Os influenciadores mudaram as regras do jogo

Especialista em marketing digital explica como os influenciadores mudaram as regras do jogo no mercado publicitário

Há não muito tempo atrás, as marcas criavam campanhas publicitárias pensando em espaços publicitários na TV, rádio como soluções completas para atingir sua audiência e público alvo. No entanto, nos últimos 10 anos, cada vez mais as mídias tradicionais perdem o protagonismo para um público que busca conteúdo em multiplataformas e de maneiras nunca vistas antes. Os digital influencers, ou influenciadores digitais, mudaram a maneira como consumimos informação, e também todo o mercado publicitário.

Seja falando de viagens, beleza, fitness, games, humor ou moda, não é difícil encontrar influenciadores nas redes sociais com milhares de seguidores em todas essas áreas. Como os influenciadores assumiram tamanho protagonismo?

Pós graduado em comunicação, marketing digital e também influenciador digital, Pedro Marinho Neto tem centenas de milhares de seguidores nas redes sociais. Ele é um especialista no assunto e expõe seu ponto de vista sobre esta nova realidade: “O papel do influenciador digital é agregar valor às pessoas, sendo comunicativo e transparente em relação aos seus sentimentos em relação a alguém ou alguma marca. Em geral somos pessoas normais fazendo coisas normais, gerando empatia com o público, que se identifica e acaba dando credibilidade ao que dizemos, seja indicar um produto ou serviço”.

Para Pedro Marinho Neto, essa proximidade com o público proporcionada pelas redes sociais é um grande trunfo e que tem sido usado pelo mercado publicitário com muita eficácia: “O influenciador cria um público de identidade de comunicação mais próxima, que só se tornou possível graças a internet. Por isso, influenciadores são capazes de sugestionar a uma comunidade inteira que compre determinada marca. Imagine que, um youtuber com 5 milhões de seguidores, resolva indicar serviço ou produto “A” ao invés de “B”. Você acredita que os seus seguidores, acostumados a tê-lo como referência, comprariam a B? Dificilmente. O influenciador aqui fica em uma posição de proximidade e acaba assumindo o papel daquele amigo que te indica algo e você confia”.

Isto não é um fenômeno que se restringe apenas a millennials ou a pessoas jovens com menos de 30 anos. Até mesmo pessoas de mais idade têm sido influenciadas, principalmente pelo conteúdo veiculado em vídeo no YouTube, Instagram e Facebook: “não é raro ver pessoas de faixa etária bem acima dos 30 anos assistirem e compartilharem vídeos que os impactaram de algum modo nas redes sociais. O fenômeno dos influenciadores não está restrito aos jovens”.

Pedro aponta que devido ao crescimento e relevância dos influencers diante da opinião pública, o mercado mudou e está tendo de se adaptar: “os profissionais de marketing têm aprendido rápido a lidar com essa nova realidade. Muitos deles ainda procuram entender este novo momento para conseguir surfar nessa onda”.

O especialista também explica porque cada vez mais as marcas têm procurado veicular propagandas em parceria com influenciadores digitais: “os seguidores daquele influencer estão ali espontaneamente e concordam em receber aquele conteúdo, confiam no que aquela pessoa diz e que acreditam ser alguém como ela, o que é diferente da TV, em que querendo ou não você é obrigado a ver aquela propaganda, mesmo que o produto, conteúdo ou o interlocutor não lhe interessem. E por isso cada vez mais os anunciantes procuram a nós influenciadores”.

Fonte:  MF Press Global

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7 dicas para trabalhar com influenciadores no Instagram

Veja como se dar bem em uma das redes que mais cresce em engajamento

por Marina dos Anjos, Gerente de Marketing da Scup*

O Instagram se tornou uma das redes sociais mais importantes para promover as marcas. Não é a toa que em oito anos de existência acumula cerca de um bilhão de usuários ativos mensalmente e mais de 25 milhões de pessoas interagindo com as 8 milhões de marcas presentes por lá. O sucesso crescente é resultado da proposta da rede em estabelecer um diálogo entre as pessoas, criando novas funcionalidades que fazem a participação e engajamento dos usuários aumentar a cada ano.

Marina dos Anjos – Gerente de Marketing da Scup

 

Um dos pontos fortes para a estratégia de marketing no Instagram é contar com os influenciadores para promover e divulgar um produto ou serviço. Eles oferecem uma mensagem mais autêntica, que mostra o lado humano e prático da marca, ensinando como usam um determinado produto e os resultados dele. Tudo isso incita uma conversa mais próxima e empática com o público.

Para trabalhar com os influenciadores, no entanto, alguns cuidados e precauções são necessários. Por isso, confira abaixo sete dicas para não errar:

1. Trace metas e planeje com antecedência

Ao traçar as metas, considere alguns pontos como: Quais os objetivos da sua campanha? Você pretende divulgar a marca? Vender mais? Lançar produtos novos? Quais são os pontos de partida que te auxiliam a ter sucesso no Instagram? Além disso, ter um orçamento antes mesmo de escolher o influenciador te ajudará a entender qual seria mais adequado para a sua marca.

Lembre-se que durante o ano há várias oportunidades que podem ser aproveitadas para alavancar as vendas. Para que tudo dê certo, no entanto, é necessário se preparar com antecedência. Para os influenciadores, datas comemorativas, como dia das mães, dia dos namorados, natal, etc, são muito movimentadas e a quantidade de marcas que procuram parcerias para promover seus produtos também são altas.

2. Aposte na criatividade

As compras em datas comemorativas são as que mais geram lucro para as empresas, então você deve encontrar uma maneira de usar o alcance dos influenciadores de forma criativa, então, pense fora da caixa.

Uma forma de explorar a criatividade é usar seus produtos para contar histórias. Os usuários do Instagram gostam de assistir a experiência dos influenciadores, e isso pode fazer a diferença para sua empresa. Quando eles veem alguém usando, principalmente pessoas influentes, as chances de compra aumentam.

3. Determine como oferecer seu produto

Uma vez que você já decidiu as metas e o orçamento da sua campanha com influenciadores, é importante pensar quais produtos você vai vender e como. Essa é uma etapa fundamental para indicar como eles deverão abordar o seu conteúdo.

Separe quais os produtos você quer que façam parte da campanha e dê “adjetivos”. Sabe quando você vê um publipost com “uma opção maravilhosa para dar de presente de natal” na legenda da foto? É quase isso, mas de maneira mais incisiva. Seu produto pode ser a melhor opção de presente, basta você indicar como você quer que o influenciador fale sobre ele.

Uma dica: considere o trajeto de entrega do produto até o endereço do influenciador quando traçar as estratégias. Pense em uma forma criativa e cativante para que, assim, a pessoa que receber se sinta mais motivada a falar do seu produto.

4. Faça um guia de postagens para seu influenciador

Imagina o tanto de job que um influenciador tem nas datas comemorativas. Pois é, é muita coisa para falar! E certamente você não quer que seu produto seja divulgado com informações erradas. Por isso é necessário fazer um guia do que você quer anunciar na campanha.

Você pode reunir desde as coisas mais básicas, como para que serve, até as mais complexas, como explicar o processo de criação e produtos utilizados. Claro, tudo depende do produto da sua marca. Quanto mais seu influenciador parceiro souber, melhor ele vai falar sobre.

Foto: Pixabay

5. Encontre o influenciador certo para sua marca

Ao escolher um parceiro no Instagram, você deve procurar por alguém que combine com o que sua marca vende. Uma forma fácil de fazer isso é buscar por pessoas que falam sobre produtos parecidos com o seu. Se sua marca vende produtos para estudantes, por exemplo, não faz sentido tentar parceria com um influenciador mais famoso que não converse diretamente com seu público-alvo.

Neste caso, vale a pena você pensar se não seria melhor trabalhar com micro influenciadores. Eles têm um número menor de seguidores mas um público muito mais segmentado, com quem conversam diretamente e têm um interesse em comum.

6. Aproveite as fotos dos influenciadores

As produções das fotos de influenciadores são, provavelmente, de alta qualidade até porque eles trabalham, principalmente, com a imagem deles, então já sabem o jeito certo de fazer as coisas no Instagram.

Fazer repost das fotos super-produzidas deles pode ajudar o seu perfil na rede social. Assim, você mostrará que está trabalhando com um parceiro e, ao mesmo tempo, melhora o feed do seu Instagram. Você pode até conversar com o influenciador e estabelecer datas para fazer os reposts, assim já consegue deixar os dias programados.

7. Monitore seu Instagram e veja os resultados

Com ferramentas de monitoramento você consegue cuidar da sua conta do Instagram e ver os resultados das campanhas. Com ele, é possível coletar todas as postagens (ou seja, tudo que alimenta o perfil da sua marca), os comentários feitos em fotos, quando alguma outra conta te marca em uma publicação e muitas outras coisas.

Além disso, é possível gerar relatórios que te ajudam a ver o comportamento dos seguidores mostrando, por exemplo, o horário em que o engajamento é maior e quais as palavras mais usadas relacionadas a sua marca. Uma vez que você monitora tudo isso, consegue segmentar melhor as próximas campanhas e estratégias.

*Sobre Marina dos Anjos

Marina dos Anjos é jornalista formada pela Universidade Metodista de São Paulo e possui MBA em Marketing e Vendas. Trabalha com comunicação corporativa desde 2009, tendo passado por agências de comunicação e atendido startups e empresas como BIC, boo-box (já vendida) e Scup (antes de passar a integrar a equipe da empresa). Na Scup desde 2014, foi head de conteúdo e atualmente gerencia o marketing da plataforma.

Fonte: Motim Conteúdo Criativo – Bruno Lino

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Pesquisa mostra relação das crianças com gadgets

Pesquisa da CRESCER revela que 38% das crianças de até 2 anos possuem algum dispositivo eletrônico

Estudo também traz queda positiva no comportamento dos pais ao liberarem os gadgets na hora das refeições: 37% liberam o uso, atualmente, contra 84% em 2013

A tecnologia digital e a internet fazem parte do nosso dia a dia e da rotina das crianças. E tudo indica que esse é um caminho sem volta. Uma pesquisa realizada pela CRESCER, e que estará nas páginas da edição de julho da revista a partir do próximo dia 27, revela a influência da tecnologia no dia a dia das crianças brasileiras. Segundo o levantamento, feito com 2.044 pais e mães, com filhos de 0 a 8 anos, 38% das crianças já têm um dispositivo eletrônico, como celular, tablet, computador, videogame ou TV.

Para este estudo, também foi feito um comparativo com dados de outra análise similar de 2013, com 1.045 participantes com filhos na mesma faixa etária. Neste mesmo quesito, no passado, só 6% eram donas de um aparelho. Isso significa um aumento de seis vezes em cinco anos.

Outro destaque do levantamento é que 47% das crianças têm algum influenciador digital ou canal que acompanha com frequência. Para este caso, a neuropediatra Liubiana Arantes de Araújo, presidente do Departamento de Desenvolvimento e Comportamento da Sociedade Brasileira de Pediatria, alerta que é preciso avaliar se o conteúdo é violento, sexual ou incentiva o consumismo, o que é comum em vídeos feitos para e por crianças. “É natural que as crianças copiem os gestos, o linguajar e até a forma de pensar dos youtubers, o que nem sempre condiz com a educação que a família preconiza”, afirma a médica.

Entre os achados que mais se destacam, eis uma boa notícia: caiu o número de famílias que permitem o uso de aparelhos eletrônicos durante as refeições ou antes de dormir. Por outro lado, aumentou o tempo que meninos e meninas passam diante de algum tipo de tela – dos televisores aos smartphones. Hoje, 47% deles gastam mais de três horas com a atividade. Há cinco anos, o volume era de 35%.

Confira dados da pesquisa completa:

Aumentou o número de crianças com seu próprio gadget

● 38% das crianças até 2 anos possuem algum dispositivo (computador, smartphone, tablet, TV, videogame). Em 2013, apenas 6% tinham seu próprio aparelho.

● 49% das crianças já têm seu próprio tablet.

● 20% das crianças já têm seu próprio smartphone.

O computador é o dispositivo mais compartilhado na casa pela criança com os outros moradores e/ou irmão (93%). Na sequência aparecem TV (83%), Smartphone (80%), tablet.

● 47% das crianças têm algum influenciador digital e/ou canal que acompanha com frequência.

● 45% das crianças passam mais de 3 horas por dia no videogame.

● 5% das crianças até 2 anos já têm perfil nas redes sociais (em 2013, apenas 1% tinha perfil).

Cresce o tempo das crianças gasto em frente as telas

● 43% das crianças passam mais de 3 horas em frente ao computador. Em 2013, somente 2% ficavam em frente a essa tela nesse mesmo período de tempo

● 30% passam mais de 3 horas diárias no tablet.

● 26% passam mais de 3 horas diárias no celular.

Comportamento dos pais

● 60% acham que os dispositivos preparam melhor o filho para o futuro.

● 59% acreditam que os gadgets são importantes para distrair os filhos enquanto fazem suas atividades.

● 51% ficam preocupados com o fato de o filho deixar de brincar para usar os gadgets.

Queda positiva

● Em 2013, 84% dos pais deixavam o filho usar algum dispositivo na hora de ele comer. Em 2018, somente 37% permitem esse hábito.

● A maior preocupação de 83% dos pais em relação aos dispositivos é sobre os conteúdos impróprios para a idade

Atividade preferida

O que as crianças mais gostam de fazer nos gadgets é assistir a vídeos, sendo essa atividade preferida para:

● 72% no smartphone

● 67% no tablet

● 65% no computador

Fonte: Assessoria de imprensa Revista Crescer – Giuseppe Mari

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