Vale Digital Summit 2026 debate como inteligência artificial, dados e criatividade estãoredefinindo a comunicação

Segunda edição do evento promovido pela APP Vale acontece em 22 de agosto, em São José dos Campos, e reúne profissionais do mercado para discutir o uso estratégico da tecnologia na publicidade, no marketing e na comunicação

A inteligência artificial deixou de ser uma promessa distante para se transformar em uma ferramentapresente no cotidiano de empresas, agências e profissionais de comunicação. Mas, diante davelocidade das transformações tecnológicas, uma questão ganha cada vez mais importância: como transformar tecnologia, dados e criatividade em inteligência capaz de gerar estratégia e resultados?

É a partir dessa provocação que acontece, no dia 22 de agosto, em São José dos Campos, o Vale Digital Summit 2026, iniciativa da Associação de Profissionais de Propaganda do Vale do Paraíba (APP Vale).

Em sua segunda edição, o evento terá como tema “A Era da Inteligência Estratégica —
Quando tecnologia, dados e criatividade servem à estratégia” e reunirá profissionais do mercado para uma manhã de palestras e discussões sobre os caminhos da comunicação digital.

O Summit será realizado no Aqui Vale, das 8h às 13h, com cinco palestras. Para esta edição, a APP Valeconta ainda com a parceria de curadoria de conteúdo da ABRADI — Associação Brasileira dos Agentes Digitais, aproximando o evento das discussões mais atuais do mercado digital brasileiro.

Mais do que apresentar novas ferramentas, o Vale Digital Summit 2026 pretende colocar em debate como profissionais e empresas podem utilizar tecnologia e inteligência artificial de maneira estratégica, conectando inovação, dados, criatividade, produtividade, performance e negócios.

Entre os destaques da programação está o painel “O que as Agências Premiadas Fazem Diferente?”, uma conversa com representantes de agências reconhecidas pelo Prêmio Abradi. A proposta é fugir doformato tradicional de apresentação de cases e revelar decisões, hábitos, processos e estratégias que contribuíram para levar essas empresas ao topo da premiação.

Participam do painel Fernando Penteado, head da operação de São Paulo da Binder; Willian Crizostimo, CEO da BW8 Martech; e Eduardo Barreto, Diretor Executivo de Estratégia, Dados eComunidade da W3. A conversa será mediada e abordará temas como posicionamento, especialização,processos, cultura, dados, modelo comercial, erros, aprendizados e transformação da relação entreagências e clientes.

A programação também terá palestras dedicadas diretamente à aplicação da inteligência artificial nocotidiano profissional. David da Costa Mendes Neto, fundador da Agenzia Mkt, falará sobre “Inteligência Artificial aplicada à produtividade, escala e performance em marketing”. Já Ítalo Gabriel dos Santos, cofundador da Volúpia Digital, apresentará “Como aplicar a IA em sua agência com exemplos práticos”
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Com experiências que conectam marketing, vendas, tecnologia, automação, CRM, dados e inteligênciaartificial, os participantes representam diferentes perspectivas sobre um mesmo desafio: como fazer a tecnologia trabalhar a favor da estratégia — e não simplesmente adotá-la porque ela está disponível.

Para a APP Vale, a realização do Summit reforça a importância de criar espaços de atualização e trocaentre estudantes, profissionais, agências e empresas diante de um mercado em rápida transformação.

O Vale Digital Summit 2026 acontece no dia 22 de agosto, das 8h às 13h, no Aqui Vale, em São José dos Campos
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SERVIÇO

Vale Digital Summit 2026

Tema: A Era da Inteligência Estratégica — Quando tecnologia, dados e criatividade servem à estratégia
Data: 22 de agosto de 2026
Horário: das 8h às 13h
Local: Aqui Vale — São José dos Campos (SP)

Realização:
APP Vale — Associação de Profissionais de Propaganda do Vale do Paraíba
Curadoria de conteúdo: ABRADI — Associação Brasileira dos Agentes Digitais
Programação: 5 palestras

INSCRIÇÕES AQUI

Dados, criatividade e conversão: a tríade que impulsiona as campanhas de Retail Media

Por Cyril Marchal*

Durante os últimos anos, o crescimento de Retail Media foi sustentado por argumentos bastante claros. Dados proprietários, proximidade com o momento da compra e capacidade de mensuração transformaram esse modelo em uma das principais apostas da publicidade global. Os números refletem esse movimento, segundo a eMarketer, o investimento global em Retail Media deve alcançar US$ 163 bilhões até 2027, enquanto o relatório Digital AdSpend 2025, do IAB Brasil em parceria com a Kantar IBOPE Media, aponta que o segmento já movimenta R$ 3,5 bilhões no Brasil.

Ao acompanhar as discussões em Cannes Lions este ano, no entanto, ficou evidente que essa narrativa já não explica sozinha a evolução desse mercado. Retail Media esteve presente em praticamente todos os debates sobre o futuro da mídia, mas sob uma perspectiva diferente daquela que dominou as conversas nos últimos anos. Em vez de eficiência, segmentação e performance, as discussões passaram a girar em torno de criatividade, experiência e relevância. Não porque esses atributos substituam os dados, mas porque os dados já não são mais um diferencial isolado e sim a base sobre a qual as marcas constroem experiências mais significativas.

A campanha Build Your Own Super Bowl Commercial, da Uber Eats, vencedora do Grand Prix de Media em Cannes Lions 2026, sintetiza bem essa mudança. Mais do que uma campanha apoiada em dados ou tecnologia, o reconhecimento veio pela capacidade de transformar um grande momento cultural em uma experiência de marca integrada ao consumo.

Quem acompanha de perto a rotina do varejo físico entende por que essa mudança era questão de tempo. A loja nunca foi apenas um ponto de venda, sempre foi também um espaço de decisão, de descoberta e, cada vez mais, de mídia. O que Cannes deixou claro é que o mercado publicitário finalmente está tratando esse espaço com a mesma exigência criativa que já aplica a qualquer outro canal, e isso muda o tipo de profissional e de ideia que Retail Media vai exigir daqui para frente. Não basta saber operar leilões de mídia ou segmentar audiências, é preciso saber contar histórias dentro do momento de compra, o que é um ofício bem diferente. Essa convergência também ficou evidente em outro tema recorrente ao longo da semana: o papel dos creators. Durante muito tempo, eles foram vistos principalmente como ferramentas de alcance e influência, mas em Cannes essa discussão evoluiu, passaram a aparecer como parte da construção da experiência da marca, produzindo conteúdos que transitam entre redes sociais, plataformas de Retail Media, Digital Out of Home e ambientes físicos de compra. O conteúdo, que antes cumpria apenas a função de gerar atenção, começa cada vez mais a acompanhar o consumidor ao longo da jornada, aproximando inspiração, contexto e decisão de compra.

Esse movimento ajuda a explicar por que Retail Media entra em uma nova fase. Sua capacidade de gerar resultados continua diretamente ligada aos dados e à inteligência sobre o comportamento do consumidor, mas o que passa a diferenciar uma estratégia é também a forma como essas informações são utilizadas para construir experiências capazes de criar conexão. À medida que tecnologia, inteligência artificial e plataformas se tornam cada vez mais acessíveis, o diferencial competitivo volta a estar nas ideias.

Talvez esse tenha sido o principal aprendizado deixado por Cannes este ano. Durante muito tempo, perguntamos como utilizar a criatividade para potencializar campanhas de Retail Media. Hoje, a questão que destaco é como Retail Media pode se tornar um dos ambientes mais criativos da publicidade. As campanhas mais relevantes apresentadas no festival sugerem que essa transformação já começou, e que o próximo ciclo de crescimento do setor será liderado não apenas pela expansão das redes de mídia, mas pela capacidade das marcas de transformarem dados, criatividade e conversão em experiências que façam sentido para as pessoas.

*Cyril Marchal é CEO da Unlimitail LatAm

Coluna “Discutindo a relação…”

A era do profissional híbrido: por que criatividade sem repertório tecnológico perdeu espaço

Por Josué Brazil* (com apoio de IA)

Durante décadas, a criatividade foi tratada como o principal diferencial dos profissionais de comunicação e marketing. Ter boas ideias parecia suficiente para construir campanhas memoráveis, conquistar clientes e desenvolver marcas fortes. Mas o mercado mudou. Hoje, criatividade continua sendo indispensável, porém já não caminha sozinha. Ela passou a dividir protagonismo com outra competência igualmente estratégica: a capacidade de compreender e utilizar tecnologia. Estamos vivendo a consolidação da era do profissional híbrido.

Essa transformação não surgiu da noite para o dia. A digitalização dos negócios, a explosão dos dados, a inteligência artificial generativa e a automação dos processos mudaram profundamente a forma como empresas se relacionam com consumidores. Segundo o Future of Jobs Report 2025, do World Economic Forum, habilidades relacionadas à tecnologia, pensamento analítico, criatividade e aprendizado contínuo aparecem entre as competências que mais crescerão em importância até o fim da década. Em outras palavras, o mercado não está escolhendo entre criatividade ou tecnologia. Ele exige as duas.

No universo da comunicação, isso significa que o profissional deixou de ser apenas um criador de peças ou campanhas para se tornar um solucionador de problemas. Um redator que entende como funcionam plataformas de inteligência artificial produz com mais velocidade e amplia seu potencial criativo. Um designer que domina ferramentas de automação entrega projetos mais eficientes. Um estrategista que interpreta métricas consegue transformar dados em decisões mais inteligentes. Como costuma afirmar Seth Godin, referência mundial em marketing, “o marketing deixou de ser sobre as coisas que fazemos para ser sobre as histórias que contamos”. Hoje, porém, contar essas histórias exige compreender os ambientes tecnológicos onde elas acontecem.

Essa mudança também altera o próprio conceito de criatividade. Durante muito tempo, criatividade era vista como um talento quase artístico, baseado apenas em inspiração. Atualmente, ela depende cada vez mais de repertório. E repertório não significa apenas cultura, cinema, literatura ou música — elementos que continuam fundamentais. Significa também conhecer plataformas digitais, entender algoritmos, explorar inteligência artificial, compreender comportamento de dados e acompanhar a evolução das ferramentas que moldam a comunicação contemporânea.

O relatório The Future of Jobs, do World Economic Forum, mostra ainda que a alfabetização tecnológica (technological literacy) está entre as habilidades que mais crescerão em demanda nos próximos anos. Paralelamente, pesquisas da consultoria McKinsey & Company indicam que empresas que conseguem integrar inteligência artificial aos seus processos tendem a aumentar significativamente produtividade, eficiência operacional e velocidade na tomada de decisão. Isso não elimina o papel humano; pelo contrário, amplia o valor dos profissionais capazes de combinar sensibilidade criativa com domínio tecnológico.

É importante destacar que ser um profissional híbrido não significa ser especialista em programação, ciência de dados ou engenharia de software. Significa compreender como as tecnologias impactam o trabalho, saber dialogar com especialistas de diferentes áreas e utilizar ferramentas digitais para potencializar resultados. O mercado valoriza cada vez mais profissionais capazes de transitar entre estratégia, criatividade, análise e inovação — conectando conhecimentos que antes pareciam pertencer a universos distintos.

Talvez o maior desafio dessa nova realidade seja abandonar a falsa oposição entre criatividade e tecnologia. Há quem ainda veja a inteligência artificial como uma ameaça ao pensamento criativo. No entanto, profissionais que experimentam essas ferramentas diariamente percebem justamente o contrário: quando bem utilizada, a tecnologia reduz tarefas repetitivas, acelera pesquisas, amplia possibilidades e libera tempo para aquilo que continua sendo exclusivamente humano — interpretar contextos, fazer conexões improváveis, gerar significado e criar experiências relevantes.

No frigir dos ovos, o mercado não está procurando pessoas que saibam apenas usar ferramentas, nem profissionais que dependam exclusivamente do talento criativo. O que empresas e marcas procuram são indivíduos curiosos, adaptáveis e dispostos a aprender continuamente. Porque, na comunicação contemporânea, a criatividade continua sendo o combustível da inovação. Mas é o repertório tecnológico que determina até onde essa criatividade consegue chegar.

*Josué Brazil é professor, palestrante e pesquisador das transformações que impactam a relevância de marcas, profissionais e organizações.

O futuro do marketing já chegou. E ele muda todos os dias.

Por Josué Brazil (com apoio de IA)

Hoje comemoramos o Dia do Profissional de Marketing. Vale a questão então: que cenário e que desafios este profissional tem que encarar em seu dia a dia? Vamos tratar de algumas questões ligadas a essa pergunta.

Em um cenário marcado por transformações constantes, o profissional de marketing ocupa hoje uma posição cada vez mais estratégica dentro das organizações. Muito além da criação de campanhas e ações promocionais, sua atuação envolve análise de comportamento, interpretação de dados, construção de relacionamentos e desenvolvimento de experiências relevantes para consumidores cada vez mais exigentes e conectados. O marketing contemporâneo exige rapidez, adaptação e, principalmente, capacidade de compreender pessoas.

Um dos principais desafios atuais está relacionado ao excesso de informação. Nunca houve tanta disputa pela atenção do público. Redes sociais, plataformas digitais, influenciadores, anúncios personalizados e conteúdos em tempo real criaram um ambiente em que marcas competem por segundos de atenção. Segundo o World Economic Forum, a economia da atenção tornou-se um dos fatores centrais da comunicação contemporânea, exigindo das empresas mensagens mais relevantes, humanas e contextualizadas.

Outro ponto decisivo é a velocidade das mudanças tecnológicas. Ferramentas de automação, inteligência artificial, análise preditiva e plataformas de dados passaram a fazer parte da rotina do marketing. De acordo com a Deloitte, empresas que conseguem integrar tecnologia e experiência do consumidor tendem a construir relações mais fortes e sustentáveis com seus públicos. Nesse contexto, o profissional de marketing precisa desenvolver competências técnicas sem perder a sensibilidade criativa e estratégica.

Além da tecnologia, há também um consumidor mais consciente e criterioso. Hoje, marcas são observadas não apenas pelos produtos que oferecem, mas pelos valores que representam. Questões relacionadas à sustentabilidade, diversidade, transparência e posicionamento social passaram a influenciar decisões de compra. Segundo a Kantar, consumidores tendem a criar conexões mais profundas com marcas que demonstram propósito e coerência em suas ações.

Outro desafio importante envolve a análise de dados. O marketing atual produz uma quantidade gigantesca de informações, mas transformar dados em decisões inteligentes continua sendo uma tarefa complexa. Métricas, indicadores de desempenho, comportamento digital e monitoramento de tendências passaram a orientar estratégias em tempo real. O profissional da área precisa interpretar números sem perder de vista aquilo que é essencial: o comportamento humano por trás dos dados.

Também cresce a pressão por resultados imediatos. Em muitos contextos, campanhas precisam apresentar desempenho rápido e mensurável, o que aumenta a cobrança sobre equipes de marketing. Ao mesmo tempo, construir marca, reputação e relacionamento continua sendo um trabalho de médio e longo prazo. Equilibrar performance e construção de valor tornou-se uma das habilidades mais importantes da profissão.

Mesmo diante de tantos desafios, o marketing continua sendo uma área movida por criatividade, observação e inovação. Em um ambiente cada vez mais automatizado, ideias originais e conexões humanas autênticas ganham ainda mais relevância. O profissional de marketing contemporâneo precisa unir análise e sensibilidade, estratégia e criatividade, tecnologia e empatia.

Celebrar o Dia do Profissional de Marketing é reconhecer a importância de quem transforma informações em estratégias, tendências em oportunidades e comunicação em relacionamento. Mais do que vender produtos, esse profissional ajuda marcas a construírem significado em um mundo cada vez mais dinâmico, competitivo e conectado.