Dança das cadeiras

Tá frio, mas o mercado segue aquecido!

Essa semana de maio caprichou no frio. Mas o mercado de comunicação agita-se para espantar a friaca. Confira as movimentações:

O jovem publicitário Ighor Aguiar Fernandes acaba de ser promovido a Executivo de Contas na agência BZ Propaganda.

Já o relações públicas Guilherme Russi chegou na Lorem’Y onde passa a atuar como Analista de marketing.

E a ainda estudante de jornalismo Rebecca Goulart inicia suas atividades como Social Media e Copywriter na Resultage (SJCampos).

O ainda aluno de publicidade e propaganda Vinicius Pereira passa a responder pelo cargo de Social Mídia na Agência Provoca.

Publicidade com relevância: a era da comunicação data driven

por Fabio Schmitz, diretor da agência Seven Comunicação Total

Vivemos a era mais conectada de todas, com muita informação passando pela timeline de inúmeras redes sociais que acompanhamos diariamente. Devido a essa conexão intensa, deixamos nossos rastros por onde passamos. Já não é tão difícil ter acesso a um endereço de email, número de celular, idade e até mesmo gostos pessoais de alguém, já que a maioria de nós faz questão de postar muitas dessas informações nas redes para nossos amigos – e o mercado – saberem.

Fábio Schmitz, diretor da agência Seven Comunicação Total

Outros tipos de dados, como nosso tráfego na internet – o que acessamos, o que curtimos, o que não gostamos, ou seja, informação mais complexa – também estão disponíveis. O melhor uso de dados está na capacidade de tratá-los, analisá-los e contextualizá-los, para que eles enriqueçam as campanhas e promovam a melhor estratégia para os clientes.

É o que chamamos de data driven, quando a comunicação de uma empresa, especialmente suas campanhas publicitárias que impactam diretamente seu público-alvo, são orientadas por dados. Neste processo informações coletadas sobre o público e o mercado proporcionam assertividade (falamos diretamente com quem desejamos) e maior resultado (uma comunicação assertiva evolui para um volume de vendas muito mais expressivo). Um estudo da consultoria BCG em parceria com o Google, aponta que empresas que adotam a cultura dos dados em sua relação com os consumidores têm receita até 20% maior e chegam a cortar os custos em 30%.

Já outro estudo da Talend mostrou que 78% dos líderes de negócios dizem que enfrentam desafios ao usar seus dados e mais de um terço deles não estão usando-os para tomar decisões. As empresas têm mais acesso aos dados do que nunca, mas há muito poucas maneiras de entendê-los e principalmente de definir o que é prioritário para ajudar nessas análises. É, portanto, um campo que ainda exige uma grande evolução em muitas empresas, mas que para o mercado de comunicação reflete um oceano azul de possibilidades.

Com o data driven, mais do que nunca, temos a possibilidade de mensurar, através de dados minerados com maior precisão, o impacto das ações. Uma pesquisa recente da Kantar Ibope revelou, por exemplo, que 54% dos consumidores preferem ver anúncios que sejam relevantes para os seus interesses e particularidades (o que o universo digital, com informações relevantes de acesso e de comportamento do internauta, proporciona ao publicitário).

Outro fator que a comunicação data driven promove é a “personalização em massa”, com a possibilidade de atender demandas dos clientes, um a um, de forma massificada. O avanço da tecnologia em smartphones, computação em nuvem e aceleração digital como um todo mudaram esse cenário.

Um caminho para a melhor utilização dos dados é o desenvolvimento de data lakes, que são grandes depósitos de dados que podem ser acessados por qualquer área da empresa, além do apoio de profissionais especializados nas novas plataformas digitais para alavancar a comunicação. Isso porque, mais do que nunca, o dado bruto não é fator de diferenciação, mas sim a capacidade de transformar esses dados em informações práticas e ações inteligentes.

Coluna Propaganda&Arte

A foto que a NASA tirou no dia do meu aniversário

Eu sei que o #trend é #old, mas essa frase inusitada que foi uma das mais buscadas no Google no início do ano nos faz refletir muito sobre a arte da fotografia, sobre o passado, sobre olhar pra trás, olhar pra dentro e, consequentemente olhar pra frente. Afinal, qual será o futuro da fotografia? Talvez a grande chave da descoberta esteja em mudar um pouco o “foco” das coisas. Bora lá!

Que fenômeno é esse?

Recentemente, tivemos um fenômeno astronômico interessante, a “lua de sangue” onde pudemos ver o eclipse da lua (se você ficou acordado e não estava nublado). Eu fui um dos que ficou acordado, na verdade, devo confessar que estava tentando dormir, mas meus filhos me acordaram para ver tal fenômeno no céu e eu fui lá todo feliz tentar captar a imagem com meu celular. Óbvio que minha tecnologia era limitada, quem eu achava que era tentando competir com as fotos da NASA, certo? Era tudo uma questão de luz (ou falta dela). Foto é puramente o domínio da luz. Isso eu lembro das aulas de Fotografia da faculdade e sobre esse conceito abstrato da luz muita coisa pode ser entendida. Por exemplo, por que “raios” a lua fica vermelha neste eclipse? Tal situação é facilmente explicada quando entendemos que o sol emite um espectro branco de luz (contém todas as cores unidas) que ao passar em um ângulo específico na atmosfera da Terra, sofre uma dispersão, separando as cores, resultando apenas nas cores de ondas maiores, que conseguem passar pela Terra e dar uma pequena iluminada na Lua, que como é branquinha, reflete bem essa luz, ou melhor, reflete essa faixa de luz vermelha/ alaranjada com maestria. Por tanto, fotografia é essencialmente a ciência à luz da arte (que trocadilho!) e ela não para de evoluir.

A fotografia evoluiu muito nos últimos anos e em campos específicos. Popularizou seu acesso com o celular, mas claro, com tecnologias limitadas ao seu uso. Hoje tiramos fotos nossas e de nossos parentes em instantes e com alta resolução, como se fosse algo comum, isso sim é um grande fenômeno. Antigamente, tirar foto era um evento, uma ocasião especial, tínhamos poses limitadas por filme e tudo era muito mais cuidadoso. Mas com toda essa evolução, uma coisa se mantém: olhar foto antiga é pura nostalgia! Seja digital ou impressa, pois ela simboliza essencialmente o passado. Nada mais justo, pois se tem uma coisa que nos faz refletir sobre o tempo é a compreensão filosófica e científica da luz, um mistério até hoje para muitos estudiosos.

Olhar pro passado e mudar o futuro

Os grandes fotógrafos, sejam comerciais, jornalísticos ou artísticos sempre irão se destacar, pois tirar boas fotos não é uma ciência fácil, nem acontece ao acaso. Porém, muitas vezes, as melhores fotos contam com o “momento certo” e “a história certa”. Isso, até os fotógrafos mais vaidosos são humildes em admitir. A foto tem um poder de síntese ímpar, pode substituir mil palavras e olha, com a velocidade da internet, podemos substituir essa máxima por mil caracteres, sem problemas! Então, rapidamente a foto se torna na comunicação uma arma imbatível para atrair, informar e provocar.

Geralmente, uma foto pode gerar uma reflexão, emoção ou até uma discussão social, que foi o caso dessa #trend que é o título desse texto. Essa foto que apareço ao lado foi tirada pela NASA no dia do meu aniversário. E como eu sei? A NASA fez um site onde eles colocam 1 foto por dia e só isso já foi motivo de alvoroço no Tik tok e Twitter, pois todos queriam olhar a foto da NASA no dia do seu próprio aniversário e postar uma reflexão sobre isso. O que explica esse outro fenômeno? Acho que uma mistura de ego, olhar pra si, mas também curiosidade e olhar pra fora, pro desconhecido, pois muita coisa está escondida lá fora (e muitas outras cá dentro de nós, né?). No final, a tecnologia vem só para potencializar o que somos e onde queremos chegar. Sozinha, não vai fazer nada.

Da próxima vez que for tirar uma foto, reflita sobre isso. A vida passa mesmo num flash!

Para você achar a foto da NASA no seu aniversário:
Exemplos de fotos poderosas que ganharam Pulitzer:

APP Campinas lança campanha

APP Campinas lança campanha e anuncia nova gestão com comitê inédito no mercado publicitário

A comemoração de 45 anos da Associação dos Profissionais de Propaganda de Campinas reforça relação com os publicitários e estimula presença de anunciantes na entidade

APP Campinas lança campanha e anuncia nova gestão com comitê inédito no mercado publicitário – Crédito: Divulgação

A Associação dos Profissionais de Propaganda de Campinas (APP Campinas) completa 45 anos e para fortalecer a participação dos associados na instituição e da nova gestão, a instituição promove a partir desta sexta-feira, 20/05, uma campanha institucional desenvolvida pela agência Rock It, com o slogan “Novos tempos pedem novas conexões”. Pautada no cenário atual da volatilidade na comunicação, a campanha tem o objetivo de gerar identificação entre as novas gerações, estabelecer uma convergência dos profissionais de comunicação e marcar a nova agenda de ações da instituição, que conta com comitês inéditos.

A estratégia utilizada na campanha da APP Campinas será a divulgação de histórias de líderes atuais do universo publicitário, através das redes sociais, para aumentar as conexões no mercado e para que o público jovem possa se identificar com a jornada do profissional. Para a Associação, a identificação com as pessoas é formada através da busca pela pluralidade e inclusão na comunicação. “Acreditamos que o diálogo é uma importante forma de convergência, por isso queremos conectar todos os agentes desta indústria, como os profissionais, os veículos, as agências e, sobretudo, os clientes”, diz Samuel Leite, presidente da APP Campinas.

Samuel Leite, presidente da APP Campinas, destaca a importância da pluralidade na APP Campinas – Crédito: Divulgação

A campanha é lançada em um momento em que a nova diretoria da APP Campinas, presidida pelo publicitário Samuel Leite e com a profissional de relações públicas, Raquel Bessa, na vice-presidência, adota um novo formato de gestão, com comitês específicos, inclusive voltado para os anunciantes. O comitê de Mercado é inédito entre as APPs no país e segundo Raquel Bessa, que lidera a iniciativa, o objetivo é ouvir as marcas do mercado a fim de aprimorar os produtos e serviços das agências.

“Ter uma iniciativa voltada para as marcas anunciantes é um passo importante para entendermos que toda história parte de um lugar comum e entendemos que em um momento em que há tantas mudanças na área de comunicação, a associação deve ser o ponto de convergência para que os profissionais possam dialogar, trocar experiências e fortalecermos o mercado”, afirma a Raquel Bessa.

Em Campinas, a diretora de Marketing do Supermercado Dalben, Fernanda Dalben e Letícia Guilhermino, head de Marketing da Saveenergy, formam o Comitê de Mercado. Michelle Suzuki, executiva de Projetos Especiais e Mídia Aliansce Sonae, atuando hoje no Parque D. Pedro Shopping, lidera o Comitê de Eventos.

Totalmente alinhada com a gestão da APP Brasil, a APP Campinas também segue na esteira da inclusão e cria o Comitê DIBP (Diversidade, Inclusão e Boas Práticas) que ampliará a discussão, capacitando diferentes profissionais de Campinas e região, a fim de construir representatividade na publicidade. Há, ainda, outros comitês, como de Eventos e Inovação e Tecnologia. O comitê de Conteúdo estimulará a circulação de informação entre o mercado publicitário e a Associação, assim como o Acadêmico, que formará parceria com docentes pelo Programa Embaixadores, utilizado para tornar os estudantes mais colaborativos.

Confira a lista completa dos comitês e diretoria da APP Campinas no site

Nos 45 anos da APP Campinas, Raquel Bessa, vice-presidente da Associação, comemora expansão de Comitês – Crédito: Divulgação

FASES DA CAMPANHA

A campanha da APP Campinas está dividida em quatro fases de divulgação, sendo a primeira dedicada a uma abordagem aberta ao público jovem, com foco no conteúdo audiovisual colorido e com movimento. A segunda fase será para destacar a importância das conexões e relacionamentos já no início do estágio, a terceira é a divulgação dos relatos da trajetória profissional dos líderes da APP Campinas e, na última, os associados falarão sobre os benefícios da associação, refletindo a importância de pessoas reais na construção de novas conexões. Em todas as fases, será usado um selo dos 45 anos com o tradicional galo da associação.

Raquel Bessa, diretora executiva da Rock It, agência responsável pela campanha e Vice-presidente da APP Campinas, acrescenta que para estar no meio publicitário precisou de esforço, criação de networking e pesquisa para estudar o funcionamento do mercado. “Ao falar do início profissional, geramos empatia com o público mais jovem e nos conectamos aos profissionais maduros que já estiveram nesse lugar. Dessa forma, reforçamos o mínimo múltiplo comum dos comunicadores: o relacionamento”, finaliza ela.

APP Campinas: pontos de convergência na campanha de 45 anos da Associação – Crédito: Divulgação

Os mantenedores da APP Campinas são importantes para o contexto da campanha. O Grupo Band, EPTV Campinas e portal g1, TV Thathi Record e VTV SBT são mantenedores Ouro. A Eletromidia, JCDecaux, Rede Família e Parque Dom Pedro Shopping são mantenedores Prata.

Confira mais detalhes da campanha no site

Fonte: Agência ERA de Comunicação e Conteúdo

Jornalista Responsável – Mariana Cruz