Modalidade: Presencial
Local: Cachoeira Paulista – SP
Horário: Segunda à quinta das 07h00 às 17h00 e sexta das 07h às 16h00 c/ 1h de intervalo.
Formação: Ensino superior em Comunicação Social, Marketing e áreas correlatas.
Atividade Principal:
Realizar a gestão estratégica da presença digital de uma marca, unindo a criação de conteúdos ao monitoramento de dados. Atuar diretamente na produção operacional, utilizando o celular para gravar stories, tirar fotos e editar vídeos rápidos que acompanham o ritmo das redes. Nutrir o relacionamento com a comunidade e análise métricas para garantir que a estratégia gere engajamento e resultados reais.
Team leader showing employee mistakes to fix in business documents on PC
Por Mariana da Rosa*
Peter Drucker popularizou a ideia de que “o que pode ser medido pode ser gerenciado”. Independentemente da discussão sobre a autoria exata da frase, ela sintetiza um dos princípios mais importantes da administração moderna: decisões melhores dependem de informação. Ao longo das últimas décadas, esse pensamento orientou organizações a desenvolver indicadores, estruturar sistemas de gestão e incorporar dados aos processos decisórios.
A transformação digital levou esse movimento a um novo patamar. Hoje, praticamente tudo pode ser mensurado. Plataformas de CRM acompanham cada interação comercial, ferramentas de marketing registram o comportamento das audiências em tempo real, sistemas de atendimento monitoram a experiência do cliente e soluções de business intelligence consolidam milhares de informações em dashboards cada vez mais completos.
Nunca tivemos tanta capacidade de produzir, organizar e visualizar dados.
No entanto, a facilidade de medir trouxe uma consequência pouco discutida: passamos a medir muito mais do que somos capazes de interpretar.
Em muitas organizações, a grande quantidade de indicadores passou a ser vista como um sinal de maturidade gerencial, quando, na prática, representa apenas um aumento da capacidade de registrar acontecimentos. Porque dados, por si só, não produzem decisões melhores. Eles apenas descrevem a realidade.
O que gera inteligência é a capacidade de relacionar essas informações às perguntas estratégicas que a empresa precisa responder.
O problema por trás das métricas de vaidade
É justamente nesse contexto que as métricas de vaidade deixam de ser um problema exclusivo do marketing e passam a fazer parte da gestão como um todo. Assim como curtidas, alcance ou número de seguidores podem transmitir uma falsa percepção de desempenho, diversos indicadores organizacionais criam uma sensação de controle sem necessariamente ampliar a qualidade das decisões
O problema não está na métrica em si, mas na ausência de conexão entre aquilo que está sendo medido e as escolhas que a organização precisa fazer.
Essa distinção exige compreender que nem todos os indicadores cumprem a mesma função. Indicadores operacionais são fundamentais para acompanhar eficiência, produtividade, qualidade e execução dos processos. Eles permitem identificar desvios, corrigir rotas e aumentar a capacidade de controle sobre a operação. Entretanto, decisões estratégicas envolvem outro tipo de desafio. Elas exigem compreender mercados, interpretar movimentos competitivos, antecipar mudanças no comportamento dos consumidores e avaliar cenários futuros, questões que dificilmente podem ser respondidas apenas pelos dados produzidos dentro da própria empresa.
Dos dados às decisões
É por isso que a pergunta central da gestão não deveria ser “o que conseguimos medir?”, mas “quais decisões estratégicas essas informações nos ajudarão a tomar?”. Todo indicador deveria nascer de uma decisão que precisa ser apoiada. Sua função não é preencher um dashboard, mas reduzir a incerteza de quem decide. Quando uma métrica não altera prioridades, não valida hipóteses ou não influencia escolhas, é provável que ela esteja ocupando mais espaço nos relatórios do que na estratégia.
Essa reflexão torna-se especialmente relevante em marketing, vendas e relacionamento com clientes. É relativamente simples acompanhar indicadores de desempenho, como volume de campanhas, geração de oportunidades comerciais, conversões, satisfação ou retenção. O desafio está em compreender por que esses resultados acontecem.
Uma queda nas vendas pode refletir mudanças na percepção de valor da marca, novas expectativas dos consumidores, reposicionamentos da concorrência ou transformações no mercado. Da mesma forma, um bom índice de satisfação não garante fidelização, assim como um crescimento no alcance das campanhas não significa maior relevância para os públicos que efetivamente influenciam os resultados do negócio.
Essa é uma limitação inerente aos dados transacionais. Eles registram o comportamento da empresa, mas não explicam, sozinhos, o comportamento do mercado.
Sistemas internos informam o que aconteceu; dificilmente revelam por que aconteceu ou o que tende a acontecer. É justamente nesse ponto que inteligência de mercado, pesquisa e análise estratégica deixam de ser atividades complementares e passam a integrar o processo de gestão. Elas conectam os indicadores ao contexto competitivo, permitindo que os dados deixem de ser apenas registros históricos para se transformarem em insumos para decisões futuras.
Talvez o maior desafio da gestão contemporânea já não seja medir mais. O verdadeiro desafio está em medir aquilo que realmente reduz incertezas, orienta escolhas e fortalece a capacidade de decisão das organizações.
Afinal, vantagem competitiva não é consequência da quantidade de indicadores presentes em um dashboard, mas da capacidade de transformar todas essas informações em inteligência real.
*Mariana da Rosa é Sócia/CMO da Palco Inteligência de Negócios e Doutora em Administração e mestre em Administração e Marketing
Estudo proprietário revela como a IA, o crescimento do retail media, a jornada híbrida, o consumo fluido de vídeo e o ecossistema de influência moldam a eficiência dos negócios das marcas em um cenário de publicidade guiada por dados
A Omnicom Media, por meio de sua unidade de inteligência OM Market Intelligence, anuncia o lançamento da edição 2026 do Brazil Media Landscape. O estudo proprietário oferece uma visão abrangente sobre o ecossistema de mídia e publicidade no Brasil, apresentando uma evolução histórica dos últimos anos, consolidando as movimentações de 2025 e incorporando as análises estratégicas do primeiro trimestre de 2026 para os principais canais de comunicação. O relatório baseia-se em dados e projeções da própria unidade, publicados entre 2025 e março de 2026, além do mapeamento de tendências globais e de artigos publicados no Brasil por empresas especializadas e veículos de mídia.
O report funciona como uma bússola para as marcas alinhada aos parâmetros globais da rede, detalhando como o mercado brasileiro se posiciona como um polo essencial de inovação e engajamento em um ano repleto de grandes marcos culturais, esportivos e políticos.
“O Brazil Media Landscape 2026 oferece a leitura estratégica necessária sobre como o Brasil se posiciona no centro das mudanças globais da mídia. Compreender um mercado que consome redes sociais, mídias urbanas e formatos de vídeo de maneira tão intensa e acima das médias internacionais é o ponto de partida obrigatório para transformar inovação de mídia em crescimento real de vendas direto para o negócio dos nossos clientes”, afirma Diogo Mattos, head de Analytics da Omnicom Media.
Para dar suporte a essa visão, o levantamento também aponta 6 grandes transformações mapeadas pelo estudo, que servem como diretrizes estratégicas fundamentais para orientar o crescimento das marcas nos próximos anos:
1. Algoritmos e IA redefinem a descoberta de marcas
O mercado vive a fase inicial de uma onda transformadora impulsionada por IA generativa e assistentes virtuais baseados em agentes. Em um cenário de estabilização nas métricas de crescimento tradicionais do e-commerce e da audiência, a disputa pela atenção do público tornou-se ainda mais acirrada. Como o comportamento de busca mudou, as marcas precisam construir estratégias de contexto dinâmico para se manterem relevantes frente a algoritmos que moldam o consumo em tempo real.
2. O ecossistema social como novo motor de negócios
O Brasil consolidou-se como um dos maiores mercados de influência do mundo, movimentando cerca de R$ 20 bilhões por ano com uma base crescente de criadores ficando atrás somente dos EUA. Redes sociais operam hoje como motores de busca e decisão: 48% dos brasileiros já compraram itens descobertos no Instagram, e metade dos usuários já se interessaram por anúncios de influenciadores no TikTok. Esse amadurecimento ganha força com o shoppertainment, impulsionando verticais de comércio integradas.
3. A fluidez do vídeo: do formato vertical à revolução da TV 3.0
Apesar da fragmentação da audiência linear, a TV aberta mantém um forte alcance de massa. O meio se renovará em junho de 2026 com a estreia da TV 3.0 na Copa do Mundo, unindo a transmissão aberta à internet para anúncios personalizados em tempo real. Simultaneamente, os formatos verticais mobile e as TVs conectadas (CTV) avançam com crescimento anual de faturamento publicitário projetado de 22,5% até 2029. O streaming já dita o ritmo: 44% dos espectadores afirmam que a CTV já transformou permanentemente seus hábitos de assistir TV.
4. Modelos híbridos, a expansão do DOOH e o papel dos grandes eventos
Com 2/3 dos consumidores adotando jornadas híbridas, a integração de experiências ganha força nos megaeventos urbanos, como o Carnaval de Salvador (12 milhões de foliões em 2026) e o réveillon de Copacabana (2,6 milhões). Esse fluxo também impulsionou o investimento em mídia exterior (OOH), que cresceu 13% em 2025, puxada pelo formato digital (DOOH), que já representa 80% do share do setor. Esse cenário híbrido conecta ativações de rua, consumo de conteúdo e retail media de ponta a ponta.
5. O Papel fundamental do retail media
O retail media desponta como o canal de expansão mais acelerada: seu investimento deve mais do que triplicar no Brasil até 2029, atingindo 20,1% do bolo digital. Líderes como o Mercado Livre impulsionam a tendência.
6. O Brasil diante do cenário global de mídia
O Brasil ocupa o primeiro escalão internacional ao se posicionar em nono lugar entre as maiores economias publicitárias mundiais, atingindo R$ 104,8 bilhões em 2025. Contudo, o mercado nacional destaca-se pela forte orientação social e visual em relação à média global: as redes sociais abocanham 47% (contra 36% global).
“Ao mapear essas transformações, o Brazil Media Landscape 2026 mostra que o sucesso das marcas dependerá do equilíbrio entre inteligência de dados e conexão cultural. Em um mercado de jornadas tão fluidas quanto do brasileiro, o futuro exige ir além de fórmulas prontas, traduzindo inovação tecnológica em valor real e resultados de negócios inteiramente mensuráveis”, conclui Mattos.