daquela marca vermelha de refrigerantes em nossa cultura (que por sinal fez uma bela campanha natalina – “6224 Obrigados”). Nada disso. O assunto desse artigo é sobre a cor vermelha e como ela está intimamente ligada às artes, dentro e fora da propaganda.

Segundo alguns sites, o vermelho transmite energia, paixão e ação. Mais especificamente, o vermelho está ligado às nossas necessidades mais físicas, como a sexualidade, por exemplo. Não por acaso, esta é a cor do amor, do romance, do sexo e em várias propagandas e filmes é usada para estimular a ação, a ambição e a determinação.

Na 7ª arte, lembro do filme Beleza Americana (1999), que conta com uma cena clássica onde nosso personagem devaneia sobre a aparição da amiga de sua filha, no teto, nua, ou melhor, vestindo apenas pétalas de rosas (vermelhas), como em um sonho, daqueles que Freud adora. Está tudo ali, paixão, vontade, desejo sexual, vermelho, vermelho, vermelho, presente também em outras cenas do filme, com no sangue, no carro, no uniforme, na porta, nos objetos de cena, e claro, nas flores.

No universo da música, é impossível não falar da canção imortalizada na voz de Daniela Mercury: Vermelho. Nesse caso, é interessante ressaltar nesta letra a citação ao comunismo, ao boi Garantido, ao curral (que por algum motivo vermelhou e até hoje eu não sei como), a fragmentos da nossa cultura e do folclore brasileiro muito bem lembrados pelo compositor.

Para esse artigo eu fiz uma pesquisa e tive uma feliz descoberta! Um artista que faz parte de um movimento artístico do Barém (do Golfo Pérsico) e sua obra que fala sobre o movimento, a liberdade e a transição entre o físico e o líquido.

Confesso que me inspirou e me fez lembrar um aspecto físico da luz vermelha. Ela só é dessa cor, devido ao seu cumprimento de onda. Ou seja, luzes mais lentas chegam até nossos olhos com menos velocidade e nós interpretamos como outras cores. (Físicos de plantão, me corrijam se estiver errado!).

Nesse ponto tudo faz sentido. O vermelho é a cor mais rápida, na prática chama mais nossa atenção. Está no trânsito, nos comércios, nas marcas e em tudo mais, basta prestar atenção. Isso explica, por exemplo, no mundo dos quadrinhos, porquê sempre o personagem mais rápido está atrelado de alguma maneira à cor vermelha. Basta olhar o uniforme do Flash, super-herói famoso por ser o mais rápido de todos.

Depois de tantas voltas, chegamos ao ponto final. Foi rápido, eu sei, afinal o assunto é sobre a cor mais rápida de todas e não poderia ser diferente. E para fechar o artigo e o ano de 2016, ainda envolvido por essa cor e nesse clima quente e festivo, quero agradecer a quem me acompanha e apoia aqui no blog e fora dele, pois saibam, faz toda diferença. (Agora devo estar vermelho de emoção, mas é normal, logo passa).

Faço também aqui minha promessa de usar toda essa energia para iniciar mais um ano, falando de arte, propaganda e, por que não, sobre a vida, com o mesmo amor, paixão e emoção que o vermelho me ensinou. Ótima virada a todos! Obrigado.

Warner Bros. Pictures usa realidade aumentada

Warner Bros. Pictures usa realidade aumentada para divulgar animação Cegonhas – A história que não te contaram em abrigo de ônibus no Rio

Campanha da agência J. Walter Thompson em parceria com a Clear Channel divulgou o novo filme infantil em mobiliário urbano

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A Warner Bros. Pictures escolheu a cidade do Rio de Janeiro como novo abrigo das cegonhas. Para divulgar o lançamento nos cinemas de sua animação infantil, a empresa trouxe os personagens do filme em uma tela interativa no mobiliário urbano da capital carioca.

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O recurso de realidade aumentada foi utilizado para reproduzir o vôo desconsertado dos protagonistas de Cegonhas – A História que Não te Contaram, misturando imagens reais do ambiente com a divertida animação dos personagens, o que atraiu a atenção do público. Quem assina a ação é a agência J. Walter Thompson, em parceria com a Clear Channel, responsável por instalar o painel digital em um abrigo de ônibus próximo ao shopping Rio Sul, na Zona Sul da cidade.

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Assista ao vídeo case

Fonte: Lucia Faria Comunicação Corporativa – Danúbia Paraizo

Documentário aborda os tempos da censura

Documentário relata resistência do Estadão à censura militar

Estranhos na Noite – Mordaça no Estadão em Tempos de Censura tem pré-estreia neste sábado (20) em sessão única no Memorial da Resistência

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Um dos períodos mais emblemáticos da história do Estadão acaba de virar filme. A resistência do jornal durante a ditadura militar e a censura pela qual o veículo passou são o tema do documentário Estranhos na Noite – Mordaça no Estadão em Tempos de Censura, com pré-estreia em sessão aberta neste sábado (20), às 14h, no Memorial da Resistência de São Paulo (antiga sede do Departamento de Ordem Política e Social – Dops).

Com roteiro do jornalista José Maria Mayrink, direção do cineasta Camilo Tavares e produção do próprio Estadão, Estranhos na Noite – Mordaça no Estadão em Tempos de Censura mostra os fatos desse período, por meio de depoimentos dos jornalistas e outros profissionais que trabalhavam na redação naquela época.

O filme também traz depoimentos das atrizes Eva Wilma e Irene Ravache e do ex-ministro Delfim Neto. O jornal foi único veículo a recusar a autocensura e, por isso, teve censores atuando diariamente por três anos em sua sede como forma de proibir a publicação de notícias incômodas ao governo.

Para contar os bastidores dessa história única na imprensa brasileira e mundial, Mayrink, também autor do livro Mordaça no Estadão, e Tavares, que já havia dirigido o premiado O Dia que Durou 21 Anos, entrevistaram os jornalistas Ricardo Kotscho, Miguel Jorge, Carlos Chagas, Oliveiros Ferreira, Fernando Mitre, Flavio Tavares, Sérgio Mota Melo e outros profissionais que participaram desse importante capítulo da história brasileira.

Estranhos na Noite conta ainda como nasceu a estratégia de denunciar a censura aos leitores publicando versos de Luiz de Camões e receitas culinárias no lugar das notícias proibidas. Também relata como, mesmo depois do fim desse controle, o regime militar perseguiu jornalistas do Estadão com prisões, torturas e ameaças de morte.

Além dessa estreia, serão promovidas sessões de exibição com os funcionários do Grupo Estado e com o público externo em salas de cinema comerciais, instituições de memória, palestras em faculdades de jornalismo, entre outros eventos. Também serão distribuídos DVDs a leitores, mercado e outros públicos a serem definidos.

Serviço:
Sessão de pré-estreia do documentário Estranhos na Noite – Mordaça no Estadão em Tempos de Censura
Data: 20 de fevereiro (sábado), às 14h
Local: Memorial da Resistência de São Paulo (Largo General Osório, 66 – Luz)
Entrada gratuita (vagas limitadas) – serão distribuídas senhas no local a partir das 13h30

Fonte: Lucia Faria Comunicação Corporativa – Marco Barone

Marcas unem forças em ação

Outback invade sala da Cinemark em ação inédita para celebrar 18 anos das marcas no Brasil

Na ação interativa, o ator e humorista Robson Nunes aparece ao vivo na telona e surpreende as pessoas dentro da sala de cinema

O Outback Steakhouse e a Rede Cinemark se uniram para uma intervenção inédita em comemoração aos 18 anos das duas marcas no Brasil. Na ação, o Outback surpreende os espectadores em duas sessões nas salas da Cinemark e interrompe o trailer com uma interação ao vivo do ator e humorista Robson Nunes com a plateia.

Após conversar e interagir com alguns dos convidados, o ator revela o motivo da intervenção e convoca todos a cantar um grande Parabéns para o Outback e Cinemark. A surpresa fica completa com a chegada dos Outbackers, que entram na sala agitando o Parabéns e distribuindo o brownie que compõe o Chocolate Thunder From Down Under®, uma das mais famosas sobremesas do restaurante.

A divertida surpresa no cinema resultou em um vídeo que mostra as reações dos clientes e toda a comemoração da data especial. O vídeo será veiculado em todas as plataformas digitais de ambas as marcas e nas sessões da Rede Cinemark a partir de 20 novembro.

“Surpreender o cliente faz parte da nossa essência e compartilhar bons momentos também. O Outback Steakhouse é conhecido pelas pessoas por ser um local de celebrações. Por isso, queremos nos conectar mais uma vez com os fãs da marca e dividir esse momento especial”, diz Renata Lamarco, gerente de Marketing do Outback Brasil.

“A Rede Cinemark completa 18 anos em 2015, consolidando-se como a maior rede de cinema do país. É um grande prazer poder dividir esse momento de celebração com um dos mais renomados restaurantes em operação no Brasil, o Outback. Resolvemos comemorar juntos o aniversário das duas redes com uma ação que envolve justamente quem nos ajudou a chegar nesse patamar ao longo desses anos: nossos clientes”, comemora a diretora de Marketing do Cinemark Bettina Boklis.

A ação foi desenvolvida pela ID em parceria com a HSTK, agência de comunicação que cuida da marca Outback desde os primeiros anos da rede no Brasil.

FICHA TÉCNICA
Agência: ID
Cliente: Paula Crosta Castellan, Renata Lamarco e Ticiana Sundfeld
CCO: Domenico Massareto
Supervisor de Criação: Gustavo Vieira
Criação: Rafael Darri, Leila Germano, Marcela Calura, Giulio Beloto e Lara Roncatti
Atendimento: Monica Cerantola e Mayara Cortez
Gerente de Projetos: Silmara Ferreira
Direção: Edu Figueiredo e Felipe Macedo
Direção de Fotografia: André Fancio
Assistente de direção: Tays Perez
Editor: Harry Amaral
Produção: ID e HSTK

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‘’ Pois eu não pertenço a um mundo onde nós não terminamos juntos. Não mesmo. ‘’

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Comet, mas para cá chegou como ‘’Eu estava justamente pensando em você’’

Um mistura de 500 dias com ela e do Brilho eterno de uma mente sem lembranças, ganhamos mais um delicioso filme de romance, ou que conta uma historia sobre o amor e não de amor. No decorrer do longa, vemos nitidamente a mistura dos personagens dos filmes citados, várias referencias em inúmeras situações.

Por exemplo, a toca que Dell usa, muito semelhante com a do Jim Carey no Brilho eterno de uma mente sem lembranças. Outro exemplo é o reencontro de Kimberly e Dell no trem, o que nos lembra muito o reencontro de Summer e Tom no 500 dias com ela.

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Até mesmo em características dos personagens você consegue viajar no universo de um dos dois filmes. Comet é simplesmente a mistura exata e mesmo assim consegue ser um filme único.

No primeiro contato que se tem com o filme, acredita-se que será mais um clichê com direito a bastante mimimi e uma trilha das boas pros dias chuvosos. Mas ai é que tá, a trilha boa para dias chuvosos você acerta, mas no clichê você erra muito feio.

O longa foge de tudo que é comum, desde sua produção até no jeito que se conta a historia de Kimberly e Dell.
Tudo começa quando Dell vai até um evento que acontecera no cemitério, todos de Los Angeles irão para ver uma chuva de meteoros que acontecera e será vista de lá.

Por um acaso da vida, quando Dell se vira, seu olhar se encontra com o de Kimberly que já está acompanhada. Dell é um cara descontraído e que fala tudo que vem em sua mente, diferente de Kimberly, uma garota tímida que fala muito pouco e tem uma leve pitada de loucura em suas atitudes, como o próprio Dell identificou de primeira.

Ele fica inconformado dela estar com um cara aleatório, e não estar com ele, e bom, não quer deixar aquela oportunidade passar e acaba que a vida dá um jeito de os colocar perto de novo, criando situações maravilhosas na mesma noite.

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A linha de tempo do filme te deixa um pouco confuso, mas quando está para chegar no fim tudo começa a fazer sentido. Você chega a se questionar se os momentos que você estava vendo dos dois são divididos em várias vidas ou tem uma certa continuidade.

O longa não segue com um começo meio e fim, você entende a historia de amor dos dois por lembranças do Dell de outras épocas vividas por ambos. Na verdade o filme se passa dentro de um sonho dele e só no final você consegue compreender o motivo.

O filme inteiro é um plot twiste, quando você acha que está tudo bem algo vira tudo de cabeça para baixo e assim vai indo. Mas é impossível não se apaixonar pelos personagens, construídos com uma doçura e com um cuidado inacreditável. Mas, você também consegue sentir bastante raiva dos mesmos, em algumas situações.

O final fica extremamente aberto. Você não consegue saber se os dois ficam ou não juntos, o roteirista teve um cuidado com todos esses detalhes, a chuva de meteoros que foi a que os juntou está presente de alguma forma em todos os momentos do filme, nos mostrando o grau de importância que essa noite teve na vida dos dois.

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Dell, acaba deixando Kimberly, e ela acaba ficando noiva do ex namorado Jack. Mas, Dell tem que lhe contar sobre o tal sonho estranho que ele teve, e em todas as suas lembranças era como se fosse uma eterna chuva de meteoros. Na verdade, a historia de amor de Kimberly e Dell foi tão intensa quanto uma chuva de meteoros.

‘’YEAH, provavelmente irei me apaixonar por você.’’

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“Eu acho que qualquer pessoa que se apaixona é uma aberração. É uma coisa louca para fazer. É mais ou menos como uma forma de insanidade socialmente aceitável.”

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Her, ganhador de Oscar como melhor roteiro original do ano de 2013, o que dizer sobre esse filme simplesmente incrível e apaixonante? Um filme americano, com gênero de comédia dramática, eu diria que é mais drama, um lindo filme, dirigido por Spike Jonze.

Theodoro é o personagem principal, com uma atuação incrível de Joaquin Phonex. Um escritor solitário, que sofreu uma separação a pouco menos a um ano e ainda não sabe como lidar com isso. Todo dia é a mesma coisa, pelo comando de voz sempre lê seus e-mails, pede para colocar músicas melancólicas e responde e-mails.

Theodoro, trabalha em um lugar onde escreve cartas para as pessoas, um tipo de ‘’correio’’ tecnológico, as pessoas contratam o serviço e ele escreve as cartas ou melhor, ele dita e o computador digita, algo que acho que não estamos tão distante. Aliás, o filme se passa em Los Angeles, porém em um futuro próximo.

Her, produção vencedora do Oscar

Her, produção vencedora do Oscar de Melhor Roteiro Original em 2013

O filme nos mostra o quanto o mundo está tecnológico. Conseguimos ver o desespero das pessoas por querer ter um contato mais ‘’humano’’ com as outras, mas estõ tão presas àquilo que achamos de necessidade tecnológica, que perderam o habito de se comunicar cara a cara.

Theodoro não tem muitos amigos. É um cara que segue sua rotina a risca e aquilo o deixa vazio e o incomoda ao extremo. O diretor teve um cuidado absurdo em conseguir nos passar toda a angustia que o personagem sente, apenas com as feições ou o simples movimento das sobrancelhas, uma construção genial de personagem.
Por mais, que todas as pessoas a sua volta fossem vazias e apáticas a qualquer tipo de relação, percebemos as cores fortes como por exemplo o vermelho, laranja, amarelo e outras. Misturando essas três temos um resultado de cores quentes. Essas cores não foram colocadas por acaso, elas estão presentes a todo tempo pra nos mostrar que por mais vazio de emoção que o mundo esteja, ainda existe um pouco de ‘’amor’’ em nós e a vontade de o querer. Se você reparar, Theodoro usa constantemente ao menos uma peça vermelha, laranja ou amarela, porque por mais que ele esteja solitário, e triste com tudo, ele ainda sente muito amor. E isso é uma sacada fantástica do filme, com poucas falas e mais sequencias de cenas nos passa toda essa mensagem.

Bom, como Theodoro não tem muita companhia, em uma de suas passagens rotineiras, ele vê um comercial sobre um novo sistema operacional que tem inteligência artificial. Ele logo compra.

Chegando em sua casa já instala para testar. O legal desta cena é que enquanto ele está inicializando o sistema o comando de voz pergunta a ele como é o relacionamento dele com a mãe. Enquanto ele está se abrindo e contando a instalação fica pronta, e então é cortado. Isso só mostra, que por mais que ele demonstre ser fechado, se alguém até mesmo um comando de computador demonstrar interesse por alguma coisa dele, ele se abre e conta.

O personagem sempre veste uma peça com cor quente

O personagem sempre veste uma peça com cor quente

E é ai que a Samantha aparece, ele opta pelo seu sistema ser voz feminina, e dá o nome dela de Samantha, a voz do sistema é interpretada por Scarlett Johansson.

No primeiro contato que ele tem com ela, algo diferente começa a surgir, a afinidade dos dois é simplesmente absurda, e isso não poderia dar um bom resultado.

O filme gira em torno do ’’relacionamento’’ dos dois, o crescimento deste vínculo, o ‘’amadurecimento’’ de Samantha, quando ela começa a ‘’sentir’’ emoções, e o fato de Theodoro ver despertar sentimentos por ela também.

Enquanto assiste o filme, você se perde nesse universo de voz entre os dois, um piano bem de leve fica no fundo em várias situações que você não consegue muitas vezes nem perceber, de tanto que te faz mergulhar no universo que não vemos, apenas ouvimos.

Samantha ajuda Theodoro, a lidar com sua separação e ter coragem para assinar os papeis do divorcio. Tudo começa a parecer estar bem, mas Samantha começa a se descobrir muito e a perceber que ela pode crescer muito ainda, mas que não pode prender Theodoro.

E as brigas começam a aparecer como em todo relacionamento.

Então, chega um dia em que Samantha decide ir embora, ela diz amar Theodoro, mas precisa ir porque o universo em que ela vive é algo muito maior, não só ela, mas todos os outros sistemas operacionais se desligam e somem para algum lugar que nós nunca chegaríamos.

E mais uma vez Theodoro se vê sozinho em seu mundo, mas algo está diferente nele, talvez uma esperança maior na humanidade ou em qualquer outra coisa em que ele acredite.

Com o crescer do filme, percebemos a falta de conectividade entre as pessoas, mas não a do mundo virtual e sim a do mundo físico, o tocar, o sentir. A obra nos mostra como estão vazias e sedentas por amar, ser notadas ou por sentir qualquer coisa.

Acredito que HER seja um filme que nos faça pensar sobre esse tal amor do homem e sua máquina. Nos fazer pensar que o virtual não é tudo e que as palavras ditas cara a cara e com sentimento valem muito mais do que um simples e-mail ou uma mensagem de texto.

‘’Mas é neste espaço infinito entre as palavras que eu estou me encontrando agora. É um lugar que não é o mundo fisico, é onde tudo é, e que eu nem sabia que existia’’

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Um filme nacional com uma proposta diferenciada

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Entre Nós, um termo usado por nós para demonstrar um tipo de situação de segredo ou intimidade. Mas, nesse caso entre nós é um filme nacional, que conta com atuações de Caio Blat, Paulo Vilhena, Carolina Dieckemann, Maria Ribeiro, Martha Nowill, Julio Andrade e Lee Taylor.

Uma proposta diferente que nosso cinema quis nos oferecer, saindo do comum e que mistura comédia com nosso drama social da desigualdade, Entre Nós, prende nossa atenção diante de um mistério simples, porém muito bem construído dentro de um drama entre sete amigos.

Logo no inicio, uma sequencia de cenas que mostra companheirismo, apresenta, Rafa, Gus, Lucia, Drica, Silvana, Casé e Felipe, sete amigos que aparentam ter uma irmandade sem igual, sendo recíproco um com o outro, tinham o costume de se encontrar em certa época do ano na casa de campo de Silvana, onde ficavam fazendo coisas que a idade e a juventude pedia e eles queriam. Rafa e Felipe, tinham a ‘’ganancia’’ de escrever um livro, e talvez viver disso. Rafa já tem o dele quase pronto e Felipe ainda tem um pouco de dificuldade para chegar a algo concreto do livro.

O primeiro conflito, aparece logo quando Rafa e Felipe vão até a cidade buscar mais bebida. Rafa diz que terminou seu livro, e enquanto um lê o outro conduz o carro, mas uma brincadeira estupida de Felipe causa um acidente resultando na morte de Rafael.

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O conflito e o drama da historia é todo em torno da morte de Rafael e sobre seu tal livro que ninguém além de Felipe leu. O roteiro foi bem cauteloso, não nos escondendo exatamente o que tinha acontecido, mas deixando na verdade no ar a real situação.

O longa começa datando 1992, nos mostrando o inicio de tudo, até o acidente, pulando para 2002 para nos apresentar como os 6 amigos agora estão (lidando com a perda do amigo) após dez anos.
O cuidado do roteiro do longa é a graça de tudo, logo nas cenas iniciais mostra o carisma total que Rafael tinha com todos. Há uma cena em que um passarinho cai de uma árvore e Rafa quase cai do barranco só para ajudar a ave.

Logo depois mostra o oposto: Felipe vê um besouro de patas para cima e ao invés de ajudar simplesmente ignora. Claro, que não se compara um pássaro a um besouro, porém dá para percebemos logo de cara o caráter dos amigos.
Antes do acidente, os sete tinham escrito uma carta e enterrado, com a promessa de ler após dez anos.

O plot do filme é sobre o amigo que é o personagem de Caio Blat, Felipe. É construído em cima de um ar de mistério, feições pesadas e como se algo em sua mente o culpasse – ele rouba o livro do outro amigo após sua morte, e finge ser de autoria dele, mas esconde isso de sua esposa e dos seus amigos.

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Além desse drama inicial, o longa gira em torno dos dramas internos de cada amigo, no caso de Drica e Casé, que é um casal, Drica quer ter filhos e Casé não. Lucia é livre e não tem problemas que a afligem, tirando a falta que ela sente de Rafa e a curiosidade sobre o que o livro dizia. Lucia é ex de Gus, mas é atualmente esposa de Felipe, que subiu na vida vendendo o livro do amigo e colocando o seu nome. Gus, não esconde a falta que sente de Lucia, mas o tempo passou.

O filme nos mostra bastante também como o passar do tempo muda as pessoas. Mostra o amadurecimento e as mudanças de pensamentos conforme o tempo vai passando e com as consequências de nossos atos.
Vemos nitidamente que a ideia do filme é nos trazer uma proposta diferenciada. Sua produção e fotografia comparada aos filmes que temos nacionais é diferente . Percebemos que estamos em uma nova fase do cinema nacional.

Temos bastante cenas paradas, apenas com sons ambientes, contamos também com uma coloração diferente, bastante paisagem natural e uma paleta de cores puxada para o marrom, vemos um pouco do cinza azulado, do ferrugem, do vinho, cores que causa aquela sensação de casa de campo, tempo frio e natureza.
O enquadramento das cenas é simples, fechadas e abertas quando necessária para mostrar a integração dos amigos.

O tempo em que se passa o filme é o ano de 2002. Em conversas dos amigos são discutidas coisas como o futebol e até a política da época, citando o ex presidente Lula. Algo que é diferente dentro de diálogos dos nossos longas nacionais, quando o foco não é ‘’criticar’’ o país.

A pena é não termos um plot twiste no fim do filme, o que acontece após o acidente fica um pouco previsível sobre o que vem em seguida, quebrando o plot que poderia ter.

No fim, Lucia acaba descobrindo o que Felipe fez, e Silvana também, mas ambas não fazem nada.

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Lembram do besouro que citei no começo? Então, ele aparece duas vezes depois, uma perto de Lucia que se assusta e grita, e Felipe apenas olha, e no final. Quando Lucia e Felipe estão indo embora, Gus olha para a sacada de madeira da casa e vê o pobre besouro virado para cima. Cuidadosamente pega e o vira para o lado certo. Acabando o filme fica no ar se a vida dos seis amigos agora irá seguir o rumo que eles realmente queriam.

Ganhamos também de brinde nesse filme cuidadosamente construído, música de Caetano Veloso, que os próprios cantam em roda para se divertirem.

E para finalizar, lembram também do tal pássaro que Rafael salva? Foi esse tal pássaro que ele salvou que deu inspiração para que Rafa terminasse seu livro com chave de ouro.

‘’Meus queridos companheiros, de fumo e de cana, em dez anos talvez não sejamos mais tão próximos, mas espero que esse momento esteja tão repleto de carinho e sacanagem quanto nossos dias nesse presente que nos parecera talvez, tão distante. Só torço para que quando me olhar no espelho ainda me reconhecer. Quem vamos encontrar? Teremos mudado o mundo, ou o mundo a gente? E se mais uma vez uma pedra fizer três amigos um só, então serei de novo um menino cuja infância se mistura com o desejo, salvando um pássaro como a si mesmo, puro, ingênuo, quase homem… Que puta saudade do que fomos. ’’

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500 dias com ela

‘’ A maioria dos dias é esquecível, os dias começam e terminam sem lembranças duradouras no final. A maioria dos dias não causa qualquer impacto no curso da vida. ‘’

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Essa frase é usada no final do longa 500 dias com ela, que conta com a atuação da belíssima Zoey Deschanel interpretando Summer e com Joseph Leonard Gordon como Tom.

Um filme em que desde o começo você percebe que o plot inicial é mais um clichê de romance. A diferença é que não é um filme de amor, e sim sobre uma historia de amor, como é dito no inicio do longa.

O filme começa no dia 488, ao invés de 1 ou do 500, pulando para o 31 ou para o 154. E assim vai se desenrolando a história de Tom e Summer.

Tom, acredita que só será feliz quando encontrar sua alma gêmea, cara metade, amor da sua vida ou se sentir completo ao lado de outro alguém, como todos nós pensamos um dia. Essa ideologia toda veio das músicas britânicas que Tom ouvia.

Já Summer é extremamente o oposto: não acredita em paixão ou amor, muito menos quer ser a namorada de alguém. Ela só amava duas coisas: seu longo cabelo castanho e como era fácil o cortar sem sentir arrependimento algum.

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Ambos trabalham em um escritório que desenvolve cartões comemorativos.

O primeiro contato de Tom com Summer é no elevador do trabalho, quando Tom está ouvindo Smiths em seu celular. Summer, uma apreciadora da banda, escuta e ‘’puxa’’ um papo Quando ela sai Tom percebe que já está completamente apaixonado.

Ele é um estudante de arquitetura que por acontecimentos da vida desiste do mundo da arquitetura e resolve escrever cartões Ela está apenas vivendo sua vida e fazendo o que tem vontade quando quer. Os dois são extremamente o oposto um do outro, mas se dão incrivelmente bem. Algumas coisas, entretanto, começam a dar errado, afinal Summer nunca quis um relacionamento solido, ao contrário de Tom.

O plot inicial é basicamente esse. Ele se apaixona, mas ela não. Com o desenrolar do roteiro podemos ver seu diferencial em pequenos detalhes. Por exemplo : a primeira vez em que Tom passa a noite junto dela, ele se levanta e vai trabalhar cantando, assoviando, cumprimentando todos na rua, e no meio de uma praça começa a dançar com todos ao som de Darly Hall & John Oates com You make my dreams (até um passarinho em forma de desenho senta em seu ombro). O detalhe é que todos que estão dançando com ele usam tons de azul, que era a cor do vestido que Summer usava naquela noite, na verdade ela sempre está com ao menos alguma coisa pequena na cor azul.

Um roteiro detalhado e muito cuidadoso com a historia para nos passar a sensibilidade do sentimento do personagem principal, ao mesmo tempo em que parece ser clichê consegue ser diferente por seus pequenos detalhes.
A trilha sonora se encaixa perfeitamente com cada situação, Smiths como é citada logo no inicio aparece outras vezes, a própria Summer canta em uma cena. Outros clássicos como Beatles também marcam presença.

A historia se desenrola ‘’fora de ordem’’, nos contando o longa de uma maneira diferente e sem ser monotona ou padrão, mas não perdendo o sentido. A cada dia que muda coloca-se uma imagem com o dia como se fosse um calendário para nos localizar. O legal disso é que o cenário em que esse dia é ‘’contado’’ é o local preferido de Tom.

O sentimento de devastação dele tenta ser demonstrado ao máximo, desde suas atitudes exageradas até seu simples silencio, o cuidado do roteiro foi exatamente esse, do ator não precisar nos falar o que ele está sentindo e com apenas feições ou atitudes passar claramente seus sentimentos.

O longa usa uma película que tende para os tons pastéis, caindo para o marrom, bege, um azul quase cinza e uma iluminação delicada para combinar com as cores. O drama no meio da história ocorre quando ele se vê confuso entre esquecer o grande amor da sua vida ou simplesmente aceitar o fato de que não a vai esquecer. Então começa o plot twiste que é quando ele se reencontra com ela e sente aquela felicidade de novo. Mas no fim descobre que ela está noiva de outro cara.

Ou seja, tudo que ela dizia para ele perdeu o sentido, afinal ela fez exatamente o oposto do que acreditava. Tom se vê obrigado a mudar sua vida e a seguir de qualquer jeito. Ele se demite e vai atrás de seu sonho de ser arquiteto. No fim, quando está prestes a entrar em uma sala de entrevista ele encontra Autumn, e a contagem de dias que estava em 500 zera e começa do 1 mais uma vez.

A grande sacada desse final é o fato de que o nome Summer significa verão em inglês. Todos dizem que amor de verão é só até quando o verão dura. E quando Tom encontra Autumn ele sabe que vai ser diferente, pois Autumn em inglês significa Outono e até onde sabemos não existe nada que diga que amores de Outonos só duram até o fim Outono.