Do jornalismo ao marketing digital

Ticiane é nossa primeira entrevistada de 2014

O Publicitando retoma as entrevistas com profissionais de comunicação de nossa região. E a primeira entrevista deste ano é com Ticiane Toledo, que atualmente atua na Phocus Interact.

Acompanhe a seguir o que ela tem a dizer. E aproveite!

1 – Fale um pouco de sua trajetória profissional até aqui e como você acabou se interessando e atuando na área digital.

Eu me formei pela UNITAU, em Jornalismo, lá pelos idos de 2009. Durante a universidade, já fui me “metendo” no mercado. O primeiro estágio foi na Supera Comunicação, em 2007, como estagiária na assessoria de imprensa. Em 2008, fiquei na Johnson & Johnson (SJC) como estagiária no setor de Relações da Comunidade, onde considero que mais cresci em pouco tempo, devido às responsabilidades de lidar com projetos sócio-ambientais do Brasil inteiro, em contato direto com a matriz nos EUA. Em 2009, aproveitei o último ano da faculdade para me aventurar na imprensa – afinal, eu estava cursando Jornalismo. Foi quando fui para a Vanguarda e, ao ficar durante um período no VNews ao lado do querido e ultra competente editor Henrique Macedo, me apaixonei pelo digital.

A partir daí, soube do primeiro SMVP, onde tive o primeiro contato com marketing digital, e não parei mais. Lá, me apresentei ao Cássio Rosas (hoje, meu querido amigo) e alguns meses depois eu estava empregada na KMS, como assessora de imprensa novamente. Um dia, conversei com o Cássio sobre a oportunidade de oferecermos serviços em mkt digital e ele me deu carta branca. Então, me matriculei na pós-graduação na FIT (Impacta Tecnologia), em SP, e o que eu ia aprendendo, ia aplicando na agência. E assim o departamento cresceu, e eu consegui minha própria equipe.
Depois, no início de 2013, fui convidada pelo Edu Costa e pelo Bruno Tavares, da Phocus Interact, para fazer na Phocus o mesmo trabalho que fiz na KMS: criar um departamento de conteúdo/monitoramento focado em social media. O projeto foi concluído com sucesso e o projeto já anda com as próprias pernas e com uma equipe dedicada. Hoje, me desliguei das operações do departamento e atuo como Gerente de Novos Negócios.

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Ticiane Toledo, nossa primeira entrevistada de 2014

2 – Sua formação básica é em jornalismo. Como isso afeta e colabora para seu trabalho atual?

Acho que mais contribui do que afeta. Sempre tive facilidade de comunicação, apesar de ser tímida (acredite), e isso me ajudou muito durante minha carreira toda. Seja no atendimento a clientes, prospecção, relacionamento e com a própria equipe. O jornalismo me deu uma visão mais humana do mundo e muito mais crítica também – o que é fundamental para quem trabalha com marketing, afinal, não podemos acreditar em tudo que vemos por aí, sem nem questionar ou refletir. O que me afetou foi o fato de a grade curricular da universidade ter sido limitada ao arroz com feijão do jornalismo. Não vimos matérias comuns ao mercado de comunicação (marketing, estatística e pesquisa, por exemplo) e que jornalistas devem SIM estudar, porque a nossa função não se limita à imprensa apenas. Mas isso não foi problema para mim porque sempre fui curiosa e corri atrás do conhecimento que faltava por conta própria, sempre lendo, perguntando a profissionais mais experientes e fazendo cursos complementares.

3 – Quais suas principais atribuições na Phocus atualmente?

Como Gerente de Novos Negócios, minha responsabilidade é atuar junto com o Bruno Tavares (Diretor de Novos Negócios) e o Eduardo Costa (CEO) na abertura de novos mercados e geração de novos negócios, bem como pelo relacionamento com demais agências, fornecedores e anunciantes.

4 – Muito se discute sobre a comunicação digital e as mídias digitais em nossa região. Que análise você faz? Esse mercado evoluiu e cresceu?

Ainda está em processo de evolução. Falta MUITO para a galera colocar em prática aquilo que vive falando nos eventos e rodinhas de bar. Os discursos são cheios de frases prontas, jargões e ideologias, mas possuem pouca prática, pouca eficiência e pouco resultado de fato. A realidade é mais difícil, o mercado é prostituído (o anunciante pensa que digital é mais barato e as agências não deram um basta nisso, e deu no que deu) e apenas poucos vão se destacar frente à concorrência acirrada que enfrentamos com as outras milhares de agências e profissionais de digital que surgem por aí todo dia – tanto os bons, quanto os medíocres.

5 – Quais as dicas para quem quer atuar no cenário digital?

A minha maior dica para quem quer atuar no mercado digital é: estudar muito, nunca se dar por satisfeito e jamais se deslumbrar.

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