Coluna Branding : a alma da marca

Não podia ser mais exemplar!

Há exatamente um mês atrás, em minha última coluna, escrevia sobre o papel do argumento simbólico no planejamento. Dizia que atualmente nos preocupamos com as técnicas e com as estratégias, mas aos poucos vamos perdendo a capacidade de ver o cenário mágico, o famoso feeling dos publicitários. Para exemplificar este fato misturei assuntos que pareciam distintos, educação, futebol e planejamento em uma única coluna e pedi comentários.

Percebi pequena aderência ao assunto, nenhuma crítica e poucos comentários. Quando estimulei alguns alunos que sei que leem a coluna, recebi como feedback algo como, ” professor esse assunto é um pouco viajante, não existe um planejamento mágico!”

Não só existe, como ele influencia muito a nossa vida. Só não estamos mais percebendo!

Vejamos a continuidade do exemplo que dei na última coluna.

O campeonato Brasileiro desse ano foi decidido em um evento “mágico” o jogo Corinthians x Palmeiras. Novamente, depois desse clássico, a equipe campeã retomou o caminho das vitórias, emplacando quatro vitórias seguidas e atingindo os pontos que precisava.Depois de campeã uma nova derrota simbólica, como já havia previsto na coluna, um 3×0 que não havia acontecido em nenhum jogo este ano. Como disse na coluna anterior é a famosa faixa “carimbada”.

Mas há uma percepção que não pode ficar de fora, foi uma ação de “marketing” que fez tudo isso acontecer. Trinta e duas mil pessoas assistiram ao treino do Corinthians antes da partida derradeira, quando alguém que lia o cenário percebeu que se levassem os jogadores para o estádio do jogo e abrissem os portões para a torcida a mágica aconteceria antes mesmo da partida. Foi assim que aconteceu! Basta ver como isso aparece em todas as entrevistas posteriores, sejam dirigentes, técnico, jogadores ou jornalistas. Todos foram marcados pelo evento simbólico.

Então não é difícil perceber o quanto isso funciona e é importante para um comunicador? Um comunicador trabalha com a pré-monição, o ver o cenário futuro e se apropriar do mesmo.

Mas como educamos para isso?

Novamente uso as palavras mágicas do momento, com uma competência e uma habilidade.
Devemos estimular a habilidade criativa, o inter-relacionar de ideias. Mas também, precisamos lapidar a competência do pensamento crítico, algo que vem faltando muito a nossa sociedade.

Há algum tempo, postei um vídeo com algumas técnicas da composição no cinema em minha rede social, e chamei a atenção de alunos do curso de design gráfico.

Fui questionado por um grande amigo, se não havia me enganado pois uma coisa era a matéria cinema e a outra, design gráfico. Ele tinha razão quando olhava por fora, mas era exatamente esta separação entre os assuntos que havia nos distanciado do conhecimento “mágico”.

E como já havia falado aos meus alunos em aula, mostrava para eles mais uma aplicação de alguns conceitos que vão para além do cinema ou do design. Um daqueles conceitos que pertencem a todos os tipos de arte e muitas vezes, a outras áreas do conhecimento humano também. É exatamente ali que devemos concentrar o foco do nosso aprendizado. É o aprender por inter-relacionar e ter criticidade.

Mas sobre esta forma de educar, trataremos em nossa próxima coluna, a última do ano, no dia de Natal e também a que completa a trilogia do assunto, afinal trilogias são simbolicamente marcantes e a última coluna desse ano merece um tema especial.

Até dia 25 de dezembro.

Coluna Branding: a alma da marca

O Partido da verdade

Disse Buda uma vez: “Há três coisas que não se pode esconder por muito tempo: o sol, a lua e a verdade.”

Quando vejo o sentimento coletivo de tristeza que parece paralisar o ser humano me lembro que há coisas que não mudam, e que podemos por elas esperar lançando à nossa vida um ponto de referência.

Gostaria apenas de estar falando sobre técnicas de branding e de marca mas como um comunicador, um analista do tempo em que vivo, não posso deixar de falar da apatia que tem tomado conta da classe trabalhadora do Brasil.

Não me parece ser só o fator econômico, que restringe o poder de compra da população que entristece a massa, nem os escândalos políticos que chocam as pessoas a ponto de se surpreenderem, afinal, qual de nós em algum momento já não havia presenciado a existência de políticos corruptos.

Mas o fato é que em pleno momento histórico de nosso país, em pleno flagrante de um presidente, o povo comum do Brasil parece não querer dar as caras e se mostra mais uma vez encolhido em seus travesseiros.

É verdade que um pequeno grupo foi a Brasília e causou um estrago. Mas também é verdade que estes são motivados por uma pequena fagulha do que restou da esquerda mais agressiva e sindicalista, e que não representa a grande população.

O que não entendo é qual medo paralisa o brasileiro comum? Aquele mesmo brasileiro que foi as ruas no ano passado quando o motivo que o incitava era muito menos gritante do que vemos hoje?

Não é de hoje que este comportamento aflora! Basta lembrar que demorou muito tempo para que uma outra “esquerda” conseguisse reunir as forças necessária para derrubar a ditadura militar. O público médio brasileiro, nesses momentos de crise reais, parece ficar calado como um adolescente que vê o mundo ruir a sua volta e se mantém alheio pelo simples fato de não saber onde ancorar os seus valores.

Não é por menos essa sensação de perdidos, pois não é possível ver nenhuma virtude nesse lamaçal. Não há um congresso confiável, nem um judiciário sem envolvimento, muito menos um executivo limpo. Nossos grandes empresários parecem mais bandidos do que exemplos da nação, e nem mesmo a imprensa é capaz de lançar luz sobre o assunto, estando cada dia mais envolvida em construir um mundo de pós-verdade que tem levado o coletivo a um grande racha, digno de um FLA-FLU.

Mas a grande massa, parece querer ficar escondida debaixo da cama sem nem ao menos bater uma panelinha, como fazia a pouco, ou brigar nas redes sociais. A apatia tomou conta e o BRASIL AMARELOU!

Costumo dizer que sem haver verdade, não é possível construir marca, imagem ou opinião que tenha alguma força ou durabilidade.

O que será que o que está acontecendo ao Brasileiro? Será que ele não encontra mais uma VERDADE a qual defender?

Proponho então um ponto de referência, pois é claro que o sol vai voltar amanhã, como já diria a música, da mesma forma que há de APARECER A VERDADE em algum momento. Ela é de uma outra natureza, aquela que não pode ser escondida por muito tempo.
Afinal, quem faz um país não são seus representantes, mas sim, seus cidadãos trabalhadores.

Deixemos de lado nossas preferências partidárias e tentemos entender que não há como esconder para sempre a verdade. Se hoje a decepção é o que destrói, amanhã ela será apenas uma história das muitas que essa nação construiu.

Está em cada pessoa, em cada brasileiro a semente para uma real mudança. Trabalhe, acredite, produza, com honestidade e compromisso com a VERDADE.

Não se cale frente a mentira, não é hora de esmorecer! Depois de tanto nos repartirmos, enfim temos uma única bandeira pela qual lutar. Um valor o qual devemos nos unir e nos apoiar, pois a VERDADE deve aparecer e com ela virá um novo amanhecer.

Ou fazemos isso coletivamente ou continuaremos vivendo em dias de eclipse.