Economia dos dados cresce e falta de profissionais capazes de interpretar informações abre espaço para comunicadores

Foto:n Reprodução/Freepik

Empresas buscam profissionais capazes de construir análises inteligentes e traduzir o que os dados dizem em linguagens simples

Cerca de 65% das empresas do Brasil já têm cultura de dados na área de comunicação, é o que revela um estudo desenvolvido pela Aberje (Associação Brasileira de Comunicação Empresarial), em parceria com a Cortex. Entretanto, o mercado ainda enfrenta uma escassez de profissionais qualificados para análise de dados, especialmente fora da área de ciências exatas.

Mais de 173 zettabytes de dados foram criados, capturados, copiados e consumidos globalmente em 2025. Com o avanço da inteligência artificial, já existem plataformas capazes de gerar gráficos e insights com base nesses dados, a partir de simples prompts. O que as empresas estão buscando nesse momento, são profissionais capazes de formular as perguntas certas para produzir análises realmente inteligentes.

Em contrapartida, de acordo com dados do Censo da Educação Superior do INEP, mais de 300 mil profissionais foram formados em ciências sociais nos últimos cinco anos. Área de estudo onde são desenvolvidas habilidades essenciais para o que o mercado busca em análise de dados, como pensamento crítico, comunicação clara e questionamentos bem direcionados.

Nesse cenário, grupos como Comunidade Examanas — que tem o objetivo de aproximar profissionais da área de humanas de habilidades práticas de exatas — ganham espaço. Para o especialista em business intelligence Kaique Oliveira, que atua há mais de dez anos com análise de dados e fundou a comunidade, o crescimento do setor de dados não tem sido acompanhado pela formação de novos profissionais em exatas, mas existe uma oportunidade no campo de humanas.

“O que os indicadores de escassez não evidenciam é que a principal lacuna do mercado não está apenas na dimensão técnica, mas na falta de profissionais capazes de interpretar dados de forma crítica. Essa habilidade está no cerne da formação em comunicação. É nesse contexto que surge a Comunidade Examanas: pensada para quem deseja transitar entre humanas e exatas, com o propósito de ensinar métricas para quem não é de exatas e atender à crescente demanda do mercado por perfis capazes de transformar dados em decisões estratégicas”, afirma.

Com isso, iniciativas de capacitação prática se tornam necessárias. Um exemplo é o workshop “Meu primeiro dashboard”, que será realizado no dia 24 de janeiro, das 9h às 13h, em São José dos Campos (SP). A proposta da realizadora do evento, Comunidade Examanas, é apresentar conceitos básicos de análise de dados a profissionais da área de comunicação que nunca tiveram contato com o tema, por meio da resolução de um problema prático.

● Dashboards são painéis visuais que organizam dados, métricas e indicadores de desempenho em gráficos e tabelas, permitindo análises rápidas e decisões mais embasadas em diferentes setores.

As inscrições para o evento estão abertas, e o especialista Kaique Oliveira está disponível para comentar o cenário do mercado de Big Data, a falta de profissionais qualificados e as perspectivas da área para os próximos anos.

As inscrições para o evento estão disponíveis neste link.

Dança das cadeiras

Movimentos de janeiro

O ano começa e o mercado já vai movendo suas peças. Acompanhe duas movimentações do mercado de comunicação, marketing e propaganda do Vale do Paraíba.

A Lorem Y (Taubaté) anuncia a chegada de Catarina Leopoldino para fortalecer sua frente de Novos Negócios, somando experiência, visão estratégica e sensibilidade no relacionamento com clientes.

Já a jornalista Liliane Carvalho assume o posto de Assistente de marketing na Unhas Cariocas Group.

Dança das cadeiras

Uma edição especial

A jovem e recem formada publicitária Karina Reis assume, na semana que vem, uma posição no setor de Content da DPZ (SP).

Talentosa criativa, embaixadora do Clube de Criação de São Paulo na Universidade de Taubaté, Karina vinha atuando na Triadaz.

Mais uma vez o Vale do Paraíba prova que é uma fábrica de talentos para a publicidade brasileira. Voa, Karina. Toda sorte e sucesso do mundo pra você.

Litoral Norte de SP espera 7 milhões de turistas durante verão

Litoral Norte de SP espera 7 milhões de turistas durante verão; Ubatuba lidera fluxo e aquece mercado de imóveis para veraneio e investimento

O Litoral Norte de São Paulo vive uma temporada de verão movimentada para o lazer e também para os negócios. Projeções das associações de hotelaria e das prefeituras da região indicam que cerca de 7 milhões de pessoas devem circular por Ubatuba, Caraguatatuba, Ilhabela e São Sebastião até o fim do verão.

O grande destaque é Ubatuba, que sozinha deve atrair 4 milhões de visitantes entre dezembro e março. O município acaba de ser reconhecido pelo Ministério do Turismo como “Município Turístico”, a mais alta categoria da nova classificação do Governo Federal, que destaca os destinos brasileiros com maior volume de visitantes, atrativos naturais relevantes e infraestrutura de qualidade.

A certificação amplia a visibilidade da cidade e atrai novos investimentos, refletindo diretamente na valorização imobiliária para quem decide morar ou investir na região.

Esse cenário consolida a cidade como um polo estratégico para negócios imobiliários. De acordo com dados da plataforma Booking.com, Ubatuba foi classificada como o segundo destino mais procurado do Brasil para o verão, um indicador que impulsiona investidores em busca de rentabilidade e qualidade de vida.

O mercado imobiliário de Ubatuba vive um ciclo de crescimento robusto. Os números são atrativos para quem busca comprar imóvel para veraneio ou para investimento. Para quem busca adquirir imóvel para locação, estimativas apontam uma rentabilidade anual de cerca de 12% do valor do imóvel.

Outro comportamento observado é a consolidação do trabalho remoto que transformou o perfil do comprador, que agora busca no litoral um refúgio para moradia permanente ou veraneio prolongado, priorizando o contato com a natureza sem abrir mão da infraestrutura urbana.

Fonte: Alameda Comunicação