Uma nova visão do Festup

ceciEste ano escalei uma “correspondente especial” para cobrir as palestras que não pude acompanhar no 24° Festup. E o mais interessante: essa pessoa tem um olhar um pouco diferenciado, já que é aluna de jornalismo. Confira, na sequencia, o texto feito pela excelente aspirante a jornalista Cecília Láua, aluna de segundo ano matutino de jornalismo da Unitau.

24º FEST’UP: O OLHAR DE ALGUÉM QUE, MESMO LONGE, ESTÁ BEM PERTO.
POR CECÍLIA LÁUA
Nesse final de semana, 1 e 2 de setembro, aconteceu na FAAP – Faculdade Armando Álvares Penteado, na cidade de São Paulo, a 24ª edição do Festival Universitário de Publicidade organizado pela APP (Associação dos Profissionais de Propaganda), da qual tive o grande prazer em participar. Vocês se perguntam o porquê do interesse de uma aluna de jornalismo por esse evento, assim como tantas pessoas também me questionaram e, bem, confesso que até domingo eu responderia que o motivo da minha ida era “Produção” – sendo que, na verdade, não sabia ao certo a resposta.
No ano passado, como caloura, fiz uma matéria sobre a 23ª FEST’UP que foi publicada no jornal Diário de Taubaté. Lembro-me que para a apuração eu possuía apenas os dados fornecidos pelo site da APP e não me aprofundei muito. Hoje, relendo a matéria depois de ter vivido a experiência – jornalismo gonzo – percebi que poderia ter ido muito além.
Sábado, 01.09.2012
Apesar de termos sofrido com o horário de saída da cidade de Taubaté, às 5h30, fiquei grata por termos chegado tão cedo e conseguido os crachás de cor vermelha, bastante concorridos, visto a qualidade dos palestrantes para aquele auditório. Para quem não sabe, as palestras do FEST’UP são dividas em cores com respectivas salas. O crachá que se pega no sábado, vale também para o de domingo.
A programação para aquele dia contava com a Bullet  em Multiplataformas de Comunicação, a Cubo com Criatividade e Inovaçao, a Agencia África representando Agencias de Comunicação e como Produtoras de Cinema e TV, a Sentimental.
Logo de cara, a Bullet conseguiu conquistar o público com uma apresentação bastante visual, com diversos Cases –  Skol Folia e Ipod no Palito – e macetes para emplacar campanhas de sucesso:
# 1 Quebre a Rotina
#2 Faça seu consumidor se divertir
#3 Use os meios ao seu favor.
Mas, particularmente, o palestrante Aldo Pini conseguiu me conquistar ao fazer um link com a área de jornalismo e assessoria de imprensa – atitude que não aconteceu outro momento.  “Muita informaçao e pouco tempo, as marcas precisam aproveitar cada chance única com o consumidor”, “Marcas não vendem mais idéias, marcas tem que vender narrações verdadeiras, contando de diferentes formas em diferentes meios” – Aldo Pini (aldo@bullet.com.br).
Em seguida, o Matheus Barros discursou pela Cubo de uma maneira diferente, com menos recursos, mas também marcou presença de alguns conceitos como manter uma flexibilidade maior com o cliente. “O céu é o limite, na condição de que você saiba se comunicar bem com o cliente”.
Paramos para almoçar, mas somente quando voltamos ao auditório vermelho nossa fome por conhecimento foi saciada. O palestrante Marcio Santoro (msantoro@africa.com.br), da Agência África, fez uma apresentação encantadora, començando por contar um pouco das suas experiências e dizer que mantém dentro de si – e que todos deveriam fazer o mesmo – um “coração de estagiário”, renovando sempre o desejo de aprender sempre mais. Depois,  uma apresentação sobre a agencia, um holding de propaganda, mostrando as filiais em Rio de Janeiro, New York e San Francisco, dizendo que “O Brasil nunca esteve tao global”. O Marcio conseguiu conquistar a platéia mesmo com os Cases: Budweiser, Vivo (Eduardo e Monica), Itaú, Gilette e Brahma. Só posso dizer que no final da apresentação passou por mim uma vontade de mudar de curso – mas foi embora.
A apresentação da Sentimental Filmes foi mais técnica. Marcos Araujo detalhou organogramas, roteiros e todas as fases de produção – motivo pelo qual eu supostamente teria ido ao evento e que conseguiu suprir e tirar dúvidas restantes.
Domingo, 02.09.2012
No domingo as palestras começaram mais tarde, às 10h, e contamos com Casblanca On Line, Naked e DM9DDB em parceria, Satelite e GLOBO.COM. Posso dizer que foi o dia que mais aproveitei e que mais me tocou profissionalmente.
André Porto Alegre fez um discurso emocionante e enérgico, pela Casablanca, ao falar da Indústria do Diálogo. “Nós estudamos para que as marcas dialoguem com os clientes”. Citou, também, os sete pecados capitais dos publicitários:
VAIDADE – “Ninguém é dono da verdade”
GULA – “A informação não é conhecimento”
LUXÚRIA – “Otimismo não é sucesso”
INVEJA – “Cuidado com o excesso de confiança”
AVAREZA – “A carreira é uma eterna jornada”
PREGUIÇA – “Atualize sempre opiniões e conceitos”
IRA – “A unanimidade é burra”
Explicou o Modelo Jabuticaba; disse, sabiamente, que para a formação de uma nova mídia deveremos saber dialogar com aqueles que estão hoje nas maternidades, visto que o futuro está nascendo hoje; conceituou a vocação das marcas e seus valores; defendeu as redes sociais como a melhor forma de diálogo com o cliente; revelou que comunicadores são “animadores do processo coletivo de inteligência”. Mas o ápice de sua palestra se deu em duas frases: “Vocês estudam comunicação, não estudam para aparecer” – quando criticava o youtube – e “A propaganda, hoje, é muito mais conteudista”, que resumiu todas as outras palestras daquele dia.
A Fabiana Manfredi da DM9DDB e o Luis Fernando Moteleone da NAKED prosseguiram na mesma linha ao dizerem que o conteúdo é uma nova abordagem da propaganda, que hoje é preciso criar uma comunicação muito mais funcional. O enfoque de ambos se deu pelo conceito de SHARING:
“A vida do consumidor é mais importante do que a marca. É ele quem vai determinar a sua reverberação” – Fabiana.
“Quando elas [pessoas] compartilham uma propaganda com alguém, elas estão preocupadas com o sentimento que vai despertar no amigo, alegrá-lo, e não com a marca. Hoje, propaganda é contar histórias e estabelecer valores”. – Luis Fernando
A palestrante do portal da GLOBO.COM, Jessica Arslan, trouxe uma apresentação mais voltada para números de audiência, acesso e crescimento de mercado, mas, ainda assim, sua conclusão foi a mesma daqueles que tinham se apresentado antes dela. “O conteúdo é o protagonista. Se você tiver uma boa história para contar, com certeza terá alguém para ouvir”.
Você deve estar se perguntando – ou não – se eu finalmente achei a resposta para a pergunta que me fizeram: “Se você é jornalista, o que está indo fazer num festival publicitário?”, pois bem, eu encontrei. Depois de domingo, fazendo uma reflexão sobre tudo o que aprendi, pude reencontrar em vários discursos aquilo que Chico Ornellas (Estadão) disse para nós, em uma palestra de duas horas e meia, na Semana da Comunicação da UNITAU: “Antigamente, tinha o poder aquele que detinha os meios de comunicação. Hoje, o poder está nas mãos daqueles que tem o acesso”. Ainda dirão que Jornalismo e Publicidade não têm nada a ver? Está bem, pois minha conclusão não termina por aqui. Quando entramos na faculdade, ouvimos dizer que liberdade de imprensa, na verdade, chama-se liberdade de empresa, visto que nossos meios, nossos trabalhos, são diretamente dependentes da publicidade. Agora eu te pergunto: Não seria lógico que jornalistas acompanhassem as tendências do mercado de publicidade? Saber onde, em qual meio ou veículo, está havendo mais investimento? Afinal, eles seguem o fluxo do público, daqueles que tem o poder de acesso, não deveríamos ter esse tipo de atitude também?
Em suma, para finalizar esse texto – que já se deu extenso demais – relembro, novamente, a matéria que fiz ano passado, uma fala do Professor Josué Brazil que dizia: “O aluno que vai a esse encontro volta com uma visão muito mais forte de sua profissão e com um conhecimento mais amadurecido”. De fato, ele tinha razão, afinal, não poderíamos esperar nada menos de um festival que, devido ao nome, tem a obrigação de te colocar “pra cima”.

24º FEST’UP: O OLHAR DE ALGUÉM QUE,MESMO LONGE, ESTÁ BEM PERTO.

Por Cecília Láua

Nesse final de semana, 1 e 2 de setembro, aconteceu na FAAP – Faculdade Armando Álvares Penteado, na cidade de São Paulo, a 24ª edição do Festival Universitário de Publicidade organizado pela APP (Associação dos Profissionais de Propaganda), da qual tive o grande prazer em participar. Vocês se perguntam o porquê do interesse de uma aluna de jornalismo por esse evento, assim como tantas pessoas também me questionaram e, bem, confesso que até domingo eu responderia que o motivo da minha ida era “Produção” – sendo que, na verdade, não sabia ao certo a resposta.

No ano passado, como caloura, fiz uma matéria sobre a 23ª FEST’UP que foi publicada no jornal Diário de Taubaté. Lembro-me que para a apuração eu possuía apenas os dados fornecidos pelo site da APP e não me aprofundei muito. Hoje, relendo a matéria depois de ter vivido a experiência – jornalismo gonzo – percebi que poderia ter ido muito além.

Sábado, 01.09.2012

Apesar de termos sofrido com o horário de saída da cidade de Taubaté, às 5h30, fiquei grata por termos chegado tão cedo e conseguido os crachás de cor vermelha, bastante concorridos, visto a qualidade dos palestrantes para aquele auditório. Para quem não sabe, as palestras do FEST’UP são dividas em cores com respectivas salas. O crachá que se pega no sábado, vale também para o de domingo.

A programação para aquele dia contava com a Bullet  em Multiplataformas de Comunicação, a Cubo com Criatividade e Inovaçao, a Agencia África representando Agencias de Comunicação e como Produtoras de Cinema e TV, a Sentimental.

Logo de cara, a Bullet conseguiu conquistar o público com uma apresentação bastante visual, com diversos Cases –  Skol Folia e Ipod no Palito – e macetes para emplacar campanhas de sucesso:

# 1 Quebre a Rotina

#2 Faça seu consumidor se divertir

#3 Use os meios ao seu favor.

Mas, particularmente, o palestrante Aldo Pini conseguiu me conquistar ao fazer um link com a área de jornalismo e assessoria de imprensa – atitude que não aconteceu outro momento.  “Muita informaçao e pouco tempo, as marcas precisam aproveitar cada chance única com o consumidor”, “Marcas não vendem mais idéias, marcas tem que vender narrações verdadeiras, contando de diferentes formas em diferentes meios” – Aldo Pini (aldo@bullet.com.br).

Em seguida, o Matheus Barros discursou pela Cubo de uma maneira diferente, com menos recursos, mas também marcou presença de alguns conceitos como manter uma flexibilidade maior com o cliente. “O céu é o limite, na condição de que você saiba se comunicar bem com o cliente”.

Paramos para almoçar, mas somente quando voltamos ao auditório vermelho nossa fome por conhecimento foi saciada. O palestrante Marcio Santoro (msantoro@africa.com.br), da Agência África, fez uma apresentação encantadora, començando por contar um pouco das suas experiências e dizer que mantém dentro de si – e que todos deveriam fazer o mesmo – um “coração de estagiário”, renovando sempre o desejo de aprender sempre mais. Depois,  uma apresentação sobre a agencia, um holding de propaganda, mostrando as filiais em Rio de Janeiro, New York e San Francisco, dizendo que “O Brasil nunca esteve tao global”. O Marcio conseguiu conquistar a platéia mesmo com os Cases: Budweiser, Vivo (Eduardo e Monica), Itaú, Gilette e Brahma. Só posso dizer que no final da apresentação passou por mim uma vontade de mudar de curso – mas foi embora.

A apresentação da Sentimental Filmes foi mais técnica. Marcos Araujo detalhou organogramas, roteiros e todas as fases de produção – motivo pelo qual eu supostamente teria ido ao evento e que conseguiu suprir e tirar dúvidas restantes.

Domingo, 02.09.2012

No domingo as palestras começaram mais tarde, às 10h, e contamos com Casblanca On Line, Naked e DM9DDB em parceria, Satelite e GLOBO.COM. Posso dizer que foi o dia que mais aproveitei e que mais me tocou profissionalmente.

André Porto Alegre fez um discurso emocionante e enérgico, pela Casablanca, ao falar da Indústria do Diálogo. “Nós estudamos para que as marcas dialoguem com os clientes”. Citou, também, os sete pecados capitais dos publicitários:

VAIDADE – “Ninguém é dono da verdade”

GULA – “A informação não é conhecimento”

LUXÚRIA – “Otimismo não é sucesso”

INVEJA – “Cuidado com o excesso de confiança”

AVAREZA – “A carreira é uma eterna jornada”

PREGUIÇA – “Atualize sempre opiniões e conceitos”

IRA – “A unanimidade é burra”

Explicou o Modelo Jabuticaba; disse, sabiamente, que para a formação de uma nova mídia deveremos saber dialogar com aqueles que estão hoje nas maternidades, visto que o futuro está nascendo hoje; conceituou a vocação das marcas e seus valores; defendeu as redes sociais como a melhor forma de diálogo com o cliente; revelou que comunicadores são “animadores do processo coletivo de inteligência”. Mas o ápice de sua palestra se deu em duas frases: “Vocês estudam comunicação, não estudam para aparecer” – quando criticava o youtube – e “A propaganda, hoje, é muito mais conteudista”, que resumiu todas as outras palestras daquele dia.

A Fabiana Manfredi da DM9DDB e o Luis Fernando Moteleone da NAKED prosseguiram na mesma linha ao dizerem que o conteúdo é uma nova abordagem da propaganda, que hoje é preciso criar uma comunicação muito mais funcional. O enfoque de ambos se deu pelo conceito de SHARING:

“A vida do consumidor é mais importante do que a marca. É ele quem vai determinar a sua reverberação” – Fabiana.

“Quando elas [pessoas] compartilham uma propaganda com alguém, elas estão preocupadas com o sentimento que vai despertar no amigo, alegrá-lo, e não com a marca. Hoje, propaganda é contar histórias e estabelecer valores”. – Luis Fernando

A palestrante do portal da GLOBO.COM, Jessica Arslan, trouxe uma apresentação mais voltada para números de audiência, acesso e crescimento de mercado, mas, ainda assim, sua conclusão foi a mesma daqueles que tinham se apresentado antes dela. “O conteúdo é o protagonista. Se você tiver uma boa história para contar, com certeza terá alguém para ouvir”.

Você deve estar se perguntando – ou não – se eu finalmente achei a resposta para a pergunta que me fizeram: “Se você é jornalista, o que está indo fazer num festival publicitário?”, pois bem, eu encontrei. Depois de domingo, fazendo uma reflexão sobre tudo o que aprendi, pude reencontrar em vários discursos aquilo que Chico Ornellas (Estadão) disse para nós, em uma palestra de duas horas e meia, na Semana da Comunicação da UNITAU: “Antigamente, tinha o poder aquele que detinha os meios de comunicação. Hoje, o poder está nas mãos daqueles que tem o acesso”. Ainda dirão que Jornalismo e Publicidade não têm nada a ver? Está bem, pois minha conclusão não termina por aqui. Quando entramos na faculdade, ouvimos dizer que liberdade de imprensa, na verdade, chama-se liberdade de empresa, visto que nossos meios, nossos trabalhos, são diretamente dependentes da publicidade. Agora eu te pergunto: Não seria lógico que jornalistas acompanhassem as tendências do mercado de publicidade? Saber onde, em qual meio ou veículo, está havendo mais investimento? Afinal, eles seguem o fluxo do público, daqueles que tem o poder de acesso, não deveríamos ter esse tipo de atitude também?

Em suma, para finalizar esse texto – que já se deu extenso demais – relembro, novamente, a matéria que fiz ano passado, uma fala do Professor Josué Brazil que dizia: “O aluno que vai a esse encontro volta com uma visão muito mais forte de sua profissão e com um conhecimento mais amadurecido”. De fato, ele tinha razão, afinal, não poderíamos esperar nada menos de um festival que, devido ao nome, tem a obrigação de te colocar “pra cima”.

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