Confira 4 tendências para vendas, comunicação e tecnologia em 2021

Consumidor ‘prosumer’, atendimento omnichannel e humanização alinhada à Inteligência Artificial: confira 4 tendências para vendas, comunicação e tecnologia em 2021

Para auxiliar executivos, empresários e todos os empreendedores interessados em agilizar o processo de transformação digital de seus negócios, com foco na humanização e no uso assertivo de ferramentas de Inteligência Artificial, alguns dos maiores especialistas do mercado se uniram para apontar as principais tendências na área de Comunicação, Vendas e Atendimento para 2021.

Inclusive, todas elas estão reunidas no livro: “O Poder da ConveniêncIA Omnichannel no Atendimento”, lançado neste mês em um evento online.

Image by Gerd Altmann from Pixabay

Escrito por profissionais com ampla experiência técnica e de mercado, com uma linguagem didática e acessível, um dos principais focos do livro é mostrar, passo a passo, o caminho que as empresas devem seguir para se manterem em constante crescimento durante sua jornada de transformação digital.

Para isso, entre as principais tendências de mercado elencadas pelos especialistas para os próximos anos, quatro destaques são:

Novo perfil do consumidor: vem aí, os “prosumers”
Imediatista, empoderado e em busca de empresas que ofereçam soluções rápidas, eficientes e convenientes, algumas pesquisas internacionais recentes têm alertado sobre uma nova classe de consumidores que está emergindo: os chamados “prosumers” – termo originado do inglês “prosumer”, que vem da junção das palavras produtor + consumidor. Ou seja, consumidores que estão cada vez mais se engajando não só no processo de consumir, como também no de produzir e criar seu próprio estilo de vida e consumo, gerando valor e autenticidade aos negócios.

Comunicação integrada e a força das comunidades
Em um mercado cujas palavras conectividade, conveniência e automação de processos formam o tripé de relacionamento das marcas com seus consumidores, a comunicação integrada apresenta-se como uma das melhores soluções para as empresas que buscam otimizar e escalonar seu atendimento, onde quer que seus clientes estejam.

Para isso, duas dicas fundamentais são: investir no atendimento omnichannel, que pode ser realizado de forma integrada e simultânea por diferentes plataformas, como WhatsApp, Facebook Messenger, Facebook Comments, Webchat, Telegram, Microsoft Teams, e-mail e SMS; e ficar de olho nas comunidades virtuais formadas, sobretudo, no campo das redes sociais, e por meio das quais os consumidores interagem entre si e com as empresas utilizando uma conexão direta, que elimina intermediários nos processos de compra ou de comunicação.

Palavra de ordem: ConveniêncIA
Ainda com foco no perfil dos “prosumers” e do Consumidor 4.0, outra tendência em alta para 2021 é a aplicação prática do conceito de ConveniêncIA. Isto é, a combinação entre Conveniência e Inteligência Artificial que visa automatizar e agilizar cada vez mais processos como de Vendas e Atendimento, por exemplo, levando em consideração a personalização dos serviços oferecidos e as necessidades específicas de seus clientes.

Inteligência Artificial, sim! E humanização, também!
As relações humanas nunca estiveram tão em alta na cultura digital. Porém, mais do que implantar um atendimento automatizado, é preciso também considerar a qualidade e eficiência dos serviços oferecidos aos clientes.

Para isso, a dica é investir em bots inteligentes de atendimento, capazes, por exemplo, de fazer análise de sentimentos, transcrições de áudio para texto e até traduções simultâneas, ideais para expandir e garantir um serviço de alta qualidade em qualquer idioma. E isso, claro, alinhado a um atendimento empático e efetivo, que possa vir a ser prestado por um humano na sequência.

Image by Seanbatty from Pixabay

“Seja por meio das redes sociais, comunidades ou grupos de discussão, hoje é muito mais fácil para os consumidores conseguirem o que eles querem, da forma e no momento mais conveniente para eles. Por isso que escrevemos este livro: para munir as empresas com informações precisas e atuais sobre tecnologia, atendimento, vendas e inovação, a fim de prepará-las no presente, já de olho no futuro”, diz Francisco Pinheiro Neto, CEO da Fortics.

Sobre o livro

Idealizado por executivos da Fortics, que é especializada em plataformas de atendimento e comunicação omnichannel – redes sociais, mensageria e voz – o livro tem como autores Arthur Igreja (expert em inovação e transformação digital, cofundador da plataforma AAA, TEDx Speaker e palestrante internacional) e Edineudo Oliveira, Edison Figueira, Francisco Pinheiro Neto e Hugo Santos, respectivamente, CPO, CIO, CEO e Head de Marketing da empresa.

Com prefácio assinado pela especialista em Marketing Digital e e-commerce, professora e sócia-diretora da Digitalents, Sandra Turchi, a obra reúne dicas, análises e exemplos práticos de como aliar tecnologia, custo/benefício e conveniência para oferecer um atendimento cada vez melhor e humanizado ao consumidor 4.0.

Sobre a Fortics

A Fortics é uma empresa brasileira, referência em plataformas de atendimento e comunicação omnichannel. Sediada em São Paulo (SP) e com unidades em Fortaleza (CE), Curitiba (PR) e Pato Branco (PR), além de atuar de norte a sul do Brasil a empresa também atende nos Estados Unidos, contando com um escritório em Orlando, na Flórida.

Fonte: ViaNews Hotwire

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O Que Esperar do Mercado Digital Em 2021?

Saiba as principais tendências de marketing para 2021 e esteja à frente do seu concorrente

por Henrique Mendoza*

Com todo o caos criado ou não em 2020, o mercado digital sofreu profundas transformações ganhando novos rostos, nichos, produtos e mercados antes relutantes para se render ao digital, mas que então, enxergavam nele a única saída para subsistir ao período de isolamento.

A explosão de novos e-commerces que o digam! Através de uma pesquisa da Ebit/Nielsen, feita em parceria com a Elo, obtivemos dados importantes. Descobriu-se que o faturamento com as vendas online subiu 47% nos primeiros seis meses do ano, totalizando 38,8 bilhões de reais apenas em e-commerces. A projeção pré pandemia era que o setor crescesse 18% em 2020 e em março, segundo dados da ABComm, estima-se que surgiram 80 mil novas lojas virtuais.

Henrique Mendoza

Mas não são apenas as lojas que se renderam ao digital. Negócios locais, prestadores de serviços, profissionais liberais, também migraram suas operações para o digital, investindo em tráfego pago, estratégias de marketing e apostando em redes sociais. Em 2021 a previsão é de que o cenário reverbere ainda mais, mesmo com a possibilidade de uma vacina eficaz o suficiente para conter a segunda onda da covid19, diz Henrique Mendoza – Publicitário, Gestor de Marketing especialista em tráfego pago, que a seguir, apresenta algumas tendências que dominarão 2021.

Home office : Ele já é um velho conhecido, mas muitos negócios ainda relutavam para aderir ao modelo. O que era um tabu, parece que veio para ficar. Agora, pós pandemia, muitos mercados, até mesmo os tradicionais, viram o quanto pode ser vantajoso manter o funcionário em casa, sempre em comunicação com a empresa. Isso faz com que os custos diminuam e o período passado antes no trânsito, seja aproveitado para performar mais e focar em resultados, além do mais, isso diminui a estrutura física da empresa, cortando custos que podem ser repassados para o setor de departamento pessoal ou marketing da empresa.

Investimento em publicidade: Como as pessoas passaram um longo período em casa, o consumo aumentou e a quantidade de propagandas também, levando com que empresas reforcem seu time de marketing para obter a melhor performance, ou seja, aparecer para o seu cliente, estar mais perto, fazer com que ele consuma ainda mais. Porém, os desafios são muitos. Aqui, dentre milhares de anúncios pagos diariamente, fazer com que o cliente enquanto navega em suas redes sociais pare para te ouvir, é um desses grandes desafios.

SEO para Negócios Locais: Além da considerável demanda de anúncios, muitas empresas estão buscando cada vez mais se posicionar na primeira página de buscadores como Google, Bing e o próprio Yahoo, porque 60% do público costuma pular anúncios e buscar empresas que estão entre os 3 primeiros resultados da primeira página nos resultados orgânicos. Então, se você é uma empresa local e ainda não está focado nisso, essa será uma tendência a se fortalecer ainda mais em 2021.

O ano da ascensão da Inteligência Artificial: Com o fluxo de informações a que estamos expostos diariamente nas redes sociais, na faculdade, mesmo nas EaD, nos motores de busca e a quantidade de processos feitos em marketing digital, tornou-se imprescindível o uso de ferramentas de gestão que ajudem a criar um fluxo de dados, interagir com seguidores nas redes, como é o caso dos chatbots, que estarão em alta e grande evidência em 2021. Os softwares de automação de processos, de criação de relatórios, processos de compras, criação de conteúdo e muitas outras opções que temos ao utilizar inteligência artificial, são inúmeras, e isso se tornará ainda mais forte em 2021. Fique ligado!

*Henrique Mendoza – Publicitário, Gestor de Marketing especialista em tráfego pago
https://henriquemendoza.com/        Instagram: @ocaradoadwords

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Aplicativo Cartoonify chega fazendo sucesso

Aplicativo transforma sua foto em um desenho padrão Disney

Lançado há um mês, o aplicativo Cartoonify chega fazendo sucesso. Com ele, é possível transformar o rosto de uma pessoa, através de uma foto, em um desenho que lembra as famosas animações da Pixar Disney.

Já imaginou como seria sua aparência se você fosse um personagem de desenho animado? A tecnologia e a computação gráfica de hoje mostram que isso é possível. E não é um processo difícil, afinal, basta ter acesso à uma boa foto e um aplicativo que cumpre esta função. Idealizado pelo trio Fernando 3D, Bruno Sartori e Leandro Gomes, ele já é realidade. O aplicativo Cartoonify foi colocado nas lojas virtuais da Google há um mês e já está fazendo grande sucesso com os usuários. Tudo isso é possível graças a um algoritmo de redes gan com inteligência artificial.

Um dos motivos que deu início a esse projeto foi quando os Bruno Sartori e Fernando 3D publicaram um vídeo e uma ilustração feito com Inteligência Artificial em suas redes sociais. “O sucesso foi imediato. A partir daí, as pessoas começaram a pedir ilustrações próprias”, conta o diretor de arte, Fernando 3D. Neste mesmo período eles conheceram o desenvolvedor de softwares especialista em Inteligência Artificial, Leandro Gomes: “Com mestrado em engenharia, de imediato ele topou transformar esta ideia em um aplicativo”, acrescenta Fernando.

O app já está disponível da Google Play Store e já teve mais de 10 mil downloads. Diversas melhorias estão a caminho, conta Fernando 3D: “Uma delas é fazer animações do rosto e até compartilhar como figurinha (stickers) no WhatsApp, melhorando a interação do público com o aplicativo”.

Mas não é uma tarefa fácil. O diretor de arte lembra que “uma infraestrutura de Inteligência Artificial é cara, e para garantir a sustentabilidade do projeto foram incluídos anúncios e a possibilidade de se tornar apoiador do projeto, onde retiramos as propagandas”. E as novidades não param por aí. Fernando 3D destaca que o trio já está planejando em melhorias para o aplicativo e quer entrar com outros programas no mercado “que tem como base a Inteligência Artificial (ou Core Business) como ponto principal do aplicativo”, detalha.

Enquanto isso, Fernando 3D já adianta: “Outros lançamentos estão prestes a acontecer em meio a essa tecnologia. Fiquem ligados, pois vem muita coisa por aí!”, completa o diretor de arte.

Fonte: Suporte MF Press Global – Jennifer da Silva

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Soft Skills: quais são as habilidades do profissional do futuro?

Mais do que dominar habilidades técnicas, livro inédito no Brasil destaca que profissionais do futuro serão selecionados pelo comportamento

Você sabia que a revolução digital transformou as relações humanas até mesmo profissionalmente? Um estudo recente realizado pela IBM em 50 países, com 5.800 executivos, corrobora com a afirmativa e aponta que, os próximos três anos, mais de 120 milhões de profissionais deverão se recapacitar para trabalhar nesses modernos ambientes digitais. Ao contrário do que pode parecer, o maior desafio está na ausência de habilidades comportamentais por parte dos candidatos.

Mas o que as Soft Skills têm a ver com essa nova realidade? Tudo. Soft Skills é um termo em inglês usado, sobretudo, por profissionais da área de recursos humanos para definir habilidades comportamentais.

A frase de Peter Drucker permanece uma máxima nos dias atuais: “As pessoas são contratadas pelas suas habilidades técnicas, mas são demitidas pelos seus comportamentos”. Sabe-se que nove em cada 10 profissionais, cerca de 90% das pessoas, são contratadas pelo currículo (Hard Skills) e demitidas pelos comportamentos (Soft Skills). A informação é do levantamento de 2018 da Page Personnel, consultoria global de recrutamento. Os dados destacam que não basta profissionais qualificados tecnicamente, com ótimos cursos e atividades complementares para serem selecionados para uma vaga. Relacionamento interpessoal, comunicação, liderança, negociação, empatia etc., são algumas das Soft Skills mais buscadas pelas empresas nos candidatos e que vão muito além dos bancos de faculdade.

Do mesmo modo que a tecnologia e a inteligência artificial avançam rapidamente, é fato que as Soft Skills dificilmente serão copiadas pelos robôs. É o que revela o livro Soft Skills: competências essenciais para os novos tempos, que será lançado pela Literare Books International em novembro. Lucedile Antunes coordenadora editorial dessa obra de coautoria, conseguiu reunir grandes especialistas que compartilharam seus conhecimentos e valiosas experiências. Os capítulos são apresentados em um estilo que irá prender a atenção do leitor, do prefácio ao epílogo.

Dentre esse grupo seleto de autores, o livro reúne CEO’s, C-levels da área de desenvolvimento humano, terapeutas, coaches e médicos comportamentais. A obra traz um conteúdo prático de como desenvolver as principais Soft Skills mais buscadas pelos profissionais no mercado dos tempos atuais e como dar os passos para o seu autodesenvolvimento.

Livro inédito no Brasil
O livro Soft Skills: competências essenciais para os novos tempos será lançado virtualmente pelo canal da editora Literare Books no Youtube (http://youtube.com/literarebooks). O lançamento da obra foi planejado para o formato virtual devido à pandemia do novo coronavírus.

A obra foi estruturada em 33 capítulos, além da introdução e epílogo. Dentro desse livro, o leitor encontrará tudo o que precisa saber para se tornar um ser humano ainda melhor e, acima de tudo, um profissional destacado no mercado. “Ao longo do livro você entenderá quais são as exigências comportamentais que o mundo nos desafia a aprender, passando pela importância das inteligências emocional, espiritual, lúdica e relacional”, informa a coordenadora editorial Lucedile Antunes.

Ao final de cada capítulo o leitor encontrará dicas incríveis de como desenvolver cada Soft Skill. A autoconsciência, a sensibilidade e uma ampla gama de linguagens do corpo e do coração (emoções e comportamentos) não podem ser facilmente reproduzidas pelos robôs. É por isso que as Soft Skills se tornarão cada vez mais os nossos verdadeiros diferenciais. Uma obra imprescindível para os dias atuais.

Empatia, comunicação intrapessoal, coragem, resiliência, inteligência lúdica, emocional, espiritual e relacional, adaptabilidade, lifelong learning (capacidade de aprendizagem ao longo da vida), trabalho em equipe, autoliderança, atitude positiva, criatividade e aprendizado, sensibilidade, resiliência, resolução de problemas, humor, netweaving, autenticidade, altruísmo, escuta ativa, negociação, pensamento empreendedor, experimentação, colaboração, reflexão sobre os seus pontos fortes, o poder do autoconhecimento e da gestão das emoções e ansiedade, estão entre os temas abordados, em uma brilhante síntese do que precisamos saber para nos reinventar em um mundo que não para de se transformar.

Sobre o Livro
Soft Skills: competências essenciais para os novos tempos
Coordenação editorial: Lucedile Antunes
Literare Books International – 1ª edição – 258 páginas
Formato: 23×16
ISBN: 9786586939903
Amazon: http://bit.ly/livro-soft-skills
Loja Literare Books: http://bit.ly/loja-literare-soft-skills

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Faça um upgrade em sua vida profissional: curso de Data Science

Curso é parceria entre Parque Tecnológico e ITA

O Parque Tecnológico São José dos Campos em parceria com o ITA (Instituto Tecnológico de Aeronáutica), promove o curso de aperfeiçoamento em Data Science, que será ministrado por plataformas online, com aulas ao vivo.

O curso tem previsão para início em 15 de fevereiro de 2021 e carga horária de 200 horas distribuídas em 12 meses, incluindo o período para desenvolvimento do TCC. As aulas irão correr duas vezes por semana, às terças e quintas-feiras, das 19h às 21h30. Os temas principais do programa são: Técnicas de Banco de Dados; Inteligência Artificial; Machine Learning; Deep Learning e Big Data.

O curso é voltado para profissionais com formação em cursos da área de exatas ou economia. O programa é totalmente focado nas necessidades do mercado e contribui diretamente no crescimento profissional de desenvolvedores e operadores de ferramentas na área de ciência de dados.

Após a conclusão do curso e aprovação do TCC, será concedido certificado de Curso de Aperfeiçoamento em Data Science, emitido pelo ITA e reconhecido pelo MEC.

A contratação do curso pode ser feita por meio da empresa onde o profissional trabalha ou pessoa física, sendo liberado para PF o pagamento em até 12x no cartão de crédito.

Mais informações e inscrições com Luiz Fernando Carvalho
(12) 3878-9523 | luiz.carvalho@pqtec.org.br

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Artigo trata de inteligência artificial e jornalismo

Inteligência artificial no jornalismo: atravessamos a mais recente fronteira tecnológica, e agora?

por Guilherme Carvalho*

O dilema entre seres humanos e máquinas é, sem dúvida, um dos mais instigantes temas da modernidade. Seja por instrumentos movidos por força mecânica, a vapor, carvão, ondas eletromagnéticas, eletricidade, bytes ou algoritmos, este assunto é motivo de medos e, ao mesmo tempo, fascínio. Filmes como “Blade runner” (1982), “Matrix” (1999), “A.I. Inteligência Artificial” (2001), “Eu Robô” (2004) e “Ela” (2013), além da série “Black Mirror” (2019) não fizeram sucesso à toa. Além dos efeitos especiais, são produções que tocam na ferida e apontam para um futuro possível na convergência humana e tecnológica, geralmente retratada de modo conflituoso.

Como é característica de toda polêmica, este assunto é permeado por um dualismo. Parafraseando Umberto Eco, os “apocalípticos” tendem a traçar um futuro sombrio, no qual o trabalho humano se torna obsoleto. Para muitos destes, as máquinas são inimigas e o discurso soa conservador, percepção que remete aos tempos de ludismo, quando operários resolveram quebrar máquinas de tear no início do século XIX ao notaram que estavam sendo substituídos.

Esta percepção muitas vezes pessimista é confrontada pelos “integrados”, que tendem a ver os benefícios do desenvolvimento científico e tecnológico, sobretudo para o mundo dos negócios. Para estes, o uso de máquinas, robôs, e outras tecnologias é imperativa e um caminho sem volta que deve ser considerado como o futuro da humanidade. Temos então uma visão mais otimista que se referencia nos benefícios que isto pode trazer.

Eu, que não gosto de ditados populares, principalmente aqueles que reforçam o senso comum, me rendo em busca de uma frase que possa explicar de forma simples meu pensamento. “Nem tanto ao céu, nem tanto à terra”, meus amigos.

O jornalismo, atividade profissional como poucas que trabalha no tratamento da informação, vive intimamente uma relação de amor e ódio com as tecnologias. De um lado, acelerou a produção de conteúdos, facilitou o acesso a dados e fontes de informação, diversificou as atividades destes profissionais, expandiu de forma ilimitada a circulação de produtos jornalísticos, comprimiu tempo e espaço aumentando a produtividade. Ninguém negaria que estes são bônus colecionados ao longo dos anos para o jornalismo. Entretanto, vemos também as demissões de jornalistas, o esvaziamento das redações, a explosão de notícias falsas e desinformação, o cenário de hiperconcorrência midiática, o fim do monopólio da informação e as crises do modelo de negócios, entre tantos fatores que impactam negativamente a profissão.

A mais recente fronteira tecnológica atravessada pelo jornalismo é a do uso de inteligência artificial (IA) para a produção de notícias. Acontece que comparado a outras áreas como a indústria, o mercado financeiro, a medicina e a engenharia, o negócio jornalístico está ainda engatinhando. Apesar que devemos reconhecer as iniciativas que já circulam em nosso meio. É o caso da Narrative Science, empresa norte-americana que processa dados e os transforma em textos noticiosos. A agência Associated Press utiliza a ferramenta Automated Insights. O Washington Post, o Heliograf. O Los Angeles Times, o Bot Quake, que produz pequenas notas sobre tremores de terra. CNN, Forbes e The Wall Street Journal também já utilizam estes recursos. Em um nível intermediário, encontramos iniciativas como a Local Labs que opera pequenos jornais regionais e oferece edições locais e outros serviços para jornais de metrôs nos subúrbios. Também a ProPublica, que inspira vários projetos brasileiros, já utiliza um aplicativo de notícias, a Opportunity Gap. Estes exemplos são empregados desde 2009.

No Brasil, tirando alguns poucos casos (um exemplo é o Aos Fatos, que oferece aos leitores um robô checador de informações chamado “Fátima”), o assunto ainda é um tabu entre muitos jornalistas e pesquisadores. Parte deste silêncio se deve ao desconhecimento sobre o assunto. Termos como Machine learning e NLG e mesmo a utilização de algoritmos são pouco tratados no meio. Talvez, seja esta a sina expressa naquela velha máxima jornalística de que o jornalismo fala de tudo, menos de jornalismo.

É o que explica porque notícias que apontam a adoção de Inteligência artificial no jornalismo causem ainda arrepios. O episódio mais recente foi o anúncio da Microsoft Notícias e da MSN e que estaria demitindo 50 jornalistas para substituí-los por IA. Casos semelhantes já haviam sido publicados em outros lugares. A editora portuguesa MotorPress já havia sido denunciada pela demissão de 28 funcionários em 2009 pelo mesmo motivo.

Um dos desafios atuais, portanto, daqueles que vivem o meio jornalístico, seja profissional ou academicamente, é justamente o de entender o uso destas ferramentas e compreender de que maneira podem ser utilizadas para o bem do próprio jornalismo. Se partirmos da premissa descrita pelo pesquisador finlandês Carl-Gustav Linden, ou seja, de que se trata de um sistema regido por “um conjunto de operações autossuficientes a serem desempenhadas passo-a-passo, como cálculos, processamento de dados e raciocínio automatizado – um conjunto de regras que definem precisamente uma sequência de instruções que serão compreendidas por um computador”, perceberemos que a ação humana é insubstituível. Afinal, quem programa estes sistemas, quem define o que é mais ou menos relevante, qual estrutura hierárquica de informações deve ser considerada na elaboração do conteúdo?

Não perceber esta realidade pode relegar os jornalistas a um papel secundário neste processo, enquanto programadores, engenheiros, gestores e tecnólogos da informação, entre outros profissionais, assumirão este posto.

A partir de uma compreensão mais técnica, podemos vislumbrar o uso destas tecnologias no processamento de grande volume de dados, a busca de informações em bases restritas ou segmentadas, o acesso a informações de arquivos históricos, na checagem de informações e declarações de autoridades, na produção de notas complementares que podem ser somadas a reportagens e outros conteúdos. Enfim, são várias as possibilidades.

Estou convencido de que ponto fundamental deste debate deve seguir no sentido de compreender os aspectos técnicos da IA associado aos princípios éticos do jornalismo e seu caráter de interesse público, que incluem a honestidade para com os consumidores de produtos jornalísticos. Nesse sentido, é preciso superar o dualismo entre humanos e máquinas e começar a pensar sobre as aplicações e implicações desta associação, reconhecendo o papel do trabalho humano, crítico, criativo, sensível às condições sociais e aos mais variados contextos.

A superação destas limitações pode não apenas apontar a superação da crise de legitimidade do jornalismo aberta com a difusão da internet, mas colocar o jornalismo de fato no século XXI, associando precisão, volume e rapidez, aspectos que caminham de braços dados com a sustentação financeira e relevância social dos veículos.

*Guilherme Carvalho é pós-doutor em Jornalismo e coordenador do curso de Bacharelado em Jornalismo do Cento Universitário Internacional Uninter.

Fonte: Página 1 Comunicação

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Robôs mapeiam a jornada do consumidor

Robôs já superam a capacidade do Google em mapear a jornada do consumidor

por Rodrigo Cunha *

O uso das novas tecnologias como BIG DATA e Inteligência Artificial trouxe o consumidor ao centro do negócio e agora as empresas estão indo além. Os conceitos mais modernos envolvem entregar uma experiência customizada e os sites, inclusive, podem se adaptar automaticamente de acordo com o perfil de quem navega, mesmo que o internauta não esteja logado. Este é apenas um dos inúmeros avanços das aplicações da AI para o marketing e vendas no e-commerce.

Image by Gerd Altmann from Pixabay

Enquanto o Google trabalha com análises estatísticas, fornecendo dados gerais sobre o público que visita o site, o que já é um bom começo, existem ferramentas mais avançadas que permitem traçar em milissegundos qual é a persona por traz dos cliques. Isso sem precisar de login, invadir endereço IP ou usar qualquer artimanha que venha a ferir a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD).

No fundo, o que está por detrás da “magia” é o aperfeiçoamento dos robôs. Como acontece? Na primeira fase do processo, o algoritmo analisa como ocorrem as navegações dentro do site em um determinado período, que deve ser suficiente para se entender como os usuários se comportam, que caminhos buscam e assim por diante. Tudo o que é relevante para prover uma boa experiência.

Robôs e a jornada do consumidor

Mais de 5 mil variáveis são analisadas para que sejam encontrados padrões de comportamentos. Dentre as variáveis, impactam fatores como a forma como a pessoa manuseia o mouse, a força usada para apertar um botão em apps, a velocidade do click, da digitação, o tipo de linguagem usada e por aí vai. É o que chamamos de biometria comportamental.

Com os dados do passado e continuando a ser alimentada no presente, a AI consegue perceber que persona está ali, mesmo que a pessoa esteja navegando em modo anônimo, pois nenhum dado pessoal é utilizado neste processo. A partir da definição prévia dos perfis é possível prever o seu comportamento e melhorar sua experiência, personalizando determinadas áreas de navegação, o que pode chegar a alterações até no layout do site, como sua cor principal.

A AI está se tornando cada vez mais inteligente, revolucionando processos de venda e a experiência do consumidor, nas mais diversas áreas, basta adaptar o algoritmo à área de aplicação. O próximo passo é a eliminação do tratamento prévio dos dados, ou seja, o próprio robô vai entender o dado bruto e tirar informações dali. Tal processo vai aumentar a efetividade e baratear seus custos de implantação. Não será mais necessária ter uma base de dados, pois o treinamento passa a ser online. O aprendizado será em tempo real.

A facilidade de procurar qualquer coisa simplesmente digitando palavras no Google sempre foi considerada uma das maiores evoluções em termos de atendimento das necessidades das pessoas para o consumo ou qualquer outra atividade. Mas a inevitável marcha da evolução tecnológica está começando a ameaçar também este reinado.

Em pouco tempo até a busca no Google será considerada desnecessária. Estamos caminhando rapidamente para um tempo no qual nem será mais necessário digitar o que queremos. Bastará entrar na rede para sermos reconhecidos e nossa própria navegação dará dicas sobre o que desejamos. A resposta será oferecida quase sem nenhum esforço do consumidor.

* Rodrigo Cunha é sócio diretor da Neurotech, empresa pioneira na aplicação de inteligência artificial para novos negócios no Brasil.

Fonte: Compliance Comunicação – Assessoria de Imprensa

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O que vai fazer as vendas crescerem no e-commerce

10 tendências para alavancar as vendas no e-commerce em 2020, após passar a onda do covid-19

Em tempos de covid-19, o número de empresas apostando na estratégia Omnichannel para valorizar suas ações de vendas no universo online é cada vez maior. Pesquisas revelam que uma quantidade expressiva de marcas adota pelo menos uma medida relacionada à técnica de vendas por Omnichannel, para proporcionar uma melhor experiência ao cliente.

Imagem de justynafaliszek por Pixabay

A técnica consiste na integração de vendas e atendimento a consumidores entre lojas físicas e virtuais, permitindo que o cliente transite facilmente entre os canais on-line e off-line de uma loja, com o objetivo de melhorar a sua experiência de compra. Mas lembre-se: neste momento, tem de ficar em casa, compras apenas virtuais!

O fato é que também cresceu o número de empresas que passaram a dar mais valor a propiciar ao cliente uma agradável experiência, tirando o foco do resultado imediato e apostando mais no processo como um todo.

Baseado nesse conceito e aliado a inúmeras inovações tecnológicas acessíveis no mundo virtual, vários profissionais de ponta atuantes no e-commerce constataram 10 tendências que levarão marcas na direção de adotar e até se aprofundar na lógica de vendas do Omnichannel, para obter sucesso nos negócios. O CEO e fundador da MT Soluções, Mateus Toledo, reuniu quais são essas tendências:

1 – Melhorar o check-out – investir em sistemas para simplificar essa etapa final, que informem de maneira mais clara o cliente sobre dados, como forma de pagamento e taxas de juros ou a possibilidade de armazenar algumas das informações obtidas ao longo do percurso, durante a sondagem.

2 – Investir em suporte – pesquisas apontam que, no ano passado, aproximadamente U$ 75 milhões foram perdidos devido a problemas com mau atendimento. Isso leva a supor que as grandes possibilidades abertas com as estratégias de Omnichannel não têm sido acompanhadas por bons processos de atendimento. Uma das apostas para o próximo ano para atuar nessa falha é o bate-papo ao vivo.

3- Da campanha para o cliente – as campanhas de marketing também vão buscar formas de atrair a empatia do cliente individualmente, e não mais baseada num “modelo ideal” de consumidor. Será tarefa do das estratégias de marketing levar a cabo esse processo. As inúmeras inovações e ferramentas tecnológicas empregadas em e-commerce, deixam o cliente repleto de opções e mais capacitado para realizar suas escolhas. Assim, ele será mais fácil de ser decifrado, facilitando a adoção de técnicas para a sua satisfação.

4 – As marcas caminham para um conteúdo humanizado – uma das visões que mais têm se desenvolvido no Omnichannel é a de que as marcas precisam ir ao encontro do cliente.

No Google, por exemplo, foi lançada uma nova ferramenta de análise, o BERT, com a função de entender melhor a mensagem que os lojistas querem passar para seu cliente, por meio de campanhas, redes sociais, descrições de produtos, dentre outros. Assim, quanto mais conteúdo informal, melhor essa ferramenta passará as informações para a A.I (Artificial Intelligence) do Google, com maior precisão.

O resultado é mais sucesso nas campanhas da empresa, que disponibilizará um conteúdo completo para o cliente e automaticamente aguçar a sua curiosidade, fazendo com que ele tenha uma experiência “Omnichannel”.

5 – Aperfeiçoamento na integração de ferramentas – No Omnichannel, ao mesmo tempo em que você pode estar impulsionando o seu programa de fidelidade, consegue também oferecer o suporte a uma dúvida do cliente. Essa possibilidade de integrar ferramentas de comunicação, seja pelo celular, telefone, e-mails, redes sociais ou chat, resultou numa experiência muito dinâmica, que tem o efeito de manter o cliente conectado a sua marca, por meio de uma relação que é não mais somente a de comprar um produto.

Com essa integração oferecida pelo Omnichannel você pode ir mais além, usando recursos como convidá-lo para lançamentos de produtos restritos a clientes especiais ou surpreendê-lo com anúncios e ofertas de produtos com os quais ele se identifique bem.

Imagem de salcapolupo por Pixabay

6 – Marcas de menor impacto poderão ter seu espaço – o avanço das ferramentas de A.I (Artificial Intelligence) no e-commerce, vai intensificar a ascensão nos mercados digitais de marcas menores, que até bem pouco tempo não apresentavam condições de concorrer com aquelas mais estruturadas.

Hoje, por exemplo, o SEO (ferramenta que otimiza mecanismos de busca no Google), é um grande aliado das marcas menores. Na prática, o SEO oferece um conjunto de técnicas de otimização para sites, blogs e páginas na web, visando alcançar bons rankings orgânicos gerando tráfego e autoridade para um site ou blog. Ou seja, quanto mais o site de uma empresa for recheado de informações que preencham os anseios e dúvidas dos consumidores, mais as chances das empresas de marcas menores estarem no topo da lista de pesquisa do Google, ganhando a chance de competir com marcas maiores.

7- On-line e off-line mais juntos – Muito embora o volume de transações on-line seja crescente, especialistas apostam no grande aumento de estratégias que visam trabalhar on-line e off-line em conjunto. Ou seja, serão mais comuns as situações em que alguém utilizará o histórico de busca por um produto na internet – incluindo o que consultou por chat ou atendimento eletrônico – para avaliar o produto pessoalmente na loja física. Isso depois que passar a onda do covid-19, claro. Por outro lado, alguém pode estar comprando off-line e ser convidado por um atendente a adquirir também um outro produto com uma oferta só disponível on-line.

8 – Poderá ser o ano da Realidade Aumentada – essa tecnologia vai possibilitar o conhecimento com mais detalhes dos recursos e dos vários aspectos de um produto por meio das vendas on-line.

O fato do cliente não poder ver pessoalmente ou sentir o produto trazia desconfiança na hora da compra on-line. Agora, com a poderosa ferramenta de Realidade Aumentada é possível exibir o produto por outros ângulos ou simular o seu uso em circunstâncias semelhantes àquelas em que ele será empregado na vida real.

Essa possibilidade gera maior confiança do consumidor em relação ao produto que será adquirido e certamente agregará mais força ao e-commerce nos próximos anos.

9 – Também poderá ser a vez da Internet das Coisas – imagine estar andando num shopping e resolver parar numa loja apenas porque recebeu uma notificação de que o aniversário de uma pessoa próxima está chegando e essa loja afirma ter algo sob medida para você dar a ela de presente.

A integração da IOT com o marketing deverá ter grande peso na construção de arquiteturas, como essas para culminar numa experiência marcante e radical ao cliente.

10 – Aprofundamento na personalização do atendimento – o Omnichanel vem para agregar as marcas quando o assunto é proporcionar uma experiência de venda diferente do que seus consumidores estão acostumados. A estratégia é sim, para agregar valor à marca e gerar um diferencial sobre seus concorrentes, claro que pensando sempre no cliente. O objetivo de as empresas adotarem essa estratégia é focar em crescimento de marca e atendimento personalizado para seu cliente.

Quando o cliente chega na página de check-out da loja virtual e se depara com mais opções do que o comum, a chance de ganhar esse cliente para ser fiel a sua marca é muito maior.

Assim, serão mais investimentos em integração de plataformas, monitoramento do percurso do cliente, tomada de dados e informações e investimento em tecnologias, visando a possibilidade de um atendimento cada vez mais pessoal e personalizado. Essas tendências serão muito mais acentuadas assim que passar toda essa situação de covid- 19.

Fonte: Case Comunicação Integrada – Cristiane Pinheiro

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Quais são os desafios numa era de carreiras digitais

Futuro do Trabalho: Os desafios de carreira na era digital

*Por Valdir Scalabrin Superintendente do Instituto da Via de Acesso

A tecnologia impôs mudanças rápidas em todas as áreas das nossas vidas. Cadernos deram lugar a tablets; lousa e giz têm há tempos sua versão digital; enciclopédias tornaram-se Wikipedia etc. A curva das inovações avança de forma progressiva. Enquanto as gerações de nossos pais, avós e bisavós passavam 20 ou 30 anos sem mudanças disruptivas, atualmente não há um dia sequer sem que alguma inovação seja anunciada ao mercado.

Imagem de Eluj por Pixabay

A internet alavancou a inovação a uma velocidade praticamente impossível de ser acompanhada. Segundo o Data Never Sleeps, relatório gerado anualmente desde 2013 pela empresa Domo, a estimativa é que em 2020 o universo digital atinja os 44 zettabytes e que cada pessoa no mundo gere 1.7 MB de dados por segundo. Este volume de dados não para de crescer, e a expectativa é que tenhamos cada vez mais informações disponíveis.

Associado a isso, temos o avanço da Inteligência Artificial que, segundo estudo realizado em 2019 pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) em parceria com a Microsoft, pode elevar a taxa de desemprego no país em 4 pontos percentuais nos próximos 15 anos, e, no cenário mais agressivo, considerando os empregados menos qualificados, esse aumento deve chegar a 5,14 pontos na taxa de desemprego e 1,56 ponto de aumento de empregos qualificados.

A estimativa do Fórum Econômico Mundial é um pouco mais preocupante. Segundo relatório de 2018 apresentado novamente em 2020, a taxa de automação no trabalho passa de 29% em 2018 para 42% em 2022 e deve ultrapassar os 52% em 2025. Essa taxa de automação influi diretamente no desemprego, por isso a necessidade de aprender novas habilidades tem sido ressaltada nos últimos anos.

Mas a situação não é para desespero, a tecnologia elimina empregos, mas também os cria. Segundo relatório anterior sobre Futuro do Trabalho do Fórum Econômico Mundial, as estimativas são de que 65% das crianças que estão começando a estudar hoje terão empregos que ainda não existem.

Não é por acaso que as teorias que aprendemos na universidade estão sendo revisitadas, reformuladas e até substituídas por algo inteiramente novo. A forma como nos relacionamos, trabalhamos, nos alimentamos ou, ainda, como nos transportamos, talvez esteja sendo alterada nesse exato momento por uma startup, que pode estar dando os últimos retoques no aplicativo que revolucionará nossas vidas, e isso, “mais uma vez”.

O grande desafio atualmente é o de estar sempre aprendendo novas habilidades, alimentando o ciclo do conhecimento e antenado com as novas tecnologias, para não correr o risco da obsolescência profissional e, consequentemente, o desemprego.

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Para encantar clientes no ambiente digital

3 estratégias para encantar e fidelizar o cliente digital

por Rafael Souza, diretor de serviços da XGEN, especializada em plataformas de Inteligência Artificial para canais de atendimento

Não é novidade que o cliente mudou. Agora, ele é mais exigente, mais móvel, multitarefa e está o tempo todo conectado. Para fidelizar o novo cliente digital, há 3 principais estratégias que você precisa adotar:

Garanta atendimento de excelência em todos os canais
Já passamos da época em que a empresa determinava o canal de comunicação. Agora, o cliente tem papel fundamental nesse processo.
É ele quem define a forma e o meio mais conveniente para tratar sua necessidade. Portanto, a disponibilidade da empresa em todos os canais de atendimento tornou-se uma condição básica. Contudo, tão importante quanto estar presente e disponível em todos os canais é garantir que o tratamento de um assunto possa fluir sem problemas por todos eles, pois o cliente pode iniciar a interação por determinado canal e migrar para outros durante o ciclo de uma tratativa. E para gerenciar e atender às interações nos múltiplos canais de forma integrada e sem impactos, é preciso uma estratégia omnichannel. Na prática, o cliente pode interagir por diversos canais, e a função mais básica de uma plataforma omnichannel é garantir a continuidade e a visão integrada do atendimento nessa jornada. Segundo o Estudo Ovum, 74% dos consumidores usam pelo menos 3 canais ao interagir com uma empresa.

Esteja sempre à frente das inovações tecnológicas
A agilidade das inovações tecnológicas exige atualização constante, e é fundamental que as empresas estejam atentas:

– Multicanalidade: No mundo digital, ninguém consegue impor ao cliente a forma de chegar à empresa. O consumidor quer escolher o canal de menor custo e usar as aplicações às quais está acostumado. Se o cliente quer fazer pedidos pelo Facebook, negociar crédito pelo WhatsApp ou fazer tudo por SMS, esteja preparado para todas as alternativas.
– Inteligência artificial: Com o avanço da multicanalidade, também evoluíram as iniciativas e novas possibilidades de atendimento por meio da inteligência artificial. O amadurecimento das tecnologias de Entendimento de Linguagem Natural (NLU), os recursos de inteligência artificial disponíveis comercialmente e a possibilidade de máquinas emulando interações humanas chegam rapidamente ao dia a dia das companhias e de seus clientes.
– Gestão do conhecimento: Se a inteligência artificial, especialmente através dos chatbots, está solucionando as interações de baixa complexidade no atendimento aos clientes, é fato que as demandas com assuntos mais complexos são derivadas para o atendimento humano. Neste cenário, como fica o dia a dia das equipes de atendimento? A gestão do conhecimento combinada com o poder da inteligência artificial pode trazer surpreendentes resultados para colaboradores, além de evolução da performance operacional.

Adapte o processo ao cliente
Para gerar envolvimento, é preciso identificar o que realmente importa para o cliente. É ele quem define o nível de intensidade da relação que terá com determinada empresa. A partir do consumo de produtos e serviços, e das experiências de atendimento, os clientes definirão o nível de envolvimento com a marca, que poderá ser superficial ou intenso, frequente ou eventual. Perceber que expectativas e desejos são ouvidos e que suas necessidades são levadas a sério são aspectos bem relevantes na avaliação dos clientes. Segundo a Forrester, 77% dos consumidores dizem que valorizar seu tempo é a coisa mais importante que uma empresa pode fazer para proporcionar uma boa experiência.

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