Investimentos em publicidade digital

Investimentos em publicidade digital movimentaram R$ 36,9 bilhões no Brasil, em 18 meses

Dados exclusivos do Digital AdSpend retratam o ano de 2020 e o primeiro semestre de 2021. Estudo com metodologia inédita também revela que o período de pandemia da Covid-19 impactou no aumento da familiaridade dos consumidores com as tecnologias e uso das plataformas digitais.

O IAB Brasil, associação que representa o mercado de publicidade digital no País, em parceria com a Kantar IBOPE Media, lança o estudo Digital AdSpend. A nova versão traz como destaque o fortalecimento da publicidade no digital, que teve um investimento acumulado de R$ 36,9 bilhões, considerando o ano de 2020 (R$ 23,7 Bi) e os seis primeiros meses de 2021 (R$ 13,2 Bi).

O Digital AdSpend conta com uma metodologia inédita, com captura mais abrangente, e que traz maior granularidade ao dado com análises do comportamento de setores e categorias no mesmo padrão de mercado dos demais meios. Com isso, a pesquisa traz uma visão estratégica dos investimentos em mídia digital no país, considerando visões setoriais e expectativas para os próximos meses.

“A partir deste ano, o IAB Brasil conta com a Kantar IBOPE Media como parceira na elaboração do Digital AdSpend para levar uma visão ainda mais ampla dos cenários de setores e categorias que fazem parte da publicidade digital”, explica Melissa Vogel, CEO da Kantar IBOPE Media no Brasil. “O estudo tem como objetivo disponibilizar informações para que o setor tome as decisões de maneira estratégica, compreendendo as atividades publicitárias com os mesmos critérios em todos os pontos de contato utilizados pelo consumidor”, complementa.

Dados 2021

Na análise comparativa de janeiro a junho de 2021 com o mesmo período de 2020, o Digital AdSpend indica que os investimentos em publicidade digital tiveram um crescimento de 25% no primeiro semestre deste ano.

Em relação à distribuição por tipo de dispositivo, mobile e desktop, os números ficaram bem próximos ao mesmo período de 2020, onde os anúncios publicados em mobile representaram 73% do share total.

Expectativa de crescimento para 2021

O IAB Brasil perguntou também para os seus associados sobre a previsão para o investimento em publicidade digital neste ano comparando a 2020 e identificaram que 79% das empresas associadas pretendem aumentar seus investimentos, outros 16% pretendem manter e apenas 5% diminuir.

Entre as empresas que pretendem aumentar, 34% aumentarão de 11% a 20% os seus investimentos e outras 32% declararam que irão potencializar o investimento entre 21% e 30%.

Dados 2020

O levantamento também revela que as compras dos anúncios em digital no ano passado foram 48% a mais em relação ao último relatório publicado pelo IAB Brasil, em 2019, com base de 2018.

Segundo o levantamento, cerca de 90% das transações de mídia digital em 2020 foram feitas de maneira automatizada, sendo 83% em plataformas self service, 4% em Programmatic Direct e 3% em Programmatic RTB (lances em tempo real). Completaram o share de modelos transacionais, as compras diretas (não automatizadas), representando 6% das transações e Adnetworks com 4%.

Outro destaque do estudo está na relação de direcionamento dos anúncios em Digital no ano de 2020, pois 73% dos investimentos foram endereçados para dispositivos móveis, sendo que as redes sociais tiveram 46% do total dos anúncios veiculados.

Os dados exclusivos também apontam que em 2020 o vídeo foi o formato líder nas redes sociais e representou mais de 80% do total da verba investida na publicidade digital, em comparação aos demais formatos de anúncios que foram 17%.

Os índices são reflexos, principalmente, do período de pandemia da Covid-19 que acelerou a adoção dos consumidores às tecnologias e plataformas digitais. De acordo com o estudo, 56% das pessoas entrevistadas afirmaram que a crise do Coronavírus fez com que elas incorporassem a tecnologia no seu dia a dia.

Setores que mais se destacaram

O Digital Adspend também analisou os números dos top 15 setores que investiram em publicidade no Digital. Em 2020 esses setores corresponderam a 94,4% da verba destinada às mídias digitais e os três anunciantes com maior participação na publicidade digital foram Serviços ao Consumidor (21,9%), Comércio (14,8%) e Financeiro e Securitário (12,2%).

Já em 2021, os 15 Top setores correspondem a 93% do investimento digital e alguns segmentos mudaram de posição no ranking por aumentar os investimentos, como Telecomunicações, Cultura, Imobiliário, Automotivo e Farmacêutico.

E o comparativo entre os primeiros semestres de 2021 e de 2020 revela um aumento no volume de anunciantes em canais digitais de 57% e comprova a curva de crescimento. Os setores com mais crescimento em novos anunciantes foram: Imobiliário (+142%), Eletros (+117%) e Serviços (+111).

“Pesquisas como estas são importantes tanto para quem compra quanto para quem vende espaços e soluções para publicidade. Nossa missão ao divulgar uma pesquisa como esta vai muito além de entregar um número frio. Queremos dar mais possibilidades de cruzamentos de dados, mais abertura para conversas, questionamentos e criação de hipóteses em uma época em que todos estão fechando seus planejamentos para o próximo ano”, comenta Cris Camargo, CEO do IAB Brasil.

Para conferir o estudo completo do Digital AdSpend, acesse o link aqui.

Fonte: XCOM – Agência de Comunicação do IAB Brasil

Facebook tem crescimento no número de usuários

Usuários do Facebook cresceram 23% em 3 anos

Vem pandemia, vai pandemia: mesmo com a normalidade voltando a alcançar o mundo novamente e a população sendo liberada a sair de casa para socializar pessoalmente neste final de 2021, o número de pessoas usando as redes sociais diariamente continua crescendo. Tendo isso em mente, a plataforma de descontos online CUPONATION reuniu alguns dados sobre as performances das plataformas no mundo.

Apesar das mídias sociais crescerem de forma exponencial a cada dia, o Facebook é um gigante que parece não se abalar com nada, e uma nova pesquisa internacional comprovou esse achismo ao revelar que mesmo depois de quase 20 anos no mercado, continua sendo a rede social mais consagrada.

Com a chegada do segundo semestre do ano, a plataforma alcançou seus 2.853 bilhões de usuários ativos mensalmente conectados de todos os cantos do mundo, o que significa um aumento de 2% de pessoas acessando a mídia em um período de 6 meses, conforme um estudo semelhante divulgado no início de 2021 pela mesma companhia.

Ocupando o primeiro lugar no ranking das ferramentas de comunicação há anos, o levantamento mostrou que seu crescimento foi realmente significante para Mark Zuckerberg, que viu sua plataforma subir de 2320 bilhões de conexões para o número atual desde 2019, somando quase 23% de aumento em 3 anos.

Apresentando mais de 15 redes sociais que fazem sucesso ao redor do globo, o Youtube e o WhatsApp estacionaram em segundo e terceiro lugares do ranking e desbancaram o Instagram, somando 2,291 bilhões e 2,000 bilhões de usuários ativos todo mês, nesta sequência. Veja a pesquisa completa no ingráfico interativo do CUPONATION.

O levantamento ainda registrou que os populares Facebook Messenger, Tik Tok , Pinterest e o Twitter também aparecem na lista, com este último ficando em penúltimo lugar e somando 397 milhões de usuários acessando todo dia mensalmente.

Fonte: Fonte: Comuniquese – Giovanna Rebelatto

Brinquedos estão em alta neste Dia das Crianças

Pesquisa ACI/Unitau revela que 64% dos consumidores de São José dos Campos vão comprar presentes nesta data e reforça tendência de recuperação da economia

Uma boa notícia para a criançada: neste Dia das Crianças, os brinquedos estão em alta na lista de compras.

Isso é o que revela a mais recente pesquisa de intenção de compras feita pela Associação Comercial e Industrial de São José dos Campos em parceria com a Universidade de Taubaté, por intermédio do Nupes (Núcleo de Pesquisas Sócio-Econômicas), com foco no Dia das Crianças, em 12 de outubro. O levantamento ouviu 322 pessoas entre os dias 23, 24 e 29 de setembro e 1o. de outubro, em locais de grande concentração de consumidores: praça Afonso Pena, Rua 15, Calçadão da Rua 7 e nos shoppings CenterVale, Centro, Jardim Oriente e Vale Sul. O grau de confiabilidade do levantamento ACI/Unitau é de 95%.

Segundo a pesquisa, 70% dos consumidores disseram que vão comprar brinquedos neste Dia das Crianças, seguido de roupas, com 19,6% de citações. O índice está bem acima do patamar de 2018 e de 2019, quando a preferência por brinquedos ficou na faixa de 50,3% e 58%.

Mas nem só as crianças têm uma boa notícia para esta data, os lojistas também têm o que comemorar. O levantamento ACI/Unitau revela que 64% dos consumidores de São José dos Campos planejam comprar presentes neste Dia das Crianças, com 48% declarando que vão gastar mais este ano do que em 2020. Esse índice (64%) é levemente superior ao registrado em 2019. No ano passado, é sempre bom lembrar, o Dia das Crianças coincidiu com um período de restrição parcial na abertura do comércio e não houve rodada da pesquisa ACI/Unitau.

Outro indicador positivo: este ano, o tíquete-médio de presentes deve ficar na faixa de R$ 50 a R$ 100, valor citado por 51,4% dos entrevistados, com 24,5% dos consumidores optando por compras acima de R$ 101.

As datas comemorativas do comércio, como Dia das Mães e Dia dos Namorados, têm mostrado uma recuperação crescente da economia, com as vendas voltando a patamares pré-pandemia – disse Eliane Maia, presidente da ACI. Segundo ela, as vendas do Dia das Crianças caminham para acentuar essa tendência. “É um sinal claro da força da economia”, disse.

Tendência

O levantamento revela ainda uma predileção do consumidor pelas lojas físicas. Segundo a pesquisa, 70% dos consumidores preferem fazer suas compras em lojas físicas, principalmente por gostarem de ter contato direto com o produto (56,3%). Esse número, no entanto, é bem abaixo do levantamento anterior: em 2019, as lojas físicas respondiam por 90% da preferência dos consumidores no Dia das Crianças.

O levantamento apontou ainda que:

  • 36,27% dos consumidores farão suas compras em lojas do centro;
  • 30,88% vão optar por lojas instaladas nos shoppings;
  • 74,5% dos consumidores disseram que vão pagar suas compras à vista, usando cartão de débito (41,2%) ou dinheiro (30,4%); esse índice é menor que em 2019, quando 81% disseram que iriam pagar suas compras à vista;
  • 46% dos entrevistados afirmaram pesquisar preços antes das compras.

Fonte: Matéria Consultoria & Mídia – Gabriel Camacho

Pesquisa VanPro mostra melhoria expressiva do cenário para as agências de publicidade

Realizada pelo Sistema SINAPRO/FENAPRO, junto a 293 agências do País, a sondagem mostra que 64% delas apontam perspectiva mais favorável e 39% conseguiram elevar ou manter o faturamento no segundo trimestre

O processo de retomada do mercado de publicidade segue avançando e abrindo um cenário mais positivo para as agências de publicidade do País, segundo mostra a nova edição da pesquisa VanPro, importante termômetro dos negócios e da gestão das empresas do setor, realizada pelo Sistema SINAPRO/FENAPRO. Segundo os dados apurados junto a 293 agências de 20 estados e do Distrito Federal o índice de agências que veem melhores perspectivas de mercado cresceu 28%, representando 64% do total das empresas entrevistadas em setembro, ao mesmo tempo que 62% conseguiram manter ou elevar seu faturamento no segundo trimestre deste ano, na comparação com o mesmo período de 2020.

Daniel Queiroz – Presidente da Fenapro

Entre as agências entrevistadas, 39% aumentaram o faturamento, 30% mantiveram e 18% perderam 30% ou mais. Para o futuro, as perspectivas também são positivas. As que preveem estabilidade são 26% e as que consideram o cenário negativo são 5%, algumas inclusive não descartando a interrupção das atividades, enquanto 5% não têm uma previsão.

“A pesquisa VanPro mostrou que os maiores impactos da pandemia já foram superados, e que as perspectivas de futuro são muito melhores do que no mesmo período de 2020. As agências brasileiras encontraram seus caminhos para a sustentação ou retomada do crescimento, estão recuperando ou mesmo aumentando sua receita, embora ainda persistam desafios”, afirma Daniel Queiroz, presidente da FENAPRO.

Entre os desafios que as agências precisam equacionar está o desequilíbrio entre demanda e remuneração. Apenas 15% das agências entrevistadas avaliam que a carteira tem um equilíbrio de 70% ou mais entre demanda e remuneração. Em contrapartida, 55% consideram que há sobrecarga de demandas sobre a equipe e apenas 7% têm algum tipo de folga operacional.

“Mesmo com o aumento na receita, há mais desequilíbrio do que equilíbrio contratual, em relação a demanda versus remuneração, o que indica uma oportunidade para as agências renegociarem seus contratos junto aos clientes”, observa Ana Celina Bueno, diretora da FENAPRO, ao ressaltar que, apesar do desequilíbrio, o relacionamento com os clientes é de parceria, segundo 84% das agências entrevistadas, e neutro para 12% delas – apenas 4% apontam alguma divergência.

Práticas de gestão, uso de sistemas e o desempenho das lideranças

A pesquisa VanPro também analisou a gestão das agências, os sistemas utilizados por elas e o desempenho das lideranças. Os dados levantados até o mês de julho apontam que ainda é preciso avançar em termos de gestão, e obter maior dedicação ao tema da parte das lideranças e maior engajamento das equipes.

Quase a metade das agências (47%) vê o nível de engajamento de suas equipes com a gestão em níveis moderados, comparativamente a 43% que consideram o engajamento alto ou muito alto. Por outro lado, as lideranças têm dedicado apenas 18% de seu tempo às atividades de gestão, comparativamente a 38% do tempo gasto com atividades operacionais; 28%, ao relacionamento com o cliente, e 16%, em atividades burocráticas.

“A pesquisa mostra que boa parte das empresas ainda pode ‘subir a régua’ do investimento em modelos de gestão que permitam às pessoas darem o seu melhor e ter um engajamento genuíno. As próprias lideranças das agências devem se engajar mais, pois hoje dedicam apenas 18% do seu tempo, em média, com a gestão”, destaca Daniel Queiroz. “Em contrapartida, os níveis de atividades burocráticas parecem excessivos para um mercado que exige tanta velocidade e altos níveis de carga operacional. Por isso, é preciso engajar as equipes com práticas e sistemas de gestão, principalmente quando os times têm autonomia moderada.”

Em relação às práticas de gestão, prevalecem aquelas consolidadas e tradicionais, como o planejamento estratégico (65%) e orçamentário (59%) e acompanhamento de indicadores / KPI (28%), seguidas por aquelas que tratam da gestão de recursos humanos, como feedback gerencial (48%), avaliação de desempenho (46%), programa de remuneração variável (30%) e pesquisa de clima (25%).

Iniciativas estruturadas de desenvolvimento vêm em terceiro lugar (22%), com planos de desenvolvimento individual, no mesmo patamar de programas de desenvolvimento gerencial e de liderança (22%), e seguidos por programas de mentoria interna (17%). Práticas relacionadas ao relacionamento com clientes vêm em quarto lugar, com pesquisas de satisfação e NPS (20%) e uso de CRM (14%). Práticas mais ousadas como a gestão ágil (18%), OKRs (14%) e avaliações 360º (13%) aparecem em penúltimo lugar no levantamento, sendo que as práticas relacionadas à inovação, como design sprint (8%), colegiados de inovação (7%) e hackathons (6%) vêm em último lugar.

“O fato de as práticas relacionadas à inovação empresarial e à inovação em gestão estarem nas últimas posições, indica que, embora isso seja esperado na maioria das localidades, é crucial que se modifique, em um mercado que está em transformação acelerada”, completa Ana Celina.

Perfil das agências entrevistadas

O perfil predominante dos participantes da sondagem VanPro é de agências full-service (96%), sendo 41% com faturamento até R$ 1 milhão: 28%, entre R$ 1 milhão e R$ 3 milhões; 10% entre R$ 3 milhões e R$ 5 milhões; 11%, entre R$ 5 milhões e R$ 10 milhões e outros 10% acima deste patamar. A maioria das empresas têm mais de 20 anos de existência (39%) ou entre 11 e 20 anos (37%); 91% são associadas ao Sinapro (Sindicato das Agências de Propaganda) de seu estado e 78% ao CENP (Conselho Executivo das Normas-Padrão).

Para acessar a pesquisa acesse esse link