4 dicas para marcas e influenciadores criarem negócios juntos

Apostar em influenciadores nichados com o setor de atuação das empresas tem sido alternativa para marcas que querem se relacionar com seu cliente

O Brasil já é o sétimo mercado do mundo em marketing digital e movimentou algo perto de US$ 18 bilhões nessas plataformas no ano passado. Dentro desse universo, um setor que não para de crescer e vem conquistando marcas de todo o mundo é o do marketing de influência. As projeções para 2021 são de que esse mercado bata a casa dos R$10 bilhões.

Grandes marcas como Pedigree, Pizza Hut, Spoleto, Polishop, Coca-Cola entre outras, adotaram essa abordagem de marketing para promover os seus produtos e serviços, além de fidelizar e conscientizar o público para gerar ainda mais relevância e engajamento para a marca. A Menu – startup que conecta pequenos comerciantes a grandes distribuidores – apostou no marketing de influência dentro do seu nicho de atuação para criar campanha com influenciadores e nomes do empreendedorismo na área de food service. Entre eles, estão donos de restaurantes e participantes de realities de culinária, como o Mestre do Sabor e o MasterChef.  

Imagem de Gerd Altmann do Pixabay

Segundo Peter de Albuquerque, diretor de criação e branding da Menu, essa prática estabelece maior proximidade com os consumidores. “Nossos clientes são de uma cadeia muito segmentada, por isso escolhemos influenciadores a dedo, para dialogarem diretamente com o nosso consumidor final. Só para se ter uma ideia, durante sete semanas de campanha, notamos um crescimento significativo em todas as redes sociais da empresa. Conquistamos mais de 15 mil seguidores, aumentamos o engajamento, compreensão do produto e do nosso propósito por parte do público, além de termos gerado mais tráfego para o  nosso marketplace”,comenta. 

O especialista separou 4 dicas para orientar startups e empresas que desejam começar a usar esse tipo de estratégia, confira:

1: tenha em mente como funciona o trabalho do marketing de influência

No Brasil, 45% das pessoas afirmaram já ter comprado algum produto por indicação de suas personalidades favoritas. É importante entender como é o trabalho dos influenciadores e ter em mente que o ideal é que eles construam uma afinidade com os seguidores da sua marca. Não é apenas um merchan da empresa ou do produto, mas construir narrativas para uma aproximação que gere confiança, e consequentemente, vendas. 

2: escolha os parceiros com estratégia – e não apenas porque são famosos

Muita gente liga a palavra influenciador apenas às grandes celebridades da internet. No entanto, a verdade é que as empresas têm muitos tipos de parcerias que podem ser feitas. A dica principal está em encontrar alguém que faça sentido para a sua marca e isso deve ser feito por meio de um mapeamento dos influenciadores do seu segmento, quem são as pessoas que fazem a cabeça dos seus consumidores, quais os tipos de conteúdos que seus potenciais consumidores seguem, entre outras ações.

É preciso levar em conta qual é o objetivo da campanha de Marketing de Influência, além do tamanho da sua empresa e da sua verba. Os micro influenciadores podem ser mais úteis em uma campanha de marketing de influência B2B, por exemplo. No caso de uma venda mais complexa e com um ticket maior, um vídeo de um especialista testando seu produto ou uma celebridade indicando os diferenciais pode fazer mais sentido. 

3: seja criativo e divulgue sua campanha em múltiplos canais

Cada vez mais, as pessoas desejam mensagens reais e verdadeiras, portanto uma dica é ser criativo. Vale lembrar que uma estratégia de Marketing de Influência pode envolver apenas um influenciador, mas uma campanha de sucesso deve englobar múltiplos canais para aumentar o alcance da sua mensagem. Se pretende utilizar mais influenciadores, crie um diálogo entre suas comunicações, uma hashtag, e garanta que as ações não se tratem apenas de uma publicidade.

4: acredite e invista em novos protagonismos

Contar novas histórias e cotidianos é fundamental para trazer um tom singular à sua marca ou campanha. Além disso, essa postura contribui para a chegada de novos nomes ao mercado de influência.

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Coluna Propaganda&Arte

It’s all about the money? (Nem tudo, my friend)

Oh, as redes sociais! Nós vivemos em um sistema onde as marcas possuem dinheiro, onde a publicidade pode ser cara ou barata e onde os influenciadores recebem uma grana para falar do seu produto (ou fazem de graça!). Um ecossistema novo e imerso no capital. Difícil pensar algo sem ele, porém, podemos melhorar as relações (e muito!) quando falamos desse tema.

Você também está diretamente ligado a isso, comprando, trabalhando, vendendo e, muitas vezes, valorizando ou não o trabalho alheio. Essa relação com o dinheiro ainda é um pouco complexa quando falamos de marcas se posicionando no digital. Você ainda acha que tudo é sobre dinheiro? (It’s all about the money?) Então, saca só esse debate a seguir!

Influenciadores influenciando (para o bem ou mau?)

Tudo começa com um perfil despretensioso na rede social do momento. De repente, bate a casa do milhão de seguidores. Normalmente, as marcas vão procurar o superstar em questão para tentar espaço publicitário na rede social que está bombando.

Sem muito profissionalismo, o influencer aceita tudo, faz todo tipo de publicidade, se vende por completo e, com ele, seus valores pessoais e conexões com seguidores. De um dia para o outro, ele perde toda credibilidade. Quem pagar mais terá seu apoio. Os seguidores que não são bobos percebem tal mudança de postura, de originalidade no conteúdo, já não olham com os mesmo olhos. Sacou?

Essa história hipotética que contei pode resumir basicamente os últimos 10 anos de trabalhos de marcas e influenciadores no meio digital. Sem planejamento, sem olhar claro de valores e conexões entre marcas e pessoas (influenciadores de grande repercussão no digital). Isso se explica por uma falta de compreensão de seu papel, tanto da marca como do influenciador digital. Assim, todo mundo sai perdendo, mesmo que a pessoa envolvida receba uma grana alta. No final, você vai entender que não é só sobre dinheiro, calma aí.

Marcas buscando seus propósitos, isso parece promissor!

Com a evolução do Marketing, como diria Kotler, agora estamos em uma nova Era. Um Marketing 4.0 onde o que importa não é mais o produto, seus benefícios e diferenciais técnicos, até econômicos. Se os valores e princípios éticos da marca não baterem com o do público-alvo, ninguém vai comprar. Assim diz a teoria. E na prática? Será que estamos comprando conforme nossos valores pessoais e propósitos da marca? Sempre?

Da mesma forma que as marcas estão procurando e definindo seus propósitos, abraçando causas e mudando a forma de se posicionar no mercado, as pessoas também estão. Nessa hora, lembramos daquele influencer do início do texto, que acabou se vendendo e topando fazer qualquer tipo de inserção publicitária em um espaço que antes era todo seu, pessoal, personalizado e autêntico.

Talvez agora, ele, em conjunto com empresas e marcas mais conscientes, façam uma análise mais criteriosa para saber se uma parceria seria interessante para todas as partes envolvidas: marca, influenciador e público, sendo este último o mais importante. Pois não vai adiantar anunciar em parceria com alguém famoso se seus seguidores não consomem o produto ou nem têm interesse em tal.

O que também não justifica os valores estratosféricos para esse tipo de parceria, o que acaba gerando uma inflação no mercado digital, mexendo com egos, confundindo o que é trabalho oportuno com oportunista.

Troque valores por Valores

Já temos muitos exemplos de marcas que não souberam se posicionar no digital. Ou de influenciadores que se contradisseram ao anunciar um produto contrário aos seus valores iniciais.

Image by Gerd Altmann from Pixabay

O público sabe muito bem ler as entrelinhas, sabe interpretar e sente na pele quando algo é forçado. Marca nenhuma vai passar batida se não tiver feeling para entender o influencer e quem segue ele. Qual o perfil, quais anseios e interesses reais dos seguidores?

Antes de ter estas respostas, não adianta fazer parceria com o cara ou a mina mais famosa da internet. Precisamos pensar cada vez menos em valores (dinheiro) e mais em Valores (princípios e propósitos), pois é isso que vai gerar conexões reais no final do dia e, se tudo estiver alinhado, concretizar em interesse de compra e vendas.

É melhor investir pouco e certo do que, muito e errado, pois se você colocar a sua marca em uma cilada, fazendo parcerias com influencers polêmicos, poderá gastar ainda mais grana para mudar a imagem da empresa (e pode nem conseguir).

Acredite, no final, pode até ser tudo sobre dinheiro, mas ele não é tudo.

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Redes sociais: impactos e ideias inovadoras de 9 personalidades presentes no Forbes Under 30

Especialista avalia posicionamento de 9 influencers nas redes sociais e quais aspectos podemos aprender com eles

A famosa lista Forbes Under 30, que reúne celebridades, personalidades, empreendedores e outras pessoas influentes com menos de 30 anos, foi publicada recentemente.

Que dicas podemos extrair de como alguns dos brasileiros presentes se comportam nas redes sociais? “O primeiro ponto a mencionar é engajamento. Acabou o tempo em que o número de seguidores era o único determinador de sucesso de um perfil online. Hoje, quando uma marca firma uma parceria de publicidade, querem saber quantidade de comentários, visualização e inclusive relevância em assuntos chave”, pontua Érica Gomes, partner da LC4 Comunicação, Marketing e Estratégia, pertencente ao ecossistema da Startwp.

Érica Gomes, Partner da LC4, Comunicação, Estratégia e Marketing

Analisando as redes sociais de 9 nomes presentes na lista, a especialista elenca algumas dicas dos perfis de cada:

MARIA EDUARDA CAMARGO;
Cofundadora da marca Pantys, responsável por roupas intimas e coletores menstruais biodegradáveis, se destaca na Forbes como empreendedora e inovadora. “Olhando o Instagram da marca, assim como o site oficial, destaco dois pontos chave: identidade visual e opinião do público”, define Érica. “Quando uma nova marca surge no mercado, ainda mais em um nicho pouco explorado, ela precisa conquistar seus clientes, que se sentem mais seguros vendo opiniões e vendo um certo padrão de escrita e tratamento com o cliente”.

FELIPE VILLELA;
Fundador da reNature, Felipe se destaca pelos projetos de agricultura renovável e sustentabilidade. “A responsabilidade social e ambiental das marcas é de grande importância para o cliente digital. Este cliente tem acesso a um número maior de informações. Embora a empresa de Villela seja especializada em sustentabilidade, podemos ver a maneira que suas campanhas propagam esse valor. Com grande presença em eventos, alavancam potencial na área, além de manter um contraste entre material publicado e imagens nas redes”, avalia a especialista.

JULIA PAK;
A estilista Julia Pak, destaque do segmento de moda, responsável pelo Atelier Julia Pak e pela Mel by Julia Pak, ganhou notoriedade por trabalhar o conceito de peças sob medida com o objetivo de ajudar mulheres a se reconectarem com seus corpos. “Os feeds de Instagram dos dois projetos são muito bem trabalhados, com postagens interativas, que buscam levar os valores da marca direto para o cliente. Usando de enquetes para produção de conteúdo, consegue engajar os clientes e apresentar seus diferenciais”.

RITA CARREIRA;
A modelo e personalidade no Instagram, apresenta um currículo extenso com participações em diversas revistas como Vogue e a própria Forbes. “Campanhas que visem mostrar a realidade das pessoas, o corpo ideal, o padrão de beleza, não existem mais. Cada pessoa tem suas particularidades, suas qualidades, sua beleza! Podemos ver que Rita se posiciona como quem ela realmente é, sem filtros. E transparência é um dos pontos chave para uma estratégia duradoura”, explica.

CHRISTIANE SILVA PINTO;
Em 2014, quando tinha apenas 23 anos Christiane criou o AfroGooglers, comitê de igualdade racial dentro do Google Brasil. O trabalho que começou a desenvolver, aumentou o número de pessoas negras que trabalham na empresa no país. “Christiane hoje é gerente de marketing no Google, se posicionando bastante para combater desigualdades raciais. Disso extraio que hoje é importante o posicionamento das marcas e pessoas. O cliente da revolução digital busca por empresas que validem seus posicionamentos e discursos”.

BRUNO LIMA;
CEO e fundador da CaffeineArmy, Bruno Lima é voz ativa no LinkedIn e em outras redes. “Como Bruno mesmo define, o foco dele hoje é menos produto e mais conteúdo. Essa é uma estratégia muito interessante e muito bem pensada, pois além de um produto inovador, se propõe a vender a ideia por trás do produto. Chegando a um conceito básico das relações comerciais do ‘porquê comprar esse e não esse’, essa estratégia é presente em suas redes através da criação de conteúdo blog, vídeos explicativos, participação em podcasts e os informativos da CaffeineArmy”.

RODRIGO BELLI;
Destaque na sessão de tecnologia, design e urbanismo, Rodrigo é o criador do Kit Água Camelo, mochila funcional que capta e filtra água, promovendo maior bem estar para famílias de áreas carentes. “Novamente vemos o lado social que se aflora nas relações de consumo. Além da inovação do serviço de Rodrigo, as definições de design bem executadas, propõem um produto inovador, tanto em aparência quanto em funcionalidade”, avaliou a especialista.

KARINE OLIVEIRA;
Fundadora da Wakanda Educação Empreendedora, Karine Oliveira propõe debates e ensinamentos do mundo do empreendedorismo de uma maneira mais prática e acessível para comunidades afastadas. “O design e posicionamento de marca presente nos feed da Wakanda são essenciais para o contato com seu público, expondo os valores e missões da empresa através de seus materiais publicados. É importante saber definir esses pontos e criar uma linguagem que, sobretudo, é focada em seu público alvo”.

MARINA AMARAL;
Marina é colorista digital e através da restauração de fotografias em preto e branco e de baixa resolução traz um novo olhar para personalidades históricas e acontecimentos. “Sendo um feed de artista, o Instagram dela é marcado por suas obras e trabalhos. Quando se busca visibilidade no que se faz, e não em quem faz, a escolha dela é uma maneira interessante de abordagem, afinal, o foco fica no produto e em como ele é relevante para o cenário estabelecido”.

“Ao iniciar esse debate, pensei em analisar todos os selecionados do Brasil, mas além da extensão do material, decidi seguir por uma linha que não separava por relevância, mas trazia luz a conceitos diferentes que precisam ser mais trabalhados nos dias de hoje”, conclui Érica.

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Marketing de Influência: dicas para marcas e influenciadores criarem negócios juntos

Apostar em influenciadores nichados com o setor de atuação das empresas tem sido alternativa para marcas que querem se relacionar com seu cliente

O Brasil já é o sétimo mercado do mundo em marketing digital e movimentou algo perto de US$ 18 bilhões nessas plataformas no ano passado. Dentro desse universo, um setor que não para de crescer e vem conquistando marcas de todo o mundo é o do marketing de influência. Para 2021, as projeções são de que esse mercado bata a casa dos R$10 bilhões em 2021.

Image by Diggity Marketing from Pixabay

Grandes marcas como Pedigree, Pizza Hut, Spoleto, Polishop, Coca-Cola entre outras, adotaram essa abordagem de marketing para promover os seus produtos e serviços, além de fidelizar e conscientizar o público para gerar ainda mais relevância e engajamento para a marca. A Menu – startup que conecta pequenos comerciantes a grandes distribuidores – apostou no marketing de influência dentro do seu nicho de atuação para criar campanha com influenciadores e nomes do empreendedorismo na área de food service. Entre eles, estão donos de restaurantes e participantes de realities de culinária, como o Mestre do Sabor e o MasterChef.

Segundo Peter de Albuquerque, diretor de criação e branding da Menu, essa prática estabelece maior proximidade com os consumidores. “Nossos clientes são de uma cadeia muito segmentada, por isso escolhemos influenciadores a dedo, para dialogarem diretamente com o nosso consumidor final. Só para se ter uma ideia, durante sete semanas de campanha, notamos um crescimento significativo em todas as redes sociais da empresa. Conquistamos mais de 15 mil seguidores, aumentamos o engajamento, compreensão do produto e do nosso propósito por parte do público, além de termos gerado mais tráfego para o nosso marketplace”,comenta.

O especialista separou algumas dicas para orientar startups e empresas que desejam começar a usar esse tipo de estratégia ainda em 2021, confira:

Tenha em mente como funciona o trabalho do marketing de influência

No Brasil, 45% das pessoas afirmaram já ter comprado algum produto por indicação de suas personalidades favoritas. É importante entender como é o trabalho dos influenciadores e ter em mente que o ideal é que eles construam uma afinidade com os seguidores da sua marca. Não é apenas um merchan da empresa ou do produto, mas construir narrativas para uma aproximação que gere confiança, e consequentemente, vendas.

Escolha os parceiros com estratégia – e não apenas porque são famosos

Muita gente liga a palavra influenciador apenas às grandes celebridades da internet. No entanto, a verdade é que as empresas têm muitos tipos de parcerias que podem ser feitas. A dica principal está em encontrar alguém que faça sentido para a sua marca e isso deve ser feito por meio de um mapeamento dos influenciadores do seu segmento, quem são as pessoas que fazem a cabeça dos seus consumidores, quais os tipos de conteúdos que seus potenciais consumidores seguem, entre outras ações.

Além disso, é preciso levar em conta qual é o objetivo da campanha de Marketing de Influência, além do tamanho da sua empresa e da sua verba. Os micro influenciadores podem ser mais úteis em uma campanha de marketing de influência B2B, por exemplo. No caso de uma venda mais complexa e com um ticket maior, um vídeo de um especialista testando seu produto ou uma celebridade indicando os diferenciais pode fazer mais sentido.

Seja criativo e divulgue sua campanha em múltiplos canais

Cada vez mais, as pessoas desejam mensagens reais e verdadeiras, portanto uma dica é ser criativo. Vale lembrar que uma estratégia de Marketing de Influência pode envolver apenas um influenciador, mas uma campanha de sucesso deve englobar múltiplos canais para aumentar o alcance da sua mensagem. Se pretende utilizar mais influenciadores, crie um diálogo entre suas comunicações, uma hashtag, e garanta que as ações não se tratem apenas de uma publicidade.

Acredite e invista em novos protagonismos

Contar novas histórias e cotidianos é fundamental para trazer um tom singular à sua marca ou campanha. Além disso, essa postura contribui para a chegada de novos nomes ao mercado de influência.

Fonte: Comuniquese – Larissa Guedes

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Marcas investem 20% mais em influenciadores, apesar de polêmicas

Pesquisa mostra que no primeiro semestre 90% das empresas ampliaram recursos destinados ao marketing digital

A postura dos influenciadores digitais na pandemia rendeu várias polêmicas e resultou no cancelamento de contratos milionários. Mas também serviu para abrir debate sobre o papel desse profissional, deixando claro que a ascensão desse formato de marketing digital continuará a crescer juntamente com as redes sociais. A tendência, contudo, é que se refine e se consolide. É o que revela pesquisa recentemente da Adaction e da Inflr, companhias especializadas em mídias digitais.

Image by Markus Winkler from Pixabay

De acordo com o estudo “Tendências para o Marketing”, na contramão do mercado, houve aumento de 90% nos recursos destinados para a internet. E as marcas investiram 20% mais em campanhas com influenciadores digitais. Um sinal desse movimento foi o incremento de receita da Inflr, que atingiu R$9,1 milhões durante a quarentena.

A startup, que nasceu justamente da necessidade de oferecer serviços especializados em ações com influenciadores digitais, desenvolveu a primeira plataforma que conecta anunciantes à influenciadores dentro de um marketplace.

Nela, os anunciantes promovem seus produtos e serviços utilizando a influência dos ‘famosos’ junto a seus seguidores nas redes sociais. A plataforma gera relatórios em tempo real com os dados de cada campanha, para que as marcas e agências não dependam de relatórios manuais, enviados pelos próprios influenciadores.

Já a Adaction atua como veículo de comunicação de mídia digital e também tem crescido pela grande procura pelo marketing de performance – estratégia do meio online focada na conquista de melhores resultados por meio do uso de dados.

“No primeiro levantamento que fizemos, em março, vimos uma retração forte dos investimentos como um todo, mas em seguida, houve a realocação de verba, com a adequação das campanhas para a nova realidade trazida pelo isolamento”, explica Thiago Cavalcante, sócio da Adaction e diretor de novos negócios da Inflr.

Após a queda de 60% dos investimentos em marketing ocorrida em março, houve uma retomada em abril (+14%), maio (+17%) e junho (+14%), sendo que, praticamente o total deste incremento está relacionado a campanhas via internet. “Os influenciadores têm mostrado papel fundamental no acesso dos consumidores a novos canais enquanto estão distantes das lojas físicas durante a quarentena”, diz Cavalcante.

Image by Paul Henri Degrande from Pixabay

Esse acolhimento fez a diferença, inclusive, quando o assunto é faturamento. De acordo com a pesquisa, quem não lançou mão de nenhuma ação via web, sentiu uma queda 20% maior das vendas no período mais crítico do isolamento.

Cavalcante lembra que esta é uma tendência que veio para ficar. “As pessoas estão cada vez mais conectadas. O marketing digital já supera 50% dos investimentos em campanhas por ser mais assertivo. As empresas estão agora descobrindo o poder do marketing de influência que deve se refinar e se consolidar”, complementa.

Segundo o especialista, é preciso, entretanto, que haja certa cautela nas campanhas com influenciadores para evitar que estas sejam vistas como invasivas pelo consumidor. “Uma boa campanha agrega soluções de inteligência artificial a influenciadores digitais. Nelas a tecnologia evita a superexposição e a sensação de que alguém está querendo tirar vantagem de um momento tão difícil para o país”, diz.

E destaca que, para isso, a inserção do influenciador deve ocorrer apenas no momento certo e com a mensagem corretamente adaptada a cada situação. “É um meio legítimo de publicidade que vai amadurecer”, avalia.

Até 2023, mais de 60% dos orçamentos em publicidade devem ser alocados para o ambiente online. Enquanto mercados mais maduros já estão consolidados, o Brasil ainda tem um espaço considerável para crescer tanto em acesso como nas mídias. O País já é o sétimo mercado do mundo em marketing digital e deve fechar o ano movimentando algo perto de US$ 18 bilhões nessas plataformas.

Fonte: Compliance Comunicação – Rachel Cardoso

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Boa gestão de influencers gera grandes resultados

Gestão de campanhas com Influenciadores gera volume de negócios que já atrai gigantes

Por Thiago Cavalcante (*)

Se havia dúvidas sobre o poder de impacto dos influenciadores digitais, o Covid-19 serviu para acabar com elas. Por meio de diversas campanhas realizadas nos primeiros meses deste ano, as chamadas celebridades do mundo virtual ajudaram a convencer pessoas a ficarem em suas casas, usarem máscaras, doar alimentos aos necessitados e uma série de outras iniciativas que garantiram a construção de uma imagem simpática junto aos clientes para várias marcas no período da pandemia.

Image by Markus Winkler from Pixabay

Um indício de como a utilização desta estratégia já foi incorporada definitivamente ao orçamento das agências foi o faturamento alcançado pela startup brasileira Inflr, que superou os R$ 5,4 milhões entre janeiro a abril. A empresa desenvolveu a primeira plataforma que conecta anunciantes a influenciadores dentro de um marketplace onde os anunciantes promovem seus produtos e serviços utilizando a influência dos ‘famosos’ junto a seus seguidores nas redes sociais. Essa receita veio de clientes como Itaú, Droga Raia, Laureate, Porto Seguro, Heineken, GSK, Amstel, entre outros

Pesquisas estimam que a atividade publicitária com influenciadores deve movimentar até US$ 7 bilhões no mundo em 2020 e este montante, como era previsível não passou despercebido pelas gigantes globais da tecnologia.

Desta forma, marcas como Alibabá e Playstation anunciaram recentemente o lançamento de soluções que prometem fomentar ainda mais este setor.

A gigante chinesa acaba de lançar a AliExpress Connect. O objetivo da empresa é criar um serviço no qual pequenas e médias empresas possam contratar influenciadores com apelo comprovado ao seu público-alvo. Dentro do serviço, o influenciador conecta seus perfis em redes nas redes sociais e faz a solicitação para participar das campanhas, que podem variar desde a replicaca de conteúdo, passando pelo uso de hashtags ou geração de conteúdo original. O influenciador é pago de acordo com as vendas geradas por meio da sua divulgação.

Já o PlayStation Brasil lançou a plataforma Jogando na Rede, que possibilita conexão entre a empresa, os criadores de conteúdo e o público final. Os influenciadores precisam fazer as missões, disponibilizadas pela PlayStation Brasil, para ganhar pontos, que podem ser trocados por prêmios exclusivos dentro da própria plataforma.

Estudos recentes mostraram que a maioria dos internautas brasileiros segue personalidades nas redes sociais e até 50% destes seguidores consomem produtos indicados pelas novas vozes da era digital. Mas, apesar de toda a efervescência em torno de seus nomes e atitudes, é ainda preciso profissionalizar este mercado formado por influenciadores de diversos nichos e alcances. Isto porque os profissionais de marketing se deparam com muitas dúvidas no momento de tomar uma decisão sobre este tipo de estratégia. Qual é o melhor nome? Qual o real nível de engajamento dele ou dela junto aos seus seguidores? E é aí que a tecnologia preenche a lacuna.

O algoritmo criado pela Inflr, por exemplo, calcula o valor de influência do post baseado no real engajamento promovido pelo influenciador. A ferramenta gera um índice de qualidade que considera vários quesitos, mas principalmente o engajamento do post. Para que a análise seja precisa, o algoritmo é integrado em diversas API’s de machine learning, o que gera um score e, posteriormente, o valor do post.

mage by Gerd Altmann from Pixabay

Desta forma a startup consegue entender, por exemplo, porque duas pessoas com 500 mil seguidores podem entregar resultados bastante diferentes e, portanto, cobrar mais ou menos pelo serviço.

Outros avanços podem ser vistos na possibilidade de fazer campanhas de remarketing e inclusive multissegmentar essa entrega por: idade, sexo, geolocalização, comportamento de compra etc.

Dessa forma, é possível concentrar em um único lugar tanto um repositório de influenciadores (divididos por diversos nichos) como uma central que pode ser usada por empresas de diversos tamanhos para impulsionar vendas.

E este é só o início.

Pelo que parece, a consolidação deste novo mercado para os influenciadores só depende de que eles se mantenham relevantes para os seus respectivos públicos. Isto feito, a tecnologia fará todo o resto para que eles influenciem cada vez mais e melhor, trazendo os resultados que o mercado publicitário tanto espera.

* Thiago Cavalcante é diretor de novos negócios da Inflr

Fonte: Compliance Comunicação – Assessoria de Imprensa

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Vale Influenciadores terá edição on line

Evento com influenciadores digitais realiza edição online

O Vale Influenciadores, principal evento entre influenciadores digitais no Vale do Paraíba volta neste final de semana, só que pela internet

Que a quarentena mudou a rotina de todo mundo não é novidade para ninguém. Comércios fechados, eventos sendo adiados, empresas precisando encontrar novos meios de sobreviver… Foi nesse clima que o Vale Influenciadores, maior e principal evento de networking entre influenciadores digitais e criadores de conteúdo do Vale do Paraíba e região resolveu também fazer uma edição online.

O evento, que já foi sediado outras vezes em São José dos Campos, debateu assuntos pertinentes a essa nova profissão com mais de 10 profissionais diferentes em um público com mais de 500 pessoas. Agora, a edição online promete ser um pouco mais leve.

“Nosso principal objetivo é de fomentar o networking entre os criadores de conteúdo da região. Por isso, formamos mesas de debate e as pessoas podem ter aquele contato cara a cara com alguém que até então, só conheciam pela internet”, conta Letícia Zucco, idealizadora do blog de literatura Estante LZ e uma das organizadoras do evento.

Nessa edição, chamada de “Vale Influenciadores Talks”, Letícia Zucco e Gabu Camacho, que além de organizadores, também são os apresentadores do evento, receberão Gabriel Mesquita e Malu Assalini para a roda de conversa. “Queríamos fazer algo diferente dessa vez, ao mesmo tempo que não perdesse a nossa essência. Por isso, chamamos dois influenciadores, em vez dos cinco tradicionais. Letícia e eu vamos entrar como apresentadores-participantes, que era um dos pedidos da plateia nas últimas edições”, completa Gabu, que além de organizador, é criador de conteúdo de finanças pessoais na internet.

O Vale Influenciadores Talks acontecerá neste sábado, 2 de maio, a partir das 15h. Quem desejar participar, deve se dirigir a página do Facebook do evento: https://facebook.com/valeinfluenciadores.

Fonte: Isadora Scama – Helpis Comunicação

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Levantamento aponta crescimento no alcance e nos likes de centenas de criadores de conteúdo

Quarentena aumenta em 60% comentários em posts de influenciadores no Instagram

Levantamento feito pela Celebryts nas últimas semanas mostra ainda crescimento de quase 16% no alcance e 9% nos likes de centenas de criadores de conteúdo que estão trabalhando em campanhas com a startup de marketing de influência

A Celebryts, startup focada em marketing de influência, fez um levantamento com centenas de criadores de conteúdo nesta época de quarentena e identificou aumento de 60,89% nos comentários em diferentes posts dos perfis no Instagram destes influenciadores. Além disso, os perfis analisados mostram crescimento de 15,73% de alcance e 9,06% de aumento nos likes dos conteúdos postados.

Os dados foram enviados por influenciadores que estão trabalhando em campanhas com a Celebryts atualmente. Foram analisados três posts de cada criador de conteúdo que correspondem ao período de três semanas: a passada, cuja quarentena começou, e as duas anteriores. O objetivo da análise é identificar o comportamento do mercado neste período, conta Leandro Bravo, co-fundador e CMO da Celebryts. “Temos plena consciência da situação delicada e acreditamos que um dos nossos papéis essenciais é o consultivo. Identificando como o mercado está se comportando, conseguimos ajudar nossos clientes e parceiros a pensar em ações criativas para fortalecer os criadores e as marcas num momento tão delicado como o da pandemia que estamos vivendo”, explica.

Outro ponto identificado foi a diversificação de conteúdos. Os criadores passaram não só a falar de outros temas, além dos nativos de seus canais, mas também apresentaram os conteúdos em novos formatos. “O uso das lives passou a ganhar força tanto pelo fato das pessoas terem mais tempo de consumir os conteúdos, como também como alternativa para que os criadores, principalmente aqueles que trabalham em equipe, possam manter sua produção em dia em tempos de isolamento”, conta Leandro.

Outro movimento interessante observado pela Celebryts foi o crescimento de procura de marcas que nunca trabalharam com marketing de influência. “Notamos um crescimento de cerca de 25% nos pedidos de orçamentos e campanhas por empresas que nunca fizeram ações com influenciadores”, ressalta o especialista.

A análise também foi essencial para a base de clientes da Celebryts. Com os dados em mãos e a identificação do cenário atual foi possível traçar uma estratégia para adaptar as campanhas no ar. “Sabemos da delicadeza do momento e que o principal foco é a saúde das pessoas, mas entendemos que apesar de sabermos que todas as vidas importam, precisamos fazer nossa parte para ajudar a economia e o marketing de influência se firma como uma das principais soluções. Entendemos que é chegada a hora de criar oportunidades sem ser oportunista e tratar a situação com o cuidado e sutiliza que merece, tentando conciliar a segurança de todos com ações que movimentam o mercado”, diz.

Os dados da análise foram cedidos por influenciadores que estão trabalhando em campanhas da Celebryts em diversas marcas. Todas as informações foram tabuladas e analisadas pela equipe de inteligência de mercado da Celebryts juntamente às informações da plataforma proprietária. “Sabemos das incertezas, mas acreditamos que seja pontual e, por isso, não podemos nos deixar abalar. Então, estamos trabalhando de forma criativa para nos movimentar e ajudar toda nossa cadeia”, conclui.

Fonte: Luísa Pinheiro | Comunicação

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Coluna “Discutindo a relação…”

Pense em gente. Pense em coletivo

A primeira coluna de 2020. Que coisa! Embora tenha sido demonstrado – teve até um telejornal que entrevistou um matemático – que não entramos em uma nova década, não dá para escapar da sensação de um período ou ciclo mais longo terminado. Os anos 10 dos anos 2000 não foram nada fáceis: crise política, polarização, crise econômica, propaganda em cheque…

Agora que vencemos definitivamente o período de festas e que boa parte do pessoal que trabalha com publicidade e propaganda já está em seus negócios enfrentando jobs variados é hora de refletir um pouco sobre os principais desafios dos próximos 10 anos na comunicação publicitária.

Surgiram em diferentes publicações da nossa área dezenas de relatórios apontando tendências para 2020 e para os próximos cinco ou dez anos. Alguns são muito bons (veja esse aqui) mesmo e vale a pena (na verdade é quase obrigação) dar uma boa olhada.

Eu, humildemente, quero destacar alguns pontos que julgo mesmo importantes. Vamos lá:

Influenciadores – muitas pesquisas, relatórios e estudos apontam para a eficácia de um uso planejado e bem pensado dos chamados influencers. Não dá para ignorá-los. O importante é saber como trabalhar com eles para o bem das marcas que atendemos. Co-criação é o caminho!

Criatividade – os números, o analytics, o big data… tudo ajuda, é claro, óbvio ululante. Mas impactar seus interlocutores com algo original, pertinente e relevante não tem preço. Criatividade segue sendo o principal ativo da nossa atividade. Persiga boas ideias com afinco e determinação.

Diversidade – ideias surgem de pensamentos, culturas e modos de ver as coisas diferentes. A diversidade é fundamental para a propaganda. É fator que não pode ser adiado. Temos que ser mais inclusivos. Pra valer!

Gente – deixei por último de propósito… Em um ambiente de extrema inovação e enorme presença (bem vinda) da tecnologia é fundamental que pensemos em gente o tempo todo. A ponta do processo é uma pessoa. Como melhorar a vida daquela pessoa. Como deixar o dia, a semana, o mês dela melhor? Comunicação liga pessoas. Por mais traquitanas digitais/tecnológicas que lancemos mão, no final são pessoas nas duas pontas do processo. Pense em pessoas, preocupe-se com pessoas. Faça comunicação com cara de gente!

Imagem de Sasin Tipchai por Pixabay

Uma última coisa que não é dica de tendência e sim uma necessidade: o mercado publicitário do Vale do Paraíba precisa voltar a se reunir e trocar ideias. Precisamos falar como um mercado. Precisamos aumentar a percepção de valor da nossa atividade. Chega de praticar um esporte individual e vamos para um mais coletivo. Precisamos urgentemente disso!!!

Um 2020 cheio de cases bacanas pra rechear o portifa de todo mundo!

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Vídeo novo

Tem vídeo novo do Publicitando

Gostamos de compartilhar pesquisas que descobrimos em publicações idôneas. E fizemos mais um vídeo que traz dados de uma pesquisa em torno dos usos e hábitos em relação às redes sociais.

A pesquisa foi matéria da Meio&Mensagem e foi originalmente divulgada na plataforma Gente, da Globosat. Foi realizada pela Diário de Campo pesquisa e recebeu o nome #hashtagseguidores.

Confira:

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