Coluna Propaganda&Arte

Imagem gerada por IA.

Por R. Guerra Cruz

Nem você, nem a IA: por que aceitar nosso limite é o único jeito de matar o FOMO (medo de estar perdendo algo)

Dá uma olhada nessa foto ali em cima. Eu, num fundo branco, limpo, infinito. Quer mais minimalismo que isso?

Parece que o minimalismo veio mesmo para ficar no design. E não é só nessa foto que eu pedi pra IA criar. Repara no seu feed ou nas vitrines por aí. Tudo anda meio seco, sem enfeite. Roupas sem estampa, fachadas puras, marcas tirando qualquer detalhe do logotipo, o tal do quiet luxury. A gente chama isso de minimalismo e acha chique. Mas, se você olhar de perto, vai perceber que não é só uma moda visual. É um pedido de socorro.

Se o futuro quer ser minimalista, é porque o nosso presente virou um caos insuportável. É um excesso idiota de cores, notificações, abas abertas e ruído. O minimalismo virou uma tentativa desesperada de criar um pouco de silêncio na cabeça.

E é aí que a gente cai na grande armadilha do nosso tempo.

Para tentar acompanhar essa enxurrada de coisas, o mercado começou a cobrar mais produtividade. Só que não basta fazer mais: tem que fazer “mais inteligente”, otimizado, usando a cabeça ao máximo. O problema? O nosso cérebro bateu no teto.
Ninguém aguentou o tranco. A consequência foi essa ansiedade generalizada e o FOMO (Fear Of Missing Out) virando rotina. A gente acorda com aquela sensação incômoda de que já está atrasado, perdendo alguma tendência, algum vídeo ou algum dado importante que alguém postou há dez minutos.

É impossível acompanhar tudo. Quem consegue?

Aí veio a Inteligência Artificial. Com ela, aquela promessa meio ingênua do meme do super mega brain: “Relaxa, se o seu cérebro não dá conta, a máquina resolve”. E nós, como bons publicitários e criativos, corremos para as ferramentas de IA, achando que agora, sim, daria para abraçar o mundo.

O que a gente não previu é que a IA não diminuiria o volume de coisas; ela abriria a torneira de vez. A velocidade com que se produz conteúdo multiplicou por mil. E a nossa ansiedade só aumentou.

É aqui que o design e a estratégia de marca se encontram com a filosofia.

As marcas mais inteligentes já sacaram esse esgotamento. Elas entenderam que não adianta mais tentar gritar no meio da multidão. Por isso o branding está ficando mais limpo, o design mais silencioso. O minimalismo estético é o reflexo de um minimalismo estratégico. É o reconhecimento de que, em um mundo de Big Data e produção infinita, a clareza e a simplicidade são os ativos mais valiosos.

Elas perceberam que o sucesso hoje não tá em quem finge ter um cérebro gigante de IA e produz 100 posts por dia. Tá em quem sabe trabalhar bem com o que tem na mão.

É ter a sensibilidade de entender onde o seu cérebro alcança. Saber com quem você tá falando de verdade, valorizar a proximidade, o olho no olho. Saber a hora de usar a sua inteligência natural, a hora de puxar a IA pra ajudar e — principalmente — a hora de desligar as duas.

O FOMO é uma neurose que só existe porque a gente teima em achar que dá para dar conta de tudo.

A partir do momento em que você aceita que a nossa capacidade (e a da tecnologia) é limitada, o FOMO perde o sentido. Não faz sentido ter medo de perder algo que nunca esteve ao seu alcance acompanhar.

As marcas do futuro não são as que prometem mais informação, mas as que oferecem alívio. Um estilo de vida com menos ansiedade, mais propósito e mais vida real.

No fim das contas, reconhecer que a gente não dá conta de tudo — e desenhar marcas e vidas que respeitem esse limite — não é fraqueza. É a única forma de manter a sanidade mental.

E você? Vai continuar tentando abraçar um oceano com um copo de plástico ou vai aprender a trabalhar de boa com o que tá ao seu alcance?

Afinal, aceitar nossos limites é o único jeito de matar o FOMO — e, de quebra, matar essa fome de querer consumir o mundo inteiro de uma vez só.

(E se você é do time que não tá nem um pouco ansioso com toda essa aceleração, parabéns de verdade: você tá fazendo um bem danado pra sua saúde).

Sua marca está preparada para ser escolhida por uma inteligência artificial?

Por Maurício Mansur*

A lógica do varejo disputando a atenção do consumidor está prestes a mudar e investir em publicidade, promoções, experiência nas lojas, programas de fidelidade e personalização para conquistar uma decisão que sempre pertenceu às pessoas, não será mais os focos das marcas. A próxima grande transformação do varejo também não será apenas o avanço da inteligência artificial, mas a chegada dela lado a lado do consumidor e os primeiros sinais dessa mudança já são visíveis.

Ferramentas de IA ajudam usuários a pesquisar produtos, resumir avaliações, comparar especificações e encontrar melhores ofertas. Em breve, agentes inteligentes farão muito mais do que isso: poderão conduzir toda a jornada de compra, da pesquisa ao pagamento, seguindo preferências previamente definidas por seus usuários.

Imagine alguém dizendo ao seu assistente de IA: “Compre o melhor notebook para trabalho por até R$ 6 mil”, ou “Reabasteça automaticamente os produtos de limpeza quando estiverem acabando”. O sistema pesquisará alternativas, comparará preços, avaliará reputação de marcas, verificará prazos de entrega e concluirá a compra sem que o consumidor precise acessar um site ou navegar por dezenas de opções. O cliente continuará sendo a pessoa, mas quem executará boa parte das decisões será uma inteligência artificial.

Até pouco tempo, empresas disputavam espaço na mente e no coração dos consumidores. Em um cenário de agentes inteligentes, elas também precisarão conquistar a confiança dos algoritmos responsáveis por recomendar e selecionar produtos.

Essa nova dinâmica levanta uma questão estratégica: sua marca está preparada para ser escolhida por uma inteligência artificial? A resposta passa por fatores diferentes daqueles que dominaram o marketing digital nas últimas décadas.

Não bastará apenas investir em campanhas criativas ou em boas estratégias de mídia. As empresas precisarão oferecer informações estruturadas, dados confiáveis, descrições completas, avaliações consistentes, reputação sólida e experiências positivas que possam ser interpretadas por sistemas inteligentes.

Em outras palavras, será necessário tornar os produtos compreensíveis tanto para pessoas quanto para algoritmos e essa evolução também altera a lógica da diferenciação competitiva.

Se todos tiverem acesso às mesmas ferramentas de inteligência artificial, a vantagem deixará de estar na tecnologia em si. O diferencial estará na qualidade dos dados, na capacidade de interpretar o comportamento dos consumidores e na habilidade de tomar decisões melhores e mais rápidas.

É uma evolução semelhante ao que aconteceu com a internet e o comércio eletrônico. Em determinado momento, simplesmente estar online deixou de ser um diferencial. O mesmo acontecerá com a inteligência artificial.

Empresas que hoje comemoram a adoção de ferramentas de IA precisarão, em pouco tempo, responder a perguntas muito mais estratégicas: como seus produtos serão interpretados por agentes inteligentes? Quais critérios esses sistemas utilizarão para recomendar uma marca em vez de outra? Como construir confiança em um ambiente em que parte da jornada de compra será mediada por algoritmos?

Naturalmente, ainda existem desafios importantes. Questões relacionadas à transparência, privacidade, responsabilidade sobre decisões automatizadas e regulamentação precisarão evoluir à medida que esses agentes se tornarem mais presentes na rotina das pessoas, mas a direção parece clara.

Assim como a inteligência artificial já transformou a forma como empresas analisam dados e tomam decisões, ela também mudará a maneira como consumidores pesquisam, escolhem e compram.

Talvez a maior mudança não seja tecnológica, mas estratégica.O varejo deixará de competir apenas pela atenção das pessoas para competir também pela confiança das inteligências artificiais que atuarão em nome delas.

As empresas que compreenderem essa mudança desde agora estarão mais preparadas para o futuro. Porque, quando os agentes inteligentes passarem a participar das decisões de compra em larga escala, não bastará ser encontrado pelos consumidores, será preciso ser encontrado e recomendado pelas inteligências artificiais que comprarão ao lado deles.

*Maurício Mansur é fundador da IAMKT, consultoria especializada em IA aplicada ao marketing, e atua como conselheiro e palestrante em inovação e transformação digital. Mestre em Marketing pela UFMG e MBA pela Fundação Dom Cabral, é referência na aplicação prática de inteligência artificial em estratégia e resultados de negócio.

Propósito e personalização redesenham as estratégias de marketing de relacionamento; entenda a tendência

Marcas transformam pontos de contato em experiências capazes de fortalecer vínculos, comunicar valores e conectar clientes a histórias reais e cadeias de impacto positivo

O marketing de relacionamento está deixando para trás a lógica baseada exclusivamente em benefícios, recompensas e programas de fidelidade. Em um cenário de queda da lealdade e crescente demanda por relações mais autênticas, marcas passam a transformar cada interação em uma oportunidade de gerar identificação, confiança e proximidade.

Estudos internacionais ajudam a dimensionar essa mudança. O Edelman Trust Barometer 2025 – Special Report: Brand Trust aponta uma evolução na forma como o propósito é percebido: consumidores já não se conectam apenas com discursos, mas esperam ações capazes de gerar relevância, segurança e presença autêntica na comunidade. Na mesma direção, a Forrester identificou uma queda de 25% na lealdade às marcas em 2025, mesmo diante do avanço dos programas de fidelidade.

Nesse contexto, a personalização também ganha um novo significado. Mais do que adaptar produtos, ofertas ou mensagens às preferências do público, passa a incorporar histórias, origens, pessoas e impactos. A experiência se torna parte do posicionamento da marca.

A estratégia acompanha uma transformação observada no branding contemporâneo. Em vez de concentrar esforços exclusivamente em campanhas publicitárias ou programas de fidelização, marcas passam a investir em experiências capazes de traduzir seu posicionamento em ações concretas. Cada interação se torna uma oportunidade para reforçar atributos como autenticidade, confiança e responsabilidade socioambiental.

A tendência reposiciona iniciativas antes consideradas complementares nas estratégias de comunicação. Presentes corporativos, por exemplo, deixam de cumprir apenas uma função promocional e passam a atuar como pontos de contato capazes de comunicar escolhas, valores e compromissos.

O valor do brinde deixa de estar concentrado apenas na utilidade, no custo ou na exposição da identidade visual. Sua origem, a história de quem o produziu e o impacto gerado ao longo da cadeia passam a integrar a experiência oferecida ao público.

Nesse contexto, apoiar iniciativas familiares deixa de ser apenas uma escolha de fornecimento e passa a integrar a própria experiência oferecida ao cliente. O relacionamento não é construído apenas pela utilidade do brinde, mas pela história que ele carrega, pelas pessoas que representa e pelos valores que comunica.

A Deskbee, plataforma de gestão de espaços e rotinas de trabalho, é um exemplo de como essa tendência começa a ganhar forma. A empresa passou a desenvolver parte de seus brindes em parceria com iniciativas familiares comprometidas com práticas sustentáveis, substituindo itens padronizados por experiências conectadas às histórias de quem produz.

Um dos exemplos é a parceria com o apiário de Zé Preto, em Piracaia, no interior de São Paulo. Há mais de quatro décadas, o produtor se dedica à criação de abelhas. A atividade começou ainda na adolescência e, ao longo dos anos, transformou-se em um negócio familiar baseado no respeito à natureza, no cuidado com as colmeias e na valorização dos processos artesanais.

“O amor pelas abelhas foi passando de geração em geração”, conta o produtor. Para ele, preservar esses insetos também significa proteger uma das principais bases da vida. “Sem as abelhas, nós não conseguiríamos sobreviver”, afirma.

A mesma relação de cuidado está presente no mel escolhido para integrar os brindes da Deskbee. Produzido a partir de processos naturais, cada pote acompanha um pedaço do próprio favo, proporcionando a quem recebe uma experiência próxima à degustação realizada diretamente no apiário.

“Além desse mel, vocês estão levando todo o nosso amor, esse cuidado e todo o nosso respeito”, resume o produtor. Mais do que um produto, a entrega carrega a trajetória de uma família dedicada à apicultura e aproxima clientes e parceiros das pessoas envolvidas em sua produção.

Ao incorporar essa narrativa aos seus brindes, a Deskbee amplia o papel do marketing de relacionamento. O presente deixa de cumprir apenas uma função promocional e passa a representar uma cadeia de valor que envolve pequenos produtores, produção responsável, respeito ao meio ambiente e geração de impacto positivo.

O case evidencia como a personalização pode ultrapassar aspectos funcionais e estéticos. Mais do que adaptar um item, a empresa personaliza a experiência ao conectá-la a uma origem, a pessoas e a valores reconhecíveis. O relacionamento deixa de estar concentrado apenas no momento da entrega e passa a ser construído pelo significado atribuído a ela.

A iniciativa também mostra como o propósito pode deixar o campo do discurso institucional para integrar a experiência do cliente. Ao conectar presentes corporativos a histórias reais e cadeias produtivas responsáveis, a marca transforma uma interação tradicional em uma expressão concreta de seu posicionamento.

Em relações cada vez mais mediadas por plataformas digitais, experiências tangíveis e carregadas de significado ganham potencial para criar proximidade. O valor de uma entrega passa a ser medido também por sua capacidade de gerar identificação, estimular conversas e tornar visíveis os compromissos da empresa.

Na nova fase do marketing de relacionamento, confiança e lealdade não são construídas apenas por campanhas, benefícios ou programas de fidelização. Elas também nascem das escolhas que uma marca faz, das histórias que decide valorizar e da coerência entre o que comunica e as experiências que oferece.

O case da Deskbee traduz essa transformação: quando um brinde deixa de ser apenas um objeto e passa a representar pessoas, origens e valores, a marca não entrega somente um presente. Cria uma experiência de relacionamento.

Confira mais sobre a ação em: https://www.youtube.com/watch?v=B5SY41pBS60.

Coluna “Discutindo a relação…”

Criatividade sob pressão: como produzir ideias relevantes em um mercado acelerado por IA

Por Josué Brazil (com apoio de IA)*

Imagem gerada pela IA do Canva

Durante décadas, a criatividade foi tratada como uma espécie de território protegido dos publicitários, designers, redatores e demais profissionais que trabalham com ideias. Hoje, esse território está sendo ocupado por uma nova e poderosa companhia: a inteligência artificial. Ela escreve, cria imagens, sugere conceitos, analisa tendências, produz variações e faz em segundos aquilo que antes poderia consumir horas ou dias. A questão, portanto, já não é se a IA vai participar do processo criativo. Ela já participa. A questão é outra: como continuar produzindo ideias realmente relevantes quando produzir ideias ficou tão fácil?

Os números ajudam a dimensionar essa transformação. Segundo o Work Trend Index 2024, da Microsoft e do LinkedIn, 75% dos trabalhadores do conhecimento entrevistados em 31 países já utilizavam IA no trabalho, e muitos afirmavam que a tecnologia economizava tempo e aumentava a criatividade. A mesma pesquisa mostra, porém, que as organizações enfrentavam dificuldades para transformar esse uso individual em uma estratégia consistente. A velocidade da tecnologia, portanto, não elimina o problema criativo. Pelo contrário: ela aumenta a pressão para que profissionais produzam mais, mais rápido e, muitas vezes, com menos tempo para pensar.

E aqui aparece um paradoxo interessante. Se a IA consegue gerar dez, cem ou mil possibilidades em poucos minutos, o diferencial deixa de ser simplesmente ter ideias. Passa a ser saber qual ideia merece existir. Uma pesquisa publicada em 2025 por pesquisadores da Universidade de St. Gallen, que reuniu e analisou 28 estudos com mais de 8 mil participantes, encontrou um resultado revelador: pessoas trabalhando com IA tiveram desempenho criativo superior ao de pessoas trabalhando sem assistência. Mas a mesma pesquisa identificou uma redução significativa na diversidade das ideias produzidas. Em outras palavras, a IA pode ajudar a criar mais — mas existe o risco de ajudar todos a criar coisas parecidas.

Isso é especialmente preocupante para a publicidade. Afinal, criatividade não é simplesmente produzir algo bonito, engraçado ou diferente. Criatividade publicitária precisa resolver problemas de comunicação. Precisa compreender pessoas, contexto, cultura, comportamento, marca, mercado e momento. Uma ideia pode ser tecnicamente impecável e ainda assim ser completamente irrelevante. E talvez seja justamente aí que o repertório humano ganhe ainda mais valor: a máquina consegue combinar informações disponíveis, mas é o profissional que precisa perceber aquilo que ainda não está evidente.

O próprio Cannes Lions, no relatório The State of Creativity 2025, aponta um cenário preocupante: apenas 13% das empresas pesquisadas se consideram abertas ao risco criativo, enquanto 51% das marcas afirmam que seus insights são fracos demais para sustentar uma criatividade realmente ousada. Mais de metade também relata dificuldade para reagir rapidamente a momentos culturais. O problema, portanto, não parece ser apenas tecnológico. Estamos diante de uma crise de coragem, repertório e capacidade de transformar observação em insight.

Por isso, talvez o maior perigo da IA para a criatividade não seja substituir o profissional. Seja acomodá-lo. Se a primeira resposta da máquina parece boa, por que procurar uma segunda? Se o texto está bem escrito, por que questioná-lo? Se a imagem parece perfeita, por que investigar o que ela está dizendo? A criatividade humana passa a ter uma nova função: não apenas criar, mas questionar, selecionar, tensionar, contextualizar e dar sentido ao que a tecnologia produz. O profissional criativo do futuro talvez seja menos um executor de ideias e cada vez mais um editor rigoroso de possibilidades.

Isso muda também o significado de “repertório”. Em um mundo em que qualquer pessoa pode pedir à IA “10 ideias para uma campanha”, ter acesso às ideias deixou de ser vantagem competitiva. A vantagem está em enxergar o que os outros não enxergam. Observar comportamento. Entender cultura. Fazer conexões improváveis. Conhecer profundamente uma marca. Conversar com pessoas. Ler além do próprio algoritmo. Quanto mais fácil fica produzir conteúdo, mais valioso se torna ter algo interessante para dizer.

A inteligência artificial pode acelerar a criatividade, mas não deveria substituir o pensamento criativo. Pode ampliar repertórios, provocar caminhos e multiplicar possibilidades. Mas a ideia relevante continua dependendo de uma capacidade essencialmente humana: entender o mundo antes de tentar dizer alguma coisa sobre ele. Em uma época em que máquinas produzem respostas em velocidade impressionante, talvez o verdadeiro luxo criativo seja justamente aquele que sempre pareceu mais simples — parar, observar, pensar e fazer a pergunta certa. Porque, quando todo mundo pode produzir mais, quem souber pensar melhor continuará produzindo o que realmente importa.

* Josué Brazil é professor, palestrante e pesquisador das transformações que impactam a relevância de marcas, profissionais e organizações.