Shopping Jardim Oriente participa da Julho Black Brasil 2026 e sorteia carros elétricos BYD Dolphin Mini

Campanha do Grupo AD acontece de 1º a 20 de julho e a cada 300 reais em compras, clientes concorrem a três veículos elétricos em sorteios semanais

Entre os dias 1º e 20 de julho, o Shopping Jardim Oriente, administrado pelo Grupo AD, participa da campanha Julho Black Brasil 2026, uma das maiores ações promocionais da rede, realizada simultaneamente nos shoppings de todo o Brasil. Durante o período, os clientes concorrem ao sorteio de três automóveis elétricos BYD Dolphin Mini GL 0 km, na cor preta, além de aproveitar vantagens que ampliam as chances de ganhar.

A cada 300 reais em compras realizadas nas lojas participantes, o consumidor recebe um número da sorte para concorrer aos prêmios. Nesta edição, compras com trocas efetuadas às terças, quartas e quintas-feiras garantem dois números da sorte para concorrer. Os sorteios acontecem semanalmente, nos dias 11, 18 e 25 de julho.

“Sabemos que nossos clientes valorizam vantagens concretas e a Julho Black Brasil entrega exatamente isso. A cada compra, mais chances de ganhar um carro elétrico zero quilômetro, e isso é um incentivo a mais para visitar o nosso shopping neste mês.”, destaca Alexandre Balúgoli, gerente geral do Shopping Jardim Oriente.

O BYD Dolphin Mini reúne design moderno, tecnologia de ponta e foco na mobilidade urbana, somando eficiência, conectividade e sustentabilidade, características que acompanham as transformações do mercado e o compromisso do Grupo AD em promover campanhas inovadoras que valorizam a experiência do consumidor.

“Nos shoppings do grupo de norte a sul do País, a Julho Black Brasil gera resultados concretos para os lojistas, amplia o fluxo de consumidores e mostra a força da nossa rede em oferecer experiências de compra cada vez mais completas”, destaca Helcio Povoa, CEO do Grupo AD.

O regulamento completo da promoção e mais informações da campanha estão disponíveis nos canais oficiais do Shopping Jardim Oriente.

Fonte: Solução Textual Assessoria

São José recebe encontro de negócios e apresenta ‘Circuito Serra, Fé e Mar’ ao trade turístico

Evento no Aeroporto Internacional de São José dos Campos reúne agentes de viagens e profissionais do setor para divulgar roteiro integrado de 16 cidades do Vale do Paraíba, Serra da Mantiqueira, Vale da Fé e Litoral Norte

São José dos Campos recebe, no próximo 2 de julho, o 1º Encontro de Negócios do Circuito Serra, Fé e Mar, evento que marca a apresentação oficial do novo roteiro turístico regional a agentes de viagens, operadoras e profissionais do setor convidados. Promovida pelo Destination SJC e pelo SJK AIRPORT, a atividade será realizada a partir das 9h, no Aeroporto Internacional de São José dos Campos, com rodada de negócios, apresentações institucionais e networking.

Mais do que divulgar atrativos isolados, o encontro nasce com a proposta de apresentar ao mercado um novo produto turístico integrado, capaz de conectar algumas das principais vocações da região: turismo religioso, montanha, natureza, litoral, gastronomia, cultura e negócios.

Lançado em 2025, o Circuito Serra, Fé e Mar reúne 16 municípios da Serra da Mantiqueira, do Vale do Paraíba, do Litoral Norte e Vale da Fé em uma estratégia conjunta para ampliar o tempo de permanência dos visitantes, aumentar o gasto médio dos turistas e fortalecer a promoção regional de forma coordenada.

A proposta parte de um diagnóstico comum ao setor: hoje, grande parte dos visitantes chega à região motivada por um único destino ou experiência — como a Basílica de Aparecida, as praias do Litoral Norte, o clima de montanha de Campos do Jordão ou compromissos corporativos em São José dos Campos. O circuito busca mudar essa lógica, estimulando a criação e a venda de roteiros combinados, que mostrem ao visitante a possibilidade de viver diferentes experiências em um mesmo território.

Na prática, a ideia é que quem viaja até Aparecida possa incluir Campos do Jordão ou Cunha no mesmo percurso; que o visitante que chega a São José dos Campos a trabalho tenha motivos para estender a viagem até São Francisco Xavier, o Litoral Norte ou cidades históricas da região; e que turistas de praia também sejam apresentados à oferta de turismo religioso, cultural e de natureza do interior do Vale do Paraíba.

Por dentro do Circuito Serra, Fé e Mar

O Circuito Serra, Fé e Mar reúne municípios da Serra da Mantiqueira (Campos do Jordão, Santo Antônio do Pinhal e São Bento do Sapucaí), do Vale do Paraíba (São José dos Campos, Jacareí, Taubaté, Pindamonhangaba e Paraibuna), do Litoral Norte (Caraguatatuba, São Sebastião, Ubatuba e Ilhabela), e do Vale da Fé (Aparecida, Guaratinguetá, Cunha e Lagoinha).

Juntas, essas cidades recebem cerca de 26 milhões de visitantes por ano. A articulação entre poder público, aeroporto, entidades e empresários do setor quer aproveitar esse fluxo já consolidado para transformar a região em um destino de experiências múltiplas, com mais permanência, menos sazonalidade e maior circulação de turistas entre os municípios ao longo do ano.

Entre as metas estão o aumento do tempo médio de permanência do turista de dois para cinco dias, a ampliação do tíquete médio, a qualificação dos serviços e a inclusão do Circuito Serra, Fé e Mar nos catálogos de agências e operadoras do Brasil e do exterior.

Segundo o presidente do Destination SJC, Maurício Guisard, o circuito responde a uma visão mais contemporânea de turismo, baseada na integração entre cidades e no fortalecimento da economia regional.

“O olhar regional é parte do nosso trabalho. São José é um hub estratégico, e quando alguém visita cidades do Circuito Serra, Fé e Mar, São José também ganha, porque essa circulação movimenta a nossa rede hoteleira, a gastronomia, os serviços e toda a cadeia do turismo”, afirma.

Novos destinos e roteiros

A programação do 1º Encontro de Negócios Serra, Fé e Mar foi desenhada para aproximar agentes de viagens, operadoras, gestores públicos, hotéis, atrativos, receptivos e empresários do setor em um ambiente voltado à geração de oportunidades comerciais. A proposta é apresentar o circuito de forma prática e vendável, conectando destinos, fornecedores e profissionais que podem transformar o roteiro em novos pacotes e experiências para o mercado.

Entre os expositores, estão Accor Hotéis, AEX Tour, Atrio Hotéis, Figueira Pousada Boutique, Louvre Hotels Group, Hampton Inn by Hilton, Ibis Styles, Nacional Inn, Parque Três Pescadores, Rainha Hotéis e Vila Inglesa.

O secretário de Turismo e Desenvolvimento Econômico de Campos do Jordão, Fábio Izar, destaca o evento como um marco importante na estratégia de comercialização do circuito.

“Esse encontro representa a primeira grande apresentação do Serra, Fé e Mar ao trade de São José dos Campos e reforça um movimento que tem crescido muito: a promoção da região de forma integrada, conectando destinos que já são fortes individualmente, mas que ganham ainda mais força quando apresentados em conjunto”, afirma.

“Estamos falando de uma região que concentra quase 60% do fluxo turístico paulista e que agora passa a se organizar como produto integrado”, completa ele.

Izar também ressalta o papel do Aeroporto Internacional de São José dos Campos como porta de entrada estratégica do circuito. Além da localização estratégica, o terminal proporciona uma experiência mais fluida ao passageiro, com processos rápidos de embarque e desembarque, menor tempo de espera e acesso facilitado aos destinos da região, o que significa menos tempo em deslocamentos e mais tempo dedicado à experiência turística, um atributo cada vez mais valorizado por operadoras, agentes de viagens e visitantes.

São José, a porta de entrada do circuito

A escolha de São José dos Campos para sediar o primeiro encontro de negócios do Serra, Fé e Mar reforça o papel estratégico da cidade na integração regional. Além da sua infraestrutura hoteleira, gastronômica e corporativa, o município abriga o Aeroporto Internacional de São José dos Campos – SJK AIRPORT, ativo importante para sua consolidação comercial.

Desenvolvido pelo SJK AIRPORT em parceria com prefeituras da região e com o apoio de instituições ligadas ao turismo, o Circuito Serra, Fé e Mar promove o 1º Encontro de Negócios para se consolidar como uma marca regional forte, capaz de transformar o modo como o território é vendido para visitantes do Brasil e do exterior.

O 1º Encontro de Negócios do Circuito Serra, Fé e Mar é exclusivo para convidados do setor.

Sobre o Destination SJC

O Destination São José dos Campos é uma entidade sem fins lucrativos que trabalha para ampliar o volume de negócios e o mercado turístico na cidade por meio da realização de eventos e do apoio aos associados do setor, promovendo a melhoria dos serviços e atendimento aos visitantes. Como Convention & Visitors Bureau de São José dos Campos, congrega associados que representam segmentos dos setores hoteleiro e gastronômico, de comunicação e marketing, tecnologia da informação, comércio e imobiliário. O Destination São José dos Campos tem como objetivo aumentar o fluxo de visitantes e seu tempo de estadia na cidade, organizando, promovendo e apoiando ações, produtos e serviços turísticos em São José dos Campos e região, como o Mais Gastronomia – um dos mais celebrados festivais gastronômicos da cidade.
Site: https://destinationsjc.com.br/

Sobre o SJK AIRPORT

O SJK AIRPORT é a concessionária responsável pela administração do Aeroporto Internacional de São José dos Campos, o quarto aeroporto de grande porte da macrometrópole paulista, inserido em um dos maiores e mais dinâmicos mercados de transporte aéreo do mundo. Com vocação para logística, cargas, manutenção aeronáutica e aviação de negócios, o aeroporto desempenha papel estratégico no desenvolvimento econômico e na integração do Brasil aos mercados internacionais.

Fonte: Cabana

Quando o clique vira luxo… por escassez

Por Cristian Gallegos*

A internet sem clique ainda não é sentença. Mas, para marketing, branding e vendas, já é sinal amarelo piscando no painel. É bom o motorista não esperar o motor fundir para descobrir se o seguro cobre… (spoiler: não cobre!). Por anos, marketing digital viveu uma religião simples: aparecer, atrair clique, levar para o site, converter. Só que Google, Meta e as plataformas de IA estão mexendo justamente no altar. A resposta aparece antes do clique, o agente resolve antes da visita e o usuário fica dentro do ecossistema como hóspede de hotel all inclusive (só que quem paga a diária é a sua estratégia de aquisição).

Na prática, o modelo “sem clique” funciona assim: você pergunta; a IA responde; o algoritmo resume; o agente executa; e o usuário resolve tudo sem sair da plataforma. Antes, pesquisar “melhor CRM para pequenas empresas” significava abrir cinco abas, comparar preços, ler reviews e visitar sites. Agora, cada vez mais, o Google Gemini entrega um resumo pronto com recomendações geradas por IA. O ChatGPT compara ferramentas. O Perplexity sintetiza análises. E agentes configurados no Claude começam a executar tarefas diretamente, sem precisar que você navegue pela internet inteira como um explorador perdido em 2009.

O clique deixa de ser o começo da jornada. Ele vira quase uma exceção premium (tipo aquele botão “falar com humano” que aparece escondido no suporte). A Bain & Company estimou em 2025 que 80% dos consumidores já usam resultados “sem clique” em pelo menos 40% das buscas, com impacto potencial de 15% a 25% no tráfego orgânico. A Semrush, também em 2025, mostrou que AI Overviews passaram de 6,49% das queries em janeiro para pico de 24,61% em julho, fechando novembro em 15,69%. O ponto mais sensível: cresceram também em buscas comerciais, transacionais e navegacionais. Traduzindo: não é só topo de funil tomando chuva. O meio e o fundo já estão olhando a previsão do tempo.

O erro seria achar que menos clique significa menos jornada. A jornada continua. Só que agora ela acontece em lugares onde a marca talvez não enxergue tão bem: resumos de IA, comparadores automáticos, feeds fechados, assistentes, grupos privados, comunidades e recomendações geradas por máquina. Para o marketing, isso muda a pergunta central. Antes era: “como levo tráfego para minha página?”. Agora passa a ser: “como viro a resposta e fonte confiável quando alguém nem chega à minha página?”. Isso exige conteúdo estruturado, autoridade real, reputação consistente, presença em fontes citáveis, dados proprietários, reviews fortes e sinais de confiança espalhados pela web. SEO não morre. Só deixa de ser caça ao clique e vira disputa para alimentar a resposta (menos glamour, mais bastidor, tipo fazer o roteiro inteiro para outro apresentar no palco).

Quanto mais a descoberta fica mediada por IA, mais perigoso é depender só de performance. Porque performance compra atenção no leilão. Marca cria lembrança antes do leilão começar. O Reuters Institute apontou em 2025 que publishers temem perda de tráfego com resumos de IA, mas também mostrou que marcas confiáveis seguem valorizadas em um ambiente cheio de conteúdo sintético e desinformação. Isso vale para mídia, mas vale ainda mais para empresas: quando o usuário pergunta “qual solução escolher?”, a IA tende a favorecer sinais de credibilidade, consistência e presença pública.

Marca fraca em internet assistida vira figurante de resumo. Marca forte vira referência. E referência, convenhamos, é o novo outdoor premium dentro da cabeça do algoritmo. No B2B, o impacto pode ser ainda mais profundo. A Forrester escreveu em 2026 que compradores usando IA têm muito menos chance de clicar no site da empresa, e que companhias B2B já sentem quedas de tráfego entre 10% e 40% no último ano. O mesmo texto aponta que compradores devem usar agentes para analisar demos, transcrições, materiais, prós, contras e inconsistências entre fornecedores.

Ou seja: seu vendedor pode entrar na call depois que o comprador já foi pré-convencido por um assistente. Ou pré-“desconvencido”. O drama é que o assistente não participa do café de relacionamento, não ri da piada do comercial e não se impressiona com slide bonito. Ele lê evidência. Isso pede materiais mais claros, comparativos honestos, páginas de produto melhores, provas públicas, estudos de caso objetivos, documentação comercial fácil de interpretar e mensagens consistentes entre marketing, vendas e customer success. Se a IA encontrar contradição, ela não chama de “reposicionamento estratégico”. Ela chama de inconsistência mesmo.

A internet sem clique reduz descoberta orgânica, mas aumenta a importância de canais diretos: newsletter, comunidade, eventos, conteúdo premium, relacionamento com creators, micro redes, CRM bem cuidado e base própria. Não porque todo mundo vai abandonar Google e Meta amanhã. Mas porque depender 100% deles vira construir casa alugada e reformar a cozinha com mármore italiano.

A preparação inteligente é montar um portfólio de atenção. Parte em plataformas, parte em canais próprios, parte em reputação pública, parte em comunidades. Não é pânico. É hedge. Ou, em português menos ‘faria-limer’: elaborar um seguro contra um futuro que tenta dar uma rasteira.

O sinal mais importante não é apenas queda de tráfego. É desacoplamento: impressões sobem, cliques caem, menções em IA aparecem, leads mudam de origem, buscas de marca oscilam, ciclo comercial chega mais informado e menos rastreável. Marketing precisa acompanhar novas métricas: presença em respostas de IA, citações de marca, share of search, tráfego direto, crescimento de base própria, qualidade dos leads, taxa de conversão por canal, menções em comunidades, reviews e influência de conteúdo sem clique.

A pergunta que fica é: se amanhã o usuário não precisar mais visitar seu site para decidir, sua marca ainda aparece na conversa?

*Cristian Gallegos é Diretor de Marketing da Skynova, empresa referência em soluções de cloud computing, segurança digital, e-mail corporativo e colaboração

Como a metodologia da “Era da Presença” vai impactar o marketing no Brasil

Por Samira Cardoso*

É fato que durante muitos anos o marketing operou sob uma lógica relativamente previsível: campanhas pontuais, grandes investimentos em mídia e ações focadas em conversão imediata. Mas o consumidor mudou e essa dinâmica sofreu grandes alterações, visto que ele não se relaciona mais com marcas apenas em momentos de compra. Agora, ele convive com elas diariamente, em múltiplos canais, contextos e plataformas. E é justamente nesse cenário que surge um novo conceito capaz de redefinir a forma como as empresas constroem relevância: a Era da Presença.

Mais do que uma tendência, a Era da Presença propõe uma mudança estrutural na maneira como marcas se posicionam e se conectam com as pessoas. A premissa é simples, mas profunda: não basta aparecer, é preciso estar presente de forma estratégica, contínua e contextualizada em toda a jornada. Isso significa construir relações sustentadas por conteúdo, propósito, consistência e diálogo permanente.

O conceito nasce como resposta a um comportamento cada vez mais evidente do mercado. Hoje, a atenção do consumidor está fragmentada. As jornadas deixaram de ser lineares e passaram a acontecer simultaneamente em redes sociais, buscadores, comunidades, creators, aplicativos, mídia espontânea, inteligência artificial (claro) e experiências físicas. Nesse novo ecossistema, as marcas que saem na frente não são necessariamente as que mais investem em mídia ou outras ativações pagas, mas as que conseguem manter relevância contínua ao longo do tempo, nos múltiplos pontos de contato.

A Era da Presença rompe justamente com a lógica do marketing baseado apenas em campanhas isoladas. Em vez de “grandes momentos”, o foco passa a ser a construção de uma presença inteligente e permanente. Isso exige uma mudança de mindset dos profissionais do setor para que deixem de atuar apenas como anunciantes e passem a funcionar como agentes ativos de conversa, cultura e experiência, colocando em prática, de fato, uma escuta ativa.

A realidade é que essa mudança já está impactando profundamente o marketing no Brasil. Um dos principais reflexos é a integração cada vez maior entre branding, conteúdo, relações públicas, creators, social media, comunidades e dados. As fronteiras entre essas disciplinas, que sempre foram muito claras, estão desaparecendo porque o consumidor não separa mais essas experiências. Para ele, tudo se trata da mesma marca, independente do local.

Esse movimento também pressiona empresas a abandonarem estratégias excessivamente centradas em performance de curto prazo. Durante anos, o mercado priorizou métricas imediatas, CAC, conversão e otimização de mídia. Embora seja inegável que esses indicadores continuem importantes, eles já não são suficientes para sustentar crescimento consistente em um ambiente hipercompetitivo e saturado de estímulos.

A nova lógica demandada pelo novo consumidor exige presença emocional, relevância cultural e construção de confiança (e isso não é tão simples quanto aparenta) e não se conquista apenas com anúncios “frios”. Conquista-se com narrativa, coerência e capacidade de participar das conversas certas, no momento certo e da forma certa.

Outro impacto importante da Era da Presença está no papel das lideranças e das próprias empresas como produtoras de pensamento. Marcas que desejam permanecer relevantes precisarão ocupar espaços de autoridade, gerar debates (sabendo ouvir e respeitar as diversas opiniões), compartilhar visões e participar ativamente das transformações sociais, econômicas e comportamentais do país. O ponto focal é que não se trata apenas de vender produtos, mas de construir significado.

Nesse contexto, o marketing deixa de ser apenas uma área operacional e assume um local de protagonista com uma função estratégica dentro dos negócios. A presença passa a ser, portanto, um ativo competitivo tão importante quanto tecnologia, produto ou distribuição. Outro gancho que não pode ser ignorado é que a ascensão da inteligência artificial acelera ainda mais essa transformação. Em um cenário onde conteúdos podem ser produzidos em escala quase infinita, a diferenciação estará menos na quantidade e mais na autenticidade, no repertório e capacidade de gerar conexões genuínas. A IA pode automatizar produção, mas não substitui presença real, visão estratégica e construção de relacionamento (e o consumidor percebe o que é real e o que não é).

Por isso, empresas que entenderem cedo essa mudança terão vantagem competitiva relevante nos próximos anos. A Era da Presença não fala apenas sobre comunicação, ela fala sobre permanência e marcas que não dependem exclusivamente de campanhas para serem lembradas, porque já fazem parte da rotina, das conversas e das decisões das pessoas.

Para finalizar, destaco que no Brasil, onde o consumidor é altamente conectado, social e influenciado por comunidades digitais, creators e experiências compartilhadas, essa transformação tende a acontecer de forma ainda mais intensa. Não acho exagero afirmar que o marketing do futuro será menos sobre interrupção e mais sobre convivência fluida e genuína.

*Samira Cardoso é Co-fundadora e CEO da Layer Up, agência de marketing, publicidade e comunicação que oferece estratégias personalizadas, operação eficiente, branding e performance, unindo criatividade, tecnologia e dados