Marcas ganharam visibilidade na Black Friday 2019

Levantamento mostra quais marcas foram mais procuradas pelos consumidores, nos dias anteriores à Black Friday

A Black Friday 2019 revelou que o consumidor brasileiro está mais atento às marcas que investem na Black Friday, motivo pelo qual ganharam destaque na preferência do público, notadamente as lojas de varejo físicas e digitais. Essa foi uma das constatações do levantamento realizado, em conjunto, pelas empresas Blend New Research e Shopper Experience, pertencentes à holding HSR Specialist Researchers. Desde 11 de novembro, as consultorias monitoraram campanhas publicitárias e ouviram, por meio de painel online, 5.880 consumidores de todas as regiões do País.

De acordo com o estudo, marcas de lojas de varejo foram mais lembradas pelos entrevistados do que as de produtos. Quando perguntados se lembravam de campanhas da Black Friday nos últimos dias, independentemente do tipo, 81% dos respondentes disseram que sim. As lembranças com relação às marcas foram, na ordem: Casas Bahia (citada por 25,19% dos entrevistados), Americanas (25,17%), Magazine Luiza (22,94%), TIM (10,23%), Netshoes (10,14%), Samsung (9,72%) e Vivo (7,83%).

Para Valeria Rodrigues, diretora da Shopper Experience, isso ficou mais evidente quando se percebe que as empresas varejistas têm tradição de começar suas campanhas bem antes da data em si (29 de novembro). “Independentemente da mídia, as campanhas das lojas de varejo tendem a ser mais massivas. Mesmo que sejam apresentadas ofertas de produtos, o que fica na cabeça do consumidor é quem vende”, afirma, assegurando que essa pode ser uma oportunidade para os fabricantes, pois o público tem demonstrado interesse cada vez maior em adquirir produtos e serviços que estão na sua lembrança.

No tocante a produtos, a pesquisa mostrou que o consumidor quer aqueles que precisam de constante atualização tecnológica, e nesse sentido os eletroeletrônicos tiveram grande destaque. No levantamento, os mais procurados foram celulares (pesquisados por 50,87% dos consumidores), televisores (31,9%), roupas (17,6%), computadores e notebooks (7,12%), e geladeiras (6,85%). Interessante, segundo ela, é ver que itens como pacotes de viagens e fast food, entre outros itens, começam a aparecer no radar do consumidor.

A pesquisa também observou como o consumidor estava percebendo a edição deste ano em comparação com o ano anterior. De acordo com o levantamento, 61% das pessoas ouvidas entenderam que os preços, este ano, estavam melhor que em outros meses do ano e em comparação a mesma data em 2018. Para 34% estavam no mesmo nível e somente 5% tiveram a percepção que estavam mais altos. Esse cenário demonstra o ganho de confiança da Black Friday, que abandona a imagem de ser apenas uma ação de comunicação promocional, sem trazer o benefício real de preços mais baixos.

Lucas Pestalozzi, diretor da Blend New Research, ressalta outro ponto interessante do levantamento, sinalizando que 52% dos respondentes pretendiam comprar na Black Friday deste ano. “As marcas precisam enxergar as oportunidades de contato – e venda – com o público. Essa consolidação abre espaço mercadológico para que novas datas sejam incluídas no calendário do varejo brasileiro, assim como a Cyber Monday, que, ainda tímida, já passa a ser vista. Anunciantes, setores de produção, prestação de serviços e varejo devem olhar com mais cuidado para esse tipo de ação”, defende. Ele enfatiza, ainda, que quanto mais empresas – de todos os segmentos – aderirem, com promoções realmente efetivas, mais credibilidade a data terá.

Fonte: LF Comunicação Corporativa – Marco Barone

Coluna Propaganda&Arte

Você precisa falar com os haters mais do que com os brand lovers?

Você já deve ter ouvido falar do termo “haters”? Possivelmente sim, pois o termo é muito difundido no universo das redes sociais como aquelas pessoas que seguem você apenas para denegrir sua imagem, xingar ou criticar duramente. (com ou sem razão).

Os brand lovers, por sua vez, são os queridinhos da marca, quem protege e defende você de graça. O que às vezes acontece é que nem sempre queremos tê-los ou não lidamos com eles. Quer ver provas disso?

Bem me quer ou mal me quer: como as marcas estão lidando com os Haters?

Com a exposição das marcas nas redes sociais (aquelas que se aventuraram nesse caminho sem volta), vem tem a enxurrada de críticas e alguns elogios. Quem se coloca no meio digital precisa saber se planejar para se comunicar com pessoas de diferentes origens e intenções.

Imagem de Gerd Altmann por Pixabay

Os trolls são aqueles internautas que não querem contribuir em nada na construção da sua marca, estão criticando ou falando coisas aleatórias apenas para confundir. Com esse público, é quase impossível conversar.

Os haters podem ter várias origens e a forma que você vai lidar com ele, pode definir o seu sucesso na rede. Um bom exemplo são os cases de Burguer King, Skol, Chevrolet e Sprite.

De Burguer King a Chevrolet, quem está falando dos seus haters sem medo?

No primeiro caso, a rede de fast-food percebeu uma série de críticas sobre um comercial de vídeo que mostrava um trisal, ou seja, um tipo de casal com três pessoas.

O poliamor, que fora criticado, se transformou em poliamigos, fazendo uma sátira e tirando com bom-humor um assunto importante que é o respeito das diferenças.

A Skol já recebia suas críticas dos haters pontualmente, mas ao invés de não escutar, apagar os comentários ou simplesmente “xingar muito no Twitter” a marca resolveu abraçar esses pedidos, colheu todas as reclamações dos produtos e lançou uma cerveja Puro malte, feita para “haters” e pelos “haters”.

Outra empresa que entendeu bem o ambiente digital foi a Chevrolet que apresentou seu novo carro com comentários dos clientes, tentando entender suas intenções e aproveitar o que era válido em um novo produto para mostrar que todo comentário, negativo ou positivo, pode ser um insight para uma melhoria.

Já a Sprite, apresentou um homem, profissional de pole dance que precisa conviver com diversos comentários na internet, de todo tipo: invalidando aquilo que ele faz ou simplesmente sendo preconceituoso. A marca se aproximou da situação e mostrou sua postura, mostrou seu DNA. Tudo a ver como momento de valorização do propósito das marcas que estamos vivendo.

Brand lover indesejado: a sociedade é mesmo incontrolável

Você já percebeu que se posicionar nas redes sociais é complicado. Sempre temos que conter crises, saber ser transparente e lembrar dos objetivos da marca. Se você estiver fazendo algo fora disso, sendo hipócrita em algum momento, as pessoas vão cobrar. Assim, nascem muitos haters, pessoas que dedicam seu tempo e saúde para expor raivas, injustiças ou incompreensões ligadas a sua marca. Mas nem todo brand lover, ou amante da sua marca, pode te proteger desse cenário. Na verdade, o próprio brand lover pode ser um problema. Sabe como?

Veja a nova onda de moda “outfit”. Não são apenas roupas de marca caras e com foco no público urbano e jovem (até adolescente), estamos falando de uma grande tendência que vai conversar com públicos além da classe A, que deveria ser o público-alvo.

Precisamos ir além do público-alvo, haters e brand lovers

As marcas de luxo são um bom exemplo de quando seu público-alvo nem sempre é o grande brand lover. Às vezes, a classe C está mais ligada a uma marca cara do que a classe B ou até A.

Essa busca por status pode gerar brand lovers indesejados, pois essa camada poderá se esforçar para comprar algo original ou fomentar o comércio de réplicas ou falsificados. Mas será que isso é ruim? A marca quer vender não importa para quem?

Nem sempre. Acho que como todo publicitário e “marketeiro” de plantão, precisamos entender as relações da sociedade como algo caótico que merece estudo e ações pontuais. Por exemplo, o crescimento do consumo de classes menores pode sim movimentar altos valores de marcas de luxo, mas nunca esse será o foco da marca, pois ela preza por outros elementos, um estilo que vai muito além da roupa. Na verdade, a roupa acaba sendo um acessório, muitas vezes de menor fidelidade para uma classe maior. Ela tem tantas marcas de luxo que não elege uma favorita. Por incrível que pareça, essa pode ser a realidade de muitas pessoas que consomem, mas estão longe de serem brand lovers.

No final, fica o aprendizado que nem sempre temos os brand lovers que desejamos, mas precisamos reconhecer e tratar todos bem. Como? Daí eu deixo para vocês pensarem em como e se devemos agir quando haters e lovers saem do nosso controle. Como você está lidando com os seus?

Obs.: E não se esqueça, como diria o filósofo dessa geração: “haters gonna hate”. Sendo assim, seja você, seja verdadeiro como marca e siga em frente!

Millennials brasileiros preferem experiências

52% dos millennials brasileiros preferem gastar em experiências do que em bens materiais

Novo estudo da Kantar mostra a relação dos consumidores brasileiros com as principais marcas de varejo de moda

· Apenas 23% dos consumidores brasileiros acreditam que as lojas das marcas que frequentam são centradas no cliente

· Apenas 22% consideram as marcas de varejo como uma excelente inspiração de moda

· As marcas com atendimento rápido têm 3,6 vezes mais clientes satisfeitos

· Os clientes satisfeitos estão 2,4 vezes mais dispostos a comprar produtos adicionais

Apesar de comprar na loja ser um prazer para os brasileiros, as marcas de varejo de moda ainda não aproveitam todo o potencial que uma boa experiência do cliente pode trazer. Essa é uma das conclusões do relatório A Vantagem da Experiência – Brasil, realizado pela Kantar com marcas de varejo de moda com presença no país.

O estudo entrevistou 2.785 consumidores de 10 marcas e constatou que os ambientes de varejo, on-line e off-line, são mais do que um local para comprar mercadorias, são onde as pessoas socializam, exploram, relaxam e se conectam. E os brasileiros valorizam as experiências, principalmente os jovens: 52% dos millennials preferem gastar em experiências do que em bens materiais.

Já as marcas de moda de varejo estão trabalhando para atender melhor a essas necessidades em experiência do cliente em constante evolução. Elas têm pontos fortes a seu favor: clientes experientes no uso de smartphones, altamente engajados nas mídias sociais e dispostos a gastar nas mais recentes tendências da moda.

Por outro lado, os clientes não estão satisfeitos com o atendimento na loja – apenas 23% dos consumidores brasileiros acreditam que as lojas das marcas que frequentam são centradas no cliente -, suspeitam de pagamento online e ainda desejam a gratificação instantânea de fazer compras offline.

O estudo conclui que as marcas que são centradas nos clientes trazem mais satisfação e vendas: aquelas com um atendimento rápido têm 3,6 vezes mais clientes satisfeitos e eles estão 2,4 vezes mais dispostos a comprar produtos adicionais. Elas também crescem mais. Segundo o estudo Mastering Momentum, também da Kantar, marcas que excedem altamente as expectativas dos consumidores em experiência crescem mais de 247%.

Aprendizados para empresas que querem melhorar sua CX

O relatório sobre da Kantar também lista alguns aprendizados que podem ajudar marcas a serem mais centradas em seus clientes:

1. Comunique uma promessa diferenciada de marca;

2. Inspire seus clientes por meio das redes sociais;

3. Promova a inclusão, celebrando a diversidade;

4. Crie emoções positivas durante a experiência dentro da loja;

5. Desenvolva aqueles aspectos específicos da experiência da compra online.

“Para aumentar o valor vitalício do consumidor, as marcas devem aumentar a fidelidade por meio de experiências emocionalmente envolventes, orientadas pela promessa da marca”, afirma Juliana Honda, líder de CX da divisão Insights da Kantar Brasil. “Para além dos descontos, é preciso oferecer benefícios e
experiências satisfatórias. As marcas de moda no Brasil precisam alcançar essa vantagem, já que que esses elementos vão se tornar cada vez mais importantes enquanto a economia cresce.”

A Vantagem da Experiência – Brasil está disponível para download gratuito aqui.

Fonte: Kantar – Karina Rodrigues da Silva

É melhor divulgar a marca

Estrategicamente é melhor divulgar uma marca do que centenas de produtos, diz especialista

Na era da informação, é necessário escolher o melhor canal e as ferramentas adequadas para divulgar os produtos e serviços do seu negócio.

Foto: divulgação

Você já ouviu falar na expressão “zapear”? O termo significa ficar trocando de canal constantemente, ou seja, mudar de forma rápida e repentinamente o canal de televisão ou a frequência de rádio, até encontrar algo interessante para assistir ou ouvir. Hoje em dia, a expressão ganhou as redes sociais, onde os usuários passam o feed de publicações até encontrar algo que gostem e que chamem a sua atenção.

Na era da informação, as pequenas e grandes empresas precisam otimizar o tempo para conseguir alcançar os potenciais consumidores de seus produtos e serviços. E isso não é uma tarefa fácil. O empresário e consultor em gestão de marcas, Maka Werner, explica que, estrategicamente os resultados são muito mais satisfatórios quando as empresas se voltam a divulgar a sua marca, e não, centenas de produtos. “Além do valor investido ser menor, após a fidelização de um consumidor por determinada empresa, todos os produtos acabam virando sinônimo de qualidade. Em vez de divulgar mil produtos, divulgamos apenas uma única marca”, diz.

Para isso se tornar realidade, a estratégia precisa ser pensada com muito cuidado. A escolha das melhores ferramentas e canais para divulgar uma marca, deve ser escolhida após uma série de análises, verificando tanto a estrutura interna da empresa, a capacidade de gerar conteúdo, e, também a mídia mais conveniente ao seu publico e ao tipo de conteúdo do negócio. “Muitas empresas acreditam que precisam estar em todas as plataformas, acho que isso dificulta o trabalho e acaba tomando um tempo desnecessário, onde este tipo de esforço poderia gerar um conteúdo mais adequado e profundo em outro canal”, explica Werner.

Para conquistar a atenção do público, as marcas precisam remodelar o seu modelo de propaganda. Para isso, torna-se necessário entender que os consumidores não são todos iguais. Diante disso, o Branded Content está cada vez mais em alta no mercado. “Ainda assim, as empresas precisam entender que o termo não é a nova propaganda, mas sim, uma poderosa ferramenta para auxiliar neste mix de marketing. A propaganda se reinventou muito nos últimos anos e vem se atualizando mais e mais a cada dia, disseram que ela morreu, quando na verdade ela se atualizou e ganhou novas ferramentas que vieram para somar”, comenta.

O consultor ainda destaca que o Branded Content possui uma força especial para trabalhar a relação entre os consumidores e as marcas, já que quanto mais investimentos em conteúdo, menos é necessário investir em divulgação de produtos, porém, ainda sim as empresas precisam divulgar os produtos.

Para elaborar uma estratégia para divulgar a sua marca no mercado, o especialista explica que a parte principal é ter propósito. “Não se pode mais vender apenas um produto, isso todo mundo vende. O mesmo produto que você vende, está em todas as esquinas, isso eu garanto. O que precisamos é saber vender a nossa essência, a nossa imagem. Isso precisa ser verdadeiro, ter propósito e ser real, não pode ser uma mentira. Uma padaria vende pãozinho, assim como todas as outras, mas o que te leva a ir em determinada padaria comprar aquele pãozinho? Não pode ser o pão, pois se trocarmos o paradeiro podemos fechar a padaria, certo? Precisa ser algo a mais, algo único, algo que transmita uma experiência verdadeira para seus consumidores e que tenha um propósito maior do que somente vender pãozinho”, conta Werner.

Para alcançar o sucesso e firmar o nome no mercado, as empresas precisam se comunicar mais com seus consumidores, pensarem mais em experiências do que em produtos. Isso pode ser difícil e doloroso no começo, mas, o resultado a longo prazo é mais assertivo. “As marcas precisam começar a plantar essa ”raiz” da experiência e do conteúdo de marca com propósito e posicionamento sempre alinhado ao DNA da empresa, e, desde o início, fazer um trabalho mais próximo aos consumidores que possuem a mesma essência”, revela Maka.

Para finalizar, a dica do especialista é investir na sua marca. “Ela é o bem ativo mais valioso que uma empresa possui, depois dos seus colaboradores, é claro”, conclui.

Fonte: Presse Comunicação Empresarial – Bruna Gabriela Ziekuhr

Agência em busca de um redator

A Deze7 quer um redator

A agência de Taubaté busca uma pessoa que goste de atuar com grandes clientes desenvolvendo campanhas, tenha facilidade com a escrita e queira trabalhar em um ambiente agradável e descontraído.

Para participar da seleção você precisa ter:

– Experiência de no mínimo 1 ano em redação publicitária;
– Vivência em criação de textos para campanhas/peças online e off-line;
– Pesquisa e imersão em marcas e conteúdo dos clientes;
– Copywriter;
– Criação de roteiros;
– Edição e revisão.

Ficou interessado?
Envie seu currículo para: contato@deze7.com.br

Coluna Branding: a alma da marca

Na era da informação teremos mais blanding e menos branding?

É sabido que boa parte dos especialistas indicam que as maiores marcas da atualidade tendem a perder importância ou até sumir nos próximos 10 anos. Isso se dá pelo fato da marca não conseguir ser digital. Digo ser, e não se adaptar, existe uma distância muito grande entre estas situações. O próximo passo da existência digital é não haver mais um meio digital e sim um mundo digital, onde as marcas deverão ser nativas deste modelo para terem competitividade. A chegada da internet das coisas, da inteligência artificial, da impressão 3D nas residências,da entrega por drone, tudo isto prevê modelos de negócios cuja interação estará cada vez mais por caminhos online.

Imagine a cena, uma mulher que escolhe um escarpam novo usado por uma atriz com quem se identifica, pelo vidro do seu box enquanto toma banho, assistindo a um filme. Verifica a modelagem 3D, se vendo em uma representação digital sua com o calçado, discute com uma atendente com inteligência artificial que rastreia seu perfil de compra por big data, compra por cripto moedas e recebe em 1 hora o produto em casa vindo de drone. Todas estas tecnologias aqui citadas já estão disponíveis, basta apenas que uma marca as implemente nativamente e a popularizem.

Imagem de rawpixel por Pixabay

O universo digital muito em breve assumirá o papel do maior shopping que já vimos e ocupará o espaço na vida das pessoas. Isso muda a cultura do comércio, isso muda a forma de produzir, isso muda a necessidades de empregar pessoas. Isso muda tudo.

O problema aí é que o mundo digital é tão veloz quanto fulgaz, e o trabalho de construção de marca pode aos poucos ir ficando obsoleto, para um tendência a perecividade da marca. Vejamos como exemplo a cadeia napster, torrent e o próprio Spotify. Chegaram, dominaram, explodiram como marca e perderam importância dentro de um mesmo segmento em poucos anos. São blandings, construções perecíveis de marcas e que contrapõe ao branding, como modelos de marcas criadas para não terem uma obsolescência programada. O mesmo vem acontecendo com as redes sociais Facebook com a tendência de queda e migração programada para o Instagram ou até outros.

Vejam que estas marcas são todas nativas digitais, portanto, vocês conseguem imaginar a dificuldade que possuem as marcas tradicionais para saltarem nessa direção?

Seria o fim do branding?

Vejam outro lado, notícias chamam a atenção para a volta do Mappin loja de varejo gigantesca que encerrou suas portas na década de 80 e que agora está de volta no mundo digital, usando toda uma construção de identidade física para credibilizar um serviço online. Isso não é branding?

Do meu ponto de vista o segredo desse novo mundo para a construção de marca é saber o que precisa ser construído com perenidade e também saber aproveitar aquilo que precisa ser perecível. Entender que o Branding precisará englobar o blanding e conviver com este barulho. Não acredito que o limite para essas tendências esteja claro para alguém ainda, em breve veremos aquilo que só precisa explodir por um tempo como uma tendência de moda e aquele negócio que precisa durar e ter uma promessa enraizada e profunda, ganharemos assim mais uma ferramenta na gestão de marcas.

Coluna Branding: a alma da marca

As marcas sobreviverão a era da opinião?

Pensem um pouquinho… seria possível há 20 anos alguém banalizar a autoridade de um presidente da república? Alguém questionar o valor das universidades federais? Alguém discutir a classificação biológica dos gêneros masculino ou feminino? Ou ainda, pensar diferente da certeza da circunferência da terra?

Sem entrar muito no mérito de certo ou errado deste contexto, o fato é que há uma clara deterioração das bases culturais do nosso estilo de vida.

Podemos perceber que não conseguimos mais nos ancorar em certezas, e a verdade está a cada dia mais relativizada no mundo presente, um mundo onde a opinião nos leva para onde quisermos, ou pior, para onde querem que acreditemos.

A sociedade da opinião já está instalada, sendo um reflexo da aldeia global, criada principalmente pelos meios de comunicação. Causas, efeitos e consequências são lidos agora por cada indivíduo da forma que lhe convém, não há mais um consenso que pode ser chamado de “versão oficial”. E agora, a força da “opinião pública” parece ter mais peso até que o conhecimento científico. A pós-verdade é inegável!

Neste sentido, a ciência se voltou contra ela mesma e todas as “certezas” científicas, por conta desta natureza teórica do processo embasado em tese, antítese e síntese, passam a ser desrespeitadas pela democratização da opinião.

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No “novo mundo” há um viés sofista de democracia e opinião, que oportuniza a todos o acesso ao que se pode ou não pensar como verdade, e aos poucos vai fazendo prevalecer o que a maioria consegue “compreender” impondo uma régua baixa de desconhecimento aos demais.

Então, as teses aceitas não são mais as da academia de mestres e doutores. Não acabei de dizer que se questiona até o valor da universidade!? Mas agora vale o que democraticamente é aceito entre os populares, a democratização da opinião pública.

Assim, a pergunta que faço é: Se podemos questionar até comprovações científicas, como as marcas podem garantir que não serão rapidamente questionadas? Até quando iremos conseguir conter que este fenômeno corrosivo da democratização da verdade não atinja o mercado consumidor? Como as marcas irão reagir quando essa nova onda chegar?

Esses serão os temas que conversaremos nesta coluna nos próximos meses deixem seus comentários e opiniões. Afinal elas tem muita importância na nova sociedade!

Coluna “Discutindo a relação…”

Parabéns, Natura

Já há algum tempo que venho defendendo – em textos, conversas e palestras – que as marcas devem se posicionar. Devem assumir um propósito, uma causa. Claro que esse posicionamento e/ou propósito deve estar alinhado aos valores da marca. Mais que isso: deve ser verdadeiro. Deve ser  estar alinhado às práticas da empresa/marca/produto.

Assumir uma postura clara e defender abertamente um ponto de vista nem sempre é fácil. Ainda mais em terrras brasilis nos dias atuais. O momento é de antagonismo, de pouca tolerância, de nós contra eles e etc.

Tal cenário só reforça a coragem da Natura. A marca colocou no ar na última segunda-feira (13), a nova campanha da linha de maquiagem Coleção do Amor. Alguns internautas apoiaram a proposta de inclusão da marca enquanto outros criticaram fortemente a veiculação de propagandas com casais lésbicos. A ação faz foco no Dia dos namorados.

A peça principal da campanha, um vídeo de 1m22s divulgado no canal do YouTube da marca, mostra casais de lésbicas trocando beijos e reforça o apoio da marca à causa LGBT. Três casais aparecem e na legenda da publicação, a Natura afirma que a coleção “Faces é para todos, o amor também”.

A revista Exame publicou: “No Twitter, a hashtag #BoicoteNatura amanheceu entre o assuntos mais comentados da rede social no Brasil. Usuários repudiaram a campanha, afirmando que “a propaganda foi desnecessária”, não respeita a “família tradicional brasileira” ou que o público da marca é majoritariamente composto por mulheres conservadoras.” Veja a matéria completa aqui.

A marca permanece firme em seu propósito e declarou acreditar “no valor da diversidade”. Ao assumir um claro propósito a marca deve desagradar parte da população, sem dúvida. Mas ganha muitos pontos positivos com aqueles consumidores que se identificam com a causa.

Vimos exemplos recentes de posicionamentos que geraram controvérsia em campanhas da Nike (com o atleta Kaepernick) e da Gillete (que debateu a ideia de masculinidade tóxica). Veja mais sobre essas campanhas aqui e aqui.

Vamos ver até que ponto estratégias ousadas e corajosas como a da Natura seguirão surgindo no cenário da propaganda brasileira.

Eu só posso aplaudir e dar parabéns ao anunciante. Longa vida às marcas e aos posicionamentos corajosos!

Coluna Propaganda&Arte

Resiliência: a palavra da moda tem muito a dizer sobre você

Esta capacidade de se moldar a qualquer situação é louvável. Primeiro, porque demanda treinamento e musculatura exemplares. Depois, porque vai muito além do aspecto físico, estou falando da resiliência emotiva, mental, energética e, quiçá, espiritual.

Resiliência foi a palavra mais pesquisada no Google (Brasil e Portugal) em 2015, o que
demonstra que apesar de muitos já nascerem resilientes, só fomos aprender seu significado poucos anos atrás. (Valeu, Google!)

Qual a importância de ter consciência daquilo que se é?

Se você é resiliente, ótimo. Seus costumes e sua postura no trabalho, em casa, numa
situação adversa, vão continuar assim. Agora, se você toma consciência que possui esse atributo, pode intensificá-lo. E isso serve para qualquer conceito, qualidade ou defeito seu (daí você não intensifica, mas suaviza).

Ao identificar algo, você traz para uma área consciente do cérebro, pode melhorar ou
tirar o foco daquilo que não interessa. Afinal, quanto mais nos conhecemos, e isso faz parte do autoconhecimento, você poderá organizar e administrar suas ações e reações melhor.

Será que você precisa trabalhar a paciência ou a resiliência?

Não se cobre mais do que irá aguentar, vá com calma. Ser resiliente pode ser algo nato
ou aprendido, então veja só.

Bruce Lee, em uma de suas belas passagens, fala que gostaria de ser como a água, que se molda a situações com perfeição. Num copo de água, por exemplo, ela está na forma do copo, e logo se ajusta para sair de lá para qualquer outro local, em um movimento perfeito, adaptando-se e até ferindo o seu oponente, se ela for direcionada com a intensidade e potência necessárias, vide os cortadores industriais que conseguem, através de jatos de água, cortar perfeitamente chapas de metal.

A comparação com a natureza é fundamental, pois desde quando começamos a andar
sob duas pernas, nós gostamos de nos comparar com aquilo que mais se parece com a gente.

Os animais e as outras formas de vida sempre foram inspirações, afinal estamos todos
juntos nessa. Somos diferentes tipos de combinações celulares, moleculares, atômicas, mas somos todos tipos específicos de seres vivendo e convivendo numa mesma frequência espectral, vibracional e energética que nos permite existir e interagir, para o bem ou para o mau, mas nos modificando para evoluir sempre.

Resiliência talvez seja a peça fundamental da evolução.

Os mais resilientes conseguiram fugir dos ursos e animais ferozes que os atacaram,
dando a volta por cima e atacando-os.

Os mais resilientes decidiram se arriscar em uma situação diferente, ao encontrar uma
fogueira ou uma árvore pegando fogo após um raio acertá-la.

As reações mais comuns seriam as mais cômodas: fugir, evitar, não prestar atenção, menosprezar, desviar, despistar ou deitar e dormir em sua caverna escura e segura. Essa não era uma postura resiliente, não mesmo. E não estamos falando apenas de coragem, pois aqueles que se atiravam na boca do tigre também não sobreviviam para contar a história, nem representavam um ser evoluído, pois não deixava prole.

Os resilientes, todavia, cientes de suas capacidades, agiam na hora certa, usavam a pressão do momento para ter a atitude certa, mudavam até seus próprios conceitos e compreensões: aprendendo algo novo com humildade, sentindo a pancada, mas se levantando com ânimo, como se não fosse o fim da linha.

Você tem vontade de se transformar e evoluir todo dia?

Esse tipo de atitude precisa ser parte da conduta dessa pessoa que se diz “resiliente” no currículo. Caso contrário, será apenas mais uma palavra da moda, que todos querem ter e pendurar em suas vitrines de habilidades, mas que poucos realmente são.

Resiliência é uma mistura de resistir com paciência, claro, numa interpretação minha e não etimológica. Uma versão muito mais poética do que qualquer coisa. Até porque sua origem etimológica tem muito mais a ver com a minha história aqui citada: resiliens, do latim, saltar para trás, voltar… tá aí! Pronto, se um tigre, leão ou urso aparecer na sua frente, seja no trabalho, em casa ou no seu dia a dia, já sabe o que fazer. Salte para trás, mas não fuja, saiba que para sobreviver, cedo ou tarde, você vai precisar abater esse problema. Começando pelos seus próprios medos.

As marcas de hoje são resilientes?

Agora, deixando de lado essa parte de autoajuda (que eu acho muito importante, sem ser clichê), podemos voltar o tema para as marcas e empresas que enfrentam suas próprias provas, crises e desafios.

Algumas são resilientes sim, aprendem e evoluem. Outras preferem evitar o confronto e perdem uma grande oportunidade de crescer. No futuro, só marcas resilientes, que se adaptam às mudanças, poderão sobreviver e, acredite, pessoas resilientes farão parte da equipe.

Se você chegou até o fim deste texto, saiba que você foi resiliente. Poucos resistem a uma leitura mais longa e logo que veem um texto maior, fogem. Parabéns! Agora talvez seja a hora de pensar: na sua vida, você tem sido resiliente também? Você está preparado para “saltar para trás”, mas sem fugir e sim para enfrentar com mais preparo e foco os desafios?

Prevejo muitos leões para matar nos próximos anos. Grandes amigos da tribo, preparem-se para a luta.

O que é importante para o novo varejo?

Tecnologia e fator humano no novo varejo

*por Fabrizzio Topper

O que não falta na maior e mais importante feira de inovação e tendência de varejo, como a NFR – National Retail Federation – é tecnologia sofisticada e cada vez mais intuitiva, tendências que fazem toda diferença para o varejo.

Em tecnologia, os cinco sentidos vão proporcionar experiências interessantes ao consumidor, tanto nas plataformas de venda online (ecommerce e marketplaces) como na loja física. Sem entrar em detalhes técnicos, vamos abordar o uso da tecnologia sob o ponto de vista de fidelizar e satisfazer o consumidor e melhora a performance comercial das marcas.

Imagem: Pixabay

As novas tecnologias enriquecem a experiência por meio da inclusão de interações digitais que melhoram a experiência. De forma cognitiva, imersiva e tecnológica, o novo varejo digitalizado promete entregar experiências reais, completando a lacuna de anseios dos mais diferentes e exigentes shoppers (consumidores).

A tecnologia em conjunto com interfaces digitais amigáveis permitirá a customização em tempo real de forma escalável e ágil para produtos, serviços e experiências. Isso é muito relevante quando queremos proporcionar um ambiente de dados para captação de imputs (informação) do consumidor e da equipe, não só da venda, mas de toda a jornada de compra. Por isso, a implantação de melhorias digitais ou estruturais precisarão acontecer em ciclos cada vez menores, explorando o modelo de MVPs que reduzam o “time to market” e acelerando a curva de aprendizado. A velocidade de processamento de dados passa a ser um desafio e precisa estar acessível para toda a operação, basicamente em tempo real, para reduzir o atrito e permitir a personalização de abordagem.

Tudo deve ser capaz de gerar dados ou não deveria ser realizado, caso contrário não poderá ser otimizado e refinado até o estado da excelência entre valor gerado e custo versus complexidade reduzida e melhor rentabilizada, mas pirotecnia digital e tecnológica ou lojas experiência que não reforcem e ampliem a conversão comercial direta ou indiretamente não fazem sentido, qualquer ponto de contato deve se certificar que captou o consumidor para a base para construção de uma jornada estruturada, que possibilite atingir a conversão comercial ou entendimento do que deu errado.

Quanto mais a tecnologia estiver nas mãos dos vendedores, fornecendo dados que melhorem o posicionamento na loja, a abordagem e o apoio para a construção da venda para verificar estoque, preço e informações de produto instantaneamente melhor.

O consumidor precisa sentir que valeu a pena comprar e ter a percepção de valor da marca. Entendo que o varejo de ponta internacional não tem mais fronteiras quando o tema é consumidor na era digital.

*Fabrizzio Topper, professor, consultor, empreendedor e cientista de consumo da era digital.

Fonte: Vera Moreira Comunicação – Assessoria de Imprensa