Um áudio que ficamos devendo

Falamos sobre a participação brasileira em Cannes

Ficamos devendo nosso último programete de rádio. Estávamos já em época de Copa do Mundo de Futebol e no fim do importantíssimo Festival de Criatividade de Cannes, a copa do mundo da propaganda.

Esse programa foi ao ar no dia 26/06/2018.

Confira:

 

Coluna Branding: a alma da marca

A definição da marca

Costumo dizer aos meus alunos que, ao apresentarem seus trabalhos a mim, definam o que suas criações nos contam. Este é um exercício de síntese que sempre é muito desafiador a todos eles, mas, que para mim diz muito sobre a capacidade do aluno em fazer design de logotipos.

A palavra “definir” por origem é a descrição do completo fim de um assunto (DE- completamente, FINIS -fim, limite).

É possível entender isso em 2 formas: o assunto está completo e, portanto, não há nada mais a entregar ou, o meu conhecimento sobre este assunto está por completo e se limita a este espaço.

É na hora que definimos uma criação, que vemos qual dos dois entendimentos estamos falando, principalmente na criação de um logotipo, e a maioria dos alunos pensa que deve entregar um assunto por completo, pois assim estará mostrando seu grande conhecimento, sendo mais digno de uma boa nota.

No entanto, entendo que o segundo entendimento é mais propício a um designer do que o primeiro.

Foto: Pixabay

Explico: As vezes criamos conceitos visuais que tem formas tão perfeitamente arranjadas que completam o sentido daquilo que se tem a dizer. São imagens cuja representação é sinônima da informação, e que não geram dúvidas a quem lê o seu trabalho. Nesses momentos, em muitas vezes DESCARTO ESTA IDEIA, pois entendo que um bom trabalho de design gráfico é aquele que contém o mistério.

O valor da criação está no mistério, nossa compreensão precisa ser fustigada e estimulada em busca de algo mais. Como já falei em outros textos, é necessária uma certa rebeldia criativa. Aquela vontade de não estar satisfeito, de querer dominar o assunto, sem ter o poder para isso.

O designer precisa ter apenas consciência da limitação da sua criatividade, mas esta precisa estar em expansão sendo ampliada pela interferência e uso do leitor. Deve poder ser retrabalhado, reconstruído e reestruturado com o tempo, por ter ganho mais corpo e mais significado. É como um filhote de pássaro que quanto mais cresce mais colorido fica.

Uma marca com estas características por mais misteriosa que possa parecer é também mais forte e definida, pois, os seus consumidores vão estar ansiosos por compreendê-la, e assim, também mais relacionados a ela.

Nós os designers de marca precisamos estar imersos nestes mistérios quando criamos. Percebendo o encantamento dele, para que este nos diga mais sobre o assunto, e para que seja possível dar novas formas.

Por fim, a resposta para esta prova que sempre faço aos meus alunos é saber que o designer, é aquele que alimenta sua criação como se esta fosse viva, e usa para isso, a poderosa intuição do criativo e a sua capacidade de formalizá-la, assim, aumenta a compreensão e a definição do seu trabalho.

Coluna Branding: a alma da marca

Grandes depressões transformaram a arte

É fato que a criatividade é estimulada na dificuldade, que as limitações fazem o profissional criativo transgredir e com essa rebeldia surge a inovação.
Períodos de grande instabilidade na humanidade deram origem a grandes movimentos artísticos, e se hoje vivemos esta instabilidade social temos grande possibilidade de estar presenciando o surgimento de novas formas de expressão.

Como professor de design gráfico tenho obrigação de estar atento aos movimentos artísticos que influenciam nossos jovens e tenho que confessar que uma influência apresentada por um de meus alunos me incomodou o suficiente a ponto de chamar a minha atenção.

O vaporwave não me tocaria visualmente se não o visse em sua amplitude pelos olhos de meus alunos.

Ao olhar apenas um de seus frutos, seja na música, no design ou no vídeo, acharia feio desconecto, amador e sem sentido. Mas é exatamente esta a proposta da ideia. Me parece que o vaporwave é a porta da juventude fechada aos adultos, um espaço privado aos novos, por onde a nossa sociedade não pode passar, nem estar, é o verdadeiro chillout dos novos.

Se chamamos de movimentos os conceitos artísticos, é por algum motivo. Mover-se de um lado a outro é o caminho natural das coisas. Buscamos o equilíbrio quando há desequilíbrio, mas coisas equilibradas demais cessam seu movimento, sendo preciso recomeçar.

A contemporaneidade tentava dizer que havia um espaço onde tudo é possível estar em harmonia, mas os novos movimentos como o vaporwave e o glitch nos contam outra coisa.

São mausoléus da tecnologia, retalhos das religiosidades, críticas a esse conhecimento dito humano, desse progresso advindo das luzes de neon azuis e vermelhas. É a face do nosso fim de ciclo social, a imagem de um músico que toca após a rendição de sua nação, a sensação de paz no pós-guerra. Dessa forma é como se os nossos jovens já estivessem vivendo a pós-queda da nossa sociedade tida contemporânea.

Por isso que não é fácil de entender, principalmente para àqueles que ainda trabalham na construção desta sociedade. É preciso se sentir tão fora disso, tão desconectado dos valores desse nosso tempo, que ele então não exista e o que será visto é um loop de uma música dos anos 80, repetindo a exaustão, enquanto tudo a sua volta está fragmentado.

Não vejo estes estilos como genial, mas isso não significa que não seja real. 13 reason why, fez sucesso porque apresentou aos pais aquilo que eles não conseguiam ver, e ainda não vêem. Essa sociedade que trabalhamos tanto para deixar para os nossos filhos, não conversa com eles e na visão dos meninos e meninas que amamos não passa de um amontoado de tecnologia velha sem uso e triste.

Acredito que Nicola Tesla explica melhor esta situação ao dizer que “a ciência é, portanto, uma perversão de si mesma, a menos que tenha como fim último, melhorar a humanidade”, o que não parece ser nossa verdade, mas sim uma grande mentira sendo contada e recontada há muitos anos.

Vaporwave faz alusão a um conceito de Marx “vaporware”: um produto que é só anunciado e nunca realmente lançado ao público, instigando a competitividade entre as empresas e o interesse do consumidor.

A onda de vapor que construímos é nosso pensamento capitalista que se esvai em sí mesmo, e se a arte é capaz de prever já entendeu que em algum momento isso não se sustentará.

Se queremos deixar um futuro aos nossos filhos, diferente daquilo que eles estão prevendo, teremos que mostrar a eles algo mais belo do que fazemos hoje. Caso contrário, teremos que nos acostumar com estas vinhetas estranhas da MTV e as referencias que não nos dão grandes esperanças, pois, talvez nosso destino se pareça realmente bastante com um produto que é criado apenas para ser uma jogada de marketing.

Vai ter premiação

Departamento realiza Prêmio de Comunicação

O evento contará com categorias entre melhor Arte Digital, Fotografia e Plano de
Gestão de Crise além da presença de convidados de honra

No próximo dia 22 de maio, terça-feira, às 19h, alunos do 7º semestre de
Publicidade e Propaganda, do Departamento de Comunicação Social da
Universidade de Taubaté, realizarão o evento intitulado “Comunicannes – Prêmio de
Comunicação” com o tema: “Inovação e Criatividade no Vale do Paraíba” ,
premiando e oportunizando o reconhecimento de talentos e fomento das diversas
formas de expressão artística e inovadora de seus alunos.

Ao todo, serão nove categorias, sendo cinco categorias internas para os
alunos e professores, além de quatro categorias externas para convidados pré
selecionados. As categorias internas serão separadas entre melhor Arte Digital,
Fotografia e Plano de Gestão de Crise, de acordo com os critérios pré exigidos em
edital, sendo o principal deles a adequação ao tema “Maus tratos x cuidados com os
animais” – escolhido para apoiar a causa animal. Os vencedores serão escolhidos
por uma banca de profissionais de comunicação e divulgados no dia do evento.

Coluna “Discutindo a relação…”

Você sabia que a propaganda nem sempre foi criativa?

É verdade!

No início da revolução industrial a propaganda era usada basicamente para informar as pessoas de que os produtos, agora padronizados e produzidos em série, existiam e estavam a disposição dos consumidores. A propaganda, neste momento, era basicamente informativa pois quase tudo era absolutamente novo.

Com a proliferação dos métodos e recursos de produção industrial começou a surgir a concorrência entre produtos similares, semelhantes, que ofereciam os mesmos benefícios para quem os comprasse e utilizasse. Aí surge a necessidade de a propaganda começar a criar diferenciais para tais produtos. Era preciso algo mais do que simplesmente informar.

Aí a propaganda parte para a persuasão, para o encantamento e, portanto, passa a buscar elementos criativos. Ela passa a ser criativa.

Olha o que o Carlos Domingos escreveu sobre isso em seu famoso livro “Criação sem pistolão – Segredos para você se tornar um grande criativo”:

“Depois da Revolução Industrial, o mundo assistiu ao lançamento de milhares de produtos novos. A geladeira, o automóvel, o liqüidificador, o creme dental, a margarina e produtos de beleza passaram a ser vendidos em larga escala. Como tudo era novidade, bastava mostrar o produto, dizer para que ele servia e pronto: as pessoas iam correndo comprar. Por isso os anúncios eram óbvios, diretos, sem qualquer criatividade. Por ser praticamente educativa, a propaganda introduziu na sociedade novos hábitos de higiene, saúde, beleza e cuidados com o lar. Foi ela que ensinou, por exemplo, as crianças a escovar os dentes.

Essa situação começou a mudar na segunda metade do século 20. Os produtos deixaram de ser novidade e foram surgindo diversos concorrentes no mercado. A pergunta do consumidor não era mais “por que preciso de uma geladeira?”, mas sim “qual geladeira eu devo comprar?”Descobriu-se que o produto que tinha a imagem mais simpática junto ao consumidor levava vantagem no ponto-de-venda. E para ter imagem simpática era preciso uma comunicação simpática. Foi por isso que surgiu a propaganda criativa: para ganhar a preferência do consumidor, diferenciar os produtos e construir a imagem das marcas.”

Sem o correto e adequado uso da criatividade é impossível, atualmente, conseguir a atenção e a simpatia dos consumidores.

A gente pode dizer que a propaganda moderna, criativa e estratégica é consequência da revolução industrial e da
concorrência.

E aqui no Brasil?

A grande virada criativa da propaganda brasileira ocorreu nos anos 1960. Até então ou se reproduzia ou se copiava o que era feito nos países sedes dos grandes anunciantes. Mas um grupo de publicitários brasileiros resolveu mudar isso e propor uma linguagem criativa que tivesse mais ligação com o jeito de ser do brasileiro.

Veja o que ecreveram Daniela Regina da Silva e Jairo de Araújo Lopes em “Publicidade no Brasil: novos caminhos, novas linguagens”:

“Para a publicidade, a década de 1960 foi revolucionária. Muitas mudanças ocorreram e outras práticas se consolidaram. O primeiro ponto a ser destacado é a criatividade reconhecida pelo ramo como fundamental. Houve a integração entre redação e arte e a valorização de profissionais versáteis que criam para diferentes mídias. Com relação à linguagem, houve a mudança de ênfase dos apelos racionais para os apelos emocionais.”

Essa mudança fez com que a propaganda brasileira se destacasse no cenário mundial nas décadas seguintes e possibilitou que o Brasil seja, atualmente, uma das três maiores potencias criativas da propaganda mundial, ganhando prêmios nos principais festivais internacionais de criatividade publicitária.

Vaga em marketing

Oportunidades de ESTÁGIO na Prolind em SJCampos

Área Comercial e Marketing

Descrição das atividades: acompanhar atividades de marketing, apoiar na organização de feiras, atualizar atas e apresentações, apoiar nas atividades de comunicação interna.

Competências e habilidades requeridas:

– Cursando Administração ou Marketing,
– Inglês avançado, Excel e Corel Draw, boa comunicação escrita e verbal, criatividade, organização e dinamismo.

Residir em São José dos Campos ou Caçapava
Horário de estágio: 7:30 às 14:20, de segunda a sexta-feira
Empresa oferece bolsa de estágio, transporte fretado, cesta básica, refeição no local e seguro de vida.

Interessados enviar CV para rh@prolind.com.br informando o título da vaga no campo assunto e previsão da data de conclusão do curso

Agências conseguem prêmios no Recall

17ª edição do Prêmio Recall de Criação Publicitária

Na última sexta-feira (1º/12), em cerimônia realizada na Cidade do Circo, Ribeirão Preto, ocorreu a premiação da 17ª edição do Prêmio Recall de Criação Publicitária.

O juri selecionou peças de 32 agências, de 19 cidades do interior paulista, para o short-list. O julgamento das peças pelo júri, que neste ano foi composto pelos renomados publicitários Carlos Righi, Cássio Zanatta, Giba Lages e Luiz Toledo, levou em consideração a criatividade da ideia.

As agências da Região Metropolitana do vale do Paraíba, Arriba! (SJCampos) e Mind (Cruzeiro), alcançaram prêmios em categorias diferentes.

Na categoria anúncio para jornal ou revista, a Arriba Comunicação, de São José dos Campos, ficou com o de bronze. Já em spots e jingles, a Mind Comunicação, de Cruzeiro, levou o bronze

O 17º Prêmio Recall teve o apoio da ABAP (Associação Brasileira de Agências de Publicidade) e da DTP Comunicação Visual.

Vem aí a Pixel Show 2017

Maior festival de criatividade da América Latina tem 80% das atividades gratuitas

Criativos do Brasil e do mundo trazem ao Festival Internacional de Criatividade Pixel Show música ao vivo, sessões de live painting com ilustradores e grafiteiros, simuladores, games de realidade virtual e ainda proporcionam reciclar conhecimentos em palestras dinâmicas – as Sharp Talks.

Em um só fim de semana – dias 2 e 3 de dezembro de 2017 – o 13o Pixel Show pretende atrair 35 mil pessoas a São Paulo, provenientes de todo o Brasil e de vários países da América do Sul. E o melhor de tudo é que é possível aproveitar o evento sem tirar um real do bolso, já que grande parte das atrações é gratuita e cativa tanto quem busca diversão como informação – ou até umas comprinhas exclusivas a preços justos.

Para entrar na Feira de Criatividade do Pixel Show, que ocupa todo o pavimento térreo do Espaço ProMagno (rua Samaritá, 230, na Casa Verde, na capital Paulista), o visitante não paga nada. Ali se concentram cerca de 100 marcas, que expõem e vendem de itens de decoração a peças de roupa – de estilo difícil de encontrar em lojas convencionais –, passando por ilustrações, livros e revistas. A essas marcas, somam-se outras 100, com mercado que está em plena ascensão: são os artesãos independentes que, pela primeira vez no Pixel Show, conquistam área exclusiva, o Espaço Makers, com mais publicações, objetos de design e acessórios, entre tantas outras coisas fantásticas e imperdíveis de se ver.

“Desde seu quarto ano de existência, o Pixel Show investe em atividades abertas ao público. Como um dos maiores festivais de criatividade do mundo, temos a responsabilidade de oferecer atrações gratuitas e diferenciadas com acesso liberado ao público: hoje, 80% do Pixel Show é livre de custo para os visitantes”, informa Allan Szacher, idealizador do evento, que é organizado pela Zupi.

Experiências imersivas
Passeando pela Feira do Festival, o visitante pode conferir os estandes de expositores que levam ao evento simuladores (de corrida, avião ou asa-delta) e jogos de realidade virtual. Se for o caso, garanta seu lugar na fila para aproveitar, de graça, o que o mercado da tecnologia voltada ao entretenimento tem produzido por aqui. Em um dos games, inclusive, aparatos de realidade virtual guiam o jogador em uma verdadeira imersão pelo cenário, montado no estande, para que ele cumpra as tarefas necessárias para chegar ao fim do jogo.

Arte ao vivo
Mas a agitação em torno de uma atividade na Feira do Festival de Criatividade pode ter outro motivo: grandes painéis, nos quais street artists e ilustradores realizam, ali diante do público, seu trabalho ao vivo. Serão diversas sessões de live painting a cada dia, com artistas diferentes, em pontos específicos distribuídos pela Feira. Quem já tem presença confirmada são os grafiteiros Fabiano Senk, Grego, Karen Kueia e André Gonzaga (o Dalata), o fera em stêncil Daniel Melim, a pixel art do casal 8-Bitch Project e a Marina Rodrigues, com sua tape art.

Essa atividade articula-se à filosofia do Pixel Show de aproximar artista e público, promovendo interações, trocas e aprendizados entre eles. E o melhor, rodeado de uma atmosfera descontraída e de múltiplas atrações acontecendo simultaneamente. E tem mais, qualquer pessoa do público pode também deixar a sua arte e sua marca no painel público de ilustração e arte.

Papo reto
Outra atividade que acontece gratuitamente são as palestras de curta duração, no modelo consagrado pelos TED Talks, que ganham o nome de Sharp Talks no Pixel Show. Nesta edição, elas terão um de seus módulos, o Business, inteiramente dedicado a pequenos empreendedores. Realizado em parceria com o SEBRAE, o módulo convida especialistas em contabilidade, expressão da criatividade, software de vendas pela internet e crescimento do mercado plus size, tendo sempre a inovação e o micronegócio como focos. Participam também associações e profissionais de áreas diversas, ligados à economia criativa.

Dois dos pontos altos dentre as Sharp Talks serão as palestras ministradas pela assessora da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos – Apex-Brasil, abordando ora mulheres em cargos estratégicos, ora a preparação de empresas brasileiras para participarem de eventos internacionais. Outro nome de peso dentre as mais de 80 minipalestras confirmadas até o momento é o da WGSN, agência referência mundial em pesquisa de tendência, que traz Julia Curan para falar de direcionamentos do consumo para 2018. E o documentário codirigido pelo papa do design gráfico Stefan Sagmeister, The Happy Film, ainda inédito no Brasil, ganha exibição gratuita no evento, em uma sessão de Sharp Talk que terá, excepcionalmente, uma hora e meia de duração.

Os assuntos abordados incluem, ainda, branding, arquitetura, captação de som, tipografia, lettering, treinamento empresarial, stop motion e gestão de comunicação de marcas.

Quem se interessar por qualquer uma das Sharp Talks deve ficar atento à programação, já que as vagas são limitadas e a entrada na sala é por ordem de chegada. Vale lembrar que estão previstas mais de 100 Sharp Talks durante o final de semana, todos gratuitas.

Cena independente
Com o palco de sua Arena Musical, atividade também aberta ao público gratuitamente, o Pixel Show segue colocando artistas novos frente a frente a seus ouvintes e abrindo caminho para o trabalho de bandas independentes.

Este ano, o line up conta com o trio paulista Voltaire, que está vivendo um 2017 agitado, com a premiação no Pindorama de Música, a boa colocação na votação para tocar no Lollapalooza 2017 e um novo lançamento, de “O Sol Já Vem”. Os cinco moços da paulistana banda Hotelo também têm espaço garantido, levando seu som de bem com a vida, com suingue e influências de ska, aos fãs de seus três discos e do mais recente EP Chama. O compositor Thiago Romano se reúne à sua banda de apoio, com guitarra, baixo, bateria, teclado e ukulele, para apresentar suas baladas sensíveis, em especial as do álbum solo O Rei do Asfalto.

Os chegados em batidas mais pesadas não devem ficar longe da Arena Musical durante a apresentação da banda Persia, com seu rock alternativo, e do quarteto Mask Down, que leva ao palco o mais recente EP Caosmentalmotim. Estas são apenas algumas entre as previstas 30 atrações musicais que se apresentarão nos dois dias do Festival Internacional de Criatividade Pixel Show.

E para os que, além de curtir muita novidade e networking na Feira, também quiserem aproveitar a oportunidade para investir em criatividade, ainda há ingressos para a Conferência Internacional de Criatividade, além de vagas para os mais de 40 workshops dos mais variados segmentos. Os ingressos possuem venda online e também podem ser adquiridos no local do evento.

Sobre o Pixel Show 2017:
Maior festival de criatividade da América Latina, o Pixel Show – que realiza sua 13a edição no fim de semana de 2 e 3 de dezembro no Espaço ProMagno, em São Paulo – reúne palestras, workshops, atrações musicais, sessões de live painting e um festival de tatuagem, atrações de realidade virtual e simuladores, exposição de arte e de Lego (feita por membros da LUG), entre diversas outras atividades paralelas. Em sua Feira de Criatividade, cerca de 200 marcas, consagradas e novatas, têm espaço privilegiado de venda e contato com seu público-alvo. Estima-se a visitação de 35 mil pessoas neste ano. www.pixelshow.com.br.

Fonte: Virta Comunicação

Coluna Propaganda&Arte

Precisamos falar de Abstract, a série documental da Netflix

Abstract – A arte do design, foi lançada pela Netflix em fevereiro de 2017, mas vai continuar moderna por um bom tempo. Afinal, boa arte e design estão sempre na moda, certo?

Independente de concordar ou não, se você é ligado a temas do universo criativo, deve assistir ao menos um episódio de Abstract, que basicamente apresenta 8 artistas e designers inovadores que estão na ativa atualmente e que possuem certo respeito no meio por seus trabalhos e formas de pensar.

Quer uma dica? Não vá com preconceito sobre os temas dos episódios. Hora você verá algo sobre design de calçados, outra hora de arquitetura urbanística, depois estará dentro de uma agência de artes visuais ou em um quartinho pequeno de um artista especializado em fazer capas para revistas. Não importa o tema, você vai se apaixonar pela paixão deles. Eu mesmo, nunca imaginei que desenvolver um Nike fosse tão difícil e interessante. Ou então, que a cenografia de grandes espetáculos e peças de teatros poderia ser muito criativa e moderna.

São séries como esta que nos faz pensar, inclusive no formato do documentário, que não deixa de ser uma outra maneira de fazer arte (e informar, claro).

Nesse quesito, alguns episódios são mais “animados”, no sentido de linguagem e transições de cena, talvez para se adequar ao tema abordado. Claro, não podemos falar de carros, tênis, tipografias, arquitetura e cenografia e achar que tudo é igual. Realmente, são mercados diversos, que necessitam de investimentos, treinamentos, aperfeiçoamentos e muito QI. Isso mesmo, o sucesso de alguns desses artistas, em partes, se deu devido terem feito trabalhos interessantes e relevantes para figuras conhecidas. Logo, com a exposição de seu trabalho em circuitos exclusivos, ganharam fama, prestígio, expectativas e muitas responsabilidades, sem dúvidas.

Quero deixar claro que não estou menosprezando o trabalho de nenhum dos artistas retratados na série, mas fica evidente que para se chegar ao posto de referências mundiais em suas áreas, são necessários dois ingredientes essenciais: muito trabalho e as indicações certas.

Encontramos perfis diversos no Abstract. De jovens inovadores, que estão criando e revolucionando suas respectivas áreas, a artistas mais “coroas”, que em algum momento da vida tiveram seu auge e hoje buscam se manterem, ao menos dentro das tendências, arriscando hora ou outra algo realmente novo. Nessa fase, vale muito a experiência e sabedoria para administrar e tocar os seus próprios negócios.

Se você quer ser um artista famoso, um arquiteto foda ou simplesmente alguém que mude a forma das pessoas de pensarem o mundo, vale a pena conhecer essa turma do Abstract. Você pode não se tornar o próximo Steve Jobs, mas essa série dará um ânimo extra para quem quer viver criando e inovando cada vez mais em sua profissão. Pelo jeito, o seu sucesso vai ser consequência disso e, quem sabe, você pode ser o tema da próxima temporada de Abstract.