Para 54% dos consumidores, imagens geradas por IA são percebidas como artificiais e pouco confiáveis, mostra pesquisa

Estudo realizado pela Influency.me e Opinion Box demonstra que 84% dos participantes valorizam conteúdos produzidos por pessoas, com impacto direto na percepção sobre criadores e marcas

As redes sociais ampliaram seu papel e passaram a influenciar diretamente a forma como as pessoas descobrem, avaliam e consomem produtos e serviços. Nesse contexto, a Influency.me, empresa especializada em marketing de influência com mais de 10 milhões de criadores cadastrados em sua base, apresenta o relatório Consumo e Influência Digital 2026, desenvolvido em parceria com a Opinion Box, por meio de entrevistas com 1.201 usuários de redes sociais em todo o Brasil.

O estudo tem como objetivo analisar o impacto dos influenciadores nas decisões de compra, investigando como os brasileiros interagem com conteúdos nas redes sociais, quais formatos despertam mais interesse e quais fatores influenciam a percepção e a conversão ao longo da jornada digital. Assim, a pesquisa mostra como a influência se constrói na prática e como afeta diferentes etapas do consumo.

“A influência nas redes sociais não está restrita ao alcance, mas à capacidade de gerar identificação, transmitir informação e sustentar credibilidade ao longo da jornada. Os dados mostram que a decisão de compra passa por múltiplos pontos de contato e depende da forma como o conteúdo é percebido pelo público”, afirma Rodrigo Azevedo, CEO da Influency.me.

A partir do levantamento, o relatório consolida cinco tendências que mostram como os influenciadores impactam a decisão de compra e quais elementos sustentam essa influência no comportamento do consumidor. Confira:

IA gera eficiência, mas também desconfiança para 43% dos consumidores
A presença da inteligência artificial nos conteúdos é reconhecida pelo público, com 40% considerando a tecnologia uma ferramenta útil. No entanto, 43% afirmam que seu uso em conteúdos de produto gera dúvida, e 54% não aprovam imagens geradas artificialmente, indicando limites na aceitação desse tipo de recurso.

Apesar da adoção crescente, a preferência segue orientada ao conteúdo humano. 84% valorizam materiais feitos por pessoas, mesmo com imperfeições, o que mostra que a tecnologia amplia possibilidades, mas não substitui fatores ligados à identificação e à percepção ao longo da jornada.

Credibilidade vem da autenticidade
A credibilidade dos conteúdos publicitários está diretamente ligada à forma como a informação é apresentada. Entre os principais fatores, 68% valorizam quando o criador demonstra conhecimento sobre o produto, 64% quando aponta pontos negativos e 57% quando responde dúvidas técnicas. Esses elementos indicam que a construção da confiança está associada à transparência e à capacidade de aprofundar a informação.

Além disso, a forma de produção do conteúdo influencia essa percepção. Vídeos com edição leve (43%) ou sem edição (32%) são mais bem avaliados do que produções altamente elaboradas, mostrando que formatos mais próximos da realidade tendem a gerar maior aceitação e sustentam a credibilidade ao longo da jornada.

O consumidor quer ver o produto na vida real
A preferência por conteúdos que mostram o produto em uso aparece de forma consistente nos dados. Fotos do dia a dia concentram 70% da preferência, enquanto apenas 10% optam por imagens de estúdio. Nos vídeos, 52% esperam ver o produto na rotina e 46% valorizam demonstrações reais de resultado, indicando a busca por referências práticas.

Esse comportamento se conecta ao formato de consumo de conteúdo. A maioria prefere vídeos (77%), especialmente curtos (65%), e demonstra interesse por materiais que expliquem o produto de forma objetiva. A forma como o produto é apresentado, portanto, influencia diretamente a percepção e o entendimento antes da decisão de compra.

A influência acontece, mas exige interesse real
A influência nas redes sociais se traduz em comportamento de compra, mas depende do nível de interesse gerado. Metade dos consumidores (50%) afirma clicar em links de indicação apenas quando o produto é relevante, enquanto 25% raramente ou nunca interagem com esse tipo de conteúdo. Isso indica que a exposição, por si só, não garante conversão.

Além disso, a jornada de compra envolve múltiplas etapas. A maioria compara preços (31%), busca avaliações (26%) e verifica a reputação da marca (19%) antes de decidir. Mesmo com 69% já tendo comprado a partir de recomendações, o processo depende de validações adicionais, o que reforça o papel do influenciador como ponto de partida e não como único fator de decisão.

Os valores impactam a influência e o consumo
O posicionamento dos influenciadores tem impacto direto na relação com o público. Para 63%, fatores políticos e sociais são importantes na escolha de quem seguir, indicando que valores pessoais fazem parte da construção da influência nas redes sociais.

Esse aspecto também se reflete no consumo. Parte dos consumidores afirma já ter deixado de comprar, ou considera deixar, produtos associados a criadores com posicionamentos divergentes. Ao mesmo tempo, há uma parcela que prioriza conteúdo técnico ou de entretenimento, mostrando que diferentes critérios coexistem na decisão.

92% dos brasileiros vão presentear no Dia das Mães, aponta pesquisa da helloo

Imagem: Pexels-Silverkblack

Levantamento inédito mostra que shopping lidera a decisão de compra, com 38% das escolhas

Em 2025, na véspera da data comemorativa, as vendas nos shoppings cresceram 78% em relação ao sábado anterior

Estudo proprietário da helloo, empresa de inteligência e mídia DOOH, sobre comportamento e consumo no Dia das Mães revela um cenário de alta intenção de compra, preferência pelo ambiente físico e forte influência da publicidade presencial na jornada de decisão do brasileiro.

A pesquisa, realizada com 600 pessoas de todas as regiões do país, indica que 92% dos entrevistados pretendem presentear no Dia das Mães, sendo que 75% planejam celebrar a data com alguma experiência, com destaque para almoço ou jantar como formatos preferidos. O dado reforça que a data se consolida como um momento de afeto e vivência compartilhada, não apenas de troca de presentes.

“O Dia das Mães é a segunda maior data do varejo brasileiro e movimenta escolhas, encontros e consumo em escala nacional. Para as marcas, isso reforça a importância de estar nos ambientes certos, onde as pessoas estão mais abertas, com tempo e atenção para absorver a mensagem e tomar decisões”, explica Vicente Varela, Diretor Comercial e Marketing da helloo.

O físico vence o digital: shopping é o 1º canal de compra

Em um cenário de avanço do e-commerce, a pesquisa aponta que o shopping é o primeiro canal de compra para o Dia das Mães, escolhido por 38% dos entrevistados, à frente dos sites das próprias marcas (25%), lojas de rua (19%) e marketplaces (6%).

A jornada de inspiração começa nas redes sociais (83%) e nos sites (82%), mas é no ambiente físico que a decisão se concretiza. Entre os entrevistados, 73% afirmam se inspirar na publicidade dentro dos shoppings, e 45% relatam ser impactados pela mídia em elevadores, o que demonstra a relevância do canal na fase de consideração, reforçando e acelerando a escolha. Além disso, 80% declararam que a publicidade em shoppings ou elevadores influenciou diretamente uma decisão de compra.

Esse poder de conversão se manifesta também no tempo: no sábado que antecedeu o Dia das Mães do ano passado, as vendas cresceram 78% em relação ao sábado anterior. A compra de última hora é comportamento, e não exceção. E é no shopping, com a mensagem certa no momento certo, que ela acontece.

“O Dia das Mães nos entrega um retrato preciso de como o consumidor brasileiro toma decisões de compra. A pesquisa confirma o que vemos na prática todos os dias: o ambiente físico segue como território mais poderoso de conversão. Quando uma marca está presente no shopping, com a mensagem certa, no momento certo, ela participa da decisão. A mídia digital no ponto de compra transforma intenção em resultado de forma que nenhum outro canal consegue replicar com a mesma eficiência”, destaca Varela.

Orçamento e categorias mais desejadas

Quando perguntados sobre orçamento, 70% dos consumidores pretendem gastar entre R$ 100 e R$ 500 com o presente, citando produtos e marcas de Beleza e Cosméticos (53%) e Moda e Vestuário (52%) em intenções de compra para a data.

7,2% das PMEs esperam aumentar vendas no Dia das Mães, aponta Serasa Experian

O Dia das Mães, uma das principais datas para o comércio brasileiro, pode ser uma oportunidade para pequenas e médias empresas aumentarem as vendas no período e criarem ações especiais para seus clientes. É o que mostra uma pesquisa inédita da Serasa Experian, primeira e maior datatech do país, em que 37,2% dos empreendedores respondentes esperam aumento nas vendas em comparação ao mesmo período de 2025. Outros 12,5% projetam estabilidade, enquanto 11,8% preveem queda no faturamento.

Dentro do grupo otimista, 22,1% apontam expectativa muito alta de crescimento, enquanto 15,1% esperam alta moderada, indicando uma percepção positiva, ainda que com diferentes intensidades entre os negócios.

No recorte regional, o Norte se destaca com o maior nível de otimismo, com 60% das PMEs projetando aumento nas vendas para o Dia das Mães, acima da média nacional. Em seguida aparece o Nordeste (48%), enquanto Sudeste e Centro-Oeste registram 35%. O Sul apresenta o cenário mais moderado, com 23% das empresas indicando expectativa de crescimento.

Apesar desse cenário, os dados mostram que nem todas as empresas devem explorar o potencial da data. 52,3% das PMEs afirmam que não pretendem realizar ações específicas para o Dia das Mães. Entre aquelas que vão investir na ocasião, a principal estratégia é a realização de promoções e descontos (25%), seguida por campanhas de marketing (8%) e lançamento de produtos ou kits especiais (6,9%) ou todas as ações em conjunto (7%).

Os dados também mostram que o nível de expectativa está diretamente relacionado ao comportamento das empresas. Entre os negócios com perspectiva mais negativa, 59% afirmam que não pretendem realizar ações específicas para a data. Já entre aqueles com expectativa positiva, há maior adoção de estratégias como promoções e campanhas comerciais, indicando uma relação entre planejamento e projeção de resultados.

O levantamento também revela que os desafios enfrentados pelos empreendedores estão distribuídos entre diferentes fatores. A baixa demanda dos consumidores aparece como principal obstáculo para 22,6% dos respondentes, seguida por custos elevados, como produtos e logística para 21,2% das PMEs e concorrência acirrada para 20,3%. Outros pontos relevantes incluem a falta de capital para investimento (19,5%) e a dificuldade de atrair clientes (16,4%).

Além disso, 38,5% dos empresários afirmam não conseguir avaliar suas expectativas de vendas para a data, indicando que uma parcela significativa ainda enfrenta desafios relacionados à previsibilidade e ao planejamento comercial.

“O Dia das Mães é uma data relevante para o varejo, mas os dados mostram que ainda existe um espaço importante para evolução no planejamento das PMEs. Mesmo entre os negócios que projetam crescimento, nem todos estruturam ações específicas para capturar essa demanda. Trabalhar com mais antecedência, com base em dados e previsões, pode ajudar o empreendedor a tomar decisões mais assertivas, ajustar estratégias comerciais e melhorar o desempenho em períodos sazonais”, explica o vice-presidente de pequenas e médias empresas da Serasa Experian, Cleber Genero.

Apoio ao empreendedor no planejamento do negócio

Para apoiar as pequenas e médias empresas na preparação para o Dia das Mães, a Serasa Experian contará com um conteúdo especial em seu portal voltado à data, com orientações práticas para impulsionar as vendas, definir estratégias comerciais e aproveitar melhor o potencial do período. O material reúne dicas sobre organização, ações promocionais e planejamento, ajudando os empreendedores a se prepararem com mais eficiência para a ocasião.

No portal de conteúdo da Serasa Experian conta ainda também com artigos, ebooks e trilhas de conhecimento sobre outras temas relacionados ao universo do empreendedorismo, de forma simples e aprofundada. Entre os conteúdos disponíveis estão o ebook de Reforma Tributária elaborada pela datatech, a calculadora de horas trabalhadas e análises econômicas voltadas para esse público e também o tradicional calendário de datas que apoia no planejamento sazonal dos pequenos e médio negócios.

Metodologia

A pesquisa entrevistou 1.109 PMEs no site aberto da Serasa Experian durante o mês de março e abril de 2026 com respondentes de todo o Brasil.

Dia das Mães deve movimentar bilhões em 2026, mas campanhas emocionais já não garantem vendas sozinhas

Imagem de Ekaterina-Bolovtsova – Pexels

O Dia das Mães segue como uma das datas mais relevantes para o varejo brasileiro, com potencial de movimentar bilhões em 2026. Historicamente, esse período sempre foi marcado por campanhas carregadas de emoção: narrativas sobre amor, cuidado e conexão familiar dominaram a comunicação das marcas por décadas. Mas esse modelo, embora ainda relevante, começa a dar sinais de esgotamento quando aplicado de forma isolada.

Os números ajudam a entender o cenário. Em 2025, a data gerou cerca de R$ 7,5 bilhões no e-commerce nacional, ficando atrás apenas do Natal. O volume expressivo confirma a força comercial do período, mas esconde uma mudança mais sutil e estratégica no comportamento do consumidor. Pressionado por fatores como inflação, endividamento e maior acesso à comparação de preços, o brasileiro está mais criterioso. A emoção continua sendo um gatilho importante, mas já não sustenta sozinha a decisão de compra.

Na prática, cresce a busca por presentes com utilidade e melhor custo-benefício, ao mesmo tempo em que a conexão emocional segue relevante no processo de escolha. Em outras palavras: a identificação abre a porta, mas é o benefício concreto que fecha a compra.

Esse movimento marca uma inflexão no marketing do Dia das Mães. Sai o excesso de romantização e entra uma abordagem mais equilibrada entre emoção e pragmatismo. As campanhas continuam explorando histórias sensíveis, mas passam a dividir espaço com mensagens mais objetivas, ofertas competitivas e soluções que dialogam com o cotidiano real do consumidor.

Os dados de comportamento reforçam essa transição. Embora categorias tradicionalmente ligadas ao afeto, como beleza e cuidados pessoais, sigam relevantes, cresce a intenção de compra por itens funcionais, como eletrodomésticos, utilidades domésticas e até experiências que tragam conveniência. O presente deixa de ser apenas simbólico e passa a ter uma dimensão prática cada vez mais valorizada.

Para Gabriel Chaves, especialista em marketing digital e sócio da AlwaysON, o desafio das marcas está justamente em equilibrar essas duas forças. A emoção ainda importa (e muito!), mas precisa vir acompanhada de uma proposta concreta. Não basta sensibilizar; é preciso justificar a escolha. Em um ambiente de alta concorrência e consumidores mais informados, campanhas que não entregam valor percebido tendem a perder relevância.

Outro fator que contribui para essa mudança é a saturação do discurso emocional. Com praticamente todas as marcas adotando narrativas semelhantes, centradas em amor, gratidão e superação, diferenciar-se tornou-se mais difícil. Como resposta, algumas empresas começam a explorar recortes menos óbvios da maternidade, abordando temas como sobrecarga, diversidade de arranjos familiares e até as ambivalências da experiência materna. A tentativa é trazer mais autenticidade e gerar identificação real, não apenas aspiracional.

Ainda assim, existe um risco claro: quando não há coerência entre discurso e prática, o efeito pode ser inverso. Consumidores estão mais atentos e críticos, e campanhas que parecem oportunistas ou desconectadas da realidade tendem a gerar rejeição, não engajamento.

O que se desenha para 2026 é um consumidor mais complexo. Ele continua valorizando a conexão emocional, mas exige também coerência, utilidade e transparência. Para as marcas, o desafio não é abandonar a emoção, mas ressignificá-la. No Dia das Mães, ela segue sendo um elemento poderoso, mas cada vez menos suficiente por si só.