Uma boa dica de leitura

BONITINHA OU ORDINÁRIA
Em propaganda não há meio-termo é Cute ou Corny      
 

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Memórias que ensinam, como fazer propaganda criativa
Biografia profissional de um dos maiores nomes da propaganda brasileira de todos os tempos. Através de relatos e cases o autor narra parte da história da propaganda no brasil.
Se você está lendo este texto, é porque se interessa por propaganda.
O que você vai encontrar aqui dentro são muitas histórias do mundo da propaganda, algumas cheias de glamour, outra sem – mas todas ela vividas e lembradas por um dos grande publicitários brasileiros. (Alguns exageram e dizem que Julio é o maior…)
Além de descrever uma vida interessante, cheia de curiosidades, humor, algumas tristezas, “Bonitinha ou Ordinária” também ensina: a criar e fornece os exemplos de propaganda superior, a buscar estratégia adequada e como criar campanhas de propaganda partindo do zero. Talento é por sua conta.
A carreira de Julio Cosi começou em 1947. Ele formou-se em direito, mas nunca teve alma para advogado; sempre amou a propaganda e o marketing. Foi aluno da primeira turma da então Escola de Propaganda do Museu de Arte de São Paulo, hoje ESPM
O Julio escreve bem e conta, em detalhes, como eram as coisas. O livro tem humor bem dosado e também mostra como ele e seus companheiros sempre se rebelaram contra a propaganda sem graça (e sem impacto).

Sobre o autor:

Filho do publicitário pioneiro, Julio Cosi, da Eclética, Julio Jr. foi presidente de duas agências, e vice-presidente de três. Foi também presidente da ABAP a Associação Brasileira das Agências de Publicidade. Julio foi discípulo do mestre Bill Bernbach, indiscutivelmente o mais importante publicitário do século 20, mas faz questão de esclarecer que falou com ele apenas no primeiro dia de estágio na Doyle Dane Bernbach. É mais exato dizer que Julio se tornou um discípulo dos apóstolos do mestre: Bob Gage, Dave Reider, Bill Taubin, Mary Wells, Helmut Krone, Bob Levenson, Bert Steinhauser, Lore Lionel, Phyllis Robinson, David Herzbrun, Paula Green e outros ‘monstros’ da criação.
Mas recebeu, um dia, das mãos do mestre Bernbach, no Rio de Janeiro, o primeiro troféu ‘Lampada de Ouro’ pelo comercial da campanha “Século XX” (o bombardeio de Londres), criado por Sergino O. Souza e Dorian Taterka para o cliente Abril Cultural.
Julio mora em São Paulo, e continua atuando como consultor de marketing e conselheiro de propaganda. Ele também cozinha muito bem e é autor de três livros de culinária.

Boas maneiras digitais

“Boas maneiras” nas ações de e-mail marketing

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A  Associação Brasileira de Marketing Direto (ABEMD) elaborou há algum tempo esta relação de “Boas maneiras” para contribuir na estruturação de ações de e-mail marketing. Trata-se de uma série de recomendações que conduzem a uma utilização ética, pertinente e responsável do e-mail como ferramenta de marketing. Estas orientações se fundamentam no respeito aos destinatários das ações e, também, no uso adequado da internet, o que certamente contribuirá para as empresas alcançarem os resultados desejados e construírem um relacionamento sólido e de confiança mútua com clientes e prospects.

 

1 – Ética. Atuar dentro do Código de Ética da ABEMD, que conceitua detalhadamente as boas práticas no Marketing Direto.

2 – Opt in. O primeiro recebimento é muito importante, porque marca o início da relação. É preciso ter permissão para prosseguir o relacionamento, por meio do opt in do receptor, tanto quando ele procura como quando é procurado.

Quando é a pessoa quem procura a empresa, o campo onde é feita a opção pelo recebimento da mensagem deve estar visível e com descrição clara do produto ou serviço oferecido.Quando é a empresa quem procura a pessoa, tratando-se do primeiro contato deve-se informar como foi possível chegar a ela, explicitar o produto ou serviço oferecido e apresentar de forma visível a alternativa opt in. Se a pessoa não responder o e-mail com essa alternativa assinalada, deve-se entender que não deseja receber novas mensagens.

3 – Opt out. Toda mensagem precisa ter opt out. É prerrogativa do receptor decidir o momento em que não quer mais receber mensagens de determinado emissário.

4 – Uso do endereço eletrônico. Quando houver cadastro prévio, deve ficar claro que o endereço eletrônico poderá ser utilizado para o envio de mensagens comerciais, ou seja, na geração de leads próprios ou, se for o caso, repassado também com a finalidade de envio de mensagens comerciais. E o receptor deve manifestar sua concordância com isso.

5 – Tamanho dos arquivos. Procure sempre limitar o tamanho dos arquivos enviados, seja no corpo das mensagens ou nos anexos. Deve-se ter sempre em mente o público da média inferior em capacitação tecnológica (software, hardware e modalidade de conexão). Sugere-se mensagens no formato txt ou html, este último com tamanho máximo de 12 KB, e que as figuras (gif’s) não estejam anexadas na mensagem, mas sim localizadas em servidor próprio.

6 – Auto-executáveis. Não devem ser enviados arquivos com auto-funcionamento. Os auto-executáveis são arquivos que os programas gerenciadores de e-mail conseguem ler e interpretar, iniciando automaticamente algum processo que não é necessariamente desejado pelo receptor. Essa modalidade de arquivo também torna o sistema vulnerável à transmissão de vírus (voluntária ou não).

7 – Relevância. O consumidor não se incomoda em receber uma mensagem de cunho comercial, desde que seja relevante para ele. Portanto, preocupe-se sempre com o conceito de relevância.

8 – Freqüência. Deve-se preferencialmente oferecer ao cliente que assinale a opção de sua preferência na freqüência de recebimento de informações ou solicitar que ele opte entre as diversas alternativas de periodicidade que lhe são oferecidas. Quando não for possível oferecer que faça a opção, deve-se deixar claro qual a freqüência de envio das mensagens.

9 – Política de relacionamento. É sempre conveniente que se tenha clareza na política de relacionamento adotada, o que pode ser feito por meio de um contrato/compromisso assumido formalmente com o consumidor.

Um bom artigo

Conceito: alívio imediato para a dor de criar.

Por Taíse Gasparin
 
Não é possível que criar possa doer tanto que se sinta um alívio tão grande depois. Mas, no entanto, e tenho observado que com frequência, o ato de criar causa pânico, desespero e certa angústia. Sempre me perguntei se haveria algum remédio capaz de curar essa dor.
Eis que um professor de planejamento das aulas de Bootcamp da Miami Ad School um dia me disse: “Se tiveres tu um conceito definido, mergulha de cabeça, véio”.
Em outras palavras, ele estava dando a dica de ouro, quase um Prozac pro problema todo da angústia de criar: o tal do CONCEITO.
Todo mundo fala de conceito e aposto como 50% das pessoas não sabem exatamente o que isso significa.
Conceito é: o que você quer dizer nessa propaganda. O conceito, o centro, o “tudo”.
Essa é a parte difícil. Resolvido ele, o conceito, aí falar de ideias é mole pro gato.
Um conceito bom já dá margem pra umas trezentas ideias: umas 290 ruins, umas 10 boas, umas 5 viáveis, umas 3 aprováveis (afinal, temos o planejamento, a verba, o cliente, etc.).
Mas chegar nesse conceito é o que causa a angústia.
Tente fazer o caminho reverso de um anúncio que você tenha visto ultimamente e procure descobrir qual conceito fez o criativo chegar naquela ideia.
Exemplo Matusalém de um bom conceito é o “Não tem preço” da Mastercard. Maldita Visa com esses mexicaninhos cantando: “coisa triste”. Conceito BOM mesmo é o da Mastercard. Conceito que, por acaso, também é um slogan do &@#@%$&.
Quando assisti à palestra da dupla de criação da McCann Erickson no primeiro Fest Up da minha vida, sobre essa campanha, eu ainda era adolescente. A campanha tá aí até hoje, funcionou em todos os países e culturas e É o melhor exemplo de um conceito bem criado.
Quer uma prova? Crie um roteiro de TV com este conceito, com o tema que quiser: mulher, futebol, família. Não vai doer nada, né? A parte mais difícil tá pronta.
Agora experimenta pegar uma campanha numa sexta-feira depois do almoço e definir “aquele conceito” incontestável. Aaah. Aí dói.
E, falando em “incontestável”… Pra começo de conversa um bom conceito tem que passar por algumas provas de fogo e cada uma delas é praticamente uma unha arrancada a alicate. Quase uma prova quádrupla do Rotary, só que cada pergunta pode jogar seu conceito brilhante diretamente para o lixo.
Suponhamos que você tenha definido um conceito maravilhoso para um produto:

1- É verdade? É a mais pura verdade? As pessoas reconhecem como verdade? Porque dizer que o produto é o melhor não cola. O mais gostoso? Relativo. O único? Hmmm tá querendo enganar quem? Tem que dizer uma verdade sobre o produto, serviço ou sobre a vida. Mas algo que as pessoas leiam ou ouçam e digam: “ããããh é verdade”. (Mais informações nas obras de Bakthin, sobre linguística e conhecimento prévio)

2- Não é igual ao conceito do fulano, da agência X pro produto Y? Cheque no Google, por favor. É o mínimo que você pode fazer pela sua reputação.

3- É fácil de entender? Seus colegas entenderam? Sua mãe entenderia? Sua empregada?!?!?! O público-alvo, que tal? Pense nele com um carinho todo especial. Porque é PRA ELE que a campanha vai primeiro e não pro seu portfólio, ok?

4- Você consegue, de cara, pensar em 3 ideias criativas com esse mesmo conceito?

Passou pela prova? Que belezinha! Agora é desenvolver as peças seguindo o roteiro como se fosse uma doutrina.
Chame seu dupla de criação. Conversem horas. Pesquisem horas, vejam referências. Rabisquem um monte de coisas sem noção. Guardem alguns Desencannes que venham a surgir no meio do caminho. Você vai começar a ver os frutos de um bom conceito aflorando em ideias diferentes e AÍ SIM, vai entender porque um conceito bom é realmente o alívio de todas as angústias de criar.

Finalize com hipoglós e pronto!

Taise Gasparin é formada em Publicidade e Propaganda pela UNITAU, com especialização em Língua Portuguesa – gramática e uso. Estudou Redação Publicitária na Miami Ad School | ESPM. Atualmente, é Diretora de Criação da MaCost Brasil.