Coluna Propaganda&Arte

O retorno das férias parece uma jornada do herói (e você nem percebeu isso)

Já ouviu falar na Jornada do Herói? Basicamente é a ideia de que todas as histórias seguem uma estrutura em comum desde a antiguidade, das obras de milhares de anos atrás, como óperas, até os filmes mais recentes de Hollywood, como Guerra nas Estrelas. Podemos acrescentar algumas propagandas, com o uso do storytelling e, arrisco dizer, até em nossa vida, como no retorno das férias, quer ver? Então bora pra história!

Storytelling é vida

Toda propaganda moderna se baseia nos conceitos de storytelling. Ou seja, explora-se o nosso desejo latente de ouvir histórias, algo que praticamos desde quando nos reunimos ao redor de uma fogueira quando homens das cavernas (talvez falando em sinais rs).
Essa premissa de contar histórias, que seria a tradução livre do termo storytelling em inglês, vem sendo aplicada em muitas propagandas, seja para vender um novo carro ou para fazer você investir em algum curso com alguma nova fórmula para enriquecer.
Resumindo: sempre temos um narrador contando algo, tentando nos envolver, mostrar situações, gerar empatia, dar seu endosso, mostrar sua cara e “abrindo o jogo” com você na mais louca e frenética tentativa de gerar um vínculo com quem estiver ouvindo.
Sendo assim, quando chegar um vídeo desse para você no Youtube, pode anotar os passos e se preparar para uma história de como aquele produto fez bem, como a pessoa era infeliz antes ou como ela era pobre e superou tudo etc. Temos sempre uma história sendo contada e, convenhamos, gostamos mesmo de histórias, basta ver o sucesso de livros e filmes mundo afora. Pessoas, escritores, grandes mercados de entretenimento bilionários baseados simplesmente em “histórias” estão aí e provam isso. Concorda? Prendi sua atenção até aqui?

Sobre a Jornada do Herói

Joseph Campbell foi um professor e mitologista norte-americano que dedicou sua vida ao estudo dos mitos. Ele então chegou ao que chamamos hoje de Jornada do Herói. Comparando antigos livros com os mais recentes percebeu que todas as histórias tinham muitas partes parecidas de conflitos e resoluções, como se fossemos programados para falar e ouvir sempre as mesmas coisas. Como se essa fosse a essência de toda história desde sempre.

Não quero entrar em detalhes, pois vale a leitura de todos os conteúdos sobre o tema, mas muitos desses processos foram aplicados também por roteiristas de Hollywood nos maiores sucessos do cinema. Esse conceito foi dissecado pelo escritor do livro A jornada do escritor, Christopher Vogler, que indicarei para quem quiser aprofundar no tema.

Etapas da Jornada do Herói

1- Mundo comum
2- Chamado à aventura
3- Recusa do chamado
4- Encontro com o mentor
5- Travessia do limiar
6- Provas, aliados e inimigos
7- Aproximação
8- Provação Central
9- Recompensa
10- O caminho de volta
11- Ressurreição
12- Retorno com o Elixir

Essa é a estrutura que provavelmente contempla todos os atos de qualquer filme, livro, propaganda e vídeos de Youtube que tentou convencer você de que existe um método fácil de ganhar muito dinheiro com a internet, sem trabalhar. Inclusive, arrisco dizer que podemos aplicar em nossas vidas, como, por exemplo, em nosso retorno das férias. Posso dizer então que criei a Jornada do trabalhador ou do CLT. Se você se reconhecer, parabéns! Considere-se um herói/heroína.

A jornada do CLT

1- Mundo comum
Aqui está você trabalhando e pensando nas férias, cansado, estressado, cheio de preocupações, vivendo a rotina normal de acordar cedo, ir pro trabalho, voltar etc.

2- Chamado à aventura
Alguém te convida para uma viagem de férias, pode ser um amigo, um familiar, sua esposa, tanto faz.

3- Recusa do chamado
Em um primeiro momento, você recusa, pois não quer gastar dinheiro ou qualquer outra desculpa para não viajar. Em alguns casos, até diz que “vai pensar”.

4- Encontro com o mentor
Alguém irá guiar você para essa viagem, pode até ser um guia de viagens ou seu parente que sabe tudo sobre a viagem e vai te convencer.

5- Travessia do limiar
Daqui em diante não tem volta, você já comprou as passagens, já fez os planos, já está até se imaginando lá no lugar.

6- Provas, aliados e inimigos
Durante suas férias, você pode aprender alguns macetes da viagem, alguns problemas podem ser evitados, você acaba superando problemas e contratempos, alguns aliados aparecem, como um bom lugar para comer ou um lazer incrível que você quer ir novamente.

7- Aproximação
Você vive alguns momentos de surpresas pelo caminho, vai criando uma expectativa para algo ainda mais incrível que pode ocorrer. Até pode acontecer mesmo!

8- Provação Central
Você vive uma grande viagem, tem momentos realmente inesquecíveis com pessoas queridas, vive o auge das férias. Seria o clímax nos filmes.

9- Recompensa
Qual a melhor recompensa de tirar férias? Relaxamento, tranquilidade, paz, saúde, tudo que quiser colocar aqui e levar pra casa. Podem até ser brindes e lembrancinhas. Você merece!

10- O caminho de volta
Essa é a parte mais triste, mas necessária. Você precisa voltar para casa, já está no caminho de volta, literalmente. Você revê todo trajeto e já sente saudades.

11- Ressurreição
É o momento de mostrar que você realmente curtiu as férias, provar que valeu a pena. Você posta fotos que ainda não postou, você sorri para quem pergunta, comenta com alguém sobre como as férias foram boas, tudo é válido para comprovar sua grande jornada.

12- Retorno com o Elixir
Você começa sua segunda-feira de trabalho meio distante, porém, apesar do peso do retorno, parece que algo mudou dentro de você. Pode até ser que tenha mudado mesmo, pois o ócio também leva ao estado de reflexão e até a grandes ideias. E se a rotina não te engolir novamente, você pode até rever toda sua jornada e escrever novos caminhos.

Essa é minha reflexão do início de ano.
Você conseguiu viajar? Já viu histórias assim?

Que comece a sua jornada para 2022!

Texto inspirado no livro “A jornada do escritor – Estrutura mítica para escritores” de Christopher Vogler.

Web3: uma nova revolução vem aí

A web3 é a nova revolução na forma de interagir digitalmente. Entender porque esse tema se tornou tão usado nos últimos dias é o ponto de partida.

A web3 é basicamente (e exatamente) a terceira geração da internet. Tá, mas e o que isso tem a ver?

Vamos lá! De acordo com o pessoal do portal americano GizModo, para os profetas é uma revolução; para os céticos, é um castelo de cartas bem exagerado.

Foto: ViDIstudio/ Freepik

Em outras palavras, e para ser bem mais claro, web3 diz muito a respeito de informação descentralizada. Por isso pode ser associado a outros termos bastante em alta, como blockchain, criptomoedas e NFTs, ou tokens não-fungíveis/permutáveis.

Embora muitas das promessas da web3 ainda precisem ser implementadas ou mapeadas adequadamente, parte dessa revolução já faz parte do nosso dia a dia.

Voltamos na internet dos anos 2000? Muita calma nessa hora!

Web3: a revolução da internet

Se você está lendo este artigo, certamente passou pela era da internet discada com páginas estáticas, ou em outras palavras, a era da web1.

Os sites tinham muita informação e notícias. As imagens eram totalmente fora de padrão, ocupavam quase que a página inteira e os vídeos, pra não dizer que não existiam, eram totalmente fora de questão, pesados e sem qualidade.

Logo no início do século 21, chegou a então super moderna web2, onde o dinamismo e edição eram voltadas aos usuários. Foi mais ou menos como um adeus às páginas estáticas.

Vamos falar a verdade, quantos aqui neste grupo nos cadastramos no gmail apenas para ter acesso a todas as possibilidades oferecidas pelo Google? Isso sem contar na distribuição de conteúdos próprios na web.

Além disso, aquele probleminha das imagens e vídeos da era anterior foram superados.

O mundo atual, e talvez, ideal

A tecnologia evoluiu tão rapidamente neste quesito que agora falamos em lives, transmissões ao vivo, alta resolução, qualidade, áudio e vídeos prefeitos pela internet, e assim vai.

Mas há uma razão em especial para atualizar: a descentralização!

Isso já está bastante comum com as criptomoedas e as aplicações de blockchain, mas é sempre bom reforçar.

Nesta nova era, plataformas que acumulavam informações como Google, Meta, Apple, Microsoft, Amazon, por exemplo, tornar-se-ão mais democráticas e com conteúdo totalmente descentralizado.

A chave principal para essa revolução da descentralização é a tecnologia blockchain, que distribui a informação em registros publicamente visíveis e verificáveis (desde autorizados e de acordo com LGPD). Além disso, podem ser acessados ​​por qualquer pessoa, em qualquer lugar.

E como dica, associe sempre web3 à descentralização, dinamismo, blockchain e criptomoedas. Essa é a nova era da internet!

Espero que a sua passagem para esta nova era da web3 seja tranquila e segura tanto quanto a tecnologia que o blockchain nos oferece!

Nos vemos no próximo artigo.

Mauricio Conti é Engenheiro de Computação, founder do Simples ID, CPO wconnect, Conselheiro Administrativo, Profissional de tecnologia e Saúde Digital, influenciador digital nas áreas de Blockchain e NFT.

 

Live commerce: práticas recomendadas para o sucesso dessa estratégia de vendas

por Marcio Machado, fundador e CEO da StreamShop*

Nascido na China, o live commerce – modalidade de vendas, que consiste na experiência de compra online que permite que consumidores interajam ao vivo com influenciadores e vendedores, comprando produtos diretamente durante as transmissões – deixou de ser uma novidade no Brasil e já se apresenta como uma das grandes armas de estratégia digital de pequenas e grandes marcas.

Crédito: Henrique Padilha

Isso acontece porque os resultados apresentados fora do país demonstram o enorme potencial do recurso para impulsionar vendas enquanto ocorre a humanização da venda. Na China o live commerce movimentou cerca de US$ 200 bilhões em 2020 e a estimativa, segundo a Research and Markets, é de que a indústria global do ‘e-commerce social’ fature US$ 600 bilhões até 2027.

E como ter sucesso no live commerce?

O live commerce pode gerar uma taxa de conversão de seis a dez vezes maior do que as vendas tradicionais por e-commerce, mas para isso é necessário muito planejamento e seguir um passo a passo rigoroso para que tudo funcione exatamente como o esperado.

1. Construa uma audiência prévia. Não vai adiantar nada programar um mega evento se não terá uma audiência para engajar e consumir. fazer um super evento sem ninguém para assistir. Então é preciso fazer um esforço de divulgação para a base de clientes e possíveis interessados na live para que ela seja um sucesso.”

2. Defina a estratégia para a sua live. É importante definir o catálogo de produtos que serão ofertados, quais serão as promoções que vão ser disponibilizadas para os consumidores, oportunidades de última hora para instigar o senso de urgência e tudo o que envolve a dinâmica da venda.

3. Escolha um bom apresentador (host). É essencial que a pessoa escolhida para apresentar a live seja capaz de estabelecer conexão com a audiência num tom de conversa, como se estivesse presente cara a cara com o consumidor. E não somente isso, o apresentador também precisa ter conhecimento geral sobre o que vai ser ofertado.

4. Gere conteúdo relevante. A live shop precisa ser interessante e ao mesmo tempo divertida. No digital e no e-commerce, onde tudo fica muito parecido, a criação de conteúdo relevante é que vai separar quem vai ter a atenção e o engajamento do consumidor. Então, é importante focar em um bom roteiro, nos ensaios e na preparação do host.

5. Tenha um olhar crítico. O responsável pela estratégia digital deve observar a live do começo ao fim, checando os produtos mais acessados, as promoções que se esgotam mais rápido, os momentos mais curtidos e comentados da live, e também aqueles de menor engajamento para que você consiga planejar sua próxima ação e ter ainda melhores resultados.

Marketing Digital: 9 grandes tendências para 2022

por Aline Bak*

O marketing digital está em constante evolução e hoje é considerado essencial para gerar valor e produzir impactos positivos para os negócios, das vendas ao relacionamento com o cliente, passando pela gestão da carteira de cada empresa. A Pesquisa Maturidade do Marketing Digital e Vendas no Brasil, divulgada pelo Mundo do Marketing, indica que 94% das empresas escolheram o marketing digital como estratégia de crescimento.

Imagem de Mirko Grisendi por Pixabay

Este ano deverá consolidar algumas tendências que já estão em curso, assim como presenciaremos também o surgimento de movimentos que serão cruciais para as empresas que visam promover o sucesso de seus negócios na web. Com isso, é extremamente importante que as marcas não somente planejem o futuro das suas ações de marketing, mas estejam também preparadas para tirar máximo proveito das novidades que estão surgindo a todo momento.

Para auxiliar nesse sentido, confira as 9 principais tendências do marketing digital que vão estar em alta durante 2022:

1) TikTok: a popular rede social chinesa, que vem batendo recordes de downloads em todo o mundo, deverá se firmar como a grande plataforma do ano que vem. Inclusive, empresas de diversos setores já enxergaram um enorme potencial nessa ferramenta para conquistar e gerar maior aproximação com seu público. E a plataforma é cheia de oportunidades, porque tem um algoritmo que hoje é muito mais eficiente do que as outras redes sociais. A quantidade de entregas do Tik Tok atualmente supera em quatro vezes a do Instagram. Com isso, os vídeos ali postados impactam um número muito maior de pessoas, com potencial de atrair um volume superior de seguidores.

2) Vídeos curtos: já sabemos que vídeos menores tendem a ter melhor desempenho na web. Segundo a HubSpot, vídeos com menos de 90 segundos de duração possuem uma taxa de retenção de 57%, ao passo que aqueles acima de 30 minutos, apenas 10%. Além disso, os usuários valorizam os que são rápidos e de fácil carregamento, principalmente nas redes sociais. Em 2022, os vídeos com duração de até um minuto vão se consolidar com ainda mais dinamismo e força.

3) Marketing de influência: dados do Instagram revelam que 87% dos usuários se inspiram em um influenciador antes de efetuar uma compra. Ou seja, estes profissionais têm um poder de persuasão enorme! Afinal, suas campanhas fornecem contexto e relevância para as marcas. Pode anotar: o mercado de influencers é próspero e segue em plena expansão. Cada vez mais, profissionais de marketing vão buscar oportunidades com estes formadores de opinião.

4) Experiências por voz: Segundo a Juniper Research, até este ano ocorreram 4,6 bilhões de transações por voz e até 2023 um aumento expressivo é esperado, de cerca de 19,4 bilhões. Aqui entram assistentes virtuais como o Alexa (e outros), assim como canais para criação de conteúdo. Nesse quesito, um bom exemplo são os podcasts, que ganham relevância cada vez maior ao consolidar a imagem de especialistas dos mais diversos mercados. Enfim, toda plataforma que dê conta da jornada do consumidor por áudio será bastante valorizada.

5) Responsabilidade social: a pandemia da Covid-19 mostrou como as cadeias de valor globais são vulneráveis e as empresas estão percebendo, mais do que nunca, a importância da resiliência. Para estarem prontas no cenário econômico pós-pandemia, bem como para eventuais crises, as marcas precisam evoluir seu foco e reinventar suas estratégias, com maior ênfase na empatia e sustentabilidade.

6) Presença digital ampliada: em 2022, as empresas vão precisar ter, definitivamente, uma estratégia de marketing abrangente sobre como desenvolver, implementar, gerenciar e filtrar sua presença digital. Nesse contexto, estar presente no maior número possível de plataformas vai fazer toda a diferença.

7) Influenciadoras 50+: chegou a vez das mulheres maduras ocuparem seu espaço na web. Este movimento ocorre sobretudo no Instagram, que vive um verdadeiro boom de perfis de mulheres com mais de 50 anos. E de acordo com dados da HubSpot, estas profissionais vão ganhar ainda mais destaque no próximo ano. Em tempo: na minha empresa, hoje, mais de 65% da demanda é proveniente de mulheres maduras.

8) Metaverso: o mundo digital cheio de possibilidades focado em experiências virtuais onde o usuário poderá realizar tudo o que imaginar, será um dos grandes temas em evidência no marketing em 2022. O que se espera é que as marcas invistam cada vez mais neste universo para alcançar novos públicos e fidelizar os heavy users da internet.

9) Humanização em pauta: estar mais próximo do consumidor, por meio de avatares e personagens, será algo ainda mais forte nos próximos anos. Estes ícones possibilitam ao consumidor ter uma experiência mais pessoal e aumentam o valor do entretenimento e da informação, melhorando consideravelmente a satisfação do consumidor no ambiente da web.

*Aline Bak: é especialista em marketing de influência digital, consultora e estrategista de influência digital e de negócios digitais. Atua há oito anos no mercado de marketing digital e é formada pela FAAP (Fundação Armando Alvares Penteado-SP), em São Paulo, com especialização no Instituto Europeo di Design (IED) em Barcelona, na Espanha.

Fonte: Key Press Comunicação