Coluna “Discutindo a relação…”

Quando os algoritmos passam a decidir a conversa

Por Josué Brazil (com apoio de IA)

Durante muito tempo, fazer publicidade significava conhecer pessoas: seus hábitos, desejos, medos e aspirações. Hoje, conhecer pessoas também significa interpretar dados. Muitos dados. A publicidade entrou definitivamente na era algorítmica, em que decisões antes tomadas por profissionais — como segmentação, distribuição de verba, horário de exibição e até versões criativas de anúncios — são cada vez mais orientadas por sistemas automatizados. A pergunta já não é se algoritmos participam da publicidade, mas até que ponto queremos que eles conduzam essa relação.

Segundo o relatório Ad Spend 2025, da Dentsu, a publicidade global está caminhando para um cenário em que a maior parte dos investimentos em mídia será habilitada por algoritmos, com forte crescimento de compra programática, otimização automática e inteligência aplicada à mídia digital. No Brasil, esse movimento ganha força especialmente em campanhas de performance, varejo e e-commerce, onde velocidade e precisão fazem diferença real. Ferramentas de automação conseguem redistribuir investimentos em tempo real, identificar padrões de comportamento e ajustar campanhas com base em milhares de sinais simultâneos — algo humanamente inviável.

Na prática, isso significa que marcas conseguem conversar com consumidores em momentos cada vez mais específicos. Se antes a publicidade falava com públicos amplos, hoje ela busca falar com indivíduos em micro-momentos: quando pesquisam um produto, assistem a um vídeo, abandonam um carrinho ou demonstram intenção de compra. Dados do Think with Google Brasil indicam que decisões de consumo são fortemente influenciadas por interações rápidas e contextuais, reforçando a lógica de personalização contínua. O anúncio certo, na hora certa, para a pessoa certa deixou de ser promessa de apresentação de vendas e virou meta operacional.

Mas toda eficiência cobra um preço. Quando campanhas são excessivamente orientadas por performance, existe o risco de a publicidade se tornar previsível, homogênea e refém do que “funciona” estatisticamente. O algoritmo tende a repetir padrões bem-sucedidos, e isso pode reduzir experimentação criativa. Além disso, há um problema mais delicado: vieses algorítmicos. Sistemas treinados com bases de dados limitadas ou enviesadas podem reforçar desigualdades, excluir públicos ou replicar padrões discriminatórios sem intenção explícita. Em outras palavras: automatizar decisões não elimina problemas humanos — às vezes apenas os escala.

No contexto brasileiro, a discussão ganha camadas adicionais. O país possui alta digitalização do consumo e forte presença em redes sociais, mas também enfrenta desafios ligados à qualidade de dados, maturidade analítica e adaptação regulatória. A Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) adiciona responsabilidade ao uso dessas tecnologias, exigindo maior transparência sobre coleta, tratamento e finalidade dos dados. Ao mesmo tempo, ainda existe certa desconfiança do público em relação à hiperpersonalização — aquela sensação desconfortável de que “o celular está ouvindo tudo”.

No fim, publicidade algorítmica não deveria significar publicidade automática no sentido mais literal. Algoritmos são excelentes para encontrar padrões, otimizar processos e escalar resultados; já sensibilidade cultural, repertório e criatividade continuam sendo território humano. Talvez o maior desafio da comunicação contemporânea seja justamente este: usar inteligência computacional sem abrir mão da inteligência relacional. Porque dados ajudam a encontrar pessoas — mas ainda são as boas ideias que criam conexão.

Campanha de Dia das Mães do Colinas Shopping sorteia dois vale-viagens de R$ 40 mil

A cada R$ 700 em compras, clientes podem trocar as notas fiscais por números da sorte para concorrer aos prêmios

Campanha ‘Sua Mãe Merece o Mundo’ vai de 30 de abril a 13 de maio; sorteio será no dia 20 de maio, com divulgação dos ganhadores no dia 22

Neste Dia das Mães, o Colinas Shopping vai transformar compras em experiências: a campanha “Dia das Mães Colinas Shopping – Sua Mãe Merece o Mundo” vai premiar dois ganhadores em sorteio de vale-viagens de R$ 40 mil para celebrar, em grande estilo, uma experiência inesquecível ao lado de quem sempre faz tudo pelos filhos.

De 30 de abril a 13 de maio, a cada R$ 700 em compras, os clientes terão direito a um número da sorte. Para concorrer aos prêmios, os clientes devem cadastrar as notas fiscais no app do Colinas Shopping.

Estrelada pela atriz Joana Balaguer e seus filhos, Martin e Gaia, a campanha reforça a mensagem de que “ser mãe é virar o mundo de alguém” – e, portanto, nada mais justo do que “entregar o mundo para elas” no Dia das Mães.

A campanha traz um espaço instagramável, que fica no piso térreo do shopping, onde as famílias podem fazer fotos em um cenário já no clima da campanha, com um “avião nas nuvens”. Quem sabe, a foto já não ajuda a atrair sorte para conquistar o cobiçado prêmio, não é?

“As memórias em família são experiências que levamos para o resto da vida, e a campanha deste ano vai dar a oportunidade de os ganhadores escolherem um destino que será acrescentado à lista de boas memórias. Já pensou viajar para ver a Copa do Mundo com seu filho? Ou quem sabe viajar para um país que sempre foi um sonho?”, afirma Margarete Sato, gerente de Marketing do Colinas Shopping.

“Permitir que o destino seja escolhido pelo ganhador é a materialização da entrega de uma experiência do jeitinho que o cliente preferir, e isso é muito bacana para o Colinas”, completa.

Os filmes da campanha serão exibidos na TV e nas mídias sociais do shopping.

Como participar

Após realizar compras acima de R$ 700, os clientes devem cadastrar as notas fiscais no aplicativo do Colinas Shopping. As notas emitidas de segunda a quarta-feira valem números da sorte em dobro.

Para maior comodidade dos clientes, o Colinas Shopping disponibiliza um balcão de informações no piso superior, que funcionará no mesmo horário do shopping.

Quem ainda não tiver o app, basta buscar “Colinas Shopping” na loja de aplicativos (Google Play ou App Store), baixar e se cadastrar. Além de participar do sorteio, quem se cadastrar passa a ter acesso a descontos exclusivos nas lojas do mall e outros benefícios.

O sorteio será no dia 20 de maio, com divulgação no dia 22, e os ganhadores deverão usar os vale-viagens em alguma loja física da CVC.

Todas as informações sobre a promoção estão disponíveis em colinasshopping.com.br.

SERVIÇO
Campanha Dia das Mães Colinas Shopping – Sua Mãe Merece o Mundo
Quando: de 30 de abril a 13 de maio

Para participar: a cada R$ 700 em compras, o cliente deve cadastrar as notas fiscais no aplicativo do Colinas Shopping para concorrer a dois vale-viagens de R$ 40 mil. Notas emitidas de segunda a quarta-feira valem números da sorte em dobro.
Mais informações em maes.colinasshopping.com.br.

Funil acabou há 2 anos. Por que ele não estava funcionando para as marcas?

*Por Samira Cardoso

O funil de marketing foi uma estratégia de sucesso incontestável, pois fez com que as marcas conseguissem entender o que era a jornada do consumidor e destrinchar as etapas detalhadamente, viabilizando assim a percepção de que existem pontos onde o usuário é mais influenciado e outros onde a publicidade passa despercebida. Se hoje falamos tanto em comunicação efetiva e personalizada, foi porque tivemos o funil como base.

Entretanto, com a evolução natural da sociedade, as pessoas mudam a forma de pensar e agir para se adaptar às mudanças contemporâneas. Por isso, surgiram diferentes formatos de relações trabalhistas e interpessoais, novos costumes, prioridades, necessidades e também novos problemas. Com a globalização digital, essas mudanças se espalham rapidamente e ditam novas tendências. A união desses aspectos criou um ecossistema complexo, cujo funil de vendas não acompanhou.

Isso porque o funil tradicional se baseia na premissa de que o consumidor segue uma sequência unidirecional de interesse, consideração e compra, mas a mídia plurificou os pontos de contato, tornando a jornada não linear. Nos dias atuais, devido a tecnologia, os clientes conseguem comparar concorrências com mais facilidade, passam meses criando um caminho de compras, desistem dos produtos, são impactados novamente pela publicidade em outros canais e, por fim, decidem finalizar a compra. Isso não é um funil, mas sim um ecossistema de micro momentos.

É nesse novo contexto que os negócios perdem performance. Para aqueles que insistem em mapear o percurso de compra dentro do funil clássico, enfrentam dois erros graves: ignorar os sinais cruciais de intenção real do consumidor e investir verba e conteúdo em canais que não tem mais presença significativa para o público-alvo. E a consequência disso são ideias desalinhadas, perda de leads e uma percepção de imagem diluída.

Portanto, diante deste cenário vale concluir que o funil morreu há dois anos, e agora as marcas precisam aprender a operar sem ele e considerar três pilares importantes: presença contínua, contexto e dados, pois só assim elas vão conseguir se destacar nesse cenário fragmentado e competitivo que estamos vivenciando nos dias de hoje e atingir de forma estratégica o novo perfil de consumidor, que não compra mais em uma linha reta e são influenciados a todo momento e em diferentes canais. Ou seja, as marcas devem ficar de olho nisso para não morrer junto.

*Samira Cardoso é Co-fundadora e CEO da Layer Up, agência de marketing, publicidade e comunicação que oferece estratégias personalizadas, operação eficiente, branding e performance, unindo criatividade, tecnologia e dados.

Nada substitui o conhecimento

Por Josué Brazil (com apoio de IA)

Em um cenário marcado por mudanças rápidas, novas tecnologias e tendências que surgem e desaparecem em questão de dias, essa frase ganha ainda mais força. No universo da comunicação e do marketing, onde a atualização constante é praticamente uma exigência, o conhecimento se mantém como o principal ativo de qualquer profissional.

A educação formal desempenha um papel essencial nesse processo. É nela que se constroem as bases teóricas, o pensamento estruturado e a capacidade de análise crítica. Mais do que transmitir conteúdos, a formação acadêmica ensina a aprender, a questionar e a organizar ideias — competências indispensáveis para quem deseja atuar de forma estratégica em um mercado cada vez mais complexo.

Então, meu caro, não caia de modo algum naquela conversa falsa, mentirosa e vazia de que não vale a pena cursar o ensino superior.

No entanto, limitar o aprendizado ao ambiente formal é insuficiente. A dinâmica da comunicação contemporânea exige um olhar atento e curioso para o mundo. Novas linguagens, plataformas e comportamentos de consumo surgem continuamente, e acompanhar essas transformações é parte do ofício. Nesse sentido, o aprendizado contínuo deixa de ser um diferencial e passa a ser uma necessidade.

Ser um bom profissional de comunicação e marketing vai muito além de dominar ferramentas ou seguir tendências. Envolve interpretar contextos, compreender pessoas, identificar oportunidades e criar conexões relevantes. E tudo isso está diretamente ligado ao repertório que se constrói ao longo do tempo — um repertório alimentado por estudo, observação e experiência.

A ideia de aprender ao longo da vida, portanto, não é apenas um conceito inspirador, mas uma prática essencial. Ler, pesquisar, trocar experiências e se manter aberto a novas perspectivas são atitudes que ampliam horizontes e fortalecem a atuação profissional. Em um mercado que valoriza inovação, a capacidade de aprender continuamente se torna um dos maiores diferenciais competitivos.

Neste Dia da Educação, a reflexão que se impõe é simples, mas poderosa: o conhecimento é a base de tudo. Talento pode abrir portas, e a prática pode aperfeiçoar habilidades, mas é o conhecimento que sustenta trajetórias sólidas e consistentes. Investir em educação, em todas as suas formas, é investir no próprio futuro.

Porque, no fim das contas, em meio a tantas mudanças e incertezas, há uma certeza que permanece: nada substitui o conhecimento.