Mensagem da CES para o setor de marketing: diferencial está na tecnologia que usa inteligência construída com dados próprios

Por Luciana Miranda*

A edição 2026 da Consumer Electronics Show (CES), considerada a mais importante convenção de tecnologia do mundo, reforçou uma tendência que o marketing já vinha enfrentando nos bastidores: tecnologia sem inteligência proprietária não sustenta vantagem competitiva para as martechs.

Mais do que lançar ferramentas ou acelerar processos, a inovação que realmente importa é aquela construída sobre dados próprios, capazes de gerar respostas rápidas, decisões mais precisas e uma relação consistente com o cliente.

Isso porque o cenário atual do marketing nos mostra que, ao mesmo tempo que há uma enormidade de ferramentas à disposição, nunca foi tão caro e complexo justificar o Retorno sobre o Investimento (ROI).

O Custo de Aquisição de Clientes (CAC) está aumentando rapidamente, enquanto o rendimento da mídia tradicional sofre com a saturação. Ou seja: muitas decisões ainda continuam baseadas em dados de plataformas externas (como redes sociais e provedores de mídia), e não na interação direta e real entre marca e cliente.

O resultado é um ciclo onde se paga por alcance em vez de inteligência de mercado.

O que é martech e qual a sua importância?

Para reverter essa dinâmica, é imperativo dominar o conceito de martech, que significa a convergência entre marketing e tecnologia.

Sua atuação constrói um ecossistema robusto, no qual as ferramentas de automação, análise e relacionamento trabalham em sincronia para transformar dados brutos de interação em decisões coordenadas. Os insights gerados são acionáveis e, principalmente, alinhados com a expectativa do público-alvo.

Três pilares da CES que interessam diretamente ao marketing brasileiro

Os dados validados pela CES apontam para três pilares que devem conduzir a pauta das martechs:

1. Maturidade da Inteligência Artificial (IA): de acordo com análise da Kantar, a IA deve ser posicionada como diferencial de infraestrutura ao sair do campo experimental e entrar no centro da operação de marketing, especialmente na leitura de comportamento.

Considero essencial que a IA seja utilizada com maturidade que priorize a fluidez da experiência e comprove que resolver problemas do cliente com simplicidade é o novo parâmetro de avaliação para vantagem em longo prazo.

2. Inovação que o cliente sente: a Bain & Company destacou que as empresas têm oito vezes mais chances de utilizar tecnologias personalizáveis impulsionadas por IA, ajustando ações em tempo real conforme a demanda.

Considero essencial fazer da IA um instrumento de personalização contextual no ciclo de relacionamento, a partir de uma base sólida de dados próprios (first-party data) e processos bem definidos.

Caso contrário, ela representa apenas velocidade baseada em informações de terceiros.

3. Medição contínua de resultados: uma pesquisa da Deloitte indicou a crescente necessidade de transformar mensuração em sistema contínuo de feedback. Nesse contexto, as empresas obtêm alto desempenho majoritariamente quando organizam o tripé “dados, processos e governança” antes de investir na escalabilidade da automação.

Considero essencial que as martechs deem importância à transição da cultura de “relatórios de retrospectiva” para a cultura de “sistemas de feedback contínuo” rumo à otimizar o uso das verbas e ampliar a criatividade.

Etapas para confirmar o triunfo da IA sobre a mídia

Um erro comum é acreditar que a IA, por si só, resolverá gargalos operacionais do marketing, sem analisar o ponto de vista financeiro.

Para reverter o cenário de altos custos e transformá-lo em lucros, é necessário:

  • Governança em first-party data: mapear eventos críticos de interação (visitas, cliques e transações), utilizando políticas claras de consentimento e rastreamento para garantir qualidade e conformidade.
  • Base única de dados: integrar canais de venda, histórico do Gerenciamento do
  • Relacionamento com Cliente (CRM) e dados de atendimento em um repositório central, evitando réplicas não sincronizadas que criem decisões conflitantes entre times.
  • Novos indicadores de desempenho (KPIs): medir impacto real, em vez de apenas impressões e cliques, por meio de métricas de retenção, recorrência e Valor do Tempo de Vida (LTV).

A partir dessas etapas, a CES deixou claro que, se o objetivo é reduzir CAC e garantir previsibilidade no marketing, a resposta passa por analisar a operação sob a perspectiva do cliente: algo que deveria ser ponto de partida, mas que muitas vezes se torna secundário, especialmente quando o foco se desloca para dados de plataformas externas, e não para a inteligência construída a partir de dados próprios.

Portanto, eficiência operacional com hiperpersonalização é a união ideal para o sucesso das martechs. Consequentemente, o retorno virá da inteligência construída em uma estratégia sólida de crescimento.

*Luciana Miranda é COO e CMO da AP Digital Services

Estão abertas as inscrições para o Fest’Ideias 2026, festival de criatividade do Vale do Paraíba

A criatividade já tem data marcada para ocupar o centro do debate no Vale do Paraíba.

Estão oficialmente abertas as inscrições para o Fest’Ideias 2026 – Festival de Criatividade do Vale do Paraíba, promovido pela APP Vale (Associação dos Profissionais de Propaganda do Vale).

A terceira edição do evento será realizada no dia 28 de março de 2026 (sábado), das 8h às 18h, no Departamento de Arquitetura da Universidade de Taubaté (UNITAU), em Taubaté (SP). A expectativa é reunir cerca de 100 participantes entre estudantes universitários, artistas, profissionais de agências, empresas, startups e interessados no universo criativo.

Tema 2026: A Criatividade Artesanal

Com o conceito “A Criatividade Artesanal”, o Fest’Ideias 2026 propõe uma reflexão sobre a essência do processo criativo em tempos de transformação tecnológica. A proposta é valorizar o olhar humano, o gesto que cria, a sensibilidade, o repertório e a experiência individual como elementos centrais da inovação.

Em um cenário marcado pelo avanço da inteligência artificial e da automação, o festival reforça a tecnologia como ferramenta — e não como essência — destacando que a criatividade nasce da vivência, da experimentação e da capacidade humana de atribuir significado.

Programação e histórico

A programação contará com palestras e painéis sobre temas como Fotografia, Artes Visuais, Influenciadores, Meditação Criativa, Criação Publicitária, Economia Criativa, processos criativos, cases premiados, inspirações, desafios do mercado e o futuro da criação.

A primeira edição do Fest’Ideias foi realizada em junho de 2024, no Parque Vicentina Aranha, em São José dos Campos, reunindo cerca de 90 participantes. A segunda edição ocorreu em junho de 2025, em Caçapava, com aproximadamente 80 inscritos.

O evento consolida-se como um espaço regional de conexão, atualização profissional e fortalecimento do ecossistema criativo do Vale do Paraíba.

Serviço

Evento: Fest’Ideias 2026 – Festival de Criatividade do Vale do Paraíba
Data: 28 de março de 2026
Horário: 8h às 18h
Local: Departamento de Arquitetura da Universidade de Taubaté (UNITAU) – Taubaté (SP)
Realização: APP Vale
Inscrições por aqui

O Fest’Ideias 2026 reafirma seu propósito de transformar o Vale do Paraíba em palco de ideias, conexões e protagonismo criativo, fortalecendo a cultura da inovação com identidade regional e visão de futuro.

Um ano de consolidação: grandes eventos movimentam a economia e o turismo de São José dos Campos em 2025

Agenda de shows e iniciativas tradicionais como Festidança, Festivale, Revelando SP e Mais Gastronomia mostram a força do lazer e da cultura no turismo da cidade

O público de São José dos Campos e região comprovou em 2025 que a cidade é um polo consolidado de grandes eventos, que oferecem lazer e cultura, movimentando a economia e o turismo. Das Folias de Reis de janeiro às Caravanas do Natal Iluminado em dezembro, foi um ano com atrações para todos os gostos.

Esportes e encontros voltados à inovação e tecnologia também se destacam no calendário da cidade. “Um calendário de eventos tão diversificado impulsiona a economia, fortalece a cultura local e ajuda a promover a cidade como um destino turístico atrativo. São José tem uma infraestrutura diferenciada e oferece experiências únicas para públicos variados, o que a torna um polo regional de entretenimento”, afirma Maurício Guisard, presidente do Destination SJC.

Retrospectiva 2025

O Festivale (Festival Nacional de Teatro do Vale do Paraíba) chegou a 39ª edição com 50 espetáculos de cinco estados, entre eles 26 selecionados entre 319 inscritos, além de oficinas e ações formativas. O evento contou com a presença de nomes de peso como os atores Othon Bastos – que aos 92 anos interpretou seu primeiro monólogo, escrito e dirigido por Flávio Marinho – e Dan Stulbach, protagonista de “O Mercador de Veneza”, clássico de William Shakespeare. Com mais de 500 profissionais atuando nos bastidores e público de cerca de 30 mil espetadores, forma dez dias de celebração às artes cênicas.

Com 186 coreografias de 18 cidades brasileiras, a 35ª edição do Festidança, um dos maiores festivais de dança do país, teve a volta ao formato competitivo, com o objetivo de incentivar a criação coreográfica e o intercâmbio cultural profissionais de todo o território nacional. Dez espaços públicos receberam as atividades, do clássico até o contemporâneo e o urbano, com destaque para espetáculos do Ballet Stagium, da Curitiba Cia de Dança e da Cia de Dança de São José dos Campos.

Em junho, a 7ª edição do Festival Mais Gastronomia registrou recorde de público, com 51.140 visitantes no Parque Vicentina Aranha, consolidando o festival como um dos maiores eventos culturais e gastronômicos do interior paulista. Foram seis dias com dezenas de atrações culturais e sabores de 38 operações gastronômicas.

Música

Nomes de destaque da música nacional, como Zeca Pagodinho, Zé Ramalho, Barão Vermelho, Belo, Alexandre Pires, Biquini Cavadão, Ira!, Pitty, Alok, André Frateschi, Dado Villa-Lobos, Olodum, Jorge & Mateus, Paulo Ricardo, Capital Inicial e Engenheiros do Hawaii passaram pelos palcos do Sesc, Sesi, Farma Conde Arena, Vale Rodeio e Palácio Sunset.

O Festival Sesc Jazz voltou à cidade com Luedji Luna, Alaíde Costa, e as atrações internacionais Tigran Hamasyan, Alogte Oho and His Sounds of Joy e Sélène Saint-Aimé. O público de São José teve a oportunidade de assistir a um dos últimos shows de Lô Borges, falecido em novembro, na Festa do Mineiro, podendo reverenciar o ícone do Clube da Esquina.

O Parque da Cidade recebeu o Revelando SP, dentro da programação de aniversário dos 258 anos de São José dos Campos, que teve como ponto alto da festa o show de Renato Teixeira. Maior evento de valorização das culturas tradicionais paulistas, o Revelando SP reúne 162 participantes de 77 municípios e 13 regiões do estado, com representações em artesanato, culinária e manifestações culturais. Balanço da prefeitura indicou um público de 130 mil pessoas nos quatro dias de atividades, um aumento de mais de 30% em relação à edição de 2024.

 

A dobradinha literatura e música foi destaque em dois eventos tradicionais: a 4ª edição do festival Elos da Língua, em São Francisco Xavier, reuniu o vencedor do Prêmio Jabuti Jeferson Tenório, Xico Sá, Juca Kfouri, as cantoras Monica Salmaso e Ceumar, e o músico André Mehrami, enquanto a 11ª Flim (Festa Literomusical) focou na literatura infantojuvenil, na formação de leitores e na valorização da produção local.

Esporte

As corridas de rua conquistam cada vez mais adeptos, de dentro e fora da cidade. Em 2025, a prefeitura promoveu a 1ª Maratona de São José, com a participação de mais de 4.000 atletas de três países, 20 estados e 164 municípios. Outras 23 provas completaram a agenda de 2025, que se encerra com a Corrida da Virada Joseense, em 31 de dezembro.

Além disso, equipamentos esportivos como a Farma Conde Arena, Teatrão, Martins Pereira e Linneu de Moura receberam algumas das principais equipes profissionais do país em disputas de basquete, vôlei, futsal e futebol.

Inovação e tecnologia

O PIT (Parque de Inovação Tecnológica) de São José dos Campos sediou o Tech Valley Summit, a Innovation Week e o Summit Mulheres que Inovam, com debates sobre tecnologia 4.0, inovação, empreendedorismo e desenvolvimento regional.

A Semana de Design DWalk, Construvale, Expo Turismo, Expo Comics, SAE Brasil AeroDesign e Vale Ink Tatoo são outros exemplos da variedade de eventos que movimentaram a cidade durante o ano.

Sobre o Destination SJC

O Destination São José dos Campos é uma entidade sem fins lucrativos que trabalha para ampliar o volume de negócios e o mercado turístico na cidade por meio da realização de eventos e do apoio aos associados do setor, promovendo a melhoria dos serviços e atendimento aos visitantes. Como Convention & Visitors Bureau de São José dos Campos, congrega associados que representam segmentos dos setores hoteleiro e gastronômico, de comunicação e marketing, tecnologia da informação, comércio e imobiliário. O Destination São José dos Campos tem como objetivo aumentar o fluxo de visitantes e seu tempo de estadia na cidade, organizando, promovendo e apoiando ações, produtos e serviços turísticos em São José dos Campos e região, como o Mais Gastronomia – um dos mais celebrados festivais gastronômicos da cidade.

Fonte: CABANA | Filipe Manoukian

Metade das startups brasileiras não sobrevivem aos desafios

O investidor anjo e mentor empresarial, Luis Namura*, acredita no potencial desse ecossistema e aponta caminhos para o sucesso.

O ecossistema de startups brasileiro cresce em visibilidade, mas ainda enfrenta um desafio estrutural preocupante: metade das startups não sobrevive nos primeiros anos de operação. Segundo dados do Observatório Sebrae Startups, dentre 18.458 startups cadastradas na plataforma Sebrae Startups, 56,56% delas não possuem faturamento no Brasil.

Conhecido como “vale da morte”, esse é o período em que a startup enfrenta dificuldades financeiras, pois ainda não consegue gerar receita suficiente para atingir o ponto de equilíbrio. Ele é marcado por um fluxo de caixa negativo, onde a empresa gasta mais do que recebe, e é uma das principais causas de falha de startups, com dados indicando que 25% das empresas fecham no primeiro ano e 50% até o quarto ano. Esse momento crítico se inicia logo após a criação da empresa e se estende até que ela consiga atingir a lucratividade, ou seja, o ponto de equilíbrio em que as receitas cubram todos os custos operacionais.

O mentor empresarial Luis Namura, em sua participação no Explaining Brazil Podcast sobre Startups na América Latina, gravado durante sua participação no Brazil Summit, em Nova Iorque, destacou os principais desafios para manter de pé o ecossistema, que são a tecnologia, o treinamento de equipes e especialmente a força-tarefa que precisa ser feita para driblar a concorrência. Confira a entrevista na íntegra no link.

Namura é um investidor anjo desde 2015 e acredita que não basta apenas colocar dinheiro em uma startup “É preciso apostar em ideias inovadoras, acreditar nas pessoas certas e agregar valor com conhecimento e experiência. Minha jornada começou de um jeito criativo, mostrando que para entrar no mundo das startups, é preciso mais do que seguir o caminho óbvio. É pensar fora da caixa”, explica.

Pela Lei Complementar nº 182/2021 (Marco Legal das Startups), no Brasil uma empresa pode ser formalmente considerada uma startup se:

● Tiver até 10 anos de inscrição no CNPJ.
● Ter faturamento anual de até R$16 milhões.
● Declarar em seus atos constitutivos a intenção de atuar com inovação.

As startups têm características bem particulares que as diferenciam das demais empresas, como inovação, modelo de negócio escalável, atuação em um ambiente de incertezas, uso intensivo de tecnologia, busca por conhecimento acelerado e financiamento externo.

Apesar dos inúmeros desafios, empresas brasileiras como Nubank e iFood, que começaram como startups, se transformaram em verdadeiras potências. A primeira criou um banco digital que oferece serviços financeiros sem burocracia, cartão de crédito sem anuidade, aplicativo fácil de usar e atendimento digital. Com o crescimento acelerado, tornou-se o maior banco digital independente do mundo e abriu capital na Bolsa de Nova Iorque. Já a outra criou uma plataforma de delivery de comida, que otimiza a logística e facilita os pedidos via app, alçando a liderança no setor em toda América Latina.

“Coincidentemente, o investimento em inovação e tecnologia, associado ao compromisso de atender as necessidades de uma grande parcela da população, foi fator determinante para que essas empresas conquistassem a liderança em seus segmentos de atuação. Novas possibilidades de negócios podem ser criadas a qualquer momento para quem tem um olhar atento às dores dos clientes. E, de repente, torna-se possível avistar uma lacuna aberta onde o concorrente não deu atenção”, finaliza o mentor Luis Namura.

*Sobre Luis Namura:

Luis Namura, CEO do grupo Vitae Brasil, holding com 1200 funcionários em 5 verticais: Educação, Saúde, Meio Ambiente & Energia, Marketplace e Startups. É formado em Engenharia Eletrônica pelo ITA (Instituto Tecnológico de Aeronáutica), uma das mais prestigiadas escolas de engenharia do país, especialista em Marketing e Administração de empresas, com MBA em franchising pela Louisiana State University, MBA em Vendas, Marketing e Geração de Valor pelo Grupo Primo e MBA Macroeconomia & Portfólio Management pelo Grupo Primo (cursando).