Coluna {De dentro pra fora}

Precisamos falar sobre isso. Mais uma vez

vitor-2016

Talvez você já tenha lido mais de um texto meu falando sobre observar o ambiente de trabalho, as pessoas e os líderes. Porém, é fundamental repetir o assunto. Veja o porquê.

Numa conversa com amigos, comentávamos sobre como a sociedade ainda tem preconceitos e traços patriarcais bem fortes. Alguns assuntos nós pensávamos que já estavam socialmente resolvidos, como preconceito, mulheres e por aí vai. Mas vira e mexe a gente esbarra num preconceito disfarçado.

Já uma outra amiga afirma que a gente vive numa bolha. Somos a galera da Comunicação. A turma mais mente aberta, mais flexível e contestadora. Porém, a realidade do mundo continua a mesma. Somos nós que estamos fora dela.

Numa terceira conversa, com um amigo que visita empresas e conhece suas diferentes realidades, ele relatava algumas situações que encontra por aí. Dessas que a gente imagina que não existem mais, sabe?

Ou seja, tudo que a gente vê na sociedade ainda tem um reflexo muito forte nas relações de trabalho. Não adianta a gente pensar em aplicativo, em fazer a revista linda, se nossos empregados não têm nem as condições básicas de trabalho. Se eles ainda sofrem assédio. Se os líderes abusam do poder.

Vitor, que texto chato. Sim, infelizmente ainda precisamos falar sobre isso. Observar o ambiente de trabalho, os processos e a relação com os líderes é um pequeno passo para entender a real cultura da sua empresa e não ter um discurso totalmente diferente da prática. Afinal, enquanto discurso e prática não estiverem muito bem alinhados, nada que a gente disser (ou tentar) terá credibilidade. Triste.

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2 pensou em “Coluna {De dentro pra fora}

  1. Publicitários deveriam ser, sim, as cabeças mais “mente abertas” que existem. Mas não é assim. Somos iguais a todos os outros seres humanos que estão por aí. O empresário de propaganda então, na média, nem se fala. Agências foram os primeiros modelos de escritórios modernos do país. Mas o moderno parou em 1950. De lá pra cá o que vemos é igual a quitanda, o mercadinho, a fábrica ou o cartório. Td igual. Aquela pesquisa de agências que vazou na internet é prova disso. Departamentos de criação então… são os mais machistas, preconceituosos e por aí vai. Basta ver a quantidade de mulheres trabalhando neles, a quantidade de negros, etc. Agência grande é só branquinho e bem nascido. Há pouco tempo vi a história de um redator que saiu do nada, era pobre e negro, de periferia, que se deu bem em agência grande. Um em um milhão, que precisou do triplo de garra pra entrar no clubinho. Na Africa tem um prêmio pra (pra ser compreendido) “gostosa” do ano (dão uma calota dourada pra “coitada” que vai aceitar pra não rodar), em toda festa de confraternização. Não é vergonhoso?

  2. Opa, Jair! Ótima reflexão!
    Talvez eu esteja numa bolha maior ainda.

    Trabalho numa agência em que a metade da criação é do sexo feminino.
    Existem mulheres na liderança e mais de um gay. (É até engraçado a gente usar isso como parâmetro, né? Mas de certa forma ajuda a tangibilizar essa percepção).

    Porém, a pesquisa que vazou não nos deixa mentir. A realidade das agências não é essa.
    Vejo muitas discussões sobre Cultura Corporativa nos eventos específicos de Comunicação Organizacional. Nesse contexto, o assunto já é amplamente debatido.

    Precisamos repensar ainda mais tudo isso.

    Valeu a leitura e a reflexão!

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