A importância da humanização das marcas

Em um momento online e robotizado, especialista em branding fala sobre a importância de aproximar as marcas dos clientes para torná-los fiéis

Em um momento em que a robotização e o online estão tomando conta da vida das pessoas, a ideia de humanizar uma marca para torná-la mais acolhedora, adaptada ao seu público de maneira próxima, humana e, principalmente compreensiva, é essencial. Isso significa que a humanização das marcas busca aproximá-las dos clientes por meio de sentimentos, desejos e expectativas.

A internet é um novo mundo de oportunidades e vendas. Tudo passou a ser mais acelerado. “As marca aprenderam a utilizar as plataformas e ferramentas para mapear, monitorar e acompanhar cada passo dos consumidores, e souberam utilizar muito bem as informações para apresentar ofertas cada vez mais micro-direcionadas para os desejos do público, porém, pouco se pensava em detalhes, como por exemplo, as necessidades dos clientes”, conta o especialista em Branding, D.J. Castro, da Nexia Branding.

O especialista explica que cada detalhe é essencial. “As marcas precisam compreender até que ponto podem obter dados das pessoas e restabelecer relações mais humanizadas com elas. Não é necessário abandonar os sistemas de automatização de marketing, mas é imprescindível redimensionar a comunicação para a escala humana, um a um. As pessoas merecem se sentir ouvidas e compreendidas para se tornarem fiéis”, explica.

Humanizar uma marca é aproximá-la do humano, com sentimentos, desejos e expectativas, pode parecer óbvio, mas não é. Castro explica que a necessidade de empatia, consumidor e marca, não surge da noite para o dia, é uma construção. “Dá-se em cada momento de contato, seja no ato da compra ou em qualquer outra ação cotidiana em que a marca é lembrada, é fazer com que a compra seja mais do que apenas de um produto ou serviço, tornando a empatia real, com carinho, afeto e cuidado, ou seja, tocando o coração do cliente”, relata.

De acordo com o especialista, a abordagem das marcas deve buscar se reconectar com a sua essência. “Retomar um contato mais próximo e acessível e deixar um pouco de lado os excessos do passado recente. É uma grande oportunidade para reiniciar as relações com as pessoas, deixando claro o respeito pelas informações, e reconquistando o espaço, passo a passo”, conta.

“As marcas que optarem por esse caminho mais humano, poderão se beneficiar da boa vontade das pessoas que procuram uma conexão mais íntima com a marca, e estas sim vão consentir, de forma consciente, o uso de suas informações para criar experiências melhores. As pessoas querem ter um caso de amor com as marcas, mas é preciso ter respeito nessa relação”, finaliza D.J. Castro.

Fonte: Presse Comunicação Empresarial – NATHÁLIA HEIDORN

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Coluna Propaganda&Arte

Você precisa falar com os haters mais do que com os brand lovers?

Você já deve ter ouvido falar do termo “haters”? Possivelmente sim, pois o termo é muito difundido no universo das redes sociais como aquelas pessoas que seguem você apenas para denegrir sua imagem, xingar ou criticar duramente. (com ou sem razão).

Os brand lovers, por sua vez, são os queridinhos da marca, quem protege e defende você de graça. O que às vezes acontece é que nem sempre queremos tê-los ou não lidamos com eles. Quer ver provas disso?

Bem me quer ou mal me quer: como as marcas estão lidando com os Haters?

Com a exposição das marcas nas redes sociais (aquelas que se aventuraram nesse caminho sem volta), vem tem a enxurrada de críticas e alguns elogios. Quem se coloca no meio digital precisa saber se planejar para se comunicar com pessoas de diferentes origens e intenções.

Imagem de Gerd Altmann por Pixabay

Os trolls são aqueles internautas que não querem contribuir em nada na construção da sua marca, estão criticando ou falando coisas aleatórias apenas para confundir. Com esse público, é quase impossível conversar.

Os haters podem ter várias origens e a forma que você vai lidar com ele, pode definir o seu sucesso na rede. Um bom exemplo são os cases de Burguer King, Skol, Chevrolet e Sprite.

De Burguer King a Chevrolet, quem está falando dos seus haters sem medo?

No primeiro caso, a rede de fast-food percebeu uma série de críticas sobre um comercial de vídeo que mostrava um trisal, ou seja, um tipo de casal com três pessoas.

O poliamor, que fora criticado, se transformou em poliamigos, fazendo uma sátira e tirando com bom-humor um assunto importante que é o respeito das diferenças.

A Skol já recebia suas críticas dos haters pontualmente, mas ao invés de não escutar, apagar os comentários ou simplesmente “xingar muito no Twitter” a marca resolveu abraçar esses pedidos, colheu todas as reclamações dos produtos e lançou uma cerveja Puro malte, feita para “haters” e pelos “haters”.

Outra empresa que entendeu bem o ambiente digital foi a Chevrolet que apresentou seu novo carro com comentários dos clientes, tentando entender suas intenções e aproveitar o que era válido em um novo produto para mostrar que todo comentário, negativo ou positivo, pode ser um insight para uma melhoria.

Já a Sprite, apresentou um homem, profissional de pole dance que precisa conviver com diversos comentários na internet, de todo tipo: invalidando aquilo que ele faz ou simplesmente sendo preconceituoso. A marca se aproximou da situação e mostrou sua postura, mostrou seu DNA. Tudo a ver como momento de valorização do propósito das marcas que estamos vivendo.

Brand lover indesejado: a sociedade é mesmo incontrolável

Você já percebeu que se posicionar nas redes sociais é complicado. Sempre temos que conter crises, saber ser transparente e lembrar dos objetivos da marca. Se você estiver fazendo algo fora disso, sendo hipócrita em algum momento, as pessoas vão cobrar. Assim, nascem muitos haters, pessoas que dedicam seu tempo e saúde para expor raivas, injustiças ou incompreensões ligadas a sua marca. Mas nem todo brand lover, ou amante da sua marca, pode te proteger desse cenário. Na verdade, o próprio brand lover pode ser um problema. Sabe como?

Veja a nova onda de moda “outfit”. Não são apenas roupas de marca caras e com foco no público urbano e jovem (até adolescente), estamos falando de uma grande tendência que vai conversar com públicos além da classe A, que deveria ser o público-alvo.

Precisamos ir além do público-alvo, haters e brand lovers

As marcas de luxo são um bom exemplo de quando seu público-alvo nem sempre é o grande brand lover. Às vezes, a classe C está mais ligada a uma marca cara do que a classe B ou até A.

Essa busca por status pode gerar brand lovers indesejados, pois essa camada poderá se esforçar para comprar algo original ou fomentar o comércio de réplicas ou falsificados. Mas será que isso é ruim? A marca quer vender não importa para quem?

Nem sempre. Acho que como todo publicitário e “marketeiro” de plantão, precisamos entender as relações da sociedade como algo caótico que merece estudo e ações pontuais. Por exemplo, o crescimento do consumo de classes menores pode sim movimentar altos valores de marcas de luxo, mas nunca esse será o foco da marca, pois ela preza por outros elementos, um estilo que vai muito além da roupa. Na verdade, a roupa acaba sendo um acessório, muitas vezes de menor fidelidade para uma classe maior. Ela tem tantas marcas de luxo que não elege uma favorita. Por incrível que pareça, essa pode ser a realidade de muitas pessoas que consomem, mas estão longe de serem brand lovers.

No final, fica o aprendizado que nem sempre temos os brand lovers que desejamos, mas precisamos reconhecer e tratar todos bem. Como? Daí eu deixo para vocês pensarem em como e se devemos agir quando haters e lovers saem do nosso controle. Como você está lidando com os seus?

Obs.: E não se esqueça, como diria o filósofo dessa geração: “haters gonna hate”. Sendo assim, seja você, seja verdadeiro como marca e siga em frente!

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A força da experiência

Como fazer experiências que impactem o público

por Josué Brazil

Na semana passada estive envolvido em dois eventos de comunicação: a quadragésima semana de comunicação (Secom) do departamento de Comunicação Social da Unitau e o Fest’up Tendências 2019, promovido pela APP (Associação dos Profissionais de Propaganda).

Foi uma verdadeira enxurrada de conhecimentos! Uma quase overdose…

Dentre os muitos conteúdos com os quais tive contato gostaria de dividir aqui o que vi e ouvi na palestra de Alexandre Mutran, gerente de comunicação regional da Rede Globo, no Fest’up. Alexandre é responsável por uma série de eventos da emissora. E sua palestra tratou de Design de Experiências.

Alexandre Mutran

De acordo com ele há marcas que já trazem a experiência em seu DNA ou como parte integrante e natural de sua operação (caso das companhias aéreas, por exemplo). Outras marcas/empresas não têm essa característica natural. Então precisam desenhar experiências para se aproximar mais de seus públicos.

Pessoas devem ser protagonistas

Mutran disse que as experiências são importantes pois estimulam os cinco sentidos das pessoas e que uma experiência bem desenhada aumenta o envolvimento e cria memória afetiva. Também afirmou que protagonismo (das pessoas) é mais forte do que participação apenas. Então é preciso gerar experiências onde as pessoas sejam protagonistas.

Para ele o design de experiências deve ser desenvolvido em torno de cinco pontos: arquitetura (criação e desenvolvimento do espaço onde ocorrerá); comunicação visual (dar uma “cara” adequada à experiência); desenho industrial (mobiliário, objetos, soluções de uso e operação etc) e dramaturgia (contar uma história, storytelling).

O peso da dramaturgia na construção da experiência

Em relação à dramaturgia – e partindo da longa experiência que a Rede Globo tem da área – ele destaca outros pontos importantes:

  • narrativa;
  • personagens;
  • conflito;
  • cenários;
  • figurinos;
  • trilha sonora;
  • iluminação;
  • efeitos.

Finalizando, Alexandre ressalta que devemos nos atentar a duração da experiência, entender que apenas cenário não resolve e que devemos equacionar as necessidades do mercado à vontade do público.

Reverberar

E também muito importante: reverberação. A experiência acontece para um número limitado. É preciso expandi-la para muitos e muitos através de múltiplas plataformas. Desse modo as pessoas sentirão uma parte da experiência e terão vontade de participar numa próxima edição.

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Coluna Propaganda&Arte

Resiliência: a palavra da moda tem muito a dizer sobre você

Esta capacidade de se moldar a qualquer situação é louvável. Primeiro, porque demanda treinamento e musculatura exemplares. Depois, porque vai muito além do aspecto físico, estou falando da resiliência emotiva, mental, energética e, quiçá, espiritual.

Resiliência foi a palavra mais pesquisada no Google (Brasil e Portugal) em 2015, o que
demonstra que apesar de muitos já nascerem resilientes, só fomos aprender seu significado poucos anos atrás. (Valeu, Google!)

Qual a importância de ter consciência daquilo que se é?

Se você é resiliente, ótimo. Seus costumes e sua postura no trabalho, em casa, numa
situação adversa, vão continuar assim. Agora, se você toma consciência que possui esse atributo, pode intensificá-lo. E isso serve para qualquer conceito, qualidade ou defeito seu (daí você não intensifica, mas suaviza).

Ao identificar algo, você traz para uma área consciente do cérebro, pode melhorar ou
tirar o foco daquilo que não interessa. Afinal, quanto mais nos conhecemos, e isso faz parte do autoconhecimento, você poderá organizar e administrar suas ações e reações melhor.

Será que você precisa trabalhar a paciência ou a resiliência?

Não se cobre mais do que irá aguentar, vá com calma. Ser resiliente pode ser algo nato
ou aprendido, então veja só.

Bruce Lee, em uma de suas belas passagens, fala que gostaria de ser como a água, que se molda a situações com perfeição. Num copo de água, por exemplo, ela está na forma do copo, e logo se ajusta para sair de lá para qualquer outro local, em um movimento perfeito, adaptando-se e até ferindo o seu oponente, se ela for direcionada com a intensidade e potência necessárias, vide os cortadores industriais que conseguem, através de jatos de água, cortar perfeitamente chapas de metal.

A comparação com a natureza é fundamental, pois desde quando começamos a andar
sob duas pernas, nós gostamos de nos comparar com aquilo que mais se parece com a gente.

Os animais e as outras formas de vida sempre foram inspirações, afinal estamos todos
juntos nessa. Somos diferentes tipos de combinações celulares, moleculares, atômicas, mas somos todos tipos específicos de seres vivendo e convivendo numa mesma frequência espectral, vibracional e energética que nos permite existir e interagir, para o bem ou para o mau, mas nos modificando para evoluir sempre.

Resiliência talvez seja a peça fundamental da evolução.

Os mais resilientes conseguiram fugir dos ursos e animais ferozes que os atacaram,
dando a volta por cima e atacando-os.

Os mais resilientes decidiram se arriscar em uma situação diferente, ao encontrar uma
fogueira ou uma árvore pegando fogo após um raio acertá-la.

As reações mais comuns seriam as mais cômodas: fugir, evitar, não prestar atenção, menosprezar, desviar, despistar ou deitar e dormir em sua caverna escura e segura. Essa não era uma postura resiliente, não mesmo. E não estamos falando apenas de coragem, pois aqueles que se atiravam na boca do tigre também não sobreviviam para contar a história, nem representavam um ser evoluído, pois não deixava prole.

Os resilientes, todavia, cientes de suas capacidades, agiam na hora certa, usavam a pressão do momento para ter a atitude certa, mudavam até seus próprios conceitos e compreensões: aprendendo algo novo com humildade, sentindo a pancada, mas se levantando com ânimo, como se não fosse o fim da linha.

Você tem vontade de se transformar e evoluir todo dia?

Esse tipo de atitude precisa ser parte da conduta dessa pessoa que se diz “resiliente” no currículo. Caso contrário, será apenas mais uma palavra da moda, que todos querem ter e pendurar em suas vitrines de habilidades, mas que poucos realmente são.

Resiliência é uma mistura de resistir com paciência, claro, numa interpretação minha e não etimológica. Uma versão muito mais poética do que qualquer coisa. Até porque sua origem etimológica tem muito mais a ver com a minha história aqui citada: resiliens, do latim, saltar para trás, voltar… tá aí! Pronto, se um tigre, leão ou urso aparecer na sua frente, seja no trabalho, em casa ou no seu dia a dia, já sabe o que fazer. Salte para trás, mas não fuja, saiba que para sobreviver, cedo ou tarde, você vai precisar abater esse problema. Começando pelos seus próprios medos.

As marcas de hoje são resilientes?

Agora, deixando de lado essa parte de autoajuda (que eu acho muito importante, sem ser clichê), podemos voltar o tema para as marcas e empresas que enfrentam suas próprias provas, crises e desafios.

Algumas são resilientes sim, aprendem e evoluem. Outras preferem evitar o confronto e perdem uma grande oportunidade de crescer. No futuro, só marcas resilientes, que se adaptam às mudanças, poderão sobreviver e, acredite, pessoas resilientes farão parte da equipe.

Se você chegou até o fim deste texto, saiba que você foi resiliente. Poucos resistem a uma leitura mais longa e logo que veem um texto maior, fogem. Parabéns! Agora talvez seja a hora de pensar: na sua vida, você tem sido resiliente também? Você está preparado para “saltar para trás”, mas sem fugir e sim para enfrentar com mais preparo e foco os desafios?

Prevejo muitos leões para matar nos próximos anos. Grandes amigos da tribo, preparem-se para a luta.

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Coluna “Discutindo a relação…”

O que as pessoas pensam ou o que as pessoas sentem?

Coincidiu de a minha coluna cair exatamente no Dia do Consumidor. Sim, hoje, 15 de março, é o Dia do Consumidor. E a primeira coisa que me veio a cabeça é o discurso predominante atualmente no mundo da comunicação e do marketing que afirma que devemos, sempre, nos lembrar de que o consumidor é uma pessoa. É gente. Como a gente.

Longe de ser só uma expressão ou conceito “modinha”, entender que o lado humano das relações comerciais (e de comunicação comercial por consequência) é muito importante tornou-se algo obrigatório e fundamental. E para entender gente temos que lembrar que pessoas são movidas por razão e emoção. O tempo todo! Toda hora!

Então eu pergunto: é mais importante saber o que as pessoas pensam ou o que as pessoas sentem?

Difícil responder…

Em seu capítulo sobre planejamento para o livro “Tudo que você queria saber sobre propaganda e ninguém teve paciência para explicar”, o grande e inesquecível mestre Julio Ribeiro afirma: “Depois de muitos anos e uma centena de pesquisas, tenho constatado que, em geral, as pessoas não sabem por que fazem as coisas, mas sabem como se sentem fazendo. Acho mesmo que a maneira como as pessoas se sentem fazendo determinada coisa é mais importante do que a coisa em si.”

O grande publicitário e mestre do planejamento, Julio Ribeiro

Tendo a concordar com o mestre Julio Ribeiro. Compreender o que as pessoas sentem é mais importante do que tentar descobrir o que elas pensam. O lado mais humano, pessoal e próximo de um ser humano está ligado aos seus sentimentos. Conectar-se a seus sentimentos pode gerar muita empatia e engajamento.

Não por acaso ouvi recentemente que uma das métricas mais importantes e decisivas no mundo da comunicação e do marketing será, pasmem, o batimento cardíaco. Sim, o bater de nosso coração. Ele poderá ser medido através da Internet das Coisas (IoT), ou seja, através da troca de informações entre gadgets e, provavelmente um wearable (tecnologia vestível). Ao medir o batimento cardíaco das pessoas em determinadas situações e momentos podemos saber como elas estão se sentindo. E então entregar uma experiência mais bacana para esse consumidor…ops, para essa pessoa.

Smartwatchs, um exemplo de wearable

Dois outros conceitos têm muita relação com a questão de entender pessoas e atendê-las bem. Vejamos:

Dor(es) do consumidor – Todos temos conflitos e necessidades. Nossas dores. Trata-se aqui de descobrir e analisar o que aflige as pessoas em seu dia a dia, em seu cotidiano. De saber quais pequenos (ou grandes) conflitos uma marca/empresa/serviço/produto pode atenuar, evitar/prevenir ou mesmo resolver.

Pontos de paixão – trata-se exatamente de tentar descobrir e entender o que move as pessoas do ponto de vista emocional, subjetivo. O que elas amam? A que elas se entregam sem entender muito bem porque se entregam? Conectar-se aos pontos de paixão é tão ou mais decisivo de que atenuar ou resolver suas dores.

Em artigo para a Meio&Mensagem dessa semana, Gabriela Fernandez (estrategista da Today) escreve que “…um produto por si só pode não solucionar a necessidade do consumidor. Porque hoje a busca é por novas experiências.”

E mais a frente, no mesmo texto, também afirma: “Somos obrigados a deixar de lado a perspectiva racional, onde os resultados eram medidos com números de vendas e relatórios cheios de gráficos, para algo mais profundo. Estamos falando sobre mensurar sentimentos, percepções imediatas e frustrações.”

Bacana, né?! Eu curti muito. No fim fica mesmo a lição: temos que entender pra valer de gente. Temos que gostar de gente. Temos que pensar (e sentir) e propor um mundo para as pessoas. E isso passa pelo consumo, é óbvio.

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Transformação digital começa pelas pessoas

A digitalização começa com as pessoas

Romi Schneider*

A transformação digital está em todos os lugares, nas empresas com o uso da Nuvem e tecnologias exponenciais pensadas para dar mais eficiência operacional e também na nossa vida pessoal, com a popularização do smartphone, que mudou a forma como assistimos filmes, nos locomovemos, estudamos, pedimos comida, enfim, como nos relacionamos com as pessoas e com mundo. Isso mostra que já vivemos na Era Digital e toda essa transformação só foi possível porque mudamos nossos hábitos. Sabe aquele ditado que diz: “o mundo muda quando a gente muda”? É isso.

O aplicativo de trânsito só ganhou popularidade porque as pessoas perceberam seu benefício e passaram a usá-lo efetivamente. Caso contrário, seria só mais um app que deixaria de existir. Levando esse contexto para o mundo corporativo, precisamos ter em mente que a jornada de transformação digital é mais sobre pessoas do que sobre tecnologia, por isso é fundamental olhar para a gestão do capital humano antes mesmo da escolha das soluções. Porque quando as pessoas percebem o valor de uma determinada coisa, elas a incorporam na sua rotina.

Na criação de uma cultura digital, colocar o colaborador no foco da inovação é fundamental. Ter um ambiente inspirador, que estimule a integração, com certeza acelera o processo da transformação. Pense bem, dentro da sua empresa todos têm liberdade para discutir ideias e compartilhar conhecimento? Se a resposta for não, pare tudo e repense a sua essência. A vivência do colaborador dentro da organização é uma extensão da sua vida pessoal – lembre-se, a digitalização só ganhou impulso com a vontade das pessoas de trocarem informações e se conectar umas com as outras.

Outro ponto é o investimento na capacitação das pessoas, mostrar o valor da tecnologia para a rotina delas é importante a fim de deixá-las à vontade na hora de usar as ferramentas no seu dia a dia, tornando isso um hábito. Mas, acima de tudo, é essencial ouvi-las antes de tomar qualquer decisão. Será que o software que você está comprando é mesmo necessário? O que os seus colaboradores querem para deixar suas atividades mais ágeis e produtivas?

Concluindo, só existe transformação de pessoas, se aliada à mudança tecnológica. Os gestores precisam caminhar juntos com suas equipes e entenderem que esse desafio é de todos, não apenas do time de TI. E o mais importante, a liderança precisa impulsionar iniciativas, ninguém segue uma filosofia se o próprio líder não crer nela. A tecnologia é uma ferramenta que sem o fator humano extraindo o melhor dela, deixa de fazer sentido. Uma iniciativa bem-sucedida está centrada nas pessoas e não apenas em tecnologia.

*Romi Schneider é Diretora da área de Pessoas da Mandic Cloud Solutions.

Fonte: RMA Comunicação – Tamyres Scholler

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Coluna “Discutindo a relação…”

Novas expectativas, novas entregas

Vivemos definitivamente um tempo em que fazer propaganda e comunicação “feijão com arroz”, mesmo que bem feita, funciona cada vez menos.

Pesquisas e estudos indicam que as pessoas demonstram cada vez mais resistência a uma comunicação escancaradamente comercial. E também rejeitam a propaganda tradicional e interruptiva – aquele que se intromete e interrompe um determinado conteúdo ou programação.

As marcas e a propaganda tradicional estão desgastadas. Motivar, persuadir e convencer pessoas está cada vez mais complicado e difícil. O consumidor atual é cético em relação às formas tradicionais de propaganda.

É preciso que marcas e agências de comunicação estejam atentos a propósitos e causas verdadeiras que sejam detonadoras de ganhos e conquistas sociais para as pessoas. As marcas devem pensar não apenas em vender mais, mas sim em como podem melhorar a vida das pessoas.

Um bom exemplo de como buscar soluções que associem ideias, marcas e propósitos é a ação da Sansung que reuniu crianças que queriam muito jogar futebol e trouxe ninguém mais ninguém menos do que o treinador da seleção brasileira para treiná-los. A ação é na verdade uma websérie chamada “Samsung é Mais Jogo” e foi criada pela agência Cheil Brasil.

Confira nesta matéria do Reclame:

Confira os bastidores de criação da websérie "Samsung é Mais Jogo", da agência Cheil Brasil para Samsung Brasil

A Samsung lançou recentemente a websérie "Samsung é Mais Jogo", dando continuidade ao trabalho que vem fazendo no Brasil dentro do novo posicionamento global "Do What You Can't". Criada pela agência Cheil Brasil e produzida pela BigBonsai, os três filmes contam uma história real de um grupo de crianças que antes eram preteridas pelos colegas na hora de jogar futebol, mas que agora serão treinadas pelo técnico Tite.Confira todos os detalhes dos bastidores de criação da campanha que o RECLAME trouxe para você!

Posted by RECLAME on Friday, June 8, 2018

Os profissionais de marketing, comunicação e branding devem estar atentos ao fato de que a tecnologia não deve ser um fim, mas um meio para promover a felicidade e o progresso das diversas camadas da população. Usar a tecnologia para associar a sua marca à solução das dores dos consumidores, ou seja, resolver ou atenuar problemas reias e cotidianos.

As pessoas querem se sentir pessoas. O caminho é esse. Promover causas e pessoas. E não marcas e produtos apenas. O crescimento de ações focadas em causas sociais é destacada nesta matéria da Meio&Mensagem.

Fiquemos atentos! Os consumidores (as pessoas) querem ações diferenciadas de comunicação e um novo papel das marcas.

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Coluna “Discutindo a relação…”

Um mundo digital requer empresas e negócios digitais

O digital está aí pra todo mundo ver. E usar! É inquestionável. É presente, real e atual. Muito têm se falado em transformação digital. Todos os setores, indústrias, serviços, varejo, enfim, negócios e atividades dos mais diversos e diferentes segmentos de atuação serão obrigados a buscar soluções e ferramentas digitais.

É um caminho sem volta.

Um caminho que, de acordo com Tushar Parikh, head aqui no Brasil da Tata Consultancy Services (um dos importantes braços de TI do grupo indiano Tata Motors) passa obrigatoriamente por cinco ferramentas que serão o pilar de toda transformação digital: cloud, big data, inteligência artificial, robótica e social media.

Eu incluiria aí – principalmente na área de marketing e comunicação – os aplicativos. Afinal de contas, como costumo brincar com meus alunos e amigos, há um app pra tudo e se ainda não existe um app para determinado fim alguém irá criá-lo na próxima hora. Eles são úteis para os consumidores. E utilidade é algo que pode alavancar a presença de qualquer marca no coração e na cabeça das pessoas.

Aplicativos e mídias sociais têm sido, na minha opinião, ferramentas cada vez mais presentes e decisivas para clientes/anunciantes em todos os segmentos. Outra coisa que está afetando (e alterando) as relações de negócios pra valer são os chatbots ou assistentes virtuais. Fique de olho nesse caminho.

O fato é que se nem todas as empresas estão prontas para se transformarem digitalmente, boa parte delas está mergulhando de cabeça. E obrigando outras (concorrentes diretos e indiretos) a se lançar na mesma rota. Tomar a decisão de se digitalizar pra valer já é vencer uma importante etapa.

E depois?

Depois deve vir investimento e bastante disposição e boa vontade, além, é claro, de uma bem definida estratégia. A partir deste momento três coisas são fundamentais: pessoas, processos e tecnologia. Podemos chamar isso de três eixos da digitalização.

Em relação às pessoas é preciso saber quais membros de sua equipe estão prontos, motivados e aptos para a mudança digital. Eles têm expertise?

Já com os processos o foco deve estar na tomada de decisão baseada em dados. Business intelligence e big data são áreas que devem ser valorizadas para refinar processos.

E, por último, a tecnologia. Que recursos tecnológicos a empresa lançara mão para adentrar de vez no mundo digital? Adotar a tecnologia adequada é fundamental para conduzir a empresa à digitalização de processos.

E você que atua em marketing e comunicação… Já pensou como pode colaborar para que a empresa em que trabalha ou para as quais presta consultoria/serviços possa(m) fazer sua transformação digital? Pense nisso. É decisivo! É pra já!

Obs.: Com dados de matéria de capa da Revista Consumidor Moderno n°225, junho de 2017.

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Coluna {De dentro pra fora}

Uma pausa para as pessoas

vitor-2016

Entre tanta correria, a gente acaba se esquecendo de coisas simples. Um exemplo? Comunicação é feita para pessoas. Não adianta nada você desgastar as relações para fazer aquela campanha linda ou para não perder o prazo. Se está desgastando uma relação, já começou errado.

E isso pode ser a relação cliente-agência, a relação redator-diretor, a relação atendimento-criação ou qualquer outra relação. Vivemos correndo e acabamos esquecendo que somos pessoas trabalhando por/para pessoas. E pessoas erram. E erros não precisam ser o fim do mundo. Ok, não dá pra repetir falhas nem ter erros amadores. Mas todos estamos sujeitos a errar.

O que tudo isso tem a ver com comunicação interna? A gente, de comunicação, fica muito na tecla de que precisamos emitir uma mensagem. Porém, esquecemos de que mensagem é uma coisa e discurso é outra. Mensagem é o que a gente tenta formular
bonitinho. Discurso é como nossos públicos criam sentido para o que estamos “dizendo”.

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E aí entram vários fatores para a construção desse sentido. Eu arrisco dizer que o mais forte deles é o contexto (sócio-histórico). Ou seja, a gente se esforça tanto para fazer uma comunicação que seja próxima, atrativa, que converse com nossos empregados/funcionários, mas todo o resto diz muito mais que as peças de comunicação: o comportamento da empresa com os empregados, o comportamento dos
líderes, os processos, a relação das pessoas. Tudo impacta diretamente no discurso.

Já falei antes e repito, se o que acontece é diferente do que a gente tenta dizer, não existe credibilidade. Então, antes de “humanizar” a comunicação, vamos realmente humanizar as empresas, as relações e jamais esquecer que o objetivo de tudo é alcançar as pessoas. As pessoas não são o fim, elas são o começo.

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Coluna {De dentro pra fora}

Feliz Ano Novo! Feliz Comunicação Interna nova!

Vitor 2016

No finalzinho do ano passado, estava numa reunião de alinhamento de estratégias e meu Diretor soltou uma frase que eu achei muito interessante. Era mais ou menos assim: “2015 foi o ano das empresas cortarem verbas de comunicação. 2016 vai ser o ano de cortarem profissionais de comunicação”. (É claro que sempre existem exceções. Segmentos que vão melhor ainda em –tempos difíceis-). Porém, essa afirmação nos faz refletir sobre como será o cenário neste ano.

As agências terão que fazer muito mais pelos clientes. Inclusive assumir responsabilidades que a princípio seriam de um analista de comunicação (da empresa). Para isso tudo funcionar, as parcerias precisam ser fortalecidas e as empresas necessitarão confiar totalmente nas agências que contratam. Ponto positivo pra quem já faz trabalhos alinhados às estratégias das empresas! Afinal, o superficial vai perder espaço para o que realmente é importante. (Como deveria ser naturalmente, não?).

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Mas não quero focar muito nessa questão de como será e o que as agências terão que fazer. Quero refletir sobre as pessoas. A gente sempre estabelece aquelas metas pessoais de ano novo. Vamos estabelecer metas para essa relação agência-empresa? Agências e clientes terão que estreitar o relacionamento mais que nunca. Lembrar que são pessoas dos dois lados. E que tudo o que fazemos também é pelas pessoas. A chapa vai esquentar. A pressão vai aumentar. A demanda também! Pra gente não sair frito dessa história, é preciso de mais gentileza. Mais compreensão. Mais planejamento. Mais flexibilidade. Então, antes de qualquer correria e desespero em 2016, eu quero desejar que todos nós sejamos mais parceiros, mais tolerantes e mais unidos num ano que promete grandes desafios.

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