Varejo: retomada e confiança

Retomada econômica do Varejo: sua empresa está pronta para se destacar nesse cenário?

por Robinson Idalgo *

O Varejo está acostumado a enfrentar períodos de instabilidade, avanço e recuo, consciente de que a conjuntura política interfere diretamente nas projeções do mercado. Por isso, é especialmente otimista a visão que o empresariado tem tido nos últimos tempos sobre o setor.

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O Índice de Confiança do Empresário do Comércio (Icec), apurado pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) mensalmente, foi o maior para o mês de março desde 2012 e aumentou em 10,9% na comparação com o mesmo mês de 2018. Isso mostra que, embora a reforma da Previdência e seus impactos ainda sejam pontos de interrogação para quem atua no varejo, é esperado um crescimento, ainda que lento, dentro do mercado.

Se a boa onda no comércio tem sido retomada, quem estiver mais preparado e acompanhando as tendências do segmento certamente obterá mais sucesso. E aqui entra a necessidade de se ter uma gestão empresarial precisa, com o uso de um ERP na nuvem, por exemplo.

Criar rotinas para o controle do estoque, orçamentos, vendas e emissão de notas fiscais garante que o micro ou pequeno negócio alie eficiência e organização no gerenciamento. Essas ferramentas, algumas disponíveis até gratuitamente, também permitem conciliação bancária (com movimentações registradas em documentos com formato OFX), controle de logística e algo que penso ser muito vantajoso: integração com marketplaces e e-commerces.

Considerando que 75% dos jovens entre 16 e 22 anos fazem compras em lojas virtuais ou em sites de revenda, conforme pesquisa da Sociedade Brasileira de Varejo e Consumo (SBVC) de agosto de 2018, estar com a marca nessas plataformas não é só uma questão de “estar conectado às novas gerações”; é recalcular rotas para explorar o perfil de novos consumidores, estando no mesmo ambiente de compra e até mesmo expandido a área de atuação do negócio, por meio de uma logística de entrega eficiente.

Destaco ainda a perspectiva de crescimento em lojas físicas. Apesar de saber que a recuperação tem sido mais vagarosa, até o final do ano, a CNC projeta saldo positivo de 102 mil postos de trabalho formal no varejo e abertura de 23,3 mil novos pontos de venda.

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Ou seja, ter em mãos recursos que sirvam de alavanca para direcionar o negócio nesse cenário me parece ser fundamental. Com certeza, um ERP se torna bastante efetivo nesse sentido, pelo fato de gerar informações de venda, do que deu certo e do que não deu, comparando mês a mês, como se diz no ditado popular, “como a banda está tocando”.

Isso porque o comerciante ou o prestador de serviço para ter condições de consultar os dados sem precisar se debruçar em planilhas trabalhosas. Tudo se presta, então, para o desenvolvimento de ações de marketing e de CRM mais apuradas, consolidadas e que, consequentemente, geram melhores resultados.

Especialistas de mercado analisam que não é hora de fazer apostas, mas de se juntar ao empresariado que deposita confiança no setor. Faça um exercício de memória apontando o que pode melhorar dentro de sua empresa, inclusive ouvindo a opinião dos colaboradores, e tire suas próprias conclusões.

*Robinson Idalgo – fundador do Sistema Grátis – sistema de gestão (ERP) grátis. Mais informações no site: www.sistemagratis.com.br

E-commerce brasileiro triplicou o número de transações durante a Black Friday

Comparativo entre Black Friday e semana anterior foi a maior de sete mercados mundiais

Dados exclusivos da Adyen, fintech responsável por processar os pagamentos de alguns dos maiores e-commerces do país, como Netshoes, Dafiti e Amaro, mostram que o Brasil ficou novamente em destaque global na Black Friday. Durante o dia 24 de novembro, o volume de transações do e-commerce brasileiro na plataforma da Adyen triplicou em relação ao volume apresentado na sexta-feira anterior (17/11).

Esta é a maior taxa de aumento em comparação com sete grandes mercados onde a Adyen atua, incluindo EUA, que no mesmo período viu um aumento de 2,3x; a Grã-Bretanha, com 1,9x; Alemanha com 1,7x, e França (1,5x). Esse número também supera o crescimento de 2016, quando o volume de transações em comparação à semana anterior à Black Friday cresceu 2.5 vezes.

O levantamento mostra também que o consumidor brasileiro foi o que mais investiu nas compras, com um ticket médio 1,8 vezes maior em relação à sexta-feira anterior. Nos outros mercados avaliados, esse crescimento também ocorreu, mas ficou entre 1,1 e 1,3 vezes maior. “Este número pode indicar uma tendência do brasileiro a aguardar a Black Friday para investir em produtos de ticket médio mais alto, como dispositivos eletrônicos. Além disso, como os descontos são expressivos nas lojas online, o consumidor também acaba aumentando o número de itens que coloca em seu carrinho em comparação a uma data regular do varejo”, diz o vice-presidente Sênior da Adyen para a América Latina, Jean Mies.

Um grande facilitador dessa adesão à Black Friday é a forma como os e-commerces investem na experiência de compras, que precisa ser rápida, eficiente e com tecnologia robusta, capaz de lidar com altos picos no volume de acessos e transações. Essa experiência inclui o processo de pagamentos, que precisa inovar a cada ano para atender às necessidades de segurança, mobilidade e personalização do consumidor. Novas tecnologias anunciadas este ano no Brasil, como Pagar com Google, Account Updater e pagamento em débito sem autenticação, são alguns exemplos de como a tecnologia de pagamentos está facilitando a vida de quem faz compras online – e a Adyen foi a primeira a oferecer estes serviços aos e-commerces do país.

Fonte: Smart PR – Rodrigo Sérvulo