Hoje comemoramos o Dia do Profissional de Marketing. Vale a questão então: que cenário e que desafios este profissional tem que encarar em seu dia a dia? Vamos tratar de algumas questões ligadas a essa pergunta.
Em um cenário marcado por transformações constantes, o profissional de marketing ocupa hoje uma posição cada vez mais estratégica dentro das organizações. Muito além da criação de campanhas e ações promocionais, sua atuação envolve análise de comportamento, interpretação de dados, construção de relacionamentos e desenvolvimento de experiências relevantes para consumidores cada vez mais exigentes e conectados. O marketing contemporâneo exige rapidez, adaptação e, principalmente, capacidade de compreender pessoas.
Um dos principais desafios atuais está relacionado ao excesso de informação. Nunca houve tanta disputa pela atenção do público. Redes sociais, plataformas digitais, influenciadores, anúncios personalizados e conteúdos em tempo real criaram um ambiente em que marcas competem por segundos de atenção. Segundo o World Economic Forum, a economia da atenção tornou-se um dos fatores centrais da comunicação contemporânea, exigindo das empresas mensagens mais relevantes, humanas e contextualizadas.
Outro ponto decisivo é a velocidade das mudanças tecnológicas. Ferramentas de automação, inteligência artificial, análise preditiva e plataformas de dados passaram a fazer parte da rotina do marketing. De acordo com a Deloitte, empresas que conseguem integrar tecnologia e experiência do consumidor tendem a construir relações mais fortes e sustentáveis com seus públicos. Nesse contexto, o profissional de marketing precisa desenvolver competências técnicas sem perder a sensibilidade criativa e estratégica.
Além da tecnologia, há também um consumidor mais consciente e criterioso. Hoje, marcas são observadas não apenas pelos produtos que oferecem, mas pelos valores que representam. Questões relacionadas à sustentabilidade, diversidade, transparência e posicionamento social passaram a influenciar decisões de compra. Segundo a Kantar, consumidores tendem a criar conexões mais profundas com marcas que demonstram propósito e coerência em suas ações.
Outro desafio importante envolve a análise de dados. O marketing atual produz uma quantidade gigantesca de informações, mas transformar dados em decisões inteligentes continua sendo uma tarefa complexa. Métricas, indicadores de desempenho, comportamento digital e monitoramento de tendências passaram a orientar estratégias em tempo real. O profissional da área precisa interpretar números sem perder de vista aquilo que é essencial: o comportamento humano por trás dos dados.
Também cresce a pressão por resultados imediatos. Em muitos contextos, campanhas precisam apresentar desempenho rápido e mensurável, o que aumenta a cobrança sobre equipes de marketing. Ao mesmo tempo, construir marca, reputação e relacionamento continua sendo um trabalho de médio e longo prazo. Equilibrar performance e construção de valor tornou-se uma das habilidades mais importantes da profissão.
Mesmo diante de tantos desafios, o marketing continua sendo uma área movida por criatividade, observação e inovação. Em um ambiente cada vez mais automatizado, ideias originais e conexões humanas autênticas ganham ainda mais relevância. O profissional de marketing contemporâneo precisa unir análise e sensibilidade, estratégia e criatividade, tecnologia e empatia.
Celebrar o Dia do Profissional de Marketing é reconhecer a importância de quem transforma informações em estratégias, tendências em oportunidades e comunicação em relacionamento. Mais do que vender produtos, esse profissional ajuda marcas a construírem significado em um mundo cada vez mais dinâmico, competitivo e conectado.
O Dia das Mães, uma das principais datas para o comércio brasileiro, pode ser uma oportunidade para pequenas e médias empresas aumentarem as vendas no período e criarem ações especiais para seus clientes. É o que mostra uma pesquisa inédita da Serasa Experian, primeira e maior datatech do país, em que 37,2% dos empreendedores respondentes esperam aumento nas vendas em comparação ao mesmo período de 2025. Outros 12,5% projetam estabilidade, enquanto 11,8% preveem queda no faturamento.
Dentro do grupo otimista, 22,1% apontam expectativa muito alta de crescimento, enquanto 15,1% esperam alta moderada, indicando uma percepção positiva, ainda que com diferentes intensidades entre os negócios.
No recorte regional, o Norte se destaca com o maior nível de otimismo, com 60% das PMEs projetando aumento nas vendas para o Dia das Mães, acima da média nacional. Em seguida aparece o Nordeste (48%), enquanto Sudeste e Centro-Oeste registram 35%. O Sul apresenta o cenário mais moderado, com 23% das empresas indicando expectativa de crescimento.
Apesar desse cenário, os dados mostram que nem todas as empresas devem explorar o potencial da data. 52,3% das PMEs afirmam que não pretendem realizar ações específicas para o Dia das Mães. Entre aquelas que vão investir na ocasião, a principal estratégia é a realização de promoções e descontos (25%), seguida por campanhas de marketing (8%) e lançamento de produtos ou kits especiais (6,9%) ou todas as ações em conjunto (7%).
Os dados também mostram que o nível de expectativa está diretamente relacionado ao comportamento das empresas. Entre os negócios com perspectiva mais negativa, 59% afirmam que não pretendem realizar ações específicas para a data. Já entre aqueles com expectativa positiva, há maior adoção de estratégias como promoções e campanhas comerciais, indicando uma relação entre planejamento e projeção de resultados.
O levantamento também revela que os desafios enfrentados pelos empreendedores estão distribuídos entre diferentes fatores. A baixa demanda dos consumidores aparece como principal obstáculo para 22,6% dos respondentes, seguida por custos elevados, como produtos e logística para 21,2% das PMEs e concorrência acirrada para 20,3%. Outros pontos relevantes incluem a falta de capital para investimento (19,5%) e a dificuldade de atrair clientes (16,4%).
Além disso, 38,5% dos empresários afirmam não conseguir avaliar suas expectativas de vendas para a data, indicando que uma parcela significativa ainda enfrenta desafios relacionados à previsibilidade e ao planejamento comercial.
“O Dia das Mães é uma data relevante para o varejo, mas os dados mostram que ainda existe um espaço importante para evolução no planejamento das PMEs. Mesmo entre os negócios que projetam crescimento, nem todos estruturam ações específicas para capturar essa demanda. Trabalhar com mais antecedência, com base em dados e previsões, pode ajudar o empreendedor a tomar decisões mais assertivas, ajustar estratégias comerciais e melhorar o desempenho em períodos sazonais”, explica o vice-presidente de pequenas e médias empresas da Serasa Experian, Cleber Genero.
Apoio ao empreendedor no planejamento do negócio
Para apoiar as pequenas e médias empresas na preparação para o Dia das Mães, a Serasa Experian contará com um conteúdo especial em seu portal voltado à data, com orientações práticas para impulsionar as vendas, definir estratégias comerciais e aproveitar melhor o potencial do período. O material reúne dicas sobre organização, ações promocionais e planejamento, ajudando os empreendedores a se prepararem com mais eficiência para a ocasião.
No portal de conteúdo da Serasa Experian conta ainda também com artigos, ebooks e trilhas de conhecimento sobre outras temas relacionados ao universo do empreendedorismo, de forma simples e aprofundada. Entre os conteúdos disponíveis estão o ebook de Reforma Tributária elaborada pela datatech, a calculadora de horas trabalhadas e análises econômicas voltadas para esse público e também o tradicional calendário de datas que apoia no planejamento sazonal dos pequenos e médio negócios.
Metodologia
A pesquisa entrevistou 1.109 PMEs no site aberto da Serasa Experian durante o mês de março e abril de 2026 com respondentes de todo o Brasil.
Vou te contar o que ocorre na internet a cada minuto no mundo: 16 mil vídeos são upados no TikTok; 138,9 milhões de reels são reproduzidos no Instagram e Facebook; o Youtube alcança mais de 3,4 milhões de visualizações de vídeo. Os dados da pesquisa “Data Never Sleeps” [Dados Nunca Dormem], da Domo, mostram que nunca se produziu e se publicou tanto conteúdo, com a população mundial de usuários de internet atingindo o recorde de 5,52 bilhões de pessoas.
Neste cenário, o marketing e a publicidade enfrentam o desafio constante de chamar a atenção dos consumidores no meio desse mar de conteúdo. Para se mostrarem relevantes hoje, a lógica da insistência, repetição e interrupção, como em comerciais ou anúncios, já não é mais relevante. A exposição, por si só, não garante a atenção, já que hoje o público consegue escolher o que assistir, quando e por quanto tempo, inclusive, optando ou não por ser impactado por propagandas.
Além disso, é preciso considerar que as redes sociais não trabalham a partir da lógica de importância sobre o que as marcas querem vender, mas sim sobre o que o usuário quer ver. É por isso que o conteúdo criado pelo próprio usuário sobre um produto tem tido muito mais relevância do que o feito pela própria marca. É muito mais interessante que a marca surfe nesta oportunidade de visibilidade orgânica, mesmo que neutra, do que brigue para tentar parecer a melhor.
Na verdade, as marcas que entenderam a lógica das redes sociais são aquelas que não competem diretamente por atenção, mas que criam situações e cenários em que a atenção ocorra de forma natural por parte do usuário, como quando um conteúdo conversa com o contexto cultural do momento, uma experiência gera envolvimento genuíno ou uma narrativa provoca identificação, quando inserida em um formato que respeita a dinâmica da plataforma.
Compreender, de fato, o que move as pessoas, é o que engaja, retém e valida o alcance. Nesse ponto, o uso de dados para medir a atenção do usuário se torna uma prioridade, já que, quando analisados de forma profunda e diante de múltiplos cenários, eles revelam padrões de comportamento, antecipam tendências e ajudam as marcas a construir presença nas redes sociais com intenção. Aqui, as métricas tradicionais, como social listening, dão lugar a indicadores mais precisos, como o Share of Attention™, da própria Winnin, que se baseia em dados reais de consumo de vídeo para medir a cultura e no que o público está atento enquanto utiliza as redes sociais.
*Gian Martinez é co-fundador e CEO da Winnin. Com mais de 20 anos liderando estratégias criativas em grandes empresas, é considerado uma referência no mundo quando o assunto é “ciência da criatividade”. Antes de empreender, Gian liderou por 7 anos o departamento criativo da Coca-Cola no Brasil, sendo reconhecido por dezenas de premiações. Foi o co-autor da visão global da empresa sobre o futuro do conteúdo e um dos líderes da transformação criativa que ajudou a empresa a conquistar pela primeira vez o título de marca mais criativa do mundo no Cannes Lions de 2013. Foi essa experiência que inspirou a criação da inteligência artificial da Winnin, que potencializa o processo criativo de grandes marcas com insights culturais preditivos e granulares. Entre os diversos reconhecimentos, foi nomeado Young Lion, Top 30 Under 30 e uma das 50 pessoas mais inovadoras do Brasil. Em 2020 foi reconhecido pela revista WIRED entre “Os 50 Nomes que Expandiram a Criatividade no Brasil”. Em 2021 foi indicado ao Caboré como profissional de inovação do ano pelo trabalho na Winnin. É membro do board criativo global da AbInbev.