Férias escolares movimentam consumo além do turismo e devem impulsionar gastos de 13,4 milhões de brasileiros, aponta Serasa Experian

• Estudo a partir de novo atributo do Insights Hub revela que 4 em cada 10 consumidores com maior propensão a ampliar gastos nas férias escolares têm perfil viajante;

• 87,5% do público mapeado é comprador online;

• Mulheres são maioria no recorte, representando 61,7% do perfil.

As férias escolares movimentam mais do que viagens. Um novo levantamento da Serasa Experian, primeira e maior datatech do Brasil, mostra que mais de 13,4 milhões de brasileiros tendem a aumentar gastos durante o período, e apenas 42,1% desse público têm perfil viajante, indicando que o consumo vai além do turismo e inclui lazer, experiências, entretenimento, alimentação, compras de oportunidade e serviços ligados à reorganização da rotina familiar.

O estudo foi realizado a partir de um novo atributo de sazonalidade incorporado ao Insights Hub, plataforma de inteligência de dados da Serasa Experian utilizada por empresas para apoiar estratégias de marketing e geração de negócios. A novidade representa uma evolução dos modelos de segmentação e inteligência analítica da companhia, o que permite identificar consumidores com maior propensão de intensificar gastos em momentos específicos do calendário, como férias escolares, Black Friday, Dia dos Pais, Natal e grandes eventos.

No caso das férias de julho, o levantamento mostra que 87,5% dos consumidores com maior propensão a gastar no período são compradores online. A alta presença digital demonstra que o e-commerce também faz parte da dinâmica sazonal das férias, seja por meio de compras planejadas, lazer acessível, entretenimento, alimentação, serviços, experiências locais ou soluções que ajudam famílias e responsáveis a reorganizarem a rotina durante o recesso escolar.

O estudo foi feito a partir do atributo de sazonalidade do Insights Hub, plataforma proprietária de inteligência de dados da Serasa Experian, que identifica públicos mais inclinados a consumir em períodos específicos do calendário. No caso das férias de julho, 87,5% dos consumidores mapeados com maior propensão a gastar nas férias escolares é considerado comprador online. A alta presença digital mostra que o e-commerce também entra na dinâmica do período, seja para compras planejadas, lazer acessível, entretenimento, alimentação, serviços, experiências locais ou soluções que ajudam famílias e responsáveis a reorganizarem a rotina durante o recesso escolar.

“Existe uma percepção de que férias escolares movimentam apenas o turismo, mas os dados mostram que essa é uma visão limitada, que ignora toda uma mudança temporária na dinâmica das famílias. O estudo do Insights Hub mostra uma oportunidade que passa por viagens, mas também por lazer perto de casa, compras online, alimentação, entretenimento e serviços conectados ao momento de vida do consumidor. Para as marcas, o diferencial está em entender quem tem maior propensão a gastar e em quais contextos esse consumo pode acontecer”, afirma a CMO e vice-presidente de Marketing Solutions da Serasa Experian, Giovana Giroto.

Mulheres são maioria entre consumidores propensos a gastar mais nas férias

Entre os consumidores com maior propensão a aumentar gastos nas férias escolares, as mulheres representam 61,7% do perfil, número 80% maior que o de homens com mais probabilidade em consumir durante esse período. O dado reforça o protagonismo feminino nas decisões de consumo do período, especialmente em uma ocasião marcada pelo planejamento de atividades, passeios, compras e soluções que ajudam famílias e responsáveis a aproveitarem melhor o recesso escolar. Para as marcas, a leitura indica a importância de campanhas que considerem esse público como decisor central nas estratégias de julho. Confira abaixo o detalhamento por gênero:

Renda diversa e score concentrado indicam espaço para diferentes ofertas

O perfil dos mais de 13,4 milhões de brasileiros com maior propensão a aumentar gastos nas férias escolares reúne públicos com diferentes capacidades de consumo. De um lado, mais de 1 em cada 5 consumidores desse recorte tem renda mensal acima de R$ 10 mil, representando 22,2% do total. De outro, quase metade do grupo, 49,1%, ganha até R$ 4 mil por mês. Veja o detalhamento no gráfico abaixo:

“Não existe uma única campanha de férias escolares que será efetiva para todos. Há consumidores com diferentes capacidades de consumo e prioridades. A inteligência analítica associada a dados exclusivos permite identificar essas nuances e transformar o período em campanhas mais precisas, com produtos, mensagens e condições adequadas para cada perfil”, explica a CMO da datatech. “Enquanto a parcela de maior renda pode ser impactada por viagens, pacotes familiares e experiências de maior valor agregado, o público com renda de até R$ 4 mil indica oportunidade para ações focadas em lazer acessível, alimentação, entretenimento local, promoções e condições de pagamento”, completa Giroto.

O Serasa Score 5.0, pontuação que indica a probabilidade de um consumidor pagar suas contas em dia com base em dados comportamentais e histórico de crédito, também ajuda a qualificar esse público. Todos os consumidores mapeados no recorte têm pontuação acima de 400: a maioria, 75,8%, está na faixa de 601 a 800 pontos, enquanto 24,2% aparecem entre 401 e 600.

Inteligência sazonal amplia oportunidades para marcas

Para apoiar empresas na identificação de oportunidades de consumo ao longo do ano, a Serasa Experian ampliou o Insights Hub com novos atributos de hipersegmentação sazonal. Essa evolução permite identificar consumidores com maior propensão a consumir em ocasiões específicas e transforma eventos do calendário em oportunidades de ativação mais eficientes e orientadas por dados.

Os novos atributos combinam informações de afinidade, comportamento, perfil socioeconômico e propensão de consumo para ajudar empresas a compreender não apenas quem são seus potenciais clientes, mas também em quais momentos eles tendem a estar mais receptivos a produtos, serviços e campanhas.

“A Serasa Experian consegue identificar padrões de compra a partir do cruzamento de dados e modelos analíticos avançados. Isso ajuda marcas a reconhecer quem tem maior propensão a consumir em uma ocasião específica. É uma evolução importante da segmentação tradicional porque a maioria das empresas não adiciona essa dimensão do momento de consumo à estratégia de negócios, o que pode ser um diferencial competitivo para quem precisa converter mais nesse período.”, completa Giovana.

Metodologia

O estudo de propensão a férias escolares foi realizado pela Serasa Experian por meio do Insights Hub, plataforma proprietária de inteligência de dados da datatech. A análise feita numa base de mais de 190 milhões de CPFs, considerou consumidores com maior propensão a ampliar gastos durante o período de férias escolares. A metodologia envolveu o cruzamento de dados comportamentais, de afinidade, socioeconômicos e de propensão ao consumo. Todas as informações foram tratadas conforme as diretrizes da Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD).

Para 54% dos consumidores, imagens geradas por IA são percebidas como artificiais e pouco confiáveis, mostra pesquisa

Estudo realizado pela Influency.me e Opinion Box demonstra que 84% dos participantes valorizam conteúdos produzidos por pessoas, com impacto direto na percepção sobre criadores e marcas

As redes sociais ampliaram seu papel e passaram a influenciar diretamente a forma como as pessoas descobrem, avaliam e consomem produtos e serviços. Nesse contexto, a Influency.me, empresa especializada em marketing de influência com mais de 10 milhões de criadores cadastrados em sua base, apresenta o relatório Consumo e Influência Digital 2026, desenvolvido em parceria com a Opinion Box, por meio de entrevistas com 1.201 usuários de redes sociais em todo o Brasil.

O estudo tem como objetivo analisar o impacto dos influenciadores nas decisões de compra, investigando como os brasileiros interagem com conteúdos nas redes sociais, quais formatos despertam mais interesse e quais fatores influenciam a percepção e a conversão ao longo da jornada digital. Assim, a pesquisa mostra como a influência se constrói na prática e como afeta diferentes etapas do consumo.

“A influência nas redes sociais não está restrita ao alcance, mas à capacidade de gerar identificação, transmitir informação e sustentar credibilidade ao longo da jornada. Os dados mostram que a decisão de compra passa por múltiplos pontos de contato e depende da forma como o conteúdo é percebido pelo público”, afirma Rodrigo Azevedo, CEO da Influency.me.

A partir do levantamento, o relatório consolida cinco tendências que mostram como os influenciadores impactam a decisão de compra e quais elementos sustentam essa influência no comportamento do consumidor. Confira:

IA gera eficiência, mas também desconfiança para 43% dos consumidores
A presença da inteligência artificial nos conteúdos é reconhecida pelo público, com 40% considerando a tecnologia uma ferramenta útil. No entanto, 43% afirmam que seu uso em conteúdos de produto gera dúvida, e 54% não aprovam imagens geradas artificialmente, indicando limites na aceitação desse tipo de recurso.

Apesar da adoção crescente, a preferência segue orientada ao conteúdo humano. 84% valorizam materiais feitos por pessoas, mesmo com imperfeições, o que mostra que a tecnologia amplia possibilidades, mas não substitui fatores ligados à identificação e à percepção ao longo da jornada.

Credibilidade vem da autenticidade
A credibilidade dos conteúdos publicitários está diretamente ligada à forma como a informação é apresentada. Entre os principais fatores, 68% valorizam quando o criador demonstra conhecimento sobre o produto, 64% quando aponta pontos negativos e 57% quando responde dúvidas técnicas. Esses elementos indicam que a construção da confiança está associada à transparência e à capacidade de aprofundar a informação.

Além disso, a forma de produção do conteúdo influencia essa percepção. Vídeos com edição leve (43%) ou sem edição (32%) são mais bem avaliados do que produções altamente elaboradas, mostrando que formatos mais próximos da realidade tendem a gerar maior aceitação e sustentam a credibilidade ao longo da jornada.

O consumidor quer ver o produto na vida real
A preferência por conteúdos que mostram o produto em uso aparece de forma consistente nos dados. Fotos do dia a dia concentram 70% da preferência, enquanto apenas 10% optam por imagens de estúdio. Nos vídeos, 52% esperam ver o produto na rotina e 46% valorizam demonstrações reais de resultado, indicando a busca por referências práticas.

Esse comportamento se conecta ao formato de consumo de conteúdo. A maioria prefere vídeos (77%), especialmente curtos (65%), e demonstra interesse por materiais que expliquem o produto de forma objetiva. A forma como o produto é apresentado, portanto, influencia diretamente a percepção e o entendimento antes da decisão de compra.

A influência acontece, mas exige interesse real
A influência nas redes sociais se traduz em comportamento de compra, mas depende do nível de interesse gerado. Metade dos consumidores (50%) afirma clicar em links de indicação apenas quando o produto é relevante, enquanto 25% raramente ou nunca interagem com esse tipo de conteúdo. Isso indica que a exposição, por si só, não garante conversão.

Além disso, a jornada de compra envolve múltiplas etapas. A maioria compara preços (31%), busca avaliações (26%) e verifica a reputação da marca (19%) antes de decidir. Mesmo com 69% já tendo comprado a partir de recomendações, o processo depende de validações adicionais, o que reforça o papel do influenciador como ponto de partida e não como único fator de decisão.

Os valores impactam a influência e o consumo
O posicionamento dos influenciadores tem impacto direto na relação com o público. Para 63%, fatores políticos e sociais são importantes na escolha de quem seguir, indicando que valores pessoais fazem parte da construção da influência nas redes sociais.

Esse aspecto também se reflete no consumo. Parte dos consumidores afirma já ter deixado de comprar, ou considera deixar, produtos associados a criadores com posicionamentos divergentes. Ao mesmo tempo, há uma parcela que prioriza conteúdo técnico ou de entretenimento, mostrando que diferentes critérios coexistem na decisão.

A economia da atenção acabou. Entramos na economia da relevância.

 

Por Josué Brazil (com apoio de IA)

Durante muito tempo, o principal objetivo das marcas no ambiente digital foi conquistar atenção. Mais visualizações, mais cliques e mais tempo de tela pareciam representar automaticamente melhores resultados. Porém, esse modelo começa a mostrar sinais de desgaste. Em um cenário marcado pelo excesso de conteúdo e pela disputa constante por espaço nas redes sociais, o diferencial deixou de ser apenas aparecer. Hoje, o que realmente importa é ser relevante.

O conceito de “economia da atenção” foi desenvolvido para explicar justamente essa lógica de competição pelo foco das pessoas. De acordo com a American Economic Association, a atenção humana passou a ser tratada como um recurso escasso dentro da sociedade digital, especialmente porque somos expostos diariamente a uma quantidade gigantesca de informações, anúncios e estímulos simultâneos. Esse excesso fez com que consumidores se tornassem mais seletivos sobre aquilo que realmente merece seu tempo e interesse.

Esse comportamento pode ser percebido claramente nas plataformas digitais. Segundo um estudo da Globo em parceria com a Forebrain, muitas marcas têm apenas cerca de 2,5 segundos para conquistar a atenção do usuário antes que ele simplesmente ignore o conteúdo. O dado ajuda a entender por que campanhas altamente produzidas nem sempre conseguem gerar conexão real. Em um ambiente acelerado, o público aprende rapidamente a filtrar mensagens genéricas, repetitivas ou pouco úteis.

Ao mesmo tempo, o avanço da inteligência artificial e dos algoritmos transformou a produção e distribuição de conteúdo. Hoje, plataformas conseguem recomendar vídeos, anúncios e produtos com base em hábitos de consumo, preferências e comportamento digital. De acordo com pesquisas publicadas pela IntechOpen, a comunicação automatizada tende a se tornar cada vez mais eficiente tecnicamente. No entanto, existe um efeito curioso nesse processo: quanto mais automatizado o conteúdo se torna, maior passa a ser o valor percebido da autenticidade.

Isso ajuda a explicar por que consumidores vêm valorizando marcas que conseguem estabelecer relações mais humanas e coerentes. Conteúdos educativos, bastidores, posicionamentos transparentes e experiências reais frequentemente geram mais identificação do que campanhas excessivamente perfeitas. A lógica mudou: em vez de apenas interromper pessoas com publicidade, as marcas precisam oferecer significado, utilidade ou conexão emocional.

Essa transformação também altera profundamente o papel dos profissionais de marketing e comunicação. Durante muitos anos, métricas como alcance, impressões e curtidas dominaram os relatórios de desempenho. Porém, segundo estudos recentes publicados na plataforma acadêmica SSRN, indicadores ligados à confiança, relacionamento e engajamento significativo tendem a representar impactos mais duradouros para as marcas. Em outras palavras, nem toda visibilidade gera valor real.

Outro ponto importante é que relevância depende de contexto. O que funciona para determinado público pode não gerar qualquer impacto em outro grupo. Isso exige maior sensibilidade cultural, análise de comportamento e capacidade de adaptação constante. As marcas mais fortes da próxima década provavelmente serão aquelas capazes de entender pessoas de maneira mais profunda, e não apenas aquelas que investirem mais em mídia ou automação.

No fim das contas, a grande mudança da comunicação contemporânea talvez seja esta: atenção pode até ser capturada momentaneamente, mas relevância precisa ser construída. E, em um ambiente onde todos falam ao mesmo tempo, serão lembradas não as marcas que simplesmente aparecerem mais, mas aquelas que conseguirem fazer sentido na vida das pessoas.

“AI Slop”: por que consumidores estão rejeitando publicidade gerada por IA

Por Caroline Mayer, VP da RelevanC no Brasil*

As duas maiores feiras de tecnologia e varejo do mundo aconteceram neste mês com uma mensagem clara: a Inteligência Artificial Agêntica deixou de ser promessa e virou infraestrutura. Ao mesmo tempo, um movimento contra intuitivo ganhou força nos corredores da NRF e da CES: marcas passaram a satirizar o excesso de IA, enquanto varejistas como o Trader Joe’s reforçaram o contato humano ao eliminar o self-checkout.

Esse paradoxo não é uma contradição, mas o mapa do caminho que o Retail Media precisa seguir em 2026.

Quando a automação encontra a autenticidade

Na NRF, o conceito de Agentic Commerce dominou os debates. O Walmart apresentou o Sparky, seu assistente de compras com sponsored prompts, e lançou o Marty, da Walmart Connect, para automatizar campanhas de Sponsored Search. No CES, plataformas como Reddit, Viant e PubMatic avançaram em soluções de automação completa de mídia.

Os números impressionam: 81% dos clientes do Walmart afirmam que usariam o Sparky para verificar disponibilidade de produtos. Mas, fora dos palcos, outro fenômeno ficou evidente. Campanhas como a da Equinox (que contrapôs imagens artificiais a pessoas reais) captaram um sentimento crescente de rejeição ao que o mercado já chama de “AI slop”: conteúdo genérico, impessoal e artificial, gerado sem critério.

Dados reais como antídoto ao genérico

Aqui está a grande oportunidade do Retail Media: usar IA onde ela realmente agrega valor (nos bastidores) e manter a comunicação com o consumidor relevante e contextual.

Segundo a Nielsen, 56% dos profissionais de marketing pretendem aumentar investimentos em Retail Media nos próximos 12 meses. Já o eMarketer projeta que os aportes na América Latina mais que dobrem até 2029. O motivo é claro: dados first-party permitem personalização genuína, baseada em comportamento real, não em probabilidades genéricas.

Quando a DoubleVerify apontou que 46% dos usuários latino-americanos usam bloqueadores de anúncios, ficou evidente que o público está rejeitando a interrupção, e não a oferta em si. O Retail Media responde a esse cenário posicionando a mensagem dentro da própria jornada de compra, fazendo a publicidade funcionar até mesmo como um serviço, um auxílio na busca da oferta ideal.

Automação invisível, experiência humana

A Target trouxe uma das lições mais claras da NRF 2026 ao usar IA para liberar seus funcionários de tarefas repetitivas, ampliando o tempo dedicado ao atendimento. Como resumiu John Furner, CEO do Walmart U.S.: “Dados, personalização e jornada de compra passam a operar como um único fluxo inteligente”.

No Retail Media, isso se traduz em IA agêntica nos bastidores – otimizando segmentação, orçamento e disponibilidade de produtos – enquanto o consumidor percebe apenas ofertas mais relevantes, no momento certo.

O físico voltou digitalizado

A mídia in-store voltou ao centro da estratégia, mas com uma regra clara: sutileza. O elogio ao Costco na NRF não veio pela quantidade de telas, mas pela capacidade de integrá-las sem transformar a loja em um “circo visual”.

Análises conduzidas pela RelevanC com o ecossistema do GPA comprovam esse impacto: entre clientes do programa de fidelidade, o uplift de vendas foi de +4% quando impactados pelas telas de DOOH e de +5% quando a ativação in-store foi combinada com extension audience em mídia programática, demonstrando que o valor da tecnologia é maximizado quando aplicada no contexto correto.

Execução, não experimentação

O consenso das feiras foi direto: “menos hype, mais execução”. A fase piloto acabou. O desafio atual consiste em operacionalizar a IA preservando a essência humana que garante a conexão real com o consumidor.

O Brasil, ainda em estágio anterior aos EUA e Europa, tem uma vantagem estratégica: aprender com os erros alheios e evitar a saturação do AI slop. O futuro da publicidade é híbrido – uma tecnologia para amplificar a humanidade, não para substituí-la.

Esse é o paradoxo. E também a oportunidade.

*Caroline Mayer possui mais de 20 anos de experiência na área comercial internacional com forte atuação na França e no Brasil, atuando principalmente na abertura de novos negócios e subsidiárias, reforço de marca, liderança de times e estratégias de vendas com parceria com grandes agências. Desde 2021, é VP Brazil da RelevanC, especialista em soluções de Retail Media que, no Brasil, atua nas ações do GPA.