Coluna “Discutindo a relação…”

Novas expectativas, novas entregas

Vivemos definitivamente um tempo em que fazer propaganda e comunicação “feijão com arroz”, mesmo que bem feita, funciona cada vez menos.

Pesquisas e estudos indicam que as pessoas demonstram cada vez mais resistência a uma comunicação escancaradamente comercial. E também rejeitam a propaganda tradicional e interruptiva – aquele que se intromete e interrompe um determinado conteúdo ou programação.

As marcas e a propaganda tradicional estão desgastadas. Motivar, persuadir e convencer pessoas está cada vez mais complicado e difícil. O consumidor atual é cético em relação às formas tradicionais de propaganda.

É preciso que marcas e agências de comunicação estejam atentos a propósitos e causas verdadeiras que sejam detonadoras de ganhos e conquistas sociais para as pessoas. As marcas devem pensar não apenas em vender mais, mas sim em como podem melhorar a vida das pessoas.

Um bom exemplo de como buscar soluções que associem ideias, marcas e propósitos é a ação da Sansung que reuniu crianças que queriam muito jogar futebol e trouxe ninguém mais ninguém menos do que o treinador da seleção brasileira para treiná-los. A ação é na verdade uma websérie chamada “Samsung é Mais Jogo” e foi criada pela agência Cheil Brasil.

Confira nesta matéria do Reclame:

Confira os bastidores de criação da websérie "Samsung é Mais Jogo", da agência Cheil Brasil para Samsung Brasil

A Samsung lançou recentemente a websérie "Samsung é Mais Jogo", dando continuidade ao trabalho que vem fazendo no Brasil dentro do novo posicionamento global "Do What You Can't". Criada pela agência Cheil Brasil e produzida pela BigBonsai, os três filmes contam uma história real de um grupo de crianças que antes eram preteridas pelos colegas na hora de jogar futebol, mas que agora serão treinadas pelo técnico Tite.Confira todos os detalhes dos bastidores de criação da campanha que o RECLAME trouxe para você!

Posted by RECLAME on Friday, June 8, 2018

Os profissionais de marketing, comunicação e branding devem estar atentos ao fato de que a tecnologia não deve ser um fim, mas um meio para promover a felicidade e o progresso das diversas camadas da população. Usar a tecnologia para associar a sua marca à solução das dores dos consumidores, ou seja, resolver ou atenuar problemas reias e cotidianos.

As pessoas querem se sentir pessoas. O caminho é esse. Promover causas e pessoas. E não marcas e produtos apenas. O crescimento de ações focadas em causas sociais é destacada nesta matéria da Meio&Mensagem.

Fiquemos atentos! Os consumidores (as pessoas) querem ações diferenciadas de comunicação e um novo papel das marcas.

Novo programete

Mais um

Ontem foi ao ar pela Rádio Unitau, dentro do programa Panorama, mais um drops do Publicitando.

Desta vez o tema foi o desgaste da propaganda tradicional e a necessidade das marcas buscarem novas saídas. Confira:

 

Coluna “Discutindo a relação…”

Pessoas, propósitos e novos caminhos

Em vários outros artigos meus aqui tratei das mudanças do cenário de comunicação. A tecnologia empoderou de maneira absoluta o o outrora elo mais fraco do processo: o consumidor. Já falamos aqui sobre estarmos na era da comunicação puxada em detrimento da comunicação empurrada.

Desta vez quero tratar este assunto de outro ponto de vista. Quero falar de como a comunicação tem que voltar a entender as pessoas. É como afirmou Luísa Barwinski , em seu livro Branded Content – Conteúdo Estratégico para marcas:

“O que realmente aconteceu foi que, com a chegada dos meios eletrônicos e a velocidade da informação, perdemos o hábito de conversar com quem realmente importa: o cliente. Deixamos de conversar com quem precisa do que fazemos para tentar empurrar produtos que mal sabíamos se eles realmente precisavam.”

Perdemos um pouco o contato com a essência da comunicação: entender que do outro lado há um ser humano mesmo que um pouco escondido por todos os novos aparatos tecnológicos.

Paulo Camossa afirmou:

“O que vai fazer a diferença são as soluções para falar com as pessoas. Idéias com frescor e propriedade têm o poder de fazer com que uma marca seja notada em meio ao caos de informação ao qual estamos todos expostos”

Temos que pensar em como proceder para falar com esse novo consumidor que alguns já chamam de PROSSUMIDOR. Temos que entender que não temos e não teremos mais um público passivo. Entender que o expectador agora é INTERATOR.

Temos que buscar novas estratégias e novos caminhos dentro do cenário de comunicação.Então… como fazer? Uma boa dica foi dada pelo pessoal do Kantar Ibope Media em uma palestra que assisti ano passado:

“O que gera valor para as marcas é a bem planejada combinação de inovação, propósito e diferenciação.”

Creio fortemente que as marcas e instituições que não buscarem se mover a partir da tríade acima exposta terá enormes dificuldades para sobreviver nos próximos anos. Os anunciantes têm que lembrar sempre de que seu público é formados por pessoas. E que propósitos atraem pessoas. As fazem se mover, se emocionar. E aqui volto a recorrer a Luísa Barwinski e seu livro Branded Content – Conteúdo Estratégico para marcas:

“Algo que sempre costumo dizer é que marcas, empresas, produtos… Tudo isso exige que uma pessoa esteja na ponta de origem para entregar a outra, na ponta final. Portanto, se marcas são feitas de pessoas, precisamos começar a olhar para o lado humano de cada parafuso, fio, palavra ou o qualquer outro componente daquilo que você vende.”

Ainda na linha de como podemos fazer a comunicação das empresas/marcas/instituições funcionar, podemos dizer que a comunicação tem que ser suficientemente interessante, atrativa e útil a ponto de ser puxada pelas pessoas. E que a aproximação com o entretenimento e o desenvolvimento de novos formatos de conteúdo parecem ser essenciais.

As marcas deverão encontrar propósitos verdadeiros e fazer comunicação de pessoa para pessoa. Assim poderão trilhar novos caminhos nos tumultuados novos tempos de marketing e comunicação.