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Responsabilidades:
Gerenciar campanhas de tráfego pago em Meta Ads, Google Ads e TikTok Ads.
Otimizar campanhas e conjuntos de anúncios para obter o melhor ROI possível.
Acompanhar e analisar métricas como CPC, CTR, conversões e CAC.
Desenvolver e enviar relatórios diários, semanais e mensais de performance.
Gerir gastos diários das contas de anúncio com precisão.
Criar copys estratégicas para anúncios.
Desenvolver estratégias de criativos com base no público-alvo.
Pré-requisitos:
Mínimo de 1 ano de experiência comprovada com gestão de tráfego pago.
Vivência prática em Meta Ads e Google Ads (TikTok Ads é um diferencial).
Certificações Meta Blueprint e Google Ads serão consideradas diferenciais.
Ter atuado com contas de anúncios na área odontológica será um diferencial.
Informações adicionais:
Regime de contratação:PJ
Local:Presencial no escritório de São José dos Campos/SP?
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Hoje comemora-se o Dia Mundial da Arte. Esta data é celebrada em 15 de abril com o objetivo de destacar a importância da arte na sociedade, reforçando seu papel na criatividade, nas expressões culturais e até mesmo no desenvolvimento humano.
A data foi instituída pela UNESCO, como forma de reconhecimento da arte como uma forte maneira de comunicação universal e que é capaz de aproximar pessoas, culturas e gerações.
A arte sempre guardou uma forte relação com a publicidade e propaganda.
E essa relação entre arte e propaganda não é recente, na verdade, ela nasce muito antes de o termo “publicidade” sequer existir. Desde os afrescos da Roma Antiga, que já anunciavam eventos e feitos políticos, até os cartazes ilustrados do século XIX, a arte sempre foi uma ferramenta de comunicação persuasiva. Movimentos como o Art Nouveau e, posteriormente, o Modernismo, não apenas influenciaram a estética das peças publicitárias, mas ajudaram a consolidar a ideia de que comunicar também é, essencialmente, criar.
Com o avanço da industrialização e o surgimento da cultura de consumo, a propaganda encontrou na arte um aliado indispensável. Ilustradores, pintores e designers passaram a ocupar um papel central na construção de marcas e campanhas. Não por acaso, nomes consagrados das artes visuais dialogaram diretamente com a publicidade, borrando as fronteiras entre o comercial e o artístico. O que antes era apenas informativo passou a ser também simbólico, emocional e esteticamente marcante.
Ao longo do século XX, essa relação se intensificou. A ascensão da Pop Art, por exemplo, trouxe uma nova perspectiva ao transformar elementos da cultura de massa em linguagem artística — e vice-versa. De repente, embalagens, anúncios e celebridades tornaram-se matéria-prima para a arte, enquanto a publicidade absorvia, com rapidez, essa estética vibrante, repetitiva e altamente reconhecível. Era a confirmação de que arte e propaganda não apenas coexistem, mas se retroalimentam.
No cenário contemporâneo, essa conexão se expande ainda mais com o digital. Motion design, direção de arte para redes sociais, experiências imersivas e narrativas visuais complexas são apenas algumas das formas em que a arte se manifesta no cotidiano publicitário. Em um ambiente saturado de informações, não basta comunicar. É preciso encantar, surpreender e gerar identificação. E isso exige repertório.
É justamente nesse ponto que a arte se torna indispensável na formação do profissional de propaganda. Conhecer movimentos artísticos, referências visuais, estilos e linguagens amplia a capacidade criativa e fortalece o pensamento estratégico. Quem consome arte desenvolve um olhar mais apurado, mais sensível às nuances e mais preparado para criar soluções originais em um mercado que valoriza, cada vez mais, a autenticidade.
Mais do que inspiração, a arte oferece repertório. E repertório, na publicidade, não é luxo. É ferramenta de trabalho. Ele permite estabelecer conexões inusitadas, fugir do óbvio e construir narrativas mais ricas e consistentes. Um bom repertório artístico não apenas melhora a estética de uma campanha, mas potencializa sua capacidade de gerar significado.
Celebrar o Dia Mundial da Arte, portanto, é também reconhecer sua relevância dentro da indústria criativa. Para quem vive de ideias, mergulhar no universo artístico não é apenas um exercício cultural — é um investimento direto na qualidade do que se entrega. Porque, no fim das contas, toda grande campanha começa com um olhar que aprendeu, em algum momento, a enxergar o mundo como arte.
Anúncios otimizados por IA já representam 12% do investimento nos EUA, crescendo 12 vezes mais rápido que os métodos tradicionais de publicidade
O investimento em publicidade impulsionada por inteligência artificial deve crescer de forma significativa nos próximos anos. De acordo com dados da Madison and Wall divulgados pelo Business Insider, os gastos nesse tipo de mídia devem crescer 63% em 2026, podendo atingir cerca de US$ 57 bilhões. Em comparação, anúncios que não usam ferramentas baseadas em IA devem crescer apenas 5% neste ano. Atualmente, anúncios otimizados por IA já representam 12% de todo o investimento publicitário nos Estados Unidos, crescendo 12 vezes mais rápido do que os formatos tradicionais.
O movimento evidencia uma mudança estrutural no mercado, motivada pela busca por mais eficiência, escala e precisão nas campanhas. Diferentemente da publicidade tradicional, que depende de segmentações mais amplas e planejamento manual, os anúncios baseados em inteligência artificial utilizam dados em tempo real, aprendizado de máquina e automação para otimizar entregas.
Para Fabio Gonçalves, diretor da Viral Nation e especialista no mercado publicitário, esse crescimento está diretamente ligado à necessidade das marcas de maximizar resultados em um ambiente cada vez mais competitivo: “A inteligência artificial permite uma leitura muito mais rápida e profunda do comportamento do consumidor. Esse dinamismo faz com que campanhas passem a evoluir em tempo real, ajustando automaticamente o público-alvo, o tipo da mensagem e o valor de investimento. É um nível de eficiência que a publicidade tradicional até poderia acompanhar de forma manual, mas demandaria muito mais tempo e paciência”.
Fabio Gonçalves, especialista no mercado publicitário e diretor da Viral Nation Foto: Divulgação
Segundo o executivo, a principal diferença está na capacidade de otimização constante e na redução de desperdício de mídia e dinheiro: “Enquanto modelos tradicionais trabalham com previsões e segmentações mais amplas, a publicidade otimizada por IA vai estar atuando com base em dados dinâmicos, aprendendo a cada interação que acontece. Isso significa que haverá menos tentativa e erro e mais precisão na hora da entrega. E é importante dizer que isso impacta diretamente em métricas como ROI (Retorno sobre o Investimento) e conversão”.
De acordo com o profissional, o avanço também tem ligação com o desenvolvimento de ferramentas como o Performance Max, do Google, e o Advantage+, da Meta, que automatizam grande parte da operação de campanhas digitais. Essas plataformas utilizam inteligência artificial para realizar a gestão de anúncios.
“Ferramentas como Performance Max e Advantage+ são exemplos claros de como a IA já está no dia a dia das campanhas. Elas tiram do ser humano a necessidade de gerenciar a mídia e colocam todo o foco na estratégia e na criatividade. Ao mesmo tempo, exigem que profissionais e marcas entendam melhor como alimentar esses sistemas com dados e direcionamentos corretos. Dessa forma, podemos esperar que abram mais espaços e vagas para profissionais especializados na área de IA, minimizando a narrativa de que ferramentas de inteligência artificial irão roubar o posto de seres humanos”, explica Gonçalves.
Na avaliação do especialista, o impacto desse crescimento não vai se limitar apenas ao mercado norte-americano e deve se intensificar também no Brasil: “O Brasil tende a seguir esse movimento no futuro, e eu diria que com grande potencial de aceleração. Temos um mercado digital gigantesco, com alta tecnologia e forte presença de plataformas globais. Ao passo que essas ferramentas se tornam mais acessíveis, veremos uma adesão cada vez maior por parte de anunciantes locais”.
Por outro lado, ele ressalta que o avanço da IA também traz novos desafios para o setor: “Se por um lado ganhamos eficiência, por outro aumenta a necessidade de estratégia. A inteligência artificial pode até potencializar resultados, mas nunca vai substituir completamente a visão de marca, criatividade e construção narrativa, que continuam sendo diferenciais nossos”.
Diante desse cenário, as agências já estão se adaptando para acompanhar a nova dinâmica do mercado. “Aqui na Viral Nation e em outras agências do setor, estamos integrando cada vez mais a inteligência artificial nas nossas operações, tanto na parte de mídia quanto na análise de dados e performance. Nosso principal objetivo é melhorar os resultados sem abrir mão da criatividade e da autenticidade dos creators. O futuro da publicidade será híbrido e vai sair na frente quem souber equilibrar esses elementos”, conclui.
Estudo inédito Reglab/Redes Cordiais revela que profissionais buscam ética e reconhecimento em mercado que já movimenta R$ 20 bilhões anualmente no Brasil.
Pressão por engajamento, exposição ao hate e ausência de reconhecimento formal: criadores de conteúdo no Brasil descrevem os riscos de uma profissão que movimenta R$ 20 bilhões, mas ainda carece de regras claras. Essa é uma das conclusões do estudo Vozes da Influência, conduzido pelo centro de pesquisas Reglab, especializado em tecnologia, mídia e regulação, em parceria com a organização Redes Cordiais.
Trata-se do maior estudo qualitativo em profundidade já feito com criadores no Brasil, investigando a percepção dos próprios criadores digitais sobre o cenário e desafios éticos, econômicos e institucionais associados à sua atividade profissional.
Ao todo, foram 24 criadores digitais entrevistados que, em conjunto, possuem mais de 90 milhões de seguidores em suas redes sociais. As entrevistas e grupos focais geraram centenas de páginas de transcrição que foram processadas por meio de software e técnicas de análise de conteúdo – adotando um padrão científico de replicabilidade e transparência dos dados.
As falas e opiniões desses criadores foram anonimizadas para impedir atribuição individual, respeitando protocolos éticos de pesquisa.
“O recorte permitiu um olhar mais completo sobre a identidade profissional desse público”, diz Isabela Afonso Portas, pesquisadora do Reglab e uma das autoras do estudo. “Também traz uma desconstrução de estigmas sobre como os criadores percebem questões como riscos reputacionais e relações com outros players do meio, como agências e plataformas”, afirma.
Alguns dos achados do estudo:
Criadores rejeitam o termo “influenciador”, associado à superficialidade
A pressão por engajamento e exposição ao hate impactam a saúde mental
Falta de reconhecimento formal (como CNAE) gera insegurança jurídica
Profissionais buscam padrões éticos e maior credibilidade no conteúdo.
Os criadores entrevistados – em sua maioria profissionais consolidados e com longa trajetória – admitem que há uma percepção do público de que a profissão ganhou status de ascensão social — comparável à carreira de jogador de futebol. Ao mesmo tempo, o estudo aponta que a rotina profissional é marcada por pressão constante por resultados e visibilidade. A exigência por engajamento e a exposição a ambientes digitais hostis foram citadas como fatores que impactam diretamente a saúde mental, levando muitos criadores a buscar redes de apoio ou acompanhamento psicológico.
Apesar dos desafios, os criadores demonstram preocupação crescente com a qualidade e a responsabilidade do conteúdo produzido. Entre as práticas mencionadas estão a checagem de informações, o uso de linguagem acessível e a seleção de temas de interesse público.
Essa busca por credibilidade também ajuda a explicar a rejeição ao termo “influenciador”. “Eles veem a influência como consequência do trabalho, e não como objetivo principal”, afirma Portas.
A pesquisa também mostra que há um olhar atento entre os criadores para o cenário regulatório da profissão, com preocupações relacionadas à tributação, aos riscos de censura e à ausência de um reconhecimento formal da profissão como, por exemplo, via CNAE (Classificação Nacional de Atividades Econômicas) própria.
“O estudo traz um retrato inédito e profundo sobre o que pensam os criadores de conteúdo digital”, diz Pedro Henrique Ramos, diretor-executivo do Reglab. “Ouvir o que eles têm a dizer é uma forma relevante de somar ao debate público sobre uma profissão que cresce ano a ano no país, e que tem um papel cada vez maior na formação cultural e da opinião pública brasileira”, diz.
“Os criadores entenderam que são os novos formadores de opinião e que sua voz tem peso social. O estudo mostra que eles buscam parâmetros contratuais mínimos e segurança digital para que a profissão seja sustentável a longo prazo”, destaca Clara Becker, Diretora Executiva do Redes Cordiais.
Sobre o Reglab
Lançado em setembro de 2024, o Reglab é um centro de pesquisas que tem como objetivo apontar tendências e ajudar o desenvolvimento dos setores de tecnologia e mídia. É o primeiro centro de pesquisas privado do Brasil a usar uma tabela de transparência de dados para outros pesquisadores poderem confirmar a credibilidade dos estudos.
Sobre o Redes Cordiais
O Redes Cordiais é uma organização brasileira fundada em 2018 com o compromisso de fortalecer a esfera pública e promover uma cultura informacional mais crítica, plural, segura e confiável. Atuamos no apoio, sensibilização e formação de comunicadores, jornalistas, educadores e comunidades, promovendo o desenvolvimento de competências e habilidades para uma melhor vida em rede.