Coluna {De dentro pra fora}

A Comunicação Interna da sua empresa é um investimento ou um custo?

Vitor coluna

Quando os orçamentos se apertam, a primeira área que sofre, na maioria das vezes, é a Comunicação. Por quê? Talvez a própria área não esteja se levando a sério.

Trabalho em agência, então tenho contato com diversos perfis (e tamanhos) de clientes. Ultimamente, percebi um movimento bem positivo para quem tem uma visão mais cuidadosa com Comunicação Interna. Em momentos de crise, as medidas tomadas são mais radicais. E, como a gente sabe, quando essas mudanças acontecem sem preparação e sem informação, o caos toma conta da situação. As áreas de Comunicação que têm compromisso com as estratégias das empresas já se atentaram a isso. E são as agências que sentem os reflexos.

Enquanto diversos setores reclamam da crise, a demanda de comunicação cresce. Com prazos cada vez mais curtos, claro. Mas é o que já disse: sem comunicação (estratégica), qualquer mudança vira um caos.

Leve a sério.
E, agora, você deve estar pensando: investimento ou custo? Então, responda para você mesmo: a Comunicação Interna da sua empresa colabora para a organização alcançar os objetivos estratégicos ou ela apenas faz comunicados sobre datas comemorativas? Essa resposta é o segredo.

Muitas vezes, o problema é ainda mais delicado: as áreas de Comunicação nem sabem quais são os objetivos estratégicos da empresa. Sem esse alinhamento, é impossível elaborar um planejamento de comunicação estratégico e coerente. Não que as datas comemorativas não sejam importantes, mas nós podemos investir tempo, dinheiro e energia em projetos bem mais impactantes para o resultado da empresa. Esse posicionamento vai determinar se a sua comunicação é um custo ou investimento. E, de coração, eu torço muito para que seja um investimento. Afinal, eu quero que nossas áreas de Comunicação sejam cada vez mais reconhecidas, mais estratégicas, mais profissionalizadas e fundamentais para o andamento da organização.

Vamos nessa? Não custa nada pensar diferente.

Estratégia em Comunicação Interna

Recebemos uma colaboração voluntária de um dos seguidores do blog. Ricardo Souza, da Supera Comunicação, nos enviou este artigo:

Comunicação Interna não se faz de trás de uma mesa

Artigo Ricardo Souza

Se todos caminhos levam a Roma, não podemos dizer o mesmo de uma Comunicação Interna sem os corretos direcionamentos. O Diagnóstico de CI utiliza técnicas de pesquisa, estudos de percepções e vivência em campo para explorar as diversas frentes da Cultura Organizacional de uma empresa, identificando as principais lacunas que geram desalinhamento entre o discurso e a prática; entre o que ela é e o que ela quer ser.

Entenda como funciona em 4 etapas:

Etapa 1 -Imersão: o primeiro passo do processo é fazer a análise geral do cenário organizacional, conversando com empregados-chave e entendendo como se dá a rotina da empresa. As percepções iniciais surgem nessa etapa, direcionando assim, os esforços das entrevistas (etapa 2) para assuntos que tenham aparecido com maior relevância.

Etapa 2 -Entrevistas: o processo envolve pesquisas qualitativas, quantitativas e aplicação de outras técnicas, como o Focus Group, dinâmicas e análises semióticas. Tudo isso, para se aprofundar em questões importantes para os diferentes públicos de empregados, processos internos, Cultura Comunicacional e Cultura Organizacional da empresa.

Etapa 3- Diagnóstico: as informações coletadas são tabuladas e analisadas a fundo. Começam a ganhar forma e a desenhar o Diagnóstico de Comunicação Interna, que tem como principal objetivo gerar o alinhamento estratégico da empresa com seus empregados.

Etapa 4 – Planejamento: com a conclusão da etapa 3 (Diagnóstico), o planejamento estratégico de CI é traçado, usando os resultados obtidos como principal base de informação, comprovada em campo. Para o direcionamento da área de Comunicação Interna são entregues soluções para canais e veículos internos, campanhas institucionais, adequação de conteúdo e postura que devem ser adotados, além de iniciativas a médio e longo prazo para tornar a Comunicação da organização cada vez mais eficaz.

Ao final do processo, fica evidente que os ambientes corporativos têm suas peculiaridades, suas características e seus desafios internos, que são únicos e envolvem mais do que técnica: envolvem pessoas. Não tem como entender os passos de um operador agrícola se você não pisou na terra vermelha. Não existe forma de conhecer a rotina de um encarregado industrial se você não utiliza luvas e capacete para trabalhar. Então, se você nunca parou para entender a realidade que ele vive, não espere que ele entenda a mensagem que você comunica.