Influenciadores de 10 mil a 500 mil seguidores lideram campanhas nas redes sociais, aponta levantamento da Influency.me

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Estudo analisou ativações realizadas entre 2023 e 2025 e revela que criadores de porte micro e médio concentram a maior parte das ações no Instagram, TikTok e YouTube

Influenciadores categorizados como “micro” (com base entre 10 mil e 50 mil seguidores), e influenciadores de porte “médio” (entre 100 mil e 500 mil seguidores), representam os dois grupos mais contratados para campanhas de influência, aponta levantamento realizado em fevereiro deste ano pela Influency.me – empresa especializada em marketing de influência, com mais de 9 milhões de criadores cadastrados em sua base. O estudo analisou ações no Instagram, TikTok e YouTube, as três principais plataformas utilizadas pelas marcas. A análise abrange campanhas entre 2023 e 2025, e identifica um padrão recorrente na distribuição de investimentos por faixa de seguidores.

Os dados mostram que a maior concentração de campanhas ocorre com influenciadores que possuem entre 10 mil e 50 mil seguidores, especialmente no Instagram. Já os criadores que têm entre 100 mil e 500 mil seguidores aparecem em seguida, mantendo participação expressiva nas três plataformas durante todo o período analisado.

Por outro lado, influenciadores com mais de 1 milhão de seguidores representam uma parcela menor do volume total de campanhas, sinalizando que as marcas têm priorizado a diversificação do investimento em múltiplos perfis de micro e médio porte.

Para Rodrigo Azevedo, CEO da Influency.me, o cenário acompanha a evolução do setor. “Quando analisamos as faixas mais contratadas, existe uma lógica econômica clara por trás desse movimento. No caso dos microinfluenciadores, estamos falando de um universo muito maior de oferta. Em nossa base, são cerca de 730 mil perfis nessa faixa, o que naturalmente aumenta a concorrência e pressiona os valores para baixo, tornando essa categoria extremamente atrativa para marcas com orçamentos mais enxutos. Além disso, quando bem selecionados em acordo com os objetivos, esses criadores entregam ótimos negócios.”

Já a faixa de influenciadores de porte médio, entre 100 mil e 500 mil seguidores, reúne cerca de 150 mil profissionais, apontam dados da Influency.me. “Aqui, as marcas conseguem dar um salto relevante em alcance e percepção, dentro de um investimento ainda viável, especialmente para campanhas com maior orçamento. No fim do dia, é uma equação de oferta, demanda e eficiência financeira que explica por que essas duas faixas concentram a maior parte das contratações”, complementa o CEO.

Instagram lidera volume com microinfluenciadores

No Instagram, a faixa de 10 mil a 50 mil seguidores concentra o maior número de campanhas em todos os anos analisados. O grupo de 100 mil a 500 mil seguidores ocupa a segunda posição em volume de ações. Enquanto isso, os perfis com mais de 1 milhão de seguidores mantêm presença nas estratégias das marcas, mas com participação reduzida no total de ativações. Isso indica que a utilização desses criadores ocorre de forma mais pontual, em ações específicas.

TikTok combina micro e médio influenciadores

No TikTok, o levantamento aponta equilíbrio maior entre as faixas de “10 mil a 50 mil” e “100 mil a 500 mil” seguidores. A combinação sugere uma estratégia híbrida: creators com forte conexão com nichos específicos e perfis médios com maior potencial de viralização. Assim como observado no Instagram, a presença de influenciadores acima de 1 milhão também é limitada, reforçando o movimento de diversificação de investimento.

“Em vez de concentrar investimento em poucos grandes nomes, as empresas estão distribuindo verba em múltiplos perfis com audiência qualificada. Isso aumenta a capilaridade, melhora a mensuração e tende a gerar um retorno sobre investimento mais consistente”, acrescenta Azevedo, CEO da Influency.me

YouTube prioriza autoridade e profundidade

Já no YouTube, a maior concentração das campanhas está na faixa de 100 mil a 500 mil seguidores, com creators mais nichados, audiência fiel a temas específicos e alto impacto em decisões de compra. Embora o volume total de campanhas na plataforma seja inferior ao observado no Instagram e TikTok, o foco está em conteúdos mais aprofundados, com maior tempo de retenção e potencial de conversão qualificada.

Tendências para 2026

O avanço das campanhas com micro e médio influenciadores evidencia uma mudança estrutural no marketing de influência no Brasil, considera Azevedo, CEO da Influency.me. “Mais do que ampliar alcance, as marcas passam a priorizar relevância, afinidade com nichos específicos e capacidade de mensuração de resultados. A tendência indica que, em 2026, micro e médio influenciadores devem manter o protagonismo, consolidando um mercado cada vez mais orientado por dados e performance”, finaliza.

Quando concentrar verba em um único canal faz sentido?

Imagem gerada pela IA do Canva

Por Josué Brazil (com apoio de IA)

No discurso contemporâneo do marketing, a palavra da vez é “multicanal”. Integração, omnichannel, presença em todos os pontos de contato. Lá nos anos 1990 e 2000 chamávamos isso de Mix de Mídia. Mas aqui vai uma provocação importante para quem está estudando publicidade: existem situações em que concentrar a verba em um único canal pode ser mais estratégico do que pulverizar investimento. A questão não é quantidade de canais — é coerência com o objetivo.

Isso normalmente é conhecido como “Estratégia de Mídia Única”.

A primeira situação é quando o orçamento é limitado. Dividir uma verba pequena entre muitos meios pode gerar presença fraca em todos eles. Byron Sharp, em How Brands Grow, destaca que alcance e consistência são fundamentais para gerar memória de marca. Às vezes, é mais eficiente dominar um canal relevante para o público do que aparecer de forma quase invisível em vários.

Outro cenário é quando há um objetivo muito específico de performance. Se a meta é geração de leads imediata, por exemplo, pode fazer sentido concentrar investimento em mídia digital paga com alta capacidade de segmentação e mensuração — como defendem especialistas em marketing de performance, como Ryan Deiss. Foco gera otimização. E otimização gera aprendizado mais rápido.

Também pode fazer sentido concentrar verba quando o público está fortemente concentrado em um ambiente específico. Pense em marcas voltadas para jovens gamers investindo majoritariamente em plataformas como Twitch ou YouTube, ou negócios locais que apostam quase tudo em mídia regional. Segundo relatórios do DataReportal, o consumo digital é intenso, mas altamente segmentado por interesse e comportamento. Se o público está ali — e em grande volume — a concentração pode ser estratégica.

Há ainda momentos táticos. Lançamentos, promoções relâmpago ou campanhas sazonais podem exigir impacto concentrado em curto prazo. Em vez de dispersar verba, a marca cria um “pico de presença” em um meio estratégico, aumentando frequência e lembrança naquele período. Philip Kotler, em Administração de Marketing, reforça que intensidade de comunicação é variável decisiva na eficácia da campanha.

Mas atenção: concentrar verba não pode ser sinônimo de comodidade ou modismo. A decisão deve partir de análise de objetivo, público, orçamento e timing. Pulverizar por insegurança é erro. Concentrar por achismo também é. A escolha estratégica é aquela que entende o papel do canal dentro da jornada do consumidor.

Para quem está se formando agora, a lição é clara: mídia não é sobre estar em todos os lugares. É sobre estar no lugar certo, com intensidade suficiente, pelo tempo adequado. E, às vezes, isso significa escolher um único canal — mas escolher com estratégia.

Colinas Shopping entra no clima das corridas com pista de autorama do Colinas Racing

Pista profissional terá disputas entre oito carrinhos em corridas de dois minutos; participação é gratuita

A emoção das corridas de carros toma conta do Colinas Shopping a partir do dia 27 de fevereiro com o Colinas Racing, que terá uma pista de autorama para disputas intensas com muita velocidade e diversão.

Em parceria com a TV Vanguarda, que em 2026 volta a transmitir a maior e mais importante categoria do automobilismo mundial, o Colinas Racing oferece a chance de o público competir gratuitamente em uma pista profissional de 8,20 x 4, em que oito carrinhos tentam vencer o desafio, com direito a locução profissional de toda a disputa.

A participação é gratuita, por ordem de chegada. As corridas são bem dinâmicas, demoram em média dois minutos, e os competidores podem participar quantas vezes quiser. A idade mínima para participação é de 5 anos.

Enquanto a temporada de corridas não começa nas telinhas, os pilotos de autorama podem fazer como os ídolos Lando Norris, Max Verstappen, Oscar Piastri, George Russell, Charles Leclerc, Lewis Hamilton e Gabriel Bortoleto, acelerando fundo no Colinas Racing.

O Colinas Racing fica no shopping até 8 de março, todos os dias das 12h às 21h (nos domingos, até as 20h).

SERVIÇO:

Colinas Racing

Quando: 27 de fevereiro a 8 de março

Onde: Em frente à Cia Athletica

Horário: 12h às 21h (domingos, até as 20h)

GRATUITO

Colinas Shopping (Av. São João, 2.200, Jardim Colinas – São José dos Campos)

Com mais de 1.3 milhão de influenciadores, segmento lifestyle é o maior do Brasil

Sarah Kanadani, influenciadora lifestyle

Dados da Influency.me mostram força dessa categoria que, só em Minas Gerais, soma 118 mil influenciadores

Levantamento da Influency.me, empresa especializada em marketing de influência e análise de dados do setor, mostra que 1.3 milhão de influenciadores no Brasil produzem conteúdo voltado ao segmento lifestyle, o equivalente a 57% do total de 2.1 milhões de criadores ativos no país.

No marketing de influência, o segmento lifestyle abrange criadores de conteúdo que retratam e influenciam hábitos, rotinas, valores e desafios do dia a dia. São criadores que compartilham seu estilo de vida e integram isso a temas como moda, beleza, bem-estar, viagens, gastronomia e comportamento.

Esse formato de conteúdo amplia o valor dos influenciadores para as estratégias das marcas ao favorecer relações mais próximas com a audiência. Para Rodrigo Azevedo, CEO da Influency.me, esse formato ganha ainda mais relevância em um ambiente marcado pelo aumento de conteúdos gerados por inteligência artificial. “Com tanta produção feita por IA, é como um respiro para a audiência acompanhar o dia a dia de quem se apresenta de forma genuína. O influenciador que estabelece uma rotina com o público, compartilha erros e acertos, consegue se conectar com quem está do outro lado e se identifica com essa rotina”, afirma.

Minas Gerais: regionalização como diferencial

O levantamento da Influency.me também mostra a força regional do mercado, com o estado de Minas Gerais concentrando cerca de 118 mil influenciadores em lifestyle.

O dado é especialmente relevante considerando a força de influenciadores locais, aponta pesquisa realizada pela Influency.me com a Opinion Box. Segundo o estudo, 73% dos brasileiros seguem perfis sobre sua região ou cultura local, e 58% dizem sentir falta de influenciadores ou criadores que abordem temas específicos das suas localidades.

Entre os produtores de conteúdo de Minas Gerais em lifestyle está a influenciadora Sarah Kanadani, de Belo Horizonte (MG). Com mais de 500 mil seguidores em uma de suas redes sociais, ela compartilha conteúdos sobre experiências pessoais, combinando autenticidade e humor ao retratar a rotina. A influenciadora também aborda temas relacionados ao seu relacionamento e viagens, o que contribui para uma conexão consistente com sua audiência e amplia o potencial de parcerias com marcas.

“Comecei a produzir conteúdo quando eu ainda morava em Brasília. Dividi com meu público o dia a dia da mudança, adaptação a Belo Horizonte e minhas experiências na cidade. Meu conteúdo é compartilhar o que tenho de melhor, e é isso que me incentiva. Mesmo com rotina intensa dividida entre o casamento, estudos e produção de conteúdo, sempre busco levar bom-humor e dicas para melhorar o dia a dia de todos”, conta a influenciadora Sarah Kanadani.

Influência digital como carreira

O avanço do nicho acompanha a profissionalização da influência digital como carreira. Em 2025, o mercado brasileiro incorporou cerca de 100 mil novos influenciadores. No total, são 2.1 milhões de profissionais nesse segmento, maior cifra já alcançada.

Esse movimento indica um ambiente mais competitivo, no qual planejamento, consistência e entrega de resultados se tornam diferenciais. O CEO da Influency.me complementa que a profissionalização da influência trouxe novos desafios para quem já está nesse mercado.

“Vivemos um momento de ‘hiper profissionalização’ da influência digital, em que conteúdos pouco estratégicos e destoantes da dinâmica do influenciador são vistos como de menor valor. Ao mesmo tempo, em meio a tantos conteúdos gerados por IA, pessoas reais se destacam. Erros, acertos, perrengues e superações chamam mais atenção do que pessoas ‘perfeitas’, que é o motivo de bons criadores de conteúdo se aproximarem melhor da audiência”, finaliza Azevedo.