Já ouviu falar de marketing conversacional?

Marketing conversacional: o futuro da relação empresa – consumidor

*Por Raphael Godoy

O marketing conversacional ainda não é um verbete do Wikipedia, tem menos de 90 resultados na pesquisa do Google em língua portuguesa e não aparece (ainda!) no Google Trends Brasil dos últimos 12 meses. Mesmo assim, é capaz de elevar a relação das empresas com os clientes a um nível jamais visto com outros métodos de interação. E aqui estou falando do telefone, mobile, e-mail e até dos apps e redes sociais.

Como isso é possível? Primeiro, porque o marketing conversacional não é simplesmente uma junção de palavras já conhecidas que mantêm seus significados particulares. Muito além disso, o marketing conversacional se apropria de dois termos conhecidos para ressignificá-los e criar um universo de possibilidades na indústria 4.0, onde a comunicação não pode ser mais uma via de mão única. Assim, quem se comunica precisa estar preparado tanto para emitir a mensagem quanto para receber e reagir prontamente aos feedbacks, que podem vir de diferentes e múltiplos canais. Não parece simples, mas já é totalmente possível.

O marketing conversacional parte do princípio de que a humanização está na qualidade e prontidão da resposta para sanar as dores, e não, necessariamente, no atendimento humano. É fácil entender esse exemplo ao pensar nas ligações que fazemos com o objetivo de resolver um problema – em relação a um produto, serviço ou uma dúvida – mas, ao desligar o aparelho, temos a sensação de que apenas perdemos tempo, depois de uma série de transferências de linha.

A boa notícia é que tudo pode ser mais simples! O marketing conversacional chega para transformar a comunicação em uma conversa personalizada, contextual (o histórico não se perde) e com respostas em tempo real ou no tempo adequado para melhorar a experiência dos clientes, colocando-os no centro.

A questão é que a transformação digital não é um termo passageiro. É uma revolução que está apenas começando e, por isso, demanda novos modelos de serviços, produtos, atendimento. Em recente estudo, divulgado em abril deste ano, a consultoria Gartner apoia essa visão ao afirmar que a automação de processos e a adoção de tecnologias que agreguem agilidade e inteligência às operações deverá crescer em ritmo frenético em poucos anos, por demanda do próprio mercado. Só em 2018, de acordo com a consultoria, os investimentos globais em tecnologia da informação deverão somar US$ 3,7 trilhões, um aumento de 4,3% sobre 2017. E em dois anos, o número de dispositivos conectados à Internet em todo o mundo passará dos 30 bilhões.

Por tudo isso, o marketing conversacional conta com uma tecnologia imbatível: o chatbot, canal com grau de importância de 3,9 (em uma escala até 5) para a comunicação com os clientes, segundo pesquisa realizada em junho pelo Share, especializado em consultoria direcionada à curadoria de conteúdos para marketing e agências, que considerou a opinião de profissionais de marketing digital e agências.

Esse número é totalmente compreensível se olharmos para as vantagens trazidas por esses assistentes virtuais: atendimento 24 horas por dia, nos sete dias da semana; escalabilidade; automação que possibilita diversos atendimentos qualificados ao mesmo tempo; comunicação pelo canal preferido pelo cliente; possibilidade de ser aplicado a todos os modelos de negócios para resolver diversas dores; além de possibilidade de integração com diversas ferramentas do ecossistema atual de marketing, como CRM, inbound marketing, funil de vendas, e-commerce e muitas outras possibilidades.

O marketing conversacional, com o suporte do chatbot, transita por toda a jornada do cliente. Está presente na atração e qualificação com a geração e avaliação de leads; na ativação, com promoções e atendimento; e na fidelização, retenção e reativação com promoção, atendimento e pesquisas de satisfação. Assim, é possível qualificar, engajar e informar, desde que o chatbot tenha uma personalidade bem definida e aderente ao perfil das pessoas com as quais se comunica, seja construído com base em storytelling e oriente a próxima ação.

Segundo o Gartner, 85% dos consumidores vão se relacionar com as marcas sem interagir com humanos. Sua empresa está preparada para essa nova realidade? Posso te dizer, com toda a certeza, que se o marketing conversacional for implantado ao longo desses próximos dois anos, a sua companhia certamente estará!

* Raphael Godoy é head de Marketing na Zenvia, empresa líder brasileira em mensagens e chatbots.

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Coluna {De dentro pra fora}

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A pirâmide das necessidades profissionais

Lembra de Maslow com a hierarquia das necessidades humanas, a famosa pirâmide? Então, Roger D‘Aprix, profissional de comunicação super respeitado e escritor (Communicating for Change: Conectando o local de trabalho com o mercado e The Credible Company: Comunicar com a força de trabalho cética de hoje), aventurou-se a definir as necessidades de informações dos empregados.

Hoje, discutimos muito sobre a importância de uma comunicação estratégica, quais assuntos devem estar em pauta e se não estamos investindo energia para demandas sem relevância para o negócio. Tudo isso é muito preocupante, porém acredito que exista uma necessidade de informação ainda anterior a tudo isso. E é aí que o D’Aprix entra com sua listinha.

• Qual é o meu trabalho?

• Como estou indo?

• Quem se importa?

• Como estamos nos saindo?

 • Para onde estamos indo?

• Como posso ajudar?

Para não me estender muito, vou resumir em mais reflexões:

• Os funcionários têm clareza sobre o que é esperado deles?

• Eles recebem feedbacks?

• Eles são reconhecidos, têm um plano de desenvolvimento?

• Eles sabem como o trabalho individual é importante para o time e os resultados da empresa?

• Eles conhecem a estratégia da empresa para o futuro?

• Eles sabem como podem colaborar para essa estratégia?

Essas reflexões fazem parte da análise de D’Aprix e são muito coerentes para as nossas preocupações atuais. Não adianta querermos uma comunicação estratégia se nossos públicos ainda nem têm clareza sobre seu trabalho, se eles não recebem feedback. Para seu próximo planejamento, que tal começar pelas necessidades básicas do público interno?

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