O fim da era do “esperar para ver”: o SXSW revelou que o uso de Inteligência Artificial deve migrar do alerta para ação

Tadeu Barbosa, head de novos negócios e inovação da CBDS

Por Tadeu Barbosa*

Estive no South by Southwest (SXSW), realizado em Austin (Estados Unidos) no último mês de março. Em sete dias, acompanhei dezenas de palestras e presenciei centenas de “conversas de corredor”.

Constatei que o SXSW não é um evento de tecnologia. É um ponto de encontro onde o futuro se apresenta sem filtro, às vezes empolgante, às vezes perturbador e quase sempre mais próximo do que gostaríamos de admitir.

E tenho uma certeza: as empresas que ainda estão esperando para ver “como a Inteligência Artificial (IA) vai se desenvolver” já estão atrasadas.

O alerta que ninguém quer ouvir

Uma das palestras mais provocativas foi de Tristan Harris, ex-designer do Google e fundador do Center for Humane Technology, que passou anos estudando como a tecnologia molda comportamentos e não poupou críticas.

A tese dele é simples e incômoda: “já vimos esse filme antes”, pois deixamos as redes sociais moldarem a nossa democracia, a nossa atenção e a nossa saúde mental . Com a IA, o risco é o mesmo, porém em velocidade e escala incomparavelmente maiores.

Harris não é um pessimista. É alguém que acredita profundamente no potencial transformador da tecnologia e, justamente por isso, insiste que a aplicação importa tanto quanto a inovação.

Baseado nessa insistência, reforço outra necessidade do mercado: construir a coisa certa, para o problema certo, com o propósito certo. Essa é a distinção que vai separar as empresas relevantes das obsoletas.

Humano + máquina: a soma que devemos fazer

Por sua vez, Brian Solis, pesquisador e autor referência no tema de liderança e inovação, apresentou o conceito de inteligência aumentada. Isso não significa trocar o humano pela máquina. Significa potencializar o que o humano faz de melhor com o suporte do que a máquina faz de melhor.

Na prática, vejo a importância de repensar processos inteiros e não apenas automatizar tarefas isoladas. A empresa que coloca IA em cima de “processo quebrado” só cria problema mais rápido e a transformação real começa apenas quando nos questionamos por que fazemos algo de determinada forma, antes de decidir como a tecnologia vai ajudar.

Na prática, automatizar uma tarefa isolada resolve pouco. O que transforma é repensar o processo inteiro, o que começa com uma pergunta anterior à tecnologia: por que fazemos assim? Empresa que pula essa etapa tende a errar mais rápido.

Para saber como se desenha uma empresa que a IA não consegue ultrapassar, a resposta não está na tecnologia, está na integração entre cultura, relacionamento e contexto.

Os algoritmos replicam padrões, mas não replicam a confiança construída ao longo do tempo, nem a capacidade de ler o que um cliente precisa antes mesmo de ele saber verbalizar.

E isso não é argumento contra a automação. É um argumento a favor de saber o que proteger enquanto se automatiza.

Propósito como vantagem competitiva

A pesquisadora Jennifer Wallace trouxe um conceito que parece distante do mundo corporativo, mas não é. Mattering: a sensação de que o que fazemos importa, de que somos vistos e de que nossa contribuição tem valor real. Segundo Jennifer, as equipes com alto senso de propósito são mais resilientes, mais criativas e mais leais.

No contexto da IA, vejo que esse dado ganha peso. À medida que partes do trabalho são delegadas à máquina, faço outra pergunta que vai definir a cultura das empresas: o que sobra para o humano fazer e esse humano sente que isso importa?

A partir do SXSW, concluí que a IA não é uma ameaça nem uma solução: é uma variável que amplifica o que já existe. As empresas com estratégia clara vão usá-la para crescer. As empresas sem direção vão usá-la para acelerar a própria confusão.

O momento de agir não é quando o mercado exigir. É agora, enquanto dá para escolher como atender o mercado.

*Tadeu Barbosa é head de novos negócios e inovação da CBDS

Shoppings em ação

2ª edição do Conecta Zenn discute as atualizações da NR-1 em evento no Taubaté Shopping

O encontro é gratuito e acontece dia 23 de abril, na Moviecom Cinemas

Na próxima quinta-feira (23), o Taubaté Shopping, administrado pelo Grupo AD, recebe a 2ª edição do Conecta Zenn, promovido em parceria com o Esporte Zenn Corpo Mente & Alma. Voltado para empresários e profissionais que desejam se manter atualizado sobre as novas diretrizes do mercado de trabalho, o encontro trará como tema a Nova NR-1, fortalecendo a cultura de prevenção dentro das empresas. O evento é gratuito e acontece das 8h às 11h, na Moviecom do Taubaté Shopping.

Santander Track&Field Run Series está com últimas vagas para etapa no Colinas Shopping no dia 26 de abril

A edição 2026 da Santander Track&Field Run Series etapa Colinas Shopping se aproxima, e quem quiser participar de um dos principais circuitos do país ainda pode garantir seu kit para participar do evento no dia 26 de abril, em São José dos Campos.

A prova deve reunir mais de 2.000 pessoas, com atletas amadores e profissionais correndo percursos de 5k, 10k e 15k, além de categorias kids. A inscrição deve ser feita pelo app da TFSports (disponível, com mais informações, em https://www.tfsports.com.br/run-series/colinas-shopping-2026).

Marketing de Comunidade vs. Performance pura: construindo fãs ao invés de buscar apenas cliques

Imagem gerada pela IA do Canva

Por Josué Brazil (com apoio de IA)

Em um cenário de marketing em constante evolução, onde os desafios se intensificam e as certezas diminuem, uma questão se destaca: como as marcas podem efetivamente engajar seu público-alvo? Com o custo de aquisição de clientes (CAC) subindo e a morte dos cookies tornando-se cada vez mais iminente, a resposta pode estar em transformar a abordagem de marketing.

Vamos explorar a diferença entre o marketing de comunidade e a performance pura e como essa transição é fundamental para garantir o sucesso a longo prazo das marcas

O que é Marketing de Comunidade?

O marketing de comunidade vai além das simples vendas e promoções. Ele se concentra na construção de relacionamentos duradouros e significativos entre a marca e seus clientes. Quando falamos em comunidades, estamos nos referindo a grupos de pessoas que compartilham interesses, valores ou experiências comuns, onde a marca atua como uma catalisadora desse pertencimento. Esse modelo não apenas promove uma conexão emocional mais forte com a marca, mas também transforma consumidores em defensores fiéis.

A importância da conversa real

Uma das chaves para o sucesso no marketing de comunidade é a capacidade de promover conversas verdadeiras. Em vez de apenas bombardear o público com anúncios, as marcas devem ouvir, responder e engajar seus consumidores em diálogos significativos. Isso cria um senso de pertencimento que vai muito além da simples transação comercial.

Performance pura: o foco nos resultados imediatos

Por outro lado, temos a performance pura, que se concentra em estratégias de marketing baseadas em métricas e resultados imediatos. Anúncios pagos, otimização de conversão e análise de dados são algumas das táticas utilizadas nesse modelo. Embora esses métodos possam gerar resultados rápidos, eles frequentemente carecem de profundidade e de relacionamento a longo prazo com o público.

O risco do Dependente de Algoritmos

As campanhas focadas apenas na performance muitas vezes dependem de algoritmos de terceiros, o que pode ser arriscado. Essas estratégias podem levar a uma abordagem de marketing impessoal, onde a marca trata os clientes como meros números em um painel de controle. Com as mudanças nas políticas de privacidade e o declínio dos cookies, as marcas que não investem em comunidades podem se encontrar em desvantagem, dependendo cada vez mais de anúncios pagos para alcançar novos clientes.

Transição do “Target” para a “Audiência Fiel”

A transição do conceito de “target” — aquele público genérico que desejamos atingir — para “audiência fiel” é crucial. Enquanto o primeiro é uma estatística ou um dado demográfico, a segunda é um grupo de pessoas que se importam com a marca e estão dispostas a promovê-la. A fidelização do cliente não é apenas sobre recompensas e promoções, mas sobre construir uma experiência autêntica que faça os consumidores se sentirem valorizados.

Conclusão: por que sua marca precisa de fãs, não apenas de cliques

No final das contas, a pergunta que cada profissional de marketing deve se fazer é: sua marca está construindo fãs ou apenas buscando cliques? O marketing de comunidade oferece uma proposta única de valor, onde o cultivamento de relacionamentos autênticos resulta em defensores da marca — aqueles que não apenas compram, mas também compartilham e falam positivamente sobre a marca.

Em um universo onde a autenticidade e a conexão pessoal se tornam cada vez mais relevantes, a construção de comunidades proprietárias se destaca como uma estratégia eficaz para garantir a relevância e a trajetória de crescimento das marcas. Portanto, ao planejar suas estratégias de marketing, lembre-se: fãs leais vencem algoritmos. Invista na sua comunidade, e o retorno virá de formas que você nunca imaginou.

Dança das cadeiras

Movimentação importante

Antonio “Tunico” Coelho assume o posto de Gestor Comercial da TV TH+ SBT Vale e Litoral Norte e da Rádio Novabrasil FM São José dos Campos. Ele substitui Hiromi Uemura, que deixou o grupo recentemente.