Escolha as melhores hashtags

Como acertar na hora de usar hashtags?

Dicas para escolher uma hashtag estratégica e que traga mais engajamento e seguidores para a sua marca

Por Marina dos Anjos, Gerente de Marketing da Scup

As hashtags não nasceram nessa década, mas nunca foram tão populares quanto hoje em dia. Afinal, quem nunca postou um #tbt na quinta-feira ou um #tb nos outros dias da semana no Instagram? O uso desse símbolo se estendeu às empresas e hoje faz parte da estratégia de marketing das marcas: 88% dos grandes nomes presentes na rede social usa pelo menos uma hashtag em seus posts.

As hashtags funcionam como uma espécie de marcador, indicando sobre o que são as postagens. Elas são tão usadas no Instagram e nas redes sociais no geral porque permitem que algo muito específico seja encontrado pelos usuários e, por outro lado, faz com que tudo possa ser descoberto. Por esse motivo elas engajam e trazem novos seguidores, e por isso as empresas adoram. No Instagram, posts com hashtags têm um engajamento 12,6% maior do que aqueles desacompanhados dos famosos símbolos.

Existem várias maneiras de utilizá-las: postar no final da legenda, escondê-las com pontinhos, postar nos comentários, postar hashtags com emojis e por aí vai. Isso nos leva à pergunta: existe uma ciência para as hashtags? A resposta é: não, não existe, mas algumas performam melhor do que outras.

Não importa se elas estão na legenda ou nos comentários, o importante é que estejam lá. A lógica é bem simples: como elas são símbolos usados para categorizar ou resumir uma postagem de acordo com seu assunto principal, é necessário que façam o mínimo de sentido. Para ajudar na tarefa de escolher a melhor hashtag para o seu post, indico abaixo quatro dicas para considerar na hora de definir a melhor estratégia.

Não aposte em hashtags aleatórias só porque elas têm grande alcance
Uma hashtag boa é aquela relacionada a sua marca. É verdade que praticamente todo mundo pode usar #picoftheday ou #tbt porque são hashtags amplas e englobam a maioria dos assuntos. Se o seu negócio é sobre arte com frutas, porém, é necessário que as hashtags postadas tenham minimamente a ver com o produto. Só assim você irá atrair as pessoas que realmente importam para a sua marca.

Pense em quais categorias você quer que o seu post apareça e escolha uma hashtag que descreva o seu negócio, o propósito do seu perfil, seu público alvo e até mesmo sua localização.

Hashtags boas são relevantes para o público
Uma hashtag que funciona não é só aquela que tem relação com seu produto ou serviço, ela precisa interessar a quem mais importa: os usuários. Ao usar as que são realmente relevantes para o público do seu negócio, as chances de alguém entrar em contato com suas postagens e seguir o seu perfil aumentam, principalmente desde que o Instagram permitiu que os usuários seguissem não somente @, mas também hashtags.

Para descobrir quais são relevantes para o seu negócio, faça uma pesquisa. Veja o que as pessoas influentes do seu ramo, concorrentes e seguidores estão utilizando. Uma boa dica é pesquisar as palavras-chave para sua empresa e ver as hashtags relacionadas que aparecem.

Hashtags boas são específicas
Melhor do que ser vista, é ser vista pelas pessoas certas. Sua empresa precisa não só de seguidores, mas de usuários que sejam possíveis clientes, e as hashtags podem ser uma ótima maneira de chegar até eles. Para isso é necessário usar aquelas mais específicas. Elas trarão usuários que passam tempo curtindo e comentando as fotos que as acompanham.

Se você tem uma cafeteria, por exemplo, é mais interessante usar #pingado do que simplesmente #café. A primeira opção atrairá menos pessoas, é verdade, mas elas serão uma comunidade nichada muito mais engajadas e, afinal, é isso que interessa. Quanto mais específica a hashtag, maior a chance de construir relacionamentos com os usuários.

Um bom caminho é usar hashtags que tem a ver com seu bairro, assim fica fácil para alguém encontrar o seu negócio por meio da localização.

Varie as opções
É possível usar várias hashtags a cada postagem, mas é importante variar as opções. Se você conseguir encontrar 30 escolhas relevantes, vá em frente. A resposta para a pergunta “devo usá-las?” é sempre sim, mas não saia adicionando # se elas não forem úteis para você, ou pior, para os usuários.

Sobre Marina dos Anjos

Marina dos Anjos é jornalista formada pela Universidade Metodista de São Paulo e possui MBA em Marketing e Vendas. Trabalha com comunicação corporativa desde 2009, tendo passado por agências de comunicação e atendido startups e empresas como BIC, boo-box (já vendida) e Scup (antes de passar a integrar a equipe da empresa). Na Scup desde 2014, foi head de conteúdo e atualmente gerencia o marketing da plataforma.

Fonte: Motim.cc – Bruno Lino

Tecnologia como forte aliada na comunicação

Tecnologia, uma aliada na gestão da comunicação das empresas

*Por Adriana Bombassaro Alexandre

A falta de comunicação é um problema que atinge grande parte das organizações e que, infelizmente, só é notado quando situações indesejáveis como perda de clientes, desperdício de oportunidades ou algo de grande impacto acontece. E o problema não está só da porta para fora – a falta de eficiência e transparência na comunicação resulta, muitas vezes, em conflitos internos e profissionais desmotivados, ocasionando ainda mais desafios para uma companhia. Segundo pesquisa realizada pela Aon Hewitt – consultoria em benefícios e capital humano – um colaborador desengajado pode afetar em até U$ 10 mil o lucro anual de uma empresa. Assim, é fundamental analisar o melhor método de trabalhar a comunicação organizacional, a fim de evitar situações que comprometam a estratégia do negócio.

Para isso, contamos com as mais diversas tecnologias, como a TV Corporativa, que já está presente no dia a dia das pessoas e é por meio dela a melhor forma de comunicar e engajar os públicos de interesse dentro de uma organização. Quando desejamos trabalhar a comunicação interna é preciso entendê-la como uma ferramenta que atuará diretamente na gestão do negócio, de maneira a transmitir as mensagens e objetivos da empresa, além de melhorar o clima organizacional incentivando as práticas de endomarketing e oferecendo, inclusive, entretenimento aos colaboradores.

No entanto, para que a comunicação atinja seu objetivo é preciso que todos os envolvidos recebam as mesmas informações. Em uma fábrica, por exemplo, na qual nem todas as pessoas têm rápido acesso à internet, os murais digitais são excelentes opções para disseminar as mensagens de maneira ágil, personalizada e exclusiva. Além disso, essa solução também é um excelente meio de potencializar a comunicação, não apenas interna, como também a externa.

Quando falamos com os públicos que não estão dentro da companhia, também é necessário pensar na melhor solução. Nos casos de locais com grande fluxo de pessoas ou com grandes filas de espera – como shoppings centers e bancos – o mais indicado para reter a atenção das pessoas é a utilização da TV Indoor. Utilizando um monitor, a solução permite a transmissão de conteúdos segmentados para o consumidor de maneira muito rápida e atrativa. Já quando o desafio é alavancar vendas, a Vitrine Digital é uma ótima opção, visto que promove um produto ou serviço por meio de televisores ou painéis, contribuindo para a fixação da marca com seus públicos.

Situações, públicos e desafios diversos exigem diferentes formas de comunicação, por isso é extremamente importante analisar a melhor estratégia de canais e mensagens. Além disso, também é necessário um bom planejamento de comunicação, que contemple todos os pontos acima. Ele será um poderoso aliado da gestão, do fortalecimento das equipes e atingimento das metas que, em grande parte, estão atreladas ao aumento das vendas e consequentemente do lucro da empresa. Então, a dica é estudar seus planos e objetivos detalhadamente antes de escolher uma solução e sempre acompanhá-la de perto, garantindo assim o melhor desempenho e a fluidez da sua comunicação.

*Adriana Bombassaro Alexandre é Diretora de Produtos da Teclógica

Coluna {De dentro pra fora}

Precisamos falar sobre isso. Mais uma vez

vitor-2016

Talvez você já tenha lido mais de um texto meu falando sobre observar o ambiente de trabalho, as pessoas e os líderes. Porém, é fundamental repetir o assunto. Veja o porquê.

Numa conversa com amigos, comentávamos sobre como a sociedade ainda tem preconceitos e traços patriarcais bem fortes. Alguns assuntos nós pensávamos que já estavam socialmente resolvidos, como preconceito, mulheres e por aí vai. Mas vira e mexe a gente esbarra num preconceito disfarçado.

Já uma outra amiga afirma que a gente vive numa bolha. Somos a galera da Comunicação. A turma mais mente aberta, mais flexível e contestadora. Porém, a realidade do mundo continua a mesma. Somos nós que estamos fora dela.

Numa terceira conversa, com um amigo que visita empresas e conhece suas diferentes realidades, ele relatava algumas situações que encontra por aí. Dessas que a gente imagina que não existem mais, sabe?

Ou seja, tudo que a gente vê na sociedade ainda tem um reflexo muito forte nas relações de trabalho. Não adianta a gente pensar em aplicativo, em fazer a revista linda, se nossos empregados não têm nem as condições básicas de trabalho. Se eles ainda sofrem assédio. Se os líderes abusam do poder.

Vitor, que texto chato. Sim, infelizmente ainda precisamos falar sobre isso. Observar o ambiente de trabalho, os processos e a relação com os líderes é um pequeno passo para entender a real cultura da sua empresa e não ter um discurso totalmente diferente da prática. Afinal, enquanto discurso e prática não estiverem muito bem alinhados, nada que a gente disser (ou tentar) terá credibilidade. Triste.

Coluna {De dentro pra fora…}

Por que a cultura é tão importante?

Vitor coluna

 

Quando você vai viajar para um lugar muito diferente, uma das primeiras preocupações é entender a cultura desse destino. Afinal, você não quer chegar lá e falar um absurdo, ter uma atitude ofensiva, desrespeitar a crença de um povo. E esse entendimento não serve para julgar o que está certo ou errado. É um aprofundamento. É entender como as pessoas pensam, o porquê e com quais motivações.

Vou exemplificar: se você vai para a Argentina e não quer confusão, é bom saber que futebol não é um assunto muito agradável entre brasileiros e argentinos. Não importa qual é a melhor seleção. Se você está lá e não quer ser indelicado, é preciso respeitar a visão e a cultura local. (Esse exemplo não causaria tantos problemas, ok. Mas ajuda a explicar o que é entender uma cultura sem julgá-la).

Assim como nós temos uma bagagem cultural, as empresas também têm. Portanto, quando vamos traçar um plano de comunicação, estabelecer canais de comunicação interna, propor ações, desenhar mensagens-chave, definir brand persona, etc. é fundamental conhecer a cultura dessa empresa. Isso é fácil? Não!

Compreender uma cultura requer um processo de imersão cuidadoso. Pense no Brasil. Tente definir a cultura brasileira. É muito plural! Na empresa acontece a mesmíssima coisa: são inúmeros públicos, em locais bem distintos, com atividades bem particulares. É quase impossível identificar uma única cultura.

Por isso, o processo de imersão precisa de tanto cuidado. É necessário considerar que a cultura de uma empresa também estará fragmentada conforme as características de seus públicos e atividades. Para refletir: como fazer uma comunicação interna que seja coerente com toda essa fragmentação e ainda sim tenha o discurso da empresa, reforçando sua cultura? Quando a gente percebe toda a complexidade envolvida na comunicação interna de uma empresa, fica claro que é impossível “sair fazendo” sem antes conhecer os detalhes.

No meu simples ponto de vista, este é um dos fatores que desvalorizam a comunicação interna: os comunicadores fazem muito, mas conhecem pouco. Antes de dar qualquer passo, é preciso ter certeza que existe um chão ali. E é preciso saber se é um chão de asfalto, de areia, de lama para, então, você saber qual sapato deve usar.

Em resumo: antes de qualquer decisão, conheça muito bem a cultura que a comunicação precisa respeitar e reforçar. Pesquise, faça imersões, visite as diferentes operações. Sem isso, sua comunicação interna corre o risco de ser só mais um cartazinho bonitinho, mas que não colabora para os objetivos da empresa.