Pra ficar ligado! Dicas de conteúdo

Quer ficar sintonizado com novas tecnologias, marketing e comunicação? Veja essas dicas de conteúdo

por Josué Brazil

Não são poucas as vezes em que meus alunos e até alguns ex alunos me pedem dicas sobre o que ler, ouvir e assistir para ficar sintonizado com as novidades e tendências do mundo do marketing e da comunicação. Então resolvi dar algumas dicas aqui no blog.

Está cada vez mais evidente que entender de tecnologia fará toda a diferença. Na verdade já está fazendo. Então algumas dicas vão nessa direção também. Vamos lá!

Um bom caminho é assinar algumas newsletters. Recomendo ao menos três que são gratuitas. A primeira é a Think With Google. Normalmente eles enviam um pacote com dois ou três artigos repletos de dados e insights do Google. Ajudam demais a entender cenários e tendências.

A segunda newsletter que recomendo é a Morse, editada pelo pessoal da Hands Mobile. Atualidades do mundo digital e mobile com linguagem leve e textos curtos. Muito bom!

E a terceira newsletter que recomendo é a do Gabriel Ishida. Baita profissional, o Gabriel fala de marketing e publicidade digital, plataformas, últimas notícias etc. Também com texto leve, fácil e pra consumir rapidinho.

Outra formato de conteúdo interessante é o podcast. E aqui vou indicar dois bem interessantes. Primeiro vou repetir a dica em relação a Morse, pois eles também tem um podcast bem bacanudo e que vale a pena ouvir. Notícias e entrevistas com gente fera da área de tecnologia e negócios.O segundo podcast é o Código Aberto, da Brainstorm 9 (ou B9). Eles entrevistam muita gente interessante e importante das áreas de propaganda, marketing, comunicação e tecnologia.

Outra coisa legal é acompanhar bons documentários. Fico caçando bons documentários no Netflix. Algumas indicações:

– Abstract – The art of design – A primeira temporada foi muito boa e eles acabaram de disponibilizar a segunda. Já assisti a dois episódios desta nova temporada e eles mantiveram o ótimo nível da primeira. Caso você curta design e goste de referências de diferentes áreas pra se inspirar essa série documental é obrigatória

– Como o cérebro cria – esse documentário desvenda ( ou tenta desvendar)os mistérios da inventividade e criatividade humanas e para tanto mostra diversas atividades artísticas e a relação do processo criativo com as capacidades de nosso cérebro. Ótimo ritmo e edição. Gostoso de assistir.

– Está tudo nos números – já que só se fala de Big Data, IA, Analytics, algoritmos e dados, nada melhor do que um documentários que mostre o universo dos números. Bem bacana e quase que obrigatório para que o povo de humanas se aproxime e passe a gostar um pouco mais dos números.

Acho que por enquanto tá bom! Tente degustar alguns destes conteúdos. Vai valer a pena!

Coluna Propaganda&Arte

A criatividade morreu na Propaganda? Pode ser que sim.

Em tempos de evoluções tecnológicas e comunicações instantâneas, o trabalho do designer ou publicitário caricato parece não mais fazer sentido. Mas será que a criatividade não tem mais espaço nesse novo mundo digital onde tudo já é pré-definido e cada vez mais automático?

Para entender alguma palavra ou a relação entre elas é sempre bom buscar seu real significado. Isso clareia o raciocínio. Vejamos. Propaganda é: divulgação de uma ideia, crença, religião”.

Dentre outras definições específicas, podemos entender que a Propaganda de ontem, a de hoje e, arrisco dizer, a de amanhã vai ser sobre divulgações de ideias. Não importa como: vídeos, fotos, impressos, aplicativos, tendências, crenças, marcas etc.

Já a palavra arte, que está intimamente ligada à criatividade, significa, dentre outras coisas: “uso dessa habilidade nos diversos campos do pensamento e do conhecimento humano”.

Dessa forma, complementamos a definição de criatividade, para encontrarmos o ponto em comum destes itens: “inteligência e talento, natos ou adquiridos, para criar, inventar”.

Então, vemos que a arte é apenas uma das resultantes de alguém que possui criatividade. Assim, é um ponto a ser considerado, pois entendemos então que, pelo menos do ponto de vista lógico, é possível ser criativo em qualquer área do conhecimento humano. Até na hora de escolher qual exercício físico fazer ou como preparar seu almoço ou até na hora de levar o cachorro para passear, alternando caminhos e inovando.

E quando este conhecimento humano trata da comunicação?

Então, entramos no campo da propaganda, que pode ser de qualquer cunho, político, comercial, religioso, social etc., mas respeita algumas regras atuais, ainda mais neste novo cenário digital.

É preciso ter claro o público que iremos falar, hoje conseguimos segmentações espetaculares nas mídias sociais, sabendo direcionar nossas campanhas para uma pessoa que torce para o time X, que gosta de comer Y, e curte a marca de roupa Z. Tudo fica mais fácil e, às vezes, nem precisamos ser muito criativos nessa comunicação. Certo? Talvez.

Hoje encontramos programas que enviam e-mails, criam layouts, fazem vídeos, criam imagens personalizadas, fazem logotipos com base nas suas indicações e até fazem todo o planejamento e monitoramento de mídia, com base em inteligências artificiais dos programas, tudo visando uma otimização de tempo, dinheiro e resultados. Mas sempre existe um risco.

Então, você quer dizer que não podemos aproveitar a (da) tecnologia?

Não sou do tipo contra os avanços tecnológicos, mas acho que alguns sinais precisam ser considerados antes de abraçar uma nova ferramenta ou facilidades on-line que prometem fazer todo o seu trabalho de publicitário, por exemplo, selecionar suas paletas de cores, as melhores palavras-chave, as fotos e trilhas sonoras que são ideais para despertar aquele sentimento no público. Isso precisa ser um complemento do conhecimento seu, não uma bengala criativa.

Ainda penso que temos que aprender sim, sobre tecnologia, mergulhar nesse mundo, mas não se afogar. A ciência humana não é exata, por isso, o ser humano precisa ser sempre o foco. Tanto na hora de criar novas peças publicitárias, como na hora de planejar novas campanhas, ainda mais as que forem focadas em valores.

Máquinas ainda não selecionam os melhores valores para a sua marca. Ainda.

Como esta nova geração se preocupa ainda mais com valores das marcas que compram, é preciso entender que uma má escolha vai prejudicar qualquer campanha. Definido isso: tendo um planejamento transparente e uma comunicação bem alinhada com seu cliente, as propagandas só vão acompanhar aquele universo lógico. Daí podemos ser criativos. Não necessariamente na arte, mas talvez na forma, no jeito de falar, no ambiente em que aparecemos, na voz, no momento que a marca ganha destaque dentro da vida do público ou até na forma de se posicionar como marca.

A criatividade precisa existir em algum lugar. Mesmo que não seja na arte.

Se você não sabe os valores da empresa, não entende os quereres do público, não conhece as ferramentas, os prazos, a verba e as possibilidades, você não vai conseguir articular as ideias para ser criativo. Vai ficar lá no passado, achando que a arte precisa ser surrealista, minimalista, impactante ou animada, para fazer sucesso. Vai achar que ter uma marca conhecida já vai bastar. Que as pessoas falarem de você já vai ser suficiente. Vai ficar no campo superficial da antiga criatividade que já morreu. Faz tempo. E renasceu como várias outras formas de se inovar. Será que você está trabalhando com um cadáver e não sabia? Acho que já passou da hora de repensar a criatividade na sua empresa, sua agência ou até na sua vida. Vamos mudar o trajeto de volta do trabalho, só para começar?

Vaga em faculdade

Vaga para Designer Gráfico

Vaga aberta para fazer parte da Equipe São Lucas

Foto de Moose Photos no Pexels

Atividades: Design e diagramação de materiais didáticos.

Conhecimentos: Pacote Office, diagramação, Adobe Photoshop, Illustrator e InDesign (desejado).

Habilidades requeridas: Criatividade, proatividade, senso de urgência, trabalho em equipe, relacionamento interpessoal e trabalho sob pressão.

Benefícios: Plano de saúde, vale-alimentação e vale-transporte.

E-mail: rh.cacapava@saolucas.edu.br
Título do e-mail: Designer Gráfico
Horário: 9h às 19h
Local: Caçapava, SP
Formação: Designer Gráfico

Coluna “Discutindo a relação…”

O que vai virar

Na semana passada na esteira da notícia da aquisição da Droga5, uma das maiores, mais criativa e mais competente agências independentes do mundo, pela Accenture Interactive, uma consultoria, escrevi em meu perfil do Linkedin: As consultorias querem ser agências de propaganda. As agências de propaganda querem ser consultorias… Que tempos confusos!

Caso não tenha acompanhado os fatos veja aqui e aqui.

Realmente há muita discussão em torno do fato de as consultorias cada vez mais partirem para cima do mercado sempre ocupado e atendido (muitas vezes mal atendido, aceitemos) pelas agências.  Alguns estudiosos e observadores do mercado de comunicação e marketing acreditam que as consultorias terão grande dificuldade em incorporar em suas estruturas o principal ativo ofertado pelas agências: a criatividade. Daí a enorme repercussão da aquisição.

Explicando: há muita dúvida se o modelo racional das consultorias absorverá de modo correto o pensamento criativo, a liberdade criativa e até mesmo parte do modelo de operação das agências.

Post no Twitter dá a notícia da aquisição

Do outro lado da moeda vemos as agências correndo contra o tempo para mudar seu modelo de negócio e ficar cada vez mais “com cara de consultoria”. Mudanças e acréscimos de funções e departamentos, novos cargos, novas áreas. Também vemos as grandes holdings de comunicação (WPP, Interpublic, Publicis, Dentsu, Omnicom) buscando mais integração entre suas diversas agências e empresas de comunicação e tratando de apostar mais em dados e inteligência de mercado para entregar um pacote mais amplo de serviços e soluções.

Quem vai prevalecer?

Eu creio que os dois modelos de negócios vão conviver por um bom tempo no mercado. Creio que a adaptação e a convivência entre consultorias e modelos baseados em criatividade vão dar certo em alguns casos e falhar em outros. Também creio que muitas agências descobrirão um modelo que equilibre foco em negócios, soluções e consultoria com a expertise da criatividade. Tudo vai depender das lideranças. E também de quem paga a conta: o anunciante.

Costumo afirmar com frequência que quem realmente causa as mudanças no mercado são os clientes. Suas demandas e suas necessidades de solução de problemas de mercado e comunicação são fatores determinantes para as mudanças verdadeiras.

Quem viver verá. E verá um mercado mais amplo e, provavelmente, muito melhor e mais repleto de oportunidades de trabalho para profissionais de comunicação.

Um áudio que ficamos devendo

Falamos sobre a participação brasileira em Cannes

Ficamos devendo nosso último programete de rádio. Estávamos já em época de Copa do Mundo de Futebol e no fim do importantíssimo Festival de Criatividade de Cannes, a copa do mundo da propaganda.

Esse programa foi ao ar no dia 26/06/2018.

Confira:

 

Coluna Branding: a alma da marca

A definição da marca

Costumo dizer aos meus alunos que, ao apresentarem seus trabalhos a mim, definam o que suas criações nos contam. Este é um exercício de síntese que sempre é muito desafiador a todos eles, mas, que para mim diz muito sobre a capacidade do aluno em fazer design de logotipos.

A palavra “definir” por origem é a descrição do completo fim de um assunto (DE- completamente, FINIS -fim, limite).

É possível entender isso em 2 formas: o assunto está completo e, portanto, não há nada mais a entregar ou, o meu conhecimento sobre este assunto está por completo e se limita a este espaço.

É na hora que definimos uma criação, que vemos qual dos dois entendimentos estamos falando, principalmente na criação de um logotipo, e a maioria dos alunos pensa que deve entregar um assunto por completo, pois assim estará mostrando seu grande conhecimento, sendo mais digno de uma boa nota.

No entanto, entendo que o segundo entendimento é mais propício a um designer do que o primeiro.

Foto: Pixabay

Explico: As vezes criamos conceitos visuais que tem formas tão perfeitamente arranjadas que completam o sentido daquilo que se tem a dizer. São imagens cuja representação é sinônima da informação, e que não geram dúvidas a quem lê o seu trabalho. Nesses momentos, em muitas vezes DESCARTO ESTA IDEIA, pois entendo que um bom trabalho de design gráfico é aquele que contém o mistério.

O valor da criação está no mistério, nossa compreensão precisa ser fustigada e estimulada em busca de algo mais. Como já falei em outros textos, é necessária uma certa rebeldia criativa. Aquela vontade de não estar satisfeito, de querer dominar o assunto, sem ter o poder para isso.

O designer precisa ter apenas consciência da limitação da sua criatividade, mas esta precisa estar em expansão sendo ampliada pela interferência e uso do leitor. Deve poder ser retrabalhado, reconstruído e reestruturado com o tempo, por ter ganho mais corpo e mais significado. É como um filhote de pássaro que quanto mais cresce mais colorido fica.

Uma marca com estas características por mais misteriosa que possa parecer é também mais forte e definida, pois, os seus consumidores vão estar ansiosos por compreendê-la, e assim, também mais relacionados a ela.

Nós os designers de marca precisamos estar imersos nestes mistérios quando criamos. Percebendo o encantamento dele, para que este nos diga mais sobre o assunto, e para que seja possível dar novas formas.

Por fim, a resposta para esta prova que sempre faço aos meus alunos é saber que o designer, é aquele que alimenta sua criação como se esta fosse viva, e usa para isso, a poderosa intuição do criativo e a sua capacidade de formalizá-la, assim, aumenta a compreensão e a definição do seu trabalho.

Coluna Branding: a alma da marca

Grandes depressões transformaram a arte

É fato que a criatividade é estimulada na dificuldade, que as limitações fazem o profissional criativo transgredir e com essa rebeldia surge a inovação.
Períodos de grande instabilidade na humanidade deram origem a grandes movimentos artísticos, e se hoje vivemos esta instabilidade social temos grande possibilidade de estar presenciando o surgimento de novas formas de expressão.

Como professor de design gráfico tenho obrigação de estar atento aos movimentos artísticos que influenciam nossos jovens e tenho que confessar que uma influência apresentada por um de meus alunos me incomodou o suficiente a ponto de chamar a minha atenção.

O vaporwave não me tocaria visualmente se não o visse em sua amplitude pelos olhos de meus alunos.

Ao olhar apenas um de seus frutos, seja na música, no design ou no vídeo, acharia feio desconecto, amador e sem sentido. Mas é exatamente esta a proposta da ideia. Me parece que o vaporwave é a porta da juventude fechada aos adultos, um espaço privado aos novos, por onde a nossa sociedade não pode passar, nem estar, é o verdadeiro chillout dos novos.

Se chamamos de movimentos os conceitos artísticos, é por algum motivo. Mover-se de um lado a outro é o caminho natural das coisas. Buscamos o equilíbrio quando há desequilíbrio, mas coisas equilibradas demais cessam seu movimento, sendo preciso recomeçar.

A contemporaneidade tentava dizer que havia um espaço onde tudo é possível estar em harmonia, mas os novos movimentos como o vaporwave e o glitch nos contam outra coisa.

São mausoléus da tecnologia, retalhos das religiosidades, críticas a esse conhecimento dito humano, desse progresso advindo das luzes de neon azuis e vermelhas. É a face do nosso fim de ciclo social, a imagem de um músico que toca após a rendição de sua nação, a sensação de paz no pós-guerra. Dessa forma é como se os nossos jovens já estivessem vivendo a pós-queda da nossa sociedade tida contemporânea.

Por isso que não é fácil de entender, principalmente para àqueles que ainda trabalham na construção desta sociedade. É preciso se sentir tão fora disso, tão desconectado dos valores desse nosso tempo, que ele então não exista e o que será visto é um loop de uma música dos anos 80, repetindo a exaustão, enquanto tudo a sua volta está fragmentado.

Não vejo estes estilos como genial, mas isso não significa que não seja real. 13 reason why, fez sucesso porque apresentou aos pais aquilo que eles não conseguiam ver, e ainda não vêem. Essa sociedade que trabalhamos tanto para deixar para os nossos filhos, não conversa com eles e na visão dos meninos e meninas que amamos não passa de um amontoado de tecnologia velha sem uso e triste.

Acredito que Nicola Tesla explica melhor esta situação ao dizer que “a ciência é, portanto, uma perversão de si mesma, a menos que tenha como fim último, melhorar a humanidade”, o que não parece ser nossa verdade, mas sim uma grande mentira sendo contada e recontada há muitos anos.

Vaporwave faz alusão a um conceito de Marx “vaporware”: um produto que é só anunciado e nunca realmente lançado ao público, instigando a competitividade entre as empresas e o interesse do consumidor.

A onda de vapor que construímos é nosso pensamento capitalista que se esvai em sí mesmo, e se a arte é capaz de prever já entendeu que em algum momento isso não se sustentará.

Se queremos deixar um futuro aos nossos filhos, diferente daquilo que eles estão prevendo, teremos que mostrar a eles algo mais belo do que fazemos hoje. Caso contrário, teremos que nos acostumar com estas vinhetas estranhas da MTV e as referencias que não nos dão grandes esperanças, pois, talvez nosso destino se pareça realmente bastante com um produto que é criado apenas para ser uma jogada de marketing.

Vai ter premiação

Departamento realiza Prêmio de Comunicação

O evento contará com categorias entre melhor Arte Digital, Fotografia e Plano de
Gestão de Crise além da presença de convidados de honra

No próximo dia 22 de maio, terça-feira, às 19h, alunos do 7º semestre de
Publicidade e Propaganda, do Departamento de Comunicação Social da
Universidade de Taubaté, realizarão o evento intitulado “Comunicannes – Prêmio de
Comunicação” com o tema: “Inovação e Criatividade no Vale do Paraíba” ,
premiando e oportunizando o reconhecimento de talentos e fomento das diversas
formas de expressão artística e inovadora de seus alunos.

Ao todo, serão nove categorias, sendo cinco categorias internas para os
alunos e professores, além de quatro categorias externas para convidados pré
selecionados. As categorias internas serão separadas entre melhor Arte Digital,
Fotografia e Plano de Gestão de Crise, de acordo com os critérios pré exigidos em
edital, sendo o principal deles a adequação ao tema “Maus tratos x cuidados com os
animais” – escolhido para apoiar a causa animal. Os vencedores serão escolhidos
por uma banca de profissionais de comunicação e divulgados no dia do evento.

Coluna “Discutindo a relação…”

Você sabia que a propaganda nem sempre foi criativa?

É verdade!

No início da revolução industrial a propaganda era usada basicamente para informar as pessoas de que os produtos, agora padronizados e produzidos em série, existiam e estavam a disposição dos consumidores. A propaganda, neste momento, era basicamente informativa pois quase tudo era absolutamente novo.

Com a proliferação dos métodos e recursos de produção industrial começou a surgir a concorrência entre produtos similares, semelhantes, que ofereciam os mesmos benefícios para quem os comprasse e utilizasse. Aí surge a necessidade de a propaganda começar a criar diferenciais para tais produtos. Era preciso algo mais do que simplesmente informar.

Aí a propaganda parte para a persuasão, para o encantamento e, portanto, passa a buscar elementos criativos. Ela passa a ser criativa.

Olha o que o Carlos Domingos escreveu sobre isso em seu famoso livro “Criação sem pistolão – Segredos para você se tornar um grande criativo”:

“Depois da Revolução Industrial, o mundo assistiu ao lançamento de milhares de produtos novos. A geladeira, o automóvel, o liqüidificador, o creme dental, a margarina e produtos de beleza passaram a ser vendidos em larga escala. Como tudo era novidade, bastava mostrar o produto, dizer para que ele servia e pronto: as pessoas iam correndo comprar. Por isso os anúncios eram óbvios, diretos, sem qualquer criatividade. Por ser praticamente educativa, a propaganda introduziu na sociedade novos hábitos de higiene, saúde, beleza e cuidados com o lar. Foi ela que ensinou, por exemplo, as crianças a escovar os dentes.

Essa situação começou a mudar na segunda metade do século 20. Os produtos deixaram de ser novidade e foram surgindo diversos concorrentes no mercado. A pergunta do consumidor não era mais “por que preciso de uma geladeira?”, mas sim “qual geladeira eu devo comprar?”Descobriu-se que o produto que tinha a imagem mais simpática junto ao consumidor levava vantagem no ponto-de-venda. E para ter imagem simpática era preciso uma comunicação simpática. Foi por isso que surgiu a propaganda criativa: para ganhar a preferência do consumidor, diferenciar os produtos e construir a imagem das marcas.”

Sem o correto e adequado uso da criatividade é impossível, atualmente, conseguir a atenção e a simpatia dos consumidores.

A gente pode dizer que a propaganda moderna, criativa e estratégica é consequência da revolução industrial e da
concorrência.

E aqui no Brasil?

A grande virada criativa da propaganda brasileira ocorreu nos anos 1960. Até então ou se reproduzia ou se copiava o que era feito nos países sedes dos grandes anunciantes. Mas um grupo de publicitários brasileiros resolveu mudar isso e propor uma linguagem criativa que tivesse mais ligação com o jeito de ser do brasileiro.

Veja o que ecreveram Daniela Regina da Silva e Jairo de Araújo Lopes em “Publicidade no Brasil: novos caminhos, novas linguagens”:

“Para a publicidade, a década de 1960 foi revolucionária. Muitas mudanças ocorreram e outras práticas se consolidaram. O primeiro ponto a ser destacado é a criatividade reconhecida pelo ramo como fundamental. Houve a integração entre redação e arte e a valorização de profissionais versáteis que criam para diferentes mídias. Com relação à linguagem, houve a mudança de ênfase dos apelos racionais para os apelos emocionais.”

Essa mudança fez com que a propaganda brasileira se destacasse no cenário mundial nas décadas seguintes e possibilitou que o Brasil seja, atualmente, uma das três maiores potencias criativas da propaganda mundial, ganhando prêmios nos principais festivais internacionais de criatividade publicitária.

Vaga em marketing

Oportunidades de ESTÁGIO na Prolind em SJCampos

Área Comercial e Marketing

Descrição das atividades: acompanhar atividades de marketing, apoiar na organização de feiras, atualizar atas e apresentações, apoiar nas atividades de comunicação interna.

Competências e habilidades requeridas:

– Cursando Administração ou Marketing,
– Inglês avançado, Excel e Corel Draw, boa comunicação escrita e verbal, criatividade, organização e dinamismo.

Residir em São José dos Campos ou Caçapava
Horário de estágio: 7:30 às 14:20, de segunda a sexta-feira
Empresa oferece bolsa de estágio, transporte fretado, cesta básica, refeição no local e seguro de vida.

Interessados enviar CV para rh@prolind.com.br informando o título da vaga no campo assunto e previsão da data de conclusão do curso