Um passo pra trás pra dar três pra frente…

Um proveitoso papo com Carolina Sene

O Publicitando entrevista desta vez a jovem e talentosa Carolina Sene. Diretora de arte, ela começou carreira em Taubaté e hoje está na Long Play, agência da holding presidida por Roberto Justus, a Newcom.

Veja o que ela nos disse:

1 – Fale um pouco de sua trajetória inicial aqui no Vale do Paraíba?
Bom, comecei fazendo estágio voluntário na ACI, no segundo ano da faculdade. Não passei no teste pra bolsa, porque foi um teste de arte e eu não sabia nem abrir o Photoshop, rs, mas como não tinha decidido a área que queria, resolvi fazer voluntário mesmo pra ver como era a criação. Me apaixonei. Depois de uns 4 meses fui chamada para estagiar na Tríadaz na parte de produção gráfica e também pra ajudar nas artes. Aprendi e cresci muito lá. Também estagiei na Supera, em SJCampos, mas fiquei pouco tempo e voltei pra Triadaz onde fiquei quase 1 ano e meio como assistente e depois diretora de arte.

Diretora  de arte talentosa e apaixonada pela profissão, Carolina Sene foi para o mercado de SP

Diretora de arte talentosa e apaixonada pela profissão, Carolina Sene foi para o mercado de SP

2 – E como foi a ida e a chegada ao mercado de SP para atuar em uma agência de relevância?
Vim para São Paulo pra estudar mais, estava com “sangue nos olhos”, rs. No começo fiz bate e volta, mas era muito cansativo, então resolvi me mudar até por compensar mais economicamente também. Depois de uns 2 meses procurando, consegui entrar como assistente de arte na agência View. É uma agência pequena, mas me receberam muito bem e lá fiquei por 9 meses, até entrar na Long Play, onde estou atualmente, como diretora de arte Jr.
No começo São Paulo parece meio assustador, é tudo muito longe, caro e muita correria, ficava muito tensa. Mas é só o tempo de se acostumar, depois que me instalei lá, tudo ficou lindo.

3 – Há diferenças significativas entre o mercado do V.Paraíba e o de SP, especificamente em sua área de atuação (direção de arte)?
Sim, mas do meu ponto de vista, depende muito. A primeira agência que trabalhei em SP tinha o estilo das que eu já havia trabalhado por ser uma agência menor, com clientes “pequenos” também, então o impacto não foi tanto. Depois que fui pra Long Play a história mudou bastante, é uma agência grande (ano passado ficou entre as 50 maiores do Brasil). Tudo era maior, o salário, os clientes, os jobs, a carga horária.. Quando você ouvir ” cliente sem limite de verba, crie a vontade”, acredite, é de brilhar os olhos. Hehehe
Basicamente tudo que aprendi foi nas agências pequenas, mas acho que todo criativo deveria passar por uma agência média/grande pra sentir o peso de ter um “clientão” no portfólio.

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4 – Há preconceito em relação a profissionais vindo do interior?
Não senti isso em nenhum momento, fui muito bem recebida e os feedbacks do meu trabalho foram/são muito bons, graças a Deus.

5 – O que você tem a dizer parar quem quer vencer como diretor de arte?
Acho que é um clichê falar pra ver muita referência, mas é pura verdade. Pesquisar trabalhos e estilos de diretores de arte diferentes, porque o criativo tem que saber fazer propaganda desde absorvente feminino até motor de caminhão, então não pode ser “prender” a um estilo só. Outra coisa que acho legal falar é que as vezes é preciso dar um passo pra trás pra depois dar três pra frente, rs, deixe o orgulho de lado um pouco, porque vale muito a pena. Eu amo meu trabalho e faço com prazer. A sensação de ver uma campanha minha na rua é muito boa, o clima (pelo menos de agência) é descontraído, você aprende a conversar sobre tudo, fica bem mais crítico, cria ouvindo música e, o melhor, come uma pizza diferente por semana (rs, brincadeira).

1 pensou em “Um passo pra trás pra dar três pra frente…

  1. Que linda primaaaa… super talentosaaaa… carreira decolando em alta performance… sucesso sempre bjao te amoooo

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