A transformação digital

Quando se trata da experiência do seu cliente, a dica é simples: seja digital!

*por Laura Bassett

O futuro dos negócios, na verdade, o futuro da experiência do cliente, é a vida como a conhecemos – aqui e AGORA. O sucesso organizacional neste momento, no entanto, depende de uma coisa: a transformação digital.

Laura Basset

A transformação digital pode significar muitas coisas, mas inclui uma ideia fundamental – aplicar tecnologias digitais a todos os aspectos da vida. Para os consumidores isso já é uma realidade: eles usam seus smartphones, laptops, tablets e aplicativos favoritos para fazer tudo durante todo o dia. Para as organizações, isso significa descobrir como aproveitar as tecnologias digitais (aplicativos, processos, procedimentos) e recursos existentes (essencialmente o talento de seus funcionários) em seus negócios de maneira estratégica para atender as necessidades dos consumidores a qualquer momento – o tempo todo. E fazer melhor do que a sua concorrência. A transformação digital também se trata de analisar seus aplicativos de negócios, aplicativos móveis, processos, procedimentos e talentos existentes com um outro olhar.

A transformação digital bem-sucedida requer uma mudança no comportamento organizacional e na mentalidade cultural da empresa. Isso quer dizer que é necessário criar um roteiro estratégico que descreva a implementação e a melhoria contínua dos processos. E talvez o ponto mais assustador de todos, significa que as empresas precisam trabalhar para verdadeiramente conhecer e entender seus clientes, ou seja, os líderes das empresas devem ter um controle real sobre os dados gerados que alimentam suas organizações.

A realidade de um mundo inteligente e digital é clara. Tecnologias avançadas como a Internet das Coisas e a realidade virtual não são mais ficção científica, já se tornaram realidade e devem ganhar cada vez mais espaço. Tanto que, em apenas três anos, espera-se que 100 milhões de consumidores comecem a fazer compras utilizando a realidade virtual e até 20 bilhões de objetos serão habilitados para a Internet. Enquanto isso, a automação e a análise de dados evoluíram de artigos de luxo para processos essenciais para a empresa. Impulsionados por esse rápido ritmo de mudança digital, os analistas preveem que 65% das crianças hoje vão crescer para trabalhar em funções que ainda não existem.

As empresas precisam se tornar digitais de forma bem-sucedida para permanecerem ágeis, integradas e à prova do futuro, de forma que possam dar suporta a esse futuro do tudo. A boa notícia é que 80% atualmente identificam a “transformação digital” como sua principal prioridade estratégica. As más notícias? Essas mesmas empresas estão realmente enfrentando dificuldades para migrar de seus processos antigos, sistemas e arquitetura ultrapassados. Veja por exemplo o segmento governamental, onde 71% dos tomadores de decisão de TI federais ainda usam sistemas operacionais antigos para executar aplicativos importantes. Como eles podem se tornar digitais sem ter as plataformas mais recentes para suportar um ambiente digital?

As organizações não conseguem re-imaginar as operações, refazer a engenharia de processos críticos ou alinhar áreas de negócios importantes da maneira que precisam, insistindo em tecnologias antiquadas. Mas falar sobre criar um caminho de migração é mais fácil do que fazer isso de fato. Eu já disse isso antes e vou dizer novamente: vai muito além da tecnologia.

Parece desafiante, mas não é impossível. Para isso, é necessário entender os principais desafios de transformar as experiências ultrapassadas para o mundo digital e definir os passos a serem seguidos para minimizar a interrupção e impulsionar a adoção de novas capacidades digitais.

*Laura Bassett é diretora de Marketing para soluções Customer e Team Engagement da Avaya

Transformação digital: o remédio contra a crise

Ferramentas tecnológicas de conectividade otimizam recursos, diminuem custos e aumentam receita

Samir El Rashidy*

Com a crise econômica e a consequente baixa de receita que as empresas têm enfrentado, o principal desafio é economizar, mantendo a qualidade dos serviços. É nesse momento delicado que apostar na transformação digital se mostra mais necessário, porque o uso da tecnologia tende a otimizar recursos, força de trabalho, agilizar processos e, por tudo isso, diminuir os custos das empresas.

A transformação digital no mundo corporativo, em especial com o uso de tecnologia de redes, deixou de ser parâmetro apenas para empresas que optam por uma gestão moderna, sendo agora de extrema importância também para corporações que querem crescer até em momentos de crise.

Dificilmente se vê hoje uma grande empresa que não investe em uma melhor conectividade e em soluções tecnológicas para esse fim. Isso porque elas remetem à comunicação entre funcionários, internos e externos, clientes e terceiros, e à operacionalização de processos, que fazem a empresa girar. Em uma era tão conectada, a empresa que permanece parcialmente conectada corre o risco de perder espaço para as mais inovadoras.

Por exemplo, armazenamento de dados na nuvem permite escalabilidade e flexibilidade na transmissão de dados entre membros e clientes, tornando o negócio mais dinâmico e com custo muito menor do que ter que manter um data center, dentro da instituição, ou máquinas espalhadas em um escritório. Isso sem contar com toda estrutura de backup.

O uso de áudio ou videoconferências permite a comunicação entre vários grupos de pessoas em qualquer lugar do mundo e em um único ambiente virtual. Somando essa capacidade a tecnologias de videoconferência, temos uma situação propícia para colaboração entre times, o que aumenta produtividade e também fomenta a rápida resolução de problemas e negociações. Fechar um negócio não depende mais de fuso-horário, preço de DDI, o que naturalmente aumenta o escopo territorial de clientes e suas receitas.

Houve também um preparo para que a digitalização não comprometesse a segurança. Redes definidas por software (Software Defined Network – SDN) tornam mais ampla a computação em nuvem e, principalmente, garantem o tráfego de informações mais seguro, por meio de uma interface de programação bem definida. Elas agem como uma internet particular, criptografando o tráfego de dados, e, assim, reduzindo as chances de ele ser interceptado ilegalmente.

Conectividade pela internet, via satélite ou fibra, é a base desse processo e hoje impacta, diretamente, no core da organização: afinal, quando falta conexão ou ela é de má qualidade, a reputação da empresa pode ser abalada ou mesmo negócios podem ser perdidos pela falta de uma comunicação adequada.

Adaptar-se às novas tecnologias e à transformação digital, em especial, é necessário em todos os setores, ainda mais em tempos de crise. Quantas não são as gigantes líderes de mercado que simplesmente desaparecem do mapa por não estarem atentas e não responderem com tempestividade às mudanças? Nenhuma marca, com certeza, gostaria de engrossar essa lista.

*Samir El Rashidy é Diretor de Soluções, Serviços e Pré-vendas para América Latina na Orange Business Services.

Fonte: About.com