IAB Brasil divulga dados inéditos sobre o investimento em publicidade digital no país

Apresentados no primeiro dia do IAB Next, os dados fazem parte do novo Digital AdSpend, fruto de parceria com a Kantar IBOPE Media

O IAB Brasil, associação que representa a publicidade digital no País, divulgou nesta quinta-feira (02/09) e em primeira mão no IAB Next, principal evento da associação, dados exclusivos sobre os investimentos em publicidade digital em 2020 no Brasil, além de alguns insights para 2021.

Os dados fazem parte do principal estudo anual da associação, o Digital AdSpend, levantamento que tem como principal objetivo oferecer uma visão estratégica dos investimentos em mídia digital no país. Em seu novo formato e fruto da parceria entre IAB Brasil e Kantar IBOPE Media, o estudo traz ainda mais informações sobre o cenário nacional de investimentos no setor.

“O Digital AdSpend nasceu num momento em que a publicidade digital precisava se provar como um meio de comunicação representativo. Já passamos dessa fase e encontramos, agora, um digital consolidado. Nossas metodologias foram se transformando e evoluindo e já não basta um número sobre o tamanho da publicidade digital. É preciso mais contexto. É preciso entender o momento que nos ajuda a construir este número”, comenta Cris Camargo, CEO do IAB Brasil. “O novo AdSpend cumpre este papel”, complementa, Cris.

A nova metodologia utilizada para a definição do investimento total conta com dados da Kantar IBOPE Media e do IAB Brasil em sua composição.

Insights do Digital AdSpend

“A publicidade sempre acompanhou os hábitos do consumidor e com os brasileiros ganhando cada vez mais intimidade com a tecnologia, é natural que as marcas procurem oportunidades para conquistar novos clientes. A partir deste ano, o IAB passará a contar com os dados da Kantar IBOPE Media, agregando mais granularidade e uma visão ampla dos cenários de setores e categorias”, explica Melissa Vogel, CEO da Kantar IBOPE Media no Brasil. “Compreender a atividade publicitária com os mesmos critérios em todos os pontos de contato utilizados pelo consumidor é essencial para a tomada de decisões estratégicas”, finaliza.

O ano de 2020 foi um período de ganho de familiaridade dos consumidores com as tecnologias, em que 56% afirmam que a crise do coronavírus ajudou a incorporar melhor a tecnologia no seu dia a dia*. O Digital AdSpend apontou que, com este cenário favorável à tecnologia e interatividade, a publicidade digital atingiu o patamar de R$ 23,7 Bilhões em 2020, um crescimento de 48% em dois anos, se comparado ao último relatório publicado pelo IAB em 2019, ano base de 2018.

Destino de compra de mídia

O estudo ainda mostra que, entre os 26 setores classificados, 13 (50%) tiveram no Digital o principal destino de compra de mídia, incluindo os 3 setores de maior peso/representatividade na publicidade: Comércio, Serviços e Financeiro, cada qual investiu no digital mais de 40% de sua compra de mídia total no ano de 2020.

Mais crescimento

Em observação à evolução para 2021, o estudo ainda demonstra um cenário de crescimento no primeiro semestre de 2021. Comparado ao mesmo período de 2020, o número de anunciantes investindo nos canais digitais cresceu 57%, sendo que setores como Serviços, Eletrônicos e Imobiliário apresentaram um aumento acima de 100%, o que se traduz em maior concorrência pelo consumidor e maior cenário de oportunidades para agências e veículos no digital.

Estudo completo

O novo Digital AdSpend, com dados de 2020 e 2021, visões setoriais e análises inéditas, será divulgado em etapas a cada dia do IAB NEXT. Os próximos encontros serão nos dias 16, 23 e 30 de setembro, das 9h às 12h. Para participar, acesse o link do evento.

Serviço
Evento: IAB NEXT 2021
Quando: Dias 16, 23 e 30 de setembro
Horário: das 9h às 12h
Local: Online
Valor: Gratuito
Inscrições: No link do evento

Agenda

Dia 16 de setembro: Tecnologia e automação
“Inteligência artificial e machine learning para gestão de dados”
Palestrante: Angelina Eng – VP of Measurement & Attribution do IAB
Insights Investimento publicitário 2020 – Melissa Vogel, CEO da Kantar IBOPE Media
Painel: Automação nas operações de dados – como funciona na prática?

Dia 23 de setembro: Vídeo e Streaming
“TV online e on demand – o potencial da publicidade em CTV para as estratégias das marcas”
Palestrante: David Cohen – CEO Global do IAB
Insights Investimento publicitário 2020 – Melissa Vogel, CEO da Kantar IBOPE Media
Painel: TV Conectada – um manual prático para os profissionais de marketing
Participação: Fabricio Proti, SVP Latam de Ad Sales & Gerente Geral da ViacomCBS no Brasil

Dia 30 de setembro: Business Transformation
“Brand Disruption – insights e tendências sobre a evolução do ecossistema de consumo”
Palestrante: Randall Rothenberg – Executive Chair do IAB
Insights Investimento publicitário 2020 – Melissa Vogel, CEO da Kantar IBOPE Media
Painel: Marketplaces, e-commerce e social commerce – como conectar construção de marca e impulsionamento do canal de venda
Participação: Fabiana Manfredi, Diretora Sênior de MercadoAds

Fonte: XCOM – Agência de Comunicação do IAB Brasil

Celebridades voltam a crescer no Instagram depois de queda significativa em 2020

Os 100 primeiros perfis com mais interações ganharam em média 960 mil novos seguidores nos primeiros três meses do ano

O Núcleo de Inovação em Mídia Digital (NiMD) da Faculdade Armando Alvares Penteado (FAAP) acaba de finalizar mais um estudo #MS360FAAP, realizado desde 2014 em parceria com a Socialbakers. Relativa aos três primeiros meses de 2021, a pesquisa concluiu que as celebridades brasileiras estão voltando a conquistar mais seguidores, depois de uma queda significativa em 2020, desde o início da pandemia de Covid-19.

O novo estudo da FAAP mostra que os 100 primeiros perfis de celebridades brasileiras com mais interações no Instagram tiveram uma média de crescimento de 960 mil seguidores entre janeiro e março de 2021. Um aumento significativo, uma vez que a média de crescimento no último trimestre de 2020 foi de 390 mil. Hoje, esse grupo possui, em média, 13,8 milhões de seguidores.

Esse número surge como uma surpresa, depois de um 2020 de quedas sucessivas, explica o professor Adriano Cerullo, um dos pesquisadores do NiMD-FAAP. A professora Karina Bousso, também do grupo de especialistas que participa do estudo, acredita que havia antes um cansaço das pessoas em relação aos conteúdos gerados pelas figuras públicas. “Mas hoje o entendimento é de que esses materiais se adaptaram à continuidade da pandemia, voltando a ser relevantes”, completa a professora.

Mais conteúdo é igual a mais engajamento

Outra confirmação do estudo dá conta de que, no primeiro trimestre de 2021, as postagens do tipo “Carrossel” (quando há mais de uma imagem ou vídeo) são as que mais geram engajamento dos usuários do Instagram, tanto para o perfil de celebridades quanto de marcas.

As celebridades, por exemplo, quando compartilham conteúdo nesse formato, têm em média 260 mil interações (contando apenas curtidas e comentários). Em termos comparativos, posts com somente uma foto possuem média de 160 mil interações.

Já as marcas, quando postam em “Carrossel” geram, em média, 12 mil interações. O número cai para 5,7 mil quando se trata de imagem única.

Outros números

Em postagens de marcas no Instagram, os comentários representam somente 3% da interação.
Os 100 perfis com mais interações no Facebook demoram pouco mais de um dia (31 horas e 21 minutos) para dar resposta aos usuários.
Em média, somente 7% das postagens são impulsionadas no Facebook.

O relatório completo do estudo #MS360FAAP está disponível aqui 

Fonte: FAAP / OBOÉ COMUNICAÇÃO CORPORATIVA

TV Conectada ganha penetração e se populariza

Estudo smartclip e Nielsen mostra que 89% utilizam TV Conectada; dispositivo ganha penetração e se populariza

  • 77% dos respondentes das Classes CDE dizem ter o aparelho
  • Apesar disso, para 57% dos entrevistados preço ainda é uma barreira
  • 80% dos respondentes declararam que utilizam TV Conectada diariamente.
  • Séries e filmes são assistidas por 93%, noticiário atinge 67%

A smartclip, companhia global especializada na distribuição de publicidade em vídeo multitelas, realizou em parceria com a Nielsen, empresa global de dados e análises da indústria de mídia, uma pesquisa com o objetivo de compreender o comportamento do consumidor na TV Conectada. O estudo revela que 89% dos participantes possuem uma TV Conectada em casa, um número significativo em relação à 2015, quando a penetração era de 32%.

O crescimento expressivo do uso dos aparelhos de televisão inteligentes veio acompanhado de grande capilaridade nas classes CDE, mostrando que o acesso não está apenas restrito à população com maior nível de renda.

Apesar de a plataforma estar presente em praticamente todos da classe A (99%) e B (95%), ela também tem presença em 77% de CDE, com destaque para a C, com 83% de utilização, mostrando que a TV Conectada é um formato consolidado para a audiência do país.

“Cada vez mais o produto se populariza, acompanhando a digitalização acelerada do brasileiro”, afirmou a líder de Measurement da Nielsen Brasil, Sabrina Balhes. “Um dado interessante é que, para driblar esse entrave, 23% dos respondentes disseram utilizar dispositivos que transformam as TVs normais em conectadas”, acrescentou.

O preço, porém, ainda é a principal barreira de utilização para 57% dos respondentes, seguido por não costuma assistir TV com frequëncia (27%), não pretender trocar de TV (19%), não possuir internet banda larga (13%) e ter TV à cabo (9%).

CONTEÚDO

O esforço para estar mais conectado deve-se à variedade de conteúdos de vídeo sob demanda disponíveis e poder assistir a o que quer na hora que quer. Não por acaso, o isolamento social, provocado pela pandemia de Covid-19, potencializou o consumo de conteúdo dos aplicativos embarcados nos devices, sejam eles gratuitos ou pagos: 80% dos respondentes declararam que utilizam TV Conectada diariamente.

Com isso, todos os segmentos de programação registraram crescimento em relação ao estudo feito em 2015: séries e filmes, passou de 69% a 93%; noticiário, de 17% para 67%; esportes, de 10% para 53%; e música e shows, de 4% para 50%. Games, que não haviam aparecido há seis anos, hoje é consumido por 26%.

Outro comportamento revelado é sobre a forma como os usuários consomem o device: 2 em cada 3 pessoas assistem com pelo menos mais uma pessoa junto. Quem não assiste sozinho, costuma estar acompanhado de familiares e amigos. Sendo assim, a média é de 2 pessoas em frente a tela.

OPORTUNIDADES

De acordo com os dados, a smart TV é o segundo dispositivo no qual as pessoas mais prestam atenção nos anúncios. Para Lilian Prado, Managing Director da smartclip Brasil, “as telas grandes retém muito mais a atenção dos consumidores. Geralmente, no momento em que estão zapeando pelos aplicativos para escolher o conteúdo que será consumido, eles estão com o foco direcionado. Não à toa que mais de 80% dos respondentes afirmaram procurar mais informações de pelo menos um anúncio que visualizaram na CTV. Motivos que fazem do device uma excelente estratégia para a veiculação de campanhas publicitárias”, afirma.

O uso de QR Codes também foi um destaque do estudo. 58% das pessoas escaneiam os códigos que aparecem na TV e 81% já realizaram, ao menos uma vez, compras através do QR Code.

O estudo, realizado em março de 2021, ouviu 500 respondentes em todas as regiões do país.

Fonte: smartclip l 4Influence – Alexandre Spínola | Paula Carone | Pérola Rodrigues

Seja omnichannel para vender mais. Site não é cartão de visita e prateleira não é banner. Entenda.

Da presença à atitude: marcas precisam mudar comportamentos para melhorar a experiência de compra do cliente e se destacar em um cenário multicanal

*Hugo Alvarenga

Durante muito tempo se defendeu que uma empresa precisa marcar presença em diferentes canais de venda. Esse tipo de mantra causou uma corrida desordenada das organizações por novas possibilidades e vitrines. O estrondoso crescimento do e-commerce nos últimos meses, porém, mostrou que presença é insuficiente. O que adianta estar presente sem se comunicar direito, construir relacionamento ou vender o quanto precisa? Por isso, 2021 consolida uma nova era no varejo. A era da diversidade dos canais levada a sério, em que mais do que marcar presença será necessário marcar novas atitudes em cada canal.

Hugo Alvarenga

No início da pandemia, nos EUA, quase 40% dos compradores não conseguiram encontrar os produtos que precisavam e tiveram que comprar itens de outras marcas, que normalmente não comprariam, de acordo com o Instituto Ipsos. Suas marcas preferidas até poderiam estar online, mas provavelmente não se mostraram preparadas para realizar uma entrega efetiva como faziam tradicionalmente. Primeira lição que fica: site não é cartão de visita, rede social não é relatório, prateleira não é banner. Esses meios são ferramentas poderosas para captar a atenção do consumidor e vender. Seus canais estão vendendo? Que experiência você oferece ali?

Quando alguém vem me contar muito empolgado sobre os números do e-commerce, lembro que os nossos tempos falam, por incrível que pareça, menos do comércio eletrônico e mais de uma necessidade de as marcas olharem para as novas jornadas multicanais de compra. A venda online é peça-chave, mas não exclui outras formas de venda. Restaurantes que disponibilizam produtos em supermercados, fabricantes que “pulam” o varejo e oferecem seus produtos diretamente ao consumidor, lojas que reforçam o e-commerce e transformam seus espaços físicos em ambientes de experiência com produto.

São muitos exemplos e, ao investir nos seus canais de venda, há empresas que descobrem a segunda etapa da evolução: ser plural nos canais exige ser multi em um monte de áreas. Marcar atitude além de presença em cada meio impacta na forma como você cria relacionamento, produtos, conversas, posicionamento…

Recentemente, uma famosa grife de roupas lançou um curso online sobre branding, com lista de espera para a primeira turma. Quem imaginaria que um dia o setor de moda e vestuário abraçaria a área de educação, de um jeito muito natural, sem que uma marca perdesse a sua identidade? O professor do curso, aliás, é um dos próprios sócios-fundadores da grife, ajudando a construir uma experiência de relacionamento do cliente omnichannel muito próxima das pessoas.

Imagem de Peggy und Marco Lachmann-Anke do Pixabay

O conceito omnichannel se ramifica. Dá licença para as empresas testarem canais, mas também novos produtos. Nada é estático, muito menos o portfólio de uma empresa. De uns tempos para cá, uma estratégia comum é lançar com alguma regularidade produtos em edição limitada, para gerar buzz e conhecer na prática o gosto do consumidor. Uma rede de fastfood brasileira vem se destacando nessa área. Alguns dos lançamentos de maior sucesso entram no cardápio fixo das lojas e os que não têm desempenho satisfatório são descartados. Enquanto isso, o cliente experimenta sabores diferentes e sempre volta para conferir as novidades.

Quando o próprio entregador vira canal de relacionamento

O varejo online, por sua vez, é mestre em ser omnichannel sem abandonar o mundo virtual. Há empresas que além de manter o e-commerce no site ingressam em marketplaces no Whatsapp, onde vendem desde materiais de construção e produtos para pet a passagens aéreas.

Existem supermercados brasileiros inclusive sem única loja física, com o comércio totalmente online, conseguindo maior controle de estoque e logística. Um deles firmou parceria sustentável com a Coca-Cola para substituição de garrafas de vidro, graças a seus diferenciais de logística reversa e equipe própria de entrega, que supermercados tradicionais não possuem. Um caso em que o delivery por si vira canal de relacionamento sustentável.

O e-commerce tem uma grande participação na economia multicanal. Para termos uma noção de impacto, enquanto a Ford demitiu pouco mais de 6 mil colaboradores com o encerramento da produção de carros no Brasil, os aplicativos de entrega são a primeira fonte de renda para cerca de 4 milhões de pessoas no país, segundo o IBGE.

Outros números reforçam a dimensão. Há alguns anos um estudo de Harvard com quase 50 mil consumidores nos EUA revelou que as pessoas que compravam produtos em diferentes canais gastavam 10% a mais online do que as que realizavam compras em um único canal. O estudo Riverbed Retail Digital Trends, com 3 mil pessoas nos EUA, Austrália e Alemanha, apontou que 89% dos consumidores consideram que ter uma experiência de compra digital positiva é tão importante para voltar à loja quanto o preço.

Ser omnichannel, construindo eficiência no e-commerce e em outros canais de venda, virou pré-requisito para a sobrevivência das empresas. No início da pandemia, em muitas organizações a multicanalidade foi conduzida na base do grito e do desespero. Em 2021, temos a obrigação de pensar a multicanalidade de forma estratégica.

*Hugo Alvarenga é sócio-fundador da b8one, laboratório de soluções digitais especializado em e-commerce, que cresceu 800% em faturamento em 2020 e atua para grandes marcas em 11 países.

Fonte: Ryto Comunicação Estratégica