Coluna “Discutindo a relação…”

O profissional de propaganda do século 21

O profissional de propaganda deste século não é assim tão diferente do profissional do século anterior.

Ele continua tendo que ter excelente capacidade de expressar idéias, criar e transmitir conceitos e ter pensamento estratégico. Só que agora, ao invés de uma sólida formação cultural, o profissional deve apostar numa flexível formação cultural. Ele deverá ser multiconceitual!

Algumas coisas foram e serão acentuadas: capacidade de adaptação às novas tecnologias, novos usos de antigos meios e novos tipos de clientes. Clientes que nem imaginaríamos existir há duas décadas. A eficácia deverá ser melhor trabalhada ou buscada com mais intensidade. “Cruzar e ir para a área cabecear”? Não! será preciso “saber cruzar”e “saber cabecear”.

É um quase fim do especialista e o aparecimento da era dos generalistas que tenham foco em alguma área mais específica, ou seja, um profissional com domínio de todo o processo publicitário.

E aí você pode perguntar: e o mercado regional? O mercado regional oferece a possibilidade de se tornar um grande mercado. Embora essa conversa pareça antiga, não perco esta convicção. Há, apesar da crise atual, oferta de oportunidades em agências, veículos, fornecedores e até nos clientes (empresas).

Há, regionalmente, diversidade de clientes e oportunidade. Também possuímos muitos cursos superiores e de pós-graduação nas áreas de marketing e comunicação.

Ahhh, mas o mercado regional tem problemas Sim… o mercado regional tem problemas.Há, por exemplo, ainda pouca observância da ética e da regulamentação profissional. Há, também, pouca cultura de comunicação e marketing dos clientes locais/regionais (já vemos alguma evolução neste quesito).E há instabilidade econômica como há hoje em todo o país.

É fato que temos muita oferta de profissionais (um contraponto ao aspecto positivo de termos vários cursos superiores na região) e o mercado ainda não tem capacidade para absorver todo mundo.

Sigo sendo meio poliana e acreditando que o panorama é positivo para este início do século 21 e para a próxima década, principalmente para aqueles que apostarem séria e profundamente em sua formação profissional.

Estes anos 2000 serão daqueles que pensam e transformam pensamento em ação. Ou, como já disse Júlio Ribeiro, o importante é “fazer acontecer”.

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