Dança das cadeiras

Agosto agitado

A dança das cadeiras está em ritmo quente neste mês de agosto. Dá só uma olhada em mais algumas movimentações de profissionais pelo mercado valeparaibano de comunicação e marketing.

Marcelo Ramos é o novo Analista de Redes Sociais na Vincere Comunicação, agência digital com foco em política localizada em Taubaté.

Na Momento Marketing & Comunicação a Natalia Souza assumiu o posto de Designer gráfico para reforçar o time criativo da agência.

E a jovem publicitária Alana Alvarenga acaba de assumir o cargo de Analista de mídias sociais na Alameda Comunicação, agência situada em São José dos Campos.

Coluna Propaganda&Arte

Etimologia: a arte de pensar além do que se vê

Se você nunca parou para estudar Etimologia, acho que chegou a hora de pelo menos você entender o que é. E, principalmente, no que isso pode impactar a sua forma de se expressar e o futuro da humanidade.

Do grego antigo ἐτυμολογία, composto de ἔτυμος “étymos” e -λογία “-logia”, Etimologia nada mais é do que o esforço histórico de estudar e entender o significado das palavras, suas origens e evoluções, compondo e formando novos significados em diferentes línguas, povos e idiomas.

É isso mesmo, a língua em todo o mundo sofre alterações constantes, você mesmo deve falar vários termos estrangeiros (ainda mais se for publicitário ou do marketing, a gente adora isso!), gírias e termos que vão se integrando ao dia a dia e compondo uma nova língua que daqui há 200 anos pode nem mais ser chamada de Língua Portuguesa.

Mas qual o problema disso? Tudo muda, as tecnologias mudam, as ferramentas de comunicação mudam, a internet revolucionou tudo, os seres vivos evoluem, a sua forma de se expressar também, tem emojis, memes, gifs… Não vejo problema nisso. Aí que está o ponto.

Com o avanço da tecnologia, digitamos menos, lemos menos, pensamos menos nas palavras, trabalhamos demais, corremos demais, não refletimos sobre um texto e não questionamos nossa própria língua. Resultado: a gente fala “mal” no lugar de “mau”, a gente fala “a” no lugar de “há”, a gente fala “para mim” no lugar de “para eu”, e até mesmo “agente” no lugar de “a gente”. Gerando erros gramaticais, ortográficos (no caso da língua escrita), confusões de significado, ruídos, falhas na comunicação e o principal de tudo, esquecimento da importância da língua e do estudo do seu idioma. (nem falei da Etimologia ainda).

Estudar Etimologia seria um passo além. É a porta para um mundo incrível de possibilidades, hipóteses e muita “viagem”. Isso mesmo, divagações e treinamento mental, pois trata da comunicação, da formação mais primitiva da língua e até de nossos pensamentos.

Por exemplo, quando somos bem pequenos, nós pensamos, mas não sabemos falar nenhuma língua. Com o tempo, aprendemos os sons e, através deles, vamos formando o básico da comunicação. Antes disso então, não exista língua? Em qual língua você pensava? O pensamento é livre e quem nos limita é a nossa língua, para que exista uma unidade e uma compreensão geral por comparações semelhantes.
Veja só: uma casa sempre será chamada de casa, apesar de não ser. O nome casa (ideia) não representa aquilo que se vê (ser físico) e nem podemos dizer que todas as casas são iguais, mas fingimos que são para se fazer a comunicação.

Por isso, já até se levantou a hipótese de uma língua universal que todos nascemos sabendo, um “mentalês”. Depois, somos condicionados a pensar conforme o idioma nativo, prendendo nossos pensamentos a uma estrutura de sujeitos, adjetivos e regras que já conhecemos (e que nem sempre seguimos, né?).

Há quem diga até que a língua que você fala (nativa) molda sua forma de pensar, suas pré-disposições a conclusões, simplesmente porque alguns verbos não existem ou são entendidos de formas diferentes. Portanto, isso explicaria povos com pensamentos e atitudes tão diferentes. (Ocidente x Oriente, por exemplo).

O mundo da Etimologia é surreal em alguns momentos e surpreende por ter tanta sabedoria em cada detalhe. Mas também é uma arte confundida como algo esotérico ou destinado ao lazer/hobby de especialistas linguistas. O nosso conhecimento no assunto (o senso comum) é tão superficial que até caímos em “pegadinhas”: palavras que não significam aquilo que querem dizer ou ainda algumas lendas que são transmitidas sem maior estudo. Com certeza, você já ouviu dizer que “saudade” só existe em Português. Fake News. Ou então dizer que Aluno vem do latim “sem luz”, como se os alunos necessitassem do aprendizado para serem iluminados. Falso, outra vez.

Para começar, veja algumas palavras simples, como Aluno (alumnus) que vem do alere (alimentar), ou seja, aquele que nutre (ou é nutrido), ou ainda “criança de peito, lactante ou menino”. Já Amigo (amicus), vem de (animi custos), “o guardião da alma”, bonito, né? Por outro lado, Arrogante (adrogans), se formou do Latim arrogans, “o que exige”. Afinal, o arrogante exige que todos o compreendam, sem que ele precise fazer esforço, ele não tem humildade nas suas colocações, certo? Faz sentido.

O estudo da origem das palavras além de tornar as comunicações mais precisas, claras, inspiradas, ela evita duplicidades, palavras que dizem a mesma coisa, pessoas que dissertam volumes e volumes de teorias para constatar as mesmas coisas que os antigos pensadores concluíram, perdendo tempo e criando palavras que mais confundem do que explicam. Isso atrasa a evolução e a comparação entre obras antigas e modernas, para garantir um constante aprendizado e esclarecimento geral, sobre qualquer assunto.

A sociedade atual descobriu que não precisa escrever muito, consegue se expressar com imagens, pequenos textos e isso nos fez perder milhões de anos de uma evolução constante, significados e resultantes filosóficas que com certeza estariam nos ajudando hoje. Mas quem tem tempo para estudar? Quem tem tempo para escrever?

Na correria, acabamos apelando para algo moderno como um emoji e, sem querer, paradoxalmente, parece que regredimos milhares de anos, como um homem pré-histórico, desenhando carinhas felizes nas paredes de uma caverna escura e alimentando a sua ignorância, que (só para fechar) vem do latim: IGNORARE, ou “não saber”, composto por IN, “não” e GANRUS, “aquele que domina um tópico ou assunto, sabedor”. Viu como é bom saber Etimologia?

Agência busca designer

Vaga para Designer Gráfico

Pré-requisitos:

– Suite adobe
– Portfólio (emails sem portfólio serão desconsiderados)

Envie seu currículo + portfólio para: contato@coyo.com.br

Dança das cadeiras

Mais movimentação de profissionais no mercado valeparaibano

Árvore reforça a sua criação: Renzo Fernandes é novo Diretor de Arte da Árvore Propaganda & Marketing, agência situada em São José dos Campos.

O publicitário estava na Arriba! Comunicação.

Já Amaro Monteiro assumiu o cargo de Diretor de criação na Agência Lorem’y Digital de Ponta a Ponta. Ele já atuou como Diretor de Criação na Mega Impulso Comunicações e Executivo de marketing na empresa SX Lighting.

 

Estágio em marketing com foco em negócios

Vaga de Estágio em Marketing

Com foco principal na área de negócios!

Além de conduzir as demandas diárias da área de criação (Landing Pages, e-mail marketing, peças digitais, etc), também fará o atendimento ao cliente, por isso é imprescindível a boa comunicação, desenvoltura e simpatia.

Buscamos alguém criativo e dinâmico, com facilidade para se organizar e que goste de trabalhar com área de tecnologia.

Exigências

• Perfil feminino

• Residir em São José dos Campos-SP

• Disponibilidade de início imediato

• Domínio no pacote Adobe (Photoshop e Illustrator)

Fará parte do seu dia a dia

• Criação de peças digitais

• Criação e acompanhamento de campanhas no Facebook, E-mail Marketing e Instagram

• Entrar em contato constantemente com os clientes para oferecer nossos serviços;

• Administração de leads na ferramenta interna da empresa;

• Análise e recomendação de melhorias em performance digital, incluindo estratégias em outras plataformas e ferramentas;

• Elaboração de relatórios de resultados de campanhas;

Desejável

• Domínio de outros softwares e plataformas (edição de vídeos, After Effects, fotografia, 3D, ilustração, etc.)

Benefícios

• Bolsa auxílio

• Seguro

• Refeição

• Vale transporte

Interessados, enviar currículo para: rh@panoramasi.com.br

A força da gamificação

Gamificação não é um “puxadinho”

Por Carlos André – CEO da LoySci*

A Gamificação é uma técnica disruptiva com eficácia comprovada e poderosa para engajar, influenciar, incentivar e reter pessoas. Se utilizada de forma estratégica e planejada melhora a interação com as pessoas, fideliza clientes de maneira sustentável, incentiva funcionários e parceiros, entre outras inúmeras formas para impactar pessoas e negócios.

Porém, o mercado acaba vivendo uma epidemia de “puxadinhos” de Gamificação. Ou seja, o modelo, ao invés de estar alinhado aos objetivos do negócio, torna-se uma colcha de retalhos, totalmente acessório, e que não gera resultados.

Carlos André – CEO da LoySci

Algumas empresas decidem adotar a Gamificação apenas por modismo ou por curiosidade. Quando há apenas a popularização do conceito, faltando o domínio da estratégia, sem o profissionalismo no comando das ações, apenas o óbvio é colocado em prática.

Vemos então que não há uma mudança significativa da estratégia, apenas um adendo, uma adoção tímida, sem critério e sem o conhecimento específico da técnica. É apenas uma nova roupagem do passado, com um instrumento novo para atividades antigas.

O resultado desse movimento, ao invés de fomentar um vínculo de fidelidade e engajamento das pessoas, é justamente a “falta de resultados”. Por ser um adendo, não há retorno de investimentos, pois os benefícios podem ser ignorados pelos clientes, não engajando ninguém. As vantagens esperadas pela utilização da Gamificação, como impactar e reter, também não devem acontecer.

A Gamificação não pode ser aplicada em apenas uma parte do processo. O plano de fidelização precisa ser redefinido, repensado, por meio de estratégia gamificada, de engajamento, aderência à marca, motivação, e não como um improviso, sem critérios ou metas previamente definidas e mensuráveis.

*A LoySci é pioneira na América Latina na implementação de soluções de lealdade baseadas em motivadores humanos, metodologia de Gamificação e gestão tecnológica.

Fonte: Medialink Comunicação – Eduardo Vella

Prêmio Recall abre inscrições

Participe do Prêmio Recall de Criação Publicitária

Vem aí o 18º PRÊMIO RECALL DE CRIAÇÃO PUBLICITÁRIA. O MELHOR DA PROPAGANDA NO INTERIOR PAULISTA. Premiação realizada pela Revista Recall convoca agências do interior de São Paulo para participar da maior premiação publicitária do interior paulista.

O Prêmio Recall será entregue em nove categorias:

• Vídeo – Qualquer vídeo para TV ou internet, com duração máxima de 4 minutos.
• Impresso – Anúncios em jornal ou revista.
• Áudio – Spots, jingles, trilhas e áudio para internet, com duração máxima de 2 minutos.
• Mídia Exterior – Placas de rua (backlight e frontlight), empenas, fachadas, outdoor, busdoor e mídia indoor de locais públicos.
• Gráfico – Folhetos, folders, mala-direta, relatório anual, convites, projetos editoriais, cartazes, catálogos e outros materiais impressos.
• Promocional – Qualquer peça utilizada como apoio em ponto de venda, como displays, móbiles, adesivos de chão, brindes, adesivamento de veículo promocional, wobblers, entre outros.
• Design – Rótulos, embalagens, calendários e projetos de identidade visual.
• Web – Podem ser inscritos sites, portais, peças de loja virtual, hotsites promocionais, websites institucionais, catálogos virtuais, e-mail marketing e banners.
• Social Media – Campanhas e ações para rede social. Também são aceitos aplicativos para redes sociais.
• Também será entregue um troféu de ouro para a agência que obtiver o maior número de trabalhos no short-list.

As inscrições para todas as categorias só poderão ser feitas pelas agências de publicidade com sede no interior do Estado de São Paulo.
Concorrem trabalhos veiculados ou publicados no período de 1º de setembro de 2017 a 31 de agosto de 2018.
Em caso de dúvida, a comissão julgadora solicitará a comprovação da veiculação, sem a qual a peça será desclassificada.

Prazos para a inscrição dos trabalhos e valores

De 1º a 31 de agosto de 2018
Para todas as categorias: R$ 160,00 por peça

De 1º a 14 de setembro de 2018
Para todas as categorias: R$ 180,00 por peça

Cada peça deverá ser considerada uma inscrição isolada, mesmo que faça parte de uma campanha, e cada uma deverá ter uma ficha de inscrição anexa.
Somente podem concorrer peças criadas por agências com sede no interior do Estado de São Paulo. A produção e a veiculação podem ser realizadas em qualquer local, mas a ideia tem de ser, comprovadamente, concebida por uma agência do interior.
Não serão aceitas versões, dublagens e alterações em roteiros em qualquer peça que tenha sido concebida fora da agência. Em caso de dúvida da comissão julgadora sobre a criação da peça, serão requisitados materiais originais para comprovação da concepção da ideia.
A comissão julgadora tem o poder de desclassificar qualquer peça, em caso de dúvida.

A premiação em cada categoria está dividida da seguinte forma:
Vídeo – Ouro / Prata / Bronze
Impresso – Ouro / Prata / Bronze
Áudio – Ouro / Prata / Bronze
Mídia Exterior – Ouro / Prata / Bronze
Gráfico – Ouro / Prata / Bronze
Promocional – Ouro / Prata / Bronze
Design – Ouro / Prata / Bronze
Web – Ouro / Prata / Bronze
Social Media – Ouro / Prata / Bronze
Maior número de peças do short-list – Ouro

Será realizado um julgamento que escolherá 10% dos trabalhos inscritos em cada categoria, formando, assim, o short-list.
A agência que obtiver o maior número de peças no short-list, somando-se todas as categorias, também será premiada.
A pontuação em cada categoria será contabilizada para a atualização do “Ranking Recall 2018”.

PREMIAÇÃO
A premiação e a divulgação dos vencedores em cada categoria serão realizadas em outubro ou novembro de 2018, durante evento que será informado previamente.
A revelação do short-list e dos vencedores será feita apenas no evento.

JULGAMENTO
O júri será formado por publicitários renomados das principais agências, produtoras de som e imagem, escritórios de design e veículos da capital, escolhidos pela equipe da revista Recall, cujos nomes serão previamente divulgados.

INSCRIÇÃO
Para participar deve ser preenchida a ficha de inscrição no site www.revistarecall.com.br e devem ser observados os seguintes critérios por categoria:

Vídeo
Os vídeos devem ser enviados por e-mail, junto com a ficha de inscrição, no formato MP4.

Áudio
Todas as peças sonoras devem ser enviadas por e-mail, junto, com a ficha de inscrição, no formato MP3.

Impresso
Devem ser enviados montados em um papel cartão, ou similar, no tamanho A2 (42 cm x 59,4 cm). O anúncio pode ser cópia fotográfica em tamanho natural, impressão com qualidade ou mesmo o próprio original do anúncio impresso. Também deve ser enviado por e-mail o arquivo JPG da peça.

Mídia Exterior
Devem ser enviados montados em um papel-cartão, ou similar, no tamanho A2 (42 cm x 59,4 cm). Também deve ser enviado por e-mail o arquivo JPG da peça.

Gráfico, Promocional e Design
Enviar, preferencialmente, material original, acompanhado de ficha de inscrição. Caso não seja o original, deve ser montado em papel-cartão, tamanho A2 (42 cm x 59,4 cm). Também deve ser enviado por e-mail o arquivo JPG da peça.

Web e Social Media
Preencher a ficha de inscrição no site indicando a URL da peça. O júri acessará o site durante a reunião de análise das peças. Serão realizadas três tentativas de acesso alternadas durante o encontro dos jurados.

As peças físicas devem ser enviadas para:
Revista Recall
Rua São Sebastião, 1.380 – Centro
Ribeirão Preto (SP)
CEP 14015-040
Telefone (16) 2111-7200

Os e-mails devem ser enviados para:
recall@revistarecall.com.br

PAGAMENTO
Para efetivar a inscrição, é necessário o envio do comprovante de depósito na seguinte conta corrente:
Revista Recall Editora Ltda.
Banco Bradesco
Agência 1662-4
Conta corrente 42277-0
CNPJ – 01.975.060/0001-92

Todas as peças físicas serão incorporadas ao acervo do Prêmio Recall e não serão devolvidas.

A agência concorda que, se sua peça for classificada no short-list, ela poderá fazer parte de um material promocional do prêmio, que poderá ser comercializado, reproduzido ou distribuído gratuitamente, de acordo com os critérios da revista Recall.

A Revista Recall também se reserva no direito de excluir os trabalhos que não estiverem de acordo com as especificações descritas acima. Ao assinar a ficha de inscrição, a agência concorda integralmente com o regulamento.

INFORMAÇÕES

Qualquer dúvida, entre em contato pelo telefone (16) 2111-7200 ou pelo e-mail recall@revistarecall.com.br

Um áudio que ficamos devendo

Falamos sobre a participação brasileira em Cannes

Ficamos devendo nosso último programete de rádio. Estávamos já em época de Copa do Mundo de Futebol e no fim do importantíssimo Festival de Criatividade de Cannes, a copa do mundo da propaganda.

Esse programa foi ao ar no dia 26/06/2018.

Confira:

 

Coluna Branding: a alma da marca

A definição da marca

Costumo dizer aos meus alunos que, ao apresentarem seus trabalhos a mim, definam o que suas criações nos contam. Este é um exercício de síntese que sempre é muito desafiador a todos eles, mas, que para mim diz muito sobre a capacidade do aluno em fazer design de logotipos.

A palavra “definir” por origem é a descrição do completo fim de um assunto (DE- completamente, FINIS -fim, limite).

É possível entender isso em 2 formas: o assunto está completo e, portanto, não há nada mais a entregar ou, o meu conhecimento sobre este assunto está por completo e se limita a este espaço.

É na hora que definimos uma criação, que vemos qual dos dois entendimentos estamos falando, principalmente na criação de um logotipo, e a maioria dos alunos pensa que deve entregar um assunto por completo, pois assim estará mostrando seu grande conhecimento, sendo mais digno de uma boa nota.

No entanto, entendo que o segundo entendimento é mais propício a um designer do que o primeiro.

Foto: Pixabay

Explico: As vezes criamos conceitos visuais que tem formas tão perfeitamente arranjadas que completam o sentido daquilo que se tem a dizer. São imagens cuja representação é sinônima da informação, e que não geram dúvidas a quem lê o seu trabalho. Nesses momentos, em muitas vezes DESCARTO ESTA IDEIA, pois entendo que um bom trabalho de design gráfico é aquele que contém o mistério.

O valor da criação está no mistério, nossa compreensão precisa ser fustigada e estimulada em busca de algo mais. Como já falei em outros textos, é necessária uma certa rebeldia criativa. Aquela vontade de não estar satisfeito, de querer dominar o assunto, sem ter o poder para isso.

O designer precisa ter apenas consciência da limitação da sua criatividade, mas esta precisa estar em expansão sendo ampliada pela interferência e uso do leitor. Deve poder ser retrabalhado, reconstruído e reestruturado com o tempo, por ter ganho mais corpo e mais significado. É como um filhote de pássaro que quanto mais cresce mais colorido fica.

Uma marca com estas características por mais misteriosa que possa parecer é também mais forte e definida, pois, os seus consumidores vão estar ansiosos por compreendê-la, e assim, também mais relacionados a ela.

Nós os designers de marca precisamos estar imersos nestes mistérios quando criamos. Percebendo o encantamento dele, para que este nos diga mais sobre o assunto, e para que seja possível dar novas formas.

Por fim, a resposta para esta prova que sempre faço aos meus alunos é saber que o designer, é aquele que alimenta sua criação como se esta fosse viva, e usa para isso, a poderosa intuição do criativo e a sua capacidade de formalizá-la, assim, aumenta a compreensão e a definição do seu trabalho.

Coluna Propaganda&Arte

O que Dolly, Chaves e guarda-chuva de chocolate têm em comum?

Além do famoso Dollynho, do programa do Chaves e daqueles chocolatinhos em formato de guarda-chuva, o seriado La Casa de Papel, faz parte de um seleto grupo de coisas ruins que adoramos.

Quando falo que algo é ruim, não estou entrando no mérito de uma avaliação artística, no caso dos programas de TV, ou uma análise de qualidade técnica, no caso dos alimentos. Por isso, para que nosso texto seja produtivo e minha linha de raciocínio fique clara, vamos considerar as seguintes questões:

1- O que significa dizer que algo é “ruim”?
Não estamos pensando nos campos morais ou éticos, de algo bom e ruim. E sim, de algo simples, com poucos elementos em sua composição, barato, com baixos investimentos e, por esse motivo, de baixo valor final.

Esse conceito explicaria as propagandas e os comerciais de baixo custo do refrigerante Dolly, assim como sua mascote que até meme virou, tamanha proximidade esse personagem tem com o público brasileiro.

Já os guarda-chuvas de chocolate, docinhos de décadas atrás, assim como as moedinhas de chocolate e os polêmicos cigarrinhos, oferecem um chocolate comum e barato, com um gosto característico, se diferenciando pelo formato. O resultado é um sucesso gigante com o grande público que consome o que é barato ou se afeiçoa por algum ponto desse produto.

2- Tudo o que é ruim é simples? E tudo que é simples é ruim?
Esse outro conceito precisa ser quebrado. O artista Romero Britto é bastante criticado por apresentar um estilo bastante colorido, simples e até infantil. Ele fez sucesso assim e agradou pessoas de todas as classes sociais. Esse é um feito que precisa ser reconhecido.

Outros artistas também usaram a simplicidade para expressar sua arte e, no meio artístico, são consagrados e colocados no hall da arte moderna. É o caso do movimento Minimalista que surgiu na década de 60 em New York e até hoje faz muito sucesso.

3- Eu preciso ter vergonha de gostar de algo “ruim”?
Claro que não. Cada um tem um tipo de gosto e cada pessoa aprecia um tipo de complexidade da arte ou produto. Seja de um seriado, como La Casa de Papel, que apresenta um roteiro forçado em algumas cenas e personagens estereotipados, mas agrada pelo conjunto da obra e o carisma de certos personagens. Ou então, o seriado mexicano Chespirito (Chaves e Chapolin) que conta com poucos atores, cenários baratos e personagens planos para conseguir cativar o público e gerar empatia de seus telespectadores.

É interessante, porém, saber que existem sempre produtos de melhor qualidade, seja um tipo de bebida, um chocolate, filmes ou séries, que demandaram mais tempo, investimento e raciocínio de seus criadores para conseguir chegar ao seu produto final. Isso também precisa ser valorizado.

4- E se eu não ligar para essas coisas de ruim ou bom?
Eu coloquei essa questão aqui, pois sei que cada um tem o direito de considerar ruim ou bom algo que viu, consumiu ou gosta. A análise aqui é mais no mérito de entender os motivos que levam algo de baixo investimento a fazer tanto sucesso. E o ponto que eu acredito responder à pergunta é a SIMPLICIDADE, que gera uma unidade mais palpável e comunica com mais pessoas.

Uma propaganda ruim, uma mascote comum, um programa de baixo investimento, um alimento extremamente barato e com sabor exagerado. Todos estes são caminhos que indústrias e profissionais escolheram para trilhar e, pelo jeito, sempre vai existir mercado para esse tipo de produto. Ruim ou não, o importante é que a gente consome, adora e não esquece. No final, é disso que trata a propaganda, não é?