Muito além dos números: a importância estratégica do profissional de Mídia

Por Josué Brazil (com apoio de IA)

Em um mundo onde somos impactados por milhares de mensagens todos os dias, existe um profissional que trabalha nos bastidores para garantir que a comunicação certa chegue à pessoa certa, no momento certo e pelo canal mais adequado. Embora nem sempre receba o mesmo destaque de áreas mais visíveis da publicidade, o profissional de mídia é uma das peças mais estratégicas da engrenagem da comunicação contemporânea.

Celebrado em 21 de junho (ontem), o Dia do Mídia é uma oportunidade para reconhecer o papel daqueles que transformam informações, dados, comportamentos e tendências em decisões capazes de conectar marcas e consumidores. Se a criatividade é frequentemente considerada a alma da publicidade, a mídia é a inteligência que faz essa criatividade encontrar seu público e gerar resultados concretos.

Durante muito tempo, o trabalho de mídia esteve associado principalmente à negociação de espaços em veículos tradicionais como televisão, rádio, jornais e revistas. Hoje, porém, sua atuação tornou-se muito mais complexa e estratégica. O profissional de mídia navega por um ecossistema formado por plataformas digitais, redes sociais, streaming, buscadores, influenciadores, marketplaces e inúmeras outras possibilidades de contato entre marcas e pessoas.

Um universo muito mais complexo, sem dúvida alguma!

Essa transformação elevou a importância dos dados no processo de tomada de decisão. Mais do que comprar espaços publicitários, o profissional de mídia interpreta comportamentos, identifica oportunidades, monitora métricas e ajusta estratégias em tempo real. Seu trabalho combina raciocínio analítico e visão de mercado para encontrar o equilíbrio entre alcance, relevância e eficiência dos investimentos em comunicação.

Em um cenário marcado pela fragmentação da atenção, a missão tornou-se ainda mais desafiadora. O consumidor contemporâneo escolhe o que assistir, o que ouvir, o que ler e quando deseja consumir conteúdo. Nesse contexto, interromper deixou de ser suficiente. É preciso compreender jornadas, hábitos e interesses para criar conexões significativas. E é justamente aí que a área de mídia assume um papel fundamental.

A relevância desse profissional vai além do universo publicitário. Seu trabalho influencia a forma como informações circulam, como causas ganham visibilidade e como empresas constroem relacionamentos duradouros com seus públicos. Em uma economia cada vez mais baseada na atenção, entender onde, quando e como comunicar tornou-se uma competência estratégica para organizações de todos os setores.

Não por acaso, a evolução tecnológica tem ampliado continuamente as possibilidades da área. Ferramentas de inteligência artificial, automação, compra programática e análise avançada de dados estão redefinindo processos e exigindo novas competências dos profissionais. Mais do que nunca, a mídia se posiciona na intersecção entre tecnologia, comportamento humano, criatividade e negócios.

Celebrar o Dia do Mídia é reconhecer os profissionais que transformam complexidade em estratégia e informação em conexão. São eles que ajudam marcas a serem encontradas em meio ao excesso de mensagens que disputam nossa atenção diariamente. Em tempos de abundância de conteúdo, a relevância não acontece por acaso — ela é planejada, construída e potencializada por quem entende que comunicar bem é, antes de tudo, saber conectar pessoas, mensagens e oportunidades.

Dia do Cinema Brasileiro: quando a cultura encontra a criatividade

Por Josué Brazil (com apoio de IA)

Celebrar o Dia do Cinema Brasileiro é reconhecer uma das mais importantes expressões da cultura nacional. Muito mais do que entretenimento, o cinema é uma poderosa ferramenta de construção de identidade, memória e representação. Por meio das telas, o Brasil conta suas histórias, apresenta seus personagens, revela suas contradições e compartilha com o mundo a riqueza de sua diversidade cultural.

Ao longo de sua trajetória, o cinema brasileiro ajudou a registrar transformações sociais, comportamentais e econômicas que marcaram diferentes épocas. Cada filme, documentário ou produção audiovisual se torna um retrato de seu tempo, preservando narrativas que ajudam a compreender quem somos e como chegamos até aqui. Em um país de dimensões continentais, o cinema também cumpre o papel de aproximar diferentes realidades e fortalecer o sentimento de pertencimento.

Sua relevância, entretanto, vai muito além do campo cultural. O audiovisual é um dos motores da Economia Criativa, gerando empregos, movimentando cadeias produtivas e estimulando setores como turismo, tecnologia, educação, design, música e comunicação. Cada produção mobiliza centenas de profissionais e empresas, criando oportunidades que impactam diretamente a economia do país.

Nesse contexto, a relação entre cinema e propaganda é histórica e estratégica. Ambos compartilham a capacidade de emocionar, persuadir e construir significados. Técnicas de narrativa, direção de arte, fotografia, trilha sonora e roteiro, amplamente desenvolvidas pela linguagem cinematográfica, influenciam diariamente a criação publicitária e ajudam marcas a estabelecer conexões mais profundas com seus públicos.

Não por acaso, muitas das campanhas mais memoráveis da propaganda brasileira carregam elementos típicos do cinema: personagens marcantes, jornadas emocionantes, conflitos bem construídos e histórias capazes de permanecer na memória coletiva. O cinema ensinou à publicidade que vender uma ideia muitas vezes é mais eficaz do que vender apenas um produto.

Ao mesmo tempo, a indústria publicitária também contribui para fortalecer o audiovisual nacional. Investimentos em produção, patrocínios, branded content e ações de incentivo cultural ajudam a impulsionar projetos, revelar talentos e ampliar o alcance de obras brasileiras. Trata-se de uma relação de troca que beneficia tanto o mercado quanto a sociedade.

Em uma era marcada pela abundância de conteúdos e pela disputa constante pela atenção das pessoas, a capacidade de contar boas histórias tornou-se um diferencial competitivo. E poucas linguagens dominam essa arte tão bem quanto o cinema. Seu legado inspira criadores, comunicadores, empreendedores e marcas que buscam relevância em um cenário cada vez mais complexo e conectado.

Neste Dia do Cinema Brasileiro, celebramos não apenas uma indústria, mas um patrimônio cultural que alimenta sonhos, movimenta a economia, inspira a publicidade e fortalece a criatividade nacional. Afinal, quando o cinema brasileiro cresce, cresce também a capacidade do país de contar sua própria história — e de transformá-la em valor, identidade e futuro.

IA já faz parte da rotina de 86,7% dos gestores de tráfego no Brasil, aponta pesquisa

Pesquisa do Reportei mostra avanço acelerado do uso de inteligência artificial em campanhas, relatórios e análise de dados

A inteligência artificial está na rotina da maior parte dos profissionais de tráfego pago no Brasil e deve acelerar a competitividade do setor nos próximos anos. É o que mostra uma pesquisa realizada pelo Reportei, ferramenta brasileira de relatórios e dashboards de marketing, com gestores, donos de agência, freelancers e consultores da área. Segundo o levantamento, 86,7% dos respondentes afirmam utilizar IA frequentemente ou ocasionalmente na gestão de campanhas e 60% acreditam que a tecnologia será o principal fator de impacto sobre o mercado até 2026.

O movimento acontece em um setor formado majoritariamente por operações enxutas. Mais de 81% dos profissionais trabalham sozinhos ou em equipes de até três pessoas, cenário que ajuda a explicar o avanço acelerado de ferramentas de automação e IA como forma de ganho de produtividade.

Entre as aplicações mais comuns da inteligência artificial estão criação de textos persuasivos (85%), geração de ideias para criativos (70%), produção de relatórios (61%), análise de campanhas (56%) e planejamento estratégico (55%). O ChatGPT lidera entre as ferramentas mais utilizadas, citado por 83% dos profissionais, seguido por Claude (66%) e Gemini (53%).

Além da adoção crescente de IA, o mercado também espera um ambiente mais competitivo nos próximos anos. Para 44% dos entrevistados, o setor de tráfego pago estará mais disputado em 2026. Apenas 7% acreditam na saturação do mercado.

Os dados sugerem uma mudança no perfil esperado dos profissionais da área. Nas respostas abertas da pesquisa, os temas mais citados como habilidades importantes para os próximos anos foram visão estratégica de negócio, capacidade de interpretar dados, integração de IA aos processos, comunicação com clientes e adaptabilidade.

Segundo Renan Caixeiro, CMO e cofundador do Reportei, o avanço da IA tende a mudar a dinâmica operacional do mercado. “Atividades que antes tomavam muito tempo, como organizar relatórios, estruturar campanhas ou testar variações de copy, estão ficando mais rápidas com IA. Isso faz com que o cliente passe a esperar mais análise, contexto e direcionamento estratégico do profissional, e não apenas execução técnica”, explica.

Para ele, o impacto da tecnologia deve aumentar a pressão competitiva entre operações menores e profissionais generalistas. “A barreira de entrada operacional tende a diminuir porque as ferramentas estão mais acessíveis. Ao mesmo tempo, eleva a exigência sobre a capacidade de interpretar dados, entender o negócio do cliente e tomar decisões mais estratégicas. E esse movimento também impacta o mercado. No Reportei, por exemplo, vimos uma demanda crescente por integrações com ferramentas de IA, o que levou a criação de um MCP para permitir acesso contextualizado aos dados e automação de análises”, diz Renan.

Cenp-Meios: mídia OOH registra expansão mais que duas vezes superior à do mercado publicitário e alcança participação recorde

Mídia exterior cresce 132% em quatro anos e amplia participação no mercado publicitário brasileiro

Mídia exterior movimentou R$827,1 milhões no primeiro trimestre de 2026 e registrou crescimento de 48,6% na comparação com o mesmo período do ano anterior, de acordo com o Cenp-Meios – Crédito: Divulgação

Os investimentos em Out of Home (OOH) mais que dobraram nos últimos quatro anos e cresceram em ritmo superior ao do mercado publicitário brasileiro. Dados do Cenp-Meios, divulgados neste mês de junho, mostram que o setor movimentou R$827,1 milhões no primeiro trimestre de 2026, ante R$356,1 milhões registrados no mesmo período de 2022, uma alta de 132,3%. No mesmo intervalo, o mercado publicitário como um todo avançou 61,8%. O desempenho também elevou a participação da mídia exterior no bolo publicitário monitorado pelo Cenp: o share do OOH passou de 10,3% para 14,8% entre os primeiros trimestres de 2022 e 2026, consolidando o meio entre os 3 principais destinos dos investimentos de anunciantes no País.

Os dados mostram ainda uma aceleração recente. Na comparação entre os primeiros trimestres de 2025 e 2026, o OOH cresceu 48,6%, enquanto o mercado publicitário registrou avanço de 18,3%.

Para a Central de Outdoor, maior associação de mídia exterior do Brasil, o resultado reflete mudanças estruturais na forma como as marcas distribuem seus investimentos em comunicação e buscam alcançar consumidores em um cenário de crescente fragmentação da audiência. Entre as principais razões estão: Digitalização do setor (o principal vetor); Busca por atenção em um ambiente digital saturado; Retorno da mobilidade pós-pandemia; Integração com estratégias omnichannel, Maior profissionalização do setor; Valorização do espaço urbano pelas marcas e possível conjuntura econômica, devido a realização de eventos esportivos no primeiro semestre e antecipação de campanhas publicitárias em ano de eleições presidenciais no Brasil.

Fabi Soriano, diretora executiva, e Halisson Pontarolla, presidente da Central de Outdoor, avaliam que o crescimento do OOH reflete mudanças estruturais na forma como as marcas investem em comunicação e alcançam consumidores – Crédito: Alê Oliveira

“O crescimento do OOH não é consequência apenas da retomada da mobilidade. Ele reflete uma mudança estrutural do mercado publicitário. Em um cenário de fragmentação de audiência, excesso de estímulos digitais e busca por atenção qualificada. O OOH tornou-se uma das poucas mídias capazes de combinar alcance massivo, impacto visual, integração tecnológica e conexão com a jornada omnicanal do consumidor. Os dados do Cenp-Meios mostram que essa transformação já está sendo traduzida em investimentos”, afirma Fabi Soriano, diretora executiva da Central de Outdoor.

Entre os fatores que ajudam a explicar o avanço do setor está a digitalização acelerada dos ativos de mídia exterior. O crescimento do Digital Out of Home (DOOH) ampliou a flexibilidade comercial do meio e permitiu maior integração com dados, geolocalização e estratégias digitais.

Outro vetor importante é a busca das marcas por ambientes capazes de gerar atenção em meio à saturação de mensagens online. Com consumidores dividindo seu tempo entre múltiplas plataformas, anunciantes têm ampliado investimentos em meios que oferecem presença física e impacto visual em ambientes urbanos.

A retomada da circulação de pessoas em centros urbanos, aeroportos, rodovias e polos comerciais também contribuiu para a expansão do segmento, especialmente após o período de restrições observado durante a pandemia, que terminou em maio de 2023.

Segundo Halisson Pontarolla, presidente da Central de Outdoor, o crescimento do OOH acompanha uma tendência observada em diversos mercados internacionais, análise que foi feita também durante a WOO, maior encontro de OOH do mundo, onde a associação acabou de marcar presença e realizar uma missão empresarial.

“As marcas perceberam que o desafio atual não é apenas gerar alcance, mas conquistar atenção. O OOH tem uma característica única nesse contexto porque está presente nos deslocamentos, nos momentos de consumo e na rotina das pessoas. Além disso, passou a atuar de forma integrada com campanhas digitais, ampliando a eficiência das estratégias de comunicação”, afirma.

A entidade também destaca o fortalecimento das estratégias omnichannel como um dos principais motores do crescimento. Cada vez mais, campanhas combinam mídia exterior, mobile, redes sociais, plataformas de vídeo e canais proprietários para construir jornadas integradas de comunicação.

Setores como varejo, bebidas, fintechs, streaming, mobilidade, entretenimento e serviços financeiros estão entre os que mais têm ampliado investimentos em mídia exterior nos últimos anos, impulsionados pela necessidade de construir notoriedade de marca em escala nacional. “Os dados mostram que o OOH está capturando uma parcela crescente dos investimentos porque responde a demandas contemporâneas dos anunciantes. É um meio que combina cobertura, impacto, inovação e integração com o ecossistema digital, características que tendem a sustentar sua trajetória de crescimento nos próximos anos”, conclui Fabi Soriano.

Fonte: Agência ERA®