Ardagh e PIT São José dos Campos abrem programa de inovação com aporte de até US$ 27 mil por projeto

O Ardagh Open Innovation visa conectar startups, empresas, universidades e institutos de pesquisa para o desenvolvimento de novas soluções no setor de embalagens de alumínio. As inscrições são gratuitas e seguem até 20 de julho.

A Ardagh Metal Packaging, em parceria com o PIT – Parque de Inovação Tecnológica São José dos Campos (SP), anuncia a abertura das inscrições para o programa Ardagh Open Innovation. A iniciativa tem como objetivo prospectar, selecionar e apoiar o desenvolvimento de Provas de Conceito (PoCs) voltadas à solução de desafios estratégicos da indústria.

O programa busca conectar startups, empresas, universidades e institutos de pesquisa, incentivando o desenvolvimento de soluções que contribuam para a eficiência operacional, a qualidade dos processos e a sustentabilidade na produção de embalagens de alumínio.

O PIT atua como articulador entre grandes empresas e o ecossistema de inovação. “Programas como este fortalecem a conexão entre demandas reais da indústria e soluções desenvolvidas por startups e centros de pesquisa”, ressalta o vice-presidente de Negócios do PIT, Marcelo Nunes.

Nesta edição, o Ardagh Open Innovation apresenta três desafios principais:

Desafio 1: Como aprimorar a inspeção de latas e paletes por meio de sistemas de visão, apoiando os operadores, aumentando a confiabilidade do processo e reduzindo riscos operacionais?

Desafio 2: Como desenvolver um sistema inteligente para monitorar, correlacionar e otimizar os processos de lubrificação e lavagem de latas, bem como seus impactos no tratamento de efluentes, visando reduzir o consumo de insumos, melhorar a performance e elevar a qualidade do produto?

Desafio 3: Como desenvolver um sistema inteligente para otimizar a secagem e a cura de verniz em fornos industriais, garantindo maior eficiência energética, redução de defeitos de qualidade e melhoria da produtividade?

Confira mais informações sobre cada desafio no site do programa.

O programa será conduzido em etapas que incluem seleção, entrevistas, Pitch Day, imersão e experimentação das soluções, culminando em um Demo Day, quando os participantes apresentarão os resultados das Provas de Conceito a um comitê formado por especialistas da Ardagh e do PIT.

As propostas selecionadas terão acesso à infraestrutura da Ardagh, mentorias técnicas e de negócios, além da possibilidade de futuras parcerias comerciais. O programa também prevê aporte financeiro de até US$ 27 mil por projeto, conforme o desafio e a proposta apresentados.

A jornada terá início em julho, com a fase de avaliação das propostas, seguida por entrevistas e Pitch Day em agosto. As Provas de Conceito começam a partir de 15 de setembro, com apresentação dos resultados prevista para janeiro de 2027.

Quem pode participar

Podem se inscrever startups, empresas, universidades e institutos de pesquisa, nacionais ou internacionais, com pelo menos um ano de existência e estrutura técnico-operacional mínima. Também são aceitas propostas conjuntas entre organizações.

As inscrições seguem até 20 de julho e devem ser realizadas por meio da plataforma on-line disponível no site do programa. Confira o edital completo. A participação é gratuita.

Dúvidas podem ser esclarecidas pelo telefone (12) 3878-9500 ou pelo e-mail inovacaoaberta@pitsjc.org.br.

Mercado criativo: 3º ProConecta Summit chega ao PIT São José dos Campos em junho

Edição 2025

O ProConecta Summit 2026 vai reunir especialistas para debater as principais tendências em marketing, audiovisual, comunicação, tecnologia, economia criativa, empreendedorismo, inovação e muito mais; um dia inteiro de imersão em conhecimento, networking e conexões estratégicas

São José dos Campos recebe, no próximo dia 10 de junho, a terceira edição do ProConecta Summit — evento voltado à inovação, comunicação e economia criativa. Realizado no PIT – Parque de Inovação Tecnológica, das 7h30 às 18h30, o encontro terá como tema central “Futuro criativo agora: inovação, território e experiência”. Inscrições antecipadas.

Promovido pela Proimagem Eventos, o ProConecta Summit chega à sua terceira edição com a proposta de ampliar conhecimentos, proporcionar experiências imersivas e estimular conexões estratégicas entre profissionais, empreendedores, estudantes e especialistas de diferentes áreas. Ao todo, serão mais de 20 speakers renomados, entre palestrantes e mediadores dos cenários regional e nacional.

A programação contará com painéis, talks e workshops práticos voltados às principais tendências do mercado, como inovação, tecnologia, marketing, comunicação, audiovisual, streaming, design, experiências, economia criativa, empreendedorismo, turismo e inteligência artificial. As novidades podem ser acompanhadas pelo insta @proconectasummit.

Segundo a diretora executiva da Proimagem Eventos, Renata Sant’Anna, o objetivo do encontro é fortalecer a economia criativa, disseminar conteúdo relevante com especialistas altamente qualificados e valorizar o ecossistema regional. “Será um dia inteiro para respirar comunicação, criatividade e cultura em um ambiente pensado para gerar conexões reais, ideias aplicáveis e oportunidades concretas”, destaca.

Criatividade e inovação – De acordo com Renata Sant’Anna, o ProConecta retorna ao PIT com a expectativa de repetir o sucesso das edições anteriores, oferecendo um ambiente criativo, inovador e alinhado aos principais insights do SXSW (South by Southwest), tradicional festival internacional de música, cinema, tecnologia e cultura interativa realizado anualmente em Austin, no Texas (EUA).

O conteúdo será dividido em quatro trilhas principais: Experiência, Comunicação, Audiovisual e Negócios Criativos. Os participantes poderão circular livremente entre as trilhas ao longo do dia. Haverá emissão de certificados.

Speakers confirmados – Confira alguns dos speakers que farão parte do 3º ProConecta Summit:

  • Bruno Martignago — Designer na Dell, com atuação em inteligência artificial e experiência digital;
  • Elaine Masciarelli — Especialista em turismo cultural e território;
  • Flávio Gurgel do Amaral (Mutato/WPP) — Diretor de Estratégia da Mutato;
  • Liliane Ferrari — Referência nacional em marketing digital;
  • Marcelo Teixeira — Ex-Head Designer da Embraer;
  • Mariane Cara — Estrategista cultural e doutora em Semiótica;
  • Marília Pasculli — Curadora de arte digital do SESI/SP;
  • Patricia Sant’Anna — Fundadora da Tendere, doutora em História da Arte e especialista em economia criativa;
  • Renata Sant’Anna — Fundadora da Proimagem Eventos, com mais de 20 anos de experiência em projetos para marcas como PIT, DCTA, Embraer, Boeing e Ambev.

Saiba como participar – As inscrições e compra de ingressos para o 3º ProConecta Summit podem ser feitas antecipadamente pela plataforma Sympla. As vagas são limitadas.

O evento é realizado pela Proimagem Eventos, com apoio do Grupo Proimagem, PIT São José dos Campos, Tendere, Assecre, Sincomercio e Record Vale.

Serviço
3º ProConecta Summit

Data: 10 de junho
Horário: das 7h30 às 18h30
Local: PIT – Parque de Inovação Tecnológica de São José dos Campos
Estrada Doutor Altino Bondensan, 500 – Eugênio de Melo – São José dos Campos/SP
Informações: (12) 99193-2764 (whats) ou @proconectasummit
Inscrições e ingressos: Sympla

O futuro do marketing já chegou. E ele muda todos os dias.

Por Josué Brazil (com apoio de IA)

Hoje comemoramos o Dia do Profissional de Marketing. Vale a questão então: que cenário e que desafios este profissional tem que encarar em seu dia a dia? Vamos tratar de algumas questões ligadas a essa pergunta.

Em um cenário marcado por transformações constantes, o profissional de marketing ocupa hoje uma posição cada vez mais estratégica dentro das organizações. Muito além da criação de campanhas e ações promocionais, sua atuação envolve análise de comportamento, interpretação de dados, construção de relacionamentos e desenvolvimento de experiências relevantes para consumidores cada vez mais exigentes e conectados. O marketing contemporâneo exige rapidez, adaptação e, principalmente, capacidade de compreender pessoas.

Um dos principais desafios atuais está relacionado ao excesso de informação. Nunca houve tanta disputa pela atenção do público. Redes sociais, plataformas digitais, influenciadores, anúncios personalizados e conteúdos em tempo real criaram um ambiente em que marcas competem por segundos de atenção. Segundo o World Economic Forum, a economia da atenção tornou-se um dos fatores centrais da comunicação contemporânea, exigindo das empresas mensagens mais relevantes, humanas e contextualizadas.

Outro ponto decisivo é a velocidade das mudanças tecnológicas. Ferramentas de automação, inteligência artificial, análise preditiva e plataformas de dados passaram a fazer parte da rotina do marketing. De acordo com a Deloitte, empresas que conseguem integrar tecnologia e experiência do consumidor tendem a construir relações mais fortes e sustentáveis com seus públicos. Nesse contexto, o profissional de marketing precisa desenvolver competências técnicas sem perder a sensibilidade criativa e estratégica.

Além da tecnologia, há também um consumidor mais consciente e criterioso. Hoje, marcas são observadas não apenas pelos produtos que oferecem, mas pelos valores que representam. Questões relacionadas à sustentabilidade, diversidade, transparência e posicionamento social passaram a influenciar decisões de compra. Segundo a Kantar, consumidores tendem a criar conexões mais profundas com marcas que demonstram propósito e coerência em suas ações.

Outro desafio importante envolve a análise de dados. O marketing atual produz uma quantidade gigantesca de informações, mas transformar dados em decisões inteligentes continua sendo uma tarefa complexa. Métricas, indicadores de desempenho, comportamento digital e monitoramento de tendências passaram a orientar estratégias em tempo real. O profissional da área precisa interpretar números sem perder de vista aquilo que é essencial: o comportamento humano por trás dos dados.

Também cresce a pressão por resultados imediatos. Em muitos contextos, campanhas precisam apresentar desempenho rápido e mensurável, o que aumenta a cobrança sobre equipes de marketing. Ao mesmo tempo, construir marca, reputação e relacionamento continua sendo um trabalho de médio e longo prazo. Equilibrar performance e construção de valor tornou-se uma das habilidades mais importantes da profissão.

Mesmo diante de tantos desafios, o marketing continua sendo uma área movida por criatividade, observação e inovação. Em um ambiente cada vez mais automatizado, ideias originais e conexões humanas autênticas ganham ainda mais relevância. O profissional de marketing contemporâneo precisa unir análise e sensibilidade, estratégia e criatividade, tecnologia e empatia.

Celebrar o Dia do Profissional de Marketing é reconhecer a importância de quem transforma informações em estratégias, tendências em oportunidades e comunicação em relacionamento. Mais do que vender produtos, esse profissional ajuda marcas a construírem significado em um mundo cada vez mais dinâmico, competitivo e conectado.

A força do independente em um mercado em transformação

Imagem gerada pela IA do Canva

Por Fabio Tramontano*

Como sócio de uma agência independente e alguém que já fundou três agências e vive esse mercado há duas décadas, eu tenho acompanhado de perto uma mudança estrutural bem clara no setor de comunicação no Brasil. E não é só sobre crescimento de números. O que está acontecendo é uma transformação real na forma como o mercado funciona: como as decisões são tomadas, como as relações se constroem e como clientes, agências, veículos e produtoras se conectam no dia a dia.

Os números ajudam a dimensionar esse cenário. Em 2024, o mercado brasileiro movimentou R$ 26,3 bilhões em compra de mídia, com crescimento de 12,17% em relação ao ano anterior. Considerando o setor como um todo, estamos falando de algo em torno de R$ 88 bilhões. Ao mesmo tempo, entre 2020 e 2023, surgiram mais de 6.500 novas agências, levando o Brasil a cerca de 22.600 empresas ativas em comunicação. E um dado chama atenção: aproximadamente 93% dessas empresas são pequenas e médias agências, ou seja, o motor desse ecossistema está justamente no independente.

Esse contexto revela algo maior do que um movimento pontual. A publicidade brasileira está passando por uma descentralização de verdade. O crescimento do número de boutiques e independentes, a força de iniciativas como o Círculo das Agências Independentes e até a presença cada vez mais frequente dessas agências em painéis e discussões internacionais, como em Cannes, não são coincidência nem efeito colateral. São consequência direta dessa nova dinâmica que vem se consolidando.

É claro que o mercado está desafiador. A complexidade do ecossistema aumentou. São mais canais, mais dados, mais tecnologia e menos tempo para decidir. A pressão por eficiência e resultados mensuráveis também cresceu, muitas vezes em ciclos curtos demais para o tamanho das ambições das marcas. E, ao mesmo tempo, grandes estruturas seguem operando com modelos engessados, que dificultam respostas rápidas em um cenário cada vez mais instável e volátil. Só que, junto com isso, existem oportunidades muito claras aparecendo para quem sabe ler o momento. As marcas estão buscando parceiros, e não apenas fornecedores. Querem proximidade, visão estratégica, senioridade real na tomada de decisão e velocidade na execução. Quem conseguir equilibrar criatividade, dados e relacionamento humano tende a aproveitar bem essa fase.

É aí que as agências independentes ganham ainda mais relevância. Coisas que, por muito tempo, foram tratadas como “tradicionais”, como proximidade, senioridade e agilidade, voltaram a ser diferenciais estratégicos. A proximidade porque o cliente fala com quem decide, sem camadas excessivas, nem filtros políticos. A senioridade porque os sócios, de fato, estão envolvidos no dia a dia do trabalho e não apenas aparecendo no discurso comercial. E a agilidade porque as decisões acontecem na mesa, e não em comitês globais, fluxos intermináveis ou calls que não acabam. Esse tripé é mais natural em estruturas independentes porque a tomada de decisão está concentrada em quem está na linha de frente, e não diluída dentro de um grupo multinacional que, muitas vezes, responde a interesses distantes da realidade local.

No campo criativo, isso também faz diferença. Agências independentes costumam operar com menos ruído interno e mais foco no problema real do cliente, o que abre espaço para experimentação, risco calculado e soluções menos padronizadas. E a inovação, nesse cenário, não está só em tecnologia de ponta ou ferramentas mirabolantes. Ela aparece principalmente na capacidade de conectar estratégia, cultura e execução com leitura fina do comportamento local, sem perder de vista o que realmente gera impacto no negócio. Muitas boutiques brasileiras têm se destacado justamente por isso: ideias simples, bem executadas e com resultado concreto. Não por acaso, campanhas independentes vêm ganhando espaço em premiações e, mais importante ainda, mostrando consistência para marcas de médio e grande porte.

Para o cliente, os ganhos são bem práticos. Existe mais atenção e personalização, menos perda de contexto entre briefing e entrega, mais coerência estratégica no longo prazo e relações mais transparentes com veículos e produtoras. E ainda tem um ponto de risco que muita gente ignora: a dependência de estruturas gigantes, onde contas podem ser redistribuídas, fundidas ou deslocadas sem que o anunciante tenha controle sobre isso.

O caso recente da Omnicom, com redistribuição de contas e reorganização de marcas, agências e lideranças, escancarou essa lógica. Em grandes grupos, decisões estratégicas frequentemente seguem uma lógica financeira e global, que nem sempre está alinhada às necessidades específicas de cada marca. Para os clientes, isso pode significar perda de histórico, troca de equipe, mudança de cultura criativa e até conflitos de interesse. O peso que cada conta passa a ter dentro dessa nova configuração do grupo nem sempre corresponde à sua importância estratégica para o anunciante. E isso, na prática, reforça o valor do independente: relações mais estáveis, visão de longo prazo e menos exposição a decisões corporativas que não consideram o impacto direto no negócio do cliente.

No fim das contas, o mercado publicitário brasileiro está mais pulverizado, mais diverso e, de certa forma, mais humano. Em meio à automação, tecnologia e escala, cresce o valor das relações próximas, de decisões rápidas e de liderança presente. As agências independentes deixaram de ser só uma alternativa e passaram a ser, cada vez mais, uma resposta natural ao que o mercado exige hoje. Valorizar esse movimento é fortalecer um ecossistema mais equilibrado, criativo e sustentável para clientes, profissionais, veículos e produtoras. Talvez a maior inovação desse momento seja justamente uma bem simples: voltar a colocar as pessoas e não apenas os processos no centro das decisões.

*Fabio Tramontano é sócio e cofundador da W+E, agência independente e full service focada em construção e posicionamento estratégico de marcas, que nasceu em 2022 para otimizar processos, livre de burocracias e compreendendo a alta performance da comunicação como resultado da proximidade dos sócios com os clientes, desde a estratégia até a execução.