Coluna Branding: a alma da marca

E agora Brasil?

Como havia dito, esta é a derradeira coluna de uma série de 3 que acompanhou o pleito eleitoral analisando estratégias de marketing político e as campanhas publicitárias nelas contidas. Agora, tão próximo do fechamento dessa história a pergunta que fica é: “o que será do país após está eleição?”

Minha resposta para este caso é: continuará igualmente em crise institucional.

Não houve nesta disputa uma construção de imagem pública capaz de alinhar os lados opostos, de ser um conciliador por inteligência de proposta, com o convencimento da população de um caminho único que pudesse nos unir em torno desta bandeira.

Estamos saindo do pleito com a sensação de que independente de quem vença, o dia seguinte será de aplicação à força de uma ideia que não convence. De quem vir a governar implantar suas regras ao povo, goste ou não. Isso não ajuda a construir uma governabilidade.

Fica claro por essa eleição que a força das mídia sociais superou as tradicionais influências televisivas e jornalísticas.

Por sua natureza, estes meios oferecem mais facilidade para quem atira pedras, que para aqueles que se defendem sobre um teto de vidro. E esta deverá ser a tônica daqui pra frente, e a análise que deve ser feita pelo brasileiro pós eleição é: queremos manter este estado de resistência? Não seria hora de repensar o que queremos? e não o que não queremos mais? Como diz a emissora de TV: que Brasil queremos para o futuro?

No entanto, a realidade é que qualquer que seja o lado vencedor terá grandes dificuldades para governar, e a tendência é que se estenda uma disputa por anos difíceis como foram os últimos quatros.

O uso do fake news que foi o hit desta campanha não deve cessar, será conduzido com mais estratégia e planejamento, espaçando ações, buscando minar a credibilidade dos adversários, em uma construção oposta, pois, a vitrine tende a mudar.

O brasileiro precisará amadurecer sua visão sobre as notícias, neste caso os comunicadores tem muito a contribuir, teremos que ser capazes de ver por detrás da notícia fake, ver o que se está projetando nesse tabuleiro de xadrez, enfim, teremos que ser mais astutos e teremos que apreender como nação a ser mais resiliente.

Medidas podem ser tomadas contra esta moda de notícias construídas, e para ser sincero, tenha mais medo do remendo do que do soneto, pois, a tônica do próximo governo pode estar nas medidas de controle das mídias. Para qualquer que seja o lado este controle é muito perigoso, cabendo a nós comunicadores posicionarmos quanto ao assunto com inteligência, unificados e com pressão popular. Isso precisa estar na mão da justiça e nunca do executivo!

No mais, há novos players no jogo e o cenário mudou de fase.

O PT tende a ser vencido, mas ainda joga. E mesmo que consiga uma reviravolta no domingo, ainda assim, sabe que perdeu força, e que agora tem concorrência, inclusive na sua hegemonia na esquerda. A imagem do “Lulopetismo” está em cheque após a prisão do seu ícone, uma possível derrota nas urnas. As críticas aberta dos aliados e as lideranças que não emplacam terão um novo espaço para uma ideia à esquerda com características diferentes, que vimos até aqui. Uma proposta menos embasada no carisma e mais estratégia, conteudista. Não é a toa que o crescimento do Haddad no final dessa corrida apareceu após ênfase na diferença entre o currículo dos candidatos, saindo do campo moral e partindo para o intelectual.

Pela primeira vez em toda a campanha tentaram valorizar a imagem de professor ao Haddad, proposta que já havia dado certo com Ciro.

Na direita já está consolidada a ideia de um líder carismático, algo que há poucos anos seria inimaginável e até abominável, mas que hoje terá espaço nesta nova realidade, o centrão já está adaptado, sinalizando sua característica “mindinho”, no game of trones da política brasileira e que levará seu apoio perigoso, sua moeda de troca de governança a quem deve estar no poder.

Mas na direita haverá espaço para um pensamento mais moderado? Ou o PSDB terá que assumir seu lado social-democrata e ir conversar mais próximo das esquerdas?

Isso me parece depender da eleição de São Paulo, que nas últimas semanas foi até mais picante que a disputa nacional.

Enfim, esta eleição mudou o Brasil, isso não tem como negar. Porém ainda não sei se só de mãos ou realmente de ideias!

Pesquisa aponta eleitorado indeciso

Levantamento ACI-Unitau diz que 33% dos eleitores de São José dos Campos ainda não escolheram seus candidatos nestas eleições

O eleitor joseense já escolheu seus candidatos? O que influencia essa escolha? Quais os temas mais importantes em discussão nas eleições deste ano, segundo a ótica de quem vota? O eleitor está atento às eleições de 7 de outubro.

Essas e outras questões foram alvo de pesquisa exclusiva feita pela Associação Comercial e Industrial de São José dos Campos em parceria com a Universidade de Taubaté, por intermédio da Fapeti (Fundação de Apoio à Pesquisa, Tecnologia e Inovação), mostrando a expectativa do eleitor joseense frente às eleições do próximo domingo. O levantamento foi feito entre 21 e 26 de setembro, ouvindo 303 eleitores em pontos estratégicos do comércio da cidade – Calçadão da Rua 5, Rua 15 de Novembro e os shoppings CenterVale e Vale Sul. A margem de erro é de 5,65 pontos percentuais, para mais ou para menos.

O que mostra a pesquisa? Basicamente, a conclusão é a seguinte:

– 33% dos eleitores não escolheram ainda seus candidatos;

– para definir seu voto, os eleitores se informam pela TV e pela internet, ambas citadas com 42,6%. Rádio tem 6,1%, jornais e revistas têm 5,1% e conversa com amigos, 3,6%;

– para definir seu voto, o eleitor diz levar em conta, maciçamente, o caráter do candidato (78,1%), seguido de experiência (35,9%), idoneidade (20,3%) e filiação político-partidária (13,6%);

– as áreas prioritárias para o eleitor são Saúde (35,6%), Emprego (24,8%), Educação (24,2%) e Segurança Pública (13%);

– a maioria dos eleitores (53,6%) é contra o financiamento público das campanhas, por meio do uso do fundo partidário;

– a maioria dos eleitores (74,3%) admite acompanhar a campanha eleitoral à distância, até com certo desinteresse;

A nova pesquisa da ACI faz parte do calendário político da entidade com vistas às eleições de outubro. A ACI lançou a campanha “O Vale vota no Vale”, que defende o voto regional em candidatos a deputado, realizou sabatinas com os principais candidatos ao governo do Estado (João Doria, Paulo Skaf, Márcio França e Luiz Marinho) e lançou a carta aberta “Jogando Limpo”, contra a disseminação de fake News nas eleições deste ano.

Para o presidente da ACI, Humberto Dutra, com esse calendário a instituição cumpre seu papel de estimular o debate e o desenvolvimento de São José dos Campos.

Fonte: Matéria Consultoria & Mídia – Nathália Barcelos

Debate de Taubaté na Band Vale

Debates Eleições 2016 ao vivo na Band
O debate na TV com os candidatos de Taubaté acontece nesta quinta, 1 de setembro

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A Band Vale sai na frente mais uma vez na tradição de exibir os debates eleitorais e transmitirá, ao vivo, para toda a região do Vale do Paraíba e Litoral Norte. Todos os debates podem ser acompanhados pela TV Band Vale e, simultaneamente, na Rádio Band Vale FM 102,9.

Ancorado pelo jornalista Cláudio Nicolini, os Debates das Eleições 2016 acontecem semanalmente até 29 de setembro, com candidatos de 7 importantes cidades da região.

A novidade deste ano é que os debates são transmitidos também pela internet, na fanpage da TV Band Vale (facebook.com/TVBandVale) e pelo Portal Meon (meon.com.br). Depois da grande interação com o público pelas plataformas digitais, nos debates de São José dos Campos e Guaratinguetá, é a vez dos candidatos de Taubaté. Destaque: haverá também um telão em frente à Band Vale, no estacionamento do Shopping Taubaté, para quem quiser assistir e torcer.

Nesta quinta, 1 de setembro, às 22h30, com os candidatos:

DONIZETI LOUSADA (PSDC)
ISAAC DO CARMO (PT)
JOSÉ SAUD (PMDB)
ORTIZ JÚNIOR (PSDB)
POLLYANA GAMA (PPS)
SILVIO PRADO (PSOL)
VERA SABA (PMB)

Fonte: KMS Comunicação – Renata Jordão