Redes sociais superam TV como principal fonte de notícias e elevam a responsabilidade de influenciadores

Diretor da Viral Nation fala sobre o impacto gerado na Creator Economy após nova pesquisa da Reuters

As redes sociais e plataformas de vídeo se tornaram, pela primeira vez, a principal fonte de acesso a notícias no mundo. Segundo o Digital News Report 2026, do Reuters Institute, 54% dos entrevistados afirmam usar esses canais para se informar, superando a televisão (52%) e os sites ou aplicativos de veículos jornalísticos (51%).

O dado reforça que ambientes antes associados principalmente ao entretenimento, à interação social e ao consumo passaram a ocupar papel central na formação da opinião pública. Devido a essa transformação no comportamento de consumo de informação, criadores de conteúdo e influenciadores deixam de ser apenas amplificadores de tendências e passam a ter influência direta sobre a forma como milhões de pessoas interpretam acontecimentos, marcas, temas sociais e debates públicos. É o que explica Fabio Gonçalves, diretor da Viral Nation e especialista no mercado publicitário, com mais de dez anos de atuação como agente.

“O influenciador trabalha hoje no mesmo ambiente em que grande parte da população se informa. Isso claramente vai mudar o peso daquilo que ele publica. Não digo que todo influenciador agora tem que se portar como jornalista, mas significa que, ao comentar fatos, repercutir notícias ou traduzir assuntos complexos para sua comunidade, ele precisa ter mais critério e checar fontes de maneira extremamente criteriosa. Querendo ou não, ele precisa se responsabilizar ainda mais por tudo que divulga”, afirma.

O relatório reforça a dimensão desse fenômeno. Globalmente, 27% dos entrevistados afirmam receber notícias semanalmente de criadores ou influenciadores focados em notícias, enquanto 46% dizem obter algum tipo de notícia a partir de criadores em geral. O recorte é ainda mais relevante para o mercado de comunicação no Brasil, onde 33% da população consome conteúdo de criadores ou influenciadores focados principalmente em notícias. Os entrevistados veem esses criadores como mais fáceis de entender, mais próximos e mais interessantes do que veículos tradicionais, mas também menos confiáveis e menos imparciais.

Até por isso, segundo Gonçalves, a velocidade das redes sociais não pode se sobrepor à responsabilidade. Em um ecossistema movido por algoritmos, vídeos curtos e conteúdos altamente compartilháveis, uma informação descontextualizada pode ganhar escala rapidamente e influenciar percepções antes mesmo que o público tenha contato com a fonte original.

“Um story já pode moldar opiniões em poucos minutos. Por isso, separar fato de opinião, contextualizar dados e ter cuidado com temas sensíveis deixa de ser apenas uma boa prática. Passa a fazer parte da maturidade profissional de quem vive da sua própria influência”, complementa.

A mudança também impacta a maneira como marcas e agências estruturam campanhas de marketing de influência. O alcance continua relevante, mas passa a dividir espaço com critérios como reputação, coerência no discurso, transparência comercial, histórico de posicionamentos e capacidade do criador de construir confiança com sua audiência.

“Para as marcas, influência não pode ser jamais tratada apenas como mídia. Quando uma empresa se associa a um creator, ela também se aproxima da forma como ele interpreta o mundo e conversa com sua comunidade. Não se trata mais de quantas pessoas aquele influenciador alcança e sim como ele constrói credibilidade. As agências precisam se preparar para uma realidade em que creators também são portas de entrada para informação. Na Viral Nation, olhamos para esse movimento com foco em profissionalização, tendo uma curadoria mais criteriosa, análise de histórico, transparência nas parcerias e orientação para que a velocidade das redes não venha antes da responsabilidade. É nesse sentido que enxergamos a importância de um agente para orientar o criador de conteúdo”, conclui.

Na prática, o avanço das redes sociais como fonte de notícia tende a acelerar a profissionalização do mercado de influência. E as agências terão papel fundamental nessa nova etapa da Creator Economy.

IA já faz parte da rotina de 86,7% dos gestores de tráfego no Brasil, aponta pesquisa

Pesquisa do Reportei mostra avanço acelerado do uso de inteligência artificial em campanhas, relatórios e análise de dados

A inteligência artificial está na rotina da maior parte dos profissionais de tráfego pago no Brasil e deve acelerar a competitividade do setor nos próximos anos. É o que mostra uma pesquisa realizada pelo Reportei, ferramenta brasileira de relatórios e dashboards de marketing, com gestores, donos de agência, freelancers e consultores da área. Segundo o levantamento, 86,7% dos respondentes afirmam utilizar IA frequentemente ou ocasionalmente na gestão de campanhas e 60% acreditam que a tecnologia será o principal fator de impacto sobre o mercado até 2026.

O movimento acontece em um setor formado majoritariamente por operações enxutas. Mais de 81% dos profissionais trabalham sozinhos ou em equipes de até três pessoas, cenário que ajuda a explicar o avanço acelerado de ferramentas de automação e IA como forma de ganho de produtividade.

Entre as aplicações mais comuns da inteligência artificial estão criação de textos persuasivos (85%), geração de ideias para criativos (70%), produção de relatórios (61%), análise de campanhas (56%) e planejamento estratégico (55%). O ChatGPT lidera entre as ferramentas mais utilizadas, citado por 83% dos profissionais, seguido por Claude (66%) e Gemini (53%).

Além da adoção crescente de IA, o mercado também espera um ambiente mais competitivo nos próximos anos. Para 44% dos entrevistados, o setor de tráfego pago estará mais disputado em 2026. Apenas 7% acreditam na saturação do mercado.

Os dados sugerem uma mudança no perfil esperado dos profissionais da área. Nas respostas abertas da pesquisa, os temas mais citados como habilidades importantes para os próximos anos foram visão estratégica de negócio, capacidade de interpretar dados, integração de IA aos processos, comunicação com clientes e adaptabilidade.

Segundo Renan Caixeiro, CMO e cofundador do Reportei, o avanço da IA tende a mudar a dinâmica operacional do mercado. “Atividades que antes tomavam muito tempo, como organizar relatórios, estruturar campanhas ou testar variações de copy, estão ficando mais rápidas com IA. Isso faz com que o cliente passe a esperar mais análise, contexto e direcionamento estratégico do profissional, e não apenas execução técnica”, explica.

Para ele, o impacto da tecnologia deve aumentar a pressão competitiva entre operações menores e profissionais generalistas. “A barreira de entrada operacional tende a diminuir porque as ferramentas estão mais acessíveis. Ao mesmo tempo, eleva a exigência sobre a capacidade de interpretar dados, entender o negócio do cliente e tomar decisões mais estratégicas. E esse movimento também impacta o mercado. No Reportei, por exemplo, vimos uma demanda crescente por integrações com ferramentas de IA, o que levou a criação de um MCP para permitir acesso contextualizado aos dados e automação de análises”, diz Renan.

Ardagh e PIT São José dos Campos abrem programa de inovação com aporte de até US$ 27 mil por projeto

O Ardagh Open Innovation visa conectar startups, empresas, universidades e institutos de pesquisa para o desenvolvimento de novas soluções no setor de embalagens de alumínio. As inscrições são gratuitas e seguem até 20 de julho.

A Ardagh Metal Packaging, em parceria com o PIT – Parque de Inovação Tecnológica São José dos Campos (SP), anuncia a abertura das inscrições para o programa Ardagh Open Innovation. A iniciativa tem como objetivo prospectar, selecionar e apoiar o desenvolvimento de Provas de Conceito (PoCs) voltadas à solução de desafios estratégicos da indústria.

O programa busca conectar startups, empresas, universidades e institutos de pesquisa, incentivando o desenvolvimento de soluções que contribuam para a eficiência operacional, a qualidade dos processos e a sustentabilidade na produção de embalagens de alumínio.

O PIT atua como articulador entre grandes empresas e o ecossistema de inovação. “Programas como este fortalecem a conexão entre demandas reais da indústria e soluções desenvolvidas por startups e centros de pesquisa”, ressalta o vice-presidente de Negócios do PIT, Marcelo Nunes.

Nesta edição, o Ardagh Open Innovation apresenta três desafios principais:

Desafio 1: Como aprimorar a inspeção de latas e paletes por meio de sistemas de visão, apoiando os operadores, aumentando a confiabilidade do processo e reduzindo riscos operacionais?

Desafio 2: Como desenvolver um sistema inteligente para monitorar, correlacionar e otimizar os processos de lubrificação e lavagem de latas, bem como seus impactos no tratamento de efluentes, visando reduzir o consumo de insumos, melhorar a performance e elevar a qualidade do produto?

Desafio 3: Como desenvolver um sistema inteligente para otimizar a secagem e a cura de verniz em fornos industriais, garantindo maior eficiência energética, redução de defeitos de qualidade e melhoria da produtividade?

Confira mais informações sobre cada desafio no site do programa.

O programa será conduzido em etapas que incluem seleção, entrevistas, Pitch Day, imersão e experimentação das soluções, culminando em um Demo Day, quando os participantes apresentarão os resultados das Provas de Conceito a um comitê formado por especialistas da Ardagh e do PIT.

As propostas selecionadas terão acesso à infraestrutura da Ardagh, mentorias técnicas e de negócios, além da possibilidade de futuras parcerias comerciais. O programa também prevê aporte financeiro de até US$ 27 mil por projeto, conforme o desafio e a proposta apresentados.

A jornada terá início em julho, com a fase de avaliação das propostas, seguida por entrevistas e Pitch Day em agosto. As Provas de Conceito começam a partir de 15 de setembro, com apresentação dos resultados prevista para janeiro de 2027.

Quem pode participar

Podem se inscrever startups, empresas, universidades e institutos de pesquisa, nacionais ou internacionais, com pelo menos um ano de existência e estrutura técnico-operacional mínima. Também são aceitas propostas conjuntas entre organizações.

As inscrições seguem até 20 de julho e devem ser realizadas por meio da plataforma on-line disponível no site do programa. Confira o edital completo. A participação é gratuita.

Dúvidas podem ser esclarecidas pelo telefone (12) 3878-9500 ou pelo e-mail inovacaoaberta@pitsjc.org.br.

Está chegando o CAFÉS SP – Ciência e Tecnologia em Debate

No dia 18 de junho, o PIT receberá produtores, especialistas e entusiastas para um encontro dedicado à cultura cafeeira, reunindo conhecimento, inovação, tecnologia e conexões em uma programação diversificada.

Ao longo do evento, vamos explorar temas que passam pela história do café no Vale do Paraíba, os desafios e oportunidades do setor, as novas tecnologias aplicadas à produção cafeeira e as tendências que estão transformando o mercado.

Para enriquecer ainda mais a experiência, o CAFÉS SP contará com a presença de produtores paulistas comercializando cafés especiais. Será uma oportunidade única para conhecer diferentes origens e perfis sensoriais, conversar diretamente com quem produz e levar para casa um pouco da excelência e da diversidade da cafeicultura paulista.

Confira abaixo a programação completa:

Serviço

CAFÉS SP – Ciência e Tecnologia em Debate
18 de junho de 2026
Das 08h às 18h30
PIT – Parque de Inovação Tecnológica São José dos Campos
Estr. Dr. Altino Bondesan, 500 – Eugênio de Melo, São José dos Campos

Inscrições por aqui