Startups transformam mercado de comunicação e marketing

Mais de 6.200 martechs nasceram no mundo em 2018 e Brasil também vive “boom”

A nova era pós-industrial proporciona uma transformação na forma como as empresas usam a tecnologia para otimizar serviços e, ao mesmo tempo, se tornam acessíveis a pequenos e médios negócios. Surgem daí as “techs”, que nada mais são do que startups que estão mudando a realidade de vários segmentos. Na comunicação e marketing não poderia ser diferente e as chamadas martechs começam a tomar conta do mercado.

O termo pode parecer estranho e pouco conhecido, mas já é uma realidade em um setor que já sofre enorme desestruturação com o avanço da internet. De acordo com estudo do Chief Marketing Technology Blog, mais de 6.200 martechs surgiram em 2018, valor equivalente ao registrado entre 2011 e 2016.

Todas elas têm em comum o fato de utilizarem ferramentas digitais para melhorarem sua performance, como big data, inteligência artificial, análise de métricas digitais, algoritmos, microtargeting, geolocalização, entre outras.

“Boom” de martechs no Brasil

O Brasil também mergulha nessa onda, com novas empresas surgindo em diversas categorias da comunicação e do marketing. É o caso da StartHub Press, startup de São Paulo que está revolucionando o mercado de assessoria de imprensa com serviço de alto impacto, garantia de publicações e baixo preço, como principal target as pequenas e médias empresas. “A internet impactou diretamente o tradicional modelo de comunicação, quando tudo estava ancorado em grandes companhias de jornais, rádios e TVS. O que vemos agora é uma fragmentação generalizada, o que também desestruturou o negócio das assessorias de imprensa”, diz Luiz Fernando Moraes, um dos fundadores da StartHub Press.

Moraes ainda complementa que esse é um cenário transformador. “A atividade não vai acabar, mas é preciso que se encontre alternativas que atendam às demandas corporativas e estejam alinhadas à nova realidade”, afirma. O novo modelo da StartHub Press vem chamando atenção. A empresa é indicada como finalista na categoria Startup do Ano (2019), do Prêmio da ABCOMM – Associação Brasileira de Comércio Eletrônico, que reúne associados como Magazine Luiza, Hering, TriFil, ComSchool, entre outros.

O marketing de influência também é outra área que ganha notoriedade com a incorporação de novas tecnologias. Para Ségio Tristão, CEO da First 4 Digital é necessário incorporar tecnologias ao processo de trabalho. “Essas ferramentas possibilitam a modernização da empresa, melhoria no atendimento e sistema de informações, controle e gerenciamento capazes de gerar menores custos. O grande diferencial das martechs é otimizar os resultados e custos do cliente, e a possibilidade de um novo modelo de negócios”, explica Sérgio.

A cidade de São Paulo concentra cerca de 42% das martechs brasileiras, de acordo com levantamento da Liga Ventures, mais outros centros também despontam como hubs dessas startups, como Florianópolis, Belo Horizonte, Porto Alegre, Curitiba, Campinas, São José dos Campos, Recife, Londrina e Goiânia.

Fonte: Cunha Vaz Brasil

Futuro da Assessoria de Imprensa: tecnologia de ponta para manter-se relevante

Inteligência artificial e analytics puxam inovações que tornam relacionamento com a imprensa mais efetivo

Por Michel Bekhor*

Comparada a outros campos da comunicação corporativa, a assessoria de imprensa parece evoluir devagar. Herdeiro de uma longa história, que vem desde pelo menos 1820, quando o advogado e jornalista Anton Kendall se tornou o primeiro secretário de imprensa do presidente americano Andrew Jackson, o profissional da área continua a trabalhar de maneira semelhante à de uma década atrás.

Abaixo da superfície, no entanto, a assessoria de imprensa passa por um momento de transição – e o espaço para inovar é amplo. Esse movimento acompanha mudanças tecnológicas no mundo, com a ênfase da comunicação no ambiente digital e a proliferação de empresas e mercados nativos da internet ou intrinsecamente dependentes desse ecossistema.

A transformação acontece em alguns polos, como o tecnológico, o de hábitos de trabalho e o de expansão de fronteiras da atividade. Para começar pelo final, o fato é de que há uma tendência a integrar o papel da assessoria – assim como os resultados que podem ser obtidos a partir dela –, conectada com estratégias mais amplas de marketing.

De acordo com o estudo publicado pela Escola de Comunicação da University of South California em 2017, 60% dos executivos da área nos Estados Unidos acreditam que isso deve ocorrer em um futuro próximo. Não necessariamente uma mesma empresa oferece serviços variados, mas também guia o trabalho de divulgação no sentido de ter um impacto direto no resultado de vendas ou expansão do cliente.

Redefinindo o que é assessoria de imprensa

É necessário que os assessores assumam para si o papel de pensar – e aplicar – técnicas de marketing digital, como SEO e link building. Além disso, o próprio entendimento de mídia a ser atingida também está em processo de mudança. Um novo horizonte que inclua entre os interlocutores influenciadores digitais é essencial.

Mas antes, é preciso garantir que ela tenha sucesso. Nesse sentido, a equipe precisa estar ciente de que a maneira de consumir e produzir informação mudou. O grande palco das notícias são as redes sociais e é indispensável estar atento ao que acontece por lá, quais são os temas quentes, o que pode gerar repercussão e o que deve ser evitado.

No século XXI, o assessor de imprensa precisa ser um trend hunter. E também, por que não, um trend setter. O cliente tem o material a ser divulgado. A assessoria deve saber como transformá-lo na isca perfeita.

Essa isca é um conteúdo relevante, cujo formato também tem sido repensado. Por que se limitar a um release em texto quando podem ser feitas apostas com fotos, infográficos, vídeos curtos? Com o renascimento do rádio na internet por conta dos podcasts, vale inclusive pensar em áudio-releases. O importante é que a mídia seja fisgada.

Enviado via fax há apenas algumas décadas, a casa atual do release é o e-mail, mas também já se pensa o contato com o jornalista via outros canais. Vale fazer a ponte para divulgação por meio de redes sociais ou mesmo direto por aplicativos de mensagens no celular – desde que um relacionamento prévio abra espaço para tal.

Análise de dados para melhorar resultados

O valor dessas novidades, no entanto, fica sujeito a uma variável difícil de mensurar, já que a medição de resultados é um ponto crítico da assessoria de imprensa. E aqui entra o pilar tecnológico: enquanto a economia da informação avança como um todo pelo mercado, o uso de big data e ciência de dados na assessoria de imprensa ainda é incipiente. As possibilidades são infinitas, mas uma ideia é avaliar o histórico de campanhas em busca de quais títulos, construções textuais e narrativas atraem mais ou menos a mídia em geral ou determinado veículo em específico.

Associadas à inteligência artificial, estratégias do tipo permitem uma redução de esforço com a identificação de abordagens e métodos mais eficientes, e maiores taxas de sucesso na assessoria. Um exemplo concreto de como isto tem sido aplicado é o monitoramento da mídia para que estratégias de relacionamentos com jornalistas e influenciadores sejam mais certeiras.

Por fim, a inovação na assessoria de imprensa também está ligada aos clientes que têm acesso a esse serviço. Antes restrita a orçamentos parrudos, hoje há modelos de negócio que permitem atender PMEs, startups e profissionais liberais que têm pouco a gastar, mas muito a oferecer em conteúdo.

A comunicação caminha para o futuro. Se olhar na direção certa, a assessoria de imprensa pode ajudar a abrir a trilha.

Michel Bekhor é fundador da Assessoria de Imprensa Press Works

Fonte: Press Works

SJCampos vai sediar o Nexus Summit

Nexus Summit vai reunir o ecossistema de startups

O Nexus Summit é um evento criado para reunir o ecossistema de startups e empreendedores do Brasil no Vale do Paraíba, no interior de São Paulo. A iniciativa é da comunidade de empreendedores da região, considerada um polo de desenvolvimento de novas ideias e tecnologias, que atrai cada vez mais investidores, empreendedores, profissionais e serviços.

O Nexus – hub de inovação e aceleração do Parque Tecnológico São José dos Campos – traz para este encontro sua experiência de acompanhamento de startups, desde a concepção da ideia até a consolidação das empresas.

O Summit ocorre nos dias 23 e 24 de agosto, no Parque Tecnológico São José dos Campos, considerado o maior complexo de inovação e empreendedorismo do Brasil.

O primeiro dia será focado nas trocas de experiência entre empreendedores. Grandes líderes de startups do Brasil e do Parahyba Valley vão compartilhar suas trajetórias e trazer insights essenciais para quem busca crescimento e sucesso. Já estão confirmadas as presenças de Romero Rodrigues, Co-Founder do Buscapé e Redpoint eventures, Florian Hagenbuch, CEO da Printi, Marcos Arruda, CEO da Moneto, Bernardo de Pádua, CEO da Quero Educação, Alexandre Viola, CEO da Justto e Tiago Serrano, CEO da SoluCX.

Informações e inscrições aqui

Revitalização do varejo

Experiências sensacionais de compra: a estratégia que vai revitalizar o varejo

*Por Maurício Trezub

Os consumidores estão cada vez mais empoderados digitalmente e mais exigentes. Hoje, existem inúmeras possibilidades de obter e colher informações, o que faz com que as pessoas aprimorem seus gostos e tenham certeza sobre o que desejam – principalmente, quando se trata de produtos e serviços. O varejo precisa avançar e correr para acompanhar essa mudança, procurando maneiras de atender a esse novo perfil de clientes. Embora as empresas estejam acostumadas a engajarem seus clientes diretamente no ambiente físico, já perceberam que o comportamento deles mudou. Resultado disso, é a intenção de investir em tecnologia para proporcionar experiências autênticas e impactantes aos consumidores, independentemente de quando e onde estiverem comprando.

Uma pesquisa da consultoria Provokers constatou que 96% dos entrevistados pesquisam online antes de decidirem em que loja física vão comprar. Além disso, 95% pesquisam online para escolher os produtos antes de compra-los em loja física; 92% gastam mais tempo pesquisando sobre uma marca ou produto online do que em uma loja física; 93% checam se podem comprar algo online para não precisarem ir a uma loja física; 87% checam online se a loja física possui o produto que querem comprar; e 66% já compraram online e retiraram na loja física.

Esses números comprovam o que venho afirmando há alguns artigos: integrar o ambiente físico ao digital é essencial para revitalizar o varejo. Ao unir esses dois universos, as possibilidades são infinitas, tornando eficaz a eliminação de qualquer tipo de filtro ou limitação. Além disso, essa realidade mista cria novas formas de oferecer experiências de compras consistentes e eficientes, isto é, que instiguem e conquistem o público-alvo. Agora, como fazer isso? Priorizando uma experiência de compra sensacional, que trabalhe os sentidos e sensações e seja sem atritos. Por isso, alinhar a experiência de compra do consumidor pelo site, em dispositivos móveis, vídeos, redes sociais ou em outros canais à oferecida nas lojas é extremamente importante.

Uma situação comum de queixa entre os consumidores é a hora de comprar roupas. Ao observar os passos de algumas startups do comércio eletrônico, a Amazon lançou, nos Estados Unidos, um serviço chamado Prime Wardrobe, que permite aos clientes experimentarem roupas da moda masculina e feminina, bem como roupas para bebês, antes de comprá-las. Tudo funciona de um jeito bem simples: os clientes encomendam os itens que desejam, recebem no endereço cadastrado e, em seguida, decidem se querem ficar com as roupas ou não e, caso não queiram, podem devolvê-las à empresa. O frete é gratuito e os clientes são cobrados apenas pelos itens que comprarem efetivamente. Além disso, ganham um desconto conforme a quantidade de peças adquiridas.

Esse modelo try-before-you-buy, sem ter de se locomover à loja física ou enfrentar filas é uma tendência que o varejo deve – e acredito que irá – se inspirar instantaneamente. O setor está se transformando a cada dia e cabe aos gestores instigar ainda mais a mudança na maneira de pensar o seu negócio e em como interagir com seus clientes.

Nesse cenário, outra iniciativa interessante para as lojas virtuais é o clube de assinaturas. A opção permite a compra programada, ou seja, o consumidor se cadastra, escolhe os produtos que deseja assinar, define a periodicidade e a forma de pagamento e recebe as suas compras com comodidade conforme o que contratou. Isso já funciona bem com livros, vinhos, cafés, cervejas especiais, roupas, cosméticos, óculos, entre outros.

No Brasil, enxergo uma boa oportunidade para os varejistas obterem resultados estratégicos para os negócios, desde que saibam unir a ideia do produto à uma plataforma de e-commerce capaz de operar com alta performance para apoiar toda a operação. Iniciativa que se consolidará e se popularizará ainda mais no mercado brasileiro, trazendo grandes benefícios como a fidelização de clientes, uma melhor previsão do lucro e de planejamento, bem como a redução de alguns custos operacionais. Porém, é preciso saber explorar todas opções que o mercado de clubes de assinaturas apresenta.

Tudo está correlacionado. Para os consumidores não existe mais separação entre os canais. Isso significa que chegou a hora de tirar a inovação do papel e começar a conectar o mundo físico ao online. Aprimorar a experiência de compra no varejo e torná-la sensacional já devia ser uma meta das organizações do setor. Se colocar o cliente em primeiro lugar, você nunca ficará por último.

*Maurício Trezub é diretor de e-commerce da TOTVS

Fonte: RMA Comunicação – Natália Baggio

Design Sprint em SJCampos

Curso de Design Sprint em SJCampos

Como inovar? Por onde começar? Como montar uma boa equipe? Que forma terá uma ideia quando for colocada em prática? São muitas as perguntas que martelam na cabeça de quem precisa tirar ideias do papel, mas já existe um caminho infalível para responder a todas elas rapidamente: o Design Sprint.

Método criado pelo designer Jake Knapp no período em que ele trabalhava no Google, era usado para tudo na empresa, do aperfeiçoamento do mecanismo de buscas ao Google Hangouts, com o foco em desenvolver e testar ideias em apenas cinco dias.

O Design Sprint serve para equipes de todos os tamanhos, de pequenas startups até os maiores conglomerados, e pode ser aplicado por qualquer um que tenha uma grande oportunidade, problema ou ideia e precise começar a trabalhar JÁ!

Nos dias 27, 28 e 29/07, o IxDA São José dos Campos estará promovendo em parceria com o Espaço PRTI e Designa um bootcamp de Design Sprint com a Google Expert Ana Paula Batista!

O curso é voltado para profissionais que atuam na concepção de soluções digitais, não necessitando conhecimentos prévios em design.

Mais informações e inscrições em:
http://bit.ly/ixdasjc-ds-turma2

Entendendo as fintechs

Entenda o mercado de fintechs no Brasil

A revolução digital está proporcionando inúmeras mudanças no mercado financeiro, e uma resposta a isso são o crescimento das fintechs no Brasil. Com a proposta de ser uma plataforma online e sem burocracias, ela vem ganhando espaço e fazendo grandes instituições financeiras se preocuparem e acompanharem seus passos. Vamos entender agora como anda esse mercado e suas vantagens, nesse infográfico preparado pelo site Rebel

Veja como ficou o infográfico:

Fonte: Marketing Ninja – Nayrison da Costa

Oportunidades de negócio através da economia criativa

A Economia Criativa e as oportunidades de mercado

*por Ronaldo Cavalheri

O Brasil é o quarto consumidor de jogos digitais do mundo, sendo um importante empregador de mão de obra especializada e se fixando como um mercado bilionário, com expetativa de crescimento de 13,5% ao ano, segundo pesquisa encomenda pelo BNDES. Com mais de 60 milhões de usuários, esse mercado vem ampliando o seu perfil de consumo, que até então era em sua grande maioria de público jovem masculino e hoje já conquista mulheres, crianças e idosos. Muito disso se explica pela facilidade de acesso aos smartphones e as redes sociais, além é claro da utilização de games em muitas outras áreas como na educação, nos negócios e na medicina, não sendo mais uma exclusividade voltada apenas ao entretenimento.

Ronaldo Cavalheri Diretor Geral do Centro Europeu

Outro mercado em ascensão é do audiovisual. Em 2011, foi regulamentada pelo Congresso Nacional a Lei 12.485, que determina a veiculação de conteúdos nacionais e inéditos na programação das televisões por assinatura. Com isso, além de valorizar a cultura local a produção audiovisual no Brasil, o segmento ganhou ainda mais espaço e já se posiciona a nível global como a 12ª maior economia nesse mercado que corresponde por 0,57% do PIB brasileiro. Em pesquisa realizada pela Ancine, foi apontado um crescimento de 65,8% entre os anos de 2007 e 2013, um salto de R$ 8,7 bilhões para R$ 22,2 bilhões, uma evolução bem superior aos outros setores da economia.

E liderando o ranking de crescimento no Brasil, temos a indústria da moda. Nos últimos 10 anos, o varejo de moda fez com que o país saltasse da sétima posição para a quinta no ranking dos maiores consumidores mundiais de roupas. Uma pesquisa realizada pela A.T. Kearney, renomada empresa de consultoria empresarial norte-americana, aponta uma arrecadação de US$ 42 bilhões em vendas, sendo que 35% é através de capturas online, sendo facilmente explicado pelo poder de influência das redes sociais e blogs de formadores de opinião dessa área.

O mercado dos Jogos Digitais, do Audiovisual e da Moda são apenas três exemplos dos 13 segmentos que englobam o que chamamos de Economia Criativa. Um setor da economia que vem ganhando destaque e driblando o cenário atual de crise pelo qual o Brasil vem passando. São empresas que se destacam pelo talento e pela capacidade intelectual de seus empreendedores e funcionários, e que não dependem do tamanho da sua estrutura ou de quanto tem de capital.

O Brasil, de certa forma, vem dando seus primeiros passos para se fixar nessa economia. Países como EUA, China e Inglaterra já se consolidaram e juntos já correspondem a 40% da economia criativa global. Muitas cidades no Brasil já possuem iniciativas de estimulo à Economia Criativa, como por exemplo, Recife, Porto Alegre e São Paulo. A cidade de Curitiba, também, se destaca como uma das mais atuantes, e por meio da Agência Curitiba de Desenvolvimento, circula por todo o ecossistema que engloba a economia criativa, conectando coworkings, startups, iniciativas públicas e privadas e estimulando o empreendedorismo de alto impacto.

A Economia Criativa, que hoje já apresenta uma média de remuneração superior a outros setores, será um dos grandes empregadores em um futuro breve. E as cidades que enxergarem essa oportunidade, sairão na frente. O olhar sobre a formação de seus jovens, que é a geração que mais impulsiona esse mercado, é um fator decisivo para o melhor aproveitamento de uma fatia do mercado na qual o maior recurso é o potencial criativo.

*Ronaldo Cavalheri é Coaching de Negócios Criativos, mentor do Projeto Jovem Empresário e Diretor Geral do Centro Europeu – escola pioneira em Economia Criativa no Brasil.

Fonte: P+G Comunicação Integrada – Eduardo Betinardi

O Java está perdendo espaço

Tecnologia e seus paradigmas: o Java está ameaçado?

*Boris Kuszka

O software está engolindo o mundo! Essa frase, dita por Marc Andreesen, co-fundador da Netscape, em artigo de 2011 do Wall Street Journal, resume o fenômeno que estamos vendo nos últimos anos. Todas as empresas, para se manterem relevantes no mercado e evitarem que sejam ultrapassadas por novos entrantes – normalmente startups de tecnologia que vêm com ideias inovadoras, quebrando paradigmas e trazendo novos modelos de negócio -, precisam investir em software, criar aplicativos para alcançar o usuário final e desenvolver novos canais de comunicação. Todos conhecem a história do Uber mudando a indústria de transporte de táxis, do Netflix acabando com as locadoras e do Airbnb impactando a indústria de hotelaria e aluguéis de imóveis, dentre outros inúmeros exemplos.

Essa necessidade de inovação criou uma demanda de criação de software nunca antes vista: o que antigamente evoluía lentamente, em pequenos passos mensais ou anuais, agora exige inovação contínua semanal e a passos largos. Os updates que vemos nos aplicativos de celular, em geral, impõem o ritmo de atualização esperado em qualquer software que usamos, sejam eles internet banking, mobile banking, compras pela internet, redes sociais, entre outros.

A grande velocidade exigida pelo mercado coloca uma enorme pressão nas equipes de tecnologia da informação por parte das áreas de negócios, que já entenderam que a lentidão se resume em morte do negócio. Essas equipes de TI estão passando por um desafio: por um lado, a equipe de operações precisa manter tudo funcionando – e o mais estável possível – enquanto as equipes de desenvolvimento querem utilizar as tecnologias mais novas disponíveis para conseguir atender às demandas no menor tempo possível. A realidade deu espaço para o surgimento de novas metodologias de desenvolvimento ágil: abordagens diferenciadas como DevOps estão em voga e novas tecnologias e linguagens de programação mostram-se imprescindíveis para a sobrevivência de qualquer empresa.

Nesse novo cenário dos negócios digitais, os applications servers de antiga geração baseados em Java EE estão perdendo espaço. Um estudo do Gartner de novembro de 2016 já apontava queda de até 9,5% no modelo de tecnologia e sinalizava que em 2019 – ou seja, daqui a dois anos – menos de 35% das novas aplicações serão criadas na plataforma de desenvolvimento Java.

O estudo da consultoria trouxe uma repercussão no mercado e levou defensores da tecnologia a se pronunciarem. Porém, uma ressalva precisa ser feita. Muitos acreditaram que o Java EE como conhecemos deixaria de existir em pouco tempo, o que não é verdade.

Dentre as tendências de mercado levadas em consideração no estudo, o Gartner revela a necessidade de modernização constante das plataformas de aplicação. E nesse quesito, os softwares open source levam vantagem. Segundo o estudo de 2016, enquanto os principais application servers de tecnologia proprietária baseados em Java EE caíam 9,5% e 4,5% em 2015, os application servers de código aberto cresciam entre 23% e 50% em presença de mercado no mesmo período.

As plataformas modernas precisam fornecer uma infraestrutura ágil que permita colocar uma ideia em prática na maior velocidade possível e com o mínimo de interrupção do serviço e, para isso, a abordagem que está mais em voga é o DevOps, prática onde se fomenta a participação conjunta dos times de desenvolvimento e de operações e permitir a automação e padronização do ambiente de desenvolvimento sem perder a flexibilidade de incorporar novas linguagens e novas tecnologias.

Para atender às demandas dos usuários modernos, acostumados com a frequência de atualizações dos aplicativos móveis, e continuar relevante no mercado, novas linguagens e frameworks de desenvolvimento tem de ser experimentadas, pois resolvem problemas de tecnologia específicos e permitem aumentar a velocidade de inovação. Essas novas linguagens e frameworks estão dividindo o espaço com o Java EE, e não substituindo-o. Cada linguagem tem a sua função, suas vantagens e seu uso específico. As plataformas modernas têm de permitir a convivência de todas essas novas tecnologias e estarem preparadas para abraçar tecnologias que ainda não foram criadas.

Além de novas tecnologias de desenvolvimento, novas estratégias de implantação também estão surgindo como Blue-green Deployments, A/B Testing e Canary Releases, pois é necessário implantar novos serviços sem interrupção.

Todas essas novas abordagens estão vindo de tecnologias open source, que estão impulsionando a inovação – o grande aumento da presença de soluções de código aberto se deve exatamente a isso. Podemos citar como exemplo: JBoss EAP, docker, Kubernetes, OpenShift, Wildfly Swarm, Vert.x, entre outros.

Mas quais seriam os benefícios do open source frente às demais soluções para justificar esse crescimento? A principal delas é o compromisso com a inovação – principal requisito do novo mercado de tecnologia. Os softwares open source são ótimas ferramentas para o gerenciamento de cloud, inclusive para as tão importantes aplicações cloud-native, além de serem aliados poderosos da inteligência artificial e da computação cognitiva, permitindo gerenciamentos de processos e criação de ambientes ágeis, eficientes, escaláveis e modernos sem lock-in, pois a liberdade de escolha de fornecedor é fundamental para se continuar utilizando a tecnologia que melhor atenda às empresas, não a tecnologia que amarra por motivos técnicos ou comerciais. Somente o open source te dá essa liberdade.

Além disso, outra grande impulsionadora dos softwares open source é a cultura colaborativa. Muito mais do que uma facilitadora das tarefas diárias, a tecnologia open source valoriza cada indivíduo que faz parte da comunidade, evidenciando a importância do todo e de cada um para gerar iniciativas. As comunidades open source não se restringem a desenvolvimento de software – onde se destacou e se desenvolveu – mas também em projetos de engenharia: um exemplo é a fundação e-NABLE, pioneira em projetar, fabricar e distribuir gratuitamente próteses 3D open source para pessoas carentes que precisam desse recurso e não têm como adquiri-lo. Nesse projeto, além da comunidade envolvida e de todos os criadores das próteses, os desenvolvedores, analistas, gerentes e diretores que geram, analisam e qualificam os softwares open source têm consciência do quanto são fundamentais ao processo.

Portanto, não é preciso ter receio quanto aos novos rumos do mercado de tecnologia. É necessário aprender com eles e gerar valor. É isso o que os softwares open source têm feito ao longo dos anos e o compromisso que vão continuar tendo, utilizando qualquer tecnologia aberta, que venha a se destacar na resolução de problemas tecnológicos, dividindo espaço com o já consolidado Java.

* Boris Kuszka é Solution Architect Diretor na Red Hat, líder mundial no fornecimento de soluções de software open source.

Coluna “Discutindo a relação…”

Startups: os novos anunciantes

O mercado de propaganda e comunicação do Vale do Paraíba sempre girou em torno do atendimento de dois setores: o varejo e os serviços. O varejo tem ainda um peso enorme e se configura como, provavelmente, o mais importante setor anunciante de nossa região. O setor de serviços cresceu muito nas duas últimas décadas e ocupa posição de destaque. Várias agências de propaganda/comunicação têm em suas carteiras, atualmente, empresas do setor de serviços.

O calcanhar de aquiles do nosso mercado sempre foi a ausência de contas de produtos. Embora sempre tivéssemos vocação industrial, não atendíamos os produtos feitos aqui. Isso em função de nosso histórico industrial estar ligado à presença de plantas de grandes indústrias aqui instaladas mas que, até pelo seu porte, decidiam e contratavam comunicação em São Paulo ou Rio de janeiro.

Houve, é verdade, um fluxo interessante de trabalho de comunicação interna e organizacional destas grandes corporações para a carteira de agência regionais. Temos hoje algumas agências que são focadas em atender (com sucesso) nacos deste trabalho de comunicação de empresas de atuação nacional e até internacional.

Apesar deste fluxo ser importante, ficávamos e ficamos alijados do atendimento do produto. Ou seja, não temos as contas dos carros produzidos aqui, dos aviões produzidos aqui. Não tínhamos industrias regionais que nos dessem produtos para atender. Isso em regra geral, pois é claro que houve uma ou outra exceção aqui e ali. Outros mercados do interior de São paulo experimentavam essa felicidade.

Não ter conta de produtos fazia e faz falta no faturamento das agências da Região Metropolitana do Vale do Paraíba.

Bom, o tempo passou, a economia mudou e as grandes industrias começam a dar vez a uma nova geração de empresas, as chamadas startups. Normalmente ligadas à área de tecnologia e com pensamento disruptivo, elas não são necessariamente “fazedoras” de produtos. Muitas vezes são um serviço. Muitas vezes são uma plataforma digital que gera um serviço. Outras vezes são soluções digitais para facilitar o dia a dia das pessoas. Outras, ainda, fomentam negócios de varejo, serviços e da própria tecnologia.

Nossa região tem presenciado o nascimento e desenvolvimento de algumas startups muito interessantes e prósperas. Algumas delas já se tornaram bons e representativos anunciantes. Algumas delas nascem dentro de pólos e parques tecnológicos, como o de São José dos Campos, em incubadoras ou algo semelhante. Outras nascem de ideias e sonhos de empreendedores que vão em busca de apoio e conhecimento para por o negócio em andamento.

Fiquei sabendo por diversas conversas que mantive ao longo das duas últimas semanas de várias ideias e projetos de startups. Algumas já saíram do papel. Outras ainda são apenas – boas – ideias. O fato é que me parece que muito em breve teremos aqui no Vale do Paraíba vários novos anunciantes ou clientes de empresas de comunicação.

A maior parte das startups que se estruturam e se preparam bem para enfrentar o mercado tem a clara e ampla convicção que precisam de esforços de comunicação planejados e bem executados. Para atrair investidores elas precisam apresentar planos de negócios bem detalhados. E neles, via de regra, há a evidente preocupação e atenção ao marketing e a comunicação.

Muito provavelmente o nosso calcanhar de aquiles seja enfim deixado para trás quando muitas destas startups nascidas aqui deslancharem e se tornarem importantes players do mercado de comunicação.

Financiamento à inovação

Desenvolve SP fala sobre financiamento à inovação no Cubo Coworking

A instituição financeira do Governo de São Paulo oferece crédito sustentável para pequenas e médias empresas e startups tirarem seus projetos inovadores do papel

Nesta segunda-feira, 8/5, Álvaro Sedlacek, diretor de Financeiro e de Negócios da Desenvolve SP – Agência de Desenvolvimento Paulista apresenta uma palestra gratuita sobre linhas de financiamento para Inovação no Cubo Coworking. Aberto ao público, o evento acontece das 18h às 20h, no auditório do espaço, localizado na Rua Casa do Ator, 919, Vila Olímpia, em São Paulo.

No evento, Sedlacek fala sobre a importância do investimento em inovação e apresenta as linhas de financiamento da Desenvolve SP, além de todo o suporte que a instituição oferece para empresas que pretendem inovar em seus negócios. Com taxas a partir de 0,57% ao mês e prazos de até 10 anos para pagar, incluindo dois anos de carência, as opções de crédito da Desenvolve SP atendem todas as necessidades das empresas de médio e pequeno porte e também startups.

“Queremos mostrar que inovar não é, necessariamente, só a criação de novos produtos, mas também é possível promover inovação nos processos de produção ou mesmo na gestão dos negócios”, afirma Sedlacek. Segundo ele, o porte da empresa também não é fator de exclusão em inovação. “Vemos desde startups até empresas consolidadas no mercado se reinventando o tempo todo. É preciso não ter medo de arriscar”, completa.

Serviço:

Palestra Linhas de Inovação Desenvolve SP | Cubo Coworking
Data: 08 de maio de 2017, segunda-feira.
Horário: 18h às 20h
Local: Cubo Coworking
Endereço: Rua Casa do Ator, 919 – Vila Olímpia – São Paulo.
Inscrições: https://www.sympla.com.br/linhas-de-financiamento-para-inovacao__136912
Informações: (11) 3123-6076
Valor: gratuito

Fonte: Assessoria de imprensa | DESENVOLVE SP