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Etimologia: a arte de pensar além do que se vê

Se você nunca parou para estudar Etimologia, acho que chegou a hora de pelo menos você entender o que é. E, principalmente, no que isso pode impactar a sua forma de se expressar e o futuro da humanidade.

Do grego antigo ἐτυμολογία, composto de ἔτυμος “étymos” e -λογία “-logia”, Etimologia nada mais é do que o esforço histórico de estudar e entender o significado das palavras, suas origens e evoluções, compondo e formando novos significados em diferentes línguas, povos e idiomas.

É isso mesmo, a língua em todo o mundo sofre alterações constantes, você mesmo deve falar vários termos estrangeiros (ainda mais se for publicitário ou do marketing, a gente adora isso!), gírias e termos que vão se integrando ao dia a dia e compondo uma nova língua que daqui há 200 anos pode nem mais ser chamada de Língua Portuguesa.

Mas qual o problema disso? Tudo muda, as tecnologias mudam, as ferramentas de comunicação mudam, a internet revolucionou tudo, os seres vivos evoluem, a sua forma de se expressar também, tem emojis, memes, gifs… Não vejo problema nisso. Aí que está o ponto.

Com o avanço da tecnologia, digitamos menos, lemos menos, pensamos menos nas palavras, trabalhamos demais, corremos demais, não refletimos sobre um texto e não questionamos nossa própria língua. Resultado: a gente fala “mal” no lugar de “mau”, a gente fala “a” no lugar de “há”, a gente fala “para mim” no lugar de “para eu”, e até mesmo “agente” no lugar de “a gente”. Gerando erros gramaticais, ortográficos (no caso da língua escrita), confusões de significado, ruídos, falhas na comunicação e o principal de tudo, esquecimento da importância da língua e do estudo do seu idioma. (nem falei da Etimologia ainda).

Estudar Etimologia seria um passo além. É a porta para um mundo incrível de possibilidades, hipóteses e muita “viagem”. Isso mesmo, divagações e treinamento mental, pois trata da comunicação, da formação mais primitiva da língua e até de nossos pensamentos.

Por exemplo, quando somos bem pequenos, nós pensamos, mas não sabemos falar nenhuma língua. Com o tempo, aprendemos os sons e, através deles, vamos formando o básico da comunicação. Antes disso então, não exista língua? Em qual língua você pensava? O pensamento é livre e quem nos limita é a nossa língua, para que exista uma unidade e uma compreensão geral por comparações semelhantes.
Veja só: uma casa sempre será chamada de casa, apesar de não ser. O nome casa (ideia) não representa aquilo que se vê (ser físico) e nem podemos dizer que todas as casas são iguais, mas fingimos que são para se fazer a comunicação.

Por isso, já até se levantou a hipótese de uma língua universal que todos nascemos sabendo, um “mentalês”. Depois, somos condicionados a pensar conforme o idioma nativo, prendendo nossos pensamentos a uma estrutura de sujeitos, adjetivos e regras que já conhecemos (e que nem sempre seguimos, né?).

Há quem diga até que a língua que você fala (nativa) molda sua forma de pensar, suas pré-disposições a conclusões, simplesmente porque alguns verbos não existem ou são entendidos de formas diferentes. Portanto, isso explicaria povos com pensamentos e atitudes tão diferentes. (Ocidente x Oriente, por exemplo).

O mundo da Etimologia é surreal em alguns momentos e surpreende por ter tanta sabedoria em cada detalhe. Mas também é uma arte confundida como algo esotérico ou destinado ao lazer/hobby de especialistas linguistas. O nosso conhecimento no assunto (o senso comum) é tão superficial que até caímos em “pegadinhas”: palavras que não significam aquilo que querem dizer ou ainda algumas lendas que são transmitidas sem maior estudo. Com certeza, você já ouviu dizer que “saudade” só existe em Português. Fake News. Ou então dizer que Aluno vem do latim “sem luz”, como se os alunos necessitassem do aprendizado para serem iluminados. Falso, outra vez.

Para começar, veja algumas palavras simples, como Aluno (alumnus) que vem do alere (alimentar), ou seja, aquele que nutre (ou é nutrido), ou ainda “criança de peito, lactante ou menino”. Já Amigo (amicus), vem de (animi custos), “o guardião da alma”, bonito, né? Por outro lado, Arrogante (adrogans), se formou do Latim arrogans, “o que exige”. Afinal, o arrogante exige que todos o compreendam, sem que ele precise fazer esforço, ele não tem humildade nas suas colocações, certo? Faz sentido.

O estudo da origem das palavras além de tornar as comunicações mais precisas, claras, inspiradas, ela evita duplicidades, palavras que dizem a mesma coisa, pessoas que dissertam volumes e volumes de teorias para constatar as mesmas coisas que os antigos pensadores concluíram, perdendo tempo e criando palavras que mais confundem do que explicam. Isso atrasa a evolução e a comparação entre obras antigas e modernas, para garantir um constante aprendizado e esclarecimento geral, sobre qualquer assunto.

A sociedade atual descobriu que não precisa escrever muito, consegue se expressar com imagens, pequenos textos e isso nos fez perder milhões de anos de uma evolução constante, significados e resultantes filosóficas que com certeza estariam nos ajudando hoje. Mas quem tem tempo para estudar? Quem tem tempo para escrever?

Na correria, acabamos apelando para algo moderno como um emoji e, sem querer, paradoxalmente, parece que regredimos milhares de anos, como um homem pré-histórico, desenhando carinhas felizes nas paredes de uma caverna escura e alimentando a sua ignorância, que (só para fechar) vem do latim: IGNORARE, ou “não saber”, composto por IN, “não” e GANRUS, “aquele que domina um tópico ou assunto, sabedor”. Viu como é bom saber Etimologia?

Gifs melhoram a comunicação

Gifs viram recurso coringa para tornar comunicação com clientes mais divertida, expressiva e humanizada

Arquivos de vídeo super curtos e leves possibilitam retratar emoções complexas, tornar a conversa mais informal e receptiva, além de construir uma relação mais próxima com os consumidores nos canais de atendimento digitais

* Por Renato Shirakahsi

Uma imagem vale mais do que mil palavras. O ditado é tão conhecido quanto o fato de que os vídeos são o tipo de mídia predileta para a comunicação no ambiente digital. Mas como não dá para conversar por meio de trechos de filmes e séries de TV, os GIFs assumem o papel de transmitir emoções complexas e dar mais humanidade às conversas entre empresas e clientes.

Renato Shirakashi – Criador da Scup e General Manager da Sprinklr

Esses clips curtos e leves estão virando uma peça coringa para empresas que buscam inovações para o relacionamento e atendimento ao cliente. E a linguagem usada nas conversas está entre os fatores que precisam ser revistos e renovados, já que é parte fundamental para a boa experiência do consumidor.

A criação de experiências mais relevantes para os clientes, inclusive, foi o mote da criação do Scup Care, que não só ajuda em uma interação mais ágil, flexível e eficiente, mas também facilita o uso da comunicação por meio de canais que oferecem recursos além da escrita. Isso traz uma série de possibilidades de aproximação e identificação do consumidor. O uso de GIFs, por exemplo, é uma opção inovadora a ser explorada.

Popular principalmente entre os millennials, mas igualmente adorado por consumidores de todas as faixas etárias, a criação de GIFs para a comunicação com o seu cliente pode ser um tiro certeiro e aquele empurrão que você precisava para fidelizar o seu público de uma vez por todas.

Para isso, veja algumas dicas de como você pode aproveitar os GIFs para alavancar a sua marca no processo de atendimento.

Aproveite os gifs para mostrar a personalidade da sua marca
Os consumidores buscam por empresas mais humanas. A criação de um gif que mostre, em imagens, a personalidade de sua marca será um passo à frente a outras que costumam escrever longos textos sobre sua missão e filosofia. A linguagem jovial e contemporânea dessas figurinhas em movimento vão trazer uma boa autenticidade para a sua marca.

Mostre o seu produto
Quer oportunidade melhor para apresentar o seu produto se não por um gif? Em um vídeo de poucos segundos você poderá atrair a atenção e ainda fazer com que a sua apresentação seja compartilhada com mais pessoas.

Faça um pequeno tutorial
As possibilidades na criação de um gif vão muito além do que imaginamos. Com ele podemos não só mostrar o nosso produto, mas também ensinar o consumidor a como usá-lo, de uma forma lúdica e prática. Certamente será mais eficaz do que um texto e mais rápido que um vídeo.

Use as animações para apresentar dados
Em vez de mostrar números em gráficos e tabelas, que tal criar um gif animado para facilitar a vida de seus consumidores? Você pode, por exemplo, fazer um comparativo entre o seu produto e o da concorrência de forma leve e divertida.

Conte uma história
Este é, provavelmente, o uso mais óbvio dos gifs. Utilize fotografias em sequência para mostrar um acontecimento ou passagem do tempo. Grandes marcas têm criado animações para mostrar a evolução de seus logotipos ao longo dos anos, por exemplo.

Ofereça uma prévia
Os gifs carregam um conceito de vídeos em miniatura. Aproveite esse estigma e utilize-o para mostrar uma prévia de um vídeo maior que você pretende publicar. Certamente chamará atenção e aguçará a curiosidade do seu público.

*Sobre Renato Shirakashi

Renato é formado em Ciências da Computação pela Universidade de São Paulo e desenvolvedor de produtos da área de tecnologia, focadas em melhorar a comunicação entre empresas e consumidores. Hoje atua como General Manager da multinacional Sprinklr, onde tem o apoio e respaldo para a o desenvolvimento da sua principal criação, a plataforma Scup.

Fonte: Motim Conteúdo Criativo – Bruno Lino