Investimento em anúncios impulsionados por IA deve crescer 63% em 2026, podendo atingir US$ 57 bilhões

Anúncios otimizados por IA já representam 12% do investimento nos EUA, crescendo 12 vezes mais rápido que os métodos tradicionais de publicidade

O investimento em publicidade impulsionada por inteligência artificial deve crescer de forma significativa nos próximos anos. De acordo com dados da Madison and Wall divulgados pelo Business Insider, os gastos nesse tipo de mídia devem crescer 63% em 2026, podendo atingir cerca de US$ 57 bilhões. Em comparação, anúncios que não usam ferramentas baseadas em IA devem crescer apenas 5% neste ano. Atualmente, anúncios otimizados por IA já representam 12% de todo o investimento publicitário nos Estados Unidos, crescendo 12 vezes mais rápido do que os formatos tradicionais.

O movimento evidencia uma mudança estrutural no mercado, motivada pela busca por mais eficiência, escala e precisão nas campanhas. Diferentemente da publicidade tradicional, que depende de segmentações mais amplas e planejamento manual, os anúncios baseados em inteligência artificial utilizam dados em tempo real, aprendizado de máquina e automação para otimizar entregas.

Para Fabio Gonçalves, diretor da Viral Nation e especialista no mercado publicitário, esse crescimento está diretamente ligado à necessidade das marcas de maximizar resultados em um ambiente cada vez mais competitivo: “A inteligência artificial permite uma leitura muito mais rápida e profunda do comportamento do consumidor. Esse dinamismo faz com que campanhas passem a evoluir em tempo real, ajustando automaticamente o público-alvo, o tipo da mensagem e o valor de investimento. É um nível de eficiência que a publicidade tradicional até poderia acompanhar de forma manual, mas demandaria muito mais tempo e paciência”.

Fabio Gonçalves, especialista no mercado publicitário e diretor da Viral Nation
Foto: Divulgação

Segundo o executivo, a principal diferença está na capacidade de otimização constante e na redução de desperdício de mídia e dinheiro: “Enquanto modelos tradicionais trabalham com previsões e segmentações mais amplas, a publicidade otimizada por IA vai estar atuando com base em dados dinâmicos, aprendendo a cada interação que acontece. Isso significa que haverá menos tentativa e erro e mais precisão na hora da entrega. E é importante dizer que isso impacta diretamente em métricas como ROI (Retorno sobre o Investimento) e conversão”.

De acordo com o profissional, o avanço também tem ligação com o desenvolvimento de ferramentas como o Performance Max, do Google, e o Advantage+, da Meta, que automatizam grande parte da operação de campanhas digitais. Essas plataformas utilizam inteligência artificial para realizar a gestão de anúncios.

“Ferramentas como Performance Max e Advantage+ são exemplos claros de como a IA já está no dia a dia das campanhas. Elas tiram do ser humano a necessidade de gerenciar a mídia e colocam todo o foco na estratégia e na criatividade. Ao mesmo tempo, exigem que profissionais e marcas entendam melhor como alimentar esses sistemas com dados e direcionamentos corretos. Dessa forma, podemos esperar que abram mais espaços e vagas para profissionais especializados na área de IA, minimizando a narrativa de que ferramentas de inteligência artificial irão roubar o posto de seres humanos”, explica Gonçalves.

Na avaliação do especialista, o impacto desse crescimento não vai se limitar apenas ao mercado norte-americano e deve se intensificar também no Brasil: “O Brasil tende a seguir esse movimento no futuro, e eu diria que com grande potencial de aceleração. Temos um mercado digital gigantesco, com alta tecnologia e forte presença de plataformas globais. Ao passo que essas ferramentas se tornam mais acessíveis, veremos uma adesão cada vez maior por parte de anunciantes locais”.

Por outro lado, ele ressalta que o avanço da IA também traz novos desafios para o setor: “Se por um lado ganhamos eficiência, por outro aumenta a necessidade de estratégia. A inteligência artificial pode até potencializar resultados, mas nunca vai substituir completamente a visão de marca, criatividade e construção narrativa, que continuam sendo diferenciais nossos”.

Diante desse cenário, as agências já estão se adaptando para acompanhar a nova dinâmica do mercado. “Aqui na Viral Nation e em outras agências do setor, estamos integrando cada vez mais a inteligência artificial nas nossas operações, tanto na parte de mídia quanto na análise de dados e performance. Nosso principal objetivo é melhorar os resultados sem abrir mão da criatividade e da autenticidade dos creators. O futuro da publicidade será híbrido e vai sair na frente quem souber equilibrar esses elementos”, conclui.

70% dos profissionais de marketing digital estão otimistas com o futuro do setor no Brasil

Informações são de pesquisa realizada pelo Reportei com 186 profissionais do setor; percepção positiva se mantém para os próximos dois anos

Dados levantados em uma pesquisa com 186 profissionais de marketing digital no Brasil mostram que o setor está com uma perspectiva positiva para os próximos anos. Segundo o levantamento feito pela empresa Reportei, ferramenta brasileira de relatórios e dashboards de marketing, 70,37% dos respondentes afirmam estar otimistas (35,80%) ou muito otimistas (34,57%) em relação ao futuro do marketing digital nos próximos dois anos. Outros 17,28% se dizem neutros, enquanto 12,34% afirmam estar preocupados ou pessimistas.

Segundo os dados, o otimismo aparece associado a expectativas individuais de crescimento. Quando questionados sobre os principais objetivos para 2026, 58,33% afirmam que desejam aumentar a renda, enquanto 13,10% buscam maior estabilidade profissional. Apenas 3,57% indicam a intenção de escalar equipes.

A pesquisa ouviu profissionais que atuam majoritariamente como donos de agência (32,14%), analistas de marketing (20,24%) e gestores de tráfego (15,48%), com forte presença de perfis experientes. Do total de respondentes, 57,14% trabalham na área há mais de seis anos, sendo 34,52% com mais de uma década de atuação no mercado.

O levantamento também mostra que a percepção positiva está presente mesmo em um mercado formado, em grande parte, por pequenas e médias operações. Mais de 70% dos profissionais atendem até sete clientes simultaneamente, e a maioria dos anunciantes investe até R$5 mil por mês em mídia paga por cliente.

“A inteligência artificial e o uso estratégico de dados estão permitindo que profissionais menores operem com nível de sofisticação que antes era restrito a grandes estruturas. Nos próximos anos, a diferença competitiva não estará só em quem investe mais, mas em quem interpreta melhor os dados e consegue transformar informação em decisão rápida. O marketing brasileiro tende a ficar mais técnico, mais orientado à performance e, ao mesmo tempo, mais estratégico e isso eleva o nível do setor como um todo”, avalia Renan Caixeiro, co-fundador e CMO do Reportei. Para ele, os dados mostram um mercado mais maduro e menos dependente de ciclos de hype, que o otimismo não está baseado apenas em crescimento de investimento, mas em ganho de eficiência.

O levantamento foi conduzido internamente pelo Reportei e reúne respostas de profissionais de diferentes modelos de contratação, com atuação predominante nas regiões Sudeste (52,44%) e Sul (24,39%), atendendo principalmente empresas B2B, negócios locais e marcas de pequeno e médio porte.

Influenciadores de 10 mil a 500 mil seguidores lideram campanhas nas redes sociais, aponta levantamento da Influency.me

Foto: Canva

Estudo analisou ativações realizadas entre 2023 e 2025 e revela que criadores de porte micro e médio concentram a maior parte das ações no Instagram, TikTok e YouTube

Influenciadores categorizados como “micro” (com base entre 10 mil e 50 mil seguidores), e influenciadores de porte “médio” (entre 100 mil e 500 mil seguidores), representam os dois grupos mais contratados para campanhas de influência, aponta levantamento realizado em fevereiro deste ano pela Influency.me – empresa especializada em marketing de influência, com mais de 9 milhões de criadores cadastrados em sua base. O estudo analisou ações no Instagram, TikTok e YouTube, as três principais plataformas utilizadas pelas marcas. A análise abrange campanhas entre 2023 e 2025, e identifica um padrão recorrente na distribuição de investimentos por faixa de seguidores.

Os dados mostram que a maior concentração de campanhas ocorre com influenciadores que possuem entre 10 mil e 50 mil seguidores, especialmente no Instagram. Já os criadores que têm entre 100 mil e 500 mil seguidores aparecem em seguida, mantendo participação expressiva nas três plataformas durante todo o período analisado.

Por outro lado, influenciadores com mais de 1 milhão de seguidores representam uma parcela menor do volume total de campanhas, sinalizando que as marcas têm priorizado a diversificação do investimento em múltiplos perfis de micro e médio porte.

Para Rodrigo Azevedo, CEO da Influency.me, o cenário acompanha a evolução do setor. “Quando analisamos as faixas mais contratadas, existe uma lógica econômica clara por trás desse movimento. No caso dos microinfluenciadores, estamos falando de um universo muito maior de oferta. Em nossa base, são cerca de 730 mil perfis nessa faixa, o que naturalmente aumenta a concorrência e pressiona os valores para baixo, tornando essa categoria extremamente atrativa para marcas com orçamentos mais enxutos. Além disso, quando bem selecionados em acordo com os objetivos, esses criadores entregam ótimos negócios.”

Já a faixa de influenciadores de porte médio, entre 100 mil e 500 mil seguidores, reúne cerca de 150 mil profissionais, apontam dados da Influency.me. “Aqui, as marcas conseguem dar um salto relevante em alcance e percepção, dentro de um investimento ainda viável, especialmente para campanhas com maior orçamento. No fim do dia, é uma equação de oferta, demanda e eficiência financeira que explica por que essas duas faixas concentram a maior parte das contratações”, complementa o CEO.

Instagram lidera volume com microinfluenciadores

No Instagram, a faixa de 10 mil a 50 mil seguidores concentra o maior número de campanhas em todos os anos analisados. O grupo de 100 mil a 500 mil seguidores ocupa a segunda posição em volume de ações. Enquanto isso, os perfis com mais de 1 milhão de seguidores mantêm presença nas estratégias das marcas, mas com participação reduzida no total de ativações. Isso indica que a utilização desses criadores ocorre de forma mais pontual, em ações específicas.

TikTok combina micro e médio influenciadores

No TikTok, o levantamento aponta equilíbrio maior entre as faixas de “10 mil a 50 mil” e “100 mil a 500 mil” seguidores. A combinação sugere uma estratégia híbrida: creators com forte conexão com nichos específicos e perfis médios com maior potencial de viralização. Assim como observado no Instagram, a presença de influenciadores acima de 1 milhão também é limitada, reforçando o movimento de diversificação de investimento.

“Em vez de concentrar investimento em poucos grandes nomes, as empresas estão distribuindo verba em múltiplos perfis com audiência qualificada. Isso aumenta a capilaridade, melhora a mensuração e tende a gerar um retorno sobre investimento mais consistente”, acrescenta Azevedo, CEO da Influency.me

YouTube prioriza autoridade e profundidade

Já no YouTube, a maior concentração das campanhas está na faixa de 100 mil a 500 mil seguidores, com creators mais nichados, audiência fiel a temas específicos e alto impacto em decisões de compra. Embora o volume total de campanhas na plataforma seja inferior ao observado no Instagram e TikTok, o foco está em conteúdos mais aprofundados, com maior tempo de retenção e potencial de conversão qualificada.

Tendências para 2026

O avanço das campanhas com micro e médio influenciadores evidencia uma mudança estrutural no marketing de influência no Brasil, considera Azevedo, CEO da Influency.me. “Mais do que ampliar alcance, as marcas passam a priorizar relevância, afinidade com nichos específicos e capacidade de mensuração de resultados. A tendência indica que, em 2026, micro e médio influenciadores devem manter o protagonismo, consolidando um mercado cada vez mais orientado por dados e performance”, finaliza.

Fim do “achismo criativo”: AdTech brasileira lança plataforma que explica, com dados, por que um anúncio vende

Unite transforma inteligência criativa usada por grandes anunciantes em SaaS e promete até triplicar o ROI ao eliminar testes cegos em mídia digital

Em um cenário em que os algoritmos das grandes plataformas digitais tornaram a compra de mídia cada vez mais automatizada e previsível, uma nova dor passou a dominar a agenda dos diretores de marketing: entender por que um anúncio funciona – ou deixa de funcionar. Apostando na inteligência criativa como principal diferencial competitivo da nova era da publicidade digital, a AdTech brasileira Unite anuncia o lançamento da Unite Optimize, plataforma SaaS que traduz dados de performance em direcionamento claro para criação.

A proposta é simples e impacta um dos maiores gargalos do marketing atual: o distanciamento entre os times de mídia e criação. Hoje, marcas sabem qual anúncio performou melhor, mas raramente conseguem explicar os motivos por trás desse resultado. A consequência é um processo baseado em tentativas, desperdício de verba e dificuldade para replicar o sucesso.

“O jogo mudou. As otimizações técnicas que antes funcionavam deixaram de mover o ponteiro. O único caminho real para aumentar o ROI hoje é a otimização criativa. A ideia certa, no criativo certo”, afirma Weverton Guedes, fundador da Unite. “O problema é que a maioria das marcas opera no escuro. Elas sabem o que vendeu, mas não sabem por quê.”

A ponte entre dados e criatividade

A Unite Optimize atua exatamente nesse vácuo. Enquanto plataformas como Meta, Google e TikTok entregam métricas de resultado, e as agências oferecem repertório criativo e intuição, a Unite conecta os dois mundos. A plataforma utiliza visão computacional e inteligência artificial para “assistir” a vídeos e imagens de anúncios, identificar padrões visuais e narrativos e cruzar esses elementos com dados reais de venda.

Na prática, isso permite responder perguntas que hoje ficam sem resposta no mercado, como: foi o gancho inicial, a trilha sonora, a expressão do ator, a forma de mostrar o produto ou a cor do botão que fez aquele anúncio converter mais?

“Nenhuma plataforma de mídia diz que seus vídeos convertem mais quando um benefício específico aparece nos primeiros três segundos, ou quando a narrativa é construída de um determinado jeito. Nós fazemos a engenharia reversa do sucesso criativo que o gerenciador de anúncios não mostra”, explica Guedes.

Do teste cego à decisão orientada por receita

Segundo o executivo, o principal erro das marcas hoje é tratar a produção de criativos como uma loteria: produzir múltiplos anúncios, colocá-los no ar e torcer para que um funcione. Quando funciona, o motivo raramente é compreendido, o que impede a escala.

Um caso recente em uma operação de varejo digital ilustra o ponto. A marca tinha um vídeo com alta taxa de parada de scroll, retenção e cliques, mas conversão baixa. A análise do Unite Optimize revelou uma desconexão entre o gancho inicial e a oferta apresentada no final do vídeo. Com um ajuste pontual na narrativa dos segundos finais, alinhando expectativa e proposta, o criativo deixou de atrair curiosos e passou a converter compradores.

“Transformamos um anúncio que seria descartado em top performer sem refazer tudo. Apenas entendendo, com dados, o que precisava mudar”, afirma Guedes.

Impacto comprovado e acesso democratizado

Durante sua fase de uso em operações de grande porte no modelo enterprise, a tecnologia foi aplicada em um grande player do setor de bens de consumo com canal direct-to-consumer, ao longo de um ano e meio de operação, resultando em ganhos de eficiência que chegaram a até três vezes de melhoria no retorno sobre investimento.

Agora, com o lançamento do modelo SaaS, a Unite busca democratizar esse tipo de inteligência. A plataforma passa a estar disponível para marcas e agências com investimento mensal em mídia digital a partir de R$ 50 mil, com planos acessíveis e foco em reduzir desperdício desde os primeiros dias de campanha.

IA como copiloto, não substituta

Apesar de ser baseada em inteligência artificial, a Unite se posiciona alinhada ao movimento crescente do mercado de que não existe IA sem inteligência humana. O conceito central da plataforma é o de “copiloto de performance criativa”.

“A nossa IA faz o trabalho pesado de analisar milhares de variações de criativos e dados de performance. O humano entra com o que a máquina não tem: empatia, leitura cultural e construção de narrativa”, diz Guedes. “A criatividade deixa de ser um chute e passa a ser uma intuição informada.”

Para o fundador, o futuro da publicidade não será menos criativo, mas mais consciente. “Acaba a era do ‘eu acho que assim fica melhor’. Começa a era do ‘os dados mostram que isso converte mais, então vamos criar a melhor história possível a partir disso’.”, finaliza Weverton.

Sobre a Unite: A Unite é uma AdTech especializada em Inteligência Criativa. Nascida desenvolvendo soluções de IA customizadas para resolver desafios complexos de marketing para o mercado Enterprise, a empresa pivotou para o modelo SaaS com a Unite Optimize, ajudando marcas e agências a escalar resultados através da decodificação de dados criativos.