Coluna “Discutindo a relação…”

Pesquisa aponta caminhos na relação clientes-agências

A Meio&Mensagem trouxe uma excelente matéria sobre pesquisa desenvolvida pela agência The Heart em parceria com a Bistrô Estratégia que tenta desvendar como será a relação entre agências e anunciantes no mercado pós pandemia do Covid 19. Tentarei aqui repassar alguns pontos importantes.

A pesquisa misturou aspectos quantitativos e qualitativos e ouviu 30 líderes de marketing de grandes anunciantes nacionais

Um dos aspectos levantados nesta pesquisa diz respeito à remuneração dos trabalhos das agências. O que se extraiu é que deverá acontecer uma adequação em função dos impactos econômicos causados pela pandemia.

O levantamento aponta que 50% dos clientes que contratam agência por fee devem mudar essa forma de remunerar no período pós Covid 19. Um dos caminhos será a adoção de contratação por projetos ou jobs. Nesta linha, outras informações relevantes: para 26% dos entrevistados a relação custo-benefício é decisiva e 19% querem parceiros estratégicos bem preparados para vencer novos desafios e que tenham capacidade de adaptação ao novo cenário.

Modelo ideal

Um ponto importantíssimo detectado é o que mostra que a busca de um formato ideal de relação passa pela criação de um modelo de atuação das agências que equilibre os seguintes aspectos: custos, consistência, fluidez e inovação.

Image by Gleen Ferdinand from Pixabay

Um aspecto fundamental, em minha opinião, levantado pela pesquisa diz respeito ao fato dos anunciantes acreditarem em um modelo de agência “não departamentalizado”, em que possa acontecer integração de ideias e haja um time multifuncional resolvendo problemas de forma criativa.

Sinergia entre dados e criatividade

Importante destacar que o levantamento aponta que para os clientes “a relação é menos sobre estar presente em todos os canais e mais sobre estar onde a marca, o budget e o target estão, para gerar mais sinergia com o resultado esperado”. Também vale destacar que os clientes/anunciantes desejam agência que gerem sinergia entre dados e criatividade.

Creio que os dados levantados sejam de suma importância para que as agências possam encontrar o melhor caminho para prosseguirem fortes e saudáveis após o fim das dificuldades impostas pelo período de pandemia e isolamento social.

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mLabs lança websérie no Instagram

TransCriativa mLabs: 1ª websérie no Instagram aborda empreendedorismo criativo e mostra como novas formas de fazer negócio estão mudando o Brasil

Projeto que rodou o país em busca de histórias inspiradoras, traz provocações entre tecnologia versus inovação e ainda aborda reflexão sobre o que é sucesso para pequenas empresas

A mLabs, plataforma líder de gestão de mídias sociais no Brasil, anuncia a 1ª Instasérie voltada para empreendedorismo do país. Projeto realizado com a parceria dos profissionais Alex Lima e Nathalia Montibellr, casal “think tank”, que topou percorrer o Brasil por 60 dias procurando casos de empreendedorismo que saiam da caixa, estará disponível no perfil @transcriativa. Ao todo são 30 histórias inspiradoras, que visam mostrar como o brasileiro consegue usar a criatividade para gerar renda e tornar o seu pequeno negócio competitivo.

Para Alex Lima, especialista na criação de projetos, que já trabalhou para empresas como Petrobrás, a aventura de embarcar em um motorhome e viajar o Brasil em busca de relatos reais de empreendedorismo mostrou um país diferente e cheio de oportunidade para crescimento. “Foi uma desconstrução profunda. Os pequenos empreendedores pensam em soluções diferentes e até engraçadas para chamar a atenção dos clientes. Em conversa com eles vi que a inovação não necessariamente está ligada com o aumento de tecnologia, pelo contrário, o aspecto inovador vem do próprio empreendedor em criar soluções efetivas para entender o público. Em uma ilha em Recife, por exemplo, as mulheres da região dão uma aula de empreendedorismo. Elas virão que incentivando o turismo e unindo a comunidade conseguiriam aumentar o preço do produto. O resultado foi mais do que o ganho em si, a mudança até gerou um impacto social no local” comenta Lima.

Segundo o Empresômetro de 2019, o Brasil conta com mais de 20 milhões de empreendimentos. Sendo que destes, 70% são pequenos, representando cerca de 13,5 milhões de negócios. De acordo com uma pesquisa encomendada pelo Facebook e realizada pelo Instituto Locomotiva, em parceria com o Ibmec, MPEs que se digitalizam aumentam em média 20% o seu faturamento mensal. Na visão da mLabs, a Instasérie vêm mostrar também como as redes sociais são aliadas das pequenas empresas. “Nossa intenção com a TransCriativa foi identificar histórias que comprovam o quanto a criatividade é realmente um combustível fundamental para os micro e pequenos negócios. Mas, imagina se essa inventividade passasse a ser exposta nas redes sociais onde estão conectados milhões de brasileiros? Sem dúvida essas empresas passariam a ter ganhos exponenciais, em especial, em vendas. É fato de que as redes sociais são mais efetivas para estes perfis de negócios do que para as grandes companhias”, comenta Rafael Kiso, fundador da plataforma e especialista em mídias sociais.

Para saber mais sobre a mLabs e sobre o projeto clique aqui.

Fonte: Emanoella Leite – Assessora de imprensa

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Coluna “Discutindo a relação…”

Pense em gente. Pense em coletivo

A primeira coluna de 2020. Que coisa! Embora tenha sido demonstrado – teve até um telejornal que entrevistou um matemático – que não entramos em uma nova década, não dá para escapar da sensação de um período ou ciclo mais longo terminado. Os anos 10 dos anos 2000 não foram nada fáceis: crise política, polarização, crise econômica, propaganda em cheque…

Agora que vencemos definitivamente o período de festas e que boa parte do pessoal que trabalha com publicidade e propaganda já está em seus negócios enfrentando jobs variados é hora de refletir um pouco sobre os principais desafios dos próximos 10 anos na comunicação publicitária.

Surgiram em diferentes publicações da nossa área dezenas de relatórios apontando tendências para 2020 e para os próximos cinco ou dez anos. Alguns são muito bons (veja esse aqui) mesmo e vale a pena (na verdade é quase obrigação) dar uma boa olhada.

Eu, humildemente, quero destacar alguns pontos que julgo mesmo importantes. Vamos lá:

Influenciadores – muitas pesquisas, relatórios e estudos apontam para a eficácia de um uso planejado e bem pensado dos chamados influencers. Não dá para ignorá-los. O importante é saber como trabalhar com eles para o bem das marcas que atendemos. Co-criação é o caminho!

Criatividade – os números, o analytics, o big data… tudo ajuda, é claro, óbvio ululante. Mas impactar seus interlocutores com algo original, pertinente e relevante não tem preço. Criatividade segue sendo o principal ativo da nossa atividade. Persiga boas ideias com afinco e determinação.

Diversidade – ideias surgem de pensamentos, culturas e modos de ver as coisas diferentes. A diversidade é fundamental para a propaganda. É fator que não pode ser adiado. Temos que ser mais inclusivos. Pra valer!

Gente – deixei por último de propósito… Em um ambiente de extrema inovação e enorme presença (bem vinda) da tecnologia é fundamental que pensemos em gente o tempo todo. A ponta do processo é uma pessoa. Como melhorar a vida daquela pessoa. Como deixar o dia, a semana, o mês dela melhor? Comunicação liga pessoas. Por mais traquitanas digitais/tecnológicas que lancemos mão, no final são pessoas nas duas pontas do processo. Pense em pessoas, preocupe-se com pessoas. Faça comunicação com cara de gente!

Imagem de Sasin Tipchai por Pixabay

Uma última coisa que não é dica de tendência e sim uma necessidade: o mercado publicitário do Vale do Paraíba precisa voltar a se reunir e trocar ideias. Precisamos falar como um mercado. Precisamos aumentar a percepção de valor da nossa atividade. Chega de praticar um esporte individual e vamos para um mais coletivo. Precisamos urgentemente disso!!!

Um 2020 cheio de cases bacanas pra rechear o portifa de todo mundo!

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Pra ficar ligado! Dicas de conteúdo

Quer ficar sintonizado com novas tecnologias, marketing e comunicação? Veja essas dicas de conteúdo

por Josué Brazil

Não são poucas as vezes em que meus alunos e até alguns ex alunos me pedem dicas sobre o que ler, ouvir e assistir para ficar sintonizado com as novidades e tendências do mundo do marketing e da comunicação. Então resolvi dar algumas dicas aqui no blog.

Está cada vez mais evidente que entender de tecnologia fará toda a diferença. Na verdade já está fazendo. Então algumas dicas vão nessa direção também. Vamos lá!

Um bom caminho é assinar algumas newsletters. Recomendo ao menos três que são gratuitas. A primeira é a Think With Google. Normalmente eles enviam um pacote com dois ou três artigos repletos de dados e insights do Google. Ajudam demais a entender cenários e tendências.

A segunda newsletter que recomendo é a Morse, editada pelo pessoal da Hands Mobile. Atualidades do mundo digital e mobile com linguagem leve e textos curtos. Muito bom!

E a terceira newsletter que recomendo é a do Gabriel Ishida. Baita profissional, o Gabriel fala de marketing e publicidade digital, plataformas, últimas notícias etc. Também com texto leve, fácil e pra consumir rapidinho.

Outra formato de conteúdo interessante é o podcast. E aqui vou indicar dois bem interessantes. Primeiro vou repetir a dica em relação a Morse, pois eles também tem um podcast bem bacanudo e que vale a pena ouvir. Notícias e entrevistas com gente fera da área de tecnologia e negócios.O segundo podcast é o Código Aberto, da Brainstorm 9 (ou B9). Eles entrevistam muita gente interessante e importante das áreas de propaganda, marketing, comunicação e tecnologia.

Outra coisa legal é acompanhar bons documentários. Fico caçando bons documentários no Netflix. Algumas indicações:

– Abstract – The art of design – A primeira temporada foi muito boa e eles acabaram de disponibilizar a segunda. Já assisti a dois episódios desta nova temporada e eles mantiveram o ótimo nível da primeira. Caso você curta design e goste de referências de diferentes áreas pra se inspirar essa série documental é obrigatória

– Como o cérebro cria – esse documentário desvenda ( ou tenta desvendar)os mistérios da inventividade e criatividade humanas e para tanto mostra diversas atividades artísticas e a relação do processo criativo com as capacidades de nosso cérebro. Ótimo ritmo e edição. Gostoso de assistir.

– Está tudo nos números – já que só se fala de Big Data, IA, Analytics, algoritmos e dados, nada melhor do que um documentários que mostre o universo dos números. Bem bacana e quase que obrigatório para que o povo de humanas se aproxime e passe a gostar um pouco mais dos números.

Acho que por enquanto tá bom! Tente degustar alguns destes conteúdos. Vai valer a pena!

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Coluna Propaganda&Arte

A criatividade morreu na Propaganda? Pode ser que sim.

Em tempos de evoluções tecnológicas e comunicações instantâneas, o trabalho do designer ou publicitário caricato parece não mais fazer sentido. Mas será que a criatividade não tem mais espaço nesse novo mundo digital onde tudo já é pré-definido e cada vez mais automático?

Para entender alguma palavra ou a relação entre elas é sempre bom buscar seu real significado. Isso clareia o raciocínio. Vejamos. Propaganda é: divulgação de uma ideia, crença, religião”.

Dentre outras definições específicas, podemos entender que a Propaganda de ontem, a de hoje e, arrisco dizer, a de amanhã vai ser sobre divulgações de ideias. Não importa como: vídeos, fotos, impressos, aplicativos, tendências, crenças, marcas etc.

Já a palavra arte, que está intimamente ligada à criatividade, significa, dentre outras coisas: “uso dessa habilidade nos diversos campos do pensamento e do conhecimento humano”.

Dessa forma, complementamos a definição de criatividade, para encontrarmos o ponto em comum destes itens: “inteligência e talento, natos ou adquiridos, para criar, inventar”.

Então, vemos que a arte é apenas uma das resultantes de alguém que possui criatividade. Assim, é um ponto a ser considerado, pois entendemos então que, pelo menos do ponto de vista lógico, é possível ser criativo em qualquer área do conhecimento humano. Até na hora de escolher qual exercício físico fazer ou como preparar seu almoço ou até na hora de levar o cachorro para passear, alternando caminhos e inovando.

E quando este conhecimento humano trata da comunicação?

Então, entramos no campo da propaganda, que pode ser de qualquer cunho, político, comercial, religioso, social etc., mas respeita algumas regras atuais, ainda mais neste novo cenário digital.

É preciso ter claro o público que iremos falar, hoje conseguimos segmentações espetaculares nas mídias sociais, sabendo direcionar nossas campanhas para uma pessoa que torce para o time X, que gosta de comer Y, e curte a marca de roupa Z. Tudo fica mais fácil e, às vezes, nem precisamos ser muito criativos nessa comunicação. Certo? Talvez.

Hoje encontramos programas que enviam e-mails, criam layouts, fazem vídeos, criam imagens personalizadas, fazem logotipos com base nas suas indicações e até fazem todo o planejamento e monitoramento de mídia, com base em inteligências artificiais dos programas, tudo visando uma otimização de tempo, dinheiro e resultados. Mas sempre existe um risco.

Então, você quer dizer que não podemos aproveitar a (da) tecnologia?

Não sou do tipo contra os avanços tecnológicos, mas acho que alguns sinais precisam ser considerados antes de abraçar uma nova ferramenta ou facilidades on-line que prometem fazer todo o seu trabalho de publicitário, por exemplo, selecionar suas paletas de cores, as melhores palavras-chave, as fotos e trilhas sonoras que são ideais para despertar aquele sentimento no público. Isso precisa ser um complemento do conhecimento seu, não uma bengala criativa.

Ainda penso que temos que aprender sim, sobre tecnologia, mergulhar nesse mundo, mas não se afogar. A ciência humana não é exata, por isso, o ser humano precisa ser sempre o foco. Tanto na hora de criar novas peças publicitárias, como na hora de planejar novas campanhas, ainda mais as que forem focadas em valores.

Máquinas ainda não selecionam os melhores valores para a sua marca. Ainda.

Como esta nova geração se preocupa ainda mais com valores das marcas que compram, é preciso entender que uma má escolha vai prejudicar qualquer campanha. Definido isso: tendo um planejamento transparente e uma comunicação bem alinhada com seu cliente, as propagandas só vão acompanhar aquele universo lógico. Daí podemos ser criativos. Não necessariamente na arte, mas talvez na forma, no jeito de falar, no ambiente em que aparecemos, na voz, no momento que a marca ganha destaque dentro da vida do público ou até na forma de se posicionar como marca.

A criatividade precisa existir em algum lugar. Mesmo que não seja na arte.

Se você não sabe os valores da empresa, não entende os quereres do público, não conhece as ferramentas, os prazos, a verba e as possibilidades, você não vai conseguir articular as ideias para ser criativo. Vai ficar lá no passado, achando que a arte precisa ser surrealista, minimalista, impactante ou animada, para fazer sucesso. Vai achar que ter uma marca conhecida já vai bastar. Que as pessoas falarem de você já vai ser suficiente. Vai ficar no campo superficial da antiga criatividade que já morreu. Faz tempo. E renasceu como várias outras formas de se inovar. Será que você está trabalhando com um cadáver e não sabia? Acho que já passou da hora de repensar a criatividade na sua empresa, sua agência ou até na sua vida. Vamos mudar o trajeto de volta do trabalho, só para começar?

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Vaga em faculdade

Vaga para Designer Gráfico

Vaga aberta para fazer parte da Equipe São Lucas

Foto de Moose Photos no Pexels

Atividades: Design e diagramação de materiais didáticos.

Conhecimentos: Pacote Office, diagramação, Adobe Photoshop, Illustrator e InDesign (desejado).

Habilidades requeridas: Criatividade, proatividade, senso de urgência, trabalho em equipe, relacionamento interpessoal e trabalho sob pressão.

Benefícios: Plano de saúde, vale-alimentação e vale-transporte.

E-mail: rh.cacapava@saolucas.edu.br
Título do e-mail: Designer Gráfico
Horário: 9h às 19h
Local: Caçapava, SP
Formação: Designer Gráfico

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Coluna “Discutindo a relação…”

O que vai virar

Na semana passada na esteira da notícia da aquisição da Droga5, uma das maiores, mais criativa e mais competente agências independentes do mundo, pela Accenture Interactive, uma consultoria, escrevi em meu perfil do Linkedin: As consultorias querem ser agências de propaganda. As agências de propaganda querem ser consultorias… Que tempos confusos!

Caso não tenha acompanhado os fatos veja aqui e aqui.

Realmente há muita discussão em torno do fato de as consultorias cada vez mais partirem para cima do mercado sempre ocupado e atendido (muitas vezes mal atendido, aceitemos) pelas agências.  Alguns estudiosos e observadores do mercado de comunicação e marketing acreditam que as consultorias terão grande dificuldade em incorporar em suas estruturas o principal ativo ofertado pelas agências: a criatividade. Daí a enorme repercussão da aquisição.

Explicando: há muita dúvida se o modelo racional das consultorias absorverá de modo correto o pensamento criativo, a liberdade criativa e até mesmo parte do modelo de operação das agências.

Post no Twitter dá a notícia da aquisição

Do outro lado da moeda vemos as agências correndo contra o tempo para mudar seu modelo de negócio e ficar cada vez mais “com cara de consultoria”. Mudanças e acréscimos de funções e departamentos, novos cargos, novas áreas. Também vemos as grandes holdings de comunicação (WPP, Interpublic, Publicis, Dentsu, Omnicom) buscando mais integração entre suas diversas agências e empresas de comunicação e tratando de apostar mais em dados e inteligência de mercado para entregar um pacote mais amplo de serviços e soluções.

Quem vai prevalecer?

Eu creio que os dois modelos de negócios vão conviver por um bom tempo no mercado. Creio que a adaptação e a convivência entre consultorias e modelos baseados em criatividade vão dar certo em alguns casos e falhar em outros. Também creio que muitas agências descobrirão um modelo que equilibre foco em negócios, soluções e consultoria com a expertise da criatividade. Tudo vai depender das lideranças. E também de quem paga a conta: o anunciante.

Costumo afirmar com frequência que quem realmente causa as mudanças no mercado são os clientes. Suas demandas e suas necessidades de solução de problemas de mercado e comunicação são fatores determinantes para as mudanças verdadeiras.

Quem viver verá. E verá um mercado mais amplo e, provavelmente, muito melhor e mais repleto de oportunidades de trabalho para profissionais de comunicação.

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Um áudio que ficamos devendo

Falamos sobre a participação brasileira em Cannes

Ficamos devendo nosso último programete de rádio. Estávamos já em época de Copa do Mundo de Futebol e no fim do importantíssimo Festival de Criatividade de Cannes, a copa do mundo da propaganda.

Esse programa foi ao ar no dia 26/06/2018.

Confira:

 

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Coluna Branding: a alma da marca

A definição da marca

Costumo dizer aos meus alunos que, ao apresentarem seus trabalhos a mim, definam o que suas criações nos contam. Este é um exercício de síntese que sempre é muito desafiador a todos eles, mas, que para mim diz muito sobre a capacidade do aluno em fazer design de logotipos.

A palavra “definir” por origem é a descrição do completo fim de um assunto (DE- completamente, FINIS -fim, limite).

É possível entender isso em 2 formas: o assunto está completo e, portanto, não há nada mais a entregar ou, o meu conhecimento sobre este assunto está por completo e se limita a este espaço.

É na hora que definimos uma criação, que vemos qual dos dois entendimentos estamos falando, principalmente na criação de um logotipo, e a maioria dos alunos pensa que deve entregar um assunto por completo, pois assim estará mostrando seu grande conhecimento, sendo mais digno de uma boa nota.

No entanto, entendo que o segundo entendimento é mais propício a um designer do que o primeiro.

Foto: Pixabay

Explico: As vezes criamos conceitos visuais que tem formas tão perfeitamente arranjadas que completam o sentido daquilo que se tem a dizer. São imagens cuja representação é sinônima da informação, e que não geram dúvidas a quem lê o seu trabalho. Nesses momentos, em muitas vezes DESCARTO ESTA IDEIA, pois entendo que um bom trabalho de design gráfico é aquele que contém o mistério.

O valor da criação está no mistério, nossa compreensão precisa ser fustigada e estimulada em busca de algo mais. Como já falei em outros textos, é necessária uma certa rebeldia criativa. Aquela vontade de não estar satisfeito, de querer dominar o assunto, sem ter o poder para isso.

O designer precisa ter apenas consciência da limitação da sua criatividade, mas esta precisa estar em expansão sendo ampliada pela interferência e uso do leitor. Deve poder ser retrabalhado, reconstruído e reestruturado com o tempo, por ter ganho mais corpo e mais significado. É como um filhote de pássaro que quanto mais cresce mais colorido fica.

Uma marca com estas características por mais misteriosa que possa parecer é também mais forte e definida, pois, os seus consumidores vão estar ansiosos por compreendê-la, e assim, também mais relacionados a ela.

Nós os designers de marca precisamos estar imersos nestes mistérios quando criamos. Percebendo o encantamento dele, para que este nos diga mais sobre o assunto, e para que seja possível dar novas formas.

Por fim, a resposta para esta prova que sempre faço aos meus alunos é saber que o designer, é aquele que alimenta sua criação como se esta fosse viva, e usa para isso, a poderosa intuição do criativo e a sua capacidade de formalizá-la, assim, aumenta a compreensão e a definição do seu trabalho.

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Coluna Branding: a alma da marca

Grandes depressões transformaram a arte

É fato que a criatividade é estimulada na dificuldade, que as limitações fazem o profissional criativo transgredir e com essa rebeldia surge a inovação.
Períodos de grande instabilidade na humanidade deram origem a grandes movimentos artísticos, e se hoje vivemos esta instabilidade social temos grande possibilidade de estar presenciando o surgimento de novas formas de expressão.

Como professor de design gráfico tenho obrigação de estar atento aos movimentos artísticos que influenciam nossos jovens e tenho que confessar que uma influência apresentada por um de meus alunos me incomodou o suficiente a ponto de chamar a minha atenção.

O vaporwave não me tocaria visualmente se não o visse em sua amplitude pelos olhos de meus alunos.

Ao olhar apenas um de seus frutos, seja na música, no design ou no vídeo, acharia feio desconecto, amador e sem sentido. Mas é exatamente esta a proposta da ideia. Me parece que o vaporwave é a porta da juventude fechada aos adultos, um espaço privado aos novos, por onde a nossa sociedade não pode passar, nem estar, é o verdadeiro chillout dos novos.

Se chamamos de movimentos os conceitos artísticos, é por algum motivo. Mover-se de um lado a outro é o caminho natural das coisas. Buscamos o equilíbrio quando há desequilíbrio, mas coisas equilibradas demais cessam seu movimento, sendo preciso recomeçar.

A contemporaneidade tentava dizer que havia um espaço onde tudo é possível estar em harmonia, mas os novos movimentos como o vaporwave e o glitch nos contam outra coisa.

São mausoléus da tecnologia, retalhos das religiosidades, críticas a esse conhecimento dito humano, desse progresso advindo das luzes de neon azuis e vermelhas. É a face do nosso fim de ciclo social, a imagem de um músico que toca após a rendição de sua nação, a sensação de paz no pós-guerra. Dessa forma é como se os nossos jovens já estivessem vivendo a pós-queda da nossa sociedade tida contemporânea.

Por isso que não é fácil de entender, principalmente para àqueles que ainda trabalham na construção desta sociedade. É preciso se sentir tão fora disso, tão desconectado dos valores desse nosso tempo, que ele então não exista e o que será visto é um loop de uma música dos anos 80, repetindo a exaustão, enquanto tudo a sua volta está fragmentado.

Não vejo estes estilos como genial, mas isso não significa que não seja real. 13 reason why, fez sucesso porque apresentou aos pais aquilo que eles não conseguiam ver, e ainda não vêem. Essa sociedade que trabalhamos tanto para deixar para os nossos filhos, não conversa com eles e na visão dos meninos e meninas que amamos não passa de um amontoado de tecnologia velha sem uso e triste.

Acredito que Nicola Tesla explica melhor esta situação ao dizer que “a ciência é, portanto, uma perversão de si mesma, a menos que tenha como fim último, melhorar a humanidade”, o que não parece ser nossa verdade, mas sim uma grande mentira sendo contada e recontada há muitos anos.

Vaporwave faz alusão a um conceito de Marx “vaporware”: um produto que é só anunciado e nunca realmente lançado ao público, instigando a competitividade entre as empresas e o interesse do consumidor.

A onda de vapor que construímos é nosso pensamento capitalista que se esvai em sí mesmo, e se a arte é capaz de prever já entendeu que em algum momento isso não se sustentará.

Se queremos deixar um futuro aos nossos filhos, diferente daquilo que eles estão prevendo, teremos que mostrar a eles algo mais belo do que fazemos hoje. Caso contrário, teremos que nos acostumar com estas vinhetas estranhas da MTV e as referencias que não nos dão grandes esperanças, pois, talvez nosso destino se pareça realmente bastante com um produto que é criado apenas para ser uma jogada de marketing.

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