Coluna Propaganda&Arte

Humanwashing: as grandes empresas de IA querem ser amigáveis com você.

No cenário atual da inteligência artificial, uma mudança sutil, porém profunda, tomou conta da identidade visual das Big Techs.

Se até pouco tempo atrás o design de tecnologia era pautado por uma estética futurista, fria, cromada e hiper-digital, hoje vivemos a era do “humanwashing”.

Assim como o greenwashing utiliza elementos visuais de sustentabilidade para maquiar práticas poluentes, o humanwashing é a estratégia onde empresas de IA utilizam elementos orgânicos para esconder a natureza algorítmica e fria de seus produtos.

O objetivo?

Reduzir a rejeição do público frente à crescente automatização e tornar a IA mais “aceitável” e “empática”.

Campanhas publicitárias, como as do Google Gemini, utilizam narrativas centradas no “orgânico”, focando em conexões humanas, sentimentos e cotidiano, enquanto o motor por trás de tudo permanece um processamento de dados massivo e muitas vezes opaco.

O perigo mora no fato de que muitas pessoas ainda não possuem o letramento visual necessário para distinguir o que é um valor real da empresa e o que é uma construção de marketing para manipular a percepção.

Para navegar por essa ilusão, é preciso desenvolver um olhar crítico: desconfie do excesso de “ternura” visual, questione a intenção da marca e exija transparência de dados.

O futuro sem a onipresença da IA exigiria uma mudança comportamental radical, uma revalorização da presença humana real.

No entanto, se o caminho depender exclusivamente das gerações mais velhas, que muitas vezes enxergam a tecnologia como um sinônimo inquestionável de progresso, a

IA veio para ficar.

Tabela: Estratégias de Humanwashing no Design

Choque geracional

A relação com a inteligência artificial é atravessada por vieses distintos.

Enquanto o senso comum sugere que os mais jovens seriam os maiores entusiastas da tecnologia, minha experiência em sala de aula na universidade tem revelado o contrário: tenho sido surpreendido por alunos que questionam ativamente materiais produzidos com IA e demonstram uma resistência notável a essa evolução, resgatando o valor de trabalhos artesanais, da fotografia digital com olhar autoral e até do retorno às técnicas analógicas.

Por outro lado, enquanto essas novas gerações buscam refúgio no que é palpável, o debate aponta para desafios crescentes em termos de profundidade cognitiva.

Paralelamente, gerações mais velhas, em muitos casos, tendem a ver a IA através de uma lente de progresso inquestionável, ignorando as camadas de manipulação invisíveis que o humanwashing impõe.

Cabe a nós, então, desenvolver esse olhar crítico — inspirado pela resistência criativa dos meus alunos — para não sermos meros espectadores da nossa própria automatização.

Redes sociais superam TV como principal fonte de notícias e elevam a responsabilidade de influenciadores

Diretor da Viral Nation fala sobre o impacto gerado na Creator Economy após nova pesquisa da Reuters

As redes sociais e plataformas de vídeo se tornaram, pela primeira vez, a principal fonte de acesso a notícias no mundo. Segundo o Digital News Report 2026, do Reuters Institute, 54% dos entrevistados afirmam usar esses canais para se informar, superando a televisão (52%) e os sites ou aplicativos de veículos jornalísticos (51%).

O dado reforça que ambientes antes associados principalmente ao entretenimento, à interação social e ao consumo passaram a ocupar papel central na formação da opinião pública. Devido a essa transformação no comportamento de consumo de informação, criadores de conteúdo e influenciadores deixam de ser apenas amplificadores de tendências e passam a ter influência direta sobre a forma como milhões de pessoas interpretam acontecimentos, marcas, temas sociais e debates públicos. É o que explica Fabio Gonçalves, diretor da Viral Nation e especialista no mercado publicitário, com mais de dez anos de atuação como agente.

“O influenciador trabalha hoje no mesmo ambiente em que grande parte da população se informa. Isso claramente vai mudar o peso daquilo que ele publica. Não digo que todo influenciador agora tem que se portar como jornalista, mas significa que, ao comentar fatos, repercutir notícias ou traduzir assuntos complexos para sua comunidade, ele precisa ter mais critério e checar fontes de maneira extremamente criteriosa. Querendo ou não, ele precisa se responsabilizar ainda mais por tudo que divulga”, afirma.

O relatório reforça a dimensão desse fenômeno. Globalmente, 27% dos entrevistados afirmam receber notícias semanalmente de criadores ou influenciadores focados em notícias, enquanto 46% dizem obter algum tipo de notícia a partir de criadores em geral. O recorte é ainda mais relevante para o mercado de comunicação no Brasil, onde 33% da população consome conteúdo de criadores ou influenciadores focados principalmente em notícias. Os entrevistados veem esses criadores como mais fáceis de entender, mais próximos e mais interessantes do que veículos tradicionais, mas também menos confiáveis e menos imparciais.

Até por isso, segundo Gonçalves, a velocidade das redes sociais não pode se sobrepor à responsabilidade. Em um ecossistema movido por algoritmos, vídeos curtos e conteúdos altamente compartilháveis, uma informação descontextualizada pode ganhar escala rapidamente e influenciar percepções antes mesmo que o público tenha contato com a fonte original.

“Um story já pode moldar opiniões em poucos minutos. Por isso, separar fato de opinião, contextualizar dados e ter cuidado com temas sensíveis deixa de ser apenas uma boa prática. Passa a fazer parte da maturidade profissional de quem vive da sua própria influência”, complementa.

A mudança também impacta a maneira como marcas e agências estruturam campanhas de marketing de influência. O alcance continua relevante, mas passa a dividir espaço com critérios como reputação, coerência no discurso, transparência comercial, histórico de posicionamentos e capacidade do criador de construir confiança com sua audiência.

“Para as marcas, influência não pode ser jamais tratada apenas como mídia. Quando uma empresa se associa a um creator, ela também se aproxima da forma como ele interpreta o mundo e conversa com sua comunidade. Não se trata mais de quantas pessoas aquele influenciador alcança e sim como ele constrói credibilidade. As agências precisam se preparar para uma realidade em que creators também são portas de entrada para informação. Na Viral Nation, olhamos para esse movimento com foco em profissionalização, tendo uma curadoria mais criteriosa, análise de histórico, transparência nas parcerias e orientação para que a velocidade das redes não venha antes da responsabilidade. É nesse sentido que enxergamos a importância de um agente para orientar o criador de conteúdo”, conclui.

Na prática, o avanço das redes sociais como fonte de notícia tende a acelerar a profissionalização do mercado de influência. E as agências terão papel fundamental nessa nova etapa da Creator Economy.

Taubaté Shopping recebe 9ª edição do festival Open Dance neste fim de semana

A iniciativa traz apresentações de dança em prol da solidariedade com a causa animal; 600 quilos de ração foram arrecadados

Durante os dias 27 e 28 de junho, o Taubaté Shopping recebe a 9ª edição do Open Dance, evento realizado em parceria com o Studio Dancers. A iniciativa conta com apresentações artísticas de mais de 10 escolas de dança de Taubaté, com diferentes estilos que prometem encantar o público. A ação é gratuita e acontece na Praça de Eventos do shopping, a partir das 17h, no sábado (27); e a partir das 15h, no domingo (28).

Além da troca de experiências e da exibição dos trabalhos artísticos, a intenção da iniciativa também é apoiar a causa animal. Isso porque para participar, cada escola precisou se inscrever por meio da arrecadação e doação de ração, que beneficiará cachorros resgatados da rua na cidade de Taubaté. Ao todo, 30 sacos de ração de 20 quilos foram arrecadados durante a iniciativa.

“Já estamos na 9ª edição do Open Dance, uma ação que valoriza a arte e a dança como forma de expressão. O festival ainda contribui com a causa animal, incentivando as escolas a mobilizarem os alunos, trabalharem o tema internamente e realizarem as doações para ajudarmos os cães que mais precisam”, destaca Amélia Mussi, organizadora do evento e gestora do Studio Dancers.

Lilian Giacomini, Coordenadora de Marketing do Taubaté Shopping, ressalta: “O evento reúne entretenimento, cultura e solidariedade em uma única iniciativa. Além de proporcionar um espaço para apresentações artísticas, também contribui para a conscientização e o apoio à causa animal, um tema que faz parte do compromisso social do shopping. É uma alegria receber esta ação mais uma vez.”

Organizado pelo Studio Dancers, o evento conta com a apresentação das escolas: Azzurro Fitness, Eliane Indiani Studio de Dança, Eloo Escola de Dança, Escola de Ballet Clássico Elena Dubodelova, Exercitarte, Haiu Ando Centro Artístico, Vera Borges Grupo Baladi, Escola de Dança Dilma Gama, Zin Paulinho Zumba, Studio de Dança Cristina Rodrigues e Cia Vanda Fenner.

Festival Open Dance:
Data: 27 e 28 de junho
Hora: a partir das 17h, no sábado; e a partir das 15h, no domingo
Local: Praça de Eventos

Evento gratuito

Fonte: Communicare

Dança das cadeiras

Um junho movimentado

Confira a movimentação de profissionais de comunicação e propaganda nos últimos dias no Vale do Paraíba

O publicitário Angelo Filho inicia os trabalhos como Gerente de Marketing na ACIT – Associação Comercial e Industrial de Taubaté.

Ana Lucilia Paixão Rodrigues começou a dar expediente como Coordenadora de marketing na empresa DM.

Ane Caroline Paula passa a atuar como Analista de marketing na Câmara Municipal de São José dos Campos.